Fabiano era contador, homem de números e planilhas, daqueles que fechava o balanço da vida com precisão. Aos quarenta e nove anos, ainda se achava um bom marido. Provedor. Amável. Levava Joana no cinema, pagava as contas, elogiava o feijão dela. Mas na cama... na cama ele era um desastre. O pau não respondia mais como antes. Pressão alta, estresse do escritório, remédios. Quando endurecia, era uma coisa triste, meia-bomba, que durava dois minutos e morria de vergonha.
Joana, professora de português do ensino médio, aos quarenta e seis, carregava o corpo de balzaquiana com uma mistura de orgulho e tristeza. Rechonchuda, curvilínea, seios pesados que balançavam quando ela andava pela sala de aula, quadris largos, bunda farta e coxas grossas que roçavam com calor. Romântica por natureza. Sonhava com paixão, com fogo. E o fogo, em casa, era brasa fraca.
Mas Fabiano tinha descoberto um jeito torto de acender a própria chama.
Começou numa noite abafada de verão. Os dois na cama, suor grudando na pele. Ele passava a mão na barriga macia dela, descendo devagar.
— Ele te comeu, amor? — perguntou, a voz rouca, enquanto beijava o pescoço dela.
Joana gemeu baixinho, o corpo se arqueando. A lembrança acendeu algo dentro dela.
— Não... — respondeu, ofegante.
Fabiano não sabia se acreditava. Mas o pau dele mexeu. Pela primeira vez em semanas, ficou meio duro. Ele meteu devagar, imaginando. Gozou rápido, tremendo.
A partir daí, virou ritual.
Outra noite. Joana deitada de lado, Fabiano atrás, colado nela. A mão dele apertava a bunda farta por cima da camisola.
— Ele passava a mão na tua bunda?
— Passava...
Fabiano apertou com força, quase machucando.
— Assim?
— Uhum...
Ele sentia o calor da mulher. A respiração dela acelerada. O que ela escondia? O que guardava naqueles olhos castanhos de professora séria?
— Por dentro da calça?
Joana fitou os olhos dele, um segundo de hesitação. Depois:
— Sim.
— Ahhh... — Fabiano se segurou para não gozar ali mesmo. — Por dentro da calcinha?
— Não... só por cima.
Ele virou ela de barriga pra cima, abriu as pernas grossas e enfiou o rosto entre as coxas. Chupava com fome, pensando no outro. No Camilo. O ex-namorado que reaparecera nas conversas. Joana gozou gemendo, os dedos cravados nos cabelos do marido. Depois ele tentou foder. Conseguiu, meio mole. Gozou pensando nela molhada pra outro.
Noite após noite, as confissões viraram veneno doce.
— Abrisse a calça pra ele?
— Não, amor.
Mas o tom dela traía. Fabiano sabia que ali tinha carne podre.
— Ele te viu de calcinha?
— Sim...
— Como?
— No sofá da sala lá de casa. Eu tava de minissaia, deitada de lado no colo dele. Ele levantou a saia...
Fabiano apertava a bunda dela enquanto ouvia, o pau roçando na coxa grossa.
— Passou a mão na tua buceta?
— Passou...
— Por dentro da calcinha?
— Não... só por cima.
Joana contava devagar, a voz romântica misturada com tesão. Fabiano imaginava a cena: a mulher dele, jovem, rechonchuda, de minissaia, deixando o ex-namorado negro passar a mão por cima do tecido fino, sentindo o calor da boceta molhada. Ele gozava só de ouvir.
Outra noite, mais pesada.
— Ele passou a mão na tua buceta?
— Não, só por cima...
— Ele tentou?
— Sim.
— Como foi?
— Naquele dia no sofá, pelo ladinho da calcinha. Deixei...
— Ele enfiou o dedo?
— Não... só nos pentelhos.
Fabiano gemeuu baixo, feliz. Joana, a professora com a o dedo do marido dentro da boceta , ela pingava na mão dele. Ele meteu dois dedos fundo, sentindo ela molhada como nunca.
— Querias dar pra ele?
— Queria...
— Por que não deu?
— Ele tinha medo...
— Tentaste dar?
— Tentei.
A voz dela ficou mais rouca. Fabiano parou de mexer, esperando.
— No verão, na casa de praia da tia dele. Fomos pro costão à noite. Levei uma toalha. Ficamos beijando, roçando... Ele chupou meus peitos.
—Tiraram a roupa?
— Não... mas ele chupou meus peitos.
—E por que não comeu?
— Era careta.
Fabiano imaginou a cena: Joana jovem, seios pra fora, o negro chupando aqueles mamilos duros, o pau dele roçando na coxa dela. A frustração dos dois. Ele gozou na barriga da mulher só de ouvir.
As confissões continuavam, cada noite mais cruas.
— Teve uma vez, voltando de um casamento, carona com o tio e a tia...
— E aí?
— No banco de trás, botei a mão dele no meio das minhas coxas e cruzei as pernas. Ele ficou mexendo... quase gozei.
Fabiano suava. O pau dele, pela primeira vez em meses, estava duro de verdade. Ele fodeu ela com força, imaginando o risco: o tio dirigindo na frente, a tia conversando, e a mão do Camilo enfiada entre as coxas grossas da mulher dele.
— Na praia eu sentava de pernas cruzadas na toalha e ele sentava atrás de mim. Me encoxava... passava a mão nela.
— Dentro do mar também?
— Sim. Na água, eu fazia ele me encoxar. Rebolava no pau dele...
Joana contava com os olhos fechados, a mão dela mesma descendo até o clitóris enquanto falava. Fabiano assistia, hipnotizado. A romântica professora revelando a puta que sempre existira. Ele gozou dentro dela, forte, enquanto ela rebolava lembrando do ex.
Mas as noites cobravam preço.
Joana, depois de gozar, ficava quieta. Olhava pro teto. A culpa romântica batia. Ela amava o marido. Amava mesmo. Fabiano era bom, carinhoso. Mas o corpo pedia mais. E contar era como foder de novo com o passado.
Fabiano, por sua vez, vivia no inferno doce. De dia, no escritório, fazia planilhas e sorria pros colegas. À noite, virava corno confesso. Quanto mais Joana revelava, mais ele queria saber. A humilhação endurecia ele. A imagem da mulher rechonchuda, molhada pra outro homem, virava o único remédio pro pau mole.
Numa noite de temporal, a confissão foi mais longe.
— Eu quase dei pra ele várias vezes... — Joana murmurou, enquanto Fabiano chupava seus seios pesados. — Na casa de praia, eu tirei a calcinha debaixo da toalha. Ele esfregou o pau na minha buceta... quase entrou...
Fabiano tremia. Metia os dedos com raiva e tesão.
— Por que não deixou entrar?
— Medo... e vontade ao mesmo tempo. Eu era romântica. Achava que era pecado.
Ele riu, amargo.
— E agora, amor? Ainda acha pecado?
Joana não respondeu. Só abriu mais as pernas.
Fabiano gozou pensando que, talvez, um dia, ela não fosse só contar. Talvez deixasse acontecer de novo. E ele, o contador amável, o provedor de pau mole, ia estar lá. Assistindo. Ou pior: pedindo pra ela contar cada detalhe depois.
Na escuridão do quarto, enquanto Joana dormia, Fabiano ficou acordado. O corpo rechonchudo da mulher ao lado, ainda cheirando a sexo. Ele passou a mão na bunda dela devagar.
A tragédia carioca não era o adultério. Era gostar dele. Era o marido descobrir que a impotência tinha cura na humilhação. Era a esposa romântica revelar, gemido por gemido, a puta que carregava dentro.
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