Essa vai ser rapidinha, mesmo porque não quero dar maiores detalhes sobre o que aconteceu, é uma passagem meio constrangedora porque eu fedia à merda, mas é importante para entender a confusão em que entrei quando tinha só dezoito.
Eu cheirava pior do que latrina de quartel depois que a irmãzinha do Maluco peidou na minha boca e me deixou com a cara breada lá no beco, justo quando estava todo crente que ia torar seu tobinha virgem. Humilhado por mais essa bola fora, voltei pra casa empesteado e cabisbaixo, quando avistei na porta, me esperando, a linda, loirona e gostosona, que era minha musa suprema: a irmã do Atentado.
Como a garota já tinha me visto chegando, não deu pra disfarçar e fugir: teria que falar com ela. Foi somente quando cheguei bem perto que notei umas pequenas diferenças na loirona. Caraco, fui salvo aos quarenta e cinco do segundo tempo, aquela não era a irmã do Atentado, era só a prima! Essa mina que veio do interior passar férias era a cópia idêntica da minha musa e qualquer um confundiria as duas!
Mas foi exatamente aí que minha curiosidade atiçou: mal conhecia aquela garota, então o que ela queria comigo? Bem, agora eu já tinha sido fisgado, e falaria com essa gostosa de qualquer jeito, mesmo fedendo a peido de mexido repolho com ovo e farinha.
– Caraco, moleque! Que fedor é esse? Enfiou a cara na privada?
– Não, não foi bem isso, tive uns contratempos e… Não importa. O que você quer?
– Temos que conversar. Acho que podemos nos ajudar com uns probleminhas. Juro que você não iria se arrepender.
– Probleminhas? Que probleminhas?
– Vamos direto ao ponto. Sei que você anda desesperado pra comer alguém.
– Eu? Desesperado? Imagina, não tem nada disso, aqui tá tudo limpeza!
– Limpeza uma ova. As meninas daqui me contaram tudo. Sei que tu apanhou, tomou mordida no pau e levou mijada na cara. Você se tornou a piada das garotas. E agora aparece todo fedendo, cheirando a merda. Aposto que uma delas cagou em você!
Porra, era só o que faltava. Se eu achava que as coisas não podiam piorar, elas acabavam de atingir níveis absurdos. Isso ia além da humilhação pública. Se todas as garotas estavam conversando sobre meus perrengues, acabava ali qualquer possibilidade de um dia eu possuir minha musa como sonhava: de quatro, rebolando a bunda maravilhosa na minha pica, gemendo e sussurrando meu nome, suplicando pra enterrar nela como nunca antes na história da humanidade alguém havia metido.
– O que foi? Ficou sem graça, foi? Deixa disso, vim aqui pra te ajudar. A gente pode quebrar o galho um do outro, e você pode finalmente conseguir comer alguém, se é isso o que você tanto quer.
– Você… Você vai dar pra mim, é isso? – perguntei meio desconfiado, afinal, já tinha aprendido que não existe almoço grátis, ou boceta grátis, melhor dito. – Olha só, isso tudo soa muito bem, bem demais até. O que é que você ganha com isso? Qual é o problema que você quer resolver?
– O problema é a minha prima. Ela queimou meu filme com os rapazes da turma. Aquela piranha é tão desesperada pra trepar que fica se oferecendo como uma puta.
– E daí? O que você tem com isso? A boceta é dela, ela pode dar pra quem quiser!
– Não é bem assim. Como você viu, ela parece muito comigo…
– Parece não, vocês são idênticas, como se fossem gêmeas!
– É isso que me incomoda. Ela sai distribuindo a raba de todo jeito por aí, e então todos os caras olham pra mim como se já tivessem me comido!
– Eu sei. Outro dia, vi uma de vocês fazendo suruba no carro com os caras do bairro. Ainda não sabia qual era, mas agora entendo que foi ela quem vi dando a boceta e o rabo pra três deles ao mesmo tempo.
– Tadinho. Você tem uma queda por ela, não é? Então, como disse, a gente pode ajudar um ao outro. Se a gente ficar, você vai poder ter uma provinha do que tanto deseja.
– Entendi. Só que, como você falou, atualmente sou a piada das garotas do bairro. Porque você daria pra mim, em vez de ir com o Solapa, o Cavalão ou o Belém?
– Isso é comigo. Você provavelmente é o único carinha pra quem aquela puta ainda não deu. O que eu ganho? Ganho algo que ela não ainda não teve. Porém, você tem que me prometer uma coisinha…
– Eu sabia, lá vem a pegadinha. Nenhuma oferta dessas vem ser ter uma segunda intenção por trás. Que coisinha é essa? Você não está me contando tudo, tenho certeza, e não vou entrar em outra roubada a troco de nada!
– Quero exclusividade. Se der pra você, garoto, vou te tratar como um rei. Chupo sua pica até o talo, faço garganta profunda, deixo bombar a rola em mim de quatro sem descanso, até cavalgo rebolando com o cu na sua trolha, enfim, faço o menu completo da sacanagem. Mas tu vai me prometer que nunca vai comer minha prima, nem depois que eu voltar pro interior. Você será o único cara que ela jamais conseguirá, vai ser só meu. É isso o que eu ganho, o prazer de ser a única. Topa?
Caraco. Isso é tudo o que eu tenho a dizer. Eu podia enfim foder uma boceta, e não era uma boceta qualquer, era uma cópia fiel, quase que certificada, da boceta da minha musa. Essa garota era idêntica a ela, falava como ela, andava como ela - e provavelmente devia até foder como ela!
Contudo, não era ela. Se eu aceitasse aquela proposta, estava abrindo mão de vez de um dia poder comer minha musa de verdade, a original. A julgar pela nossa conversa, era mesmo a minha musa que eu tinha visto numa suruba uns dias antes, se acabando de levar pica, tomando no toba e na xereca as rolas enormes do Solapa e do Cavalão, enquanto engolia o negócio do Belém até engasgar, sendo passada de um para outro sem descanso, rodando na pirocada da geral.
Porém, se antes isso me preocupava, agora eu pensava diferente. Eu já tinha sofrido tanta humilhação tentando comer uma boceta, que não julgava mais ninguém pelo que fazia ou deixava de fazer. A irmã do Atentado era o supra-sumo da fodelança, uma mulher que além de linda e tesuda, fazia de tudo na cama, sem frescura. E eu estava a ponto de abrir mão de um dia tê-la fodendo comigo, em troca de uma cópia.
Não, eu devia pensar bem antes de decidir. Quando falei que precisava de tempo antes de responder, a prima do interior riu meio sarcástica e respondeu que me dava vinte e quatro horas. Era uma oferta por tempo limitado. Disse ainda para eu me esforçar e tomar muitos banhos até lá, porque a oferta também dependia de que conseguisse me livrar do futum à merda que estava impregnado em mim.
É isso, era pegar ou largar, antes do sábado meu destino estaria selado.
O quê? Ficaram curiosos para saber o que eu escolhi? Bem, isso já é uma outra história e, como prometi, a de hoje era rapidinha.
