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O Submundo do Clube dos Cornos - Parte 19

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Um conto erótico de Mark da Nanda
Categoria: Grupal
Contém 4709 palavras
Data: 08/07/2026 09:00:28

Luma olhou para Cortez, e ele para ela. Ficaram em segundos em silêncio, até Cortez falar primeiro:

- Não, doutor. Não da minha parte...

- E você, Lucimara? - Insistiu o terapeuta.

- Pode me chamar de Luma, doutor. Eu prefiro... - Ela pediu, olhando para ele: - Eu fiz coisas que não me orgulho. Algumas o Cortez ainda não sabe. Mas eu queria falar e queria que ele me entendesse.

- Entendo. E fico muito feliz que você queira compartilhar sua verdade com seu marido. - Doutor Galeano encara Cortez e pergunta: - Você está pronto para receber essas verdades sem condenar sua esposa, Cortez?

[CONTINUANDO]

Cortez apenas anuiu, a voz sumindo garganta adentro por um segundo. Doutor Galeano sentiu seu temor. Sentia o dela também. Sabia que a sessão seria tensa e, se não bem conduzida, poderia criar um cisma entre o casal. Ele fez rápidas anotações e começou:

- Cortez... Falamos na última sessão sobre o envolvimento de vocês com uma terceira pessoa, um tal de... - Ele observou suas anotações e voltou a encarar o casal: - Dom. Dom Black... Você confirma essa informação, Luma?

Luma balançou a cabeça afirmativamente e ainda falou:

- Sim, doutor. É o meu Dom...

Doutor Galeano a encarou por um segundo a mais do que o necessário, fez uma rápida anotação e continuou:

- Esse Dom... Cortez me disse que ele estabeleceu uma dinâmica de dominação sobre você. Você confirma?

- Sim.

- E sobre Cortez? Ele também exerce essa dominação?

Luma olhou para Cortez rapidamente e voltou a encarar o terapeuta:

- Não da mesma forma.

- Pode explicar melhor?

Luma suspirou por um instante, buscando as melhores palavras e falou:

- Eu vejo que sobre mim ele tem um interesse puramente sexual. Já sobre o Cortez parece algo mais moral. Não sei se o senhor me entende?

- Entendo sim. Esse Dom me parece ser um dominador que cria espaços diferentes para exercer o seu poder sobre o casal, conforme o interesse que ele tenha.

- Luma, Cortez me falou sobre a dinâmica que vocês desenvolveram com o Dom, as humilhações, enfim... Eu gostaria de ouvir de você, sem filtros, o que você sente de verdade quando está com ele?

Luma respirou fundo. Olhou para Cortez por um segundo, depois baixou o olhar para as próprias mãos. Elas tremiam. Luma inteira tremia como se estivesse com febre. A voz falhou:

- Cortez... Você não esperaria um instante na sala ao lado para que a Luma se sinta mais confortável? Prometo que o chamo logo em seguida assim que tivermos elaborado melhor como lhe contar o que...

- Não! - Luma o interrompeu, colocando a mão na boca em seguida: - Desculpa, doutor.

- Não há o que desculpar, Luma. Você pode me interromper sempre que quiser. Mas já que tocamos nesse assunto, por que me interrompeu?

- Eu... - Luma olhou novamente para Cortez, envergonhada e pousou a sua mão sobre a dele: - Eu quero que ele fique. Cortez é mais forte do que o senhor imagina. Ele já suportou tanta coisa. Acredito que ele tem o direito de ouvir o que eu tenho para dizer.

Doutor Galeano a encarou em silêncio por um instante. Fez nova rápida anotação e fechou o caderno:

- Pois muito bem... A palavra é sua Luma, para quando estiver pronta.

Luma olhou para o próprio colo, fechou os olhos e respirou profundamente. Então, olhou para o terapeuta e começou a falar:

- É estranho... Eu me sinto poderosa... e derrotada ao mesmo tempo. Nunca imaginei que pudesse gostar daquilo, mas quando o Dom me toca, e me usa, e me humilha ou ao Cortez, eu... Ah, doutor... Eu gozo de um jeito que nunca gozei antes com ninguém. É como se eu me tornasse outra pessoa, ou como se ele acessasse uma parte de mim que eu nem sabia que existia.

Uma lágrima fugiu de seus olhos, que ela secou rapidamente:

- Mas, depois, eu me odeio. Eu olho pro Cortez e vejo o homem que eu amo sendo destruído por algo que eu mesma estou alimentando.

Dr. Galeano assentiu lentamente. Então, aproveitando que ela parecia pensar em como continuar, olhou para Cortez:

- E você, Cortez? O que sente quando ouve isso?

Cortez apertou as mãos sobre a perna, com exceção da de Luma, que ele agora segurava. A voz saiu rouca:

- Eu sinto que perdi a minha mulher, doutor. Que cada vez que ela vai até ele, um pouquinho dela fica por lá. Mas o pior… - Cortez deu uma risada triste, de si mesmo: - É que o idiota aqui ainda consegue ficar excitado quando pensa ou a vê sendo usada por ele. E eu me odeio por isso.

O terapeuta anotou algo e ficou em silêncio por um momento, refletindo. Depois, com voz calma, mas firme, falou:

- Vocês dois estão presos num ciclo muito perigoso, meus amigos. O Dom representa um poder que nenhum de vocês consegue exercer. Mas nós sabemos que há algo mais profundo aqui, algo que vai além do sexo, não é mesmo? - Ele olhou para Cortez, seriamente: - Você me contou sobre a sua mãe, Cortez. Sobre o que Dom fez com ela. Isso já não tem nada a ver com excitação. É muito, muito pior! Eu vejo uma repetição compulsiva dos fatos que causaram o seu trauma. Veja bem... Você está revivendo o que aconteceu com sua mãe, só que agora na pessoa da sua esposa e com você como o observador impotente.

- Mas...

Doutor Galeano levantou uma mão, pedindo a palavra e continuou:

- E sabe o que me incomoda? É que além de observar, indiretamente, você o apoia, tornando-se uma espécie de cúmplice dele.

Cortez baixou a cabeça, derrotado. Luma olhou em sua direção e viu lágrimas descerem por seu rosto. Ele então levantou o rosto, olhando apenas para o terapeuta, pois lhe faltava coragem de olhar para sua esposa:

- Eu sou um monstro, não sou?

- Não, Cortez. Você é somente um homem ferido. E que nunca teve apoio profissional para superar as cicatrizes que essa ferida deixou em sua alma. Agora... se você continuar nesse caminho, vai destruir não só seu casamento, mas também a sua sanidade.

Doutor Galeano então encarou Luma que seguia olhando para Cortez, assustada por ver o marido chorar, algo que ela nunca presenciara antes:

- Luma... o que o Dom representa para você?

Luma o encarou e hesitou. Depois, abriu a boca, mas nada saiu, nem uma palavra. Fechou a boca e pensou. Então falou, a voz trêmula:

- Liberdade... Poder... Medo... - Ela se calou brevemente, mas continuou: - Eu... Eu me sinto viva quando estou com ele. Eu... não sei explicar.

Dr. Galeano inclinou-se ligeiramente para frente, encarando ora um, ora outro:

- Tudo o que vocês me disseram é estranhamente aceitável. Não normal, mas aceitável. O ser humano é muito complexo em suas relações e nas decisões que toma. Só que... - Ele se calou, encarando cada um no fundo dos olhos: - Vocês estão escondendo algo... os dois, um do outro. Eu sinto isso. Eu vejo Luma com medo de contar tudo pro Cortez. E vejo o Cortez com medo de admitir algo para Luma.

O doutor Galeano recostou-se na poltrona, tirou os óculos por um momento e olhou para os dois com uma mistura de empatia e seriedade paternal. Sua voz era grave, mas calma e firme, o tom de alguém que já havia visto muitos casais destruídos por dinâmicas semelhantes:

- Luma, Cortez… primeiro, quero parabeniza-los pela coragem que você dois demonstraram aqui. Não é fácil sentar diante de um estranho e expor algo tão profundo. O que vocês estão vivendo não é apenas um “sexo diferente”. Poderia ser, mas a ferida do Cortez acabou potencializando para algo maior, causando um terremoto emocional que abalou as fundações do casamento, da identidade de cada um e da confiança mútua.

Ele olhou para Luma primeiro:

- Luma, você está vivendo um conflito interno muito forte. Uma parte de você se sente viva, poderosa e desejada como nunca quando está com um dominador. Veja bem... não é o Dom, o seu objeto mediato, ele é apenas uma representação idealizada do que desperta o seu desejo. Dom é representação; dominador é real. E isso não é errado. É algo que você já tinha dentro de si, mas que só foi despertado agora. O conflito existe quando ela confronta a outra parte, a esposa, a mulher que ama o Cortez, porque esta sente culpa, nojo e medo de estar destruindo o homem que escolheu. O que precisamos indagar é: Isso que foi despertado é uma necessidade, ou um faculdade? Você conseguiria parar se quisesse? Ou o prazer é intenso, e se tornou tão necessário, que agora você precisará disso para se sentir viva?

Depois, virou-se para Cortez:

- E você, Cortez… Você está preso numa armadilha ainda mais cruel, porque a sua motivação primária nem foi a busca do prazer ou da satisfação da parceira, foi por uma necessidade de curar uma ferida antiga através de uma vingança. Eu sei que você ama sua esposa, e me parece que também descobriu sentir uma excitação com o prazer dela. E veja bem, aqui pode haver uma confusão que o está deixando desconfortável: você está achando que é necessário ser humilhado para que ela se satisfaça. E... não... é! - Doutor Galeano falou pausadamente, frisando cada palavra, chamando a atenção dele e dando um rápido momento para ele refletir: - Isso gera uma vergonha profunda, quase insuportável, porque você está achando que precisa deixar de ser o marido dela, o protetor, o provedor, para que ela alcance esse prazer. Isso faz você se sentir menos homem, e também traído por ela.

Dr. Galeano fez uma pausa, juntando as mãos.

- Vocês dois estão presos num ciclo tóxico: um trauma os levou a buscar uma vingança que, para ser alcançada, os levou para um ambiente onde a excitação predomina. Essa excitação, por estar sendo mal dirigida, os leva a sentir culpa que, por sua vez, está acarretando novos traumas, agora entre vocês dois. É uma repetição, compreendem? Pelo pouco que me disseram sobre esse Dom, eu não o vejo apenas como um dominador. Ele me parece mais um predador experiente que soube explorar brechas, nas feridas que vocês nem sabiam que tinham. E bobos de vocês se acham que ele quer só sexo. Ele quer poder total sobre vocês. E está conseguindo...

Ele olhou para os dois, alternadamente, dando um tempo para que ambos refletissem sobre o que ele estava explicando:

- A pergunta que eu faço agora é: Vocês querem realmente sair desse ciclo? Porque sair exige coragem e decisão! Exige que vocês enfrentem verdades dolorosas. Exige que parem de mentir um para o outro e para si mesmos. E principalmente exige que vocês parem com essa vingança tola.

Cortez e Luma se entreolharam. Luma apertou a mão do marido, receosa de magoá-lo e também esperançosa pela chance de se reencontrarem. Cortez olhou a esposa e sorriu. Algo nele parecia despertar. Perguntou, enfim:

- E como faríamos isso, doutor?

Doutor Galeano sorriu, aliviado com a boa decisão que aparentemente eles estavam tomando:

- Gostam de café? Eu sempre tomo um cafezinho para desestressar, apesar de ser meio contraditório, não é?

Os dois novamente se entreolharam, confusos, mas aceitaram. Doutor Galeano levantou-se e foi até sua máquina automática, preparando duas xícaras de um bom expresso e lhes servindo. Depois, fez o mesmo para si e voltou a se sentar de frente para o casal:

- Eu já gostava, mas aprendi a gostar mais ainda com um casal de ex pacientes que agora já se tornaram meus amigos e... - Doutor Galeano fez uma expressão diferente, de surpresa, como se tivesse tido uma ideia e sorriu: - Taí! Vou contar uma história para vocês entenderem a diferença entre um casal em atitude autodestrutiva para um casal que aprendeu a viver uma vida liberal sadia.

Cortez e Luma se entreolharam rapidamente e Luma se aproximou ainda mais do marido. Ambos olhavam curiosos para o Doutor Galeano:

- Eu os conheci quando a esposa passou por uma situação bastante... traumática. Eles vinham se abrindo para uma vida liberal e numa dessas saídas, ela foi praticamente violentada e... Mas não é sobre isso que eu quero falar. Estou me perdendo... - Ele tomou um gole de café: - O que interessa para vocês saberem é que eles superaram e conseguiram criar uma dinâmica só deles, em que ele assumiu que sente prazer em vê-la tendo prazer com outros homens ou mulheres, e ela assumiu que sente prazer em saber que ele se excita com isso.

- Ele assumiu que é um corno manso convicto, é isso? E qual a vantagem nisso? - Perguntou Cortez

- Não! Ele não é nada disso, meu caro Cortez. Não é mesmo... - Riu o doutor Galeano: - Ele também é ativo com outras mulheres. E, às vezes, a esposa até participa. Mas ela é meio ciumenta e não gosta muito de vê-lo com outras, entende? Ele é um... marido liberal e voyeur e ela é uma esposa liberal, uma “hotwife”.

Ele seguiam encarando o doutor Galeano que sorriu, tomou outro grande gole de café e disse:

- O que quero dizer é que existem meios de vocês administrarem o fetiche, bastando estabelecer regras e condições, que servirão para proteger um ao outro, e ao próprio relacionamento de vocês. Por exemplo, esse casal que falei, coloca a família cima de tudo. Então, se alguma coisa a colocar em risco, eles simplesmente excluem essa coisa. Entendem?

- Mas não é meio estranho isso?

- Tudo o que foge à normalidade é estranho, Cortez, mas, nem por isso, é errado. O casal é o único responsável por estabelecer as regras pelas quais seu relacionamento existe. Se vocês estabelecerem regras, e as seguirem, há grande chance de dar certo.

Cortez e Luma se entreolharam novamente. Doutor Galeano prosseguiu:

- Mas essa é uma decisão que vocês terão que tomar no futuro. Agora, vamos cuidar desses coraçõezinhos aí, ok? - Ele tomou o restante de seu café, colocando a xícara sobre uma mesinha: - Vamos lá! O primeiro passo, meus caros, é parar todo e qualquer contato com o Dom. Totalmente. Sem exceção. Sem “só mais uma vez”. Sem “para conseguir provas”. Essa vingança é uma ilusão fadada ao fracasso que só vocês não conseguem ver. Vocês não vão derrubá-lo assim, mas vão se destruir no processo.

Cortez virou a xícara de café. Luma tentava equilibrar a sua sobre o pires:

- Segundo passo, é fazerem terapia individual e de casal. Luma precisa entender por que ela sente tanto prazer em se entregar ao poder. Já Cortez, precisa trabalhar o trauma causado pela morte da mãe e entender como administrar essa excitação que sente ao ver Luma sendo possuída por outro. Entendam, os dois: Não é o Dom o fetiche de vocês, mas a situação de envolverem um dominador. Eu já expliquei isso. E o terceiro passo... Vocês precisarão reconstruir a confiança. Sem segredos, sem jogos, sem talvez. Vocês precisam redescobrir o que os uniu antes de tudo isso quase os derrubar.

Ambos balançaram a cabeça afirmativamente. Doutor Galeano sorriu e continuou:

- Para isso, meus caros, vocês terão que tomar uma decisão: O que vocês querem ser um para o outro daqui para frente? Porque o casamento de vocês nunca voltará a ser como antes. Agora, vocês precisam decidir como querem construir um pacto novo. Eu não prometo milagres. Prometo apenas que, se vocês estiverem dispostos a trabalhar, eu estarei aqui para ajudá-los nessa caminhada.

A sessão terminou com lágrimas. Mas também com uma decisão silenciosa: eles ainda se amavam e se queriam o suficiente para tentar. Quando estavam se despedindo, Luma quis falar mais uma coisa:

- Eu... Eu também tinha um motivo para fazer o que fazia, doutor.

- Como assim, Luma?

Luma suspirou, olhou para Cortez e falou:

- Tive uma irmã... Lilly... ela desapareceu. E acho que o Dom pode estar envolvido.

- Recentemente?

- Não. Já faz um tempo.

- Luma, isso, por si só, não significa que esse tal Dom seja o culpado, concorda? Você também precisa processar esse luto e desistir desse plano de se vingarem dele. Vocês precisam decidir se querem continuar nesse jogo perigoso ou se querem sair antes que ele destrua completamente o que resta de vocês. Já sabem a minha opinião. Eu estarei aqui para ajudá-los a se reencontrarem, caso queiram paz.

Quando retornavam para casa, Cortez parou em frente a uma floricultura e desceu correndo. Voltou pouco depois com um lindo buquê de rosas vermelhas:

- Por que isso?

- Estou tentando te reconquistar. Acho que tenho esse direito, não tenho?

- Huummm! - Disse Luma, cheirando as rosas e sorriu: - Tem. Claro que sim.

Pararam em um restaurante e jantaram os dois, conversando apenas sobre os bons momentos vividos, tentando fazer daquelas lembranças pedras firmes onde iriam reconstruir o relacionamento. A noite seria quase perfeita, não fosse um telefonema de Dom: Primeiro para Luma, que o ignorou e desligou o aparelho; Depois para Cortez, que fez o mesmo.

Na rodovia, no trajeto para casa, Cortez viu um motel e, sem perguntar para Luma, entrou com o carro. Ela riu de imediato da cara que ele fez ao parar em frente a cabine do atendente. Ali passaram a noite, fazendo amor calmo, carinhoso, cuidadoso. Luma ainda carregava marcas, umas poucas físicas, mas certamente várias emocionais. Mas Cortez, apesar de suas próprias marcas, havia decidido se esforçar por ela, talvez até mesmo desistir da vingança.

Pareciam dois adolescentes num parque de diversões. Transaram de todas as formas que conheciam e em todos os lugares possíveis. Cortez se surpreendeu com alguns pedidos da esposa, mas considerando que ela havia conhecido outro homem, certamente traria alguma experiência dali. Não a culpou e deu o seu melhor. E o seu melhor surpreendeu a ele próprio. Talvez houvesse chance para os dois. Talvez...

Nos dias seguintes, ambos se esforçaram para se redescobrirem. Namoravam. Brincavam. Almoçavam juntos. Saíam para passear a pé. Transavam sempre que podiam. Tudo parecia se encaixar. Tudo. Menos Dom. Ele, inclusive, seguiu insistindo em contatá-los nos dias seguintes. Ambos o bloquearam. Mas ele não era um homem que desistia fácil e isso ficaria claro em breve.

Era uma segunda-feira de manhã, quando, no seu escritório, Cortez recebeu a visita de um novo cliente... um pseudo cliente na verdade: Artur. Ele trazia uma mensagem de Dom, mas antes queria entender o sumiço do casal. Cortez falou sobre a sessão com o terapeuta e que eles haviam feito um pacto para tentar salvar o casamento. Ele ouviu tudo e concordou, mesmo a contragosto. E ainda tinha mais a dizer:

- O problema é que o Dom quer a Luma, com você ou sem.

- Mas nós já decidimos.

- Ele também. Veja isso.

Artur sacou o celular e exibiu um trecho de um vídeo em que Luma transava com vários homens, numa ocasião em que Cortez não esteve presente. Cortez assistiu atônito e, ao mesmo tempo, sentindo uma leve ereção. Quando terminou, encarou Artur seriamente e perguntou:

- Você vai me ameaçar agora, Artur?

- Eu!? Claro que não! Foi o Dom que me mandou aqui para adverti-lo que se vocês não voltarem, esse e outros vídeos, irão parar anonimamente na internet. E ele é bem capaz de fazer isso, senhor Cortez. Eu já o vi fazendo antes só por diversão. E neste caso, ele não quer apenas se divertir, quer realmente destruir a Luma.

- Mas... por quê?

- Porque ele está fascinado por ela. Chegou a me dizer que se ele não a tiver, ninguém a terá. Nem mesmo o senhor.

- Mas... Então...

Artur sacou um aparelho celular do bolso, um modelo simples, praticamente descartável e o entregou ao Cortez:

- Ele ligará hoje, às 20:00. Atendam. Ou, sinto dizer, preparem-se para ficar famosos. E não será de um jeito agradável.

Cortez não conseguiu mais trabalhar nesse dia. Almoçou sozinho, perdido, sem saber como agir. Ligou para um amigo policial, mas não teve coragem de se abrir. Ligou para outro, advogado, mas também nada falou. No final da tarde, retornou para casa e, sem saída, contou da visita de Artur. Luma ficou pálida e os olhos marejaram de imediato. Cortez colocou o celular sobre a mesa e ambos ficaram olhando, aguardando, sofrendo por antecipação.

Às 20:00 em ponto, o celular tocou. Nenhum dos dois parecia disposto a atender. Mas coube a Cortez, como o homem, assumir a frente:

- Alô. - Disse, seco.

- Se não é o meu corno preferido... - Zombou o Dom: - Falo com você depois. Cadê a minha putinha em treinamento?

- Dom, pensei que, por termos bloqueado você, tivesse ficado claro que...

- CALA A BOCA, CORNO! - Gritou Dom, fazendo Cortez se calar: - Coloca a minha puta de estimação na linha agora. Ou preparem-se para ficar famosos...

Cortez engoliu em seco e estendeu o aparelho para Luma que o pegou, reticente:

- A-Alô...

- O que acontece, minha rainha? Pensei que estivéssemos nos conhecendo melhor?

- Do-Dom... é que eu e o Cortez... a gente...

- Nem precisa continuar! - Dom a interrompeu: - Seu corno andou falando besteiras e fez você se afastar de mim. Pior para ele porque agora vou marca-lo a ferro quente. Quero vocês no Imperium amanhã para uma dinâmica especial, só eu, você, ele e Jermaine. Está na hora dele entender quem manda nessa porra toda.

Luma sentiu o estômago revirar, mas, sem saída, concordou. Avisou Cortez que decidiu que colocaria fim naquilo. Apesar de não saber como.

Na noite seguinte, os quatro se encontraram na Imperium. Dom cumprimentou apenas Luma, aparentando uma verdadeira saudade dela. Foram diretamente para sua suíte privativa. Ali, Dom mandou Cortez tirar toda roupa e lhe deu uma pequena caixa, embrulhada num papel azul brilhante:

- O que é isso? - Perguntou Cortez.

- Uma bomba! - Disse Dom, sarcástico: - É um presente, corno. Abra e veja se te serve.

Cortez abriu a pequena caixa e deu de cara com algo que ele nunca havia visto antes, feito de um metal brilhante e com uma trava com chaves. Ele olhou para o Dom que sorriu ao ver sua expressão:

- É uma gaiola para o seu piu-piu. - Disse Dom, apontando para o pau de Cortez: - Já passou da hora de você ser bem doutrinado e entender qual o seu lugar nessa nossa relação. Vou te explicar rapidamente uma última vez: Eu sou o comedor. Ela é a minha puta dama. E você é o corno manso, submisso e subserviente. Entendeu?

- Eu não vou usar isso...

- Ah não!? - Dom se virou para Artur e fez um movimento de cabeça.

Artur ligou uma televisão e imagens das transas de Luma com vários homens surgiram. O casal arregalou os olhos. Dom sorriu:

- Imaginem como sua família reagirá ao assistir esse e outros filmes que tenho da minha rainha. Eu, pessoalmente, estou bastante orgulhoso dela, porque ela atua maravilhosamente bem. Mas eles...

- Você não faria isso? - Cortez falou, olhando para Luma que já chorava.

- Não, é!? Artur, pode enviar o primeiro.

- Não! - Gemeu Luma: - Por favor, Dom, não.

Dom a olhou e seu semblante mudou, transparecendo preocupação com ela:

- Eu não quero, minha linda. Mas o seu corno está me obrigando...

Luma encarou Cortez, com lágrimas já descendo por sua face. Aproximou-se do marido e pegou a caixinha. Olhou em seus olhos e disse:

- Eu coloco...

Ela se ajoelhou diante do marido e foi encaixando o pau dele no pequeno objeto, pequeno demais:

- Não dá, Dom. Ele não entra...

Dom se aproximou de Cortez e lhe deu um violento tapa no rosto. Cortez, espantado, o encarou. Dom mandou:

- Tenta agora.

Luma conseguiu, embora tenha forçado e apertado o pau do marido dentro daquela pequena gaiola de metal. Com um “click” discreto, trancou o artefato. Dom esticou a mão e ela lhe entregou as chaves:

- O tapa foi só para tirar eventual tesão de corno da cabeça do seu corno por hora. Mas também serviria para te dar um motivo extra, caso você não estivesse se esforçando.

Ele foi até sua poltrona e se sentou, pegando um copo de uísque. Olhou para Artur e disse:

- Eles podem entrar.

Artur ligou para alguém, dando a ordem e desligando em seguida. Por segundos, intermináveis segundos, eles ficaram em silêncio. Enquanto isso, Dom colocou as chaves da gaiola de Cortez numa correntinha e ela no pescoço, sempre olhando Cortez e Luma.

Enfim, dois toques na porta e Artur a abriu. Entraram Jermaine e dois outros negros, imensos. De imediato Luma os reconheceu. Cortez não, mas ante a atenção da esposa, os encarou melhor e reconheceu dois deles, os mesmos atores daquele filme que ele assistiu com Luma em sua casa meses atrás:

- Meus escravos... - Disse o Dom, todo pomposo: - Quero que conheçam Marcão Marcapasso e Betão Bate-Estaca, dois colegas de profissão de nosso querido Jermaine. Lembra-se deles, minha linda? Atuaram naquele filme que eu te indiquei.

Luma apenas os olhava, atônita. Ainda assim sentia algo dentro de si aquecer. Algo que queimava, ardia, machucava, mas que pedia para aflorar. Ela encarou o Dom:

- Você disse que seria apenas nós quatro. - Falou apontando para Jermaine.

- Falei. Mas mudei de ideia. E Tudo pelo seu prazer. - Retrucou, com um sorriso sádico: - Tire sua roupa. Mostre para os meus amigos o que irão enfrentar na noite de hoje.

Luma o encarou e não reagiu, nem para obedecê-lo, nem para desobedece-lo. Dom se levantou e foi até ela. Encostou a boca no ouvido dela e sussurrou:

- Faça! Eu já te conheço melhor que o corno. Eu sei que você quer...

Ela sentiu um arrepio e olhou discretamente para Cortez. Então, suspirou e puxou as alças de seu leve vestido, que foi ao chão. Em seu corpo, mais nada além de suor e excitação. Dom sorriu, acariciou sua bunda e olhou para os três:

- É a vez de vocês, rapazes.

Eles rapidamente se desnudaram. Dom mandou que Luma fosse para cima da cama e ordenou que eles a usassem de todas as formas possíveis. Não foi necessário repetir. Eles passaram a usá-la alternadamente. Primeiro, Jermaine na buceta e os outros na boca. Depois trocaram, vindo Betão para trás, sucedido minutos depois por Marcão. Luma gemia, tremia, chorava, mas... gozava. Cortez assistia, o pau latejando dolorosamente dentro da jaula.

Em determinado momento, Dom olhou para Cortez e sorriu:

- Hoje você vai ver sua mulher gozar de verdade, corno. Quer isso ou prefere sair?

Não houve resposta. Mesmo que houvesse, ela seria indiferente para Dom, pois ele queria que ele assistisse e entendesse quem mandava ali. Dom fez Luma sentar no rosto de Jermaine enquanto Marcão passou a foder seu cu por trás. Luma gritava de prazer, o corpo convulsionando. Foram minutos intermináveis, talvez mais de hora, ou horas. Em certo momento, quando dois deles bebiam algo, Dom se aproximou de Cortez:

- Vá até lá e limpe o pau deles com a boca, corno.

Cortez o encarou, os olhos vermelhos de ódio. Dom não se abalou:

- Ou você limpa, ou vou fazê-los arregaçarem a Luma, sem dó ou piedade. Eu sei que ela aguenta, mas e você, já está pronto para ver sua princesinha trepar igual uma puta?

Cortez olhou para Luma que seguia sendo empalada por Marcão. E obedeceu, indo na direção dos outros dois. Quando Luma viu isso, ela empurrou Marcão e gritou:

- NÃO! Eu não quero que ele me atrapalhe. Os três... Os três são meus!

Cortez arregalou os olhos ao ouvir aquilo. Dom gargalhou:

- Seja feita a sua vontade, minha rainha.

Cortez notou uma cartela de comprimidos junto a mesinha das bebidas. Entendeu que eles não estavam “puros” e se tinham tomado algum medicamento para ereção, aquela noite não terminaria cedo. E estava certo. Somente depois, bem depois, é que se deram por satisfeitos. Luma estava cansada, exausta na verdade, mas estranhamente satisfeita, com um discreto sorriso nos lábios. Dom foi o último a usá-la, fodendo sua boca até gozar dentro e no rosto dela. Só então, após ele se saciar, é que foram autorizados a irem embora, mas não sem um último aviso:

- Tive um contratempo e não conseguir fazer a nossa festa neste final de semana, minha rainha. Mas já está tudo acertado para a próxima. Descanse e se prepare. Será inesquecível. - E se virou para Cortez: - Ah! E meu caro corno Cortez... as chaves da sua liberdade ficarão comigo para eu ter a certeza de que não irá usar Luma até a festa. Quero ela inteiramente descansada para esse evento.

OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS E OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL SÃO MERA COINCIDÊNCIA.

FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DO AUTOR, SOB AS PENAS DA LEI.

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Foto de perfil de Mark da NandaMark da NandaContos: 382Seguidores: 768Seguindo: 17Mensagem Apenas alguém fascinado pela arte literária e apaixonado pela vida, suas possibilidades e surpresas. Liberal ou não, seja bem vindo. Comentários? Tragam! Mas o respeito deverá pautar sempre a conduta de todos, leitores, autores, comentaristas e visitantes. Forte abraço.

Comentários

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Não sei se alguém comentou isso ou pensou parecido com o que falarei, mas estou começando a achar que o Dom na verdade tem tesão de corno. Ele gosta demais de ver ela dando para outro, sendo bem arrombada e claramente sentiu (não sei se incomodo ou prazer) quando a Luma compara o pau dele com o do Jermaine. Acho que ele desconta nos cornos o que ele mesmo sente prazer.

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Esse capitulo foi chato e repetitivo.

A conversa com o piscicologo nao revelou nada de mais.

A reaproximação do casal foi artificial, novamente faltou comunicação e diálogo entre eles, poderia ter aproveitado os últimos paragrafos que trataram apenas de cenas sexuais repetidas e focar mais na interação do casal.

Eu como leitor sinto que o casal nao esta convencendo, muito por falta de foco neles.

Até o momento Luma nao respondeu o que ela quer.

A vinganca já foi desmontada e demonstrado que nao tem sentido algum, a própria menção a irmã da Luma foi descartada em um único parágrafo.

O que seria os "outros carnavais" mencionado pela Mary se quer foi mencionado.

E a pergunta que ficou foi. O que ainda une esse casal ? O que o Cortez vê em Luma ? Já que se quer consegue tomar qualquer atitude para protege-la.

O que a Luma vê em cortez, já que esse aceita tudo calado e de bom grado, se nao fosse ela ele iria interagir com os atores.

Todo conto foi desmontado, o DB acabou sendo um simples vilão e a vinganca ficou pequena de mais diante todo o resto.

Pelo menos responder o que o casal é um para o outro poderia ser respondido. Se ainda for possível responder isso.

Os danos piscicologicos causados em Luma e a total passividade e aceitação do Cortez desmonta qualquer hipótese de manter esse casal unido.

O Cortez se tornou em fim um castrado e faltou pouco para nao virar gay.

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Pois é, comeu disse lá atrás, na hora q o corno e.a puta quisessem sair dessa roubada seriam chantagiados com o vídeos, e aí está, mas até q ponto irão ceder pela chantagem, e na onde entra em ação o prazer?, na minha visão tudo q a Luma faz é somente pelo prazer, a chantagem é fraca, as motivações são fracas e as justificativas mais fracas ainda, a única coisa q eu vejo é uma mulher q se descobriu uma puta selvagem e um cara q se descobriu como um bosta q gosta e.tem.prazer em ser humilhado, o q acontece é q os dois não tem coragem de assumir isso

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Dom de araque é apenas um doente que esta sofrendo pelo passado

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Quando a luma se fazer de mãe do cortez o dom vai entrar em pane

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Pode ser sim q DB pire quando ele descobrir que Cortez é filho de Lua.

Doda...tem tanta coisa que pode acontecer ainda!!

Vamos lá, saia do papel de Doda e assuma sua identidade de CLODODA.

Estamos precisando aloprar geral nas teorias malucas!

Pau na máquina...JÁ!!!

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Vamos lá:

Ambos seguem na mesma toada em busca da vingança imaginaria, no meio do caminho o Cortez fica de pau duro vendo o assassino da mãe comer a mulher dele (não vamos falar dele bebendo a porra do mesmo), a Luma não consegue não gozar absurdamente com o tb provavel assassino da irmã ... O Mark poderia logo cortar pra cena do Dom enrabando o Cortez e revelando que tudo era um plano da Luma pra subjuga-lo, é o unico final que resguardaria algum pingo de coerência.

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Alias, o Cortez deve ter amaldiçoado demais a Luma por ter impedido ele de mamar a galera.

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Não sei se vc percebeu, mas eles foram coagidos e ameaçados por DB que perdeu o controle.

Luma salvou o marido tendo chamado a atenção de DB para ela de novo.

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Nem pensaram em ir à policia.

É um crime em cima do outro e eles pensando que conseguem controlar isso.

Que adianta conversar com o terapeuta e continuar na mesma toada?

Qual é a frase que atribuem ao Einstein mesmo? Loucura é fazer sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes...

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Mas Vinix,

Eles tinham bloqueado o DB. Eles foram ameaçados e coagidos por DB, usando os videos como chantagem.

Cortez pensou em falar com um amigo policial mas desistiu. Mas isso não foi a toa para o conto...a a jda vai chegar!!

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A partir desse capitulo 19, a coisa ja virou criminal.

Teremos advogados no meio logo.

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Sim, jatem alguns capítulos que o conto passou do erótico para o policial, e uma observação que considero importante.

Contos eroticos deveriam nos excitar correto? Mas esse está para mim está sendo impossível me excitar com os dois últimos capítulos, na realidade está embrulhando o estômago. Será só comigo isso?

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Mas Kiquinho, o Mark avisou a uns bons capitulos atrás que a coisa ia ser pesada.

Eu tbm sinto repulsa pelos acontecimentos, mas to com a cabeça dentro da proposta dele. Tenho estomago e vou ficar. Esta sendo uma experiencia "excitante" mentalmente para mim.

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* A ajuda vai chegar

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Tá parecendo aquela piada acho que de um náufrago ou outra situação difícil qualquer que fica recusando ajuda dizendo que deus vai ajudar. Daí morre e vai reclamar que ele não o salvou. Mandei um monte de ajuda e vc recusou todas...

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Pois é. Desistiu. Não adianta ter boas ideias. Precisa agir. Por essa inércia, tá merecendo ser esburacado pelo ator de nome esquisito.

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Eu juro que já teria matado esse cara sem pena nenhuma

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Eu preciso ser coerente comigo mesmo na nossa conversa de ontem. Eu estou vendo o testo e dentro dele tiro minhas conclusões.

Para mim o casal esta sozinho, fragilizado. Talvez eles tenham imaginado que se afastando de DB, o que eles realmente fizeram, seria suficiente.

Mas DB mostrou que não era, e não deu nem tempo a eles para uma reação. DB jogou pesado.

Mas o negócio pode ficar mais pesado ainda.

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Os dois imbecis mor do quarteto imbeciloide da vingança sabem o que DB fez com a Lua quando quis sair. Suspeitam do que fez com a Lili. Em que mundo essas duas antas estão com a cabeça que acham que vão se afastar e pronto?

Não é nem questão se prever que DB usaria os vídeos.

Isso é de uma obviedade dolorosa.

É questão de se proteger previamente da chantagem que eles sabiam que viria a partir do momento que desligaram os celulares.

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Está acontecendo exatamente como eu falei...agora ela está "protegendo o marido".

Está se sacrificando gozando adoidado de um jeito "que nunca gozou na vida".

Ela sabe que isso está destruindo o marido mas confessa que gosta de tudo, do que o dom faz com ela e eles fazem com o marido.

Só tem um problema...estamos no capítulo 19 e nada foi devidamente explicado.

1) Ela entrou nisso antes ou depois de saber quem era o dom ou saber que sua irmã tinha desaparecido??? Isso faz completa diferença no tipo de pessoa que ela é. Se o segredo for so ela ter uma vida dupla, ou ter feito antes do Cortez, não teria tanto problema...e olha que para eu falar que ter vida dupla não é um problema é pq a outra alternativa é bem pior.

2) eu insisto...vc explicar tudo apenas por causa de um fetiche faz até mais sentido do que esse negócio de vingança...mas fica a pergunta, qual o limite??? O cara se excita com a situação...aceitar passivamente ser trancado...estar disposto a chupar pau...o que isso tem haver com o fetiche de cuckold???

Se o motivo for vingança...o que vai sobrar dessa pessoa, ou melhor, dessas pessoas???

3) o Dr Galeano apenas ajudou a aumentar ainda mais a culpa em cima do marido....como assim "ele é cúmplice"???

E o começo da história, todo mundo vai simplesmente esquecer que aconteceu???

Pq a Luma não é honesta de verdade com o marido??? Ela está protegendo o marido, depois de o entregar de bandeja???

Enfim...eu achei que teria pelo menos uma historinha triste e etc...a questão da irmã parece que foi mencionada no susto.

Mas o Mark realmente consegue transformar essas mulheres em heroínas....AGORA....depois de manipular, instigar ou condicionar um fetiche, mentir, trair...ela se preocupa com o marido...e todo vai agradecer ela por isso??? Sério???

Repararam que ele usou um vídeo em que ela está com outros homens e não contou o que aconteceu p marido??? O vídeo dela com o ator e etc aconteceu com ela humilhando e subjugando o marido, continuando algo que ele claramente nao queria???

Mas aí qual a consequência???? A mulher goza e o cara é "preso" numa gaiola de castidade. Simplesmente acabaram de castrar o cara.

Fico indignado, desculpa, a facilidade das pessoas em esquecerem ou relevarem coisas que numa situação real, primeiro que não aconteceria, depois se vcs conhecessem, fossem amigos do casal 3 etc, vcs nunca iriam relevar isso desse jeito.

É insano.... realmente esse conto é um trabalho científico...um teste real...

Não é questão de levar a história na emoção, é justamente o contrário, pelo fato de eu racionalizar demais e sempre tentar ver a história como um todo, que me deixa puto esse tipo de coisa.

Agora o cara castrado, sem dignidade, amor próprio, sentimento de culpa martelando sua cabeça, vai ser salvo e protegido pela pessoa que ajudou a ele chegar neste momento. Ela vai ser a pessoa que está se sacrificando pelo casal....sério??? Vi um comentário lá embaixo mais ou menos com esse conteúdo...ela tomou a frente e não deixou ele se humilhar ainda mais e chupar os caras....sério??? Agora ela é a protetora dele???

Ela não vai sentir todo o desconforto de ficar "presa" ....muito pelo contrário...no fundo não vê a HR da tal festa...

Aí falam que ela tem seus sentimentos... concordo...mas e o marido dela não??? Ela goza vendo cara ser destruir e está tudo bem??? Pq ela gosta de ser humilhada...

Enfim...não é um ataque a ninguém... é que realmente não dá. E a Argentina me deixou irritado TB...

Kkkkk

Não levem p pessoal, mas as vezes eu acho que esquecem da história, de toda a história...e p mim só está piorando...não apenas pela situação em que eles se encontram...mas pq não há consequências para quem de fato iniciou tudo.

Pq depois de tudo, ela assumiu que gosta e que o único entrave é o marido...mas ela gosta do que fazem com ele tbm..(está no texto)...e o final da cena confirma isso...se fosse estrupo, quem sente oraze e satisfação em ser estrupada??? Ela não se enquadra numa síndrome de Estocolmo...

Já as consequências e repercussão pro cara...psicológica, emocional, física...

Enfim...saiu maior do que queria.

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Manfi,

Sobre o começo do conto me lembrei do conto do Obetão, onde ele começa o conto exatamente pelo final. E olha que foram 81 capitulos.

Acho que o começo nebuloso pode vir a ser explicado justamente no final. Vamos aguardar.

Sobre o comportamento sexual de Luma, vc não tem nem vontade de imaginar que ela possa estar sob influeincia de estimulantes?

Sobre o Dr.Galeano, acho que ele foi excepcional.

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E o Castelo tbm começa pelo final!!!

E vamos ser sinceros...Foi uma tremenda sacada vc ter começado o Castelo pelo final. Ja jogou a pressão nas alturas!! Mil teorias!!

VC foi é malandrinho!!! hahaha

Adoro vc meu consultor!!!

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E ela segue traindo e mentindo pra ele que quando conhecer toda a verdade talvez tome nojo dela.

O ato de impedir ele de ter que pagar um boquete pros caras não foi um ato de amor mas um pouco de piedade junto com o desejo de mandar e foi o que ela fez nessa hora e se sentiu poderosa e de uma certa forma desfiou o Dom, mas não foi por amor, pois ninguém que ama de verdade faz o que ela tem feito desde o inicio do conto.

Agora quanto a castração ele mais uma vez foi obrigado a fazer algo que não queria pois o Dom e o Artur devem ser dois armários e ele um cara normal e se tentasse encarar iria tomar muita porrada.(eu iria tomar muita porrada e somente apagado iriam por algo assim em mim).

Enquanto isso ela somente olha sem se manifestar

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Ela que colocou...após o cara tomar um tapa...kkkk

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A vingança ja tinha sido abandonada, tanto que eles bloqueram o DB.

E Artur deixou claro para o casal, se DB não puder ter a Luma ele vai destruir os dois.

Discordancias temos muitas aqui no chat, mas precisamos ser justos com o texto.

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Também acho que se for pra ter um final coerente o mais plausível seria a Luma revelar que era uma infiltrada do DB o tempo inteiro.

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O mark da nandara poderia fazer um conto somente com a DD , eu ficaria com muito ciúmes mas iria adorar

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Caraca , fico ate nervoso com o comentário do Ramsés LL falando sobre minha DD , a DD me faz arrepiar so de ouvir seu nome .

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DEusa Nórdiva e Mineirinha resolvendo as partes legais do conto. Para comemorar a grande vitória teremos uma Nigth toda especial na nova Imperium!!

Imagina????

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De verdade ? É um grande conto .

Prova disso é a reação do público, Dr Galeano ( que sou super fã) mais uma vez impecável em sua análise.

Acredito que "quase" tudo foi resolvido sobre os dramas dos personagens .

Luma ainda esconde alguma coisa ( na minha opinião) .

O público esta lendo este conto com o coracao , e sendo o coracao traiçoeiro acaba se explodindo por ver o casal se acabando .

Vejam bem, a vingança esta dentro dos personagens , mas isso nao quer dizer que luma vai trancar igual um poste .luma é um ser humanone tem sentimentos e desejos .

Olhem este conto , quando o dom de araque quis fazer cortez churras os comedores luma se adiantou e tomou os caras somente para nao ver o marido ser humilhado

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Doda!!

Concordo integralmente contigo! É um grande conto, indigesto mas grande!

Dr. Galeano foi cirurgico, e vai ser mais ainda! Nossos PROTAS preferidos vão entrar no conto e quem sabe a Deusa Nórdica ou a mineirinha tbm. Continuo batendo na tecja que teremos algo jurídico nesse final.

A galera ta com o coração no conto sim! Mas era essa a intenção né?

Por fim!!

ORGULHO DE VC membro mais que merecido do FUCDC!!!

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Ramsés LL fofoqueiro mor do cucdc .

Vc ficou loquinha com a gaiolinha ne safadinha rs

Eu jamais serei do FUCDC .EU SOU CFUCDC

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Ramsés LL , realmente é um conto e tanto .

Esse conto mostra muita coisa , oque fazer e oque nao fazer ao adentrar em "mundos" que nao sao os que vivemos .

Seja sado ou liberal ou tantos outros , a intenção era vingança e no meio do caminho deu oque deu , agora querendo sair viu que estao sem saída pq estao sendo chamtageados .

Tudo aquilo q nao estamos acostumados se for adentrar tem q ter muita conversa , companheirismo e cumplicidade .

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esse conto ta tenso...muito tensooo!!

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Doda você ainda não entendeu né kkkkkkk. Fica negando fazer parte do FUCDC, mas cada vez que você interagem aom a gente em cada resposta sua, em cada participação BRILHANTE sua mais FUCDC você se torna, pare de se debater e se renda kkkkkkkkkkkk

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O fetiche de Clododa é levar xapuletada da gente!!

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Oxi como diz a outra deusa yara rs .

Na verdade eu fico com pena de vcs q tentam trazer mais gente pro FUCDC e memso assim nao acertam uma .

Kkkk

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Acertamos um monte sei doidinho!!

Acertamos a gaiolinha e to com esperanças ainda de aparecer uma masmorra.

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Ele já está dentro e nem percebeu

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Percebeu sim!! Só fica fazendo graça!! kkkkkk

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To dentro ne kikada la ele kkkkk

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Como fala o Sensatez para o Cortêz.

Saído armário Doda e assume

Rsrsrsrsrss

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Esse Doda é um caso a ser estudado pela SINA. É uma anomalia da Matrix!

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Nada me tira a ideia de que DB esta dopando a Luma desde a transa com o Jermaine.

Acho que no final isso possa vir a der comprovado por Dr.Galeano, afinal a filha dele é médica né.

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Mark do Céu!!

Pesou a mão. Ta dentro do que vc prometeu, pior ia piorar muito!

To gostando muito do caminhar do conto.

Acertei a gaiolinha!!

E Zanon, agora sim foi estupro, tano de Luma quanto de Cortez!

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Não sei que falou antes....

Ele foi enjaulado agora só falta ser enrabado...kkkk

Resumo da terapia....

"eu nunca gozei desse jeito na vida".

"Cortez vc é cúmplice do dom"

Sem nenhuma grande revelação...o negócio da irmã dela nem foi considerado.

Sinceramente eles tiveram muito tempo para conversar e pensar...eles não sabiam que o cara iria usar as filmagens??? Sério???

Enfim...a mulher goza satisfeita...

O cara carrega mais culpa e é enjaulado.

Ela não fala o que precisa falar.

O resumo do amigo diz tudo...

Simplesmente não dá.

Que comecem a passada de pano...quer dizer, as críticas positivas.

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Desculpa mas eu me recuso a acreditar que um fetiche é tão poderoso assim.

Vc perder toda a racionalidade desse jeito...ela sentir prazer com isso depois de tudo que aconteceu, COM O CARA QUE ELA ACHA SER RESPONSÁVEL PELA OERDA DA IRMA....o cara que está DESTRUINRO O MARIDO E O CASAMENTO.

Mas o que é incompreensível é o cara....sério...

Já está perdendo QQ tipo de bom senso inclusive...o fetiche é algo tão poderoso assim??? Alguém colocaria em risco a família por um fetiche??? Risco mesmo...pq esse cara é perigoso e só tende a piorar...

Enfim...eu vou parar de ler pq sinceramente tá me causando só ansiedade...o Mark conseguiu, com toda sua genialidade, fazer a história mais repulsiva do Cdc...pelo menos, entre os melhores autores da casa.

E não tenho nada de moralista...mas não dá...

Nem pela história, mas pelos personagens...suas reações...não tem um que se salve.

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Mas Manfi, nessa situação desse capitulo, eles foram chantegeados e coagidos por DB que se mostrou o vilão que ele é.

Cortez viu os comprimidos que os negões usaram, não seria correto afirmar que Luma tbm ingeriu um potente estimulante?

O conto ja era pesado e agora ficou 1 tonelada mais pesado sim. Mas Mark ja tinha avisado lá no começo que quem não tivesse stomago que parasse de ler.

Não to passando pano, mas ele avisou. Eu vou continuar com muito interesse, não por eu se sádico, o que não sou de forma alguma, tanto que meus contos preferidos aqui são estórias de amor!

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Fui eu que disse que ele iria ser enrrabado. E só não pagou boquete agora porque a Luma salvou ele, mas na próxima ele nao escapa.

Em relação a consulta. Como eu previa ela não contou tudo, continua escondendo coisas. As explicações e os diagnósticos do Dr. Galeano não tenho como aferir pois não sou da área, mas de qualquer forma acredito que para o texto são aceitáveis, e mostra que se essa dinâmica tivesse sido realizado por pessoas saudáveis(o Dom é bandido, não conta) eles poderiam estar aproveitando muito e bem felizes mas da forma que está existem pequenos momentos irrisórios de prazer por muito sofrimento e dor por parte dos dois.

Acredito que agora indo para o final só vai restar duas opções. O fim do Dom ou o Fim deles.

Eu simplesmente já de alguma forma teria matado o Dom, e iria feliz pra cadeia.

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Amigo Kiquinho, me dou por satisfeito com a parte do Dr Galeano, tanto que disse lá atrás que o Mark e a Nanda iriam entrar no conto e no final pode ter certeza que eles irão aparecer.

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Não dá, Mark.

Não dá.

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