🚫 Propagandas te atrapalhando? Assine o plano premium por menos de R$3/mês. Saiba mais →

O FETICHE SECRETO DO MEU NOVO NAMORADO I

Cansado destas propagandas? Assine por R$36/ano e navegue sem anúncios →
Um conto erótico de Manuela Rabão
Categoria: Heterossexual
Contém 3040 palavras
Data: 21/07/2026 20:42:41

Oie, gente. Manu aqui outra vez, rs.

Eu sei que faz bastante tempo que não apareço por aqui. Na verdade, nem sei explicar direito por que fiquei tanto tempo sem escrever.

Não foi porque minha vida ficou completamente parada. Algumas coisas aconteceram nesse meio-tempo, outras eu simplesmente preferi guardar para mim. Acho que depois de tudo que já vivi chegou um momento em que comecei a pensar um pouco mais antes de transformar cada aventura da minha vida em um conto.

Talvez seja a idade chegando.

Risos.

Mas vocês me conhecem. Uma hora ou outra eu sempre acabo voltando.

E dessa vez tenho bastante coisa para contar.

Para quem acompanha meus relatos há mais tempo, sabe que minha vida amorosa nunca foi exatamente simples. Depois de tudo que aconteceu com Marcos, depois do Ricardo e de todas as outras situações que vocês já acompanharam por aqui, eu realmente pensei que não entraria tão cedo em outro relacionamento sério.

Eu estava bem sozinha.

Minha carreira estava ótima, minha vida financeira organizada e, depois de tantas experiências, finalmente tinha aprendido a curtir minha sexualidade sem deixar que ela tomasse conta de tudo.

Ainda aconteciam algumas aventuras?

Claro.

Vocês sabem muito bem quem eu sou.

Mas era diferente.

Uma transa aqui, outra ali, algum encontro inesperado, alguma loucura quando surgia oportunidade e vontade. Depois eu voltava para minha casa, para meu trabalho, para minha academia e para minha vida normalmente.

Eu achava que tinha encontrado meu equilíbrio.

Até conhecer Davi.

Conheci ele por causa do meu trabalho.

Como já contei algumas vezes, sou engenheira civil e trabalho bastante com projetos, acompanhamento e consultoria de obras. Davi estava construindo um galpão comercial em uma região que vinha crescendo bastante na cidade.

Não era nenhuma obra gigantesca, mas também não era coisa pequena. Ele tinha comprado o terreno algum tempo antes e estava investindo uma boa parte do dinheiro que tinha juntado naquele galpão, com a intenção de colocar para alugar depois.

Uma pessoa que já tinha trabalhado comigo me indicou.

Nosso primeiro contato foi pelo WhatsApp e completamente profissional. Davi explicou o que precisava, enviou algumas informações, algumas fotos e combinamos de nos encontrar na obra para eu avaliar algumas coisas.

Não criei expectativa nenhuma.

Na minha cabeça, seria apenas mais um cliente.

No dia combinado cheguei alguns minutos antes. Estava de calça jeans, camiseta básica, cabelo preso e praticamente sem maquiagem. Totalmente no meu modo engenheira, pronta para encontrar problemas onde ninguém queria ouvir que existiam problemas.

Davi chegou pouco depois.

E confesso que minha primeira impressão foi:

Hummm… o cliente é bonitinho.

Ele parecia mais jovem do que eu imaginava pela forma como falava nas mensagens. Moreno, cabelo preto cortado baixo, barba bem feita e um corpo bonito. Não era aquele homem exageradamente musculoso de academia, mas dava para perceber que se cuidava. Tinha braços fortes, ombros bonitos e devia ter um metro e oitenta e poucos.

Mas não foi exatamente o corpo que mais chamou minha atenção.

Era o jeito dele.

Davi tinha presença.

Era aquele tipo de homem que parecia chegar em qualquer ambiente já se sentindo confortável.

Cumprimentou os pedreiros, brincou com um deles, conversou rapidamente com o encarregado e só depois veio até mim.

- Manuela?

Estendi a mão.

- Eu mesma.

Ele apertou minha mão e abriu um sorriso bonito.

- Finalmente conheci a engenheira que todo mundo fala que vai me impedir de gastar dinheiro errado.

Eu ri.

- Dependendo das escolhas que você já fez, talvez eu tenha chegado tarde.

Ele caiu na risada.

Já gostei dele ali.

Passamos quase duas horas andando pela obra e Davi fazia perguntas sobre absolutamente tudo. Isso me chamou bastante atenção.

Já trabalhei com muito cliente que quer construir sem entender nada e, pior ainda, sem querer entender. Davi era diferente. Ele queria saber por que determinada coisa precisava ser feita daquele jeito, queria entender os custos, manutenção futura, possibilidades de ampliação.

Em determinado momento perguntei:

- Você trabalha com construção?

- Não. Sou corretor.

- Imobiliário?

- Sim. Comecei vendendo apartamento, depois fui pegando umas casas, terrenos… agora estou tentando começar a investir em algumas coisas minhas.

Olhei em volta para o galpão.

- Começou bem.

Ele riu.

- Espero que sim. Tem quase todo meu dinheiro enterrado aqui.

- Agora entendi por que você presta tanta atenção no que eu falo.

- Exatamente.

Conforme nossas conversas foram avançando, fui conhecendo um pouco mais sobre ele.

Davi tinha 28 anos, alguns anos mais novo do que eu. Cresceu em um bairro de periferia da cidade, começou a trabalhar cedo e acabou entrando meio por acaso no mercado imobiliário. Segundo ele mesmo, percebeu que tinha facilidade para conversar, criar contatos e vender.

Foi crescendo aos poucos.

Começou vendendo imóveis de outras pessoas, depois passou a guardar dinheiro e fazer alguns investimentos. Comprou terreno, vendeu, comprou outro e agora estava arriscando praticamente todas as economias naquele galpão.

Não era rico.

Mas tinha conquistado uma vida confortável.

Eu gostava disso nele.

Talvez porque sempre admirei pessoas que constroem alguma coisa com o próprio esforço.

Nas semanas seguintes nos encontramos várias vezes por causa da obra.

Às vezes pessoalmente, outras vezes por chamada ou mensagem.

E aos poucos nossas conversas foram deixando de ser apenas profissionais.

Começamos falando de academia, depois viagens, restaurantes, festas, relacionamentos.

Um dia estávamos esperando um fornecedor chegar quando Davi perguntou do nada:

- Você é casada?

Olhei para ele.

- Não.

Ele ficou alguns segundos em silêncio.

- Namora?

Comecei a rir.

- Isso é relevante para o galpão?

Ele sorriu.

- Tecnicamente, não.

- Então você está me entrevistando agora?

- Talvez.

Cruzei os braços.

- Sou solteira.

O sorriso dele aumentou.

- Bom saber.

Balancei a cabeça.

- Você é bem abusado, né?

- Só um pouco.

Depois daquele dia comecei a perceber alguns detalhes.

Davi me olhava.

Nunca de maneira inconveniente, mas eu percebia.

Às vezes, enquanto eu explicava alguma coisa da obra, pegava ele desviando os olhos de mim quando eu virava.

E claro que comecei a provocar um pouquinho.

Porque eu também não presto.

Risos.

Às vezes colocava uma calça que valorizava mais meu corpo quando sabia que encontraria ele. Soltava o cabelo depois de chegar na obra. Passava um perfume melhor.

Nada extremamente óbvio.

Era aquele jogo silencioso que acontece quando duas pessoas sabem que existe alguma coisa ali, mas nenhuma resolveu admitir.

Até que uma noite, perto das oito, recebi uma mensagem dele.

- Engenheira, você trabalha depois do expediente?

Respondi:

- Depende do serviço.

Ele mandou:

- Cerveja.

Comecei a rir.

- Isso não é serviço.

- Para mim é networking.

- Então você vai lançar como despesa do galpão?

- Se você aceitar, eu tento.

Acabei aceitando.

Nos encontramos em um bar e foi a primeira vez que vi Davi completamente fora daquele ambiente profissional.

Ele estava de bermuda, camiseta preta e tênis.

Parecia ainda mais jovem.

E, sinceramente, muito mais bonito.

Sentamos, pedimos cerveja e ficamos conversando durante horas.

Davi era divertido. Não daquele tipo de homem que fica tentando mostrar o tempo inteiro que tem dinheiro, que conhece gente importante ou que conquistou alguma coisa.

Ele falava muito da infância, dos amigos e das besteiras que já tinha feito.

Descobri que, apesar de ter melhorado bastante de vida, continuava muito ligado ao bairro onde cresceu.

A mãe ainda morava lá.

Vários amigos também.

Ele continuava indo aos churrascos, aniversários, festas e bailes.

Em determinado momento comentou:

- Sábado vai ter uma festa lá no bairro.

Perguntei:

- Festa de quê?

- Aniversário de um amigo.

- Churrasco?

Ele fez uma expressão divertida.

- Começa como churrasco.

Eu comecei a rir.

- E termina como?

- Funk até amanhecer.

Olhei para ele.

- Misericórdia.

Davi riu.

- Não gosta?

Tomei um gole da cerveja.

- Digamos que meu passado me condena bastante nesse assunto.

Ele arqueou a sobrancelha.

- Você?

- Eu o quê?

- Toda engenheira séria desse jeito?

Comecei a rir.

- Meu filho, você não sabe nem metade.

Ele ficou me olhando com aquele sorriso bonito.

- Agora fiquei curioso.

- Melhor não ficar.

- Por quê?

- Porque curiosidade demais dá problema.

Ele se inclinou um pouco na minha direção.

- Eu gosto de problema.

Eu ri.

- Isso eu já percebi.

Foi naquela noite que Davi me convidou para a festa.

Minha primeira resposta foi não.

Não porque eu não quisesse.

Fazia muito tempo que não frequentava uma festa daquele jeito. Minha rotina tinha mudado bastante e eu já não tinha mais vinte e poucos anos.

Além disso, eu ainda não sabia exatamente o que estava acontecendo entre mim e Davi.

Ele era meu cliente.

Era bonito.

Mais novo.

Claramente estava interessado em mim.

E eu, claramente, já estava começando a ficar interessada nele também.

Essa combinação geralmente não termina muito bem.

Só que sábado chegou.

E lá estava eu parada na frente do guarda-roupa.

Fiquei alguns minutos pensando e mandei uma mensagem.

- Ainda está de pé a festa?

Ele respondeu quase imediatamente.

- Achei que você tinha desistido.

- Mudei de ideia.

- Quer que eu te busque?

- Me passa a localização.

Ele enviou.

Comecei então a escolher minha roupa.

Não queria parecer que estava indo para uma reunião de trabalho, mas também não queria parecer uma adolescente tentando reviver a juventude.

Escolhi um vestido preto curto, justo na medida certa para desenhar bem minhas curvas.

Nada exagerado.

Mas vocês sabem que meu corpo naturalmente chama atenção.

Deixei o cabelo solto, fiz uma maquiagem bonita e coloquei um salto.

Quando terminei, fiquei alguns segundos me olhando no espelho.

Fazia tempo que não via aquela versão da Manu.

A mulher que gostava de se arrumar sabendo que seria olhada.

Que gostava de entrar em algum lugar e perceber os olhos acompanhando.

Talvez ela nunca tivesse desaparecido.

Só estava quietinha.

Cheguei ao endereço pouco depois das dez da noite.

O bairro estava movimentado, vários carros estacionados na rua, música alta vindo de dentro da casa e bastante gente entrando e saindo.

Assim que desci do carro mandei mensagem para Davi.

Pouco tempo depois ele apareceu no portão.

A expressão dele quando me viu fez todo o trabalho que tive para escolher a roupa valer a pena.

Davi simplesmente parou.

Olhou para mim.

Primeiro para meu rosto.

Depois desceu os olhos discretamente pelo meu corpo antes de voltar a me encarar.

Eu comecei a rir.

- Que foi?

- Você veio assim?

Olhei para meu vestido.

- Tem alguma coisa errada?

Ele abriu um sorriso.

- Não. Definitivamente não.

Davi se aproximou e me abraçou.

Foi diferente dos cumprimentos que já tínhamos trocado.

Mais demorado.

Senti o perfume dele e as mãos pousando na minha cintura por alguns segundos.

Meu corpo colou no dele e nenhum dos dois pareceu ter muita pressa para se afastar.

Quando soltou o abraço, ele ainda segurou minha cintura e falou baixinho:

- Você está muito linda.

Sorri.

- Obrigada.

Entramos.

No começo fiquei um pouco deslocada porque não conhecia praticamente ninguém.

Mas Davi foi me apresentando aos amigos, primos e conhecidos.

Era interessante observar ele naquele ambiente.

O corretor que negociava terreno comigo desaparecia.

Ali estava o Davi que tinha crescido naquele lugar.

Ele ria alto, abraçava os amigos, fazia piadas e parecia conhecer todo mundo.

E todo mundo parecia gostar muito dele.

Pegou uma cerveja para mim e ficamos conversando.

A música foi aumentando.

As pessoas começaram a dançar.

E aquela sensação antiga foi voltando.

O grave do funk.

O calor.

As pessoas se aproximando.

As mulheres rebolando.

Os homens olhando.

A bebida deixando o corpo mais leve.

Eu comecei a perceber que estava sentindo falta daquilo sem sequer saber.

Davi percebeu.

- Está gostando?

Olhei para ele.

- Não se acostuma.

Ele riu.

- Você está se segurando para não dançar.

- Estou nada.

- Está sim.

- Cala a boca.

Davi estendeu a mão.

- Vem.

- Davi…

- Vem, engenheira.

Olhei para a mão dele e depois para seu rosto.

Eu já tinha tomado algumas cervejas e aquela resistência que ainda existia entre nós estava ficando cada vez menor.

Segurei sua mão.

- Só uma música.

Ele riu.

- Claro.

Mentiroso.

No começo fiquei mais comportada.

Dançava de frente para ele, ainda mantendo uma pequena distância.

Davi sorria, acompanhando meus movimentos.

Pouco a pouco fui me soltando.

Uma música virou duas.

Duas viraram várias.

Quando percebi, já estava dançando como fazia anos que não dançava.

Rebolava acompanhando o ritmo e Davi ficava cada vez mais próximo.

Em determinado momento me virei de costas para ele.

Não foi exatamente sem querer.

Comecei a movimentar o quadril lentamente, sentindo o corpo dele atrás do meu.

A bebida já tinha deixado minha cabeça leve e meu corpo quente.

Davi colocou as mãos na minha cintura.

Não tentou avançar.

Ficou apenas ali.

Esperando minha reação.

Continuei dançando.

Aproximei um pouco mais meu corpo.

Comecei a roçar minha bunda nele, acompanhando lentamente a batida da música, senti o volume da bermuda dele, era muita gente em um espaço muito pequeno, minha bunda ficou colada na cintura dele..

Senti as mãos dele apertarem minha cintura com mais firmeza.

Sorri sozinha.

Eu sabia exatamente o que estava fazendo.

E sabia que ele também sabia.

Davi aproximou o rosto do meu ouvido.

- Você está fazendo isso de propósito.

Continuei rebolando.

- Fazendo o quê?

Ele riu.

- Você sabe.

Virei um pouco o rosto para olhar para ele.

- Não faço ideia.

Davi apertou minha cintura.

Continuei provocando.

Àquela altura eu já conseguia sentir perfeitamente o pau dele duro, roçando no meu bumbum, com ele pressionando seu membro contra mim.

E isso me deixou ainda mais excitada.

Era como se toda aquela tensão que tínhamos construído durante semanas estivesse finalmente encontrando uma saída.

Eu dançava lentamente, roçando meu corpo no dele, às vezes me afastando apenas para voltar logo depois.

Davi não tirava as mãos da minha cintura.

Em determinado momento passei uma das mãos para trás e segurei sua nuca, mantendo ele próximo enquanto continuava dançando.

Ele disse no meu ouvido:

- Você vai acabar comigo desse jeito.

Eu ri.

- Tão fraco assim?

Ele aproximou ainda mais o corpo.

- Continua para você ver.

Meu corpo inteiro arrepiou.

Aquela frase, a música, a bebida e o jeito como ele me segurava estavam acabando com qualquer dúvida que eu ainda pudesse ter.

Nós dois queríamos aquilo.

Não era mais uma possibilidade.

Era apenas uma questão de quando.

Virei de frente para ele.

Ficamos dançando ainda próximos, meu corpo encostando no dele.

Davi olhava diretamente para minha boca.

Eu olhava para a dele.

Mas nenhum dos dois beijava.

Era quase um desafio.

Aquela espera estava me deixando louca.

Em determinado momento percebi um rapaz próximo olhando para mim.

Olhou mais de uma vez.

Eu percebi.

Davi também.

Olhei para Davi esperando alguma reação.

Ele apenas abriu um sorriso.

Se aproximou do meu ouvido e falou:

- Aquele cara quase quebrou o pescoço olhando sua bunda.

Comecei a rir.

- Ciúmes?

Davi olhou rapidamente para o rapaz e depois voltou a olhar para mim.

- Não.

Fez uma pequena pausa.

- Gostei.

Franzi a testa.

- Gostou?

Ele sorriu.

- Ué. Estou com a mulher mais gostosa da festa. Vou reclamar porque os outros perceberam?

Comecei a rir e dei um tapa no braço dele.

- Convencido.

- Estou mentindo?

Não respondi.

Apenas virei novamente de costas e voltei a dançar.

Naquela época eu não fazia ideia da importância daquela conversa.

Hoje eu sei.

Mas naquele momento achei apenas que Davi era um homem extremamente seguro.

Continuamos bebendo e dançando.

A madrugada foi avançando e eu já estava completamente à vontade.

Meu cabelo não estava mais tão arrumado.

Meu corpo estava quente e um pouco suado.

O salto começava a incomodar.

E eu estava feliz.

Fazia muito tempo que eu não me divertia daquele jeito.

E principalmente fazia muito tempo que não sentia aquela expectativa gostosa de saber exatamente como uma noite provavelmente terminaria.

Não existia mais dúvida entre mim e Davi.

Eu queria ele.

E ele queria muito me ter.

Em determinado momento fui pegar outra bebida e ele veio atrás.

Ficamos em um canto um pouco mais afastado do restante das pessoas.

O som continuava alto, mas ali havia menos gente.

Davi ficou na minha frente.

Muito próximo.

Eu ainda segurava meu copo.

Ele olhava para mim daquele jeito que eu já conhecia bem.

Principalmente para minha boca.

Perguntei:

- Vai ficar só olhando?

Davi sorriu.

- Estou pensando.

- Pensando demais.

Ele colocou uma das mãos na minha cintura.

Eu senti um frio gostoso na barriga.

- Posso?

Comecei a rir.

- Agora você pergunta?

Coloquei meu copo de lado.

Segurei a nuca dele.

E beijei.

Foi como se toda a tensão das últimas semanas explodisse naquele momento.

O beijo encaixou imediatamente.

Forte.

Quente.

Davi me puxou pela cintura e eu colei meu corpo completamente no dele.

Minhas mãos estavam em sua nuca e as dele começaram a percorrer minhas costas antes de voltarem para minha cintura.

Nos afastamos apenas por alguns segundos para respirar.

Ficamos nos olhando.

Comecei a rir.

- Isso foi uma péssima ideia.

Ele também riu.

- Por quê?

- Você é meu cliente.

- A obra está quase terminando.

- Davi!

Ele me beijou novamente.

E eu deixei.

Naquele momento eu já não estava pensando em obra nenhuma.

Continuamos na festa por mais um tempo, mas a partir daquele beijo tudo mudou.

Mesmo quando estávamos conversando com outras pessoas, nossos olhares se encontravam.

Ele tocava minha cintura ao passar por mim.

Eu provocava encostando nele.

Às vezes roubávamos outro beijo em algum canto.

A tensão só aumentava.

Até que já não fazia mais sentido continuar ali.

Davi perguntou:

- Quer ir embora?

Olhei para ele.

- Você quer que eu vá para minha casa?

Ele respondeu sem hesitar:

- Não.

Sorri.

- Então não pergunta coisa idiota.

Davi riu.

Fomos para o apartamento dele.

Durante o caminho eu já sabia exatamente o que aconteceria.

E estava completamente confortável com isso.

Não era promessa.

Não era namoro.

Não era amor.

Na minha cabeça, eu estava simplesmente indo para a casa de um homem bonito, mais jovem do que eu, que eu desejava havia semanas.

Se fosse bom, talvez repetisse algumas vezes.

Era isso.

Pelo menos era o que eu pensava.

Assim que entramos no apartamento, mal tive tempo de prestar atenção no lugar.

Davi fechou a porta.

Nos olhamos.

Por alguns segundos ficamos completamente em silêncio.

Ele se aproximou.

Eu fui ao encontro dele.

E voltamos a nos beijar.

Foi naquele momento que percebi que o homem tranquilo, educado e controlado que eu conhecia da obra escondia um lado bastante diferente.

Davi tinha energia.

Tinha presença.

E principalmente sabia exatamente como me deixar querendo mais.

Quando comecei a descobrir o restante…

Bom.

Meus amores.

Curta uma leitura sem interrupções.
Conheça o plano sem propagandas (R$36/ano — menos de R$3/mês) →
Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 6 estrelas.
Incentive ManuRabão a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Foto de perfil genérica

Vendo vídeos incesto e zoo e outros vídeos interessados chama telegram @ANDERSONAGUIARSP1977 ou 62 98137-1007

0 0
Foto de perfil genérica

Estava com saudades dos seus contos...

0 0

Listas em que este conto está presente

Cansado destas propagandas? Assine por R$36/ano e navegue sem anúncios →