Luquinhas percebia tudo, talvez porque tivesse aquele tipo raro de inteligência que nasce da observação. Num fim de tarde, enquanto fechávamos o depósito, ele apareceu do meu lado mascando chiclete.
— Cês brigaram mesmo?
— Quem?
— Cê e o Cristiano.
— Por quê?
— Porque quando cês tão brigando, conversam demais.
Olhei para ele, Luquinhas sorriu.
— Quando cês ficam quietos... aí é que eu desconfio.
Dei uma risada.
— Você inventa cada coisa.
— Invento não.
Ele apontou discretamente para Cristiano do outro lado do galpão.
— Olha lá.
Cristiano fingia conversar com outro funcionário, mas olhava para mim a cada poucos segundos. Quando percebeu que eu havia notado, virou imediatamente o rosto. Luquinhas soltou uma gargalhada.
— Tá vendo?
Balancei a cabeça.
— Você tá doido.
— Sou observador.
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No domingo, fui eu quem mandou mensagem.
“Tá fazendo o quê?”
Cristiano demorou quase uma hora para responder.
“Nada.”
Depois outra.
“Mentira. Tô lavando roupa.”
Sorri sozinho, nunca imaginei Cristiano separando roupa branca de roupa colorida. Respondi.
“Precisa de ajuda?”
Cinco minutos, dez, quinze. Achei que ele não responderia. Então o telefone vibrou.
“Você vem mesmo?”
Olhei para a tela, sorri sem perceber.
“Vou.”
A resposta chegou quase imediatamente.
“Então traz cerveja. A minha acabou.”
Era um convite ridiculamente simples. Nada de declarações, nada de promessas, nada de romance. Só dois colegas e cerveja. E, curiosamente, foi naquele momento banal, muito mais do que na noite em que nos beijamos pela primeira vez, que percebi que alguma coisa estava mudando entre nós.
Porque pessoas podem desejar umas às outras por uma noite, mas só começam, de fato, a ocupar espaço na vida uma da outra quando passam a caber nas pequenas rotinas. Na lista de compras, na mensagem sem motivo, no café dividido, na roupa estendida no varal.
Ao chegar ao barraco de Cristiano, o cheiro de alvenaria velha e umidade me envolveu. O lugar, como já conhecia, era modesto, um sofá desgastado ocupando o centro da sala/cozinha pequena, com uma TV antiga sobre um suporte de tijolos.
Cristiano me recebeu, abrindo as latas de cerveja gelada que eu trouxe. Um jogo começou na tevê, o narrador gritando pelo alto-falante distorcido. Nossa conversa flui solta sobre futebol, trabalho e as banalidades do dia a dia, um ruído branco seguro para preencher o silêncio.
Mas a minha atenção estava dividida. Meus olhos, traiçoeiros, desviavam para Cristiano, esparramado no sofá, vestindo apenas um short de tecido leve, desgastado pelo uso, e o corte era ousadamente curto.
O que prendeu o meu olhar, no entanto, foi a ausência de qualquer roupa de baixo. O tecido se moldava ao corpo magro e esguio de Cristiano, deixando claro que ele estava nu por baixo do short fino, e o volume entre as pernas balançava livremente a cada movimento que Cristiano fazia para ajustar a postura no sofá, deixando a forma do seu membro óbvia contra o tecido.
Minha garganta secou. Bebi um gole longo da cerveja, tentando focar na bola correndo no gramado, mas a visão da coxa musculosa de Cristiano escapando da bainha do short, seus pelos loiros sobre a pele clara, era uma distração física, um puxão na barriga que eu não conseguia ignorar.
O tempo passou, as latas se acumularam na mesa de centro, e a tensão no ar ficou mais densa. O jogo continuava, mas a conversa morreu. Eu, sentado ao lado de Cristiano, não aguentei mais a prova de resistência. A visão daquele cacete balançando era um convite demasiado direto para ser ignorado.
Eu me aproximei no sofá, meu coração batendo forte contra as costelas. Com a mão trêmula, mas decidida, deslizei a palma da minha mão sobre a coxa de Cristiano, sentindo o calor da pele viva dele. Cristiano não se afastou, ao contrário, relaxou sob o meu toque, apenas soltando um grunhido abafado e afastando as pernas uma da outra, abrindo caminho. Encorajado, deixei a mão subir mais, encontrando a borda do short.
Meus dedos roçaram o tecido do short, encontrando a protuberância quente e dura. Toquei a base do membro que inchava rapidamente, e comecei a acariciar seu cacete, lentamente, sentindo a pele esticada e o peso quente crescer em minha mão, o sangue correndo para encher aquela carne, engrossando o membro sob os meus dedos ávidos. Era uma punheta lenta, deliberada, torturante, feita enquanto ambos mantínhamos os olhos fixos na tela, embora nenhum de nó dois estivesse vendo mais nada.
A respiração de Cristiano mudou, se tornando mais pesada e audível. O controle dele ruiu em segundos. O som do jogo virou um zumbido irrelevante. Ele virou o rosto, seus olhos azuis fixos nos meus, capturando os meus lábios num beijo faminto, bruto e urgente.
Mas não houve espaço para romantismo. Com um movimento brusco, ele empurrou a minha cabeça para baixo. Deslizei do sofá para o chão de cimento, sem revestimento, me posicionando de joelhos entre as pernas abertas de Cristiano. Meus joelhos roçavam no piso áspero, mas eu não me importava. O short de Cristiano foi puxado para o lado, liberando a ereção que saltou, rija e pulsante. Era uma pica grossa, com veias azuis saltadas.
Eu não esperei. Me inclinei, abri bem a boca e, num movimento único, envolvi a glande com a língua, sentindo o gosto salgado e o cheiro forte de homem de Cristiano. Eu mamei com vontade, sugando a carne dura, a levando até o fundo da minha garganta, provocando um arqueio de prazer dele. Enquanto chupava, minhas mãos seguravam as coxas peludas de Cristiano, o puxando para mais perto. O som da sucção se misturava aos grunhidos guturais que vinham de cima, daquele menino homem louro que enterrava a sua pica na minha garganta.
Chupei com fome, minha língua dançando em volta da cabeça do pau, lambendo a uretra, descendo até o saco peludo e chupando as bolas com delicadeza antes de voltar a atacar o mastro. Cristiano entrelaçava os dedos no meu cabelo, guiando o ritmo, fodendo a minha boca com força, ouvindo os sons obscenos de saliva e carne batendo.
"Chupa isso, garoto," sussurrava Cristiano, sua voz rouca.
De repente, Cristiano se levantou, me puxando pela camiseta. A força foi bruta, dominadora. Ele me jogou de costas no sofá velho, que rangeu sob o peso. Sem cerimônia, Cristiano agarrou as minhas pernas, arrancando meu calção e a cueca junto, elevando as minhas pernas e as afastando, expondo o centro de meu desejo.
Cristiano não perdeu tempo. Ele se deitou, com o rosto colado entre as minhas pernas, e começou a beijar a parte interna das minhas coxas. Ele agarrou as minhas nádegas, as separando com força, e mergulhou a cara entre elas, lambendo a minha bunda, mordiscando a minha pele macia antes de atacar o meu anelzinho apertado.
A língua quente e úmida de Cristiano bateu no meu cuzinho, me molhando, me preparando com saliva e vontade. O beijo era brutal e molhado, Cristiano lambia, sugava e me penetrava com sua a língua. Eu arqueei as costas, meus dedos cravando no tecido gasto do sofá, gemendo alto, pedindo mais, enquanto a língua de Cristiano me invadia, abrindo caminho, me deixando liso e escorregadio, pronto para ser tomado. A saliva escorria pelas minhas coxas, lubrificando o caminho.
Quando o meu buraquinho estava relaxado e brilhando de babado, Cristiano se levantou, limpou a boca com o dorso da mão e se posicionou sobre mim. Sem aviso, ele alinhou o pau na minha entradinha e empurrou a cintura para frente. A penetração foi implacável. A cabeça da pica rompeu a resistência do meu músculo, deslizando para dentro do meu canal quente e apertado, entrando num golpe forte e seco.
Eu gritei, uma mistura de dor e prazer intenso, meus dedos cravando no tecido do sofá velho, enquanto Cristiano avançava até a base da pica. Cristiano não esperou eu me acostumar, ele começou a foder com vontade, batendo a virilha contra a minha bunda, fazendo o sofá ranger em protesto. Nós começamos na posição papai e mamãe, comigo de costas, olhando nos olhos do moleque marrento que me possuía.
Cristiano não teve piedade. O ritmo foi inclemente, a pélvis socando com força, o som da pele batendo na pele ecoando pelas paredes do barraco. Cada golpe rasgava um gemido meu, que me agarrava aos ombros largos de Cristiano, sentindo cada centímetro do membro espesso arrastando minhas paredes internas. Ele ergueu as minhas pernas sobre os seus ombros. A posição permitia que Cristiano olhasse nos meus olhos enquanto me arrombava, vendo o meu rosto se contorcer de prazer a cada golpe fundo.
Cristiano, então, me puxou, me virando de bruços. A posição mudou para a de quatro. Apoiei os meus joelhos e as mãos no sofá, empinando bem o traseiro, a cabeça baixa, súplice, minha coluna curvada, oferecendo a minha bunda firme. Cristiano agarrou a minha cintura com força, deixando as marcas dos dedos na minha pele clara, e retomou a foda, agora mais profunda, atingindo o ponto certo que me fazia tremer todo.
A visão da pica entrando e saindo do meu cuzinho, brilhando com a lubrificação, era obscena. Cristiano batia forte, sacudindo o meu corpo inteiro, que balançava para frente e para trás, impotente diante da força bruta dele. O suor escorria pelas minhas costas, se misturando ao ar quente do ambiente.
Não satisfeito, Cristiano me puxou de volta, me fazendo sentar em seu colo. Agora na cavalgada, era eu quem controlava, mas a fadiga começava a pesar. Eu empurrei Cristiano contra o encosto do sofá, e praticamente subi em cima dele, montando o pau duro. Subia e descia devagar, sentindo cada um dos dezenove centímetros me preenchendo, a espessura de Cristiano roçando no ponto certo dentro de mim, enquanto Cristiano sugava os meus mamilos, os deixando vermelhos de tanto chupar.
A sensação de preenchimento era total, absoluta. Eu rebolava na vara de Cristiano, pulando, o pau batendo no fundo do meu cuzinho, que eu apertava ao redor da vara dele, ouvindo Cristiano praguejar baixinho, sentindo as mãos dele segurando as minhas nádegas, ajudando no movimento, enquanto minhas próprias mãos se apoiavam no peito suado de Cristiano.
A exaustão começou a pesar, mas o desejo ainda era forte. Por fim, Cristiano manobrou os nossos corpos de lado, se deitando atrás de mim. A conchinha, a minha posição favorita. Nós ficamos colados, peito contra costas, pernas entrelaçadas. Cristiano me penetrou novamente, mas agora o movimento era mais profundo, mais íntimo.
Ele beijava a minha nuca, mordiscava meu pescoço, enquanto fazia movimentos circulares com o quadril, martelando o fundo do meu cuzinho com precisão cirúrgica. O calor do corpo de Cristiano envolvia o meu como um cobertor pesado e seguro. Era ali, nos braços fortes de Cristiano, sentindo seu hálito quente no meu pescoço, que eu me encontrei.
O ritmo acelerou uma última vez. A respiração de Cristiano ficou ofegante, irregular. Ele me apertou com força, impedindo qualquer fuga. Com um urro surdo, Cristiano arqueou as costas e explodiu o prazer acumulado dentro de mim.
O jato quente de porra bateu no fundo do meu cuzinho, me enchendo, escorrendo para dentro enquanto Cristiano continuava a bombar, esvaziando as bolas, roçando a minha próstata a cada movimento.
"Toma toda essa porra nesse cuzinho... Vou gozar dentro, seu cu é meu", Cristiano sussurrou no meu ouvido, a voz rouca, cheia de posse. "Vou te engravidar todinho, você vai ver".
As palavras sujas foram o gatilho final. Eu gemi, meu corpo se contorcendo de tesão, meu próprio pau pulsando e soltando jatos de esperma sobre o sofá, peito e minha barriga, sem nem mesmo precisar me tocar. Eu me entreguei completamente, contraindo o cuzinho em espasmos ao redor do pau de Cristiano, sentindo o calor do esperma dele dentro de mim, pertencendo àquele macho gostoso e marrento que me dominava por completo.
O meu aperto foi o fim da linha para ele. Cristiano rosnou, cravou os dentes no meu ombro e bombou uma última vez, soltando uma última carga quente e grossa no fundo do meu cuzinho, me enchendo, me marcando por dentro. Nós ficamos ali colados, ofegantes, o suor se misturando ao esperma e à saliva, meu corpo ainda tremendo enquanto eu sentia o calor da porra escorrendo lá dentro de mim, entregue completamente ao prazer do meu macho.
Talvez Cristiano ainda repetisse que não queria compromisso, talvez acreditasse sinceramente nisso. Mas havia uma contradição silenciosa crescendo entre suas palavras e seus gestos e eu começava a suspeitar de que, cedo ou tarde, um dos dois teria de escolher em qual deles acreditar.
