Ai, meus sais! Acho que vou ter uma síncope!
Saca um negro lindo?! Não, não um moreno ou negro claro... não! Um negro negro! Retinto! Pele chega a brilhar, de tão preta! E não, não um negão enorme, musculoso e de três pernas... Não, nada disso! Um negro normal, estatura mediana, músculos não mais que o necessário, coxas reluzentes e uma rola que não assustaria um cu mais delicado – pelo menos é o que prenunciava o discreto pacote em sua bermuda vinho.
Num retiro espiritual de uma igreja evangélica, vi-o pela primeira vez na reunião de apresentação do evento. Não consegui desgrudar os olhos, ainda que disfarçadamente, daquela estampa divina, daquela imagem maravilhosa, daquele rosto perfeito, daquele sorriso branco, de todos os dentes.
Ai, gente, me empolguei tanto que preciso explicar o que diabos estou fazendo num retiro espiritual evangélico, numa clareira, no meio do nada, onde iríamos acampar durante o final de semana. Minha rola resolveu que queria foder a loirinha “inocente, pura e besta”, que conheci num consultório médico. Passei uma cantada básica e a ingênua aceitou namorar comigo, se eu aceitasse jesus... Oxe, só isso? Aquelas coxas alvas e divinas decerto valeriam tão bizarro sacrifício. E por sorte (ou arranjo dos anjos, vai saber...) rolou aquele acampamento espiritual: eu tinha um final de semana para convencer a crentinha a experimentar a passagem para o paraíso que eu trazia na cabeça da minha rola, nem que para isso tivesse que burlar a tosca vigilância que separava homens de mulheres, rolas de bucetas
Quando chegamos – final de tarde, quase noite –, fomos reunidos no centro da clareira, onde o pastor dava as boas-vindas e explicava as regras daquele encontro. Ao longe, ouvíamos a natureza ribombando em distantes trovões. Enquanto isso, membros da igreja, já há mais tempo domesticados, armavam com rapidez as barracas de lona plastificada e opaca, montadas sobre um pedestal de madeira, a cerca de quinze centímetros do chão (investimento dum caralho – também... o preço que pagamos para estar ali justificava todo aquele detalhismo luxuoso), dispostas a uma boa distância umas das outras. Cada barraca receberia dois ocupantes (do mesmo gênero, naturalmente) e as masculinas bem separadas das femininas. Com certeza, ali só se conheciam e se concebiam dois gêneros...
Foi nessa reunião inicial que, como falei, pela vez primeira depositei os olhos em cima do corpo sagrado do negro lindo. Encantei-me. Meu corpo todo reagiu: senti os mamilos endurecerem, o coração disparar, a rola se intumescer e meu cu abrir-se espontaneamente. Não ouvi uma palavra sequer do que o preletor vomitava – meus olhos e minha atenção viajavam lubricamente pelo corpo perfeito do negro. Voltei a mim ao ouvir meu nome (fiz sinal, me identificando), acompanhado do número da barraca que eu ocuparia, e do nome de quem comigo a repartiria – um tal de Sérgio. Imagine aqueles toques repentinos e dissonantes com que nos assustamos, em filmes de terror; pareci ouvir um desses quando o tal Sérgio identificou-se. Era o “meu” negro!
Eu não conseguia administrar direito aquilo tudo, no meu cérebro febril. Verdade que os demônios agiram todos em conjunto para nos colocar na mesma barraca?! Puta que me pariu, eu iria quebrar todas as barreiras religiosas que porventura ele tivesse, mas ele visitaria cada um de todos os meus buracos com sua rola, sua língua, seus dedos e o que mais quisesse enfiar em mim. Juro por todos os deuses!
Minutos depois, já a completa noite envolvendo aquela parte da floresta, estávamos nos acomodando em nosso espaço. Sérgio agora sem camisa, e toda aquela negritude máscula a mexer com o feixe lascivo dos meus hormônios: tronco liso, axilas sem um pelo sequer, barriguinha básica – e cheiroso (não perfumado, cheiroso). A rola comportada em discreto pacote, dentro da bermuda.
Eu estava num deplorável estado de nervosismo, de ansiedade, de tesão incontido. Aquele negro retinto bagunçara todos os meus conceitos de civilidade, e eu estava me cagando de medo de me deixar levar por essa emoção, ser inconveniente, e, predador ansioso, perder de vez a presa. Sentia minha rola dura e quis sentir que ele olhou com interesse quando retirei minha camisa, expondo minhas axilas também lisinhas – mas não posso asseverar ter isso realmente acontecido. Estávamos em plena conversa inicial de quebra-gelo, ele me falando de sua recentíssima conversão (exultei: ainda estava com cheiro de pecado!) e que era a primeira vez que participava de um evento assim.
Satanás deu as cutucadas necessárias, disfarçadas em abafados trovões, e eu construí uma tocante história sobre mim, rotulando-me como um coitado, desencontrado e desviado, em busca de luz e santidade... Seus olhos marejavam ao ouvir minhas lamúrias, mais falsas que uma nota de três reais. E tanto mexi com sua sensibilidade, que, num dado momento ele me deu um abraço forte, de consolo. Meu coração quase saía pela boca e minha rola pelo cós da bermuda. Aproveitei-me o quanto pude, daquele contato pele-pele. Mas o abraço terminou e eu tratei de esconder meu pau ereto, enquanto ele voltava para seu lado, arrumando seus apetrechos e roupas sobre seu colchão.
Com uma naturalidade que eu estava longe de alcançar, Sérgio baixou a bermuda com a cueca junto e por pouco eu não pirei ao ver aquela rola, tamanho natural, preta e cabeçuda, balançando-se ao ritmo dos movimentos que ele fazia. Pareceram horas os segundos em que ele pegou o short do pijama e se vestiu. Ali nós dois – eu e minha rola – decidimos que tínhamos urgentemente que gozar naquela noite, nem que fosse na base da punheta.
O cheiro da terra sendo molhada e o barulho dos pingos sobre o plástico que recobria a lona indicaram-nos que estávamos sob uma dessas tempestades noturnas acolhedoras. Eu estava com os nervos em pandarecos; parecia que deus tinha ido para a balada e deixado o satanás tomando conta de seu rebanho evangélico, no meio daquele mato. Estávamos os dois deitados, cada um em seu colchão, a frágil luz da lamparina bruxuleando o ambiente, e a conversa ainda rolava, Sérgio falando mais do que eu – que voz bonita da porra! Aquele negro era perfeito, cara! Era um Deus de Ébano!
O forte barulho das nuvens se chocando – parecia que o céu desabava em cima de nossa barraca – me provocaram um sobressalto involuntário, que exagerei, para valorizá-lo. Sérgio mostrou-se preocupado, perguntou se estava tudo bem. Foi aí que encontrei espaço para minha ladinice: menti descaradamente sobre meus velhos traumas com chuva e trovão, e mesmo sabendo que estávamos seguros ali, eu não conseguia me controlar. Estava com medinho – fresquei.
Então falou por aquela boca maravilhosa a voz de um anjo protetor: “Você quer dormir aqui, comigo?” “Não incomodo?” (eu era muito fresco mesmo!). “Claro que não, pode vir...”
Trêmulo de tesão (ele tomando como de medo), aproximei-me (a rola rígida sob meu short parece não o ter impressionado), ele levantou o lençol e, com a sensação de estar entrando na terra prometida, enfiei-me debaixo da coberta, sentindo o quentinho cheiroso do corpo de Sérgio, e a maciez quando nele encostei.
Por todos os demônios da geena divina, meu corpo todo estava em transe, meu cu parecia se lubrificar como se fosse uma buceta, minha rola palpitava. Eu estava de costas para Sérgio, e ele colocou o braço sobre mim, sugerindo um aconchego, imediatamente aceito por mim: acheguei-me ao seu corpo, rocei um pouquinho como a buscar confortável posição, e então senti a dureza do seu pau sobre minha bunda.
Diabinhos percorreram minhas veias e passei a me esfregar safadamente naquele negro maravilhoso. Sua mão agora passeava pelo meu peito, tocando cada um dos meus mamilos carinhosamente, e descendo pela minha barriga, até entrar sob meu short e eu sentir a quentura gostosa da palma da sua mão agasalhando meu pau. Minha mão já acariciava seu pau e ele gemia discretamente. Então virei-me para ele e pude conhecer toda a maciez daqueles lábios grossos. Beijamo-nos com toda a ansiedade que nos movia, enquanto nossos corpos esfregavam-se intensamente.
Largando (a custo) sua boca, levei uma saraivada de pequenos beijos e lambidas pelo seu pescoço, depois nos mamilos – ele empertigava o corpo, gemendo. Ao descer a bermuda, a visão de sua rola negra rígida e palpitante, me endoideceu. Aproximei-me devagar, cheirei a cabeça brilhante (inebriante cheiro de macho), lambi delicadamente a pontinha e fui engolindo aquele mastro escuro, experimentando o sofisticado gosto de pica no cio. Sérgio gania e pressionava levemente minha cabeça. Sua pica tocava minha garganta, apesar de não ser gigantesca.
Então deixei-a babada e suculenta, subi de volta ao seu rosto, levando o gosto dela a sua boca e me virando dengosamente de costas para ele. Sérgio foi se acomodando e acomodando seu pau em meu cu, e entrando com a suavidade com que os anjos sobrevoam as nuvens dos céus. Posso afirmar, com toda a sinceridade de minh’alma recém convertida, que jamais em minha vida senti prazer tão forte. Aquele pau preto invadindo minhas carnes me entorpecia de desejo e de tesão. Suas estocadas levavam-me a cada um dos sete céus.
Aqueles mesmos anjos que sobrevoavam minha imaginação agora colocavam em seus lábios angelicais as trombetas mais poderosas e tocavam com frenesi, em acordes destoantes, desafinados, uma melodia feita de gritos e gemidos: minha rola gozava aos borbotões, sem que eu a tocasse.
Os anjos de Sérgio também estavam em ação, pois o senti enfiar profundamente sua pica, que explodiu num primeiro jato que me lavou as entranhas, seguido de mais outros, que me inundavam. Ele grunhia e clamava por jesus e por deus, enquanto gozava loucamente. A natureza também gozava, em espalhafato, gemendo trovões e ejaculando em pingos de uma chuva que redobrara de intensidade.
Evitamos nos mexer, com medo de acordarmos e aquilo tudo ter sido só um sonho. Sua rola continuava pulsando, inerte, dentro de mim, enquanto sua gala escapava do meu cu. Ele me apertou com força e me deixei ficar em seus braços, sentindo o quente de sua pele negra e quente misturada com a minha. O cheiro do nosso sexo pairava no ar. Nós nos aconchegamos um pouco mais, esfregando-nos feito dois gatinhos ronronando de prazer, e assim adormecemos, acalentados pelo cadenciado som da chuva, que continuava a cair na noite do nosso tesão.
Amém. Amem!
