A segunda ovelhinha do rebanho do pastor Everaldo que desvirtuei foi Miriam, a regente do coral de voz celestial e aparência de anjo que passara a vida abafando uma promiscuidade contida sob as saias da igreja.
Eu só queria devorar cada centímetro do corpo de Miriam e gozar naquele rostinho angelical. Mas confesso que fiquei encantado pela garota e por sua história, por isso me coloquei como o grande incentivador de seus sonhos de fama. Ela sempre quis ser cantora, mas nunca teve a coragem de dar o primeiro passo sozinha. Então, fiz o possível para ajuda-la.
Foi por puro impulso que a levei àquele karaokê onde eu sabia que circulavam caça-talentos, achando que eu seria o único mentor guiando seus passos. Um tiro que saiu totalmente pela culatra. O erro foi cruzar o caminho de Lilian. A empresária fonográfica e dona do estabelecimento. Quando ela bateu os olhos na ovelha perdida, logo quis fincar as garras na garota, passando a disputar cada centímetro da atenção de Miriam comigo. Deslumbrada com a postura magnética da mulher e com a possibilidade imediata de fama, Miriam logo se entregou aos encantos da empresária. Se participei de tudo que aconteceudepois, foi muito mais por insistência de Miriam — que por insegurança exigiu que eu não ficasse de fora — do que por qualquer vontade de Lilian, que a princípio me queria bem longe dali.
Dias depois, a tensão dessa disputa nos levou à imponente cobertura de Lilian para que Miriam assinasse o contrato com a agência dela.
A cobertura, empoleirada no topo daquela torre de vidro e concreto, cheirava a patchouli misturado ao suor frio de quem finalmente alcançava o abismo que tanto desejava. A cidade lá embaixo brilhava como um mar de chips eletrônicos inúteis, mas o verdadeiro espetáculo estava bem na sala de estar: Miriam, girando em círculos com uma taça de cristal entre os dedos. Os olhos azuis arregalados varrendo o pé-direito duplo, enquanto absorvia a grandiosidade e o luxo intimidador daquele cenário que passara a vida idealizando para a sua carreira. Ela mexia nos cabelos, sacudindo a cabeça a cada passo enquanto os cachos dourados chicoteavam a nuca. O vestidinho branco de tecido leve tentava disfarçar a tremedeira dos joelhos, mas a silhueta em ampulheta — os quadris largos desenhados pelo corte justo e a cintura fina implorando por uma palmada — revelava o fogo que ela por tanto tempo tentou abafar com os louvores da igreja.
Enfim, ela parecia uma criatura divina perdida no inferno.
— Gente... isso aqui parece capa de revista de arquitetura — ela soltou, a voz modulada, doce e melodiosa que o coral tanto aplaudia saindo agora em um tom rápido e misturado a gírias modernas. — Tipo, eu tô chocada com essa vista. Dá pra ver a cidade inteira!
Eu observava da penumbra, escorado na bancada de quartzo, preocupado com o quão fácil era manipular aquela ovelha desorientada.
— Ela é fascinante — Lilian disse de repente, olhando de soslaio para mim, a voz carregada de um veneno elegante. — Essa inocência toda... essa carinha de anjo borralheiro que quer virar popstar.
Lilian parou a poucos centímetros de mim, avaliando-me com a precisão fria de quem negocia uma obra de arte rara no mercado negro. O terninho preto de alfaitaria, cortado com uma precisão cirúrgica e impecavelmente ajustado ao corpo, desenhava cada curva de sua silhueta esbelta, sem deixar margem para vestígios de blusa ou linho por baixo — revelando apenas a fenda profunda do decote aberto até o esterno, onde a pele clara e polida subia e descia ao ritmo de uma respiração lenta e calculada. Um sorriso sutil, predatório e vitorioso curvou seus lábios finos e perfeitamente delineados, enquanto o aroma de baunilha suave e loção cítrica que exalava dela se misturava ao cheiro de riqueza intocada.
— Mas é um desperdício monstruoso o tempo que ela perde com você — Lilian murmurou, inclinando a cabeça enquanto os olhos verdes mediam o meu reflexo na bancada de quartzo. — Devia ir embora de uma vez e deixar quem sabe o que faz cuidar dela.
— Ir embora? — Deixei escapar uma risada curta, empurrando o corpo para fora da bancada e fechando o espaço entre nós até que o aroma cítrico dela colasse na minha pele. — Logo agora que o show tá começando? Acha mesmo que vou largar uma presa tão fácil nas suas garras, Lilian?
Ela não recuou um centímetro. Pelo contrário, esticou o pescoço com insolência, a mandíbula travada enquanto o decote profundo do terninho roçava de leve no meu peito.
— Ela precisa de direção, Miguel, não de um parasita escorado nela — retrucou, a voz baixa pingando veneno puro. — Você só ensinou a garota a dar o primeiro passo; quem vai dar o resto do mundo a ela sou eu.
— Ela precisa de mim — sussurrei, descendo os olhos de propósito para a fenda aberta do paletó antes de voltar a encará-la nos olhos. — para evitar que pessoas como você se aproveitem da inocência dela.
Lilian soltou uma gargalhada curta e ácida, esticando a mão envernizada para cravar as unhas compridas bem no centro da minha gola, puxando-me para mais perto num puxão seco que quase rasgou o tecido.
— Inocência? — ela sibilou contra a minha orelha, o hálito quente queimando a pele, os olhos verdes faiscando de puro escárnio. — Estou te avisando: se vai insistir em ficar, não se atreva a me atrapalhar, moleque. Ou eu rasgo esse contrato antes mesmo da tinta secar e mando ela de volta chorando para o altar daquele pastor caipira.
— Se vai insistir em ficar, moleque, não se atreva a me atrapalhar. — ela sibilou contra a minha orelha, o hálito quente queimando a pele. — Ou eu rasgo esse contrato antes mesmo da tinta secar.
O golpe foi certeiro. Por mais que eu quisesse bancar o cínico, a ameaça de ver o projeto desmoronar e o sonho da garota escapar pelo ralo me atingiu em cheio. Senti o estômago apertar, mas disfarcei o calafrio travando a mandíbula, decidido a pagar para ver até onde ela teria coragem de ir.
Com um caminhar sinuoso e consciente de cada centímetro do próprio corpo esbelto e curvilíneo, Lilian cruzou a sala até a mesa de centro, pegando o tablet e estendendo o contrato para a garota assinar. Enquanto Lilian se inclinava sobre Miriam, instruindo com precisão exata onde a ponta dos dedos devia tocar a tela para registrar a assinatura, senti um arrepio gélido subir pela minha espinha — a cena inteira tinha o peso exato de uma inocente vendendo a alma de joelhos para uma criatura das sombras.
— Bem-vinda ao mundo real, minha estrela — Lilian ergueu a própria taça, sorrindo com um magnetismo assustador. — Um brinde ao seu futuro sucesso.
Assim que a assinatura do contrato foi digitalizada, a euforia contida de Miriam explodiu. Os olhos azuis nadavam em lágrimas de triunfo e alívio enquanto ela se voltava para mim, jogando os braços ao redor do meu pescoço com uma força desesperada.
— Miguel! Deu certo! Deu certo de verdade! — ela sussurrou contra o meu rosto, a voz trêmula de uma alegria genuína e febril. — Eu consegui! Se não fosse por você ter me tirado daquele coral, por ter me empurrado pra frente e me trazido até aqui... eu nunca teria saído do lugar. Muito obrigada, meu amor, muito obrigada por realizar o meu sonho!
— Eu te disse que você só precisava dar o primeiro passo, minha estrela — respondi, abrindo um sorriso cínico e puxando-a ainda mais colada ao meu corpo.
Miriam atirou-se contra a minha boca num beijo faminto que quase lhe faltou o ar, buscando o porto seguro do único homem que ela conhecia naquele mundo novo. Eu a segurei com força pela cintura, cravando os dedos na carne macia através do tecido leve, desfrutando do gosto doce de sua saliva misturado à adrenalina daquela conquista, soltando um riso abafado contra os lábios dela enquanto minhas mãos apertavam seus quadris largos contra o meu corpo já duro.
Eu deixei escapar um riso abafado contra a boca dela, retribuindo com a frieza possessiva de quem domina o terreno, apertando de leve a sua cintura fina. Lilian assistiu à cena inteira com os olhos verdes brilhando de puro tesão analítico e um sorriso deliciosamente sutil nos lábios.
Assim que nos afastamos — Miriam com a respiração um pouco curta e as bochechas tingidas de uma pálida rosada febril —, Lilian deslizou pelo espaço com passos de gata. Ela invadiu o espaço pessoal de Miriam, inclinou a cabeça para o lado e lançou o bote com aquela voz mansa e venenosa:
— Você beija bem, meu anjo... Mas me diga uma coisa: você não acha que a mulher que vai patrocinar o seu primeiro álbum também merece um beijo de agradecimento? Ou só o cafajeste do Miguel merece?
E aí estava o preço pela fama. O contrato mal havia acabado de ser assinado e Lilian já vinha cobrar a primeira parcela à vista.
— Oh... meu Deus... eu... eu não sei se... — ela gaguejou, a postura insegura voltando à tona, as mãos tateando nervosamente o próprio decote.
Miriam hesitou, o corpo travado no meio do caminho entre mim e a empresária. Mas eu conhecia aquela ovelha bem demais para cair na ilusão de que o remorso dela vinha de pudores religiosos ou do tabu de beijar outra mulher; aquela barreira de inocência já havia desabado há muito tempo, e nós três já havíamos cruzado essa linha antes.
— Eu... eu não sei... o Miguel... — Miriam gaguejou, os olhos azuis alternando um pedido de desculpas mudo entre mim e a dona da casa.
Eu sabia muito bem o que se passava na cabeça dela: Miriam estava doida para fincar os lábios em Lilian de novo, fascinada pelo poder e pela promessa de validação que a empresária representava. A verdadeira hesitação ali era por minha causa. Ela tinha medo de me magoar, de parecer ingrata com quem a tirara do coral e lhe estendera a mão primeiro.
Lilian, contudo, não tinha a menor intenção de recuar. Com um sorriso felino e perverso, ela ignorou a garota e deslizou na minha direção como uma gata de rapina. Parou a poucos centímetros de mim, erguendo o rosto com insolência, enquanto a mão longa e envernizada começava a desenhar círculos lentos e pesados sobre o meu peito, descendo pelo tecido da camisa.
— Deixa a garota se divertir, Miguel... — Lilian sussurrou, a voz aveludada raspando na minha pele, pausada e quebrada em uma malícia calculada.
Olhei para Miriam. Ela nos observava com a respiração curta e com os olhos dilatados, pingando de vontade.
— ...você sabe que vai adorar... — Lilian continuou, os lábios roçando perigosamente nos meus, a cada sílaba encurtando a distância. — ...nos ver juntas de novo...
Por que lutar contra o inevitável se o seu próprio pau já está latejando só de imaginar as duas se devorando de novo?
A empresária deslizou a mão da minha nuca e desceu de vez, contornando o meu quadril até fechar os dedos com força ao redor do meu membro já rígido por cima da calça, apertando-o com uma possessividade deliberada.
— ...você também pode participar... — Lilian sussurrou o último fragmento, colando sua boca na minha enquanto exercia uma pressão firme e provocante na minha ereção.
Touché! O velho "se não pode com eles, junte-se a eles" em ação. É o que restou pra mim. Minha mandíbula travou, mas a resistência desabou de vez.
Antes que eu pudesse responder ou erguer qualquer barreira, Lilian reduziu a última gota de espaço entre nós. Ela grudou os lábios nos meus em um beijo estritamente protocolar — frio, seco e calculado, longe da fúria dos nossos beijos habituais, mas carregado de uma intenção magnética brutal. Era apenas a isca perfeita, o sinal verde que Miriam precisava para parar de hesitar e se lançar de vez ao mar.
E funcionou perfeitamente. Antes mesmo que o gosto do vinho seco de Lilian sumisse da minha boca, a empresária recuou um passo, quebrou o contato comigo e imediatamente puxou Miriam pelo braço, arrastando-a para o meio do espaço, bem diante de nós.
— Venha cá, minha estrela — Lilian murmurou, a voz grave e aveludada pingando um charme irresistível enquanto erguia a mão com unhas longas e adornadas para segurar firmemente o queixo de Miriam, forçando-a a erguer o rosto.
Com os olhos azuis dilatados pela febre da antecipação e a respiração presa na garganta, Miriam inclinou o queixo, entregando-se por completo ao ritual. Ela soltou um arquejo esganiçado, o corpo inteiro estalando em um espasmo de rendição quando os lábios vermelhos de Lilian se cravaram nos seus. A falsa inocência da regente do coral desmoronou em segundos. As mãos trêmulas da garota, antes perdidas no ar, agarraram-se aos ombros da empresária com desespero, abrindo a boca com sofreguidão para aceitar a invasão da língua de Lilian num beijo úmido, profundo e sem pudores sob as luzes frias da cobertura.
Eu assistia a tudo de braços cruzados, sentindo o latejar pesado na calça, saboreando o espetáculo daquela corrupção meticulosamente planejada. O anjo de paróquia havia virado fumaça de vez; agora restava apenas a matéria-prima perfeita para os nossos caprichos.
Era um banquete visual e tátil: o batom vermelho-sangue de Lilian manchava os lábios finos de Miriam, borrando-se contra a pele pálida num contraste pornográfico. Eu via a língua hábil de Lilian invadir a boca da garota, sugando a saliva dela sem piedade, fazendo Miriam arquejar e soltar gemidos abafados que morriam direto na garganta da empresária. A silhueta de Miriam contorcia-se, os quadris se apertando contra o meu corpo enquanto o peito arfava sob o vestidinho branco, completamente entregue. Aquilo não era um simples beijo de agradecimento; era o selo definitivo de um pacto de sangue e carne.
O beijo entre as duas finalmente se desfez com um estalo úmido, deixando Miriam trêmula, com os lábios inchados, vermelhos e escorregandios de saliva e do batom carmim que agora cobria metade de seu rosto. Ela arquejava pesadamente, os olhos azuis perdidos em algum lugar entre o êxtase e a tontura, o corpo escorado contra o meu como se os próprios joelhos houvessem se recusado a continuar sustentando o peso daquela rendição.
Lilian não lhe deu tempo para recuperar o fôlego. Com um sorriso de predadora satisfeita, a empresária deslizou as mãos com firmeza pela cintura da garota, agarrando a barra do vestidinho branco e puxando-o de uma só vez para cima. O tecido leve voou, deixando Miriam completamente nua sob a luz fria da cobertura.
Eu observei cada centímetro daquela exposição. Sem o disfarce do tecido, o corpo de Miriam era um mapa de pecados recém-desenhados: a pele pálida e macia contrastava com o rubor febril que subia pelo pescoço, os quadris largos moldavam uma silhueta de ampulheta perfeita, e os pequenos seios empinados, coroados por mamilos já rígidos de expectativa, pareciam implorar por um toque.
Com um gesto imperativo, Lilian empurrou os ombros da garota, fazendo-a sentar de costas no sofá de camurça macia. Antes que Miriam pudesse ajeitar as pernas, Lilian já havia se ajoelhado no estofado entre elas, inclinado o tronco e abocanhado vorazmente o seio esquerdo da novata, sugando a carne com uma fome calculada que arrancou um gemido agudo e estrangulado da garganta de Miriam.
A garota arqueou as costas, tateando o ar com as mãos trêmulas até que seus olhos azuis, turvos de prazer, encontraram os meus. Em um gesto de rendição total, Miriam ergueu uma das mãos e fez um aceno sutil e urgente para mim, chamando-me para o centro da festa: o famoso sinal de "vem".
Um relance de contrariedade cruzou o rosto de Lilian, que interrompeu a sucção por um segundo, os olhos verdes faíscando de puro ciúme territorial ao perceber que a novata ainda dividia a atenção comigo. Mas a mim pouco importava a irritação da empresária. Dei um passo à frente, sorrindo com a soberba de quem não aceitava ficar de fora do banquete, e me pus de joelhos do outro lado do sofá.
Lilian voltou a morder o seio esquerdo, enquanto eu avancei sem hesitação sobre o direito, abocanhando a carne macia e endurecida. Éramos dois predadores absolutos devorando a angelical regente do coral, que já não tinha para onde fugir. Esmagada entre os nossos apetites, Miriam desmanchava-se ofegante, os dedos finos cravados violentamente em nossos cabelos, soltando gemidos entrecortados enquanto entregava o que restava de sua alma à nossa sanha.
Lilian não perdeu tempo com meias medidas. Deslizou pelo corpo de Miriam, traçando uma trilha de beijos molhados pelo abdômen plano, descendo pela cintura fina até alcançar a renda da calcinha. Com um puxão rápido e certeiro, eliminou a última barreira de tecido, revelando a vulva da jovem — intocada e brilhando de umidade sob a luz fria da cobertura.
A empresária não hesitou: enterrou o rosto na intimidade da novata, atacando com uma lambida profunda e voraz. Miriam soltou um grito estrangulado, as costas arqueando-se violentamente contra o estofado de camurça enquanto suas mãos agarravam os cabelos escuros de Lilian, puxando-a com desespero.
Eu também não perdi tempo. Com um puxão seco, desabotoei a calça e joguei meu pau para fora, duro e latejando de puro tesão. Aproximei-me do rosto de Miriam, que ainda tentava recuperar o fôlego entre os ataques de Lilian.
— Abre a boca — ordenei, com a voz baixa e imperativa.
Miriam obedeceu no mesmo instante, os olhos azuis dilatados e marejados de êxtase. Ela avançou faminta, engolindo a extensão do meu membro com avidez enquanto Lilian continuava a chupar sua boceta sem piedade por baixo. Ali, esmagada entre a loba e o cafajeste, a regente do coral coroava sua completa ruína em um festim duplo de submissão e carne.
Enquanto a boca de Miriam trabalhava avidamente no meu membro e Lilian se banqueteava com a intimidade da garota, nossos olhares se cruzaram por cima do corpo trêmulo da novata.
Lilian ergueu o rosto por um instante, a mandíbula travada e os lábios besuntados com os fluidos da garota. O verde de seus olhos faiscava em uma hostilidade áspera, desafiando-me pelo controle daquela presa, deixando claro que ela não dividia o trono com ninguém por caridade.
Retruquei com um sorriso cínico e a encaradi com a mesma aspereza, fincando os dedos na nuca de Miriam e ditando o ritmo das estocadas em sua boca, mostrando que a ovelha estava sob o meu domínio tanto quanto no dela. Eram dois predadores à mesa, digladiando em silêncio através do corpo exausto de uma Miriam totalmente rendida, que gemia sem saber a quem pertencer.
O ritmo frenético do quarto foi interrompido por um rosnado abafado de Lilian. Com os olhos verdes faiscando de ciúmes e posse, a empresária se ergueu da intimidade da garota, limpando os lábios com as costas da mão.
— Chega de exclusividade, Miguel — Lilian sibilou, a voz áspera cortando o ar em um tom de exigência inegociável. — Agora é a minha vez de ser recompensada.
Sem tirar os olhos de mim, Lilian começou a se despir com movimentos deliberados e felinos. Ela tirou o paletó de alfaiataria, a blusa de seda e, em segundos, desvencilhou-se da saia e da calcinha, ficando totalmente nua. A pele clara e impecável sob a luz da cobertura parecia uma provocação viva. Ela deu a volta no estofado, sentando-se na outra ponta do sofá de camurça, e abriu as pernas sem pudor. Enquanto deslizava dois dedos lentamente pelos próprios lábios úmidos, encarou a novata com um magnetismo predatório:
— Anda, minha estrela... venha chupar me chupar. Mostre para o Miguel quem é que manda de verdade aqui.
Miriam, com a respiração curta e o rosto corado pelo esforço, olhou de mim para a empresária. Dividida entre a minha ereção ainda pulsando em sua boca e o chamado irresistível de Lilian, a garota obedeceu ao novo comando: soltou o meu membro com relutância, deixou um rastro de saliva brilhante e rastejou pelo estofado, faminta por servir ao próximo alvo.
Enquanto Miriam rastejava pelo estofado e enterrava o rosto entre as pernas de Lilian, submetendo-se avidamente aos dedos e à carne da empresária, vi a oportunidade perfeita se escancarar diante de mim.
A garota estava de quatro, com os quadris empinados e as costas arqueadas, totalmente focada em satisfazer a nova dona. Sem hesitar, dei a volta por trás do sofá e me alinhei logo atrás dela.
Encaixei o quadril, posicionei o meu membro enrijecido contra a entrada úmida e quente e, com uma estocada firme e possessiva, penetrei Miriam de uma só vez.
Ela soltou um gemido estrangulado que se perdeu contra a boceta de Lilian, o corpo inteiro dando um solavanco violento com o impacto. Lilian, com os olhos verdes brilhando de um triunfo sádico, assistiu à cena inteira por cima do ombro da garota, abrindo um sorriso predatório enquanto os lábios de Miriam continuavam trabalhando febrilmente em sua intimidade. Ali, encurralada entre a ânsia da empresária e as minhas estocadas profundas, a ex-regente do coral desmanchava-se em um clímax de puro caos, servindo a dois mestres sem saber a quem pertencia.
A tensão entre nós cortava o ar com a precisão de uma lâmina. Enquanto os quadris de Miriam trabalhavam freneticamente entre Lilian e eu, nossos olhos se encontraram de novo, travando um duelo silencioso de puro ego e domínio. Nenhum de nós aceitava recuar um milímetro.
Com um sorriso desdenhoso, Lilian respondeu ao meu desafio fincando os dedos longos na nuca cacheada de Miriam e empurrando o rosto da garota com força contra sua própria virilha, forçando-a a um ritmo sufocante e submisso.
Em resposta à provocação, cravrei as mãos nos quadris largos da novata e intensifiquei as estocadas, batendo com força e velocidade, transformando cada investida em uma declaração de posse.
Aos poucos, o deslumbramento inicial e a euforia da fama evaporaram por completo. Presa entre o apetite predatório da empresária e a minha fúria mecânica, a grande estrela da noite deixou de ser protagonista de sua própria história; Miriam reduziu-se a uma mera coadjuvante trêmula, um campo de batalha descartável onde dois monstros mediam forças para ver quem devoraria o que restava dela primeiro.
A corda esticada ao limite finalmente rompeu. O corpo de Miriam travou em um espasmo violento, o orgasmo convulsionando a garota de uma só vez. Ela soltou um grito abafado contra a carne de Lilian, as pernas tremendo descontroladamente enquanto as paredes internas apertavam o meu membro com uma força espasmódica.
Vendo a garota desabar no ápice, Lilian não conteve o próprio frenesi. Soltando um gemido gutural, a empresária esfregou a vulva molhada e convulsionada diretamente contra a boca e o nariz de Miriam, esmagando o rosto da novata em sua própria umidade para forçar o seu próprio desfecho em um paroxismo de egoísmo e prazer.
Enquanto Miriam mal conseguia respirar, esmagada pelo peso do próprio gozo e pela sufocante dominação de Lilian, eu deixei de me importar com qualquer controle. Agarrei a cintura da garota com força brutal e desferi uma sequência de estocadas fundas, rápidas e implacáveis, descarregando todo o meu tesão e a minha fúria nas profundezas dela, até gozar em um espasmo quente e pesado que fez o corpo de Miriam estremecer mais uma vez sob o nosso comando duplo.
O silêncio que se seguiu na cobertura foi denso, pesado com o cheiro de suor, fluidos e a eletricidade estática de uma destruição consumada. Miriam jazia prostrada sobre o estofado de camurça, a respiração saindo em guinchos curtos e entrecortados, incapaz de erguer o próprio corpo. Os cachos dourados estavam grudados na testa suada, o batom carmim borrado pelo rosto inteiro e os lábios inchados, desprovidos de qualquer resquício daquela pureza que costumava enfeitiçar o coral.
Lilian ajeitou o cabelo com uma elegância blasé, recostando-se na outra ponta do sofá como quem acabara de apreciar uma obra de arte menor, enquanto eu abotoava a calça em silêncio, devolvendo o ar cínico à minha postura.
A ex-regente levou as mãos trêmulas ao peito nu, tateando o próprio corpo exausto antes de conseguir mover a mandíbula machucada. Com os olhos azuis ainda dilatados e perdidos no teto de vidro, ela soltou um riso seco, fraco e amargo, que mais parecia um soluço:
— Vocês... vocês acabaram comigo... — ela sussurrou, a voz melodiosa agora reduzida a um cacos de vidro arranhando a garganta.
Nenhum de nós dois se deu ao trabalho de responder. O contrato estava assinado, a alma vendida, e o rebanho, oficialmente se esvaindo.
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O objetivo desta série é entregar contos rápidos e antológicos para apresentar o universo de "O Mundo é Meu!" e os personagens que fazem parte dele, sem enrolação.
Mas a história completa vai muito mais fundo.
A verdadeira origem desse vício familiar, o relato cru e sem censura de como o Miguel perdeu a virgindade com a própria madrasta, e o envolvimento com as outras mulheres da família estão publicados com exclusividade no meu Privacy.
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• Saga Principal
• O Mundo é Meu! – Amor em Família: Prólogo
• O Mundo é Meu! – Amor em Família: Vol. I – A Madrasta
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• Série Derivada
• A Madrasta – Volume I: Quem Planta Colhe
• A Madrasta – Volume II: Paixão Desenfreada
• A Madrasta – Volume III: Desejo Por Um Fio
• A Madrasta – Volume IV: Em Nome do Pai
Descubra nos primeiros volumes como o Miguel perdeu a virgindade com a própria madrasta e conheça as outras mulheres da família que moldaram o apetite desse guri. O conteúdo é totalmente explícito e sem censura.
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