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Você Nasceu Pra Mim - 1

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Um conto erótico de Anonimo
Categoria: Heterossexual
Contém 8154 palavras
Data: 08/07/2026 14:14:35
Última revisão: 08/07/2026 14:55:05

Amigos que me seguem, peço desculpas pelo longo iato da série do big. Confesso a vocês que fiquei um tanto desmotivado e por isso parei. A série continua em produção e estou voltando aos poucos em muito por incentivo e dívida a uma amiga. Então... Espero que curtam e aguardem a retomada.

Boa leitura!

Eu me chamo... Ah, meu nome não é importante. Nem minha história, se for parar pra pensar, mas... Preciso desabafar ou eu vou explodir! E tudo por causa dela! Eu não sei como, eu não sei quando e onde começou mas sei o porquê: porque ela é inteligente. De várias formas, economicamente, academicamente, emocionalmente. Porque ela é uma mulher forte, resiliente, que não se apequena diante dos problemas e é pragmática ao resolvê-los. Porque acima de tudo, ela é gentil, carinhosa, protetora. Sempre foi. Desde que a conheço. E... Ela é linda!! Só tem um problema: ela é minha madrinha. Bem... Mais ou menos... Ela é madrinha de consideração.

Minha mãe diz que ela sempre foi assim, extrovertida, espevitada. Sempre sorridente e sempre engraçada. Ela sempre teve dedo podre pra homens e por isso nunca firmou com ninguém e nem constituiu família e, depois de um tempo, ela começou a brincar dizendo que quando eu tivesse idade, ela casaria comigo, o homem da vida dela. E aquilo era verdade e fazia sentido, visto que até minha mãe dizia sem medo algum que talvez minha madrinha me amasse tanto ou mais que ela! Só que a brincadeira dela se tornou minha realidade.

Acho que a primeira vez que vi minha madrinha como mulher foi quando fomos pra casa de uns amigos da familia. Era uma casa de praia linda, isolada, com uma praia que parecia particular por não haver ninguém a vista. Não era uma data especial nem nada do tipo mas ainda lembro daquela cena. Na época eu tava indo pro ensino médio, descobrindo meu corpo. Eu estava sentado na sala, todos já haviam ido a praia e meu pai pediu que eu esperasse pela minha madrinha pra ela não ir sozinha. Meu pai sempre foi muito zeloso. Com ela, com a tia, com todas as amigas da mamãe, mas nada comparado ao zelo pela mamãe. Eu sorria ao pensar nisso e no fato de não haver nada até o caminho da praia mas eu não o desobedecia. Não por medo, mas por amor e respeito. E então escutei o barulho da havaiana de saltinho dela e me virei no sofá. E acho que ali começou meu fetiche por ela.

Ela estava com um biquíni vermelho. Acho que eles chamam de cortininha. Bem, a parte de cima cobria seus seios médios para grandes, visivelmente empinados e até onde me constava, naturais. Seu colo todo salpicado de sardas davam um charme sem igual. Sua barriga lisinha e a cintura marcada. As pernas longas de coxas macias e uma bundinha lindamente pequena e empinada, engolia um fio dental vermelho. Via isso através da saída de praia transparente que usava. Ela notou mais que minha admiração mas mesmo assim sorriu, prendendo seus cabelos cacheados em um coque desleixado, deixando aquele pescoço sensual a mostra.

-- o que foi, amor? Gostou? – disse enquanto girava para que eu a visse.

Eu engoli em seco. Sentia meu coração disparado e a boca seca. Só consegui balançar a cabeça em concordância. Ela viu que minha admiração passou um pouco do ponto, pois estava de bermuda Tactel branca e visivelmente excitado mas ela, pra não me constranger, acho, preferiu ignorar, vindo até mim e bagunçando meus cabelos.

-- você também está muito bonito, amor... Agora vamos pra praia e seremos o casal mais bonito hoje!

Me levantei e ela passou o braço entre o meu. Me deu um beijinho no rosto com aqueles lábios rosados e me inebriou com uma fragrância de frutas vermelhas, que adoro até hoje, e seguimos para a praia. Foi a melhor tortura pela qual já passei. Fiquei o dia inteiro na água com meus irmãos e primos pra tentar esquecer aquilo mas não conseguia tirar os olhos dela. A pior parte da viagem foi que ela me fez dormir com ela. Bem... Eu sempre fui grande. Meus pais e meus avos paternos são grandes então mesmo nessa idade, eu já era maior que ela. E ela pediu que dormisse com ela. Ficou conversando comigo banalidades até que peguei no sono. Acordei de conchinha com ela e fiquei de pé tão rápido que a descobri e isso foi um erro.

Ela havia dormido com uma camisolinha de seda preta que ia até o meio das coxas. Estava linda mas como ela sempre consegue me distrair, íamos conversando e ela rindo de mim e comigo, acabei não prestando atenção mas agora... A camisola tinha levantado e a única coisa que impossibilitada a visão total de sua bunda era uma calcinha de renda preta minúscula. Eu corri pro banheiro com meu membro parecendo que ia estourar e fui direto pro chuveiro frio. A coisa se acalmou, vesti uma roupa, cobri minha madrinha e desci. E a vida seguiu normal o resto do fim de semana.

A segunda vez que fui acometido por esse sentimento com a minha madrinha eu tava no meio do ensino médio e bem espertinho já. Era aniversário da minha “prima”. Bem, não é prima, nós crescemos juntos. Seu irmão é meu melhor amigo embora mais velho. Dividimos alguns hobbies e temos um relacionamento excelente. Com ele e com a irmã dele, que sabia que mesmo tendo crescido junto , tinha interesse em mim. Infelizmente, aquela pretinha esguia de cabelos volumosos como os da mãe não chamava minha atenção. Outra pessoa chamava minha atenção aquele dia. A festa seria em uma casa bem privativa no Alto da Boa Vista. Lugar lindo e chique. E eu me vestiria pra impressionar.

Eu não falei muito de mim mas eu sou um mestiço bem bonito. Minha mãe é lindona com seus cabelos loiros, traços finos e olhos claros e meu pai um negaozão que dá medo. Ele luta e é um cara assustador. Apesar disso, é um homem bonitão então eu e minhas irmãs não poderíamos sair muito diferentes. Eu sou moreno claro de olhos verdes e cabelos castanhos cacheados. Puxei o maxilar e os lábios grossos do meu pai e o narizinho da minha mãe. Eu sei que sou considerado bonito e chamou atenção. Pra completar, nado, corro e ainda luto boxe com um dos meus tios. Tenho o corpo de um atleta. No dia da festa em questão, decidi chamar atenção da minha madrinha. Na época eu não tinha a maldade de querer que ela me desejasse mas queria que ela me visse como homem. Então vesti meu terno slim cinza de alfaiataria, uma blusa preta coberta pelo colete do terno. Uma gravata cinza que minha madrinha havia me dado e sapatos italianos pretos e um relógio Bulova de pulseira de couro preto, caixa fina e minimalista. Estava impecável

Minha madrinha chegou com um cara. Um tal de Fabrício. Era pouco mais alto do que eu mas bem menos atlético. Tinha o rosto marcado por problemas de acne na juventude. Ainda sim um sorriso presunçoso que me irritou de cara. Um cabelo oleoso que brilhava jogado pra trás. Vestia um terno azul escuro bonito mas que ficava igual um espantalho nele. E ela. Minha madrinha vinha com um vestido verde de costas nuas e com um decote profundo que realçava sua pele e destacava seus cabelos que estavam presos de uma forma diferente... Parte dele estava preso e a outra parte caia pelas suas costas nuas na forma de uma linda cascata vermelha e dourada. Ela nunca gostou de unhas postiças então suas unhas eram bem aparadas e pintadas em uma cor clarinha assim como os dedos dos pés. Pés aliás que vinha com uma sandália simples mas muito bonita e com um saltinho. Ela era baixinha e eu adorava aquilo. E ela me notou. Mesmo daquela distância.

Ela olhou pra mim e eu vi um meio sorriso nos lábios dela. Algo entre admiração e bobeira. Seus olhos brilhavam mas era algo diferente. Eu nunca tinha visto a dindinha me olhando daquela forma e confesso que aquilo me fez tão bem que senti meu rosto pegando fogo de vergonha. Vi o sorriso dela se abrindo ainda mais e, a medida que ela sorria, meu coração acelerava. Mesmo aquela distância, eu sentia aquele cheiro de frutas vermelhas. Parecia que era o cheiro natural dela. Eu parecia zonzo com ela mas aquele imbecil que ela trouxe cortou todo aquele momento silencioso e sublime que estávamos vivendo. Ele a puxou pelo queixo e deu um beijo rápido em seus lábios. Eu virei o rosto e ela viu e, pra mim, a festa acabou ali.

Ela veio e cumprimentou a todos de forma calorosa e apresentou aquele cara. Quando chegou a minha vez, abriu aquele sorriso maravilhoso e veio me abraçar. Eu, infantil e idiota, a recusei, dei um oi seco e sai. Ninguém entendeu nada, principalmente ela. Sempre fomos muito ligados e era notório que era louco por ela. Minha mãe tinha ciúmes dela dizendo que as vezes eu parecia gostar mais da minha madrinha do que dela. E até determinado ponto, minha mae não estava errada. Eu fui um babaca. Mas em minha defesa, eu não gostei daquele cara. A noite inteira grudado nela, suas mãos constantemente deslizando pelas costas da minha madrinha. Aquilo me deu tanta raiva que não percebi que estava a encarando. Ela largou dele e veio até mim. Agachou-se, apoiando nas minhas pernas, de maneira elegante, e quando ficou na altura dos meus olhos, me deu aquele sorriso que me desmontava.

-- o que tá acontecendo, meu amor? Você tá assim a festa inteira... As meninas estão te dando maior bola mas você tá emburrado e nem percebe... – disse passando a mão no meu rosto.

Minha vontade era de chorar de raiva. Enquanto ela falava, eu via aquele filho da puta olhando pro volume que a bunda dela fazia enquanto agachada e ria de maneira maliciosa, enquanto bebia alguma coisa. Eu não aguentei. Me levantei e isso chamou atenção dele e da minha dinda, que levantou rápida com o susto e ficou com o corpo colado no meu. Sem perceber, passei a mão em sua cintura e a apertei contra o peito.

-- tá olhando o que, mer’mao?! Vai embora!! Ninguém te quer aqui não!! Isso é festa de família!!!

Minhas irmãs se assustaram. Meus pais se assustaram. Minha madrinha se assustou. E o babaca ficou sem graça. A minha sorte é que som tava alto o bastante pra esconder o escândalo mas depois que o fiz e percebi minha madrinha me olhando com tristeza e meus pais com confusão, eu só pedi licença e me ausentei. Minha madrinha tentou me segurar mas só me desvencilhei dela e rosnei um “me deixa”. Eu iria pra casa. Pedi um uber e fiquei esperando lá fora não mais do que cinco minutos. Uma suv grande veio me buscar. Preta com banco de couro creme. Era um carro bonito mas o que realmente me impressionou não foi o carro. Foi a flecha verde que passou atrás de nós e entrou do outro lado. Minha dinda se acomodou no banco com atitude.

-- com quem você acha que tava falando, rapazinho?! Que papelão foi aquele?! Seus pais e eu te educamos muito melhor do que aquilo!! - seus olhos transbordaram de raiva.

Eu olhei pra ela com raiva igual mas me segurando pra não falar besteira. MAIS besteira.

-- me deixa, dindinha! Por favor! – eu falava rosnando de raiva. Sentia meus olhos arderem.

-- motorista, pode seguir pro destino. Eu vou com ele.

Foi uma viagem longa. Eu lembro dela falando algo mas simplesmente não conseguia computar. Meu peito doía por ela. Minha cabeça revisitava todas as vezes que ele a puxou pelo pescoço, feito um cachorro, e ela fingiu não ligar. Todas as vezes que eles deslizou as mãos nas suas costas nuas até espalmar sua bunda de maneira suja. Ao beijá-la desavergonhadamente na frente de todos. A verdade é que eu estava puto porque o que eu realmente queria era estar no lugar dele. Eu olhava pra rua pela janela enquanto minha mente divagava. Minha perna inquieta batia revelando toda mainha ansiedade. Quando o carro chegou na minha casa eu mal esperei ele parar, desci do carro e fui em direção a porta. Ela veio atrás de mim falando alguma coisa que meu cérebro não conseguia filtrar. Eu abri a porta e então escutei.

-AIIII!!!

Olhei pra trás em um susto e vi minha madrinha sentada no chão, como salto quebrado e a mão no tornozelo. Não pensei muito e agi rápido. A peguei no colo e a ergui. Ela passou os braços ao redor do meu pescoço para se segurar. Passei pela sala e subi as escadas indo direto para o meu quarto. A repousei na cama e ela já não gemia mais de dor. Mesmo assim, peguei seu pé e vi o inchaço. Movi e percebi que pelo menos não havia quebrado. Corri no meu closet e peguei faixas de torção e uma pomada. Fiz o tratamento todo ali, rápido e fiquei acariciando o pé dela. Não percebi quando ela se sentou e só dei por mim quando senti a mão dela acariciando meu cabelo e minha nuca.

-- o que houve, meu amor? Você tava tão lindo na festa... Parecia um príncipe! Mas aí... Eu não entendi... – me olhava confusa.

-- não gosto dele. – respondi seco.

-- dele que? Do Fabrício? Por que? – ela perguntou confusa.

-- porque ele não é bom o bastante pra você... Ele não merece a senhora... – eu não conseguia olha-la diretamente mas vi quando ela abriu um sorriso terno e caloroso.

-- ô, meu amor... Você tá com ciúmes de mim? Você sabe que você é o único homem que eu amo- repousei o pé dela na cama com cuidado e sai dali.

-- para de falar isso. – pontuei.

-- o que há de errado? É verdade!! Você sabe disso!! – ela dizia triste pela minha recusa e confusa, sem entender o que de fato estava acontecendo.

Até que eu fiz. Aproveitando um momento de vulnerabilidade dela, eu me aproximei e lhe roubei um beijo. Seus lábios eram macios e como eu suspeitava, tinham o melhor gosto do mundo!! Lembro que quando o fiz, a primeira coisa que me veio na cabeça é o bolo de morango com chantilly da minha vó!! Eu só o como uma vez por ano, quando ela vem de Portugal! É o melhor doce que eu já comi na vida. Aquele beijo durou o suficiente pra se tornar inesquecível pra mim. Quando me afastei, minha madrinha me olhava com os olhos arregalados.

--o-o que você fez?! – ela sussurrou enquanto me olhava nos olhos.

-- dindinha, eu não gosto dele e não vou gostar de nenhum outro que te toque do jeito sujo que ele te tocou!! Porque eu te amo e eu quero casar com voce e ter nossa família- - eu falava rápido enquanto ela tentava calar minha boca.

-- PARA!!! OLHA O ABSURDO QUE VOCÊ TÁ DIZENDO!!! VOCE É UMA CRIANCA!!! – ela disse isso olhando nos meus olhos. Seus olhos estavam marejados mas não sabia dizer o por quê. Sei que aquela afirmação me fez parar e doeu.

Ela sempre dizia que eu era muito maduro pra minha idade e que tinha uma cabeça boa e sempre no lugar certo. Minha madrinha não era só uma parente. Era minha amiga e ela levava em consideração minha opinião. Eu me sentia o máximo do lado dela não por me sentir adulto mas por me validar, por me escutar. Mas aquela fala... Naquele momento... Fez tudo parecer uma mentira. E aquilo me magoou mais do que eu gostaria de admitir.

-- você tá certa, madrinha. Eu sou só uma criança dizendo que amo alguém. E embora a senhora desdenhe dos meus sentimentos, duvido algum outro homem vai saber coisas as quais eu sei. Como quando você chora de felicidade vendo pessoas se reencontrando... Ou como você fica animada quando conhece alguém novo legal... Ou quando fica tímida quando falam especificamente dos seus olhos... Mas eu entendi o meu lugar. Esquece o que aconteceu aqui.

Eu deixei ela no meu quarto chorando e fui dormir no quarto dos meus irmaos. Foi a pior noite da minha vida. Felizmente, quando meus pais chegaram, estavam alcoolizados o bastante para não perceber nada. Eu fiquei no quarto dos meus irmãos e dormi no chão. Bem... Dormir é muito forte. Não consegui pregar o olho e jurei pra mim que não mais daria em cima da minha madrinha. E me afastaria. Eu era uma criança e muito embora soubesse que meus sentimentos eram reais e verdadeiros, ela estava certa.

Na manhã seguinte, encontrei minha madrinha de pé na cozinha tomando café. Eu estava de saída, estava indo correr, e ela estava ainda com o vestido. Dei um bom dia sem olhá-la diretamente. Me ajeitei e coloquei meus fones de ouvido, indicando que não queria conversa. Dei bom dia e sai vendo a boca dela movimentar sem entender o som. Aquela noite foi a ultima vez que estivemos sozinhos tão intimamente.

O tempo passou, e vejam como são as coisas. Eu concentrava tanta força e buscava tanto capturar os olhos da minha madrinha que mal olhava pra outras meninas. Depois da ruptura, choveu bastante na minha horta! Rsrs enfileirei algumas meninas bem bonitas mas não conseguia engatar uma relação duradoura com ninguém. Por isso, demorei tanto a perder a virgindade mas quando perdi, meus amigos, foi em grande estilo e bastante barulhento.

Na época eu já havia acabado o ensino médio mas ainda não era adulto. Eu saia com uma menina chamada Brenda. Tinha cabelos cacheados bem vermelhos, olhos verdes e um sorriso fácil, que me deixava louco. Meus pais a adoravam. Ela parecia um anjinho de tão educada mas ela era um demônio! Sempre usava roupas largas pra esconder o corpo mas por baixo dela sempre com lingeries minúsculas. Sua pele alva e salpicada de sardas deixavam meu olhos perdidos. Adorava beijá-la e apertar aquela bunda redonda e durinha de quem praticava esportes. Naquele dia, estávamos em um churrasco na casa dos meus pais. Os amigos da família estavam todos, inclusive minha madrinha, que parecia ter se acostumado com minha distância. Nós cumprimentávamos com acenos de cabeça e nada mais. Quando Brenda chegou, corri até a porta e ao abrí-la fui surpreendido com um salto dela e um delicioso beijo, onde eu a puxava para o alto dos meus 1,85 pela bunda. Nossas linguas brigavam deliciosamente sem se importar com quem visse.

Depois a levei até a área gourmet. Ela, educada e carinhosamente, cumprimentou meus pais e a todos. Só tínhamos nos de “crianças”. Eu sempre gostei de estar com meus tios. Gostava das histórias, das piadas sujas, das provocações. Todos eles, os três e meu pai, eram tão doidos que as meninas quase se mijavam de rir. Enquanto ouvia, alisava as coxas desnudas da minha acompanhante, que estava com um vestido que parecia uma das minhas camisas de tão grande e larga e um cinto na altura da cintura. Ela cochichava coisas bem excitantes no meu ouvido que me arrancavam sorrisos bastante maliciosos. Eu sentia a quentura das suas coxas e o arrepio de sua pele. Ela me provocava e eu observava a todos. Via meus tios e tias bebendo e ficando cada vez mais ébrios. Eles já não ligavam pra nós e então saímos pra dentro da casa de mãos dadas e aos beijos. Fomos direto pro meu quarto. Fechei a porta e os beijos foram evoluindo rápido. Quando ela tirou o cinto, a coisa toda acelerou.

Eu coloquei mão por baixo e senti a liga de renda. Meu coração estava disparado enquanto ela me beijava com uma mão na minha nuca e outra alisando meu membro por cima da bermuda. Eu puxei ela pra mim, já na cama, apertando a bunda dela sem nenhum impeditivo, esmagando meu pau entre a gente. Sentia um estampido no meu ouvido e acho que coloquei um pouco de força demais. Brenda descolou nosso beijo e me olhou com um sorriso bem safado.

-- calma... Não precisa ficar nervoso... Relaxa... – ela sussurrava enquanto tirava minha camisa com calma.

Descobri naquele momento que Brenda não era virgem como eu. Apenas deixei ela me guiar. Tiramos nossas roupas, ficando só de roupas de baixo. Nunca vou esquecer. Ela usava calcinha com cinta liga( vermemelhas(depois ela me disse que já foi preparada porque daquele dia não passava... Rsrs). Ela me deixou sentado na beira da cama e se ajoelhou na minha frente. Puxou minha boxer branca enquanto me olhava e mordia os lábios com uma cara muito sapeca mas a expressão dela mudou quando meu pau saltou pra fora. Seus olhos se arregalaram, brilhando de um jeito que eu nunca tinha visto. Por reflexo e interpretação errada, eu coloquei a mão na frente tentando esconde-lo. Foi quando ela tirou minhas mãos com um riso nervoso e sem desgrudar os olhos.

-- meu deus, se você não souber usar isso você vai acabar comigo! – disse enquanto me punhetava e ria nervosamente.

Aquelas maos quentes segurando ele fizeram imediatamente brotar uma gota solitária de líquido seminal. Brenda continuou punhetando e deu uma chupada forte na cabeça, sorvendo todo o líquido. Eu não tinha referência pra comparacO na época e achava que aquele era a melhor chupada que eu recebi na vida. Hoje, eu digo que não foi o melhor mas com certeza foi um dos melhores. Depois de lamber ela encheu a d’água e começou a descer enquanto sua língua quente deslizava por baixo da minha rola e eu sentia um calor que nunca havia sentido antes. Ela fez força e sentia a cBeca sendo massageada pela sua garganta e aquilo começou a me dar choques. O que sobrou pra fora, ela começou a masturbar com as duas mãos como se fosse uma rosca. Apoiei uma mão na cama e a outra foi direto na nuca de Brenda. Sem querer, intensifiquei sua chupada e fui ficando mais excitado com o barulho completamente pornografico que o entrar e sair da boca de Brenda fazia. A cabeça do meu pau brilhava da saliva dela. Ehn, vou confessar um negócio. Desde esse dia o som que as mulheres fazem quando nos presenteiam com um boquetao desses é o meu som favorito na vida. Enfim... Não aguentei e gozei no fundo da garganta dela. Brenda engoliu boa parte mas tirou da boca antes do fim e dos jatos atingiram seu rosto. Ela respirava rápido, visivelmente excitada. E ficou ainda mais quando viu que meu pau sequer baixou.

Puxei ela pra cima e pedi pra sentar no meu colo. Tinha medo de machucar e estava muito ansioso. Ela prescisava me controlar e controlar a penetração. Ela subiu no meu colo e ria enquanto mordia os lábios. Com uma mão ela pegou meu pau e esfregou na entrada da sua bucetinha que parecia ainda menor perto do meu pau. Eu nunca havia sentido o calor de uma mulher, e caras, que sensação maravilhosa é aquela. Úmida, quente, um aperto gostoso... Brenda sentou nele e foi descendo devagar. A cada centímetro que entreva seus olhos e sua boca se abriam mais. Quando tudo entrou, sim, tudo, ele ficou parada se acostumando. Me puxou pela nuca beijando minha boca com força. Depois se afastou.

-- olha pra mim. – e eu vi os olhos dela brilhando. Seu peito subia e descia descompassadamente – agora olha pra ela. – puxou minha cabeça para que eu visse meu pau inteiro abrindo e dilatando a bucetinha dela que parecia estar no limite.

-- Agora mexe... Devagar... – dizia enquanto rebolava, esfregando o púbis dela no meu.

Apertei sua cintura e a levantei um pouco, deixando seu corpo cair em seguida.O gemido dela foi alto e longo. Parecia um uivo. Fiz de novo e movimentei um pouco, estocando pra cima. O gemido foi mais alto e ainda mais longo. E aí começamos. Primeiro devagar e ela gemendo muito. Os seios dela balançavam na minha frente e eu chupava meio sem jeito os mamilos dela e, pela reação que ela teve, eu devia estar fazendo certo, porque as pernas dela começaram a tremer e a bucetinha dela fazia muita força pra me apertar. E depois ela ficou mole. Eu a deitei na cama, achando que tinha machucado ela e ela riu.

-- você é um doce, sabia? – dizia enquanto me dava um sorriso letárgico e tentava reestabelecer a respiração – agora vem cá que eu quero mais! – e me puxou pro seu entre pernas. Ela ajeitou o bruto na entrada e mandou eu meter e eu fiz. Com calma no começo e fui aumentando o ritmo de acordo com o que ela ia pedindo. Ela gemia alto e eu ia com ela. Naquela posição eu via meu pau sumindo dentro dela e aquilo tava me dando um tesão do caralho!!! Em determinado momento, já perto de gozar, senti um arrepio na nuca, como se alguém me observasse, mas não me preocupei muito com isso. Beijei Brenda e entre gemidos e grunhidos anunciei o gozo. Ela saiu, me empurrou e veio me chupar de novo, sugando tudo de mim. Eu gozei e dessa vez nada foi desperdiçado. Quando acabou, ela olhou pra mim e mostrou a boca cheia, engolindo em seguida. Eu a puxei e a beijei sem nojo algum. Ficamos deitados na cama por um tempo. Ela se recuperando e eu com um sorriso bobo. Ficamos namorando até levantarmos e tomarmos um banho pra retornar pra resenha, achando que ninguem deu falta. Ainda quase caí quando saia do meu quarto.

Estavam todos calados e com um risonho mal contigo enquanto me olhavam. Olhei pra todos sem dar muita importância e fui até os hishos onde colocavam a comida. Brenda me acompanhava mas pareceu perceber algo e já sorria de forma doce e inocente. Quer dizer, inocente pra quem não a conhecia. Ela andava devagar e com um pouco de dificuldade.

-- machucou, querida? – perguntou uma das minhas tias. Essa tia era linda mas também assustadora. Porém Brenda era safa.

-- sim... Fui brincar com esse grosso e ele me machucou!! – disse aos risos. E os adultos trocando olhares e segurando o riso.

-- a gente ouviu a brincadeira e pelo visto vocês tavam brincando de rodeio, né? – minha mãe disse e o caos explodiu.

Todos gargalhavam, inclusive Brenda. Só eu parecia ter ficado vermelho com a situação. Meus tios me parabenizaram em meio a risos e eu sorria amarelo. Minha mãe e tias faziam troça de Brenda que tirava de letra. Não percebi na hora mas não vi mais minha madrinha. E sinceramente, depois de transar com Brenda, experimentar tudo que podia com ela, acabei virando um predador. Meu relacionamento com Brenda infelizmente não foi pra frente mas continuamos amigos e amantes. Ela foi minha principal régua pra medir minha melhora. Claro, depois do que houve, conversei com meu pai e tios. Foi uma conversa interessante

Primeiro de tudo. Meu pai e meus tios me prensaram contra o muro a respeito de brenda. Queriam saber porque eu terminei e se fiz algo com a menina. Isso me assustou e me emputeceu ao mesmo tempo. Quando você vê três homens daquele tamanho vindo contra você, é difícil não se assustar. Mas quando me dei conta do que eles estavam insinuando, eu fiquei foi puto pra caralho!

-- vocês tão ficando maluco?! Vocês são meus exemplos!!!! Eu jamais trataria uma mulher de forma desrespeitosa!!! A gente terminou porque a gente percebeu que se gosta muito pra... Vocês sabem... Mas não funcionamos muito bem como casal ... De verdade, quando ela percebeu isso, eu fiquei um pouco aliviado. – sorri, meio envergonhado.

Os tres se olharam e sorriram. Meu pai pôs a mão no meu ombro e apertou de maneira carinhosa.

-- não esperamos menos de nenhum dos meninos dessa família, meu filho, porque as maiores jóias que temos não estão em bancos ou cofres. Nesse momento, estão lá em cima fofocando e possivelmente falando mal da gente – todos nós rimos. – mas é isso. Transe, foda, domine ou seja dominado, mas respeite-as.

Acho que muita gente vai achar estranho mas minha família, apesar de não ser de sangue, eram de pessoas de brio, pessoas de caráter forte. Então era normal uma conversa daquelas e eu fiquei feliz depois do ocorrido por saber que toda a minha admiração por eles não era só olhos de criança. Eram homens que eu me espelhava pra ser um dia. Depois disso, me deram muitas dicas. Tipo... MUITAS! Inclusive um dos meus tios, descobrimos naquele momento, tinha sido um dominador e quando ele, pacato e calmão, contou aquilo, rachamos o bico de rir e não acreditamos. Ele só sorriu como ele sempre fazia quando a gente duvidava dele. Paramos de rir e nós entre olhamos. Ele não falou mais sobre isso e os três continuaram a me instruir. Escutei cada coisa mas guardei todas elas. E as executei. E vi que meu pai e meus tios eram uns homens que se fossem solteiros, jamais teriam suas camas vazias. E depois me senti mal por olhar pras minhas tias e minha mãe e imaginar tudo que eles faziam com elas. Porém... Fiz uma divertida besteira.

Agora eu já tinha aprendido com os mestres e melhores homens que conheço. Fui mexer no vespeiro e fui falar com as mulheres. Com exceção da minha mãe. Isso seria duplamente nojento. Não me entendam mal... Minha mãe é linda. Tipo... absurdamente linda. Meus amigos me infernizaram pra fazer trabalhos lá em casa pra ver minha mãe mas ela pra mim é tão linda quanto uma bela pintura ou uma peça de teatro... É uma beleza que não... Me ativa em nada. Ainda bem! Aliás, todos os meus tios são bem casados e tem casamentos legais. Mas nenhum deles se compara ao dos meus pais e tenho um orgulho inenarrável de dizer isso. Sabe quando você olha pra duas pessoas e elas são tão perfeitas juntas que parece que não haveria um sem o outro? Então, são os dois. Enfim, minhas tias... E minha madrinha.

Elas estavam na piscina e eu tinha acabado de chegar do cursinho. Era um dia de muiito calor. Todas estavam de biquinimas só reparei no da minha madrinha: o biquíni vermelho de alguns anos atrás. Sorri enquanto olhava pra ela e ela percebeu, sorrindo de volta. Por um momento, foi como aquela cena nunca tivesse acontecido e ela me dava aquele sorriso que me fazia sentir borboletas no estômago e me fazia sentir minha cabeça como um balão de ar. Quando percebi o que estava fazendo, tirei a camisa , joguei a mochila em qualquer canto e pulei com tudo na piscina, molhando todas elas. Me xingaram, me bateram mas também riram. Quando saí da piscina, sentei na borda, ficando com as pernas submersas e de lado pra elas.

-- você já tá bem grandinho e bem saidinho pra ficar com essas criancices!! – disse minha tia seria com cara de brava. Eu morria de medo dela. Na mesma pegada que era linda, eu tinha a impressão que ela ia me engolir e cuspir só os ossinhos. Mas depois ela riu e eu consegui respirar de novo.

-- fiquei sabendo que você e a Brendinha não estão mais juntos... O que voce fez, hein, rapazinho?

As meninas me olharam e eu fiquei tranquilo. Já havia passado naquela sabatina pelos meus tios então já tava mais que preparado.

-- fiz nada, tia... Tenho muitos exemplos de como tratar uma mulher. Jamais faria algo pra magoar qualquer uma. Mas eu e a Brenda terminamos porque temos muita química em um lado e zero menos em outro... E vocês são mais culpadas do que eu!!! – eu ri.

Elas riram surpresas e uma das minhas tias me indagou.

-- quer explicar como a culpa é nossa, garoto?!

Eu continuei rindo enquanto ela balançava meus cabelos. Eu adorava essa tia. Ela era baixinha e espevitada. Muito comunicativa. E tinha uma força danada, resultado da academia e de luta que ela fazia por causa do tio. Aliás ela é a esposa daquele tio dominador... Auhauhauh... Bicho... Amo meu tio mas não dá!! O cara é mó nhabenta gigante, todo fofão e docinho com ela.

-- as mulheres da minha vida são todas fantasticas!! Inteligentes, bonitas, educadas... Mais ou menos... Aí ai ai!! – ria enquanto recebia uns beliscos – então o sarrafo é muito alto!!!

-- para, garoto!! Deixa de ser safado!! Mas a Brendinha era linda e era perfeita pra voce! – falou minha mãe me abraçando.

-- não era, não. – todas olharam pra outra ponta da piscina e viram minha madrinha nos olhando com um riso surpreso e nervoso.

-- ah, eles são muito novos, ela claramente mais avancada que ele... – ela disse de maneira displicente. Ainda sim, eu olhava pra ela e parecia ter algo errado. Eu só balancei a cabeça, concordando.

-- então... Terminamos porque a gente funcionava muito bem pra uma coisa mas pra outra era uma porcaria... Ainda sim, mantemos contato. Ela é uma boa amiga...

As meninas riram. E minha madrinha mergulhou pra se refrescar.

Minha tia, esposa do que falou que era dominador, falou:

-- é... Todo mundo aqui foi boa amiga dos maridos, bebê...

Ela era a mais baixa das meninas e quando olhei pra ela de biquíni não consegui não imaginar ela de espartilho de vinil, meia arrastão e de coleira e amarrada. Eu ri. Não conseguia conceber meu tio fazendo aquilo.

-- eu queria saber das digníssimas senhoras o que devo fazer pra ser bom pra uma garota. Quer dizer... Eu acho que sei, né? - Sorri e estufei o peito. Tomei um tapão na cabeça que mais me fez rir pela familiaridade da mão do que me machucou – falando sério, eu só quero ser um ser humano decente quando tiver um encontro com uma mulher.

Elas falaram muito. Mas sintetizando, disseram que mulheres querem homens que as façam rir e as protejam, basicamente palhaços ninja! Brincadeiras a parte, elas focaram muito na questão de que uma mulher não se excita na cama. Aquilo é só consequência e o meu dever era ler a minha parceira e entender o que melhor agrada ela. Minha madrinha estava do outro lado da piscina e bebia um mojito, bebida favorita dela, enquanto boiava em um colchão inflável. Colocou um óculos escuro e não prestava atenção na conversa. Até que eu provoquei-a.

-- e você, dindinha? Tem algum toque pra me ajudar? – disse com um sorriso caloroso

-- só não seja um idiota. – simples assim. Cortante.

Meu sorriso esmoreceu na mesma hora. Aquilo bateu muito errado nos meus ouvidos. Eu a amava. Talvez não mais como a mulher que eu queria casar mas como minha madrinha. As meninas tambem ficaram surpresas pois ela nunca havia sido tão agressiva. Ainda mais comigo. Eu pigarreei, bati palma e me levantei.

-- bem, meninas, muito obrigado pelos toques. Prometo fazer bom uso deles, e dindinha... – disse chamando a atenção dela - prometo que não vou te decepcionar – me virei e sai. Não queria ver a reação dela. Subi e fui pro meu quarto, direto pro banheiro tomar um banho pra tirar o cloro.

Eu tava saindo do banho, com uma toalha enrolada na cintura e secando os cabelos quando a vi encostada na porta e me olhando com aqueles grandes olhos verdes. Seu corpo estava úmido. Eu me lembrei da viagem e meu corpo reagiu antes da cabeça. Me sentei rapidamente para que ela não visse.

-- o que houve, dindinha?

-- levanta.

A ordem me pegou desprevenido e tive que pensar em todas as piores coisas do mundo pra baixar o bichão. Mas pensar no meu tio de chicote me pegou muito e eu relaxei. Respirei e fiquei de pé. Ela se aproximou e empacou minha cintura, afundando o rosto no meu peito. Aquele cheiro de frutas vermelhas me deixava zonzo de um jeito terrivelmente bom. Suas mãos quentes no meu abdômen me davam choque. Tudo aquilo que levei três anos pra esquecer e enterrar, voltando de uma vez. Já sabia a opinião dela sobre mim e já tinha sido doloroso o bastante escutar da primeira vez, e esse pensamento conseguiu me manter são e fazer meu corpo não reagir.

-- você é meu menino lindo... Ver você se transformar nesse homemzarrão longe de mim tá deixando a dinda enciumada... – aquilo foi um estalo na minha cabeça e meu corpo ficou tenso por um momento. Ele arfou, puxando o ar de maneira errático e logo depois falou rápido. – você antes só precisava da opinião da dinda e agora você nem liga...

Era isso. Por um momento... Enfim, respirei fundo e senti o corpo dela se colar ainda mais ao meu. Dei um beijo no topo da sua cabeça, o que me ajudou a voltar a realidade.

-- sua opinião ainda é a mais importante pra mim, dindinha. Me desculpa se fiz parecer que não... – ela descolou o corpo do meu e tinha um sorriso pequeno, íntimo, aquele sorriso que era meu há muito tempo mas que eu havia perdido em algum momento.

Ela se afastou de mim enquanto olhava para baixo.

-- tchau, meu menino lindo...

E sem que eu esperasse, ela segurou minha nuca e me deu um selinho. Ela se afastou e deu uma piscadela pra mim e saiu do meu quarto. Eu ainda estava de pé e embasbacado quando percebi que falhara miseravelmente e durante toda aquele abraço, meu pau tava tão duro que seria impossível minha madrinha não notar. Senti minha face queimar mas me agarrei ao fato dela não ter dito nada.

Depois disso, voltamos a nos aproximar. Não era como antes até pela minha vida e depois do que fiz mas até mesmo minha mãe comemorou. Depois ela disse que ela estava estranha há algum tempo, que queria se aproximar de mim mas que sempre sentia que eu não a queria mais por perto. E depois da volta, todos comentavam que ela estava mais bonita, mais radiante... Tinha voltado a ser aquele mulherão que eu er- que eu já fui apaixonado. Voltou também a brincar comigo e algumas dessas brincadeiras eram meio desconcertantes. Como uma vez que estávamos em uma festa e algumas meninas já estavam de olhos em mim e eu já pronto pra avançar. Eu estava sentando enquanto uma loirinha alta e muito linda vinha se aproximando quando eu ia levantar, minha madrinha senta no meu colo, pegando a mim e a menina de surpresa. Ela vestia um vesto branco que realcava suas formas, que diga-se de passagem, estavam ainda melhores que antes. Ela senta e me abraça, colando aqueles seios no meu peito.

-- meu meninão lindo!!! Isso é meu amor todinho!! – dizia enquanto ria e as meninas riam e eu já não tinha olhos pra... Nem lembrava que tava de olho.

Aquela bunda linda sobre meu pau e ela se movimentava quase rebolando, aqueles seios médios durinhos apertados contra meu corpo e aquele maldito cheiro de frutas vermelhas que sempre me deixava zonzo. Eu senti meu membro crescendo e tenho certeza que ela sentiu também. E essa certeza veio em um bem disfarçado arfar. Ela se recompôs rápido e saiu do meu colo devagar e sem chamar atenção. Eu sussurrei uma tímida desculpas mas vi de novo aquele sorriso que era só meu, tímido, íntimo, imperceptível ao outros. Nos olhamos e ela fez algo que eu detestava quando ela fazia. Agitou meus cabelos como se eu fosse uma criança. Ri sem jeito e ela... Tinha algo errado mas enfim...

Voltei a acompanhá-la nos passeios. Sempre gostei de teatro e mostras de dança. Acho que vem muito da criação e do meio onde vivo. Então adorava ir com ela. Ela sempre linda em vestidos e eu não fazia feio. Meus primos normalmente usavam dashiki. Eles eram uns preto bonitão. O babaca do mais velho dizia que ele o Pretão que pisa... Deixo pra imaginação de vocês adivinhar o que significa, enfim... Pra mim isso não ficava legal porém... Eu ficava lindão nos meus ternos italianos. E gostava mais porque quando jogava os cabelos para trás, eu acabava parecendo mais velho e mais maduro. Ficava mais digno da beldade que era aninha madrinha e não ficava parecendo um sugar baby. Nesse dia ela tava com um vestido negro e de um tecido aveludado. Ele tinha fendas laterais profundas e era preso por uma espécie de gargantilha. Seus cabelos estavam amarrados em um coque alto preso com uma presilha que parecia uma pequena coroa de ouro. Alguns fios dourados se destacavam em meio a sua cabeleira vermelha e caiam junto com as mechas meticulosamente ajeitadas para ficar em seu rosto. Não vou mentir... Toda vez que a via assim, eu sentia borboletas no estômago. Minha boca secava e meu coração disparava. E eu estava de terno italiano preto com uma gravata vermelha. Cabelos para trás. Me sentia bem. Ah claro... Não disse onde íamos. Era um ballet que ia se apresentar no teatro municipal. Fomos aos camarotes. Pensei que estaríamos sozinhos mas lá, nos esperando, estava uma amiga dela com a família. Ela me apresentou a todos e, novamente, começou meu problema.

Ele, meu problema, se chamava Julia. Julia Maranhão. Juma, como ela se apresentou. Era branquinha e um pouco cheinha. Tinha sardas lindas no rosto. Precisamente embaixo dos olhos. Os cabelos cacheados estavam soltos e assim como minha madrinha, possuíam fios de ouro. Seus olhos verdes se apertavam quando ela sorria e tinha um sorriso... Os lábios finos combinavam com o nariz pequeno. Eram pintados com um tom de rosa que atiçava minha curiosidade e ela tinha cheiro de algo doce mas muito agradável . Vestia um vestido de um ombro só branco perolado. Eu percebi seus olhos sobre mim. Ela percebeu meus olhos sobre ela. Todos que estavam ali perceberam que houve uma troca antes mesmo de nós crupimentarmos.

-- oi... – falei meio tímido, sem conseguir tirar os olhos dela.

-- oi... – vi ela ficando vermelha mas sorrindo.

-- nossa, amiga, não esperava que eles fossem se dar tão bem... Vamos deixar as crianças – disse a mãe dela. Juro que não consigo lembrar o nome.

Minha madrinha nos olhou por um momento que parecia interminável. Ela não estava avaliando. E seu olhar tinha algo de muito triste que não soube nominar mas ela se afastou com um sorriso que não chegou aos olhos, me deixando com Juma. E nós entendemos quase imediatamente.

Juma era um pouco mais velha que eu. Tinha 19 anos e começava a cursar veterinária. Não gostava muito de academia mas adorava correr. Adorava doces e animais. Gostava de música mainstream e tinha curtido K-pop por causa da irmã menor. Eu poderia ficar aqui falando sobre tudo que conversamos e tudo em que eu prestei atenção. Eu fiquei encantado com ela e sei que ela também ficou comigo e já digo o por quê. De verdade, não prestei atenção no ballet. Mesmo quando fomos ao camarim rever a bailarina principal. Ela me cumprimentou de forma calorosa tanto quanto com a minha madrinha. Ela foi gentil com seu português arrastado mas eu só pensava em Juma. Iamosjantar após o ballet mas minha madrinha ficou indisposta e resolvemos voltar pra casa. Quando nos despedimos, acabamos errando o cumprimento e meio que trocamos um selinho acidental. Os pais dela riram mas minha madrinha, não. Nos despedimos e fomos embora.

No carro, dindinha estava calada e eu perguntei se estava melhor. Ela apenas sorriu pra mim e voltou a olhar pro lado de fora. Eu segurei sua mão ainda preocupado mas ela se desvencilhou do meu toque. Não entendi mas não insisti. Quando chegamos a casa dela, ela não me deixou descer. Pediu que eu fosse pra casa. Eu não aceitei e desci. Ela foi entrando em casa e eu segui.

-- você vai me dizer o que tá acontecendo? Você disse que não estava se sentindo bem! Eu tô preocupado! – disse verdadeiramente preocupado.

-- já estou melhor. Pode ir. – ela disse andando sem nem me olhar.

Eu fiquei puto. Tava curtindo o papo com a Juma e ficaria com ela se a dindinha não tivesse reclamado de indisposição. Me aproximei rápido e a puxei pelo pulso. Ela não esperava e acabou tropeçando e caindo direto no meu peito. O queixo no meu peito e os olhos, surpresos, em mim.

-- o que tá acontecendo? O que eu fiz dessa vez, dindinha?! A gente tava tão bem!! Voltamos a ser uma boa dupla! Por q- - ela me interrompeu. E o caos explodiu. Dessa vez de verdade.

Minha madrinha me puxou pela nuca e me deu um beijo. Um beijo de verdade. Na hora eu me assustei e recuei, fugindo dos seus lábios subitamente. Ela olhou pra mim surpresa mas quando entendi o que estava acontecendo, tudo aquilo trancado e escondido no recondito mais escuro do meu coração se abriu e inundou todo o meu ser de uma vez. Larguei seu pulso e a puxei pela nuca e pela cintura, dando-lhe um beijo que foi retribuído de forma voraz. Era exatamente como eu lembrava! Aquele gosto de morango com chantilly!! Os lábios macios e fofinhos e ainda sim umidos. O cheiro de frutas vermelhas que me deixava zonzo. Tínhamos fome. Comecei a passar a mão por suas costas até chegar naquela bunda tão cobiçada por mim. Escutei seu gemido nascer e morrer prensado entre nossas línguas. E fui empurrando-a pro sofá enquanto uas mãos desligavam pelo meu peito. Comecei a tirar apressadamente minhas roupas. E novamente, no momento que nos desgrudamos, tudo ruiu.

Ela se afastou de mim rapidamente me distanciando com as duas mãos em meu peito enquanto o seu subia e descia rápido da respiração inconstante e entrecortada. Seus olhos carregavam um misto estranho de sentimentos e nenhum deles era bom, e logo desceram as primeiras lágrimas.

-- isso é errado. É errado de tantas formas, errado em tantos atos... Você vai fingir que isso nunca aconteceu. Eu-eu vou viajar. Preciso ficar longe de você!! – ela dizia entre a dor e a culpa.

E eu ali, de pau duro, peito nu e cara de quem foi arrancado do melhor sonho da sua vida. No fim, ela estava certa. Eu mal havia passado nas provas para ingressar na faculdade e ela... Bem, ela era a pessoa mais importante pra mim em todo mundo. E aquilo era errado. Me afastei dela sem falar mais nada. Só peguei minhas roupas e sai correndo dali. Os dias que se passaram foram de dor mas o meu aniversário de 18 anos se aproximava e aproveitei isso pra fazer um pedido aos meus pais. Eles tinham planos de uma grande festa mas pedi que me dessem uma viagem. Sozinho. Eu ia pra irlanda visitar uns amigos. Eles não entenderam sentiram que havia algo ali mas não discutiram. Pedi que não alardeassem ninguém e fui embora um dia antes do meu aniversário.

Ninguém no aeroporto e aquilo me deixou tristemente feliz. Meus pais já haviam se despedido. Falaram pra eu esticar a viagem e ir visitar minha avó também. Meus irmãos e primos não sabiam e todos esperavam uma festa. Me deram felicitações e me zoaram muito e isso foi bem legal adorava estar com eles. Era bom demais. Minhas tias estavam ansiosas pela festa e diziam muitas besteiras pra mim. A ponto de me deixarem sem graça. Meus tios ficaram me sacaneando dizendo que iam fechar um puteiro e me tacar lá dentro e eu disse que topava se eles fossem, já sabendo a reação. Todos eles riram e declinaram. Bicho, eu sei que sou muito privilegiado só por estar cercado de homens e mulheres como meus tios e tias. E minha madrinha mandou uma mensagem de uma palavra. “PARABENS”. Mesmo sem perceber, apertei meu telefone com força. Era ela que eu queria de presente. Mas isso agora era um sonho distante e eu tava fugindo pra não ter que encará-la. Bloqueei o amor da minha vida e passei pelo portão de embarque. As surpresas começaram já no voo.

Meu vôo teria escala em Madrid. Seriam longas e tediosas horas. Coloquei uma música, abre o note, estudei, joguei, fiz todo o possível pra distrair um pouco minha mente até que dormi. Acordei sendo chamado pela aeromoça, uma daquelas moças lindas em roupas que por algum motivo levavam uma serie de fantasias a minha mente... Sabe, as vezes acho que a pornografia destrói nossa cabeça mas aí eu lembro que na tv muitas vezes tem coisa pior... Enfim, desci naquele aeroporto. Não me canso dele. Acho ele lindo demais. Com seus corredores intermináveis e vista pra pista. Teria que esperar 3 horas até o embarque pra ilha esmeralda. Comecei a ler um livro e estava tao absorto no livro e na música que nem percebi que estavam me chamando. Até que uma mão tocou minha perna. Eu estava de jeans skinny, um tênis de lona e camisa branca, nada demais, mas senti o arranha leve na coxa e olhei pra minha agressora. Eu cairia sentado se já não o estivesse. Eu ri. Um sorriso autêntico como só ela conseguia me arrancar.

-- oi...

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Comentários

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Uau… Amei louca pela continuação e torcendo para ser Juma no fim por que ficou tão bonitinho…

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Veremos, veremos... Pode ser a dindinha... Rs

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Estava aguardando ansioso a continuação de seu outro conto, e fiquei contente em saber que vc continuará! (na cadência de sua que vc achar conveniente). Desejo sucesso nesse novo conto!!

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Eu fiquei meio pra baixo com algumas situações e esmoreci. Vou retomar em breve e terminar essa série.

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