Olá! Espero que todos estejam bem.
Depois de anos lendo histórias sobre dominação/ submissão e sobre fetiche com pés, eu finalmente vou publicar a minha primeira história.
Há alguns anos eu escrevi uma boa parte do que deveria ter sido a minha primeira história com o ponto de vista do submisso, mas infelizmente acabei perdendo os arquivos. Dessa vez eu decidi escrever uma com o ponto de vista da dominadora e foi muito mais trabalhoso do que eu imaginei, mas, felizmente, ela está pronta.
Antes de falar sobre ela, eu gostaria de agradecer a todos que escreverem sobre fetiche com pés, sobre dominação e sobre submissão. Em uma época em que eu achava que estava sozinho e que era o único a ter esses desejos, vocês me ajudaram a perceber que isso não era um problema, mas que era algo normal e bom. Então, muito obrigado! Vocês me trouxeram ótimas experiências e sensações maravilhosas por meio de suas palavras. Eu leio histórias sobre esses temas há 13 anos, então não vou lembrar o nome de todos os autores, mas espero que esta seja uma forma de retribuir um pouco do que vocês fizeram e também espero que eu possa fazer outras pessoas sentirem o que eu sinto quando entro nesse mundo repleto de histórias incríveis.
Sem mais delongas, vamos falar sobre a história que eu escrevi. Originalmente ela seria mais longa, mas depois de pensar decidi transforma-la em uma serie de 4 histórias, incluindo elementos que alterem o ritmo e a forma de interação dos protagonistas com os demais personagens. Cada história é completa e conta uma parte diferente da jornada da Hannah.
A primeira história conta como a Hannah conheceu o Bernardo e a Ashley. Ela, A Hannah, sempre acreditou que era especial, que merecia o melhor, que merecia devoção e adoração. Quando ela entrou na universidade, decidiu que era hora de ir atrás de alguém que pudesse dar o que uma deusa como ela merece.
Esta História contem dominação; submissão; humilhação; adoração; degradação; castigo físico e adoração aos pés. Ela é contada do ponto de vista da dominadora feminina. Se estes temas forem sensíveis para você, não leia!
Ela será disponível em dois idiomas: Português e inglês. E pode ser encontrada de forma gratuita no link abaixo ou por meio das plataformas:
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- Literotica
- The den of smelly feet (DOSF – Servidor no Discord)
- Casa dos contos
A história será disponibilizada por partes ao longo do tempo nas plataformas gratuitas, mas caso você queira ter acesso imediato a versão completa ou deseje fornecer algum apoio ela pode ser adquirida no link abaixo:
https://allmylinks.com/bsaSe quiser e puder apoiar, considere comprar a versão paga. Seu apoio será muito bem-vindo.
Desde já muito obrigado por ler e pelo apoio!
Eu adoraria saber a sua opinião da história e receber críticas construtivas, por favor, comente o que você achou.
Tenha uma boa leitura.
Capítulo 1 - Eu mereço tudo.
Meu nome é Hannah, um palíndromo que não passa despercebido para os mais inteligentes. Eu tenho 22 anos e estou estudando engenharia civil há mais de 3 anos. Minha família não é rica, mas também não é pobre.
Se eu fosse colocar a gente em um patamar, estamos mais perto de sermos bilionários do que de sermos mendigos.
Meu pai tem um bom emprego e alguns investimentos, então eu e minha mãe nunca tivemos que trabalhar ou levantar um dedo para nada.
Como sou filha única, tive o privilégio de usufruir bastante do dinheiro deles. Frequentei as melhores escolas, os
melhores ambientes e fiz uma das faculdades mais caras do país.
Graças a minha condição financeira eu fui atendida e servida em todos os lugares. Os garçons me traziam bebidas, as faxineiras limpavam por mim e em casa as empregadas da minha mãe corriam para arrumar a minha bagunça enquanto eu relaxava na cama. A vida era boa, muito boa e ter dinheiro a fazia ser tão boa assim.
Esse era o meu pensamento até eu completar 18 anos e meu corpo terminar de se desenvolver. Eu sou linda, eu já era linda, mas depois de atingir uma certa idade a minha aparência começou a ter um efeito diferente nas pessoas ao meu redor. Os garotos abriam as portas pra mim, carregavam meus livros e se
ofereciam para pagar coisas pra mim. Até as garotas se esforçavam pra me agradar.
Diferente daqueles que faziam coisas para mim por dinheiro, esses faziam por mim. Eles me admiravam, me desejavam ou qualquer outra coisa. O fato é que eles faziam coisas por mim.
Nessa época eu percebi que eu era diferente. Eu era especial. Não era por causa do dinheiro ou da minha aparência que eu era especial, era por causa do poder. Eu queria o poder, eu queria ser admirada, venerada e obedecida. Eu era uma domme.
Quando eu entrei na faculdade eu já sabia o que eu era e o que eu queria. Vivi muitas experiências e hoje faz quase um ano que eu comecei um estágio em uma empresa da área em que vou trabalhar, mas nesse momento isso não vem ao caso.
O que realmente importa é o ponto de virada que mudou minha vida para o que ela realmente deveria ser. Aconteceu quando eu conheci um certo alguém.
O nome dele era Bernardo e aconteceu no meu primeiro ano de faculdade. Eu não sei se foi a minha aparência ou meu jeito que encantou ele, mas desde que o vi pela primeira vez ele tinha um olhar de
admiração e um jeito submisso.
"eu posso sentar aqui?" perguntei.
"Cla... claro" Ele respondeu gaguejando.
"Meu nome é Hannah”
"O meu é Bernardo. É um prazer conhecer você” O garoto tímido respondeu.
"Prazer, Bernardo” Eu disse sorrindo e o deixando corado.
Eu disse"você parece ser meio nerd. Então eu vou querer sua ajuda com os exercícios”
Ele olhou pra baixo e seu rosto ficou com uma expressão triste. Será que eu fui rápida demais?
Eu disse"Ei, se anima. Eu só estava brincando”
Ele olhou pra mim com o rosto de uma criança que está perdida no supermercado e disse: "Desculpe. Não quis ser rude. É claro que ajudo".
Eu achei que ele tinha ficado magoado, talvez fosse vergonha, talvez tenha ficado bravo. Eu nasci para ser domme, mas esse negócio de encontrar um sub não é tão fácil quanto eu imaginei. Esse garoto, o Bernardo, pode ser a melhor chance que eu já tive de conseguir um servo. Não posso assustar o garoto.
Depois de algumas horas eu saí da aula para tomar um ar e ir ao banheiro. Quando voltei a aula havia acabado e a minha presa veio caminhando em minha direção com um pedaço de papel na mão. "Eu anotei os pontos importantes que você perdeu quando saiu". Disse Bernardo com seu jeito tímido. "Muito bem, mas por que você não anotou direto no meu caderno?". Disse para ele em um tom de autoridade. Eu queria ver como ele iria reagir. "Agora eu vou ter que copiar tudo isso nas minhas próprias anotações" falei enquanto encarava o Bernardo.
Ele disse "me desculpe, não pensei nisso. Eu posso copiar as anotações no seu caderno por você, se quiser”
"Ótimo!" Respondi enquanto me sentava e entregava o meu caderno para ele. O Bernardo começou a copiar as anotações no meu caderno, enquanto eu ficava atoa esperando o início da próxima aula.
Ele tem realmente um espirito submisso e está disposto a fazer algumas tarefas pra mim. Eu não sei até onde ele iria e nem quais os motivos ele tem para ser assim, mas se eu quero transformar ele em meu escravo, eu preciso descobrir.
Durante o intervalo alguns dos meus colegas de classe vieram conversar. As garotas mais bonitas e os rapazes mais atléticos. Dava para ver claramente que logo seriam os mais populares da sala e eu poderia facilmente ser a principal desse grupo. Só que isso não me interessava mais. Já tive mais que o suficiente desse tipo de amizade na época da escola. O que eu quero agora é algo mais sombrio, porém muito melhor. Eu quero um escravo para me servir.
Por ser a primeira semana de aula os intervalos para o almoço seriam maiores para que o pessoal pudesse se enturmar. Aproveitei esse tempo e me apresentei para as outras pessoas da minha turma que eu pude reconhecer e para mais alguns desconhecidos ocasionais. Recebi apertos de mão, sorrisos e alguns rostos corados pela timidez.
Eu posso ser bem intensa as vezes, mas isso me ajuda a perceber, bem rápido, a natureza das pessoas. E com isso eu pude perceber que nenhum deles têm potencial o bastante para ser meu servo. Por outro lado, o Bernardo tem muito potencial para assumir esse papel, ou pelo menos é o que diz o meu recente instinto de domme.
Continuei andando pelo campus e finalmente achei o meu atual ponto de interesse.
Sentado sozinho em um canto afastado da cantina estava o Bernardo terminando de comer um hambúrguer. Um almoço solitário, e é o esperado de um jovem tímido. Vou me aproveitar dessa situação e fazer um pequeno teste com ele.
Caminhei em sua direção e pude ver um brilho nos seus olhos assim que me sentei ao seu lado. "Esse hambúrguer parece ótimo, Bernado". "Está uma delícia” Ele respondeu enquanto mordia mais um pedaço.
Olhei no fundo dos seus olhos e disse “e você deixaria esse hambúrguer delicioso e me faria um favor?” Sem nem parar para pensar ele me respondeu “o que você precisa, Hannah”
Respondi “Eu preciso de uma bebida para me refrescar, mas não quero ter que ir pegar”
Bernardo “Eu pego uma para você. Já estou acabando meu hambúrguer e te trago uma bebida”
Fiz uma cara séria, mantive os meus olhos nos dele e disse “eu quero agora”
O Bernardo me olhou por alguns instantes, dava para ver que seus olhos percorriam por todo o meu rosto e ele estava me analisando. Eu quase conseguia ouvir o barulho do seu cérebro pensando. Então, ele colocou seu hambúrguer na mesa, se levantou e disse "Qual bebida você gostaria?"
Eu dei um sorriso para ele e vi suas bochechas corarem. Aquele tinha sido um momento decisivo e agora eu e ele sabemos o que foi decidido eu estou no comando dando as ordens e ele vai obedecer.
Esse foi o primeiro passo no processo de transformar o Bernardo no meu escravo.
“Me traz um suco de laranja”
“Claro” Ele respondeu e saiu para buscar o meu pedido.
Eu estava dando as ordens agora, mas essa ainda não era uma relação de dona/ escravo. De qualquer forma, eu vou forçar um pouco mais para ver até onde ele vai.
“aqui está” Disse ele estendendo a mão para eu pegar meu suco. "Obrigada. Agora eu vou querer algo para comer” Falei para o Bernardo sem desviar o olhar para ver sua reação e sem um pingo de hesitação ele disse “o que eu deveria trazer?”
“traga um hambúrguer”
E então o Bernardo foi atender o meu pedido mais uma vez. Quando voltou me entregou o hambúrguer, sentou-se ao meu lado e estendeu as mãos para pegar o resto do seu próprio hambúrguer.
“Está frio. Jogue-o fora” eu disse para ele enquanto dava uma mordida no meu próprio hambúrguer.
O Bernardo não demorou nem 5 minutos para comprar as coisas que eu pedi. Era óbvio que o seu lanche não estava frio, mas eu dei uma ordem. Pareceu uma sugestão, porém no fundo, nós dois sabíamos que era uma ordem.
Ele se levantou, jogou o resto do seu hambúrguer no lixo, voltou e se sentou ao meu lado. Eu sorri para ele, dei um tapinha no topo da sua cabeça e disse "muito bem".
As bochechas dele ficaram vermelhas e ele disse, de forma quase inaudível um "obrigado"
Durante os próximos minutos ficamos em um total silêncio. Eu comia o hambúrguer e apreciava o suco que ele tinha comprado para mim enquanto ele olhava para frente e ocasionalmente tentava me enxergar com o canto do olho.
Quando terminei a minha refeição me levantei enquanto ele me olhava. Dava para ver que ele estava pensando se poderia vir junto comigo ou não.
Comecei a caminhar e antes que ele tivesse a chance de tentar me acompanhar eu disse " Cuide do lixo, Bernardo”.
"Claro" ele me respondeu.
Ouvi a resposta dele sem sequer olhar para trás e quando estava saindo da área de alimentação pude ver ele pegando as embalagens da minha comida e carregando para o lixo. E o melhor de tudo
é que ele estava sorrindo.
O Bernardo gosta de fazer coisas por mim. Isso é um fato. Mas eu já tive pessoas apaixonadas por mim e elas são simplesmente loucas. Estão dispostas a fazer inúmeras coisas por mim e até ficam felizes por isso. O problema é que no fim eles querem um romance e não uma servidão.
Alguém apaixonado faz coisas pelo seu interesse amoroso, mas espera coisas em troca. No fim, a paixão pede por carinho e não por humilhações.
Eu sou uma domme sem um escravo. Eu não quero alguém que esteja apaixonado por mim. Eu quero um servo que me adore, não espere nada em troca e aceite tudo que eu quiser infligir a ele.
O Bernardo gosta de me obedecer, mas eu preciso descobrir o porquê disso. Se ele estiver apaixonado por mim eu vou ter que descarta-lo, mas se não for amor. Ele realmente pode se tornar meu primeiro escravo.
“Ei, Bernardo. Eu estou muito cheia do almoço e isso me deixou com preguiça. Copie a matéria no meu caderno por mim”
Mais uma vez, ele cumpriu a minha ordem. Deixou seu caderno de lado, pegou o meu e começou a copiar por mim.
Depois de um tempo, estendi minha garrafa d'água para ele e disse "estou com sede. Vá buscar água para mim”
Imediatamente, ele sorriu, pegou a garrafa da minha mão e assentiu. "Claro, eu volto já”
Eu mantive o meu rosto sério, mas por dentro eu estava sorrindo. Pessoas apaixonadas já fizeram muitas coisas por mim, mas sempre aproveitavam a oportunidade para puxar assunto, criar intimidade ou pedir algo em troca. O Bernardo por outro lado, simplesmente obedece às minhas ordens e isso parece ser a mais pura e simples submissão. Vou fazer mais um teste para ter certeza.
Assim que ele entrou na sala com a minha garrafa d'agua eu me virei de lado e estiquei as pernas para ficarem apoiadas na cadeira e então o encarei. Ele veio caminhando com as bochechas coradas, me entregou a garrafa, deu a volta e se sentou na outra ponta da cadeira.
Do jeito que ele está sentado é muito desconfortável, metade da sua bunda estava para fora, mas ele não tentou tirar as minhas pernas e nem mesmo me questionou sobre o motivo. Apenas sentou lá e me deixou apoiar as pernas na sua cadeira.
Agora eu tinha quase certeza de que o Bernardo tem um pé na submissão. Acho que da mesma forma que certas pessoas nascem para mandar, outras nascem para obedecer.
No fim da aula eu o mandei carregar a minha bolsa até o meu carro. Durante o percurso começamos a conversar.
Eu “Quanto eu te devo pelo hambúrguer e o suco, Bernardo?
Bernardo disse “não me deve nada, foram por minha conta”
“E por você ter copiado as matérias por mim?” perguntei
“Também não me deve nada. Eu fiz porque queria te ajudar” Foi sua resposta
Hora de apertar um pouco.
“Que cavalheiro você é” eu disse.
Bernardo respondeu “Obrigado Hannah, fico feliz em ajudar”
“Por isso você foi buscar a minha água e está carregando a minha mochila? Por que você é um cavalheiro?” perguntei enquanto encarava seu rosto levemente corado.
"Sim" ele respondeu com um tom de voz inseguro, quase como se sentisse que a nossa conversa iria se aprofundar.
Enquanto caminhávamos eu continuei com meu plano de tentar entender o que se passava na mente dele “e por que você jogou o seu hambúrguer perfeito no lixo quando eu mandei? Por que me deixou descansar os pés na sua cadeira enquanto você praticamente caía no chão? Cavalheiros também fazem isso?”
Parei e me virei para ele. O rosto do Bernardo estava muito vermelho e as suas mãos tremiam.
Ele olhava para o chão e tentava disfarçar sua evidente vergonha, então disse “eu só queria te ajudar. Facilitar as coisas pra você”
"E por quê você quer facilitar as coisas para mim, Bernardo?" Eu disse para ele olhando para o seu rosto que estava em
brasas.
Bernardo respondeu “eu... eu, eu não sei-“ Cortei a frase dele no meio e perguntei "você está apaixonado por mim?"
"Não é isso. Alguém como eu nunca teria chance com você. Eu só queria te agradar" ele respondeu enquanto tentava me olhar nos olhos. O pobrezinho não conseguiu manter o contato visual nem por 2 segundos e voltou a olhar para o chão.
Eu disse “então você estava fazendo essas coisas por mim para me agradar, para ser um bom garoto?”
Deu para ver que ele se acalmou um pouco depois dessa pergunta, mas eu não podia parar agora. O fato dele não estar apaixonado e ainda me obedecer não faz dele meu servo e a melhor oportunidade para descobrir os motivos do coração dele é agora.
Bernardo disse “isso! Eu só queria te agradar. Ser um bom garoto para você”
"Então seja um bom garoto agora e me diga o porquê. Por que você quer me agradar? Já que não está apaixonado por mim, eu quero saber por qual motivo você está fazendo essas coisas" coloquei as mãos na cintura e olhei para ele esperando uma resposta.
Talvez eu tenha pressionado demais, talvez ele só tenha algumas tendências submissas aliadas a timidez, talvez eu devesse ter ido mais devagar.
Na verdade, esses pensamentos não
importam, agora que eu comecei eu vou até o fim. Ou o Bernardo mostra potencial para se tornar meu escravo hoje ou eu vou atrás de outra pessoa que faça isso.
O Bernardo estava com o rosto todo vermelho agora, as mãos tremulas e a respiração ofegante. Acho que a mistura de vergonha e medo estavam causando um pequeno infarto nele. Ele tentou formular uma frase, mas estava gaguejando demais. "E...eu...não... eu... só"
"Estou esperando!" Eu disse para ele enquanto começava a bater a ponta do meu tênis no chão.
"Desculpe. Eu só... não... sei o que dizer..” ele respondeu ainda gaguejando, mas não é essa a resposta que eu estou esperando.
“não sabe o que dizer? Não sabe dizer por que está fazendo coisas para me agradar?” Perguntei para ele levantando uma sobrancelha e lhe dando um olhar sério. Ele sabe que eu não estou de brincadeira.
O Bernardo respondeu “me desculpe. Eu só queria te ajudar, eu posso continuar ajudando, é só pedir, mas quanto ao motivo eu não sei o que dizer”
Ele disse isso gaguejando um pouco e depois me olhou nos olhos e dava para ver mentira neles.
Puxei a minha mochila das mãos dele e disse "eu não preciso de mentirosos ou covardes perto de mim” Virei as costas e fui embora.
No dia seguinte, o Bernardo tentou se aproximar de mim durante a aula e no intervalo, mas eu o ignorei. Não fazia sentido ter o Bernardo por perto.
Se eu estivesse enganada e ele não tivesse aptidão para ser um escravo, eu não precisaria dele.
Se ele tiver aptidão para ser um escravo, mas não tiver coragem de admitir, também é inútil. Então o ideal é me afastar logo dele e procurar por alguém para ser meu escravo.
No fim da aula, fui para o estacionamento buscar o meu carro para ir para casa e lá estava o Bernardo ofegante e nervoso, como de costume.
“Eu posso falar com você?” ele perguntou.
"Eu não tenho nada para falar com você” Respondi da forma mais fria possível. Não tem porque prolongar o sofrimento do garoto.
"Por favor, me escute. Vai levar apenas um minuto e depois você nunca mais precisará falar comigo” Ele disse enquanto se esforçava para me olhar nos olhos e manter contato visual.
Normalmente eu negaria, mas talvez fosse algo bom para mim. Estou com um bom pressentimento. Se ele for se revelar submisso, a hora seria agora.
“Pode dizer” Respondi.
"Obrigado" ele respondeu enquanto endireitava a postura. Olhou no fundo dos meus olhos e começou a dizer “eu estava tentando te agradar por que eu gosto. Eu sei que é esquisito, mas eu sinto prazer em obedecer a alguém que é superior a mim”
Aí estava. A confissão do Bernardo. Ele é um submisso, meu instinto estava certo e ele confessou isso para mim. É basicamente uma vitória completa.
"Me desculpe, por mentir e não ter contado para você ontem” Ele respirou fundo “eu fiz isso por que eu não queria que você descobrisse os meus desejos esquisitos e me achasse estranho” continuou falando.
Pela cara dele, ele vai soltar tudo agora.
"Eu nunca contei isso para ninguém antes, mas você já não ia mais falar comigo de qualquer forma, então eu pelo menos quis te dizer a verdade e tirar esse segredo estranho do meu peito”
Ele está claramente envergonhado e olhando para o chão. Eu por outro lado estou cheia de felicidade e segurando um sorriso dentro do meu peito.
"Eu não acho isso estranho, Bernardo” Eu disse para ele e imediatamente o seu rosto se iluminou e ele me olhou quase incrédulo. O fetiche de submissão aliado com a timidez dele devem ter feito ele se achar uma aberração.
Que garoto burro. Ele é exatamente o que eu estava procurando. Meu instinto está de parabéns.
Bernardo me olhava com os olhos brilhando “você está falando sério? Realmente não acha isso estranho e nem esquisito?”
“Eu estou falando sério. Eu não acho os seus desejos estranhos e nem um pouco esquisitos. Inclusive eu quero saber mais sobre eles” Eu disse para ele com um leve sorriso no meu rosto
Seu sorriso começou a diminuir e eu percebi que ele se retraiu um pouco. "Você acabou de me confessar que gosta de servir pessoas, não precisa ficar tímido agora" Eu disse.
“Tem razão, desculpe” Ele respondeu, respirou fundo e começou a soltar tudo o que estava dentro do seu peito. “Eu gosto de servir alguém superior, gosto de pés, gosto de ser humilhado” Quando ele terminou de falar, a sua coragem de instantes atrás já havia desaparecido e ele estava olhando para o chão. Ou quem sabe para os meus pés, não dava para dizer com certeza do meu ponto de vista haha.
"Eu imaginei. Pra dizer a verdade, eu já suspeitava que você gostava desse tipo de coisa desde que te conheci” Eu disse para ele.
"Incrível. Como você percebeu?" Ele me respondeu com um olhar te surpresa.
"No início foi só um palpite, mas depois fui tendo mais certeza de que você era submisso" respondi
Ele voltou a olhar para o chão, ficou corado e disse "e mesmo assim você decidiu se aproximar de um esquisito feito eu”
Eu sorri pra ele e falei "Na verdade eu estava procurando alguém exatamente igual a você"
Ele me olhou com os olhos cheios de brilho e um sorriso bobo aparecendo no
seu rosto. Eu também estava sorrindo e senti meu coração acelerar. A primeira vez que eu falei sobre os meus desejos e a primeira vez que eu adquiri um escravo.
Bernardo disse com olhos brilhando de alegria “você me aceitaria como seu servo?”
"Calma aí garoto. Você gosta de servir e eu gosto de ser servida, então estamos no caminho certo, mas isso tudo ainda é novo para mim e eu preciso pensar " Respondi e logo em seguida falei "por enquanto, você pode carregar minha bolsa" e estendi o braço para ele.
O Bernardo a pegou da minha mão com um sorriso e disse “Claro. Obrigado”
"De nada" respondi enquanto caminhava em direção ao meu carro e ele me seguia carregando a minha bolsa.
Quando chegamos eu destravei a porta e ordenei “Abra!”
"Imediatamente" ele respondeu puxando a porta pra mim e depois colocando a minha bolsa no banco de trás. Peguei o número de telefone dele e o disse para esperar minha mensagem.
Estiquei a mão para fora da janela, assim como as rainhas da monarquia faziam para os seus servos beijarem. O Bernardo entendeu o que eu queria e beijou a minha mão de forma reverente.
“Até amanhã Bernardo”
“Até amanhã senhorita Hannah”