🚫 Propagandas te atrapalhando? Assine o plano premium por menos de R$3/mês. Saiba mais →

O Submundo do Clube dos Cornos - Parte 21

Cansado destas propagandas? Assine por R$36/ano e navegue sem anúncios →
Um conto erótico de Mark da Nanda
Categoria: Grupal
Contém 3239 palavras
Data: 10/07/2026 16:41:55

Ela tentou abrir a gaveta, mas viu que estava trancada. Artur a tirou de sua frente, deu uma rápida olhada na gaveta e com um jogo de gazuas a abriu em questão de segundos. Dentro, as tão esperadas chaves reluziram.

Cortez pegou as chaves com as mãos tremendo. Artur logo as tomou dele, pedindo desculpas na sequência. Abriram as fechaduras. A porta foi a próxima, com o rangido característico de algo pouquíssimo usado. Como Artur havia mencionado, era uma espécie de closet e dentro dele, prateleiras cheias de pastas, fitas cassetes, CDs e DVDs antigos, pendrives e envelopes. Numa parede lateral, um verdadeiro mural com uma variedade de mulheres. Até mesmo Luma estava ali num lugar de destaque. Mas o que surpreendeu Cortez foi uma caixa retangular baixa, com um nome conhecido, um que apenas a ele interessava, o de sua mãe, “Luana Castro”.

[CONTINUANDO]

Mary foi a primeira a entrar no quartinho de provas. O ar lá dentro era intoxicante, pesado, com cheiro de papel velho, poeira e segredos inconfessáveis. Ela não perdeu tempo. Pegou o celular com as mãos ligeiramente trêmulas e começou a registrar tudo de forma meticulosa: vídeos curtos narrando tudo o que via, dando ênfase especial às fotos do mural na parede e fotos em alta resolução de cada prateleira, especialmente aos nomes constantes nas pastas. Seus olhos percorriam cada detalhe com atenção, mas sem esquecer da urgência. Num certo momento, ela fixou sua atenção aos rostos de mulheres que ela conhecia, algumas que haviam desaparecido sem motivo algum. Viu também que ainda “trabalhavam” por livre e espontânea pressão no clube. Mas viu também algumas que não reconheceu, o que lhe deu a certeza de que isso acontecia há muito, muito tempo. Cada clique da câmera era um registro desesperado em busca de alguma esperança.

Cortez, num primeiro momento se conteve, mas não durou muito, afinal, ele sabia que não conseguiria se controlar ante aquela caixa com o nome de sua mãe. Passou por Mary como se ela nem existisse, os olhos fixos na caixa de madeira baixa e retangular com o nome “Luana Castro” escrito à mão, em letras irregulares com uma caligrafia que não reconhecia. Seus dedos tremiam quando ele a abriu. Ali dentro, o passado que ele tanto temia e buscava se revelou de forma brutal.

Havia várias fotos de sua mãe, uma jovem mulher linda, sorridente em algumas, transbordando de vida e sonhos. Em outras, aparecia melancólica, com olheiras profundas, o olhar perdido e o semblante preocupado. Mas o que lhe machucou foram as que vieram a seguir: primeiro, algumas em poses sensuais, provocantes, de lingerie, até mesmo de nudez explícita. Se não fosse sua mãe e ele não estivesse preso com uma gaiolinha peniana, Cortez teria se excitado certamente. Então as piores, as que fizeram seu estômago revirar: Luana surgia em situações explícitas de sexo, algumas apenas com Dom, nas quais um sorriso de satisfação parecia brotar no rosto de ambos; noutras, com ele e outras pessoas; e noutras, apenas com outros homens, em situações degradantes, amarrada, cercada, usada da mesma forma que Dom fazia com Luma agora. Cada imagem era como uma facada eu seu peito, um lembrete cruel de que o monstro que destruía sua vida tinha destruído a de sua mãe antes. Cabia a ele impedir o mesmo desfecho. E ele o faria, custasse o que custasse.

Cortez sentiu uma náusea repentina, seguida de uma fraqueza, o mundo girou e seus joelhos fraquejaram. Ele pegou uma das primeiras fotos de sua mãe com as mãos trêmulas, os olhos marejados, a respiração curta. Era linda. Ela estava linda, sorrindo sobre um gramado cercado de flores.

Entretanto, Artur o retirou de lá com firmeza, puxando-o pelo braço. Fechou a caixa de madeira e a deixou onde estava. Apenas Mary ficou dentro do quartinho. Cortez se exaltou, tentando se soltar, a voz rouca de dor e raiva:

- Me solta! Eu preciso ver isso! É a minha mãe, porra!

Artur o empurrou contra a parede do escritório, segurando-o pelos ombros com força, o olhar sério e urgente:

- Não seja idiota, Cortez! Se mexermos nas provas, elas perdem o valor! Já tenho alguém de confiança me orientando. Não estrague tudo.

- A gente não vai levar nada!? – Mas... É... Aquela caixa... é sobre a minha mãe.

- Eu sei! Mas se você contaminar as provas, estraga tudo e o Dom sairá de boa. Deixa tudo aí, porra!

Artur ainda tentou pegar aquela foto da Luana para devolver à caixa, mas Cortez se agarrou selvagemente à ela, como se ela fosse o fio de sanidade que ainda o mantinha de pé. Artur sabia que aquilo não levaria a lugar algum e propôs:

- Dá! Eu tiro uma foto dessa foto e te envio. Mas você não vai ficar com essa. Nem a pau!

Cortez o olhou irado por um instante, mas cedeu. Artur tirou uma foto e enviou para o número de Cortez, já previamente cadastrado em seu celular. Ele então ligou para um número de seu celular, observando Cortez bufar num canto, andando de um lado para o outro como um animal enjaulado, enquanto ele seguia para dentro do quartinho a fim de devolver a foto àquela caixa. Mary seguia fazendo seus registros, o flash do celular iluminando o quartinho a cada foto. A voz de Artur então surgiu baixa, mas rouca e potente:

- Calindo!? Conseguimos. Do que precisa? Isso! Tem muita coisa, muita coisa mesmo. Há fotos, documentos, pendrive’s, HD’s. Vi até uns livros contábeis numa prateleira. Sim. Parece que sim. Exato! Estamos registrando tudo como você orientou e... Ok! Entendi. Vamos fazer isso e já te envio tudo. Até mais.

Artur desligou e pediu para Mary acelerar os trabalhos, pois o risco ainda era enorme. Eles precisavam encerrar antes que alguém os pegasse ali:

- Como assim encerrar? - Perguntou Cortez, assustado, a voz falhando.

- Não podemos tirar nada daqui. Já expliquei: Se fizermos isso, as provas podem ser anuladas e o Dom não será pego. O Calindo é um delegado com quem mantenho contato na Polícia Federal. Ele me disse que só com as filmagens e fotos que a Mary está fazendo já terá material suficiente para conseguir um mandado de busca e apreensão.

- Mas... e os documentos da minha mãe? Eu preciso... Eu...

- Não! Você vai ter que se contentar com o que viu. Se o Dom desconfiar que estivemos aqui, tudo estará perdido, para sempre.

Minutos depois, Mary saiu de dentro do quartinho, o rosto pálido, guardando o celular no bolso. Artur fechou a porta, trancando novamente. Ele colocou um pedaço de metal dentro da fechadura central, de modo que a chave tetra não conseguisse chegar até o final, o que daria algum tempo da polícia trabalhar caso Dom desconfiasse e tentasse abrir aquela porta para sumir com as provas. Por fim, ele guardou as chaves na gaveta da escrivaninha e a trancou novamente, o clique ecoando como um ponto final temporário naquela loucura:

- Já sabe o que fazer, Mary. Envia as fotos para os números que eu te passei e some daqui. Se o Dom perguntar, invento que você teve um problema e precisou sair às pressas.

Artur pediu licença para acorrentar Cortez no canto do escritório, conforme ordenado pelo Dom, a fim de evitar alguma desconfiança, caso ele ou outro chegasse ali de repente. Enquanto isso, ele orientou Mary a enviar os registros para ele e para o delegado Calindo, garantindo que tudo fosse feito com o máximo de cuidado. Ela pegou seu celular e ali mesmo, na frente dos dois homens, enviou as fotos e vídeos para os números selecionados. Saiu em seguida, desejando sorte.

Artur também explicou a Cortez que era melhor não conversarem nada sobre as provas no momento, pois tudo estava sendo gravado no sistema de câmeras de vigilância do Imperium. Cortez então ficou temeroso de que pudessem ser descobertos antes da polícia ter a chance de fazer algo, colocando Luma em risco mortal.

Artur o acalmou, dizendo que iria apagar os registros, apenas pedindo que ele ficasse calado dali por diante. Artur, então, se sentou no sofá e pegou seu celular, digitando uma senha de acesso à rede interna de câmeras de vigilância do Imperium e apagando todo o registro desde o momento que entraram no escritório até agora. Seus dedos moviam-se rápidos, precisos, enquanto Cortez observava, com o coração acelerado.

A partir daí, o tempo pareceu se voltar contra Cortez, passando devagar, de forma agonizante. Ele começava a ficar aflito sem notícias de Luma. Cada minuto parecia uma eternidade. Artur pareceu intuir sua preocupação e olhou seu celular por um instante. Depois, pegou um copo de água para Cortez e disse que iria até o quarto coletivo ver se a Luma estava bem:

- Como assim, se ela está bem!?

- Fique tranquilo. Eu já volto.

Mas não voltou logo. Passou mais uma hora lá antes de retornar. Quando a porta do escritório enfim se abriu, Artur, com o rosto sério, disse que a suruba já estava terminando e que Dom havia dado um descanso para a Luma, chamando outras duas prostitutas para tomarem seu lugar. Cortez respirou aliviado. Não durou muito:

- Você disse que o Imperium tem um sistema de câmeras de vigilância?

- Sim, senhor Cortez... Estamos sendo filmados aqui agora, neste exato momento. O senhor nem deveria ficar falando comigo, muito menos fazer referência ao sistema de câmeras, que é algo que o senhor não deveria saber que existe.

- Sem essa, Artur! Tem câmeras naquele quarto também?

- Normalmente não. Mas Dom mandou instalar um sistema discreto especialmente para hoje. É assim que ele consegue vídeos comprometedores de seus convidados para usar em seus esquemas.

- E você tem acesso a elas?

- Sei o que pretende, senhor Cortez. Acho que não é saudável.

- Depois de tudo o que eu já vi e vivi aqui, Artur, você acha que eu ver o que acontece lá não é saudável!?

- Exato! Acho...

- Quero ver a Luma, Artur. Agora!

Artur o encarou em silêncio por um instante, mas logo pegou seu celular e acessou um aplicativo. Em instantes, entregou o celular para Cortez. A tela estava dividida em 4 imagens de ângulos diferentes: num, se via os convidados, alguns bebendo e conversando; noutras, alguns transando com as prostitutas; apenas uma estava focada na posição onde Luma estava. Mas vê-la não agradou Cortez. Ela estava deitada de lado, aparentemente desacordada. Quando Cortez tocou neste último quadro, a imagem encheu a tela e fez seu coração se apertar:

- Artur! A Luma... ela... ela está...

- Dormindo! - Artur o interrompeu: - Fique tranquilo. Fui lá justamente para me certificar de que ela está bem. Conversei com Dom e ele me disse que ela trepou como uma louca, quase deu conta de todos sozinha. Mas mesmo se deixando ser bastante usada, depois pediu para descansar. Daí apagou, exausta.

Cortez voltou a observar a imagem e viu quando um negro imenso se aproximou de Luma com o Dom ao seu lado. Ele então puxou Luma pela cintura até a beirada da imensa cama, enquanto Dom parecia cochichar no ouvido dela. Como Luma não reagiu, o negro passou a fodê-la como um animal, inclusive lhe dando violentos tapas na bunda, como se quisesse despertá-la para a vida, porém ainda sem qualquer reação dela:

- Artur! Esse animal está fodendo a Luma desmaiada. Isso... Isso é um crime! É estupro...

- Sério, senhor Cortez!? - Artur tomou o celular de Cortez, olhando-o com a fisionomia fechada dos primeiros dias: - Ao que me consta, ela já foi estuprada diversas vezes aqui. Você mesmo sabe disso. E ficou nervoso somente agora!? Por favor, né!

- Mas... Mas...

No celular, a cena piorava. Luma despertou, mas parecia atordoada, perdida em alguma outra dimensão. Outro convidado se aproximou e após conversar rapidamente com Dom e o negro, decidiu participar também. O negro subiu na cama e segurou o pau empinado para cima, dizendo algo que fez Luma subir sobre ele sem qualquer negativa. Ele a penetrou por baixo, enquanto o outro se aproximou por trás com o pau em riste, rapidamente sumindo dentro da bunda de Luma. Dom não perderia a chance e começou a se punhetar, para logo subir na cama e começar a foder a boca de Luma. A cena era deprimente, degradante, mas não pior que outras que Cortez já havia presenciado. Artur estava certo: não era a primeira vez que Luma era violentada, mas seria a última.

Cortez devolveu o celular para Artur e puxou a corrente que o mantinha preso à parede. O estalo metálico lembrou-o que era um homem normal. Ele então olhou para Artur e pediu as chaves:

- Para que?

- Eu vou lá. Vou acabar com isso hoje. Chega, Artur. Eu nunca deveria ter colocado a minha esposa nisso. Nunca.

Artur, vendo o nervosismo de Cortez, tocou em seu ombro e disse:

- Eu vou lá resolver isso. Agora se acalme. Já fomos longe demais para colocar todo o plano em risco.

Artur saiu novamente. Melhor dizer que sumiu novamente. Depois de 30 minutos, retornou. Foi até Cortez e começou a libertá-lo. Enquanto isso, explicou:

- Demorei um pouco porque tive que esperar que eles terminassem com sua esposa. Depois, o Dom me mandou levar a senhora Luma à sua suíte privada. Ela está lá agora, descansando. O Dom também me autorizou a levá-lo até ela. Ele disse que vocês podem dormir aqui ou ir embora quando ela acordar.

- Não quero ficar aqui nem mais um minuto.

- Concordo. Inclusive, aconselho ao senhor acordá-la e irem o quanto antes. E, senhor Cortez, seria muito bom se vocês sumissem por uns dias.

- Por quê?

- Apenas por segurança. Calindo, o delegado, já me mandou mensagem avisando que recebeu o nosso material e que tentará obter um mandado em regime de urgência, inclusive, despachando com o juiz de plantão. Então, o que tiver que acontecer, acontecerá muito em breve.

Artur levou Cortez até a suíte, onde encontraram Luma dormindo, encolhida em posição fetal sob os lençóis da cama, com os braços cruzados sobre o peito. Tentaram acordá-la, mas ela apenas resmungou, exausta. Ela estava destruída: os cabelos desgrenhados, colados com porra, o corpo cheio de marcas de tapas, arranhões, beliscões. Ela toda era um depósito de porra ambulante, vazando pelos orifícios e banhada no corpo.

Eles decidiram carregá-la até o carro pelos fundos do Imperium. Artur devolveu as roupas de Cortez que as vestiu rapidamente, mas não antes de pegar as chaves da gaiola e se libertar. Quando a deixava num canto, Artur o advertiu:

- Leve isso com você. Se o Dom a encontrar aqui, pode desconfiar de algo, ou pior, ficar irado e querer descontar na senhora Luma antes da polícia agir.

Cortez concordou. Embora incomodado, pegou a gaiola com a chave e colocou no bolso da calça. Pegou então a esposa nos braços e foram até o estacionamento. De lá, Artur os levou para um hotel numa outra cidade vizinha, prometendo entrar em contato em breve, com notícias. Apesar da ansiedade, o cansaço cobrou o seu preço e Cortez apagou ao lado da esposa, o corpo exausto, a mente ainda girando em um turbilhão de dor, raiva e esperança que o fim estivesse próximo.

Apenas por volta das 10:00, Cortez despertou. Seu corpo parecia saído de uma maratona, todo dolorido. Ele olhou para o lado e viu que Luma já estava acordada, olhando fixamente para ele. Eles se olharam em silêncio por um bom tempo, como se não se reconhecessem mais. Foi ele quem quebrou o silêncio:

- Oi.

Mas ela não respondeu. Apenas suspirou profundamente:

- Você está bem?

- Só... cansada.

- Mas você está...

- Estou bem, Cortez! – Ela o interrompeu com uma voz áspera e se virou de costas, olhando fixamente para o teto, seguida de uma audível suspirada antes de prosseguir: - Devo estar com algumas marcas pelo corpo, é óbvio! E vou ficar ardida por uns bons dias. Mas vou sobreviver. E vocês? Vocês conseguiram? Entraram no tal quartinho?

Cortez sorriu involuntariamente para ninguém e confirmou:

- Sim.

Só então Luma o olhou com um brilho diferente no olhar:

- E onde está? Acharam algo que possamos usar contra o Dom?

- O Artur não me deixou trazer nada!

- Como assim!? – Luma se sentou, encarando espantada o marido, a voz tremendo: - Todo esse trabalho para... para... nada!?

- Calma!

- Calma!? Como assim calma?

Cortez começou a explicar para ela tudo o que Artur havia lhe explicado. Luma ainda pareceu incomodada, como se estivesse inconformada, mas nada disse. Ficou em silêncio até perguntar com uma voz cansada:

- E da Lilly? Acharam alguma coisa?

- Não tivemos tempo de olhar tudo. Eu só vi rapidamente uma caixa que tinha o nome da minha mãe. Fotos… tinha muitas fotos. Algumas dela jovem, sorrindo. Outras que… - A voz de Cortez embargou, seus olhos marejando de imediato: - Degradantes... Dela com o Dom, com outros homens... Igual ao que ele faz com você.

Luma fechou os olhos por um segundo, como se a imagem se formassem em sua mente, trazendo uma dor quase física:

— E você… como se sentiu?

— Péssimo, né! Como se tudo que a gente passou fosse uma repetição do que ele fez com ela. — Cortez respirou fundo, a voz falhando. — Mas tem mais. Eu vi… de relance, mas vi... um bilhete, com uma letrinha bonita, redondinha. Ela sabia que estava grávida, escreveu para ele que… que ele era o pai. E... ela dizia que queria começar um capítulo novo, uma vida nova, com ele e comigo.

Luma ficou em silêncio absoluto. O ar no quarto pareceu sumir por um instante. Ela olhou para Cortez com uma expressão que ele nunca tinha visto antes:

— Cortez… você está me dizendo então que o Dom…

— É. Se havia alguma dúvida, acho que não há mais. Aquele miserável é mesmo o meu pai.

Silêncio. Apenas o silêncio agora era ouvido. Luma voltou a encarar o teto, suspirou e cobriu a boca com a mão, os olhos marejados. Cortez continuou, a voz baixa, quase um sussurro:

— Eu sempre soube que havia algo errado. Mas ver aquilo… ver as fotos dela sendo usada do mesmo jeito que ele usa você… Poxa! Foi de matar. Foi como se eu estivesse assistindo ao meu próprio destino se repetindo. E eu… eu quase desisti ali. Eu quis sair correndo para te buscar e sumir, mas o Artur me segurou. Disse que já havíamos suportado muito e teríamos que aguentar um pouco mais.

Luma esticou a mão e segurou a dele. Seus dedos estavam frios:

— E agora? Como vai ser?

Cortez deu uma risada amarga, sem humor:

- Eu não sei. Eu só torço para que você não me olhe um dia e ache parecido com aquele maldito.

Luma balançou a cabeça, negando:

— Você não é ele. Nunca foi. Você é o homem que eu escolhi. O homem que eu amo. Mesmo depois de tudo isso...

Eles ficaram em silêncio por um tempo, apenas de mãos dadas. Depois, Cortez respirou fundo e disse, a voz mais firme:

— Agora é com a polícia. Já fizemos tudo o que podia ser feito. Artur disse que me avisa.

Luma assentiu lentamente. Pela primeira vez em muito tempo, havia um brilho de determinação no olhar de ambos. Mas no fundo, os dois sabiam: mesmo que conseguissem prender Dom, o verdadeiro monstro talvez nunca fosse embora de dentro deles.

OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS E OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL SÃO MERA COINCIDÊNCIA.

FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DO AUTOR, SOB AS PENAS DA LEI.

Curta uma leitura sem interrupções.
Conheça o plano sem propagandas (R$36/ano — menos de R$3/mês) →
Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 21 estrelas.
Incentive Mark da Nanda a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.
Foto de perfil de Mark da NandaMark da NandaContos: 384Seguidores: 770Seguindo: 17Mensagem Apenas alguém fascinado pela arte literária e apaixonado pela vida, suas possibilidades e surpresas. Liberal ou não, seja bem vindo. Comentários? Tragam! Mas o respeito deverá pautar sempre a conduta de todos, leitores, autores, comentaristas e visitantes. Forte abraço.

Comentários

Foto de perfil genérica

Como autores, não achamos legal fazer certos comentários sobre contos de outros autores, mas temos uma tese bem verossímil sobre o momento em que esse conto, que caminhava de forma espetacular até o capítulo VI se perdeu.

Na primeira linha do conto, é dito que o Cortez tem 38 anos. No segundo capítulo, o Dom Black é apresentado como um homem de quarenta e poucos anos.

Então, parece biologicamente impossível que o DB seja pai do Cortez, mas essa é a incoerência, não a principal questão.

A principal questão é que nossa tese é a de que o Mark incluiu a vingança para justificar que o casal continuasse mergulhando nesse abismo. Pelo menos, no mínimo, o Cortez, depois de ser enganado, manipulado e traído pela Luma, além de ter sido humilhado pelo DB e a própria Luma.

Pela personalidade inicial apresentada pelo Cortez, ele até tinha tesão de corno, introduzido pela Luma, provavelmente instruída pelo DB. Mas não de aceitar que Luma quebrasse todas as regras, levando-o aquele constrangedor episódio da gozada na cueca vendo a Luma nua, sentada no colo do DB.

Minha tese é de que a vingança foi introduzida justamente para justificar que ambos continuassem indo à Imperium e percorrendo esse caminho de degradação.

Mesmo sabendo que estavam lidando com um criminoso perigoso e poderoso.

A outra é eles terem entrado numa jornada de vingança inútil e perigosa sem um mísero plano.

Tudo isso mostra que a vingança só entrou no enredo no capítulo VI. É só ler os parágrafos finais, em que é a primeira vez que é sugerida.

Ao que me parece, é daqueles casos em que a emenda saiu pior que o soneto. Sem a vingança, era só explicar qual desejo sombrio levou Cortez a ele próprio decidir continuar. Teria sido mais simples.

Não é uma crítica, é só uma contribuição de quem já passou por essa coisa de começar a escrever um conto e ele terminar com um desfecho completamente diferente do inicialmente pensado.

A linha da perdição cruel do casal é uma baita de uma concepção, que, repito, poderia ter levado o conto a um desenvolvimento espetacular.

0 0
Foto de perfil de Ramses

Olá!!

"Minha tese é de que a vingança foi introduzida justamente para justificar que ambos continuassem indo à Imperium e percorrendo esse caminho de degradação."

Por um bom tempo essa era nossa tese tbm, das consequencias de atos e atitudes impensadas desse casal se afundando no fetiche e promiscuidade.

"A linha da perdição cruel do casal é uma baita de uma concepção, que, repito, poderia ter levado o conto a um desenvolvimento espetacular."

Teria sido chocante, extremamente chocante!!

0 0
Foto de perfil de Samas

Sua tese não se sustenta pois o próprio Cortez diz no consultório do Dr Galeano que o fato de Luma ter o convencido a frequentar a casa foi a chance dele conseguir sua vingança contra o Dom,agora a Luma pode até ser pois pouco se sabe sobre a Lili.

0 0
Foto de perfil de Ramses

Por hj ja parei com as minhas teses. Só mais um capitulo faltando, vamos ver o desfecho da estória. De uma forma ou de outra espero ter um encerramento e não mais um final aberto, a não ser que venham coisas maiores por aí!

0 0
Foto de perfil de Samas

"Como Luma não reagiu, o negro passou a fodê-la como um animal, inclusive lhe dando violentos tapas na bunda, como se quisesse despertá-la para a vida, porém ainda sem qualquer reação dela" ( Será que Luma estava dopada? )

0 0
Foto de perfil de OsorioHorse

Poxa Mark.

Que capitulo ruim. Nao trouxe nada de mais.

Nem do Dom

Nem para os personagens

Nem para a historia.

Mas rapaz...

0 0
Foto de perfil de Ramses

Escrevi no meu comentário, só mais um capítulo não fecha o conto.

0 0
Foto de perfil de Ramses

Gostei, esse capitulo nos mostra que Cortez e Luma estão juntos, ninguem passou o pé em ninguem.

Mas só mais um capitulo da para amarrar todas as pontas? Pois precisamos ver o final da vingança, a queda de DB e principalmente como ficarão Luma e Cortez.

Acredito que só o Dr. Galeano consumiria um capitulo inteiro.

0 0
Foto de perfil de Sensatez

Mas ainda não tá fazendo sentido a Luma de uma ora para outra virar a PSP e o Cortez o maior Cuckold Escravo que o pode ser concebido, a falta do Cortez cobrar um explicação chega a ser doentia, ele ficou várias horas com a Gaiolinha de Ouro somente pela vontade da Luma em humilha-lo, então o Cortez, não cobra uma satisfação, sei lá, não tô vendo sentido e coerência nas atitudes do Cortez e nem dá Luma, não faz sentido essa conversa tremendamente inexpressiva, ainda mais depois de tudo que aconteceu, na minha opinião, não prova nada sobre a relação do casal, esse capítulo só prova que sem a Mary e Artur, nada seria Feito contra o Dom, somente a degradação do casal, pura e simples, não faz nem sentido esses momentos, como no final do capítulo, entre o casal, que para mim foram mais constrangedores que de cumplicidade e amor, totalmente frios, parecem dois policiais infiltrados falando sobre o dia de investigação, aliás até na realidade entre policiais a conversa é menos fria.

Ps. A Gaiolinha não se foi, aposto que muito em breve vai estar com um pintinho preso novamente kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

0 0
Foto de perfil de Ramses

Em primeiro lugar gostei dessa capitulo pois tirou de pauta algumas teorias. PSP e Cortez estão juntos nisso tudo.

Do resto concordo contigo em numero, genero e grau.

Mas ta osso demais defender esse casal. É muita promiscuidade por parte de Luma. Sêmen vazando de todos os seus orificios, o marido vendo ela destruida num Gang Bang.

Eu me prendo nesses fatos pq são temerários. Se fosse um conto de viagem espacial tudo bem, mas não é! E acho que Mark da a esse ponto uma enorme atenção.

Achei a ideia do conto espetacular, tivemos uma carga de tensão muito grande, as humilhações que Cortez sofreu não são de carater fetichista de participantes do mundo de BDSM. PSP aguentar tantarola junta e seguida não é normal, muito timidamente foi discutido entre Artur e Cortez que Luma estava sendo estuprada repetidamente, mas que ela ja estava meio que acostumada.

Gostaria de ver essas questões sendo trazidas a luz, gostaria que fosse discutido os danos morais, sexuais e emocionais do casal.

Gostaria de ver sendo esclarecido as consequencias para Dom Black, de seus crimes que foram muitos.

Confio no Mark, confio mesmo pois como nós, ele esta aqui por prazer e espero podermos ter proporcionado a ele e a Nanda prazer pelo nosso intenso interesse. Nenhuma critica, nenhuma mesmo, foi fora do contexto do conto.

0 0
Foto de perfil de Sensatez

Exatamente, eles estão juntos na vingança, mas para mim a Luma não me inspira confiança, várias atitudes dela mostram que ela não tem esse amor todo pelo Cortez são palavras molhadas na geada da mentira, nem levo em conta o sexo descontrolado, na realidade ela não perde uma oportunidade de humilhar o Cortez, mesmo sabendo que ele não está curtindo mais na dinâmica atual, isso é um detalhe bem significativo para mim, e deveria ser para todos, ela voltar a colocar a Gaiolinha no Cortez foi cruel e não teve fim prático algum para a vingança, já o Cortez eu não espero nada, hahh!!! só que dele também não espero Nada X Nada, mas a vida me ensinou uma coisa importante, as coisas mais surpreendentes vêm do NADA.

Tem mais uma coisa, esse casal já se degradou tanto e inclusive desprezando todo e qualquer ensinamento do Dr. Galeano, que até pela boa reputação do dele eu acho que ele não deveria mais orientar o casal, pois só se deve ajudar, quem quer ser ajudado, senão incorre no risco de acabar sendo prejudicado ou mal interpretado, fato muito negativo para alguém com a profissão do Dr. Galeano.

0 0
Cansado destas propagandas? Assine por R$36/ano e navegue sem anúncios →