A História de Babi e Joselito
Tenho 28 anos e me chamo Bárbara, mas todos me chamam de Babi. Trabalho como operadora de caixa em um supermercado no centro da cidade, e todos os dias acordo cedo, pego o ônibus e passo horas em pé, atendendo cliente após cliente, sempre com um sorriso no rosto, mesmo quando o cansaço bate forte.
Pra complementar o que ganho no mês, faço faxinas em casas de família nos finais de semana. É um trabalho pesado, de limpar, esfregar, deixar tudo brilhando, mas o dinheiro extra ajuda muito a fechar as contas no fim do mês e a não ficar apertada.
Moro sozinha em uma casa pequena de aluguel, que é simples, sem luxo nenhum, mas é toda minha. Gosto de manter tudo arrumado, as roupas dobradas, a cozinha limpa, porque é o meu cantinho, onde chego, tiro os sapatos e posso ser eu mesma, sem ninguém para me julgar.
Minha mãe faleceu quando eu ainda estudava, deixando um vazio grande que até hoje não se preencheu. Foi muito difícil crescer sem o colo dela, sem os conselhos, e tive que aprender cedo a me virar sozinha, pois a vida não esperava ninguém.
Aos 18 anos, saí da casa do meu pai depois de uma briga séria que não teve volta. As ideias eram muito diferentes, e o jeito dele de ver o mundo não combinava com o meu, então decidi que era melhor seguir meu caminho, mesmo que fosse sem apoio.
Desde então, aprendi a me sustentar com o suor do meu trabalho. Nunca pedi esmola, nunca dependi de homem para pagar minhas contas, e tenho muito orgulho disso. O que tenho, conquistei com as minhas próprias mãos.
Muitas vezes foi difícil, houve meses que mal dava para comer direito, mas nunca abaixei a cabeça. Sempre pensei que a dignidade vale mais do que qualquer coisa, e que o trabalho honesto é o que traz paz para a consciência.
Não tenho muito tempo para lazer, pois entre o supermercado e as faxinas, o dia passa voando. Quando tenho um tempo livre, fico em casa, assisto um filme ou descanso, porque a rotina puxada pede energia para continuar no dia seguinte.
Conheço muita gente, mas poucos se aproximam de verdade. Muitos veem só a menina simples, que trabalha duro, sem perceber que por trás disso tem uma mulher com sonhos, vontades e um coração que ainda espera coisas boas da vida.
Mas antes de tudo isso, eu estava noiva de um homem incrível: justo, honesto, trabalhador e muito educado. Ele era tudo para mim, e eu era tudo para ele. Nós planejávamos uma vida juntos, um lar, uma família, e tudo parecia caminhar perfeitamente. Mas havia uma mulher, a Fabiana — desequilibrada, recalcada, que não aceitava sua própria aparência nem a vida que levava. Ela tinha uma obsessão doentia por ele.
Ele mesmo me contava que já não aguentava mais: ela aparecia em todos os lugares, falava coisas sem sentido e fazia de tudo para provocá-lo, para tentar que ele caísse em alguma armadilha. Eu mesma falei com ela uma vez, pedindo para parar, e a resposta foi cheia de ódio: “Se eu não tiver ele, ninguém mais vai ter”.
Eu achei que era apenas loucura, que ela não teria coragem de fazer nada de grave. Mas me enganei completamente. Usando a lei de proteção à mulher a seu favor, inventou uma história absurda: disse que ele a abusava, que era agressivo, tarado, que a obrigava a ter relações à força. Sem provas concretas, apenas a palavra dela, as denúncias foram aceitas como verdade.
A polícia militar foi até a nossa casa para prendê-lo. No meio da confusão, de repente, um disparo — acertou o peito dele. Ele caiu na minha frente, sem chance de reação, e não resistiu.
E o pior veio depois: a versão que ficou para todos foi a da polícia ter matado um “tarado e estuprador”. A mentira se espalhou, a honra dele foi destruída, e eu fiquei sozinha, com a verdade guardada e sem justiça.
Depois desse episódio, passei um tempo sozinha, focada apenas no trabalho e em pagar as contas, sem procurar ninguém para me envolver. Até que, certo dia, um homem começou a aparecer no supermercado, sempre na mesma hora, e escolhia a minha fila para passar as compras. Ele comprava coisas simples, como pão, café, biscoitos ou leite, e sempre fazia alguma pergunta ou comentário para puxar assunto.
Isso se repetiu por quase três meses, até que ele teve coragem de pedir o meu número e chamar para sair. Disse que se chamava Joselito, que era aposentado e que vivia com pouco, pois tinha passado por dificuldades com a mulher. Eu achei que era um homem simples, como muitos que eu conhecia, e aceitei sair, pois ele parecia educado e respeitoso.
Quando começamos a sair, dividíamos as contas nos restaurantes e bares, como se fosse um acordo entre nós dois. Ele me contou que era casado, mas que a relação não dava mais certo há muito tempo.
— Minha mulher só quer saber de luxo e de festas, e ainda me trai pelas costas.
— Eu também fui traída um dia, sei muito bem como é essa sensação de desconfiança — respondi, sentindo que tínhamos algo em comum.
Ele explicou o que tinha feito para se proteger dos gastos excessivos:
— Passei todos os meus bens para o nome do meu irmão e disse para ela que as empresas quebraram de vez, para não ter que dar conta de tudo o que ela pedia.
Depois disso, venderam a casa onde moravam e foram morar em um lugar pequeno, de aluguel, para manter a mentira.
Em uma noite que saímos para jantar, ele fez um convite:
— Vamos para um lugar mais reservado, onde a gente possa conversar melhor sem tanta gente em volta?
— Não, hoje estou com vontade de ir a uma balada, quero me divertir um pouco — respondi.
Fomos no carro dele e, quando chegamos lá, algumas pessoas olharam e começaram a comentar alto o suficiente para eu ouvir:
— Ela está com ele só por dinheiro, com certeza.
Eu virei e respondi na mesma hora:
— Acho que tenho mais dinheiro na carteira do que ele, não é por isso que estou aqui.
Nos encontros seguintes, a confiança foi crescendo e ele falou com sinceridade:
— Você não faz ideia do quanto penso em você quando estamos longe um do outro.
— Então não pare por aí, venha até mim quando sentir vontade — respondi.
Conversamos muito sobre o passado e o que cada um tinha vivido:
— O meu ex era bruto, mas não tinha sentimento nenhum por mim — comentei.
— Esqueça ele de uma vez por todas, eu vou te tratar direito e com respeito — disse ele.
Um dia, ele apareceu no supermercado e chamou:
— Vou te levar para conhecer um lugar especial, vem comigo agora.
Dirigiu até um bairro afastado, onde só havia casas grandes e bem cuidadas, e parou em frente a um portão enorme. Entramos e vimos uma mansão muito bonita, com jardim cheio de flores e árvores.
— Que lugar é esse?
— É a minha casa.
— Mas você disse que não tinha dinheiro!
— Disse isso apenas para enganar a minha mulher, tudo isso é meu e sempre foi.
Fomos até o quarto, que tinha uma cama grande, vista para o jardim e uma banheira espaçosa, além de ter comida e bebida já preparadas em uma mesa.
— Preparou tudo isso para mim?
— Sim, tudo do jeito que você pode gostar.
Jantamos devagar e bebemos um pouco de vinho, até que ele fez um convite:
— Vamos tomar banho juntos?
— Vamos sim.
Entramos nus na banheira e sentei no seu colo, ele me puxou para mais perto e encaixou dentro de mim devagar.
— Entrou todo.
— Gosta assim, devagar?
— Enfie mais fundo, não pare nunca.
Me movi em cima dele por um tempo, depois ele me levou até o sofá, me deitou e levantou as minhas pernas para apoiar nos seus ombros. Começou a entrar com mais força, sem machucar, mas com vontade.
— Veja como aperta.
— Enfie forte, me encha toda.
Depois me virou de quatro, com o bumbum para cima.
— Agora por trás.
— Pode ser assim, gosto também.
Encaixou de uma vez, sem demora.
— Aguenta tudo direitinho.
— Que delícia, continue assim.
Depois me puxou para ficar de lado, com uma perna levantada.
— Agora é minha, do jeito que eu quero.
— Sou sua sim, pode fazer o que quiser.
Preparou devagar até me acostumar e encaixou com calma.
— Está bom assim, não está doendo?
— Não meu amor, pode continuar, estou adorando.
Mudamos de posição várias vezes, cada uma melhor que a outra, me ajoelhei na sua frente olhando pra ele, ele sério me olhando fiquei passando meus lábios na cabeça do seu pau, aos poucos fui chupando o troco do seu pau, e quando abocanhei todo na boca, ele soltou um gemido seguido de um sorriso.
Fiquei chupando bem devagar, sentindo cada momento, ele tinha calafrios consecutivos, até que do nada gozou na minha boca, eu nunca tinha feito isso mas engoli tudo, chupando cada gota que tinha.
Voltamos pra cama, ficamos deitados se acariciando sem falar nada só curtindo o momento.
Quando terminamos, me abraçou sorrindo:
— Meu amor, a partir de hoje tu vai morar aqui comigo.
Hoje, a vida já é outra. Estou grávida, esperando um menino, e a felicidade tomou conta de tudo o que um dia foi tristeza. Joselito, com um coração enorme e sabendo de toda a história que eu vivi, me fez um pedido que me tocou fundo: ele quer que eu dê ao nosso filho o nome do meu noivo falecido, Fernando.
— É uma forma de manter viva a memória de quem foi justo e inocente — ele me disse. — O menino vai crescer sabendo a verdade, honrando o nome de um homem que não teve justiça, e vai ter uma vida digna, com amor e verdade.
Eu aceitei de coração. Agora, espero a chegada do nosso pequeno Fernando, sabendo que o passado não se apaga, mas que o amor pode transformar a dor em uma nova história, cheia de esperança e paz.
