comi a esposa gostosa do meu sobrinho parte 4

Um conto erótico de Ricardo
Categoria: Heterossexual
Contém 3680 palavras
Data: 13/06/2026 06:31:42

O barulho do portão de ferro batendo lá na frente cortou o silêncio da casa feito um tiro de espingarda. Meu coração deu um baque tão forte no peito que achei que ia saltar pela boca.

— Tio! Mari! Cheguei mais cedo, faltou cimento na obra e o mestre dispensou todo mundo! — a voz do Henrique ecoou na sala, o barulho das botinas dele pisando no piso já estava perto do corredor.

A Mariana deu um pulo da cama com os olhos arregalados de pavor, a cara branca feito cera. Num desespero só, eu puxei a camisinha do meu pau com tudo de uma vez e joguei dentro do bolso da calça jeans que estava no chão, enquanto tentava enfiar a cueca e a calça de qualquer jeito, travando o zíper no gogó.

— Vai, vai, se veste! — cochichei com a voz sumida, o suor descendo frio pelas minhas costas.

A Mariana, num estalo de agilidade, catou a camiseta cinza folgada no chão, enfiou pela cabeça e pulou para dentro do short de malha, jogando o short jeans debaixo da cama com o pé. Ela deu três tapas na cara para ver se a cor voltava e pegou o pano de prato que tinha trazido da cozinha, fingindo que estava limpando a poeira da cômoda.

Eu consegui abotoar a calça bem na hora que a maçaneta da porta mexeu. Fingi que estava terminando de calçar meu sapato, sentado na beirada da cama, tentando controlar a respiração que parecia um fole de ferreiro.

A porta abriu e o Henrique entrou, jogando a mochila num canto, todo suado e com a camiseta suja de massa.

— Nossa, que calorão que tá aqui dentro — ele falou, limpando a testa com a manga da camisa, olhando pro ventilador de teto que girava no máximo. Ele olhou pra mim e depois pra Mariana. — Ué, o que vocês dois tão fazendo aqui no quarto?

A Mariana travou com o pano na mão, mas eu, com a minha malandragem de homem velho, forcei uma risada rústica e levantei, batendo a mão na calça pra disfarçar o tremor.

— Ah, meu filho, ainda bem que você chegou! — falei, com a voz firme de pedreiro antigo. — A Mariana inventou de fazer uma faxina pesada na cozinha e acabou dando um mau jeito nas costas por causa daquele rodo velho. Eu trouxe ela aqui pro quarto pra ver se achava aquela pomada de canela de velho na gaveta pra passar nela, mas não achei nada.

A Mariana, pegando a deixa na hora, levou a mão na garupa e deu um gemido falso, entortando a boca.

— Pois é, Henrique... Fui inventar de esfregar o rodapé e travou tudo. Seu Omar estava até me ajudando a ver se o osso saiu do lugar, mas tá doendo demais — ela disse, com a voz meio trêmula que passava direitinho por dor.

O Henrique olhou pra ela, com aquela cara de nerd bonzinho, todo preocupado.

— Poxa, Mari, eu te falei pra não pegar pesado no primeiro dia! — ele foi até ela, pegando no ombro da mulher e dando um beijo na bochecha dela, sem desconfiar de absolutamente nada. — Deixa que eu procuro essa pomada na minha mala. Valeu pela força, tio. Desculpa o incômodo.

— Que isso, meu mestre. O importante é ela melhorar. Vou lá na varanda pegar um vento e deixar vocês dois se ajeitarem aí — respondi, dando as costas e saindo pro corredor devagarzinho pra eu nao mostrar o desespero.

Quando pisei na cozinha e olhei pro chão limpo, soltei o ar dos pulmões, sentindo minhas pernas tremerem feito vara verde. Tínhamos nos livrado por um triz, mas o perigo tinha passado bem perto de queimar a nossa casa.

Eu parei na cozinha, segurando na borda da mesa pra ver se as minhas pernas firmavam de vez. Minha mão entrou no bolso da calça e sentiu o pedaço de borracha escondido ali; tirei aquilo bem devagar, sem fazer barulho, e joguei lá no fundo da lixeira da pia, cobrindo com um monte de casca de alho e papel de espetinho pra sumir do mapa.

Lá do quarto, eu ouvia o Henrique conversando com ela, todo preocupado, perguntando onde estava doendo e dizendo que ia massagear o lugar. A Mariana dava uns gemidos falsos de dor, mas dava pra notar pela voz dela que o susto também tinha deixado a menina com o coração na boca.

"Rapaz, que buraco", pensei, abrindo a geladeira pra pegar uma garrafa de água e dar um gole direto no bico pro calor do corpo abaixar. O Henrique era um moleque bom demais, inocente toda vida, e ver ele ali cuidando da mulher sem desconfiar de um fio de cabelo me deu um nó no estômago. O fogo que estava me queimando por dentro sumiu num estalo, dando lugar a uma tremedeira de vergonha.

Dali a pouco, o Henrique saiu do corredor limpando as mãos e entrou na cozinha.

— Consegui achar um restinho de gel de massagem lá na mala, tio. Passei nela e ela deitou um pouco pra ver se a coluna destrava. Acho que amanhã ela já tá boa — ele falou, puxando uma cadeira e sentando com os braços largados na mesa, cansado da viagem e do sol da obra. — Mas e aí, o senhor conseguiu resolver as coisas do banco na cidade?

— Consegui sim, meu filho... Deu tudo certo, a papelada tá em dia — respondi, tentando manter o tom de voz calmo de sempre e empurrando o prato de pão pra perto dele. — E lá na obra, como é que foi? Que história é essa de faltar cimento logo no primeiro dia?

— Ah, tio, o caminhão da distribuidora quebrou na estrada e o mestre disse que não compensava deixar a gente lá parados olhando pro tempo. Como o combinado era receber por dia trabalhado essa semana, ele me deu a diária de hoje e mandou voltar amanhã cedo com tudo — o Henrique explicou, pegando um pedaço de pão. — Pelo menos não saí no prejuízo.

Enquanto ele ia comendo e falando sobre o serviço, eu ia só balançando a cabeça e concordando, mas o meu ouvido estava ligado em qualquer barulho vindo do quarto dos fundos. A casa, que antes parecia um campo livre pro pecado, agora parecia uma corda bamba. A Mariana continuava lá deitada, e eu sabia que a partir daquele minuto, olhar pra ela na mesa do almoço ou cruzar com ela no corredor ia ser um teste de fogo ainda maior, sabendo do gosto do beijo dela e do tamanho do perigo que a gente tinha acabado de pular.

O Henrique terminou o pão dele, limpou as migalhas da mesa com a mão e deu um suspiro, olhando pro teto.

— Vou lá no banheiro tomar um banho e tirar essa craca de cimento do corpo, tio. O mormaço tá de lascar e a gente fica tudo colando — ele falou, já levantando e pegando a toalha que estava pendurada na cadeira.

— Vai lá, meu filho. O banho limpa o corpo e refresca a mente — respondi, vendo ele sumir pelo corredor.

Assim que a porta do banheiro bateu e o barulho do chuveiro começou a chiar, a casa ficou naquele silêncio esquisito de novo. Eu continuei de pé na cozinha, olhando pro chão limpo que a Mariana tinha lavado. Meu peito ainda estava meio acelerado, a adrenalina daquele quase flagrante demorando a baixar.

Foi aí que ouvi um passo bem de mansinho vindo do corredor.

Olhei pra trás e a Mariana estava parada no portal da cozinha. Ela estava com a mesma camiseta cinza folgada, com os braços cruzados na frente do corpo, apertando o pano de prato contra o peito. A cara dela ainda estava meio corada, mas não parecia mais de dor; era aquela timidez misturada com uma ponta de cumplicidade que dava um nó na minha cabeça.

Ela olhou na direção do banheiro, escutou o barulho da água e deu dois passos rápidos pra dentro da cozinha, ficando bem perto de mim, mas de olho na entrada pro Henrique não aparecer do nada.

— Seu Omar... — ela cochichou, com a voz bem sumida, quase morrendo na garganta. — Que sufoco... Eu achei que meu coração ia parar de vez dentro do peito.

— Nem me fale, moça — respondi no mesmo tom de voz, mantendo as mãos bem firmes na borda da mesa pra não cair na tentação de tocar nela de novo. — Passamos a um milímetro do precipício. O Henrique é inocente demais, não merece isso não.

A Mariana mordeu o lábio inferior, olhando pro chão por um segundo, e depois subiu aqueles olhos castanhos bem compenetrados pra mim. Tinha um brilho ali que mostrava que, apesar do medo, o fogo não tinha apagado totalmente na cabeça dela.

— Eu sei... O Henrique é um anjo. Mas o senhor... o senhor mexeu comigo de um jeito que eu não sei explicar, seu Omar — ela soltou, num sopro quente que veio direto na minha direção, dando um passo a mais e quase encostando o corpo no meu de novo. — Minhas pernas tão bambas até agora.

Ouvir aquilo fez o meu sangue dar mais uma sacudida, mas o barulho do chuveiro lá no fundo deu uma mudada de ritmo, mostrando que o banho do rapaz já estava terminando. O perigo estava ali do lado, pronto pra quebrar a nossa vida em duas se a gente vacilasse mais uma vez.— Afasta, Mariana... O guri já tá saindo do banho — falei com a voz firme, dando um passo comprido pra trás e quebrando aquele magnetismo dela. — O susto foi grande pra servir de aviso. Vamos assentar o fogo e esquecer o que aconteceu aqui hoje, pelo bem de todo mundo.

Ela deu uma piscada rápida, engoliu em seco e parece que caiu na real de uma vez só. Deu dois passos pra trás na hora, arrumando a camiseta cinza e voltando com aquele casaco de vergonha pro rosto.

— Tá bem, seu Omar... Desculpa — ela murmurou, olhando pro chão toda encabulada e se afastando pro canto da pia.

Bem na hora, a porta do banheiro abriu e o Henrique apareceu no corredor, de bermuda, de chinelo e com a toalha pendurada no pescoço, exalando aquele cheiro de sabonete que tomou conta do espaço.

— Ah, que alívio! O banho tirou uns dez quilos de cansaço das minhas costas — o Henrique falou, entrando na cozinha com um sorrisinho bobo no rosto. Ele olhou pra Mariana e arqueou as sobrancelhas. — E aí, Mari? A coluna deu uma trégua? Conseguiu levantar da cama?

A Mariana deu uma ajeitada no cabelo bagunçado, forçou um sorriso e respondeu com a voz o mais natural que conseguiu:

— Deu uma melhorada sim, Henrique... Acho que o gel que você passou ajudou a dar uma destravada. Só tá uma dorzinha chata, mas já dá pra ficar de pé.

— Que bom, meu amor. Mas ó, agora você fica quietinha aí. Deixa que eu e o tio ajeitamos o resto dessas sacolas no armário — o rapaz falou, cheio de presteza, já pegando um pacote de feijão da mesa pra guardar.

— É isso aí, deixa que os homens trabalham agora — emendei, entrando na dança pra ocupar o espaço e manter o Henrique longe de qualquer desconfiança.

Eu e o meu sobrinho fomos arrumando as compras, conversando sobre os preços das coisas no mercado e o movimento da cidade, enquanto a Mariana ficou sentada na cadeira da ponta, com as pernas encolhidas, tomando o resto do café dela bem devagar.

O clima na cozinha parecia ter voltado ao normal, com o Henrique falando sem parar, mas o silêncio entre mim e a Mariana guardava um peso enorme. Cada vez que os nossos olhares se cruzavam por cima dos pacotes de mantimentos, dava pra sentir o rastro do perigo que a gente tinha acabado de correr. A vizinhança estava quieta, o dia corria lá fora, mas dentro daquela casa, a linha que separava o respeito do pecado tinha ficado fina demais.

A tarde foi caindo e a rotina da casa acabou voltando pro trilho meio na marra. O Henrique, com aquela energia de quem tirou um peso das costas com o novo emprego, resolveu ir lá pro quintal limpar umas ferramentas velhas que eu tinha deixado no galpão, todo empolgado dizendo que ia deixar tudo no jeito caso precisasse na obra.

Eu e a Mariana ficamos na sala. O silêncio entre nós dois era daqueles que dá pra ouvir o barulho do ponteiro do relógio na parede. Ela estava sentada numa ponta do sofá, com as mãos cruzadas no colo, olhando fixamente pra televisão ligada num programa de jornal qualquer, mas dava pra ver que a cabeça dela estava bem longe dali.

Eu fiquei na minha poltrona, fingindo que lia o jornal da região, mas de vez em quando o olho desviava e batia naquelas coxas claras que ainda estavam à mostra no shortinho de malha. O cheiro dela ainda estava impregnado na sala, misturado com o mormaço que começava a esfriar com a chegada da noite.

Lá pras cinco e meia, o Henrique entrou pela porta dos fundos com as mãos cheias de graxa e um sorrisinho no rosto.

— Tio, dei uma geral naquelas tuas chaves de fenda e no alicate de pressão. Estavam meio zoados de ferrugem, mas passei um óleo e ficaram novinhos — ele falou, indo direto pro banheiro pra lavar as mãos.

— Valeu, meu filho. Ferramenta boa é ferramenta bem cuidada — respondi, levantando da poltrona pra esticar as pernas.

A Mariana se mexeu no sofá, dando uma olhada rápida pra mim antes de falar com o marido:

— Henrique... Eu vou adiantar um arroz pro nosso jantar. Você quer que eu faça aquela carne de panela que o seu Omar trouxe do mercado?

— Nossa, amor, eu quero sim! Tô com uma fome de leão que parece que não como faz três dias — a voz dele veio lá de dentro do banheiro, junto com o barulho da torneira.

Ela levantou do sofá bem devagar, puxando a barra da camiseta cinza pra baixo mais uma vez, naquele tique que ela tinha quando estava sem jeito. Ela passou por mim pra ir pra cozinha e, num movimento bem rápido, quase num sopro, ela roçou o ombro no meu braço e murmurou bem baixinho, só pra eu ouvir:

— Me ajuda lá na cozinha depois, seu Omar... Por favor.

Eu continuei parado no meio da sala, sentindo o meu coração dar aquela batida descompassada de novo. O Henrique já estava saindo do banheiro, limpando as mãos na toalha, sem nem imaginar o fogo que continuava aceso bem debaixo do nariz dele.

Eu engoli em seco, olhando pro Henrique que vinha vindo todo sorridente na minha direção, sem nem sonhar com a enrascada. Aquela moça era o próprio cão de saia me chamando pro buraco, e o pior é que o meu corpo respondia no ato, o sangue subindo quente pelas veias só de ouvir aquele sussurro.

— Tio, vou dar uma ligada pro mestre de obras só pra confirmar o horário do ônibus de amanhã, beleza? — o Henrique falou, já sentando no sofá e caçando o celular no bolso.

— Vai lá, meu filho. Deixa tudo conversado pra não ter erro — respondi, tentando manter a voz firme de homem velho e de respeito.

Caminhei em direção à cozinha com o peito batendo forte, parecendo uma bateria de escola de samba. Quando pisei lá dentro, a Mariana estava de pé perto do fogão, de costas pra mim. Ela já tinha colocado o arroz na panela e o barulho do alho fritando no óleo preenchia o ambiente. Mas assim que ela ouviu o meu passo no piso, ela virou o rosto devagar, com aqueles olhos castanhos compenetrados brilhando na penumbra da cozinha.

Eu parei perto da mesa, mantendo uma distância segura, e cruzei os braços.

— Mariana... Você tá brincando com o perigo, moça — falei bem baixinho, quase sumindo com o barulho do refogado. — O Henrique tá ali na sala. O que você quer de mim, afinal?

A Mariana largou a colher de pau em cima da pia e deu dois passos na minha direção. O shortinho de malha fina marcava bem o desenho das coxas dela enquanto ela vinha andando bem de mansinho, feito um gato. Ela parou bem na minha frente, erguendo o rosto pra me olhar bem no fundo dos olhos. O cheirinho de sabonete dela misturado com o calor do fogão subiu direto pro meu nariz, me deixando tonto.

— Eu não tô brincando não, seu Omar... — ela cochichou, a voz bem trêmula de nervoso, mas cheia de uma safadeza que me tirava o juízo. Ela esticou a mão bem devagar e segurou na barra da minha calça jeans, bem perto do meu joelho. — Eu só não consigo parar de pensar no tamanho do seu pau e no gosto daquele beijo no quarto... Minha boca tá até seca desde aquela hora.

Ouvir aquilo me deu um choque que fez a minha mente dar um nó. Eu olhei pra trás de relance, escutando o murmúrio do Henrique conversando no celular lá na sala, e depois olhei pra ela ali, todinha entregue, com a boca meio aberta esperando uma reação minha.

Eu dei um puxão de leve na minha calça, soltando a mão dela, e segurei os dois braços da Mariana com firmeza, mas sem machucar. Olhei bem no fundo daqueles olhos castanhos, sentindo o mormaço da cozinha e o cheiro do alho quase queimando na panela.

— Escuta aqui, moça — cochichei com a voz bem grossa, perto do rosto dela pro Henrique não ouvir lá da sala. — Eu sou homem, tenho sangue nas veias e aquele momento no quarto quase me fez perder o juízo de vez. Mas eu tenho sessenta anos de idade e uma vida de respeito nas costas. O Henrique me tem como um pai, e eu não vou carregar o peso de trair o meu próprio sangue dentro da minha casa.

A Mariana piscou os olhos, assustada com a minha firmeza, e a boca dela deu uma leve tremida. Ela tentou puxar o corpo pra perto do meu de novo, rebolando de leve contra a minha perna, mas eu segurei o quadril dela, mantendo a distância.

— Seu Omar... Mas ele nem vai saber... É só enquanto ele tá fora — ela insistiu, num fio de voz safada, com os seios quase tocando o meu peito.

— Ele não sabe, mas Deus sabe e eu sei — respondi, sentindo o meu pau dar aquela latejada na calça, mas segurando a rédea da situação. — O fogo foi bom, o susto foi grande, mas parou por aí. Agora pega aquela colher e mexe esse arroz antes que queime tudo.

Ela me olhou por mais um segundo, vendo que a minha cara de pedreiro antigo não estava de brincadeira. Soltou um suspiro longo, meio de raiva e meio de frustração, deu as costas e pegou a colher de pau, voltando a mexer a panela com força.

Eu dei dois passos para trás, ajeitei o cós da minha calça e saí da cozinha com o peito mais leve. O Henrique ainda estava no sofá, rindo de alguma coisa no celular. Sentei na minha poltrona, peguei o jornal e respirei fundo. O perigo ia continuar morando sob o meu teto por um tempo, mas a partir daquele momento, a Mariana sabia que quem mandava naquela casa era um homem de palavra.

O Henrique desligou o telefone com uma cara boa, jogou o aparelho no sofá e olhou para mim, todo animado.

— Tudo certo, tio! O mestre de obras confirmou que o caminhão já descarregou o cimento e amanhã o bicho vai pegar cedo. Às sete em ponto a gente tem que estar batendo o primeiro traço de massa — ele disse, esfregando as mãos de satisfação.

— É assim que se fala, meu filho. Trabalho é dignidade. Vai dar tudo certo — respondi, forçando a voz mais natural do mundo, enquanto sentia o suor da conversa de agora há pouco na cozinha esfriar nas minhas costas.

Daqui a pouco, a Mariana apareceu na porta da sala. Ela tinha colocado um short um pouco mais comprido e estava com uma cara mais séria, mas bem comportada. O casaco de timidez dela tinha voltado com força total, como se ela estivesse tentando se esconder de mim e de si mesma depois do carão que levou.

— Henrique... A janta tá pronta. Vem comer pra você deitar cedo — ela falou com a voz bem baixinha, olhando fixamente pro marido, sem nem desviar o olho na minha direção.

— Opa, vamos lá! A fome tá apertando mesmo — o Henrique levantou num pulo e foi indo pra cozinha.

Eu levantei logo atrás. Sentamos os três na mesa da cozinha, o mesmo lugar onde minutos atrás a gente estava trocando aquelas palavras quentes de pecado. O Henrique se serviu com vontade, elogiando o tempero da carne e falando da expectativa pro dia seguinte. Eu ia comendo devagar, mastigando junto com os meus pensamentos, mantendo a minha postura de homem velho e de respeito.

A Mariana comia sem fazer barulho, com os olhos colados no prato. De vez em quando, ela dava uma olhada rápida pro Henrique, com um misto de culpa e carinho, e depois limpava a boca com o guardanapo. Para mim, ela não olhou nenhuma vez. O recado tinha sido dado e, por mais que o fogo do corpo tivesse sido forte, o respeito pelo rapaz ali na nossa frente falava mais alto na mesa.

Terminamos de comer, o Henrique me ajudou a recolher os pratos e já foi se despedindo, bocejando de cansaço.

— Tio, vou nessa. O despertador vai tocar antes das cinco e meia. Boa noite pro senhor.

— Boa noite, meu filho. Vai com Deus e bom trabalho amanhã.

A Mariana recolheu o pano de prato, me deu um boa noite bem seco e sumiu pelo corredor atrás do marido. Eu ouvi a porta do quarto deles fechar e o trinco bater. Fiquei ali sozinho na cozinha, no silêncio da casa grande, terminando de tomar meu copo de água. Sabia que a noite ia ser longa e que o mormaço daquele dia ia demorar pra passar, mas a minha consciência de homem de bem estava em paz.

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Foto de perfil de Casal hotCasal hotContos: 50Seguidores: 120Seguindo: 35Mensagem Somo um casal bem safado

Comentários

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O que tá acontecendo na casa do Tio é de uma dimensão tão errada que não precisaria e não vou detalhar, mas tenho que admitir que é de um erotismo acima da média, a impressão que eu tenho é que a Mariana já é uma HotWife e chegou na casa do Tio com uma personagem montada para seduzir o Tio e com o Henrique como um Corninho Manso guardado na mala, muito bem escrito e apresentado, não gosto do tema de Corno Manso, mas está sendo um conto bem escrito, sendo apresentado de uma maneira crível e um grau de erotismo absurdo, desde o primeiro capítulo, que não teve sexo, mas a sensualidade implícita, mexeu com a imaginação de quem lê. Algo com qualidade dentro de um coletivo, parabéns.

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A esposa é realmente uma vagabunda sem caráter,.o tio um tremendo de um Talarico filho de puta, aí agora depois de usar e abusar da vadia vem ter crise de consciência?, fala sério né, sei bem o q os dois merecem,um aro de flores bem grande, mas já já a vadia da um jeito de transformar o coitado do marido num corno manso, já deu pra ver q ela da mais valor aí tio Talarico do q ao próprio marido, e tudo isso por causa de rola?, tá foda mesmo, os contos atualmente estão sempre mostrando uma imagem muito ruim sobre as mulheres, estão enfatizando q as mulheres abandonam tudo por causa de uma rola, perdem o caráter, a dignidade e o respeito por aqueles q elas dizem amar

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