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Quando o amor incomoda - 55

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Um conto erótico de Mrpr2
Categoria: Gay
Contém 1320 palavras
Data: 14/07/2026 22:56:14

55

No final do culto da igreja Nova Palavra o pastor Ubirajara se aproxima de Eduardo ao lado de Romário.

_ Saudação do Senhor irmão Eduardo!

_ Saudação do Senhor Pastor Ubirajara!

_ Irmão Eduardo, está gostando da nossa comunidade?

_ Sim pastor, olha confesso que achei que não ia curtir, mas aqui é diferente parece que a palavra do pastor é certeira.

_ Quando a palavra vem do alto e não do engano das profundezas do inferno, ela realmente toca na nossa alma de uma forma diferente. Mas o Irmão Romário disse que você enfrenta uma questão familiar complicada, poderia me dizer do que se trata? Quem sabe nós como comunidade podemos te ajudar ou ao menos te confortar.

_ Olha pastor é complicado… chega a ser constrangedor, mas meu irmão mais novo, o Gustavo ele… ele está se envolvendo com coisas erradas, sabe? Envolvido e enganado pelo inimigo. Eu e o Romário até tentamos, mas não conseguimos tirar meu irmão do transe do tinhoso.

_ É meu irmão, droga geralmente é um caso complicado, mas aqui no templo temos um grupo de ex viciados conduzido pelo pastor Oswaldo que tem libertado muitos irmãos.

_ Não, pastor quem dera fosse droga, creio que seria mais fácil. O caso do meu irmão é viadagem mesmo. No fundo eu sempre achei ele meio mole, mas pensei que era o mal dessa geração perdida, como eu estava sem tempo para ajudá- lo a treinar a empresa tinha me trocado de horário eu pedi para um ex amigo meu ajudar meu irmão, o filha da puta fez foi comer meu irmão, acredita? Agora meu irmão acha que é viado, já espalhou para toda cidade e vive de putaria com o errrr namorado aos beijos e agarros por aí.

_ Complicado mesmo, mas não impossível, mas e seus pais? Eu ainda não os ví, aqui no culto. Eles aprovam essa direção na vida do seu irmão?

_ Meus pais estão gostando de eu vir, principalmente minha mãe, mas eles preferem manter os costumes católicos desleixados porque até lá viadagem é pecado, mas meus pais aceitam, fazem vista grossa, sabe? Os pecadores já até comeram na mesma mesa que meus pais acredita?

_ Assim fica ainda mais complicado quando o fogo do inferno é alimentado por quem deveria apaga logo. Mas será que você conseguiria trazer seu irmão até o templo? Talvez a palavra do altíssimo o toque e o liberte.

_ Posso tentar, mas creio que meu irmão precise de um tratamento mais potente sabe?

_ Vamos começar do básico e depois vemos as possibilidades e lembre se, quando estamos do lado correto muitos tentaram nos puxar para o inferno, fique sempre atento, o coisa ruim não dorme!

Coberto da palavra Eduardo volta para casa, mas seu espírito é colocado a prova logo ao cruzar a praça perto de sua casa Gustavo e Luiz Felipe conversando no banco.

Dominado pela fúria, Eduardo acelerou o passo de encontro ao casal,mas logo diminuiu. A praça dormia sob o crepúsculo alaranjado, mas o ar estava carregado. Eduardo, ainda com o cheiro de incenso e suor da igreja grudado na camisa, parou atrás da árvore grossa. Seu coração batia como um tambor de guerra. Ali, no banco de madeira desgastada, Gustavo estava sentado, ombros curvados, o corpo magro e delicado tremendo levemente. Os cabelos castanhos caíam sobre os olhos úmidos, e a boca tremia.

Luiz Felipe se afastava sem olhar para trás. Alto, ombros largos, a camiseta colada ao corpo definido na academia, os cachos castanho-claros dando um ar angelical, mas havia uma rigidez em sua caminhada, como se cada passo doesse.

Eduardo sentiu o ódio subir pela garganta, quente, ácido.

_ Viado. Meu irmão. Meu sangue!

Disse como um sussurro a si mesmo.

Mas algo o segurou. Medo? Vergonha? Ele ficou ali, escondido, enquanto outra figura surgia.

Marcelo se aproximou e abraçou Gustavo sentado no banco. O gesto era de carinho um afago nas costas.

— O que aconteceu, miguxo? — murmurou Marcelo, a voz quente e suave.

Gustavo virou o rosto. Lágrimas escorriam. Marcelo limpou-as com o polegar.

— O que aconteceu miguxo?

Pergunta Marcelo acarinhando as costas do amigo.

_ O Luiz Felipe está estranho, frio, distante, me ignorando e agora… agora está pedindo um tempo.

_ Tempo miguxo? Mas porque? O que aconteceu? Outro yag na parada?

_ Não, bom eu acho que não. Ele está assim desde que meu irmão…. Você sabe.

_ E??? O que tem isso haver? Pensei que já tivessem resolvido isso.

_ Resolvemos, quer dizer, eu fui para a casa da Manu, meus pais conversaram com o Eduardo, mas o Luiz Felipe queria mais, queria uma punição, na verdade queria que eu denunciasse meu irmão, mas eu não poderia fazer isso, provavelmente ele iria preso e…

_ Eu sei calma. - Disse Marcelo limpando as lágrimas que caia do rosto de Gustavo. - Concorda que ele se preocupou com você? Que ele te procurou, se desesperou e quando foi tirar satisfação pelo que aconteceu você tirou todo o poder dele? Imagina como ele se sentiu? Impotente por não te encontrar e impotente por não poder fazer nada contra o seu agressor. Alguém independente, protetor, não gosta de se sentir assim.

_ Eu sei, mas eu não posso ser o culpado de prender meu irmão.

_ Acontece querido que o culpado realmente não é você, foi seu próprio irmão que causou isso. Mas compreendo seu dilema. Quer um conselho? Dê de volta o poder ao seu homem ou vai perde lo.

Luiz Felipe chegou em casa cabisbaixo.

_ Chegou tarde filho, hora extra ou estava com aquele fulaninho?

_ Os dois mãe… e por favor pode chamar lo pelo nome?

_ Fiz lasanha, vai querer? Ou está naquelas dietas malucas?

Pergunta dona Eulália.

_ Com dois molhos? Branco e vermelho?

Grita Gurizão esparramado no sofá.

_ Sim seu esfomeado.

_ Nossa mãe cheguei a pouco do trampo, tô faminto mesmo.

Disse Gurizão se aproximando e já enfiando uma fatia de mussarela e presunto na boca.

Dona Eulália bateu na mão do filho.

_ Tira a mão suja daí e vai vestir uma roupa um marmanjão desses de cueca , me respeita muleque!

Gurizão sai rindo correndo fazendo pose de fisiculturista com sua cueca preta.

Luiz Felipe entra para o banho e deixou a água quente cair sobre o corpo como uma penitência. Os músculos das costas e dos braços, definidos e tensos, brilhavam sob o jato. Cachinhos castanho-claros grudados na testa. Ele fechou os olhos e a memória veio, implacável, sensual, devastadora. Gustavo em cima dele.

O quarto escuro, apenas a luz fraca do abajur iluminando a pele clara e macia do namorado. Gustavo cavalgava devagar, os quadris movendo-se em círculos lentos e profundos, descendo até engolir por completo o pau grosso e latejante de Luiz Felipe. Seus olhos semicerrados, boca entreaberta num gemido rouco, o peito magro subindo e descendo rápido. Gotas de suor escorriam pelo abdômen definido de Gustavo, brilhando.

— Felipe... — sussurrava ele, voz embargada de prazer.

Luiz Felipe segurava aquelas coxas firmes, dedos afundando na carne macia, guiando o ritmo. Gustavo acelerava, rebolando com fome, o cu apertado e quente pulsando ao redor dele. O som molhado de pele contra pele enchia o quarto. Gustavo jogava a cabeça para trás, pescoço exposto, gemendo alto enquanto rebolava mais forte, mais fundo, o corpo inteiro tremendo a cada estocada que recebia de baixo.

A expressão de êxtase, olhos revirando, boca aberta, língua entre os lábios inchados. Luiz Felipe sentia-se poderoso, protetor, dono daquele prazer. Até que a memória mudava. O rosto de Gustavo mudava para medo, desespero, o corpo encolhido no canto da cama depois do que Eduardo e o outro desgraçado haviam feito.

A impotência voltou como uma facada. Luiz Felipe abriu os olhos na ducha, o pau duro latejando na mão, mas o desejo misturado a uma raiva surda. Ele bateu com força na parede azulejada, água escorrendo pelo rosto.

Autor Mrpr2

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