Eu tava ali, fudendo com gosto, sem dó, e a cama parecia que ia quebrar no meio. A Vanessa jogava a cabeça pra trás, com o cabelo todo colado na testa de tanto suor, cravando as unhas no meu braço.
— Caralho, Rafa... Gostoso demais, porra! — ela mandou, com a voz toda tesuda, gemendo alto na minha cara.
Eu dei uma segurada no quadril dela, travando a ela na cama, e meti mais fundo, olhando bem no olho dela.
— Fala, Vanessa... Quem é que tá te comendo? Fala! — eu mandei, com a respiração cortada, o peito subindo e descendo.
— É você, meu amor... Puta que pariu, só você! — ela respondeu, rebolando contra mim, subindo o quadril com força pra encaixar tudo. — Esfola, Rafa! Me racha no meio!
Eu dei um tapa estalado na bunda dela que ficou a marca dos meus dedos na pele branquinha.
— E os caras do bar, hein? Aqueles desgraçados babando por você, querendo essa bunda e essa buceta... O que eles iam falar se vissem você gemendo desse jeito na minha mão?
A Vanessa deu um gemido comprido, revirando os olhos azuis, parecendo que ia enlouquecer com a safadeza.
— Que se fodam eles! — ela gritou, agarrando meu pescoço e me puxando pra baixo. — Deixa os otários babarem na academia, deixa o bar inteiro olhar... Aqueles trouxas só olham, mas é você que me joga na cama e me arregaça desse jeito! Fode com força, porra!
— Você é minha puta, Vanessa! A cidade inteira quer, mas só eu tenho! — eu joguei na cara dela, sentindo o sangue ferver na veia.
— Sou sua puta, Rafa! Sou mesmo! Vai, não para, me come com raiva! — ela implorou, choramingando de tesão, jogando as duas pernas por cima do meu ombro pra eu entrar ainda mais fundo.
Aí eu perdi o rumo de vez. Comecei a meter sem parar, rápido e bruto, ouvindo o barulho da nossa pele batendo e ela gritando meu nome alto, largada no colchão, completamente entregue pro magrelo que os caras da cidade achavam que era otário.
A Vanessa estava completamente entregue, com as pernas jogadas por cima dos meus ombros, o corpo inteiro tremendo e a pele branquinha cheia de suor. Eu sentia que estava no meu limite, o pau latejando dentro dela, preso daquele jeito que parecia que a buceta dela estava engolindo tudo.
— Vou gozar, Vanessa... Puta que pariu, vou jogar tudo aí dentro! — eu joguei as palavras na cara dela, com a voz toda rouca, sentindo o do olho tremer.
— Goza, Rafa! Goza dentro amor, enche minha buceta! — ela gritou, e na mesma hora o corpo dela travou num espasmo violento.
A buceta dela começou a piscar e a morder meu pau com uma força absurda. A Vanessa entrou num orgasmo tão violento que o peito dela subia e descia alto; ela começou a chorar de tanto tesão, as lágrimas escorrendo pelo rosto todo suado, soltando uns gritos abafados no travesseiro. Ver ela chorando daquele jeito, totalmente descontrolada, foi o gatilho. Eu dei as últimas três metidas mais fundas que consegui e descarreguei tudo lá dentro, sentindo meu pau pulsar forte enquanto despejava jatos e jatos bem fundo nela.
Eu caí pro lado na cama, com o peito subindo e descendo, o coração parecendo que ia rasgar a pele. A Vanessa continuou ali, de perna aberta, chorando baixinho, com aquela cara de quem tinha sido atropelada por um caminhão de prazer.
Mas o que rolou na minha cabeça naquele momento foi uma parada bizarra. O pós-gozo de sempre não veio. Em vez de relaxar, eu senti uma descarga de adrenalina que quase me deu tontura. Era um tesão diferente de tudo que eu já tinha experimentado na vida. Não era só o prazer da foda. Era um fogo torto, uma queimação no peito misturada com a imagem da cidade inteira cobiçando ela e eu ali, gozando dentro da mulher que todo mundo queria comer. Era o tal do "tesão de corno", uma parada que eu sempre achei que era loucura ou coisa de cara otário, mas que agora estava fazendo meu sangue ferver de um jeito assustador e gostoso ao mesmo tempo.
A Vanessa foi se recuperando aos poucos, limpando o rosto. Ela se arrastou da cama com as pernas bambas, pegou a toalha e foi pro banheiro tomar banho. Assim que ouvi o barulho do chuveiro ligando, a minha cabeça começou a martelar.
Eu peguei o celular de cima do criado-mudo correndo, com a mão ainda meio trêmula de suor. Abri a aba anônima do navegador e mudei a minha busca. Eu precisava entender que porra era aquela que eu estava sentindo. Digitei direto na barra de pesquisa: "fetiche em ver a esposa com outros" e "tesão em saber que querem minha mulher". Queria saber se eu estava ficando maluco ou se tinha mais gente que passava por aquela loucura.
Na tela do celular, começou a aparecer um monte de palavra esquisita que eu nunca tinha ouvido falar. Termos em inglês como cuckold, hotwife e voyeur. Mas, tirando os nomes difíceis, a explicação era exatamente o que estava rolando na minha cabeça.
O negócio dizia que era muito comum homem sentir um tesão inexplicável quando via que a mulher chamava a atenção de outros caras. Tinha relato de um monte de marido dizendo que o casamento deles na verdade tinha virado outro depois que eles começaram a deixar a mulher sair com roupa curta para os outros marmanjos babarem. Teve um cara que escreveu num fórum bem assim: "Ver os caras desejando o que é seu dá uma sensação de poder e um fogo que nenhuma foda normal consegue dar".
Eu lia aquilo com os olhos arregalados, o pau já começando a dar sinal de vida de novo só de ver que eu não era o único maluco do mundo. Era exatamente aquilo. O tal fetiche de corno não era sobre ser otário; era sobre gostar daquela humilhação gostosa de ver a cidade inteira querendo comer a sua mulher, sabendo que no final das contas era você que estava ali comendo ela.
Nisso, o barulho do chuveiro parou. Eu bloquei o celular joguei o aparelho de volta na cama, disfarçando, com o coração parecendo uma britadeira.
A porta do banheiro abriu e a Vanessa saiu de lá de dentro, só de toalha enrolada no corpo, com o cabelo molhado. A pele dela estava bem branquinha por causa do banho quente, e as pernas grossas ainda pareciam meio trêmulas. Ela me olhou meio sem jeito, com aquele olhão azul, lembrando das putarias que tinha gritado minutos atrás.
— Rafa... — ela falou baixinho, segurando a toalha no peito. — Você tá muito quieto. Tá pensando em quê?
Eu olhei pro corpo dela, pro desenho da bunda empinada debaixo da toalha, e engoli seco. A minha cabeça já estava maquinando o próximo final de semana na academia e no bar.
— Tô pensando na segunda-feira, Vanessa — falei, com a voz meio rouca, sem tirar o olho dela. — Naquela sua calça de academia cinza, aquela bem colada que desenha tudo. Segunda-feira você vai com ela. E eu vou ficar de longe, só vendo os caras quebrarem o pescoço olhando pra você.
A Vanessa parou no meio do quarto, com a boca meio aberta, olhando para mim como se não estivesse acreditando no que eu tinha acabado de falar. O rosto dela ficou vermelho de novo, mas os olhos azuis brilharam de um jeito bem sacana.
— Aquela cinza, Rafa? Mas aquela calça entra até na alma, marca tudo quando eu faço agachamento... — ela soltou, com uma voz bem mansa, dando um sorrisinho de canto. — Os caras lá da academia já ficam me cercando quando eu tô com ela. O professor mesmo vive inventando desculpa para corrigir minha postura e dar um toque na minha cintura.
Ouvir aquilo fez meu sangue dar um solavanco nas veias. O pau, que já estava acordando, ficou duro que parecia uma pedra na hora. Pensar no bombadão da academia encostando nela, querendo dar o bote, me deu aquele fogo.
— Pois é, vai com ela mesma — eu disse, sentando na cama e olhando bem na cara dela. — Quero ver você agachando com aquela calça enfiada na bunda, e quero ver a cara de babaca daquele instrutor olhando. E você vai fingir que não tá vendo nada, mas vai rebolar bem na frente deles.
A Vanessa soltou um suspiro fundo, e a toalha dela deu uma afrouxada no peito, deixando o começo do bico do peito para fora. Ela deu dois passos na minha direção, bem devagar, rebolando aquele bumbum gostoso.
— Você tá muito safado, Rafael... Eu nunca te vi assim — ela sussurrou, subindo na cama de joelhos, vindo na minha direção que nem uma gata. — Mas quer saber? Eu achei gostoso demais. Me deu um calor ver você me comendo com tanta raiva por causa dos caras do bar.
— Então se prepara, porque agora vai ser assim — eu falei, agarrando a cintura dela por cima da toalha e puxando o corpo dela para cima do meu. — Você vai andar gostosa desse jeito na rua para todo mundo querer comer com os olhos, e de noite quem vai te arregaçar sou eu.
Ela largou a toalha no chão, ficando peladinha na minha frente, com o corpo todo cheiroso do banho, e sentou por cima do meu pau duro, soltando um gemido daqueles bem rasgados de novo. A gente nem dormiu aquela noite; o tal fetiche tinha virado nossa cabeça do avesso.
Na segunda-feira de noite, a gente já estava no quarto se arrumando para ir malhar. A Vanessa pegou a calça cinza da gaveta e vestiu. Bicho, o negócio era um absurdo. A calça colava de um jeito que desenhava cada centímetro da bunda dela, marcava a mudancinha que a academia tinha feito e subia bem apertada na cintura fina. Ela botou um top preto que deixava a barriga toda de fora.
Ela se olhou no espelho do guarda-roupa, deu uma virada de lado, empinando o rabo, e me olhou meio encabulada pelo reflexo.
— Rafa... não tá demais não? Olhando assim, parece que eu tô pelada. Vai todo mundo ficar olhando torto, as mulheres vão falar mal e os caras vão faltar babar.
Eu cheguei por trás dela, colando meu corpo no dela, e apertei aquela bunda com as duas mãos, sentindo a calça esticar no meu dedo.
— Mas é para olhar mesmo, Vanessa. É exatamente isso que eu quero — falei no ouvido dela, sentindo o cheiro do cabelo dela. — Você tá gostosa demais. Esquece as mulheres, deixa elas morrerem de inveja. E os caras? Deixa os desgraçados sofrerem olhando o que eles nunca vão ter.
— Mas e se algum cara vier de gracinha, Rafa? Você não vai arrumar briga? — ela perguntou, virando o rosto de leve para me olhar.
— Não vou. Eu vou é rir da cara deles. Quero que você vá lá para dentro e faça o seu treino normal. Na hora de fazer aquele agachamento na barra, você vai ficar bem de costas para a área onde os caras pegam peso livre. Deixa o instrutor bombadão vir dar em cima, deixa ele inventar conversa. Você só dá corda, sorri, finge que é simpática, mas deixa o cara doido.
A Vanessa engoliu em seco, olhando para o próprio corpo no espelho, e deu para ver o peito dela subindo e descendo mais rápido. O tesão daquela conversa já estava pegando nela também.
— Você tem certeza, Rafa? Não vai ficar com ciúme na hora e quebrar a academia?
— O meu ciúme agora é o meu tesão, Vanessa. Ver aqueles marmanjos sofrendo por você na minha frente vai me deixar louco para te pegar em casa. E não vai ser só na academia não. No próximo final de semana, a gente vai no mercado no meio do dia, e você vai com aquele shortinho jeans bem curto, aquele que desfiado na barra. Quero a cidade inteira sabendo a mulher que eu tenho em casa.
Ela deu um sorrisinho sacana, aquele mesmo sorriso daquela noite na cama, e se virou de frente para mim, me dando um selinho molhado.
— Você é muito safado, Rafael... Tá bom, eu vou fazer o que você quer. Mas você vai ter que aguentar o tranco de noite, porque eu vou voltar daquela academia pegando fogo.
— Pode deixar comigo — falei, pegando a chave do carro. — Vamos logo, que eu quero ver o show.
Quando chegamos na academia, o estacionamento estava lotado. Eu já estava com o pau meio acordado dentro da calça, só de imaginar a cena que ia rolar lá dentro. Mas antes de abrir a porta do carro, a Vanessa segurou o meu braço com força. Eu olhei para ela, e os olhos azuis dela estavam brilhando de um jeito diferente, sério, mas com uma malícia que me fez congelar no banco.
— Rafa, para o carro um minuto. A gente precisa conversar antes de entrar — ela falou, a voz saindo mansa, mas bem firme.
— O que foi, Vanessa? Tá com medo dos caras olharem? Eu já te falei que...
— Não é isso, Rafael — ela me cortou, dando um sorriso de canto, me olhando bem no fundo do olho. — Eu sei de tudo.
Meu coração deu um solavanco que pareceu que ia sair pela boca.
— Sabe de quê? — gaguejei, sentindo um suor frio descer pela nuca.
— Sabe ontem a noite depois do bar, que eu fui tomar banho? — ela começou, se inclinando na minha direção, o top preto deixando o peito bem perto do meu braço. — Eu saí do banheiro e você mudou de assunto rápido, jogou o celular na cama. No dia seguinte, eu peguei seu telefone para ver uma receita e você tinha esquecido de fechar a aba. Estava lá, no modo anônimo, mas você não fechou a página. Eu li tudo, Rafa. Li sobre esse fetiche de cuckold, sobre o tesão de corno, sobre marido que gosta de ver os outros de olho na esposa.
Eu fiquei sem ar. A vergonha subiu na minha cara na hora, meu rosto pegou fogo. Eu achei que ela ia me achar um lixo, um doente, que ia querer ir embora dali e terminar tudo. Tentei abrir a boca para me explicar, mas não saía nada.
A Vanessa viu meu desespero, deu uma risadinha gostosa e passou a mão de leve na minha coxa, bem perto do meu pau, que latejou na hora.
— Não precisa ficar com vergonha não, meu amor — ela sussurrou, colando o rosto no meu pescoço, o bafo quente me arrepiando inteiro. — No começo eu achei estranho, mas depois que a gente fodeu daquele jeito, eu comecei a pensar. E agora você me pedindo para usar essa calça colada, para rebolar na frente dos caras, para deixar o instrutor encostar...
Ela deu uma pausa, olhou bem na minha cara com aquela maldade pura e jogou a bomba que fez minha cabeça explodir:
— Será, amor... que você quer ver alguém me comendo? Você quer me ver de quatro na cama com outro cara bem na sua frente, enquanto você assiste tudo e bate uma olhando?
A pergunta dela entrou no meu ouvido como uma facada de tesão. Minha boca secou na hora, as mãos começaram a tremer no volante do carro e o pau ficou tão duro que chegou a doer dentro da calça. Eu olhei para a Vanessa, e aquela menina certinha tinha sumido; na minha frente estava uma mulher com os olhos azuis faiscando de safadeza, esperando a minha resposta.
— Caralho, Vanessa... — eu soltei, a voz quase não saindo, rouca de tanto fogo. — Você tá maluca?
— Não tô maluca não, Rafa. Tô vendo a sua cara agora — ela disse, dando uma risadinha sacana e apertando meu pau por cima da calça, sentindo o meu pau latejar. — Olha como você ficou só de eu falar isso. Você tá que nem uma pedra. Fala a verdade para mim, vai... É isso que você quer? Você quer ver outro cara me comendo enquanto você olha de camarote?
Eu engoli o resto de vergonha que eu tinha. Não dava mais para mentir. A minha própria mulher tinha descoberto a minha mente perversa e, em vez de me largar, estava me instigando.
— É, porra... É isso sim — confessei de uma vez, olhando bem na boca dela, o suor descendo na minha testa. — Pensar na cidade inteira querendo te comer já me deixa louco. Mas imaginar você na nossa cama, de quatro, dando para outro cara bem na minha frente, enquanto eu fico no canto vendo o rabo da minha mulher apanhar de outro... Puta que pariu, Vanessa! Isso me dá um tesão que eu nunca senti na porra da minha vida. Eu sinto um fogo que parece que vou morrer.
A Vanessa deu um suspiro fundo, a calça cinza colada esticando na bunda enquanto ela se ajeitava no banco, com o peito subindo e descendo bem rápido por causa do top apertado.
— Pois então vamos entrar naquela academia agora, Rafael — ela falou, com a voz bem baixa, tirando a mão da minha calça e abrindo a porta do carro. — Eu vou usar essa calça cinza e vou rebolar a minha bunda na cara de todo mundo. Vamos ver se você aguenta o tranco de ver os caras babando e encostando em mim, para depois a gente planejar o resto.
Ela desceu do carro, e eu fiquei um segundo ali, recuperando o fôlego e olhando aquela bunda gigante desenhada na calça cinza andar em direção à porta da academia. Eu fechei o carro correndo e fui atrás, sabendo que a minha vida de casado tinha mudado de rumo para sempre.
Quando a gente pisou na recepção da academia, parecia que todo mundo tinha parado para olhar. A calça cinza da Vanessa era uma apelação total: entrava na bunda e deixava o rabo dela parecendo duas melancias de tão apertado. O top preto mostrava a barriguinha sarada e as costas todas de fora.
Eu andava logo atrás, com o pau quase estourando o zíper, olhando para os lados. O cara da recepção, um moleque de boné, ficou com o olho cravado na bunda dela até a gente passar da catraca. Eu olhei para ele e dei um sorriso de canto. O moleque ficou vermelho, sem saber onde enfiar a cara.
A Vanessa foi direto para a área dos pesos livres, onde ficava a marombada. Ela pegou dois halterzinhos e começou a fazer agachamento, bem na frente do espelho, mas com a bunda virada para o povão. Bicho, cada vez que ela descia, aquela calça cinza esticava tanto que parecia que ia rasgar no meio. Dava para ver o desenho perfeito da calcinha dela.
Não demorou dois minutos e os caras começaram a cercar. Tinha um bombadão de regata cavada fazendo rosca direta que largou o peso no chão só para ficar fingindo que estava descansando, mas de olho na bunda da Vanessa. As veias do pescoço do cara saltavam olhando ela descer.
Aí veio o instrutor. Aquele mesmo bombadão que ela tinha falado. O cara chegou todo cheio de marra, com uma prancheta na mão.
— Oi, Vanessa. Tudo bem? Deixa eu te dar uma força aqui, acho que a sua postura tá meio torta — o cara falou, com aquela voz mansa de quem quer dar o bote.
Ele largou a prancheta no banco e se posicionou bem atrás dela. O cara deu um passo à frente e espalmou as duas mãos na cintura da Vanessa, fingindo que estava ajeitando o corpo dela. Eu estava de longe, encostado num aparelho de perna, vendo tudo. Meu peito queimava de uma mistura de raiva com um tesão tão violento que eu comecei a suar frio. O cara estava tocando na minha mulher, com o pau dele quase encostando na bunda dela.
A Vanessa olhou para mim pelo espelho. Os olhos azuis dela estavam bem abertos, com aquela malícia pura. Ela não tirou as mãos do cara; pelo contrário, deu uma jogada de quadril para o lado, rebolando de leve contra a mão do instrutor, e deu um sorrisinho para ele.
— Assim tá melhor, professor? — ela perguntou, com a voz bem manhosa.
— Tá... tá perfeito assim... — o bombadão gaguejou, com a cara de quem não estava acreditando na moleza que estava recebendo. Ele apertou os dedos na cintura dela um pouco mais forte, olhando direto para o decote do top dela por cima.
Eu apertei o ferro do aparelho que eu estava segurando com tanta força que os nós dos meus dedos ficaram brancos. O bar inteiro querendo ela no sábado já tinha sido foda, mas ver aquele marmanjo encostando nela na minha frente, e ver ela dando corda, me deu o maior tesão da minha vida. Minha cabeça foi direto para a pergunta que ela fez no carro: "Você quer ver outro cara me comendo?". Olhando aquela cena, a resposta na minha mente era um sim bem grande e bem sujo.
