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O Último Jogo

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Da série Cunhada
Um conto erótico de Caio Valença
Categoria: Grupal
Contém 2726 palavras
Data: 14/07/2026 13:13:53

Faz uns dias que não publico nada. Eu tinha me acostumado a contar um pedaço dessa história quase todos os dias, mas acabei dando uma pausa.

Não foi por falta do que escrever. Pelo contrário. Enquanto tento organizar as lembranças daquela época, minha cabeça continua cheia de sonhos, imaginações e novas fantasias. Mas essas outras histórias ficam para mais adiante.

Antes de seguir em frente, preciso terminar essa parte.

Então deixa eu contar como foi o encontro dos quatro...

Rodrigo me chamou para ajudá-lo a escrever uma mensagem para Camila. Ficamos alguns minutos tentando encontrar as palavras certas, mas, no final, ele desistiu de pensar demais e foi direto:

— Camila, sei que nossa situação não está das melhores, mas queria propor uma última aventura.

Logo depois, enviou outra mensagem:

— Lembra quando você disse que só saberia se aguentava três testando? Então vamos testar. Eu, você, Caio e Lucas, um amigo dele da faculdade.

Mal sabia ele que Camila já conhecia Lucas muito mais do que deveria.

Ela visualizou.

Não respondeu.

Rodrigo esperou alguns minutos, jogou o celular sobre a cama e tentou agir como se não estivesse ansioso.

— Quando ela responder, eu te aviso.

Voltei para minhas coisas, mas não conseguia prestar atenção em nada. Lucas também mandou mensagem perguntando se já estava marcado. Respondi apenas que ainda não.

Pouco depois, Camila falou comigo.

Fui para o banheiro e tranquei a porta. Perguntei se ela estava bem e se tinha visto a proposta de Rodrigo.

— Vi. Só estou preocupada com uma coisa. Ele sabe que eu já conheço o Lucas?

— Não. E não vai saber.

Alguns segundos depois, ela criou um grupo comigo e Lucas.

A primeira mensagem foi simples:

— Meninos, temos um segredo que precisa ir conosco para o túmulo. Espero não me decepcionar com vocês.

Respondi com um “ok”.

Lucas demorou um pouco mais, mas confirmou também.

— Então eu vou aceitar — Camila escreveu. — Vamos nos divertir. Tenho algumas surpresas para vocês.

Em seguida, apagou o grupo.

Rodrigo bateu na porta do banheiro.

— Vai demorar? Preciso entrar.

Saí tentando parecer normal. Ele levantou o celular, sorrindo.

— Ela respondeu.

Eu já sabia.

No quarto, mandei uma última mensagem para Lucas:

— Mano, vou falar a real para você: se o clima esquentar, acho que todos nós vamos nos pegar. Mas vamos fingir que isso nunca aconteceu antes!

Ele respondeu com uma carinha de diabinho.

— Vai ser épico.

Na tarde seguinte, Rodrigo e eu saímos para buscar Camila. Durante o caminho, ele falava sem parar sobre o encontro, tentando parecer tranquilo. Eu percebia que estava nervoso, mas não sabia se era empolgação, medo de perder Camila ou as duas coisas juntas.

Ela apareceu usando uma roupa comum e carregando uma mochila.

A mochila me chamou mais atenção do que deveria.

Quando abri a porta para ela entrar, Camila me cumprimentou com um beijo que pegou no canto da minha boca. Depois apertou discretamente meu pau.

Rodrigo viu minha reação pelo retrovisor.

— Se acalma. A noite nem começou.

Camila riu e o beijou.

Seguimos até a casa de Lucas.

Quando chegamos, ele apareceu acompanhado de Júlia. Os dois vieram até o carro. Ela olhou para mim com aquele sorriso de quem sabia mais do que deveria.

— Cuidem bem do meu irmãozinho — disse. — Já que dessa vez eu não fui convidada.

Lucas tinha contado à família que passaríamos a noite em um evento.

— Pode deixar — Rodrigo respondeu.

Júlia olhou para mim antes de voltar para casa.

— Juízo, Caio.

Eu sabia que aquilo era provocação.

Lucas entrou no banco de trás e se sentou ao meu lado. Durante o caminho, Camila fingia não conhecê-lo. Fazia perguntas sobre a faculdade, sobre nossa amizade e até sobre as garotas que ele conhecia.

Lucas entrou no jogo.

Eu observava os dois, imaginando quanto tempo aquela encenação duraria.

Antes de entrarmos no motel, tivemos que nos esconder por causa do limite de pessoas na suíte. O plano era ridículo e desconfortável, mas ninguém desistiu.

Por alguns minutos, fiquei espremido no porta-malas junto com Lucas, no escuro.

— Ainda dá tempo de fugir — ele sussurrou.

— Você que quis participar.

— Eu não estou falando de mim.

Antes que eu respondesse, ele passou a mão em mim. Nós nos beijamos e eu fiquei excitado rapidinho.

Lucas percebeu.

Como sempre.

Quando a garagem da suíte finalmente se fechou, saímos do porta-malas. Camila percebeu que tinha rolado algo ali e rapidamente fomos para o quarto.

Reconheci o lugar no mesmo instante.

Era a mesma suíte em que Camila tinha me levado meses antes.

A mesma banheira.

A mesma cama.

Talvez ela tivesse escolhido aquilo de propósito.

Camila deixou a banheira enchendo e abriu a mochila. Tirou alguns objetos, duas vendas e um par de dados.

— Hoje temos regras — anunciou.

Sentamo-nos na cama enquanto ela explicava o primeiro jogo. Cada um jogaria os dados. Os dois menores resultados ficariam vendados.

Eu fui o primeiro.

Tirei seis (somando os dois dados).

Rodrigo tirou oito.

Lucas tirou doze.

Camila entregou uma venda para mim e outra para Rodrigo.

— Você nem jogou — ele reclamou.

Ela sorriu.

— Eu sou a regra.

Mandou Lucas nos vendar.

Ele fez o que ela mandou. Eles tiraram nossas roupas, amarraram nossas mãos atrás das costas e nos deixaram deitados na cama.

Naquele momento, percebi que Camila não tinha aceitado o convite de Rodrigo para ser apenas mais uma participante. Ela ainda queria conduzir tudo, como sempre tinha feito desde o meu aniversário.

A música começou a tocar.

Sem enxergar, eu só conseguia ouvir os gemidos de Camila. Ela gemia gostoso:

— Vai Lucas, soca com força, goza em mim.

Algumas risadas baixas e algumas instruções de Camila. O desconhecido fazia tudo parecer mais intenso.

Os gemidos e as risadas pararam. Alguém começou a me chupar. Eu estava tão empolgado que não sabia se era Camila ou Lucas, mas não queria saber. Só estava curtindo.

A pessoa começou a passar a mão no meio das minhas pernas enquanto me chupava, e ia aproximando mais os dedos do meu cuzinho, e aquilo ia me deixando mais excitado.

Eu fui deixando, percebi que do outro lado da cama estavam fazendo o mesmo com meu irmão.

Rodrigo tentou estabelecer um limite.

Pararam de me tocar, fiquei um pouco chateado, mas Camila foi direta:

— Ou vocês entram no jogo de verdade, ou paramos agora.

E voltaram a me tocar.

Dessa vez, senti um dos dedos protegido por uma camisinha e coberto de lubrificante. Eu já estava quase implorando para que me penetrasse, fosse quem fosse. Então o dedo entrou cada vez mais fundo. Fui gemendo igual a uma menininha e ficando cada vez mais entregue.

Tiraram o dedo e veio um consolo sem dó no meu cu, doeu um pouco, mas eu estava tão excitado que só curtia.

Tiraram minha venda e vi a Camila com uma cinta com um pênis socando no meu irmão de quatro, ele não gemia, não queria que eu ouvisse que ele estava curtindo.

Eu fiquei excitado com a cena e eu mesmo fiquei de quatro para o Lucas, ele entendeu o recado e começou a me comer, eu já gemia com gosto, meu irmão era o único ainda quieto e vendado.

Camila tirou o consolo do cu do Rodrigo e falou para que eu penetrasse, eu fiquei meio assim de fazer, mas acabei topando, ele já tinha me comido mesmo, agora era minha vez, enfiei no cu dele, já estava fácil penetrar e foi que foi, depois de umas três socadas ele começou a gemer e falou:

— Caio, eu sei que é você socando, só não para!

Nisso eu tirei a venda dele e aí soquei com mais força.

A partir dali, as regras começaram a perder o sentido.

Foi então que percebi Lucas me observando.

Ele não precisava dizer nada.

O jeito como me olhava já era uma ordem.

Parei o que estava fazendo e me aproximei de Lucas antes que pudesse pensar melhor.

Rodrigo viu.

Por alguns segundos, achei que ele fosse interromper. Em vez disso, ficou parado, tentando entender aquilo. Lucas segurou minha nuca com a mesma firmeza que usava quando estávamos sozinhos.

Meu corpo reagiu na hora.

Camila percebeu também.

Ela olhou para mim e sorriu, como se finalmente tivesse confirmado uma suspeita.

— Então esse é o segredo de vocês.

Meu coração disparou.

— Não tem segredo nenhum — falei.

Lucas riu.

— Ele ainda insiste nisso.

Rodrigo olhou de mim para Lucas.

Eu esperava uma pergunta. Uma cobrança. Talvez raiva.

Ele apenas respirou fundo.

— Hoje eu não quero saber o que aconteceu antes — disse. — Só não quero mais ninguém mentindo.

A frase me atingiu.

Todos ali escondiam alguma coisa.

Camila tinha escondido que já conhecia Lucas.

Eu escondia o que sentia por ele.

Lucas fingia que tudo era brincadeira.

Rodrigo fingia que aquela noite não era uma despedida.

Depois disso, não havia mais motivo para manter as aparências.

O encontro continuou entre jogos, provocações e desafios. Camila conduzia boa parte deles, mas, aos poucos, até ela começou a perder o controle que sempre pareceu ter.

Lucas se mostrava cada vez mais à vontade.

Rodrigo, depois da hesitação inicial, começou a agir como se estivesse tentando recuperar em uma noite tudo que acreditava que perderia com Camila.

E eu oscilava entre os três.

Com Camila, eu lembrava de quem tinha me apresentado àquele mundo.

Com Rodrigo, sentia o peso de tudo que tínhamos atravessado juntos.

Com Lucas, não precisava fingir que estava no comando.

Em determinado momento, voltamos para a banheira. Ficamos ali os quatro, cansados, conversando e nos provocando. Era estranho como, depois de tudo, conseguíamos falar sobre assuntos comuns.

Faculdade.

Trabalho.

As corridas que Rodrigo e Camila faziam.

As piadas de Júlia.

Parecíamos quatro amigos voltando de uma festa.

Só que nenhum de nós era apenas amigo de ninguém naquele quarto.

Voltamos para a cama. Ela se deitou de barriga para cima. Eu fiquei de um lado e Lucas, do outro, ficamos chupando seus seios enquanto Rodrigo a penetrava.

Ela disse que queria sentir os três e ficou de quatro para Rodrigo, mandou eu ir por baixo, eu já estava tão excitado que já fui indo chupar a bucetinha dela. Ela disse que não era aquilo que queria e mandou que eu ficasse por baixo. Então sentou no meu pau.

Ela pediu para Rodrigo colocar no cu dela, ele colocou e ficou mega apertado, e o Lucas ficou em pé na frente dela (bem sobre minha cabeça) e ela começou a chupar o pau dele, ela chupava e babava e escorria no meu rosto, às vezes ela parava de chupar e olhava para meu rosto todo sujo enquanto batia uma para ele, eu ficava só olhando esperando que ela me desse algo a mais.

Vendo nossa excitação, ela cuspiu de repente na minha cara, e falou para eu ter calma que já iria me dar a porra do Lucas.

Continuamos transando, ela chupando ele, punhetando ele, até que ele gozou, ela direcionou o pau dele para meu rosto e veio aquele jato, ela mandou que ele se abaixasse e ainda pusesse a rola na minha boca, eu chupei.

Eu e Rodrigo ainda não tínhamos gozado. Então ela começou a nos humilhar, dizendo que não gostávamos de buceta e que ficávamos mais empolgados quando estávamos com os pintos no cu. Na verdade, estávamos um pouco cansados, mas as provocações dela nos deram mais vontade. Continuamos com mais força até gozarmos.

Eu não estava usando camisinha, então começou a escorrer porra pela bucetinha dela, ela perguntou qual dos três iria limpar.

Eu já estava com o rosto todo melado de porra, cuspe, baba, não quis chupar não, Rodrigo nem deu muita atenção, o Lucas também não deu trela, ela perguntou novamente e disse que se um dos três não limpasse ela iria escolher, aí o Lucas tomou iniciativa e foi chupar ela, ele chupou com gosto, isso foi nos deixando excitados de novo.

Mais tarde, Camila propôs outro jogo. Cada um deveria ficar vendado, um de cada vez, enquanto os demais penetrariam. A pessoa precisava reconhecer quem estava ali apenas pelo toque, pelo perfume ou pela forma de agir.

Quando chegou a minha vez, reconheci Lucas imediatamente.

Nem precisei tocá-lo.

Eu sabia pela maneira como ele ficou perto sem fazer nada, esperando que meu corpo denunciasse que eu já tinha entendido.

— Lucas — respondi.

— Como você sabe? — Rodrigo perguntou.

Fiquei em silêncio.

Camila respondeu por mim:

— Porque algumas pessoas aprendem a reconhecer quem tem poder sobre elas.

Tirei a venda.

Lucas me encarava com um sorriso discreto.

Não gostei de ouvir aquilo.

Ou gostei demais.

A madrugada avançou e os jogos foram ficando menos importantes. Já não precisávamos de dados, vendas ou ordens para justificar o que queríamos fazer. As provocações se transformaram em intimidade. Os segredos, em cumplicidade.

Quando finalmente paramos, estávamos exaustos.

Dormimos os quatro na mesma cama, misturados de um jeito que seria impossível explicar para qualquer pessoa de fora.

Antes de fechar os olhos, vi Camila olhando para nós.

Ela não parecia feliz.

Também não parecia arrependida.

Parecia estar se despedindo.

Na manhã seguinte, acordei e percebi que ela não estava na cama.

Fui ao banheiro.

Nada.

Olhei na garagem.

O carro continuava ali.

Camila, não.

Acordei Rodrigo e Lucas. Rodrigo tentou ligar para ela. O celular não chamava. As mensagens não eram entregues.

Ligamos para a recepção.

Confirmaram que uma mulher havia saído sozinha algumas horas antes.

Rodrigo ficou abalado, embora tentasse esconder.

— Ela foi embora sem falar nada?

Ninguém respondeu.

Saímos do motel em silêncio.

No carro, havia um clima completamente diferente do da noite anterior. A empolgação tinha desaparecido. Parecia que todos tentavam descobrir se tínhamos feito algo errado ou se aquilo já estava planejado por Camila.

Depois de alguns minutos, Rodrigo quebrou o silêncio.

— Vocês dois têm coragem de se beijar agora?

Olhei para ele pelo retrovisor.

— O quê?

— Você e o Lucas. Eu vi como vocês estavam ontem. Não precisa mais fingir.

Lucas não esperou outra pergunta. Aproximou-se e me beijou.

No começo, fiquei parado.

Depois correspondi.

Não havia jogo, venda ou Camila dando ordens.

Dessa vez, Rodrigo estava vendo.

E eu deixei.

Ele não riu nem fez piada. Apenas continuou dirigindo.

Deixamos Lucas em casa. Antes de sair, ele apertou meu ombro.

— Depois me chama.

— Chamo.

Quando fiquei sozinho com Rodrigo, ele falou que tinha gostado da noite. Disse que nunca imaginou que seria capaz de aceitar tudo aquilo, mas que não se arrependia.

— Eu faria de novo — concluiu.

Olhei pela janela.

— Acho melhor a gente respirar um pouco. Não quero que toda vez que estivermos juntos vire aquilo.

Rodrigo riu.

— Agora você ficou responsável?

— Alguém precisa ficar.

Voltamos para casa no domingo.

Nos dias seguintes, tentei agir normalmente. Algumas vezes, Rodrigo tentou retomar a intimidade entre nós, mas eu recuava. Não porque tivesse me arrependido. Eu só precisava entender o que aquela noite tinha mudado.

Camila continuava desaparecida.

Nenhuma mensagem.

Nenhuma ligação.

Depois de alguns dias, paramos de insistir. Rodrigo dizia que ela precisava de espaço. Eu achava que havia algo maior.

A resposta chegou quase uma semana depois.

Camila enviou a mesma mensagem para mim, Rodrigo e Lucas, usando um número desconhecido.

— Nossa aventura foi muito gostosa, mas aquela foi a última vez. Não quero que vocês venham atrás de mim. Recebi uma promoção e vou me mudar para outra cidade. Desculpem por ter ido embora sem esperar vocês acordarem. Depois de tudo, não sabia como olhar para vocês no dia seguinte. Cuidem uns dos outros.

Tentamos responder.

As mensagens não chegaram.

Rodrigo tentou ligar.

O número já estava desligado.

Foi assim que Camila saiu das nossas vidas.

Sem uma última conversa.

Sem explicar se a mudança já estava planejada.

Sem dizer se aquela noite tinha sido uma celebração, uma despedida ou apenas sua última tentativa de manter alguma coisa viva.

Por muito tempo, eu pensei que ela tivesse fugido por vergonha.

Hoje, não tenho tanta certeza.

Talvez Camila soubesse que aquela história já não dependia mais dela.

Foi ela quem abriu a primeira porta.

Foi ela quem apresentou cada um de nós a desejos que tentávamos esconder.

Mas, naquela última noite, os três continuamos mesmo quando ela deixou de comandar.

Meu irmão já sabia sobre Lucas.

Lucas já conhecia partes de mim que eu ainda negava.

E eu finalmente entendia que algumas descobertas não desaparecem só porque a pessoa que as provocou foi embora.

A história com minha cunhada parecia ter terminado.

A minha estava apenas começando.

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