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Domada com Vara - Capítulo 8: Passeio de Carro

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Um conto erótico de Zur
Categoria: Heterossexual
Contém 1461 palavras
Data: 28/07/2026 11:38:33

O motor ronca baixo enquanto Damien dirige em silêncio.

Uma das mãos permanece no volante. A outra descansa relaxada sobre a marcha, como se esse fosse apenas um passeio comum.

Definitivamente não é.

O ar-condicionado sopra um vento frio que arrepia minha pele, ao invés de aliviar o calor parece só intensificar a minha angustia.

Pela terceira vez desde que entramos no carro, tento descobrir para onde ele está me levando.

"Damien... Fala logo pra onde a gente tá indo, vai..."

Ele nem desvia os olhos da rua.

"Você já vai saber."

Cruzo os braços e volto a encarar a janela.

O restante da viagem segue em silêncio. Os prédios passam borrados do lado de fora enquanto minha imaginação trabalha contra mim.

E se alguém nos vir?

E se encontrarmos alguém que me conheça?

E se encontrarmos alguém que conheça Jonas?

Cada nova possibilidade que considero parece ser pior que a anterior.

Depois de algum tempo, nos afastamos da região onde moro e entramos em uma área mais comercial da cidade.

É então que o carro desacelera.

Preciso encarar a fachada por alguns segundos para entender do que se trata.

Um sex shop.

Claro.

Vindo de Damien, tinha que ser algo assim.

"Vamos."

Damien já está saindo do carro.

O som seco da porta se fechando faz meu estômago apertar.

Solto um suspiro, ajeito os óculos escuros e verifico o coque pela última vez antes de criar coragem para descer.

Meu pulso está acelerado.

Damien já me espera ao lado do carro, oferecendo o braço para me ajudar.

Hesito por um instante, mas acabo aceitando.

Há algo irritantemente reconfortante em sentir seu braço forte sob minha mão.

Infelizmente, isso não faz meu nervosismo diminuir nem um pouco.

Mantendo a cabeça baixa, deixo que ele me conduza até a entrada enquanto faço o possível para não chamar atenção.

Ao passar pela porta, noto que o lugar está quase vazio. A única pessoa lá dentro é a vendedora. Uma mulher bonita, talvez alguns anos mais nova do que eu, de cabelos loiros bem claros e sorriso profissional, posicionada atrás de um balcão repleto de brinquedos diferenciados com formatos esquisitos.

Considero isso sorte. Pelo menos não há mais ninguém para me ver ali.

O ambiente também me surpreende. O ar é fresco, o perfume agradável e a decoração muito mais sofisticada do que eu esperava. Definitivamente o sex shop mais elegante em que já entrei.

Não que eu tenha entrado em muitos.

Damien me conduz diretamente até a atendente.

"Boa tarde, meu anjo."

Apenas meu olhar vai em direção a ele por trás dos óculos escuros.

Essas palavras doces já não me enganam mais.

Esse filho da puta está flertando com a garota na minha frente.

Ela parece sentir o efeito imediatamente. Um leve rubor surge em suas bochechas antes que responda com um sorriso profissional.

"Boa tarde. Posso ajudar?"

"Sim, linda. Preciso de uma gaiola de castidade."

Meu rosto vira para ele na mesma hora.

Sua calma simplesmente não combina com o absurdo que acabou de pedir.

Um frio percorre minha espinha.

Os olhos da atendente também parecem vacilar por um instante, mas ela se recupera rápido — certamente já está acostumada com pedidos assim.

"Certo..."

Sem perder a compostura, aponta para a vitrine logo abaixo dela.

"Essas são as gaiolas de castidade que eu tenho. É para você?"

Damien solta uma risada baixa e confiante.

"Não, minha linda. Não é."

Sem a menor discrição, sinto sua mão pousar na minha traseira e pressionar levemente.

"Qual é o tamanho do pau do corno, meu amor?"

Congelo.

Meu coração parece esquecer como se bate por um instante.

Então dispara.

Damien continua me encarando como se tivesse feito a pergunta mais normal do mundo.

Abro a boca para responder.

Nenhuma palavra sai.

Percebo a atendente lutando para manter a compostura.

Damien espera alguns segundos. Depois insiste:

"Meu amor?"

Seu tom continua natural e gentil.

"Aponte qual delas você acha que cabe no pau do seu marido."

Mesmo aflita, faço o possível para responder logo e acabar com aquilo.

O rosto queima.

Sinto as palmas das mãos úmidas enquanto examino as gaiolas expostas na vitrine. Todas parecem intimidadoras demais. Desconfortáveis demais.

Depois de alguns segundos, aponto para uma das menores.

"A-Acho que essa aqui…"

Damien sorri, os dentes brancos contrastando com a pele escura.

"Pequenininha assim, tem certeza?"

Apenas balanço a cabeça positivamente, mordendo o lábio para não cair dura de tanta vergonha.

"Eu vou levar. Embrulhe para presente por favor".

A garota pega a caixa sem esconder completamente o sorriso.

Enquanto ela prepara o embrulho vermelho, o som do papel sendo dobrado e alisado parece estranhamente alto no silêncio que se instala entre nós.

Eu só quero desaparecer.

A garota é habilidosa, mesmo assim o tempo parece não passar. Cada segundo diante daquele balcão dura uma eternidade.

Quando finalmente termina, Damien faz o pagamento, o som de um bip confirmando a compra.

Finalmente.

"Se eu precisar trocar, meu anjo? Como faço?"

Minha raiva sobe de novo, a atendente mantém o tom profissional.

"Bem... se o produto estiver na embalagem, é só trazer para trocar."

"Perfeito."

Damien pega uma caneta no bolso.

Antes mesmo que eu entenda o que está fazendo, já está escrevendo alguma coisa em um caderno ao lado do caixa. Evidentemente, sem pedir licença.

"Se descobrirmos que não vai servir, talvez eu precise que você me envie fotos dos outros modelos."

Ele termina de escrever e devolve o caderno dela.

"Esse é o meu telefone. Me mande uma mensagem quando puder."

A garota parece surpresa por um instante.

Depois baixa os olhos para o telefone anotado e sorri. Não exatamente um sorriso profissional.

Damien apenas pega o meu braço e se vira para sair.

Sou obrigada a segui-lo. As pernas ainda parecem moles enquanto atravessamos a loja.

Sei que essa garota vai ligar – o anel em volta do seu dedo anelar esquerdo não vai impedi-la.

O pior é perceber o quanto essa conclusão me incomoda.

Posso pertencer a Damien.

Mas Damien definitivamente não pertence a mim.

O ciúme vem acompanhado de um gosto amargo. Subindo pela minha garganta como bile.

Entro no carro aliviada por ninguém mais ter nos visto.

A sensação dura poucos segundos.

Assim que a porta se fecha, me viro para ele, espumando.

"Seu canalha desgraçado! Você estava flertando com aquela garota na minha frente?!"

Ele liga o motor sem demonstrar a menor preocupação.

"Não, meu amor. Só preciso das fotos caso eu tenha que trocar o produto."

Seu cinismo me faz revirar os olhos.

"O produto? Você acha mesmo que eu vou trancar o Jonas naquela coisa?"

"Acho."

A resposta vem imediata.

Simples.

Convicta.

Balanço a cabeça, impressionada com a sua arrogância.

O carro começa a deixar o estacionamento.

"E eu vou falar o quê? Entregar isso como presente de aniversário?"

"Se o aniversário dele for hoje, sim. Quero o corno trancado até amanhã."

Solto uma risada nervosa.

"Para de piada, Damien! Você sabe que eu não posso fazer isso!"

"Olha, isso é problema seu."

Sua voz continua tão tranquila quanto antes.

"Talvez devesse dizer que ele é corno e deve usar a gaiola porque você prefere o meu pau."

Bufo e viro o rosto para a janela.

O reflexo do meu rosto corado me encara de volta no vidro escurecido.

"Eu não vou fazer isso."

"Você vai."

Ele responde sem alterar o tom. Seco. Definitivo.

A resposta fica suspensa no ar por alguns segundos. Até que um som metálico corta o silêncio dentro do carro. Som de zíper sendo arrastado.

"Vem. Eu quero um boquete."

Viro o rosto para ele incrédula com sua audácia.

A calça está aberta. Sua protuberância volumosa chamativa sob a cueca.

"Você não pode estar falando sério."

Damien não responde.

Continua dirigindo de calças abertas como se não se importasse com a minha recusa.

A expressão tranquila.

Irritantemente tranquila.

Balanço a cabeça e volto a olhar pela janela.

Os prédios passam depressa do lado de fora, tingidos pelos tons alaranjados do fim da tarde.

Fecho os olhos por um instante.

E solto um suspiro longo.

Então me viro novamente em sua direção. Abaixando a cueca e caindo de boca no seu pênis largo.

Continuo irritada.

Furiosa, na verdade.

Com Damien.

Com aquela gaiola ridícula.

Com a forma como ele acha que pode mandar na minha vida.

E principalmente com o sorriso que aquela garota sem sal abriu para ele.

Preciso mostrar para esse filho da puta o que é um boquete de verdade.

Um boquete muito melhor do que o que aquela oxigenada faria.

Ou até que vai fazer.

Minha boca enche com a sua porra pouco antes de chegarmos.

*

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