Uma Mãe Doidivanas, capítulo 2

Da série Mãe Doidivanas
Um conto erótico de Doidivanas
Categoria: Heterossexual
Contém 3259 palavras
Data: 21/05/2026 01:39:01

Se vocês leram o conto anterior, já sabem que eu sempre me defini como uma mulher livre. E meu marido, que sempre soube disso, era meu cúmplice, e isso é o que torna tudo mais gostoso. Nossos dois filhos homens, já grandinhos, começaram a reparar que a mãe, além de mãe, é também mulher. Meu marido só dava de ombros, com aquele sorrisinho preguiçoso: “Deixa a mãe de vocês. É bonito pra caralho.”

Eu nunca gostei de sutiã. Meus peitos são grandes demais, pesados, livres. E calcinha? Quase nunca. Muitas vezes saio de casa só com um vestidinho leve, sentindo o ar subir pelas coxas e o vento brincando onde não deve. É uma delícia. Um segredinho que me deixa molhada o dia inteiro.

Aquele sábado começou como qualquer outro. Fomos todos ao mercado. Escolhi um vestidinho floral, soltinho, daqueles que balançam com o passo. Sem nada por baixo. Meu marido percebeu na hora, quando entrei no carro. Troquei com ele um olhar cúmplice e ele só ergueu uma sobrancelha, divertido. Os meninos nem ligaram no começo.

No corredor de frutas, me abaixei para pegar uns tomates. O vestido subiu um pouco. Ouvi o sussurro atrás de mim.

Aí ouvi a voz do mais velho, murmurando atrás:

— Pai... dá pra ver a buceta da mãe!

O pai respondeu baixinho, quase rindo:

— Dá mesmo.

O caçula, nervoso:

— Ela esqueceu a calcinha, pai?

— Deixa ela. Sua mãe gosta de liberdade.

— Mas alguém pode ver, caralho!

— Deixem a mãe de vocês.

Eu me virei com um pacote de café na mão, sorrindo.

— Algum problema, rapazes?

Eles ficaram vermelhos. O mais velho gaguejou:

— Mãe... você tá sem calcinha!

— Tô. Algum problema? — respondi, erguendo uma sobrancelha.

— Aqui no mercado, mãe! Todo mundo pode ver!

— E se virem? A buceta é minha. Eu decido quem olha.

O caçula:

— Mas... e se alguém notar?

— Se notar, ganhou o dia. Querem que eu tire os peitos pra fora também pra completar o show?

— Mãe! — os dois quase gritaram juntos.

Eu ri alto. Meu marido só balançava a cabeça, divertido.

No carro, a conversa continuou. Eles ainda estavam meio chocados.

— Mãe, sério, você não pode sair assim — disse o mais velho.

— Por que não? Vocês já viram minha buceta mil vezes em casa.

— Mas aqui é na rua! — protestou o caçula.

— Qual é o problema de alguém ver? É só uma buceta. Tem várias por aí.

— Pai, fala com ela!

Meu marido, dirigindo tranquilo:

— Deixa a mãe de vocês. Se alguém viu, viu. Ela gosta.

Eu me inclinei e dei um beijinho demorado na bochecha dele.

— Viu? Seu pai entende. E eu adoro essa sensação. O ar batendo, sabem... me deixa molhadinha.

— Mãe! — os dois reclamaram ao mesmo tempo.

— O quê? Sou sincera. Vocês preferem que eu minta?

— A gente prefere que você use calcinha no mercado — murmurou o mais velho.

— E eu prefiro sem. Liberdade, filhos. Vocês vão aprender.

Eles resmungaram mais um pouco, mas acabaram se calando. Eu, no banco da frente, cruzava e descruzava as pernas devagar, curtindo o segredinho que eles agora carregavam.

Em casa, a coisa não parou. Enquanto guardávamos as compras, o mais velho atacou:

— Mãe, você sempre sai assim? Sem nada por baixo?

— Quase sempre. Quando o vestido é solto, sim.

— Mas... e se venta forte?

— Aí todo mundo ganha um presente.

O caçula riu, nervoso:

— Você é doida.

O mais novo completou:

— E se for alguém conhecido?

— Conhecido vai ver que eu tenho uma buceta linda e que não tenho vergonha dela. Qual é o problema?

— Pai, você aceita isso mesmo? — disse o mais velho, ainda incrédulo.

Meu marido, abrindo uma cerveja:

— Aceito. Ela é assim desde sempre. Eu gosto.

Eu me aproximei deles, ainda de vestido, mais na cintura:

— Vocês cresceram vendo eu pelada pela casa. Agora ficam chocados?

— É que você não é como as outras mães, mãe – continuou o primogênito. Você é uma mãe... doida.

— Doida por me sentir viva? Pode ser. Sutiã me sufoca. Calcinha me incomoda. Por que eu tenho que me vestir como uma freira só pra agradar os outros?

— Porque é normal, mãe!

— Normal é chato. Eu já amamentei vocês dois, já andei pelada por essa casa inteira. Vocês já me viram de quatro pegando toalha no chão. Qual é a novidade agora?

O mais novo, corando:

— A novidade é que a gente reparou que você tá... gostosa.

Silêncio de um segundo. Eu sorri, devagar.

— Ah, é? Gostosa como?

— Mãe... para.

— Não paro. Fala. Vocês ficam duros quando me veem assim?

— Caralho, mãe!

Eles se entreolharam. O mais velho se aproximou:

— Você não tem vergonha nenhuma, né?

— Vergonha de quê? Do meu corpo? Da minha buceta? Dos meus peitos balançando? Zero. Quem tem que ter vergonha são os caretas que acham que mulher tem que viver embrulhada.

Conversamos mais uns vinte minutos assim, eu provocando, eles entre choque, tesão e riso. No fim, o caçula disse:

— Você é completamente doida, mãe.

— Sou. Mas eu amo vocês.

— Nós também te amamos — respondeu o mais velho.

— Então vem cá. Abraço coletivo.

Eles vieram. Três pares de braços me apertando. Senti as mãos do mais velho descerem pelas minhas costas e, num movimento rápido, levantarem a barra do vestido. Duas mãos apertaram minha bunda ao mesmo tempo — uma de cada filho.

— Ei! Seus safados! — fingi bronca, rindo.

Eles apertaram mais um segundo, rindo também, antes de soltarem.

— Vocês é que são os doidos — falei, dando um tapinha no braço de cada um. — Mas tudo bem. Liberdade é isso também.

Fiquei ali, no meio da cozinha, com o vestido ainda um pouco levantado atrás, sentindo o olhar deles. Meu marido observava da porta, sorrindo daquele jeito cúmplice de sempre.

E eu? Eu só me sentia viva. Livre. Molhada. Em casa.

Depois daquela ida ao mercado, os meninos descobriram o esporte favorito deles: pegar no meu pé. Toda vez que íamos sair juntos, virava interrogatório.

— Mãe, hoje tá de calcinha ou não? — perguntava o mais velho, com aquele sorrisinho safado.

— Deixa eu conferir — completava o caçula, já olhando pro vestido.

Eu revirava os olhos, mas no fundo achava graça. Eles tinham crescido, os hormônios estavam a mil, e eu virara o alvo preferido das brincadeiras. Meu marido, como sempre, só observava da porta, balançando a cabeça:

— Deixa a mãe de vocês, rapazes.

No começo eu resistia. Saía sem nada, só pra provocar. Mas depois de tantas reclamações, olhares preocupados e “mãe, pelo amor de Deus”, resolvi ceder um pouco. Comecei a usar calcinhas pequenas, bem pequenas. Fio dental, rendinha fina, aquelas que mal cobrem qualquer coisa. Melhor que nada, né? Pelo menos dava a ilusão de decência.

A primeira vez que saímos assim foi pro shopping. Vestido soltinho, preto, daqueles que grudam um pouco no corpo. Por baixo, uma fio dental vermelha de renda.

Mal entramos no carro e o mais velho já atacou:

— Mãe, tá de calcinha hoje?

— Tô. Satisfeito?

— Deixa eu ver.

— Aqui no carro? Vocês são impossíveis.

— Vai, mãe. A gente confere rapidinho — pediu o caçula.

Revirei os olhos, mas acabei levantando um pouco o vestido, mostrando a lateral da renda vermelha na minha coxa.

— Olha aí. Feliz agora?

— Caralho, que safada — murmurou o mais velho. — Tá quase não usando nada mesmo.

— É fio dental, filho. Melhor que nada, né?

Meu marido, dirigindo, soltou uma risadinha:

— Deixa ela. Tá usando, tá bom.

No shopping, toda hora eles arrumavam desculpa pra andar atrás de mim. Eu me abaixava pra pegar alguma coisa e sentia os olhares. Quando voltamos pro carro, o interrogatório continuou.

— Mãe, ainda tá com a vermelha? — perguntou o caçula.

— Tá. Quer conferir de novo?

— Quero.

Eu ri, levantei o vestido até a cintura e mostrei a calcinha de frente pra eles no banco de trás. A renda mal cobria meus lábios, o fio sumindo entre as nádegas.

— Satisfeitos? Tá vendo? Sua mãe tá comportada hoje.

— Comportada uma porra — disse o mais velho. — Dá pra ver tudo mesmo assim. Tá molhada?

— Menino! — fingi choque, mas sorri. — Um pouco. Vocês me deixam assim com tanta pergunta.

Meu marido só comentou, tranquilo:

— Se ela tá feliz, eu tô feliz. Deixa a mãe de vocês.

Em casa, virou rotina. Antes de qualquer saída, os dois pediam “a conferência”. Às vezes eu usava uma de renda preta, às vezes branca, às vezes nem usava. Quando estava sem, eles comemoravam como se tivessem ganhado na loteria.

— Hoje tá livre! — gritava o caçula, apontando quando eu levantava o vestido.

Eu fingia bronca:

— Ei, ei, respeito! Sou mãe de vocês.

— Uma mãe bem safada — respondia o mais velho, rindo.

— Vocês é que são uns pervertidos. Antigamente pediam pra ver desenho, agora pedem pra ver a calcinha da mãe.

— A gente evoluiu — disse o caçula, apertando de leve minha bunda por cima do vestido.

Eu dava um tapa na mão dele, mas deixava. Meu marido, do sofá, só observava com aquele ar cúmplice:

— Deixa ela, rapazes. Se ela quer usar fio dental ou nada, é problema dela.

Um dia, antes de irmos ao cinema, eles pediram a conferência de novo. Levantei o vestido: calcinha azul clara, rendada, quase transparente.

— Essa é nova — comentou o mais velho, se aproximando. — Dá pra ver tudinho.

— Vocês gostam, né? — provoquei, balançando o quadril de leve.

— Gostamos demais. Pode virar de costas?

Virei. O fio sumia entre minhas nádegas. Senti as mãos dos dois tocarem de leve, “ajeitando” a renda.

— Tá perfeito, mãe.

— Vocês dois são doidos — falei, rindo e baixando o vestido. — Mas eu amo.

Meu marido se levantou, me deu um beijo no pescoço e sussurrou no meu ouvido:

— Continua assim. Livre.

Saímos os quatro. Eu com minha calcinha minúscula, o vento subindo, os filhos comentando baixinho toda hora, e aquela sensação deliciosa de ser desejada em casa e fora dela.

Liberdade não é nunca usar nada. É escolher quando usar... e deixar os outros loucos com a escolha.

Era o dia da entrega do boletim na escola. Os meninos estavam nervosos desde a manhã. Enquanto eu terminava de me arrumar, o mais velho apareceu no quarto e já começou:

— Mãe, por favor, hoje se comporta, tá? Vai como mãe.

Eu parei com a escova na mão e fiz cara de quem não entendeu nada.

— Como mãe? E como é que é “como mãe”, meu filho?

O caçula entrou logo atrás, já completando o coro:

— Sem roupa curta, sem sair sem calcinha, sem deixar o peito marcando… Vai normal, mãe. Como as outras mães.

Eu ri, colocando a escova na penteadeira.

— Ah, então agora vocês querem que eu finja ser uma daquelas mães que parecem que saíram de um comercial de margarina? Que bonitinho.

— Mãe, é sério — insistiu o mais velho. — Os professores vão estar todos lá. Os pais dos outros alunos também. Não faz palhaçada hoje.

Eu levantei as mãos, fingindo rendição.

— Tá bom, tá bom. Eu vou me comportar. Prometo. Mas quem decide aqui quem deve se comportar sou eu, hein? Não se esqueçam disso.

Eles suspiraram aliviados. Eu completei, com um sorrisinho:

— E se as notas de vocês estiverem boas, a gente vai ao shopping fazer um lanche depois. Combinado?

Os dois concordaram rápido, felizes com a promessa. Saímos de casa aparentemente em paz.

Eu tinha escolhido um vestido soltinho, azul-claro, que não era curto demais e com um decote que não era escandaloso. Mas também não escondia totalmente meus peitos grandes — eles continuavam ali, discretamente presentes, balançando de leve quando eu andava. Parecia uma mãe comportada. Quase.

Quando chegamos no estacionamento da escola e estacionei o carro, eu não me aguentei. Olhei pros meninos, que já estavam abrindo a porta, e senti aquela vontade safada subir. Tirei a calcinha devagar, sem fazer alarde, e joguei no banco de trás.

“Pronto”, pensei, com um frio gostoso na barriga. “Uma pequena ousadia nunca matou ninguém. É só uma pegadinha. Eles merecem um prêmio por me fazerem prometer que ia me comportar.” Eu sorri sozinha. Liberdade é isso: prometer que vai se comportar e, cinco minutos depois, decidir que a promessa ficou melhor sem calcinha.

Na escola, eu fui a própria imagem da mãe exemplar. Conversei com todos os professores dos meninos, sorri, perguntei sobre o desempenho, elogiava os dois o tempo todo. Peguei os boletins — as notas estavam ótimas, aliás. Ninguém desconfiou de nada. Nem os professores, nem os outros pais. Meu segredinho ficava quentinho entre as minhas pernas, roçando no tecido do vestido a cada passo. Era delicioso.

Quando voltamos pro carro, eu elogiei os dois novamente:

— Parabéns, meninos. Vocês arrasaram. Merecem o lanche no shopping.

Eles sorriram, orgulhosos. O caçula brincou:

— Você também tá de parabéns, mãe. Hoje tá bem mais mãe. Quase normal.

Eu ri, debochada, ligando o carro.

— Tem certeza?

Os dois ficaram nervosos na hora. O mais velho virou no banco:

— Mãe… você tá sem calcinha, né?

Eu não respondi. Só sorri, olhando pra frente, dirigindo calmamente.

— Mãe, responde! — insistiu o caçula.

— Curiosidade mata o gato, sabia? — brinquei, subindo um pouquinho o vestido com a mão direita enquanto dirigia. Mostrei só o suficiente: a pele nua, sem nada por baixo. O vento do ar-condicionado bateu gostoso.

Os dois foram à loucura.

— Mãe, você é doida! — gritou o mais velho. — Prometeu que ia se comportar!

— Eu me comportei — respondi, rindo. — Conversei com os professores, peguei o boletim, elogiei vocês… Ninguém viu nada. Cumprir promessa é uma coisa. Cumprir promessa sem calcinha é outra.

No banco de trás, o caçula remexeu no banco e encontrou a calcinha que eu tinha jogado. Levantou o pedacinho de pano com dois dedos, como se fosse uma relíquia.

— Olha aqui! Ela jogou no banco!

O mais velho pegou também, os dois começaram a brincar com a calcinha da mãe como se fosse um troféu. Riam, faziam caretas, esticavam o elástico.

— Devolve isso, seus safados — eu disse, rindo.

Mas eles não devolveram. De repente, o caçula, com aquela cara de quem teve a ideia mais genial do mundo, colocou a calcinha na cabeça, cobrindo o rosto como se fosse uma máscara. O irmão mais velho caiu na gargalhada.

— Olha eu, sou a mãe sem calcinha! — gritou o caçula, com a voz abafada pelo tecido.

O carro inteiro explodiu em risos. Eu olhava pelo retrovisor, vendo meu filho mais novo com minha calcinha na cara, o mais velho quase chorando de rir, e não conseguia parar de gargalhar.

— Vocês é que são doidos! — eu disse, ainda rindo. — Colocando a calcinha da mãe na cabeça. Que família é essa?

— A família que você criou! — respondeu o mais velho, entre risos.

Eu balancei a cabeça, dirigindo em direção ao shopping, o vestido ainda um pouco subido, a sensação deliciosa de estar sem nada por baixo, e o som das gargalhadas dos meus filhos enchendo o carro.

No fundo, eu pensava que nada era mais divertido do que prometer que ia me comportar… e quebrar a promessa de um jeito tão gostoso. Meus filhos podiam até achar que eu era doida.

Mas eles estavam rindo junto.

E, no fim das contas, era exatamente isso que eu queria.

Liberdade não é só andar sem calcinha.

É fazer todo mundo rir enquanto você anda sem calcinha.

Chegamos no shopping e eu ainda estava sem calcinha, o vestido leve roçando direto na pele. No estacionamento, antes de descer, eu me virei para os meninos com a cara mais inocente do mundo e perguntei:

— Então… eu visto a calcinha agora ou não?

Os dois se entreolharam e caíram na gargalhada. O mais velho respondeu primeiro, com um sorrisinho malicioso:

— Não, mãe. Não veste não. Isso é castigo. Você não se comportou direito na escola.

O caçula completou, rindo:

— É. Castigo por ter ido falar com os professores sem calcinha. Merece sofrer.

Eu ri alto, balançando a cabeça.

— Castigo pra mim… ou castigo pra vocês?

Eles ficaram vermelhos na hora, mas continuaram rindo. O mais velho deu de ombros:

— Tanto faz. Hoje você tá de castigo.

— Tá bom — eu disse, abrindo a porta do carro. — Então vamos. Mãe sem calcinha no shopping. Que lindo.

Enquanto passeávamos pelos corredores, o assunto da tarde não saía da cabeça deles. O caçula não aguentou e puxou de novo:

— Mãe, sério… você foi pra escola dos nossos professores sem nada por baixo. Conversou com todo mundo, pegou o boletim, sorriu… Imagina se algum professor tivesse percebido?

Eu dei uma risadinha rouca, caminhando devagar, sentindo o ar-condicionado subir por baixo do vestido.

— E o que ele ia perceber? Que a mãe de vocês tem uma buceta bem cuidada? Ia ser o destaque do conselho de classe.

O mais velho quase engasgou.

— Mãe! Pelo amor de Deus…

— Que foi? Vocês que escolheram o castigo. Eu só obedeci. Aliás, obedeci muito bem. Ninguém desconfiou de nada. Eu estava lá, toda comportadinha, elogiando vocês, enquanto minha buceta tava tomando vento fresco. Foi quase poético.

Os dois riam, meio nervosos, meio excitados com o deboche. O caçula baixou a voz:

— Mas e se alguém tivesse visto quando você sentou?

— Tinha visto uma mãe feliz — respondi, dando de ombros. — E talvez uma mãe molhada também. Mas ninguém viu. Eu sou boa nisso.

Eles balançaram a cabeça, ainda rindo da ousadia. Eu estava me divertindo horrores. A sensação de andar no meio de toda aquela gente sem nada por baixo, com meus filhos sabendo exatamente do meu segredinho, era melhor que qualquer preliminar.

Chegamos na praça de alimentação e sentamos numa mesa um pouco mais reservada, mas ainda com bastante movimento ao redor. Pedimos lanches, refrigerantes, batata frita. Enquanto esperávamos, eu me recostei na cadeira e, bem devagar, abri as pernas debaixo da mesa. Só um pouco. O suficiente pra sentir o ar batendo. Depois fechei rapidinho. Abri de novo. Fechei. Uma brincadeirinha discreta.

Os meninos perceberam na hora.

— Mãe… — murmurou o mais velho, olhando pros lados.

Eu sorri, inocente.

— Que foi? Vocês escolheram o castigo, lembra? Então aguentem. Será que alguém vai perceber que a mãe de vocês tá sem calcinha, abrindo as pernas aqui no shopping?

O caçula quase derrubou o copo.

— Mãe, para! Alguém vai ver!

— Ver o quê? — perguntei, abrindo um pouco mais dessa vez, demorando alguns segundos antes de fechar. — Uma mulher livre tomando lanche com os filhos? Ou uma buceta safada brincando de esconde-esconde?

Eles protestaram juntos, vermelhos:

— Mãe, você é louca!

Eu ri, deliciada, e fechei as pernas de vez.

— Louca? Foram vocês que disseram “não veste a calcinha”. Eu só tô cumprindo o castigo direitinho. Se vocês querem que eu pare, é só pedir com educação.

— Para, mãe! — pediu o mais velho, rindo apesar do nervoso.

— Tá bom, tá bom… por enquanto — respondi, piscando. — Mas admitam: tá divertido.

Depois do lanche, continuamos passeando pelo shopping. Eu andava na frente deles de propósito, sentindo o vestido balançar na bunda, sabendo que a qualquer movimento mais brusco podia mostrar mais do que devia. Os meninos iam atrás, comentando baixinho, rindo, reclamando e, ao mesmo tempo, olhando.

Em determinado momento, perto de uma vitrine, o caçula sussurrou:

— Mãe, você tá molhada?

Eu parei, virei o rosto e respondi com o deboche mais safado que consegui:

— Um pouco. Castigo é castigo. E castigo bom deixa a gente molhada. Quer conferir?

Os dois quase morreram de vergonha e tesão misturados. Eu ri alto, continuei andando e pensei que nada era mais gostoso do que ver meus filhos descobrindo, aos poucos, que a mãe deles não era só livre.

Era livre pra caralho.

E que o castigo que eles inventaram pra mim estava virando o melhor presente que eu podia receber naquele dia.

No fim das contas, boletim bom, lanche pago e uma tarde inteira sem calcinha no shopping.

Liberdade não tem preço.

Mas, se tivesse, valeria cada risada nervosa dos meus filhos.

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