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A SAGA DO REFÚGIO - Conto 2: A Mudança

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Um conto erótico de Cat
Categoria: Zoofilia
Contém 4648 palavras
Data: 19/07/2026 09:23:07

Três semanas pra desmontar uma vida.

Rescindi o contrato, embalei o que cabia num caminhão pequeno, avisei quem precisava ser avisado com o mínimo de palavras. O canal ficou parado quatro dias e as mensagens no Telegram empilharam, todo mundo querendo saber onde eu tinha sumido, se eu tava bem, se ia voltar.

Não expliquei nada. Ainda não era hora.

O Thor e o Rex viajaram comigo na cabine. O Rex ficou com a cabeça pra fora a viagem toda, orelhas batendo no vento, completamente extasiado com cada cheiro novo que o ar trazia. O Thor ficou encostado em mim, pesado e quente, a cabeça no meu colo, me olhando de vez em quando com aqueles olhos âmbar que sempre parecem estar avaliando alguma coisa que eu não consigo ver.

"Tá tudo bem", eu disse pra ele, passando a mão pelo lombo.

Ele lambeu meu pulso e fechou os olhos.

Quando o caminhão entrou no terreno e eu abri a porta, os dois dispararam pelo gramado como se tivessem sido soltos de uma mola. Saíram em espiral, cheirando cada centímetro, o Rex latindo pro nada, o Thor mais metódico, cobrindo o perímetro com aquela seriedade de cão de trabalho que ele nunca larga completamente. Eu fiquei parada no meio do gramado assistindo e senti alguma coisa pesada e antiga se soltar no meu peito. Como um nó que eu nem sabia que tava lá.

Paulo já estava na varanda. Tinha chegado antes, aberto a casa, colocado um colchão no quarto principal. Desceu os degraus me encontrar no gramado, me deu um beijo rápido e ficou olhando os cachorros com os braços cruzados.

"Grande", ele disse sobre o Thor.

"Pastor alemão puro. Dois anos."

"E o outro?"

"Rottweiler. Rex. Mais novo, mas já tá no tamanho."

Paulo me olhou com aquele sorriso de canto de boca que ele reserva pra quando tá satisfeito com alguma coisa. "Boas escolhas."

Eu sabia exatamente o que ele queria dizer.

Naquela primeira noite a gente dormiu no colchão no chão do quarto vazio, os dois cachorros ocupando mais espaço do que a gente. A casa cheirava a fechado, a madeira velha, a tempo parado. A única luz era uma lâmpada simples que Paulo tinha pendurado no fio do teto, e ele tinha desligado antes de dormir. A janela não tinha cortina e a lua entrava inteira, desenhando um retângulo branco no assoalho.

Paulo dormiu rápido. Ele sempre dorme rápido, como se o corpo dele soubesse exatamente quando parar.

Eu fiquei olhando pro teto.

O Rex tava enroscado nos meus pés, pesado como uma pedra quente. O Thor tava deitado na minha lateral esquerda, o focinho encostado no meu pescoço, a respiração quente e ritmada no meu ombro. Eu podia sentir o calor do corpo dele irradiando através do lençol, aquela temperatura específica de cachorro que é sempre mais alta que a gente espera.

Me virei devagar pra não acordar Paulo.

O Thor abriu os olhos na mesma hora, me encarando no escuro com aquele olhar que nunca dorme de verdade. Passei a mão devagar pelo pescoço dele, desci pela musculatura larga do peito, no pelo macio. Ele ficou quieto e atento, as orelhas levantando de leve.

Continuei descendo.

Minha mão chegou na virilha dele e eu comecei com movimento lento, circular, do jeito que eu já sabia que funcionava. Em segundos ele respondeu, o prepúcio retraindo gradualmente sob meus dedos, o pau saindo quente e liso e úmido na ponta, mais escuro que o resto do pelo. Ele fez um som baixo na garganta, nem latido nem gemido, e lambeu meu rosto de baixo pra cima com aquela língua enorme que molhou tudo.

Eu me contive. Me levantei devagar, tirando o cobertor com cuidado, os pés no chão frio. Paulo não se mexeu.

O Thor me seguiu pelo corredor, as patas fazendo barulho mínimo no assoalho de madeira. A sala estava banhada de lua pela janela grande, tudo prateado e nítido, as caixas empilhadas no canto projetando sombras compridas.

Me ajoelhei no chão e tirei a calcinha. Não precisei chamar ele.

A língua do Thor na minha buceta foi como mergulhar em água quente. Ele não tem a hesitação de um homem, não tem a tentatividade de quem tá tentando descobrir o que funciona. A língua dele é larga e áspera e varre tudo de uma vez, do fundo até o clítoris, com uma força e uma cobertura que nenhuma boca humana consegue replicar. Ele lambeu profundo, o focinho úmido pressionando contra mim, me abrindo, farejando o cheiro que eu fazia enquanto ficava cada vez mais encharcada sob ele.

Me apoiei no parapeito da janela, joelhos na madeira fria, e abri mais as pernas. O Thor foi mais fundo. A língua entrou em mim, não só lambendo mas explorando, aquela musculatura grossa empurrando minha entrada aberta enquanto o focinho dele pressionava meu clítoris com cada movimento. Eu segurei o parapeito com força, os nós dos dedos brancos, tentando não fazer barulho.

"Thor", sussurrei, só pra sentir o nome sair da minha boca.

Ele lambeu mais forte, como se tivesse respondido.

Gozei com a cabeça jogada pra trás e a lua batendo na minha cara, os dentes mordendo o lábio pra segurar o som, as coxas tremendo de um jeito que eu não conseguia controlar. A porra escorreu pela minha coxa e ele lambeu isso também, ávido, o focinho se enterrando mais fundo enquanto eu ainda pulsava.

Me virei de quatro antes de terminar de descer do orgasmo.

Ele montou sem hesitar. O peso dele nas minhas costas foi imediato, as patas dianteiras me abraçando pela cintura, as garras arranhando de leve nos meus quadris enquanto ele se posicionava. Eu senti o pau dele, já completamente fora, quente e liso e fino na ponta, procurando. Afundei as costas, me abrindo mais, e na próxima tentativa ele encontrou e empurrou.

Entrou com a respiração presa.

Ele empurrou de novo, mais fundo, e eu senti cada centímetro abrindo espaço pra ele, a umidade que eu tinha fazendo a entrada escorregadia mas mesmo assim aquela abertura completa que demora um segundo pra se ajustar. Me segurei com as duas mãos espalmadas no chão e fiquei imóvel, só respirando, deixando o corpo aceitar.

Então ele começou a mover.

Não tem palavra melhor que urgente pro ritmo do Thor. Ele fode como se o tempo estivesse acabando, cada estocada completa e imediata, sem pausa entre uma e outra, sem construção, só aquele pistão constante que não pede licença e não espera. As ancas dele batiam nas minhas com um barulho molhado e claro no silêncio da madrugada, o pelo dele roçando meu lombo, o peso do corpo inteiro dele me ancorando no lugar.

Abaixei a cabeça. O cabelo varreu o chão. Deixei cada estocada me abrir mais, o ângulo dele diferente de qualquer ângulo humano, chegando num lugar que ficava vazio o resto do tempo, e comecei a gozar antes de querer, o orgasmo vindo em onda sobre onda sem espaço pra respirar entre uma e outra.

Gozei duas vezes antes dele terminar.

Quando ele veio, eu senti. O calor que espalhou fundo em mim, o volume, e depois o inchaço começando, o nó se formando logo atrás da minha entrada, travando a gente juntos com uma pressão que era meio dor e meio outra coisa inteiramente. Me apoiei no chão com os cotovelos, cabeça baixa, enquanto ele ficava parado em cima de mim com a barriga quente no meu quadril e a respiração pesada no meu pescoço.

Ficamos travados uns minutos. A garra dele relaxou no meu quadril. Ele lambeu minha nuca, devagar, quase com ternura.

"Bem-vinda em casa", eu sussurrei pro chão de madeira.

Paulo estava na porta da sala quando eu abri os olhos.

Não sei que horas eram. Tinha dormido ali sem querer, o Thor deitado colado em mim, os dois enroscados no chão com a lua sumida e a primeira luz cinza entrando pela janela. Paulo estava de pé no vão da porta com uma expressão que eu não conseguia ler de longe.

O encarei. Esperando.

Ele desceu o olhar pro Thor. Subiu de volta pra mim. Um sorriso lento tomou o rosto dele, o tipo que começa nos olhos antes de chegar na boca.

"Sem mim?", ele disse.

"Você tava dormindo."

"Da próxima vez você me acorda." Ele atravessou a sala, se abaixou na minha frente, segurou meu queixo com dois dedos e me olhou de perto, examinando, como se estivesse conferindo alguma coisa. "Eu quero ver. Sempre. Tudo. Entendeu?"

"Entendi."

Ele me beijou devagar. Depois olhou pro Thor que nos observava com a cabeça levantada e as orelhas em pé.

"Agora vai tomar banho. Pedreiro chega às oito."

Geraldo era um homem miúdo com mãos de concreto e dois ajudantes mais novos que mal falavam. Paulo estava com na mesa quando eles chegaram.

Os canis iam ficar no ala esquerda da casa. Cinco quartos. Cada um com entrada independente pela lateral de fora, uma portinhola interna ligando o quarto ao espaço coberto dos cães, banheiro básico com chuveiro e ralo, e uma janela de vidro temperado na parede dos fundos.

"Essa janela de vidro pra quê?", Geraldo perguntou, riscando alguma coisa no canto do papel.

"Ventilação e luz natural", Paulo disse, sem piscar.

Eu tomei o café encostada na parede e observei Paulo explicar o projeto com a voz calma de quem tá discutindo uma reforma de cozinha. Ele é assim. Nunca deixa nada vazar no tom, no rosto, na postura. É o tipo de coisa que me abre por dentro sem ele precisar tocar em mim.

Quando Geraldo e os ajudantes foram ver o terreno, Paulo entrou na cozinha, ficou atrás de mim e colocou a boca quente no meu pescoço.

"Vai ficar perfeito", ele murmurou.

"Os quartos precisam de iluminação boa. As pessoas vão querer ver tudo."

"Clara-boia em cada um. Já tá no projeto."

Me virei pra ele. "E o meu quarto? Meu espaço?"

"Fundo do corredor. Maior que os outros. Com um barreamento na parede, uma cama de verdade, e espelho no teto."

Eu levantei na ponta dos pés e mordi o lábio dele de leve.

"Dois meses é muito tempo."

Ele apertou minha bunda com as duas mãos, me puxando com força contra ele. "A gente vai se ocupar."

Naquela tarde, depois que Geraldo foi embora, Paulo me pegou na varanda.

Eu tava apoiada no corrimão vendo o sol descer pela copa das árvores quando ouvi os passos dele. Não me virei. Fiquei esperando, sentindo a presença dele se aproximar, aquele calor denso que ele tem antes mesmo de tocar.

A mão dele veio na minha nuca. Firme. Pressionou minha cabeça pra baixo até minha bochecha encostar na madeira áspera do corrimão.

"Fica assim."

Fiquei. Podia ver o gramado de cabeça inclinada, o Thor e o Rex farejando o perímetro lá embaixo. O Thor levantou a cabeça e me olhou.

Paulo puxou minha calça pra baixo com um movimento só, do quadril até o joelho. Sem calcinha. Eu tinha saído do banho e colocado só a calça, e ele tinha notado o dia inteiro.

"Sabia que você tava assim", ele disse, passando o polegar pela minha entrada. A umidade que ele encontrou fez o polegar escorregar fácil. "O dia inteiro andando aqui desse jeito."

"Paulo—"

"Quieta."

Dois dedos, direto, sem aviso. Ele não constrói devagar quando não quer. Começou no ritmo que ele sabe que me desmonta, aquele que não deixa pausa pra pensar, só sentir, e eu agarrei o corrimão com as duas mãos e prendi a respiração por instinto, aquele reflexo de apartamento, de parede fina, de vizinho.

"Pode fazer barulho", ele disse. "Não tem ninguém a quilômetros."

E aquilo me acertou diferente de qualquer coisa que ele já tinha dito. A consciência de que era verdade, que o silêncio ao redor era meu, que eu podia encher esse silêncio com qualquer som que o meu corpo quisesse fazer.

Gritei quando gozei. Um grito de verdade, longo, que voou pelo terreno e sumiu na mata. Os cachorros levantaram a cabeça lá embaixo. O Thor ficou me olhando.

Paulo adicionou um terceiro dedo e continuou, esticando, me abrindo mais do que era confortável e exatamente por isso impossível de parar, até eu estar escorregando no corrimão sem conseguir me sustentar direito.

Então ele tirou os dedos, abriu a calça dele, e entrou em mim.

Fodeu devagar dessa vez. Não o ritmo urgente da sala nem os dedos que não têm paciência. Cada movimento completo, entrando até onde ele conseguia e parando ali um segundo antes de sair quase inteiro. Como se estivesse mapeando, aprendendo, registrando. O barulho que ele fazia saindo de mim completamente encharcada era obsceno e claro no silêncio da tarde e eu não fiz nada pra abafar.

"Olha pro seu terreno", ele disse.

Abri os olhos. O gramado, as árvores, o céu em faixas de laranja e roxo. Os cachorros mais perto agora, curiosos com o cheiro e o barulho. O Thor parado na base da escada da varanda, a cabeça inclinada, me olhando com aqueles olhos sérios.

"É seu", Paulo disse no meu ouvido, acelerando, cada estocada um pouco mais funda que a anterior. "Tudo que você vê é seu."

Gozei com ele dentro, a buceta travando nele em pulsos, e ouvi o gemido baixo que saiu da garganta dele quando sentiu. Ele veio logo depois, fundo, ambas as mãos apertando minha cintura com uma força que eu sabia que ia ficar marcada.

A gente ficou apoiado no corrimão respirando juntos enquanto o sol terminava de descer.

O Thor subiu os degraus da varanda e ficou parado nos olhando.

Paulo riu baixo. "Ciúme."

"Quer atenção. É diferente."

"Não é tão diferente assim."

Desci os degraus e me abaixei na frente do Thor. Ele veio direto, lambeu meu rosto todo, minha boca, meu pescoço, e eu deixei, rindo, ainda com a porra Paulo descendo pela minha coxa.

Paulo ficou olhando do corrimão com os braços cruzados.

"Todo dia vai ser assim aqui", ele disse.

"Problema?"

"Nenhum."

As obras começaram na segunda semana.

Eu aprendi a trabalhar em volta do barulho. Gravava conteúdo pro canal de manhã cedo, antes deles chegarem, os cachorros no quarto comigo, janela fechada, cenário montado no chão.

Tarde eu ficava de olho na obra.

Paulo ficava horas com Geraldo. Eu ficava por perto e dava palpite, e Paulo sempre ouvia. Nunca descartava sem ouvir primeiro.

"Essa portinha precisa ser maior", eu disse numa tarde, olhando o vão que Geraldo tinha marcado na parede do segundo canil. "Cão grande não passa aqui confortável."

Paulo mediu com a fita sem questionar. "Quantos centímetros?"

"Mais vinte. Pelo menos."

Ele falou com Geraldo. Geraldo ajustou.

Nessa mesma tarde Paulo veio por trás enquanto eu examinava a parede do terceiro canil, colocou a boca no meu ouvido, suficientemente baixo pra Geraldo não ouvir:

"Você sabe que vou te trazer aqui quando estiver pronto."

Continuei olhando a parede. "Sei."

"E você vai demonstrar pro primeiro cliente exatamente como demonstra nos seus vídeos."

Meu estômago revirou de um jeito bom. "Depende do cliente."

"Depende de mim", ele disse. E foi conferir outra parede.

Na terceira semana, acordei de madrugada com uma vontade específica que não ia embora.

Saí da cama devagar. Paulo não se mexeu. Fui pela sala, me abaixei no chão onde já virou hábito, no retângulo de lua que a janela projeta, e chamei o Rex com um estalo de língua.

Ele veio na hora, saindo do canto onde tava deitado, e farejou minha mão, meu pescoço, desceu pelo meu peito. Tirei a calcinha e me deitei de costas, as pernas abertas, e o Rex enfiou o focinho entre minhas coxas como se tivesse estado esperando por isso.

A língua do Rex é diferente da do Thor. Mais larga ainda, mais impaciente, sem o método que o Thor desenvolveu com o tempo. Ele lambeu tudo de uma vez, cobrindo do fundo até o clítoris num movimento só, e repetiu, e repetiu, cada lambida mais forte que a anterior, o focinho dele empurrando minha entrada enquanto a língua varria pra cima. Eu gemi baixo, as mãos no chão ao meu lado, as coxas tremendo.

Não ouvi Paulo no corredor.

Quando levantei os olhos ele estava sentado encostado na parede, de cueca, cabelo bagunçado, me olhando com uma expressão que levei um segundo pra identificar. Não era raiva. Era fome.

"Vim assistir", ele disse, e não se levantou.

O Rex não parou e eu não ia parar. Abaixei a cabeça de novo e deixei, a língua dele me abrindo toda, chegando fundo, o focinho úmido pressionando meu clítoris enquanto eu ficava cada vez mais encharcada. Os sons que eu fazia preenchiam o silêncio e eu não segurei nenhum deles.

Paulo se tocava devagar encostado na parede, os olhos fixos em mim, e cada vez que eu levantava o olhar pra ele alguma coisa elétrica passava entre a gente por cima do Rex que continuava lambendo sem parar.

Gozei com a cabeça jogada pra trás e um gemido longo que encheu a sala inteira.

O Rex não parou nem quando eu gozei. Continuou lambendo, ávido, bebendo tudo que eu fazia, o focinho se enterrando mais fundo enquanto eu ainda pulsava e tentava empurrar a cabeça dele e não conseguia porque minhas mãos não obedeciam. Veio um segundo orgasmo em cima do primeiro sem espaço pra respirar, menor mas mais fundo, que me dobrou ao meio no chão.

Então me virei de quatro porque precisava.

O Rex montou antes que eu terminasse de me posicionar. Esse é o Rex, sempre adiantado, sempre urgente, as patas pesadas na minha cintura, as garras arranhando enquanto ele se ajustava, o pau dele já completamente fora e quente, procurando com aquela imprecisão de cachorro jovem que compensa na força o que ainda não tem em experiência. Abaixei as costas, me abri, e na terceira tentativa ele encontrou e entrou com uma estocada que me empurrou meio metro pra frente no chão.

Me segurei com as palmas espalmadas na madeira e fiquei imóvel um segundo, respirando, sentindo o tamanho dele me preenchendo de uma vez. O Rex é mais novo que o Thor mas não é menor. É mais grosso na base, e quando ele empurrou até o fundo e parou ali por um segundo instintivo eu senti essa diferença de um jeito que me tirou o ar.

Depois ele começou.

Não tem ritmo no Rex. Tem frenesi. Estocadas rápidas e desordenadas, cada uma num ângulo levemente diferente, o peso do corpo inteiro dele me empurrando pra frente enquanto as patas tentavam me segurar no lugar. Eu ficava sendo empurrada e me reposicionava, empurrada e me reposicionava, a madeira áspera sob as minhas palmas, o cabelo cobrindo o rosto, os sons que eu fazia obscenos e completamente honestos.

Olhei pra Paulo.

Ele tinha parado de se tocar. Ficou completamente imóvel encostado na parede, me olhando com uma intensidade que eu nunca tinha visto nele antes. Como se tivesse vendo alguma coisa que reorganizava alguma coisa dentro dele. A mandíbula levemente aberta. Os olhos não saíam de mim.

Gozei olhando pra ele.

Dessa vez foi alto e longo e sem nenhuma tentativa de conter, o som saindo da minha garganta enquanto a buceta travava no Rex em ondas e ele continuava, implacável, cada estocada me abrindo de novo antes de eu terminar de fechar. Eu ouvi minha própria voz e mal reconheci.

O Rex veio logo depois. Senti o calor primeiro, aquele jato quente e abundante que espalhou fundo, e depois o inchaço imediato, o nó formando rápido, travando a gente com uma pressão que pegou antes que eu esperava. Me apoiei nos cotovelos, cabeça caída entre os braços, joelhos rasgando de leve na madeira, e deixei. O peso dele em cima de mim, a barriga quente no meu lombo, a respiração pesada e ofegante no meu pescoço.

A porra dele vazava por baixo do nó e escorregava pela minha coxa.

Ficamos travados.

Paulo se levantou da parede.

Veio até mim devagar, se ajoelhou na minha frente, segurou meu rosto com as duas mãos. Me olhou de perto, examinando cada detalhe, o cabelo bagunçado, a boca aberta, o chão embaixo de mim úmido com tudo que tinha escorrido antes.

Ficou olhando por um momento que durou mais do que momento.

Me beijou então do jeito mais fundo que ele já tinha me beijado, a mão afundando no meu cabelo, a outra descendo pela minha garganta, sentindo meu pulso. Quando soltou ficou com a testa encostada na minha.

"Nunca mais faz isso sem mim", ele disse. A voz estava diferente, mais baixa, a camada controlada raspando de leve. "Não é punição. É que eu preciso ver. Entendeu? Eu preciso."

"Precisa por quê?", eu disse, ainda sem fôlego.

Ele demorou um segundo. "Porque você é a coisa mais real que eu já vi na vida."

O Rex saiu de mim e foi deitar no canto. Paulo me deitou no chão da sala, ficou por cima de mim, entrou devagar olhando cada centímetro do meu rosto enquanto eu ainda estava completamente aberta e encharcada de outro. Me segurou pelo quadril, pelos ombros, como se precisasse me ancorar.

"Você tá cheia dele", ele disse baixo.

"Sei."

Ele fechou os olhos por um segundo. Quando abriu, começou a mover.

Fodemos no chão com a lua projetando nossas sombras na parede e os dois cachorros dormindo ao redor, o Rex no canto e o Thor que tinha vindo quieto do quarto em algum momento e tava deitado a um metro de nós, a cabeça apoiada nas patas, me olhando com aqueles olhos sérios que acompanham tudo.

Paulo gozou fundo e ficou dentro de mim, imóvel, a respiração pesada no meu pescoço.

Depois levantou a cabeça e me olhou.

"Da próxima vez", ele disse, "eu escolho qual dos dois."

Meu estômago virou. "Você vai escolher?"

"Vou escolher, vou posicionar, e vou ficar na sua frente o tempo todo." Ele saiu de mim devagar e ficou de joelhos, me olhando deitada no chão. "Você só cuida de receber."

O Thor se levantou do lugar onde tava deitado, veio até mim, e lambeu meu rosto de baixo pra cima uma vez, lento.

Paulo observou. Não falou nada.

Eu passei a mão no focinho do Thor e olhei pro Paulo.

"Quando?", eu disse.

"Amanhã de noite."

Amanhã de noite chegou com uma tempestade.

A chuva começou no fim da tarde, uma chuva grossa de montanha que batia no telhado de zinco com um barulho que cobria tudo. Geraldo tinha ido embora mais cedo por causa do tempo e a chácara ficou só nossa, o vapor subindo do gramado encharcado, o cheiro de terra molhada entrando por todas as frestas da casa velha.

Paulo fez janta. Uma taça de vinho cada um. A gente comeu na varanda coberta ouvindo a chuva, sem falar muito. Ele ficou me olhando de vez em quando com aquela expressão de quem tá pensando em coisa específica.

Eu sabia o que estava pensando.

Depois da janta ele levantou, pegou minha mão, e me levou pelo corredor até a sala.

Tinha preparado alguma coisa enquanto eu tava no banho. Um cobertor dobrado no chão no centro da sala, iluminação baixa de uma luminária de canto que eu não tinha visto antes, o som da chuva batendo na janela grande que dava pro gramado.

"Tira tudo", ele disse, ficando parado do lado da janela.

Tirei. Ele ficou me olhando fazer isso sem se mover, sem se aproximar, só observando com os braços cruzados.

Quando eu tava sem nada, ele chamou o Thor com um estalo de língua.

O Thor veio do corredor onde tinha ficado esperando, entrou na sala, e foi direto em mim como se soubesse, o focinho no meu ventre, descendo, farejando o cheiro que eu já tava fazendo só de estar nua no centro da sala com Paulo me olhando.

"Deixa ele", Paulo disse.

Fiquei imóvel de pé enquanto o Thor me farejava todo, o focinho percorrendo minha barriga, minha virilha, minhas coxas. Quando a língua dele tocou minha entrada eu dobrei levemente os joelhos por instinto.

"Não se move", Paulo disse. "Fica de pé."

Fiquei de pé.

A língua do Thor trabalhando em mim enquanto eu ficava de pé sem poder me segurar em nada era uma coisa completamente diferente. Tinha que usar o equilíbrio, as coxas tremendo, as mãos no ar sem saber onde ir. Paulo ficou parado na janela me olhando lutar pra ficar imóvel, e havia alguma crueldade calculada nisso que eu não queria que parasse.

"Paulo", eu disse, já escorregando.

"Fica de pé."

O Thor lambeu mais fundo, a língua entrando, o focinho pressionando. Meus joelhos dobraram pela metade e endireitei com força.

"Você vai gozar assim", Paulo disse. "De pé."

Gozei de pé, as pernas travadas em espasmo, as mãos finalmente encontrando o alto do cobertor pra ter algo onde segurar, um grito curto e cortado saindo de mim enquanto a buceta pulsava no focinho do Thor. Paulo não se moveu da janela.

"Agora de quatro."

Me ajoelhei no cobertor, tremendo ainda do orgasmo, os cotovelos no chão e as costas afundadas. O Thor me farejou de novo, posicionou, e Paulo veio se abaixar na minha frente.

Ficou na minha altura, a poucos centímetros do meu rosto, me olhando nos olhos.

"Olha pra mim", ele disse.

O Thor montou.

As patas dele encontraram minhas costas, o peso familiar e pesado, as garras arranhando de leve enquanto ele se posicionava. Eu mantive os olhos em Paulo que estava olhando pra mim a centímetros de distância, e quando o Thor entrou em mim com aquela primeira estocada completa vi meu próprio reflexo na expressão dele.

"Não fecha os olhos", Paulo disse.

Não fechei.

Fiquei olhando pra Paulo enquanto o Thor me fodeu, cada estocada empurrando minha cabeça levemente pra frente, o ritmo urgente e implacável que o Thor tem, e Paulo ficou olhando cada detalhe do meu rosto, cada expressão que eu fazia, como se estivesse lendo um livro que só existia nessa sala nessa madrugada de chuva.

Quando eu gozei pela primeira vez ele colocou a mão no meu queixo pra eu não baixar a cabeça.

"Continua me olhando."

Gozei de novo olhando pra ele, os olhos tentando fechar e abrindo de volta por força de vontade, as lágrimas que apareceram do segundo orgasmo escorregando pelo meu nariz.

Paulo as limpou com o polegar.

O Thor travou em mim com aquele nó que eu já conhecia de cor, aquela pressão que trava tudo e espalha o calor do interior dele fundo, e eu deixei um gemido longo sair enquanto mantinha os olhos em Paulo.

Ele ficou na minha frente o tempo todo que ficamos travados. A mão dele no meu rosto. A chuva batendo na janela. O cheiro de cimento e madeira molhada e terra e nós dois e o Thor pesado nas minhas costas.

Quando o Thor saiu, Paulo não me deu tempo de me reposicionar.

Me virou de costas, deitada, entrou em mim num movimento só, e fodeu com uma urgência que eu não tinha visto nele antes, algo que tinha ficado represado a noite toda assistindo e finalmente não cabia mais. Eu prendi os tornozelos atrás das costas dele e deixei, o corpo ainda completamente aberto do Thor, e Paulo foi fundo de um jeito que me fez dobrar.

Gozou em mim com o nome que saiu na minha boca parecendo uma pergunta e uma resposta ao mesmo tempo.

A chuva continuou a noite toda.

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Me chama lá: @velvetcatt no Telegram 😈💋

E aí, meus gatinhos, o que acharam dessa selvageria toda? Ficaram duros ou molhadinhos só de imaginar? Eu sei que sim, porque tô ficando excitada de novo só de escrever isso tudo. Deixa um comentário, me conta o que te deixou mais louco, o que você quer ver nas próximas histórias. Tenho um monte de safadezas pra dividir com vocês. Beijos molhados da sua Cat preferida. Até a próxima!

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Olá, tenho 47 anos, divorciado e gostaria de conhecer mulheres sem tabus entre 25 e 47 anos.. Posso viajar e ajudar financeiramente, acaso necessário. Favor só entrar e contato as verdadeiramente interessadas. Dispenso desde já as curiosas. E-mail: gatodapipa2011@hotmail.com

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