Eu e Tayná somos best friends forever desde mais novos. Crescemos na mesma rua em Turiaçu, estudamos muitos anos no mesmo colégio e vivíamos agarrados, tipo unha e carne, nem nas férias a gente separava.
Pulávamos o muro de madrugada pra fugir pro baile do Faz Quem Quer, tivemos uma juventude divertida e curtimos de tudo, sempre juntos. Ela vivia contando dos boys que pegava, eu também falava dos rapazes que mamava de vez em quando, e era visível pra todo mundo que a gente formava aquela clássica duplinha de melhor amigo gay e a melhor amiga piranha.
Tayná adorava dançar funk até o chão, eu sabia rebolar com o rabo pro alto e não tinha uma resenha, uma social, um baile que eu e ela ficássemos de fora. Todo fim de semana era bebedeira e diversão. Porém nem tudo são flores. Chega uma hora que as coisas começam a mudar, a responsabilidade grita, a vida fica séria e rolam aqueles desencontros nas amizades, acho que todos passam por um momento assim.
Eu fiz 20 anos, fui trabalhar de vendedor, perdi meus pais e precisei me virar sozinho, enquanto o irmão da Tayná se envolveu no movimento do morro, a família dela teve que se mudar pra Minas e a gente ficou anos e anos sem se ver, falando apenas pelas redes sociais.
Mas não é a mesma coisa, concorda? No início, você busca ao máximo matar a saudade à distância e não se afastar da pessoa, porém a rotina acelera, as mensagens eventualmente diminuem e é fácil demais perder o contato diário.
Ao todo, foram cinco anos sem ver minha amiga pessoalmente, até que Tayná terminou a faculdade de Veterinária, voltou pro Rio e veio morar num apartamento aqui em Rocha Miranda, duas ruas depois da minha.
- TAY, QUANTO TEMPO! – abri o portão de casa e a loira pulou nos meus braços.
- VIAAADO! VOCÊ ESTICOU, TÁ ALTO! – ela lembrou dos velhos tempos, agarrou meu queixo e me deu um selinho. – Que saudade da minha melhor amigaaaa, meu Deus!
- Até que enfim voltou pra tua terra, né? Já tava na hora. E você também cresceu, tá quase da minha altura.
- Tô é gorda, isso sim. Pode falar a verdade, Lorran. Hahaha! – Tayná segurou meu braço e encheu de beijos, me apertou de todos os jeitos possíveis.
- Tá nada, tá gostosa como sempre. Aposto que passou o rodo lá em Minas, hein? Hahahah.
- Amigaaaaa, nem te conto. Inclusive, deixa eu apresentar.
Ela entrou no quintal e eu ia fechar o portão, mas minha amiga voltou na calçada, chamou alguém e de repente entrou um sujeito que eu já tinha visto antes, em algumas poucas fotos do Instagram dela.
- Lorran, esse é Wendel, meu noivo. Ele é meio tímido e tem cara de durão, mas é gente boa. Wendel, Lorran é meu melhor amigo desde que a gente era menininha. Pode chamar de Lorrana se quiser, ela não se incomoda. Hahahaha.
- Não me incomodo. Prazer, Wendel. Lorran. – fui educado e estiquei a mão pra cumprimenta-lo.
- Satisfação, mano. Wendel. Cê que é o famoso Lorran, é? Ouvi falar muito docê. – ele apertou minha mão bem firme, me olhando diretamente nos olhos.
- Sério que essa safada andou falando de mim? Mal, aposto.
- Nó, falou um tantão. Cheguei ficar com ciúme, pai. – seu sotaque de mineiro misturado com carioca soou gostosim demais da conta.
- Ciúmes de mim? Hahahah. Mais fácil ela sentir ciúme de você, Wendel, porque da fruta que minha amiga gosta...
- Esse viado chupa até o caroço, mozão. Chupa não, ele engole! Hahahaha! – ela bateu nas minhas costas e me gastou.
- Tendi. – Wendel não sorriu, apenas continuou com a mão grossa apertada na minha, me fitando.
- Entrem aí, vamo tomar uma cerva. – fiz o convite e a loira aceitou, embora eu tenha achado a reação do noivo dela um tanto quanto séria demais.
Como eu não conhecia Wendel pessoalmente, não tive como dizer se aquele era o jeitão dele ou se ele tava bolado com alguma coisa. Será que foi a viagem de avião? Ou será que é por que ele topou se mudar pro Rio com a Tayná e ainda estava se acostumando com o subúrbio? Essas dúvidas pairaram na minha mente, mas mantive o sorriso no rosto, entramos e fui na cozinha buscar as cervas.
- Fiquem à vontade, a casa é de vocês.
- Não fala isso pro Wendel, não, senão ele vai querer ficar pelado aqui. – ela riu.
- Mentira, amiga? Nem brinca.
- Ô cidade quente da porra, mano. – Wendel removeu os chinelos, ficou descalço e esse foi o primeiro impacto da noite, a visão dos pés graúdos, largos, com pelinhos e veias na parte de cima.
E o cheiro? Não era exatamente chulé, mas era quente e característico. Uma marola adocicada que entrou no meu nariz, esquentou meu cérebro e a partir desse momento eu fiz esforço consciente pra não olhar pro noivo da minha amiga do mesmo jeito que costumo olhar pros outros machos gostosos que passam por mim.
- Cara, fica à vontade. Eu tô sem blusa, pode tirar também se quiser. É que aqui é abafado mesmo, nem o ventilador de teto dá conta. – falei.
- Pó tirar memo? – Wendel ameaçou remover a camiseta, eu dei permissão e quase tive um troço quando vi aqueles sovacos cabeludos.
Aproveitei que tava enchendo os copos de cerveja, abaixei a cabeça e tentei disfarçar, mas foi impossível não reparar no peitoral meio aberto, nos braços ligeiramente malhados e no abdômen reto do bonito. Ele não era atlético e nem musculoso, mas também não era magro. Tinha um princípio de corpo torneado, com direito a oblíquos bem marcados na cintura, trapézio e ombros volumosos, e pelos, muitos pelos nas coxas, pernas, pés e peito.
- Começa a beber que refresca. Vamo brindar. – eu sugeri.
- À volta pro Rio. – Tayná levantou o copo cheio e bateu no nosso.
- A tal da Cidade Maravilhosa. Quero vê se é maravilhosa memo. – ele matou a cerva em duas goladas e encheu o copo de novo.
Wendel tinha 25 anos, era paraquedista do Exército e muito boa pinta, tipo galã de novela. O que mais chamou atenção nele não foi a personalidade fechada, muito menos o corpo atraente, e sim o fato de ele ser sarará. Sua pele branca tinha um certo brilho pardo proveniente da pouca melanina, o nariz era largo, os beiços carnudos e morenos, cabelo crespo enroladinho beirando o ruivo e bigode fino.
Traços considerados negros, herdados da mãe, porém impressos na pele clara, adquirida do pai. Pra completar, sotaque mineiro misturado com carioquês, meu ponto fraco. Que mistura perigosa!
- Mas me conta, amiga, tô ou não tô aprovada? – Tayná bebeu e me cutucou.
- Aprovada? Em que sentido? – me fiz de bobo.
- Ah, você sabe. Acertei na loteria com um noivo gato desses. Hahahaha.
- Ih, tô fora. Macho de amiga minha, pra mim é mulher. Faço que nem o Seu Jorge: não pego, não pego, não pego, não pego, não pego não.
- Mas vai dizer que ele não é bonito, Lorrana? Fala a verdade. Não é por ser meu noivo, não, é que é gatão mesmo. – ela o beijou na boca e Wendel recebeu o beijo me olhando, como se aguardasse minha opinião.
O militar sentou do meu lado no sofá, seu calção subiu sem querer nas coxas e não só revelou as pernas peludas, como fez a mala descomunal entulhar na virilha. Mesmo ele estando de roupa, deu pra ver bola amontoada sobre bola, o piruzão deitado na diagonal e o formato certinho da cabeçona estampada no tecido, indicando que, além de gostoso, aquele ali andava armado fora do batalhão.
- Responde, viada.
- Você quer mesmo que eu diga que seu noivo é bonitão, né?
- Lógico! Lembra que antigamente a gente ficava fofocando dos boys um pro outro? Quero sua aprovação, Lorrana.
- Pronto, aprovação de amigo gay concedida. Parabéns, Tayná, arrumou um partidão. E você também, Wendel. Minha amiga é bonitona.
Ele concordou e me olhou torto, sempre caladão e observador. Bebemos um engradado de cerveja, fiz frango a passarinho pra gente petiscar e botei um funkzinho na caixa de som, já sabendo que a loira ia querer relembrar os velhos tempos e se requebrar até o chão. Não deu outra. Ela ajeitou a bermudinha, tirou a calcinha do rabo e rebolou na nossa frente, uma cena que deixou Wendel visivelmente incomodado, apesar de ele não falar nada.
- Vem, viado, vamo! – ela me puxou pra rebolar atrás dela e eu não maldei, fui. – As-sa-nha-diiinha, te levo pro beco pra te mostrar uma coisinha. Diferente, tá?
- De sandaliiiinha, de cristal, jogando com meu body de oncinha... Tu gosta, né? – rebolei sem pena, feliz pela volta da minha amiga e animadinho no brilho da cerva.
Nunca imaginei que rebolar até o chão colado na minha melhor amiga fosse deixar o noivo dela puto e enciumado, mas foi o que aconteceu. Tayná não percebeu na hora, levou na esportiva e disse que a cara dele sempre foi fechada, porém eu notei o olhar arisco do Wendel, vi que ele não gostou e resolvi ficar na minha.
O foda é que ela não entendeu isso e continuou rebolando comigo, me dando selinhos e me chamando de amiga. Eles não discutiram e nem nada, mas sabe quando você sente o ar pesar no ambiente, tipo climão? Foi mais ou menos isso.
Os dois foram embora perto da meia-noite, eu mandei mensagem pra saber se chegaram bem e minha amiga confirmou. Perguntei se tava tudo certo com o Wendel, ela disse que sim e que depois a gente conversava... Mas não conversamos.
Os dias passaram, a semana voou, o mês fechou e eu reparei que a Tayná deu uma sumida depois dessa noite de funk e bebedeira lá em casa. A gente se falava por mensagens de Whatsapp, mas até nisso ela ficou mais seca, e aí fui percebendo que algo tinha acontecido.
- Amiga, tem certeza que você tá bem? – mandei mensagem.
- Oi, viado. Mais ou menos... Acredita que o Wendel tá com ciúme de você? Ele falou um monte no meu ouvido, tá diferente comigo até hoje.
- Desde aquele dia?
- Sim. Ele acha que eu voltei pro Rio por causa de você.
- Caralho, Tayná, que merda! Pior que eu imaginei, ele ficou de cara feia aquela vez. Mas você já explicou que não tem nada a ver? Eu sou viado, porra, gosto de pau! Mais fácil você ficar com ciúme dele comigo.
- Eu expliquei, Lorran, mas você sabe como esse pessoal militar é cabeça dura, né? Pior que ele nunca foi de dar ataque de ciúme, nem quando eu ficava perto dos amigos dele lá em Minas. Agora chegou no Rio e deu pra esquentar com isso. E logo com quem? Com a biba. Mereço... – ela se lamentou.
- Quer que eu fale com ele?
- Falar o quê? Não tem nada pra falar, amiga. Eu já disse que você é viado e ele viu ao vivo aquele dia. Wendel que tá sendo chato e não quer acreditar, prefere discutir.
- Porra, que merda... Sei nem o que dizer.
- Eu tenho uma teoria. Pra mim, ele não tá gostando do Rio e quer arranjar motivo pra voltar. Já não queria vir, reclamou à beça na vinda, aí chega aqui e inventa mais essa de ciúme. Quase certeza que se arrependeu de ter vindo.
- Aaaah, agora eu entendi. Então tem contexto por trás, uma história de fundo.
- Tem. Essa vinda nossa pra cá não foi fácil, não. Desde o início ele colocou uma porrada de barreira, eu sabia que ia ter historinha. Mas enfim... Tudo certo, segue o baile.
- E como vocês estão agora?
- Indo. Ele tá frio comigo, tem quase duas semanas que a gente não transa.
- Que isso, Tayná! Sério? Meu Deus! Será que... Ele arrumou outra?
- Wendel? Duvido, hahahah! Aquele lá é tímido toda vida. Eu que tive que chegar nele, senão ele nem teria se ligado.
- Tayná, Tayná... Teu noivo tem cara de quietinho, mas ele é homem, não esquece. Não subestima homem não, ainda mais do meio militar. Ele pode ficar de cara feia e passar imagem de noivo exemplar, mas esses são os piores. – não tive papas da língua.
- Nada, conheço aquele ali. Toda vez que a gente discute, ele fica um tempo na dele. Agora tá de casa pro quartel, do quartel pra casa, só sai pra jogar bola. Ele joga na pracinha aí da tua rua, nunca esbarrou com ele?
- Eu não. E sinceramente, nem sei se quero. Vai que ele tá puto comigo? Sai fora, quero apanhar do Wendel não.
- Hahahaha! Você pinta Wendel como se ele fosse um demônio, Lorran. Se soubesse como foi difícil fazer esse bobo me notar...
- Menina, de homem eu entendo. Macho nunca me engana, eu tenho olho e faro pra traste.
- Mas você tá insinuando que ele trai, é isso? – ela não gostou do que eu falei.
- Não. Só tô dizendo pra nunca botar a mão no fogo por homem nenhum, pode ser o mais santo de todos. Nem pelo Papa.
- Pelo Wendel, eu boto. Conheço a peça, viado. Agora deixa eu ir, depois a gente se fala. Beijo. – e desligou.
Acho que a Tayná teve uma impressão errada do que eu falei. Minha intenção é que ela nunca duvidasse da capacidade que os homens têm de mentir, mas ela pareceu puta na chamada e eu não insisti, deixei como tava. Tem coisas que só o tempo resolve mesmo, não adianta a gente se estressar.
Uma semana depois dessa conversa, eu tava chegando do trabalho e me deparei com aquele militar bonitão descendo do ônibus perto da minha casa. Wendel tava com a blusa jogada no ombro, mochila nas costas, calção suado e chinelos de dedo, como se tivesse acabado de sair do futebol ou do quartel. Ele me viu, fingiu que não, mas eu acenei e me aproximei.
- Fala aí, cara. Na paz? Será que eu posso trocar uma palavrinha contigo?
- Tô tranquilo, Lorran. Dá o papo, o que cê quer?
- Chega aí, não vai demorar. – atravessei a rua, abri o portão e ele hesitou antes de entrar.
Fomos pra sala, ofereci água e Wendel recusou, nem quis sentar no sofá pra não sujar de suor.
- Fala logo, Lorran, não tô com tempo.
- Cara, então... Você sabe que eu e Tayná somos melhores amigos, não sabe? Ela veio desabafar que vocês não tão bem, e eu sei que é coisa de casal, nem era pra eu falar nada. Mas tipo, eu sou viado. Eu sou gay, Wendel, não gosto de mulher. Quando ela comentou que você sentiu ciúme, eu me senti meio... Sei lá, estranho. Quase ofendido.
- Cê beija minha noiva na minha frente, sarra nela e fica ofendido, mano? Sérim?
- A chance de eu e Tayná termos qualquer tipo de contato nesse sentido é negativa, Wendel, não é nem zero. É menos mil! A gente se trata assim por carinho, cara, né possível que você vai ficar com ciúme disso.
- Vou, vou sim. Não sou acostumado nessas intimidades, sacou? Eu e Tayná somos noivos, o casamento tá marcado. Ou ela comporta, ou num vai ter casório.
- Meu Deus, homem! Qual parte do “eu sou viado” você não entendeu?!
- Não adianta, Lorran. Acho legal que cês são melhor amigo e entendo esses trem, mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
- Deixa eu explicar melhor, Wendel. A primeira vez que eu mamei piru na vida, a Tayná tava do meu lado me incentivando a aguentar até o talo, tem noção? Quando eu fui dar a bunda pela primeira vez, fiz questão de levar ela comigo, porque deu medo do cara me machucar. Tá entendo o tipo de amizade, o tipo de laço que a gente tem? É coisa de irmão, não tem nada a ver com pegação, putaria, sexo, nada disso. É coisa de melhor amigo viado e melhor amiga, só isso.
- Mano, com todo respeito? Foda-se o que cês fizeram no passado. O que cê tem que entender é que hoje ela é noiva, minha futura esposa. Isso se o noivado não terminar antes.
- Tá falando sério? Vai terminar só por causa de uma bobeira dessas?
- Bobeira é o caralho. Não entra na minha cabeça a mulher noivar e ficar por aí beijando outro maluco. Não adianta querer me convencer.
- Mas eu sou viaaaado, homem de Deus! Eu não ofereço perigo nenhum pra sua noiva, será que é difícil entender? Se bem que... Você é do quartel, duvido que entenda. – falei com certo deboche.
- Vai continuar nesse trem de viado, Lorran?! – foi a primeira vez que esse homem falou grosso comigo, depois cruzou os braços e ficou me olhando.
- Mas eu sou! Tá duvidando!? – respirei fundo, me concentrei e falei sério. – O que eu tenho que fazer pra te convencer que meu negócio é rola, Wendel?
- Quer convencer?
- Quero, só dizer. Vou ter que chupar um cara na sua frente, é isso? Eu chupo, só falar quem. Me apresenta um amigo seu e vai ser um prazer mostrar como eu sei engasgar num caralho.
- Quer convencer, quer convencer? Convence então, quero ver. – o noivo da Tayná pôs as asinhas de fora, mostrou do que era feito e provou que eu tava certo. – Vem me convencer que cê é frango, seu merdinha.
Ele desceu o calção suado, mostrou a tromba meia bomba e deu com ela na palma da mão, pra fazer aquele barulho pesado de carne batendo. O charutão arregaçou, a cabeça rosa saiu e eu fiquei em transe, nunca vi uma piroca TÃO BONITA quanto à do Wendel. Era longa, bem mais escura que sua pele clara, com pelos apenas ao redor da base e um saco tímido, feito de pele enrugada e preenchido por dois ovos nada modestos.
- Prova aqui que cê é tchola, cuzão. Num gosta de pomba?
- Tem vergonha, não!? Esse pau suado, fedorento! Tá até sujo, a lá! Você é noivo da minha melhor amiga, cara, toma vergonha na cara! – dei-lhe um esporro bonito.
- Tá vendo como num é bicha porra nenhuma? Heheheh! Se fosse frango, taria de boca no meu pau. Cê é fura olho, isso sim. Loroteiro, impostor do caralho.
- Esse é o único jeito de você acreditar em mim e não terminar com a Tayná? Tudo bem. Já que é assim...
Foi juntar a fome com a vontade de comer. Fiquei alucinado nesse macho desde a primeira vez que bati os olhos nele nas fotos do Instagram da Tayná, o foda é que ela é minha melhor amiga e eu nunca quis trazer dor de cabeça pro noivado dela. Mas aí conheci Wendel ao vivo no mês passado, babei no corpo másculo do safado e fiquei sem jeito de admitir, mas agora...
- Será que é viadinho memo? É não, é? SSSS! – ele recebeu a bocada, esfregou a pica na minha cara e riu de escárnio. – Engole no talo e eu digo se acredito ou não, mas só se engolir.
- Desgraçado! Bem que eu avisei pra Tayná tomar cuidado contigo, esse povo militar é foda.
- Ah, sua puta, cê falou isso pra ela? Abre a boca! – cuspiu na minha língua, socou a caceta de volta na minha boca e foi enfiando até alcançar as amídalas. – FFFF! Viado escroto! Larguei minha amante em Minas pra vir pro Rio, alguma vantagem tem que ter! Tá aí, achei o lado bom.
- Seu cachorro! Tá explicado. Agora saquei por que a Tayná falou que foi difícil você notar ela, você tava era envolvido com a piranha da tua amante. Puto! Bem que ela falou que você não queria mudar pra cá, tô entendendo.
- Cala boca e mama, fala comigo não. SSSS! – Wendel puxou minha cabeça, quis chegar mais longe e passou das amídalas pra goela, só sossegou quando começou a fuder minha cara.
Na verdade, sossegou porra nenhuma. Depois que ele viu que eu manjo de garganta profunda, aí sim a luxúria aumentou, ganhei mais cuspes na língua e na sequência vieram os tapas e puxões de cabelo, um atrás do outro. Fiquei cara a cara com o púbis dele, deixei que me controlasse e dei narigadas insistentes nos pentelhos, foi delicioso sentir as narinas arderem no suor adocicado do macho da Tayná.
- O que a gente tá fazendo não é certo, cara. Melhor parar, por favor.
- O que não é certo é eu chegar no Rio, cê ficar manjando minha pomba e não oferecer a boquinha. Olha o ponto que a gente teve que chegar pro cê me mamar, Lorran. Nem parece que é que frango. Por isso que eu duvido. Vai ter que provar que é bichona, me alivia. Isso! AAARSS! – ele entrelaçou os dedos no meu cabelo, fez gancho e conduziu o vai e vem da mamada sem precisar mexer o quadril.
Como é possível um homem ser tão gostoso, a ponto de até os fluídos do corpo dele serem bons? Wendel tinha acabado de voltar do futebol e tava ensopado dos pés à cabeça, mas o suor, o cecê, o chulé, o queijo ralado no pau, tudo pareceu suculento e eu perdi o pouco nojo que senti no início da chupada. Também... Quem não perde o nojo quando sente a piroca crescer no fundo da goela? Não tem viado que aguente.
- Num quer provar que é biba?! Engole, tem que engolir no talo. Se num for no talo, não acredito que cê dá ré no quibe. Teheheh! – o cafajeste apertou meu nariz, fechou minhas narinas e forçou o caralho garganta adentro, sem dar espaço pra eu respirar.
Perdi o fôlego entalado na trolha. Ela seguiu dando pinotes furiosos na minha faringe e bateu facilmente a casa dos 20cm, extremamente grossa e medindo quase quatro dedos de largura. Parecia um taco, um latão de cerveja, uma garrafa de litrão cheia e pesada. Mamei o couro marrom com gosto, chupei a cabeçota, engoli as bolas do Wendel e ele não se contentou, teve que tirar a cueca imunda e esfregar na minha cara.
- Cheira aqui, cê não é gay?! Frango tem que cheirar cueca de macho, pode farejando essa porra. Heheheh!
- Você nunca me enganou, macho. Tá na cara que é traste, tá escrito na sua testa.
- Cê que nunca enganou ninguém, Lorran. Mó jeitão de tchola, vacilão do caralho.
- Se sabia que eu sou gay, por que fez esse drama todo?
- Se cê não fosse lerdão, nada disso teria acontecido. Teria mamado já naquele dia memo, otário. Gehehe!
- Aff, cretino!
- Cretino é isso aqui, ó. Se liga no tamanho do cretino. – o militar tornou a afundar a clava na minha goela, apertou a cueca suada no meu nariz e prendeu minha respiração na testosterona açucarada.
Quando achou que não era suficiente, ele abriu a mochila, pegou os meiões suados e sulfurou minhas narinas com seu éter masculino. O gosto, o cheiro, a textura, tudo nesse filho da puta era doce, mas um doce beirando o agridoce, pra combinar com a clandestinidade da safadeza que fizemos.
- Bem que eu tentei avisar pra ela que você não presta.
- Quer falar de mim, viado? Cê paga de melhor amigo, mas tá chupando. Tem moral nenhuma pra falar de mim, tira meu nome da tua boca suja. Boca de boqueteiro, tehehehe!
- Claro que tô chupando! Quero salvar o casamento da minha amiga, porra! Você não mandou eu provar que sou gay? Tô provando. Quem sabe assim, você para com a palhaçada de cancelar o casamento.
- Valeu. Tá achando que só a mamada meia boca vai convencer?
- Meia boca!? Vai se fuder! Não inventa ideia, Wendel! Já tô me sentindo culpado à beça de trair a confiança da Tayná, vamo parando por aqui.
- Parar nada, cê não falou que é frango? Vou conferir se é memo nesse trem, cadê? Bicha que é bicha dá cuzim sem frescura, dá rindo. Se for frangão memo, a Tayná pode dormir agarradinha nocê que eu vou nem ligar.
- Você só pode tá brincando. Acha que manda na Tayná, macho?
- Nela e nocê. Tô com cara de quem tá brincando, viadim? – o pilantra bateu a pica na mão, extraiu babão, passou na minha cara e veio por trás de mim na beira do sofá. – Hein, viadim? Viadim da boca quente. Agora é hora da confirmação. Abre a bunda pra eu ver.
- Só vai acreditar se eu...
Continuação no On Now.
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