CRONOLOGIA: Os eventos narrados aqui vão de 28 de julho de 2025 (segunda-feira) a 31 de julho de 2025 (quinta-feira).
Eu sou o Zé Maria. Zelador, 43 anos, calvo, magricela e com cara de quem acorda cedo desde antes de nascer. Meu corpo nunca enganou ninguém. Braço fino, ombro seco, perna de quem subiu escadas demais e carregou saco pesado demais. Bonito eu nunca fui, mas sempre fui útil e discreto. Nisso, eu tenho diploma e tudo.
Trabalho nesse condomínio desde o fim dos anos 1990. Peguei a época do interfone chiando e dos moradores ligando pra restaurante pra pedir comida antes do GPS. E durante todo esse tempo, convivi com muita gente rica que achava que funcionário era burro. Azar deles. Eu via, ouvia e entendia mais do que devia. O prédio entra na cabeça da gente. A gente aprende quais casais estão começando, quais estão acabando. Aprende quem briga por vaga, quem dá gorjeta boa no Natal e quem paga de santo com o rabo cheio de pecado.
Quando chega morador novo, costumo brincar que conheço mais esse prédio que minha família. É quase verdade. Sei qual cano costuma vazar e qual vizinho reclama antes de pensar. Quem sorri por educação e quem vive metido em rolo. Condomínio de bairro nobre tem mármore no chão e planta cara no hall. Mas, por dentro, ferve igual panela esquecida no fogo.
Nos primeiros anos eu era mais besta. Uma mão demorando no meu braço já me ligava o alerta. Se a moradora me chamasse pra “trocar lâmpada”, lá ia eu. Teve a dona Neide do 803, viúva alegre, que me chamava pra manutenção com a lâmpada funcionando melhor que as do hall. Teve a Márcia, recém-separada, chorando pelo ex na área de serviço e depois rindo enquanto dizia que homem servia para mover móvel pesado e bagunçar lençol. Teve a Rosângela, diarista pequena, ligeira, com uma língua que me deixava sem resposta e sem juízo. Teve a Vânia, outra diarista que sabia mais horário de morador que alguns porteiros.
Eu guardava minhas histórias quieto. Papel some e mensagem vaza. E em condomínio de gente rica, a corda sempre vai estourar nos mais pobres. Quem conta vantagem demais acaba demitido.
Se eu durei tanto tempo aqui, muito foi por causa do seu Geraldo, do Astolfo e do João. O seu Geraldo está aqui desde a fundação do condomínio. Não duvidaria que ele tenha sido um dos pedreiros. Ele é barrigudo, sorridente e cheio de lábia. Conhece morador pelo passo e pelo jeito de bufar no elevador. Segura metade da paz do prédio com um “deixa comigo”.
O Astolfo é mais seco. Bom de ferramenta, desconfiado por gosto e firme quando decide alguma coisa. Falou que faz, faz. Falou que não dá, nem engenheiro com palavra bonita resolve. O João chegou depois, mais novo, esperto e ligeiro pra perceber confusão antes que sobre pra nós. Nós, e os demais funcionários, já seguramos muita encrenca, escândalo, vazamento, festa passando do ponto e morador querendo transformar besteira em guerra.
Mesmo assim, tem coisa que até hoje me faz rir sozinho. Nos anos 2000, teve o apagão da torre B. Chovia forte, ventava, o gerador falhou, e eu subi com lanterna. No corredor, tinha madame sem sandália, homem tropeçando e uma senhora agarrada no marido errado. Quando a luz voltou, a vergonha fez todo mundo fingir que não aconteceu nada.
Nos anos 2010, a tecnologia deixou os escândalos mais burros. Uma moradora botou câmera em todo canto e filmou o próprio amante fugindo pela escada porque o marido voltou antes da viagem. Teve também um papagaio que passou quase um mês gritando o apelido de um advogado casado sempre que a dona abria a janela. O Astolfo dizia que aquele papagaio tinha alma de porteiro aposentado. Via tudo e ainda repetia alto.
A década de 2020 trouxe outro tipo de confusão. Os moradores mais velhos começaram a ir embora e a média de idade dos condôminos caiu de 45-50 para 30 anos. Assim, o prédio encheu de gente jovem, bonita, ocupada, sarada, moderna e cheia de segredo. Era preciso disciplina pra trabalhar cercado pela maior concentração de mulher gostosa que devia ser possível. Sério, a gente conversa com outros porteiros e zeladores e, nos outros prédios, não é tão desproporcional assim. O meu aprendeu paciência com a vida, só que desde a chegada delas, meus olhos passaram a trabalhar dobrado.
Com a Andréia, eu tive uma história boa. Ela era loira, madura e linda, com seios grandes e pernas grossas. A bunda dela era um acontecimento. Era a maior bunda daquele condomínio, o que acreditem era uma concorrência pesada com rabudas como Eliana, Natália ou Lisandra. Larga, pesada, cheia, dessas que tomavam conta de vestido, short apertado e do juízo de qualquer homem com sangue correndo. A Andréia sabia rir e sabia provocar. Quando dava certo, a gente transava. Depois cada um voltava para a própria vida e guardava silêncio.
A Cinthia também faz parte da minha vida. Não era uma das supergostosas. Mas tinha uma beleza madura e era a pessoa mais inteligente que já conheci. Tem um monte de doutor com título ou doutor no grito no prédio, mas nenhum deles chegava perto da Cinthia. Ele sempre estava uns três passos na frente de todo mundo. O corpo dela era mais comum perto das gostosas mais comentadas do prédio, só que tinha charme. Ela cruzava a perna, apoiava a mão na bancada e escutava de um jeito que mexia com a cabeça da gente. Com ela, o tesão vinha misturado com respeito. Isso, para mim, vale tanto quanto uma raba bonita mas inatingível desfilando pelo hall.
Falei em rabas inatingíveis, preciso falar da Natália.
A Natália é meu problema grande. Ruiva, esportiva, professora, corpo firme, corpo firme, seios médios bonitos. As pernas dela parecem feitas pra trilha e corrida. E uma bunda de outro mundo. Redonda, cheia, com aquele formato de pêssego e viva no jeito de andar. O pior era que a Natália também era gente boa. Falava com todos os funcionários olhando no olho, tratava todo mundo como igual, discutia futebol e reclamava do Londrina. Antes da merda com a Larissa, ela ainda me chamava para assistir jogo com ela e com a Pipa, a golden-retriever que eu levava para passear quando ela estava na faculdade. Mulher gostosa metida é fácil de colocar longe na cabeça. Mulher gostosa, educada e gente boa complica. Aí o homem começa a sonhar alto, e zelador pobre sonhando alto demais é receita de demissão.
A Rebecca me pegava de outro jeito. Tinha rosto delicado, cabelos castanho-claros, cintura fina, seios pequenos e firmes, pernas bem feitas e uma bunda empinada, compacta, durinha, que aparecia mesmo nas roupas discretas que ela usava. O jeito dela era contido, educado, quase tímido, mas depois do divórcio havia alguma coisa mais solta nela, ainda que pouca. Talvez fosse invenção minha, porque homem com tesão imagina muita coisa. Dá vontade de chegar perto e, ao mesmo tempo, dá medo de passar vergonha.
A Alessandra era outro perigo. Professora, séria, forte, corpo de treino. Ombros firmes, braços marcados, cintura boa, bunda cheia, coxas grossas. Ela tinha cara de quem resolvia problema antes do sujeito terminar de explicar. Mulher independente assim podia assustar homem fraco, mas me atiçava. Com a Alessandra eu tenho tesão, mas também cuidado. Ela não era a Natália e não dava pra chegar nela com papo barato. Seria pedir para tomar uma cortada daquelas.
A Tatiana era caso diferente. Lindíssima, magra, atlética, com olhar de quem fareja mentira atrás de sorriso educado. Corpo enxuto, pernas boas, cabelo castanho, postura de quem entra numa sala procurando a mentira escondida. Ela tenta virar síndica faz anos. Ela tenta virar síndica faz anos e eu acho que faria melhor que muito engravatado. Coragem ela tem. Pergunta o que os outros engolem seco. Cutuca onde incomoda. Muita gente se irrita com ela. Eu admiro. Tenho uma coleção de nudes dela (ela deixou!) faz um ano e já bati muita punheta pra buceta e pro cuzinho dela.
Do outros moradores, acho que posso destacar o Rogério. Se um dia, esse prédio criasse vergonha, botariam o Rogério ou a Tatiana no comando. Ele fala com morador, funcionário e prestador sem tratar ninguém feito capacho. Tem liderança sem humilhar. Reclama quando precisa, escuta quando deve, tenta esfriar briga antes de virar barraco. Gente assim melhora o prédio só de estar por perto.
Infelizmente nosso síndico é outro. O seu Alberto me dá medo. Medo prático, de emprego. Ele sorri com a boca e calcula com os olhos. Gosta demais de mandar. Medo de perder o emprego, que é o medo mais válido que existe. Ele sorri com a boca e maquina com os olhos. Aprendeu a gostar de mandar. Um homem ressentido com cargo na mão é perigoso. Qualquer atraso vira falta grave, qualquer conversa vira suspeita. Eu piso fino com ele porque funcionário que precisa do salário aprende a reconhecer esse tipo de gente.
No fim, a minha vida é isso. Tive e tenho as minhas amantes, as minhas vergonhas e as minhas pequenas vitórias. O prédio parece limpo por fora. Mas, por dentro, é o caos. Eu escuto barulho atrás da parede há quase 30 anos e nos meses seguintes passamos por altas revoluções.
A nossa história começa numa segunda-feira de noite. Eu estava no subsolo, conferindo uma infiltração perto da área dos medidores. Terminei de apertar o que dava pra apertar, limpei a mão num pano velho e subi pra portaria. O Seu Geraldo estava por lá.
— Vazamentinho besta?
— Por enquanto. Torcer pra não piorar.
Eu não entendia a prioridade dos moradores. O prédio estava cheio de problemas de infiltração e outras coisas que tomavam nossa constante atenção. E os condôminos mais próximos sempre reclamavam dos aumentos e taxas extras. Vimos muitos moradores queridos irem embora nos últimos anos porque não tinham como pagar o aluguel. Ainda assim, em vez de consertar o que precisavam, eles gastavam o dinheiro com sauna e câmeras.
O Geraldo olhou pra câmera do canto, pro interfone e pra mim. Mesmo aquele homem, que estava aqui desde começo e tinha jeito de que ficaria até o final, andava com medo dos ouvidos nas paredes.
— Que foi agora?
— Ele perguntou hoje cedo por que fiquei dez minutos fora da cadeira ontem — falava sussurrando e em um ângulo que a câmera não pegaria leitura labial.
— E tu disse o quê?
— Disse a verdade. Fui ao banheiro.
— Daqui a pouco, ele manda mijar numa garrafa pet.
O Geraldo abaixou a cabeça, mexendo em umas fichas que nem precisava mexer.
— Ele perguntou se eu tinha umas garrafas pet sobrando no lixo.
Aquilo me deu uma coceira ruim nas costas. Era o que faltava insinuar que a gente fuçava o lixo dos moradores.
O Geraldo fez sinal pra eu baixar mais ainda a voz.
— Eu acho que ele botou microfone escondido em alguns cantos do prédio.
— Ele não pode.
— Rico pode muita coisa até alguém provar.
Fiquei encostado na lateral do balcão, fingindo olhar a planilha de manutenção. Do lado de fora, parecia a vida normal do prédio. Mas a gente estava sentindo os efeitos antes de todos. Eu já tinha visto síndico ruim, morador vingativo, as duas torres em guerra e funcionário queimado por fofoca. Mas o seu Alberto era um síndico que não fazia nada e, do nada, decidiu virar ditador do lugar.
Estava pra comentar algo quando o interfone tocou. O Geraldo atendeu com a voz mais limpa do mundo.
— Portaria, boa noite.
Ele ouviu por uns segundos. O rosto dele mudou quase nada, mas eu conhecia o Geraldo. O canto da boca quis subir.
— Pois não, dona Andréia. Vou pedir ao Zé Maria pra subir aí, sim. Problema embaixo da pia? Certo. Ele já vai.
Desligou devagar e olhou pra mim.
— Dona Andréia tá com problema de vazamento embaixo da pia.
Peguei a maleta de ferramentas no armário e ajeitei a camisa do uniforme por dentro da calça.
— Geraldo, se ele aparecer, me cobre.
— Pode deixar.
Subi com um tipo de esperança que devia ser proibida depois dos quarenta. Eu não era trouxa completo. Eu e a Andréia já tínhamos transado algumas dezenas de vezes desde que a Odete trouxe o lado mais “devassa-carente” da loira à tona, mas fazia um bom tempo que ela não me chamava para nada.
Toquei a campainha e levei um susto ao ver a Andréia abrir a porta. Ela estava de roupa de casa, bem leve. Uma blusa solta, sem sutiã. Os seios grandes apareciam no movimento do tecido, pesados, com os bicos marcando quando ela respirava mais fundo. O short era curto, de tecido mole, preso na cintura, deixando as pernas fortes à mostra. Andréia tinha coxas grossas, panturrilha firme, quadril largo e aquela bunda grande que fazia homem esquecer tudo. O cabelo loiro caía meio bagunçado nos ombros.
— Boa noite, dona Andréia — falei, entrando com a maleta na mão.
Sobre a mesa havia uma pasta de documentos aberta, cheia de correspondências ainda no nome do marido. Um envelope com carimbo de uma cidade cujo nome nunca tinha ouvido falar estava largado de lado, sem nem ter sido aberto. No aparador, uma fotografia antiga dos dois estava virada pra parede. A Andréia nunca tinha me contado sobre como o marido viajou a trabalho pra nunca mais voltar.
No sofá, havia um controle remoto e uma sacola de farmácia com o nome da mãe dela grampeado na nota. Na bancada, uma calculadora com muito mais botões do que as que eu uso, um notebook aberto e um bloco com números de clientes.
Se ela percebeu que eu tinha reparado nesses detalhes, nada disse e nada perguntou.
— É na cozinha ou no banheiro? — perguntei.
— Na cozinha. Começou a pingar debaixo da pia.
Fomos até lá e me ajoelhei diante do armário. Ela ficou perto, encostada na bancada, uma perna cruzada na outra. Do chão, eu via a parte de baixo das coxas e a curva do short subindo mais do que devia. Tentei focar no encanamento.
Comecei a consertar. Ela continuou por perto como se quisesse falar. Fiquei por perto pra que ela pudesse se sentir à vontade.
— Deve fazer um ano que o meu marido não volta daquela maldita cidade. Isso quando ele ficava uma semana a cada seis meses. Eu devia mandar ele pro inferno e nem sei como porque não sei o telefone dele desde que ele trocou de número. E, ainda assim, ele continua aqui, ocupando espaço. Conta no nome dele, carta chegando, vizinho perguntando dele, querendo saber se ele volta, amante querendo me obrigar a largar um cara que já me largou pra querer me assumir. Olha... Esse filho da puta terminou comigo e nem teve coragem de terminar, só fugiu.
Voltei ao encanamento. Ela precisava falar e eu seria um bom ouvido.
— Às vezes, eu chamo o Geraldo porque ele me faz companhia sem pedir explicação. Às vezes chamo você porque consigo parar de pensar por um tempo. A maioria dos outros homens só querem se gabar de ter me comido ou fazem perguntas demais.
Ela ficou quieta. Do meu ângulo, quando ela se inclinou pra ver o que eu fazia, a blusa dela abriu um pouco no peito. Os seios grandes estavam soltos por baixo do tecido, com os bicos marcando a malha. A Andréia percebeu meu olhar e não se cobriu.
Terminei o conserto. Ela se virou pra abrir a torneira e checar. O short subiu na bunda grande. Eu não consegui evitar de olhar.
No condomínio, a bunda da Andréia era quase uma lenda. Todos os homens olhavam quando ela passava rebolando. Solteiros, casados, metidos a sério. Ninguém resistia.
A Natália tinha uma raba de outro mundo, redonda, firme, viva no jeito de andar, com aquelas pernas fortes de corrida e trilha. As bundas da Eliana e da Lisandra também faziam estrago.
Só que a Andréia era um patamar diferente. Era grande, cheia, larga, com coxas grossas sustentando aquilo tudo, e uma cintura que fazia a bunda parecer maior ainda. Quando ela usava legging, o prédio inteiro prendia a respiração.
Eu já tinha transado com a Andréia outras vezes. Era dona de uma buceta deliciosa, mas a bunda dela era meu sonho antigo. Na verdade, a bunda dela era o sonho de zelador, de porteiro, de morador engravatado, de marido entediado e de solteiro metido a pegador. Eu tinha batido punheta pensando naquele rabo mais vezes do que seria bonito confessar. A diferença entre fantasia e realidade é que, na fantasia, ninguém perde emprego.
— Tá consertado.
— Obrigada. Pode me ajudar com umas caixas que eu queria tirar do armário e colocar naquele quartinho que estou fazendo de depósito?
— Claro.
Fomos até o armário no quarto dela. Ela apontou as caixas na parte superior.
— São essas caixas.
Peguei a primeira. O espaço era apertado entre o armário e a cama. Passei de lado, só que a bunda dela veio para trás no mesmo instante e a minha rola bateu de leve nela. Prendi a respiração. Ela continuou ajeitando as caixas menores como se nada tivesse acontecido.
Na segunda caixa, aconteceu de novo. Dessa vez, mais demorado. A bunda dela encostou na minha calça e ficou ali um pouco. Eu senti o calor do corpo dela e o meu pau pulsou. Ela respirou fundo.
Na última caixa, eu já tinha largado a vergonha no chão junto com o bom senso. Passei por trás dela, e quando a bunda veio de novo, apertei a minha rola no meio daquele rabo. A Andréia parou com a mão na parede. O shortinho estava esticado nas coxas, a bunda encaixada em mim e eu senti o corpo dela amolecer um pouco.
— Finalmente, Zé!
Se fosse bronca, eu teria recuado na hora. Mas tanto tempo no prédio me ensinou a diferença entre recusa e convite. Coloquei a caixa no chão, segurei a cintura dela com cuidado e apertei mais um pouco.
— Eu estava com saudade dessa bundona gostosa.
— É um safado mesmo...
Disse isso, mas continuou parada. A bunda dela ficou colada em mim, com o meu pau duro encaixado no meio. Passei a mão pela cintura dela, sentindo a curva do corpo. Aproximei o rosto do pescoço dela e dei um beijo. Ela soltou o ar devagar.
— E quem disse que EU estou com saudade?
— Só mandar que eu saio.
Ela empurrou a bunda pra trás de novo, rebolando de leve.
Beijei o pescoço dela com mais vontade e subi a mão até os seios. Eram grandes e naturais. Apertei por cima da camiseta, sentindo os mamilos duros contra o tecido. Ela inclinou a cabeça, deixando meu beijo subir pela nuca e pela orelha. A minha rola parecia querer rasgar a calça. Eu esfregava no meio da bunda dela.
— Ah, Andréia... Que rabo gostoso.
Ela virou de repente, me pegou pelo rosto e me beijou. Beijo de língua, demorado, com a mão dela descendo pela minha barriga. A língua dela entrou na minha boca e eu esqueci do mundo lá fora. Segurei a bunda dela com as duas mãos. Era grande e macia, dessas que enchem a mão e ainda sobra. Apertei, puxei contra mim, e ela gemeu dentro do beijo.
A mão dela achou minha rola por cima da calça e apertou, rindo baixinho, com a boca ainda encostada na minha.
— Que pau duro é esse, Zé?
— Culpa sua.
Ela me beijou de novo, mais safada. Baixei o shortinho dela e subi a mão pela coxa grossa dela. A pele era lisa, com aquela maciez de mulher que malhava sem virar pedra. Quando cheguei na buceta, senti a calcinha molhada. A Andréia fechou os olhos e mordeu meu lábio.
— Tá ensopada, loira.
— Cala a boca e me beija.
Obedeci porque, naquela hora, até eu sabia ser inteligente. Beijei com vontade. A minha mão entrou por dentro da calcinha e achou a buceta depilada e aberta de tesão. Passei os dedos devagar. Ela segurou meu ombro com força. Enfiava os dedos nela e esfregava com calma, ouvindo o gemido preso sair cada vez mais solto.
Ela puxou a minha calça pra baixo, com cueca e tudo. A minha rola saltou dura, batendo na barriga dela. Ela olhou e passou a língua nos lábios.
— Ui, Zé... Acho que esse pau estava mesmo com saudades da minha boca...
Ela se ajoelhou na minha frente de camiseta e calcinha. Aquilo cena quase me derrubou. A loira mais rabuda do bairro ajoelhada, segurando o meu pau e olhando para mim com cara de safada.
Ela deu um beijo na cabeça, passou a língua devagar e chupou só a ponta. As minhas pernas chegaram a falhar.
A boca dela era quente. Ela chupava sem pressa no começo, lambendo a cabeça, descendo pelo pau, voltando com a língua por baixo. Depois engoliu mais, fazendo a minha rola sumir naquela boca gostosa. Segurei o cabelo dela. A Andréia mamava com gosto, gemendo com o pau na boca, usando a mão para completar o que não entrava. A língua dela trabalhava na cabeça, depois descia até o saco. Eu olhava para baixo e via os seios grandes apertados na camiseta, a bunda dela apoiada nos calcanhares, aquele corpo todo entregue no chão do quarto.
— Puta que pariu, Andréia... Que boca gostosa.
Ela tirou o pau da boca com um estalo e sorriu.
— Faz tempo que eu não brinco com uma pica assim.
Voltou a chupar antes que eu respondesse. Enfiou mais fundo, segurou a base e me fez bater a cabeça para trás. Eu não queria gozar daquele jeito. A Andréia chupava bem demais, e a minha cabeça estava cheia daquela bunda. Só que eu tinha que resistir. Um homem não passa anos sonhando com a bunda da Andréia para acabar rápido na primeira mamada.
Puxei ela para cima e beijei sua boca, sentindo o meu gosto na língua dela. Ela passou os braços no meu pescoço. Eu levantei a camiseta dela e a deixei cair no chão. A Andréia ficou só de calcinha, com os seios soltos, grandes, os mamilos grandes e duros apontando pra mim. O corpo dela tinha cintura marcada, barriga lisa com uma leve curva abaixo do umbigo, coxas fortes e aquela bunda enorme atrás.
Joguei ela na cama e fui por cima. Beijamos de novo. Beijo comprido, de língua, com ela me puxando pela nuca. Desci pela boca, pelo pescoço, pelos seios. Chupei um mamilo, depois o outro, apertando os seios com vontade. Ela gemia e abria as pernas, esfregando a buceta na minha coxa. Tirei a calcinha dela devagar e joguei no chão.
A buceta da Andréia estava linda. Depilada, molhada, inchada de tesão. Passei a língua nela sem pressa. Ela arqueou o corpo e agarrou o lençol. Chupei aquela buceta com fome. Ela tremia, empurrava a buceta contra o meu rosto, gemia meu nome com voz rouca. As coxas grossas prendiam a minha cabeça.
A Andréia gozou a primeira vez ainda tentando segurar o barulho. Senti a buceta pulsar na minha língua. Continuei chupando, mais lento, fazendo ela atravessar o gozo sem fugir. Ela puxou o meu cabelo, gemeu mais alto e se contorceu na cama. Quando subi, ela me beijou com força, lambendo a minha boca como se quisesse sentir o próprio gosto.
— Come a minha buceta logo, Zé.
Não precisei ouvir duas vezes. Me posicionei entre as pernas dela, esfreguei a cabeça do pau na buceta molhada e entrei devagar. A Andréia gemeu fundo. A buceta foi cedendo, me engolindo de um jeito gostoso. Entrei até o fim e parei um pouco, só sentindo o prazer e a falta dela. Ela enrolou as pernas em mim e me puxou para dentro.
Comecei num ritmo lento. O pau entrava inteiro, saia quase tudo e voltava em seguida. A buceta dela agarrava minha rola. Eu beijava a boca dela, a língua dela vinha buscar a minha, e os seios batiam no meu peito. A cama rangia baixo.
Fui aumentando o ritmo. A buceta dela fazia barulho molhado. Ela segurava minhas costas, arranhava de leve, empurrava a bunda contra mim para receber mais fundo. Mudei o ângulo, levantei uma perna dela no meu ombro e enfiei de novo. A Andréia soltou um gemido alto e tampou a própria boca. Eu ri, sem tirar o pau de dentro.
— Isso, loira. Saudades dessa buceta.
— E eu desse pau, Zé!
Aquilo acabou comigo. Segurei a coxa dela, enfiei mais fundo e comecei a comer a buceta dela com vontade. A cabeça do pau batia lá dentro, e ela revirava os olhos. O corpo da Andréia era feito pra trepar daquele jeito, com coxa grossa aberta, seios balançando, bunda afundando no colchão. Eu olhava a boca dela aberta, o suor começando na pele, a barriga subindo e descendo, e pensava que o marido dela era um sujeito muito burro de deixar uma mulher daquela largada por anos em outra cidade.
Ela gozou de novo com a minha rola dentro. A buceta apertou meu pau, pulsou, molhou mais ainda. Eu tive que parar um pouco, respirando fundo, porque quase gozei junto. Beijei ela com vontade. A mão dela desceu até a minha bunda magra e me puxou contra ela.
— Não para.
Virei a Andréia de lado e entrei por trás, ainda na buceta. A bunda dela ficou colada na minha barriga, enorme, abrindo espaço para meu pau entrar por baixo. Segurei um seio dela com uma mão e a cintura com a outra. Meti devagar no começo, vendo a minha rola entrar e sair daquela buceta molhada. Depois acelerei. A bunda dela batia em mim, pesada e macia. Cada pancada fazia aquele rabo tremer. Eu olhava e sentia a cabeça ferver.
Depois coloquei ela de quatro na cama. E aí, quase perdi a alma.
A Andréia de quatro era covardia. A bunda dela levantada na minha frente parecia maior ainda. Grande, redonda, com a pele clara bronzeada e umas ondulações leves, naturais, que deixavam aquilo mais real e mais gostoso. As coxas grossas abertas, a cintura estreita, as costas fazendo uma curva bonita. A buceta molhada aparecia entre as pernas, e o cuzinho ficava ali, escondido no meio daquela bunda quase mitológica.
Entrei na buceta dela por trás. Devagar, para sentir tudo. Depois comecei a socar com vontade, segurando a bunda com as duas mãos. O barulho do meu corpo batendo nela me deixava doido. A Andréia gemia com o rosto no travesseiro. A bunda dela vinha para trás, procurando meu pau. Eu metia até o saco, tirava, enfiava de novo. A buceta estava cada vez mais molhada. A cada entrada, o meu pau deslizava mais fácil e mais fundo.
— Puta que pariu, Andréia. Essa sua bunda devia ser proibida.
Ela riu no travesseiro, sem fôlego.
— Você sempre olhou, né?
— Eu? Todo o bairro!
Continuei comendo. Beijei as costas dela, mordi de leve a bunda, voltei a meter na buceta. A Andréia se soltou mais. Rebolava em mim, empurrava a bunda, pedia mais com o corpo. Eu via o meu pau entrando naquela buceta e pensava que já estava bom demais. Só que os meus olhos sempre voltavam pro cu dela. Aquele cuzinho no meio daquele rabo era uma tentação antiga.
Parei um pouco, ainda com o pau dentro da buceta, e passei o dedo pela bunda dela. Ela olhou por cima do ombro.
— Zé...
— Posso?
Ela ficou me olhando. Tirei o pau devagar da buceta e esfreguei a cabeça molhada entre as nádegas dela, sem entrar no cu. Só passei por cima, sentindo o calor.
— Meu cu é complicado.
— Eu sei.
— O Geraldo já comeu. Só ele sabe como fazer. E faz tempo que não come.
Ouvir o nome do seu Geraldo naquela hora mexeu comigo. Se fosse um bonitão como o Enéias, o Rogério ou o irmão da Lisandra, eu entenderia. Mas o seu Geraldo era pobre e desprovido de beleza como eu. E, ainda assim, tinha sido o único a chegar onde todo homem do condomínio sonhava alcançar. Ao mesmo tempo, aquilo me deu mais tesão. A bunda da Andréia estava ali, na minha mão, e ela estava decidindo se daria para mim também. Eu não queria estragar aquilo com pressa.
— Só faço se você quiser.
Ela respirou fundo. Empinou um pouco mais a bunda.
— Quero. Devagar. E pega o lubrificante na gaveta.
Fui até a gaveta que ela apontou, peguei o lubrificante e uma camisinha. Voltei pra a cama com o coração batendo feito elevador velho. Coloquei a camisinha, espalhei lubrificante no pau e nos dedos. Passei a mão na bunda dela com calma. A Andréia ficou de quatro, rosto virado no travesseiro, respirando fundo. Beijei a lombar dela, depois a bunda. Abri as nádegas com cuidado e olhei pro cuzinho. Pequeno, apertado, lindo, bem no meio daquela bunda enorme que tinha ocupado meus pensamentos por anos.
Massageei com o dedo por fora. Ela se mexeu, soltando um gemido baixo. Passei mais lubrificante e continuei sem pressa. A Andréia foi relaxando aos poucos. Eu alternava o dedo na entrada do cu com a mão na buceta, esfregando o grelo molhado. Queria que ela ficasse com tesão, não só aguentando. Ela começou a gemer de novo, empurrando a bunda para trás em movimentos pequenos.
— Assim... Devagar...
— Deixa que eu vou cuidar dessa bunda gostosa.
Ela gemeu quando a ponta do dedo entrou. Fui bem lento, sentindo o corpo dela abrir. Depois tirei, passei mais lubrificante, voltei. A buceta dela escorria. Desci a mão e esfreguei enquanto mexia no cu dela. A Andréia começou a rebolar, e aquilo me deu sinal. Tirei o dedo, segurei o pau e encostei a cabeça no cuzinho.
A primeira pressão me fez tremer. O cu dela era apertado demais. A cabeça do pau ficou ali, forçando pouco, lubrificada, enquanto eu segurava a bunda dela aberta. Andréia agarrou o lençol.
— Nossa. Que apertadinho, dona Andréia! Agora, entendo o receio da senhora...
— PUTAQUEPARIU! TÁ COMENDO MEU CU E AINDA QUER ME CHAMAR DE “DONA” E “SENHORA”.
Empurrei um pouco mais. A cabeça começou a entrar. A pressão era forte. Eu podia sentir cada milímetro. A Andréia soltou um gemido misturando dor e tesão juntos. Parei assim que a cabeça entrou. Beijei a nuca dela, passei a mão nas costas e deixei o corpo dela acostumar. Meu pau pulsava dentro daquela entrada apertada, e eu pensava que aquilo era o tipo de coisa que um homem lembra no leito de morte com sorriso idiota.
A bunda da Andréia tinha engolido a cabeça da minha rola.
Só aquilo já parecia vitória de campeonato. Fiquei parado, respirando. Ela mexeu a bunda de leve, testando.
— Tá bom?
— Tá. Só vai devagar.
Fui entrando mais um pouco. O cu dela apertava a minha rola com força, como se quisesse expulsar e prender ao mesmo tempo. Passei a mão pela cintura, depois pelos seios pendendo sob o corpo dela. Apertei um mamilo, e ela gemeu mais solta. A cada centímetro, eu parava um pouco. O pau entrava envolvido naquele rabo que eu tinha comido em pensamento durante anos.
Quando metade já estava dentro, ela começou a respirar de outro jeito. Menos tensa e mais safada. Empurrou a bunda para trás, bem pouco, e eu quase perdi o controle.
— Isso, Andréia... Assim. Que cu gostoso da porra.
— Cala a boca e mete!
Fui metendo devagar. O resto entrou aos poucos, até a minha pélvis encostar na bunda dela. Meu pau ficou inteiro no cu da Andréia. Parei fundo, segurando a cintura dela, olhando aquela bunda enorme colada em mim. Senti vontade de rir de nervoso. Pensei que, naquela hora, eu estava vivendo o sonho coletivo de todos os homens que viram seu rebolado.
Comecei o vai e vem quase parado. Saía pouco, entrava de novo. O cu dela apertava demais, fazendo meu pau latejar. A Andréia gemia baixo no travesseiro. Eu mantive o ritmo lento, sentindo tudo. A bunda dela mexia contra meu corpo, pesada, e o cu foi aceitando a minha rola com mais facilidade. Passei a mão na buceta dela e senti o quanto estava molhada. Esfreguei o grelo enquanto metia no cuzinho. Ela abriu mais as pernas.
— Vai, seu safado! Enfia no meu cu! Não era isso que você sempre quis?
O gemido mudou. Ficou mais entregue.
Aumentei um pouco o ritmo. O pau entrava mais liso, o cu dela continuava apertado, e a bunda batia em mim com aquele peso delicioso. Eu estava suado. Olhar pra baixo e ver a minha rola sumindo naquele cu era quase demais para mim. A Andréia agora empurrava a bunda para trás no meu ritmo.
— Ai, Zé... Assim.
— A tua bunda é um pecado, Andréia.
Segurei a cintura dela e meti mais fundo, mantendo cuidado para não machucar. A cada entrada, ela soltava um gemido curto. A bunda balançava em ondas, e eu sentia a pele dela contra a minha pélvis. O cuzinho apertava meu pau de um jeito que deixava minha vista meio turva. Passei a mão pelas costas dela, agarrei a bunda, abri as nádegas para ver melhor. Meu pau entrava e saía brilhando de lubrificante, com o cu dela fechando em volta.
Virei ela de lado outra vez para mudar sem tirar a calma. Passei uma perna dela por cima da minha, entrei no cu devagar e beijei sua boca por trás. Ela virou o rosto, me deu a língua, me puxou pela nuca. Ficamos trepando assim por um tempo, beijo molhado, meu pau enterrado no cu dela, uma mão nos seios, a outra esfregando a buceta. A Andréia gemia dentro da minha boca. O corpo dela tremia quando eu acertava o ritmo. Eu sentia a bunda dela me envolvendo, macia por fora, apertada por dentro.
Depois ela mesma voltou de quatro. Aquilo me deixou louco. A Andréia quis a posição. Empinou a bunda e olhou pra mim por cima do ombro.
— Agora mete.
Entrei de novo no cu dela, dessa vez mais fácil. Ainda apertado, só que o corpo dela já me recebia. Retomei lento e fui aumentando. A cama fazia barulho, o lençol embolava debaixo dos joelhos dela. Eu segurava a bunda como quem segura uma coisa rara (e era). A Andréia se entregou ao ritmo. Rebolava, gemia, empurrava. A buceta dela estava molhada e aberta, e eu passei a mão por baixo para brincar com ela enquanto metia no seu cuzinho.
Ela gozou assim. De quatro, com meu pau no cuzinho e meus dedos na buceta. O corpo dela travou, a bunda apertou contra mim, e o cu pulsou no meu pau. Eu quase gozei na hora. Segurei como pude, mordendo o próprio lábio. A Andréia tremia, gemendo no travesseiro, e eu continuei com movimentos curtos, sentindo as contrações dela me apertarem.
Aquilo foi cruel pra minha resistência. Eu já tinha segurado demais. A mamada, a buceta, a bunda, o fato de ser a Andréia. Tudo junto foi demais para um zelador magricela que já vinha sonhando com aquele rabo fazia tempo. Segurei a cintura dela e meti com mais força, ainda atento ao corpo dela. Ela pedia com gemidos, sem precisar falar. A bunda vinha contra mim, me chamando para dentro.
— Andréia... Vou gozar.
— Goza, Zé. Goza no meu cu, seu safado.
Essa frase acabou com o resto da minha compostura. Afundei o pau até o fim e gozei forte. A camisinha segurou tudo, mas eu senti cada jato sair, meu pau pulsando enterrado no cu dela. Fiquei parado, grudado na bunda da Andréia, respirando pesado, com a mão na cintura dela. Ela ficou quieta também, sentindo, cansada, com o rosto de lado no travesseiro.
Demorei para sair. Quando tirei o pau devagar, ela gemeu baixinho e deitou de barriga para baixo. A bunda ficou ali, enorme, marcada pelas minhas mãos, bonita de um jeito indecente. Tirei a camisinha, dei um nó e joguei no lixo do banheiro. Voltei pra cama e sentei ao lado dela. A Andréia levantou o rosto, o cabelo loiro meio bagunçado, a pele suada, os olhos com aquele brilho de mulher satisfeita.
— Você acabou comigo.
— Você que quase acabou comigo primeiro.
Ela riu e puxou meu rosto pra outro beijo de língua, mais calmo. A mão dela desceu e pegou o meu pau ainda mole, fazendo um carinho de leve, como quem agradece e provoca ao mesmo tempo.
— Esse pau seu é gostoso, Zé.
— E essa sua bunda é covardia.
Ela ficou me olhando com um sorriso cansado. Ficamos mais um tempo na cama. Ela deitou de lado, a bunda encostada na minha coxa, e eu passei a mão devagar por aquela pele quente.
Levantei e comecei a procurar as minhas roupas. A camisa tinha perdido um botão. Encontrei ele perto da mesa e enfiei no bolso. Quando terminei de me vestir, ela já tinha ido ao banheiro se limpar. Voltou enrolada num roupão.
— Meu cu vai lembrar de você.
— Espero que lembre bem.
— Vai lembrar reclamando e querendo de novo.
Ela me beijou perto da porta, depois ajeitou meu colarinho como se eu tivesse entrado ali só para trocar uma lâmpada. A Andréia ficou quieta e soltou do nada.
— Você acha feio eu chamar você, o Geraldo e os outros? Ficar nessa vida escondida enquanto ainda tenho marido no papel?
— Feio foi ele ir embora sem avisar nada.
— A Odete fala a mesma coisa. Diz que eu devia assinar logo o divórcio e parar de carregar defunto vivo nas costas.
— Ela está certa.
A Andréia apoiou a cabeça no sofá.
— O problema é que eu preciso da assinatura dele também e não quero me rebaixar a ir onde ele está morando... — Ela bufou. — “Me rebaixar”. Eu tenho é medo de chegar lá e descobrir que sempre fui a outra.
Fiquei calado porque eu sabia que ela só precisava de alguém que a ouvisse, não conselhos de um zelador safado.
Nos despedimos com um beijo. Fui embora com a cabeça em festa. Desci pelo elevador de serviço pensando que, se algum morador me cruzasse, eu ia dar boa noite como sempre. Os segredos da Andréia ficariam comigo. E a bunda dela também, na memória e nas próximas punhetas. Só que agora a fantasia tinha virado realidade e eu tinha comido a bunda que sempre desejei.
Na portaria, o Geraldo estava sentado diante do livro de ocorrências. Ele bateu o olho na minha camisa e viu o botão faltando.
— Vazamento trabalhoso?
— Resolvido.
Ele segurou o riso e não perguntou mais nada.
— Só toma cuidado — disse ele depois de um tempo. — O seu Alberto passou aqui perguntando onde você estava.
Meu corpo esfriou.
— Você disse o quê?
— Problema de vazamento no apartamento 604. Tem o registro no interfone e, se ele tiver grampeado, a fala dela confirmando.
Olhei pras câmeras.
— Ele perguntou mais alguma coisa?
— Perguntou se manutenção em apartamento precisava mesmo demorar tanto. Eu falei que dependia do nível de vazamento. — Ele fechou o livro de ocorrências antes de continuar. — Esse homem tá procurando pelo em ovo. E, quando não achar, vai plantar um.
Logo toda a sensação boa do corpo da Andréia foi trocada por medo e ansiedade. Peguei um café velho na copa, bebi dois goles e fiquei olhando o saguão vazio.
Na terça-feira, cheguei cedo. Troquei duas lâmpadas no corredor da torre A, conferi uma reclamação de barulho no motor do portão e passei boa parte ocupado. De dia, o João era o porteiro agora. Estava voltando do 18º andar com uma prancheta debaixo do braço. Apertei o botão do térreo e a porta abriu dois andares abaixo.
A Rebecca entrou. Vestia calça clara de corte reto e uma blusa discreta que marcava a cintura fina. Os cabelos castanho-claros estavam presos baixo, com alguns fios soltos perto do rosto. Ela tinha seios pequenos e firmes, pernas bem feitas e uma bundinha empinada e compacta, que a calça séria não conseguia esconder. A Andréia chamava atenção pelo tamanho da bunda. Já a Rebecca chamava pela forma, alta e redonda, aparecendo quando ela dava dois passos.
— Bom dia, seu Zé Maria — disse ela, sorrindo.
— Bom dia, dona Rebecca. Tudo certo?
— Tudo. E com o senhor? Vi que estavam mexendo no portão mais cedo.
— Barulho no motor. Já ficou resolvido.
— Ainda bem. Ontem, quando cheguei, ele deu uma travada. Fiquei achando que tinha feito algo errada.
— A senhora não fez nada. O equipamento que está ficando velho.
Ela riu baixo.
— Nesse prédio, tudo parece precisar de manutenção ao mesmo tempo.
O elevador descia devagar demais. Eu olhava pro painel, pra prancheta e, quando ela desviava a atenção, pro corpo dela. A Rebecca falava comigo com respeito, mas meu olho descia pra cintura fina, pra curva dos seios sob a blusa, pra bunda firme quando ela se moveu para dar espaço a uma senhora que entrou no oitavo andar.
Senti que a Rebecca, apesar de todo aquele jeito contido, religioso e educada, tinha agora um ar diferente de liberdade nova nela desde o divórcio. A senhora saiu no terceiro andar. Ela voltou a falar comigo:
— Trouxe bolo demais da firma ontem. Vou deixar um pedaço para vocês na portaria.
— O seu Geraldo vai agradecer com lágrimas.
A Rebecca sorriu. Quando o elevador chegou ao térreo, ela saiu primeiro. A bunda empinada se moveu sob a calça clara enquanto ela caminhava pra porta, e eu fiquei parado dentro da cabine com a prancheta na mão, olhando sem abrir a boca. Antes de sair do prédio, ela se virou.
— Deixo o bolo na hora do almoço.
— Obrigado, dona Rebecca.
— Apenas Rebecca está ótimo, seu Zé Maria.
Ela foi embora, e a bunda empinada se moveu sob a calça clara até desaparecer pela porta principal. Não tinha o volume absurdo da Andréia nem o jeito esportivo da Natália. Era pequena em comparação com a primeira, mais compacta que a segunda, mas firme e levantada de um jeito que me deixava com a cabeça dura. Apertei o botão do subsolo sem ter serviço urgente lá.
Na quarta-feira à noite, eu e o Geraldo estávamos na portaria organizando encomendas e conferindo o livro de ocorrências. O bolo que Rebecca tinha deixado na terça já tinha acabado. O saguão estava vazio quando o seu Alberto apareceu. Veio de camisa polo bem passada, calça social e uma pasta debaixo do braço. O bigode dele parecia mais torto.
— Boa noite — disse, parando diante do balcão.
— Boa noite, seu Alberto — respondemos.
— Doutor Alberto!
Ele colocou uma folha impressa sobre a bancada.
— Estou formalizando algumas adequações de conduta dos funcionários nas áreas comuns.
Li o título de longe: “Normas de circulação e abordagem funcional”.
— A partir de agora, funcionário usa apenas o elevador de serviço, salvo emergência registrada — disse Alberto. — Isso vale para porteiros, zeladores, diaristas e prestadores.
O Geraldo olhou pra folha.
— Mesmo quando o elevador de serviço estiver ocupado por mudança ou coleta?
— O funcionário aguarda ou vai de escada.
Fiquei quieto. O síndico queria qualquer reação atravessada para transformar humilhação em insubordinação.
— Também estou avaliando limitar abordagens a moradores — continuou ele. — Funcionário não precisa iniciar conversa sem necessidade operacional.
— Nem dar bom dia? — perguntou Geraldo.
— Vocês foram contratados para trabalhar, não para socializar.
A palavra veio com desprezo suficiente para me deixar com a mão dura segurando a caneta. O Geraldo assinou primeiro, devagar. Eu assinei em seguida, porque aluguel e comida não se pagavam com dignidade.
— A regra do elevador entra em vigor imediatamente — disse Alberto, recolhendo a folha. — Quanto à abordagem, aviso quando estiver definida. Também vou revisar as imagens das câmeras para avaliar cumprimento das orientações.
Ele virou as costas e caminhou pro elevador social. Antes de entrar, lançou um olhar curto para nós, cheio de ressentimento. O Geraldo ficou calado até o elevador subir.
— Passei quase mais tempo cuidando deste prédio do que esse filho da puta tem de vida — disse Geraldo, baixo o suficiente pro caso de terem escutas. — Agora, ele quer que a gente trabalhe pelos fundos e desapareça quando morador passa.
O que mais doía não era ele estar furioso, mas que sua tinha mais cansaço que raiva.
Peguei a pilha de encomendas e comecei a conferir apartamento por apartamento. Daquela noite em diante, eu teria de subir pelo elevador de serviço até quando estivesse carregando só uma prancheta. Era uma humilhação pequena. Justamente por isso funcionava. O Alberto não precisava demitir ninguém para lembrar todo dia quem ele considerava inferior.
Perto das 22h, Andréia passou pelo saguão com uma bolsa no ombro e um vestido simples que acompanhava as pernas grossas e a bunda grande.
— Boa noite, seu Geraldo. Boa noite, Zé Maria.
— Boa noite, dona Andréia.
Ela percebeu meu jeito seco e saiu sem comentar. A regra absurda do cumprimento ainda nem estava valendo, mas o Alberto já tinha conseguido piorar coisas que antes eram normais.
— Isso vai dar merda — disse Geraldo.
Eu acompanhei a Andréia até a porta e concordei em silêncio.
Na quinta-feira de manhã, eu estava na garagem conferindo o sensor do portão quando ouvi o elevador de serviço chegar. Depois da ordem nova do Alberto, eu já tinha subido e descido por aquela cabine mais vezes em meia manhã do que costumava fazer em dois dias. O elevador social ficava ao lado, limpo, vazio e proibido pra gente de uniforme.
A porta do elevador abriu e a Natália saiu com a chave do carro na mão e a mochila de trabalho pendurada em um ombro. Ruiva, de camisa social e calça social preta escura. As pernas firmes e a bunda redonda dava ao passo dela um balanço que sempre acabava comigo. O problema era que, naquela manhã, eu tinha mais medo dela do que tesão para aproveitar a vista.
Durante semanas, antes da merda toda, ela me tratava como um dos seus mais próximos amigos. Me chamava no sábado para assistir ao Londrina no apartamento dela, com cerveja e pipoca, sempre pronta pra xingar o juiz. A Pipa ficava deitada no meio do tapete, soltando pelo dourado em tudo e levantando a cabeça quando a gente reclamava de lateral mal cobrado. A Natália era uma das torcedoras de futebol mais fanáticas que eu já tinha visto.
Ela confiava em mim de um jeito que funcionários quase nunca são. Tinha me dado uma cópia da chave do apartamento para eu buscar a Pipa todos os dias e levar a cachorra para passear quando ela estava na faculdade. A golden-retriever já me esperava abanando o rabo assim que ouvia a chave girar. Eu gostava da Pipa mais do que admitia. Agora, a Pipa ficava num spa canino quase todos os dias.
Semanas atrás, a Larissa tinha me acusado, na frente do Geraldo e da Natália, de obrigar ela a me fazer um boquete para não espalhar que ela tinha entrado por engano no banheiro masculino da piscina. Eu tentei negar, mas fiquei nervoso demais pra explicar sem admitir a parte feia de que eu tinha mesmo aceitado um boquete depois de pegar ela e o Enéias transando no banheiro. Mas eu não obriguei a nada. Eles me ofereceram o boquete em troca de silêncio e quem recusaria o bolagato de uma ruivinha deliciosa de 23 anos?
A Natália acreditou na acusação e tudo entre nós desandou. Depois, pediu a chave de volta com uma expressão de nojo que doeu mais do que qualquer palavrão. Por pouco, ela não me denunciou pro síndico. Só não fez isso porque a Larissa a convenceu que o clima com a dona Marieta não era propício a um escândalo sexual. Desde então, passei a desviar da Pipa quando via a cachorra no hall, porque a coitada continuava querendo vir brincar comigo sem entender por que a dona puxava a guia pro outro lado.
Agora a Natália vinha andando na minha direção sem sorrir. Parou perto da vaga dela. Ficamos em silêncio por um instante. Ela passou a chave do carro de uma mão pra outra, inquieta.
— Bom dia, Zé. Preciso conversar com você.
O meu estômago apertou. Larguei a chave de teste dentro da caixa de ferramentas e limpei a mão na calça do uniforme, mesmo sem estar suja.
— Pode falar.
— Eu fui atrás da história da Larissa. Descobri o que aconteceu de verdade naquele banheiro.
Meu corpo ficou duro, como se eu ainda estivesse na portaria, ouvindo a acusação da Larissa e vendo a Natália me olhar como se eu fosse uma coisa nojenta.
— Como você descobriu?
— Não importa. Já teve gente demais exposta por isso. O que importa é que a Larissa não entrou ali por engano. Ela estava transando com o Enéias porque quis. Você pegou os dois no flagrante, falou da infração e aceitou um boquete em troca de ficar quieto.
Baixei os olhos pra caixa aberta.
— Foi isso.
— Você sabia que aquilo estava errado e aceitou mesmo assim. Eu ainda estou puta com você por isso.
— Tem razão.
— Só que você não coagiu a Larissa e eu tratei você como se tivesse feito isso.
— Eu nunca obriguei a Larissa a nada.
— Eu sei agora. Devia ter te ouvido antes de decidir que já sabia tudo.
— Você ouviu uma acusação pesada. Eu também não consegui me defender direito sem contar a vergonha inteira.
— Mesmo assim, eu confiava em você. Dei a chave da minha casa, deixei a Pipa com você todos os dias. Quando ouvi aquilo, achei que tinha sido uma idiota. Eu me senti traída, me senti vulnerável. Eu tinha me aberto pra você como não fazia com quase ninguém.
Ela respirou fundo, ainda séria.
— Eu não fingir que voltou tudo ao normal. Confiança não volta de uma hora pra outra.
— Eu sei. Nem ia pedir.
— Mas também não vou te tratar você como se fosse um criminoso. E peço desculpas por isso. Eu fui uma idiota contigo.
— Não precisava pedir desculpas.
O rosto dela amoleceu um pouco, ela desviou o olhar.
— A Pipa sente sua falta também. Toda vez que passa perto da portaria, tenta vir pro seu lado.
— Cachorros não guardam rancor.
— Por isso, são melhores que gente.
Um carro passou devagar pela rampa da garagem, e nós dois demos espaço. A Natália abriu a porta do carro, mas parou antes de entrar.
— O Londrina joga segunda de noite. Aparece lá em casa pra assistir.
Demorei um instante pra entender que ela estava me dando de volta uma parte pequena da vida que eu tinha estragado.
— Certo.
— Leva cerveja. A gente já vai sofrer com o time, pelo menos sofre direito.
Eu ri. Era a primeira vez que a gente ria junto desde a história da Larissa.
Ela colocou a mochila no banco do passageiro e deu a volta pela frente do carro. Fiquei parado junto da caixa de ferramentas, olhando. A camisa acompanhava a cintura marcada. A calça desenhava as coxas fortes e aquela bunda redonda, que rebolava naturalmente enquanto ela andava até a porta do motorista. Meu olho foi junto, com o mesmo tesão de sempre. A Natália tinha uma bunda gostosa para caralho.
Só que, naquela manhã, o rebolar da bunda dela não foi a única coisa que ficou comigo. Fiquei lembrando da Pipa me esperando atrás da porta e da forma como uma mentira tinha arrancado de mim uma intimidade pequena que eu nem tinha percebido o quanto valia até perder.
A Natália entrou no carro, mas antes de fechar a porta levantou o rosto pra mim.
— Até segunda, Zé.
— Até segunda, Natália.
Ela fechou a porta, ligou o carro e saiu.
Eu tinha mania de reparar em bunda, e naquele prédio não faltava motivo. A da Andréia era a maior de todas. Larga, pesada, cheia, feita para dominar qualquer roupa e deixar homem sem juízo. A da Rebecca era menor, firme e empinada, compacta naquele corpo fino e discreto. A da Natália era diferente. Redonda, forte, de mulher que corria, fazia trilha e treinava. Era a bunda que mais mexia comigo porque vinha junto com o resto dela: a risada vendo futebol, a Pipa puxando a guia, a chave que um dia ela tinha colocado na minha mão porque confiava em mim. Eu podia queria comer muita mulher naquele prédio, mas com a Natália, a minha prioridade era voltar a merecer a confiança dela.
Pois bem, leitor. No próximo capítulo, nós voltamos pro nosso narrador principal e uma mulher que não transa há muito, muito, muito tempo na novela vai transar de novo. Mas talvez não do jeito que estão pensando.
Perguntas:
I) O que estão achando do arco geral do síndico?
Para quem não está curtindo, vou continuar mantendo ele apenas nas séries da Tatiana e Geraldo. Com um pouco de enfoque também em Lucério e Jéssica. Só deve expandir pras demais séries no clímax do arco.
II) O Zé Maria merece comer logo a Natália ou precisa se recuperar mais um pouco?
III) Afinal de contas, de quem é o segundo lugar de maior raba do prédio: Eliana, Natália ou Lisandra?
Coloquem nos comentários para o que vocês torcem que aconteçam nos próximos capítulos. Em breve, teremos a continuação.
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NOTA DO AUTOR:
Eu devo lançar as respostas dos comentários durante a semana. A versão com spoilers na segunda-feira. A versão sem spoilers na quarta-feira.