As duas faces do meu marido Parte 2

Um conto erótico de Marina
Categoria: Heterossexual
Contém 2671 palavras
Data: 01/05/2026 19:40:04

O brilho nos olhos do Diego naquela noite, enquanto a gente guardava o que sobrou da janta, era algo que eu não via há muito tempo. Ele estava inquieto, sabe? Dava para sentir no jeito que ele guardava o restante do nosso jantar na geladeira. Eu conheço meu marido. Conheço cada suspiro e cada silêncio dele. E aquele silêncio estava barulhento demais.

Eu parei de esfregar o prato, deixei a esponja de lado e olhei para ele.

— Amor, eu te sinto inquieto. Tem alguma coisa preocupando você? — perguntei, secando as mãos no pano de prato.

Ele parou o que estava fazendo. Se virou devagar, com aquele jeito manso dele, e veio na minha direção. O Diego tem esse poder de me fazer esquecer do mundo só com o olhar. Ele parou bem na minha frente e levou a mão ao meu rosto, fazendo um carinho na bochecha que me deu um arrepio gostoso.

— Sabe, agora casado eu comecei a pensar em algumas coisas — ele disse, com a voz baixa.

— No que exatamente, amor?

— Eu quero largar essa vida de autônomo, Marina. Quero ter um emprego estável. Eu estudei para isso, você sabe que sou formado. Eu quero trabalhar em algo grande para poder sustentar a nossa família, não quero ficar dependendo só do que eu for tirando nas entregas ou de você.

Senti um aperto de orgulho no peito. O Diego sempre foi um homem de ouro, mas ver essa vontade de crescer por nós dois me emocionou.

— Eu sei, meu amor. E dou todo o meu apoio em qualquer coisa que você decidir — respondi, sendo sincera de corpo e alma.

— Que bom, amor, porque eu enviei currículo para uma empresa. Se eu for contratado, sei que meu cargo será baixo no começo, mas eu sou esforçado. Tenho certeza que logo teremos uma maravilhosa vida juntos.

— Eu acredito em você, meu amor!

A gente se beijou. Foi um beijo longo, apaixonado, e carregado de amor e cumplicidade. Eu acreditava no meu marido, e poder partilhar aquela expectativa com ele, era algo maravilhoso. Combinamos que, se ele conseguisse a vaga, a gente teria um jantar especial para comemorar. A expectativa dele era contagiante, mas para mim, aquela conversa acendeu uma faísca de algo que eu vinha guardando no fundo do meu coração.

No dia seguinte, a rotina seguiu. O Diego saiu com a moto para fazer as entregas e eu me sentei na frente do computador. Mas as palavras não saíam. Eu olhava para a tela e só pensava no quanto eu estava cansada de fugir da minha própria sombra. O Diego queria uma vida melhor, ele queria crescer... e eu tinha ainda problemas com o meu pai.

Peguei o celular. Minhas mãos tremiam. Procurei um número que eu não discava há uma eternidade, mas que eu sabia de cor. Respirei fundo e apertei o botão de ligar. No terceiro toque, a voz dele surgiu.

— Alô.

— Oi, pai — eu disse. Minha voz saiu quase num sussurro.

Houve um silêncio do outro lado. Ouvi o barulho de papéis sendo mexidos e, de repente, tudo parou. A voz dele voltou, mas era uma voz diferente, trêmula, carregada de uma felicidade que ele não conseguia esconder.

— Marina? É você mesmo?

— Sim, meu pai. Sou eu.

— Como você está, minha filha? — Ele parecia desesperado por notícias, como se estivesse tentando recuperar anos em uma única pergunta.

— Eu estou bem. Eu queria agradecer por você ter me mandado uma mensagem no dia do casamento.

— Você é a minha filha, afinal. Sempre vai ser meu tesouro, mesmo que agora você esteja magoada comigo.

Aquelas palavras me desarmaram um pouco. Eu passei tanto tempo culpando ele por tudo o que aconteceu com a minha mãe, mas ali, ouvindo aquela voz de velho cansado, senti que precisava de uma trégua.

— Sabe, na verdade eu queria conversar com você. Acho que eu queria um pouco do meu pai de volta.

— Você sabe que eu tenho todo tempo do mundo para você, Marina. Aonde você quer me encontrar?

— Eu ainda vou pensar nisso...

— Mas o que fez você exatamente me procurar de novo? Posso saber?

Eu olhei para a foto do meu casamento em cima da mesa. O sorriso do Diego era a coisa mais pura da minha vida.

— Meu marido — respondi. — Ele me contou algumas coisas, e eu sinto que eu não deveria ficar afastada por muito mais tempo do senhor.

— Eu com certeza vou dever muito ao seu marido — ele disse, e eu podia sentir o sorriso dele pelo telefone.

— Imagina, nem ele pensa assim.

— E quando vou poder conhecer vocês? Digo, ele e a casa de vocês?

— Pai... acho que devemos ir por partes, não é? — falei, tentando frear a empolgação dele.

— Tem razão.

Desliguei o telefone com o coração batendo na garganta. Eu tinha dado o primeiro passo.

Dois dias se passaram. Eu estava no meu cantinho de sempre, escrevendo, naquele silêncio de fim de tarde que eu tanto gosto. De repente, ouvi a porta da frente se abrir com força. Era o Diego. Ele entrou me chamando com uma voz que transbordava alegria.

Eu levantei e fui até ele. Ele me abraçou tão forte que quase me tirou o fôlego, segurou meu rosto com as duas mãos e começou a me encher de beijos. O sorriso dele estava estampado de orelha a orelha.

— Você não vai acreditar, amor! Eu consegui, meu amor! Consegui o emprego!

Eu gritei de alegria junto com ele. Comecei a beijar os lábios dele, eufórica, sentindo que a nossa sorte estava mudando. A gente se abraçava, rodopiava na sala, era uma festa só nossa.

— Fale mais, amor! Eu tô tão feliz por você! — eu disse, rindo.

— Bom, não é muita coisa ainda, mas eu consegui um emprego como assistente de back office. Vou ganhar quatro mil e quinhentos iniciais, podendo aumentar conforme as metas. Além disso, tem VR e VA de mil e oitocentos reais e participação nos lucros, que pode chegar até a três salários meus, dependendo do resultado da empresa. Isso é muito mais do que eu esperava, Marina!

Eu olhava para ele e via o brilho de quem finalmente se sentia valorizado, e isso me enchia de alegria. Ele continuava me abraçando, me olhando nos olhos com aquele orgulho de si, algo que eu não vislumbrava a muito tempo.

— E onde você vai trabalhar, amor? — perguntei, ainda sorrindo.

— No Grupo Valente — ele respondeu, com o peito estufado. — Não sei se você conhece, é uma gestora de investimentos e patrimônio. A maior do país. Eu nunca pensei que conseguiria entrar lá, a entrevista foi rápida, parecia que eles já sabiam que eu era o cara certo.

Naquela hora, o chão sumiu. Senti como se o meu sangue tivesse virado gelo.

Todo o meu sorriso sumiu, mas eu fiz um esforço sobre-humano para não deixar ele perceber. Tentei manter um sorriso, mas eu sentia que ele estava "amarelo", forçado, sem vida. O Diego não notou nada. Ele estava cego de felicidade. Segurou minha cintura e continuava falando, eufórico.

— Isso definitivamente precisa de comemoração! — ele disse, me apertando.

Eu concordei com a cabeça, tentando processar o que tinha acabado de acontecer. Logo, Diego me mandou colocar a melhor roupa que tinha, enquanto nos arrumamos. Depois de um banho, eu fui até meu quarto.

Abri o guarda-roupa e escolhi um vestido preto, um midi bem ajustado que eu sabia que valorizava minhas curvas. Ele era sólido, sem estampas, mas o corte era o que fazia a diferença: na altura dos joelhos, ele abria levemente, dando um movimento bonito quando eu andava. O detalhe que eu mais gostava era nas costas; ele era totalmente aberto, revelando a pele e deixando o visual mais ousado, mas com classe. As alças eram fininhas, todas trabalhadas com pedrarias que brilhavam a cada movimento que eu fazia. Completei com uma pulseira de brilhantes e calcei meu scarpin de bico fino, aquele preto envernizado clássico que nunca falha. Eu me olhei no espelho e, por um segundo, vi uma Marina, aquela Marina que tinha deixado pra trás. Hoje, eu era a Marina do Diego.

Quando saí do quarto, ele estava me esperando. Ele tinha colocado a melhor roupa que possuía: um terno cinza médio com um padrão xadrez bem tradicional. O paletó era de abotoamento simples, com aquelas lapelas clássicas, e a calça combinava perfeitamente. Por baixo, ele usou uma camisa preta, que dava um ar mais moderno para o conjunto. No pulso, o relógio comum que ele sempre usava e, nos pés, seus sapatos de couro preto bem engraxados.

— Meu Deus, Marina... você está maravilhosa — ele disse, com aquele olhar de quem tinha acabado de ganhar na loteria pela segunda vez no mesmo dia. Eu não sabia que tinha esse vestido, você está um tesão. Se não fosse o compromisso do jantar...

— Nossa, acordei o tigrão ai é? — respondi, dando um beijo rápido nele.

Fomos para um restaurante que tinha um padrão bem mais elevado do que o que estávamos acostumados. No caminho, eu ainda tentei dizer que não precisava de tanto, que um lugarzinho mais simples estaria ótimo, mas ele não quis saber. O Diego estava eufórico. Ele queria me dar o melhor, queria sentir que o novo salário já estava mudando a nossa história. Ele pegou o que tinha, e resolveu me dar algo especial naquela noite, já que sua vida mudaria depois disso.

O lugar era lindo, com luz baixa e um clima bem íntimo. O Diego, decidido, escolheu o prato principal: lagosta cozida na manteiga e limão. Quando o prato chegou, o cheiro estava divino, com as raspas de salsa por cima dando um frescor especial. Para acompanhar, pedimos um risoto de funghi que estava no ponto certo, cremoso e com aquele gosto terroso delicioso. Pedimos um vinho para brindar e, ali, entre um gole e outro, a gente se perdeu nas risadas.

— Lembra de quando você me bateu com seu Fusca? — Perguntou, rindo, com o rosto um pouco corado pelo vinho. — Te juro que eu quase dei um xingo na hora, eu achei que era um brutamontes e era uma Deusa.

— E eu achei que tinha matado o entregador mais bonito da cidade! — respondi, segurando a mão dele por cima da mesa.

A gente relembrou o passado, os primeiros encontros, todo o desenrolar de nossa vida até o nosso casamento. Foi uma noite perfeita. Comemoramos o presente com toda a força que tínhamos. Ver o Diego ali, feliz, se sentindo vitorioso e cheio de planos, me fez querer acreditar que tudo daria certo.

O jantar foi delicioso, mas o melhor de tudo era sentir que, nossa conexão era maior e melhor do que tudo que poderia vir daqui pra frente.

Quando fomos embora, eu estava molhada, levemente alterada e cheia de tesão. Chegamos em casa e eu já não aguentava mais esperar. Assim que a porta bateu atrás de nós, eu me joguei em cima do Diego, beijando ele com fome. Minhas mãos foram direto pro terno dele, arrancando o paletó com pressa e jogando no chão da sala. Eu nem ligava onde caía.

Desabotoei a camisa dele quase rasgando os botões, abri tudo e passei as mãos no peito e na barriga dele, arranhando de leve com as unhas enquanto sentia o calor da pele.

Diego gemeu na minha boca e subiu meu vestido com as duas mãos, levantando até deixar minha bunda quase toda de fora. Ele apertou minha carne com força, senti seus dedos afundando, me puxando contra ele. Eu sentia o pau dele já duro por dentro da calça, roçando em mim.

Ele me virou de costas rapidinho. Como o vestido era aberto nas costas, ele aproveitou e começou a beijar minha pele quente, descendo a boca pelo meu pescoço enquanto baixava as alças devagar. O vestido escorregou pelo meu corpo e caiu aos meus pés. Eu estava sem sutiã, completamente nua da cintura pra cima. Diego virou meu corpo de novo, pegou meus dois seios com as mãos e me beijou fundo. Depois, ele foi até o sofá, e se jogou, abrindo as pernas.

Eu subi em cima dele, me encaixando no colo dele com as pernas abertas. Joguei meus seios na cara dele. Diego não perdeu tempo: abocanhou um mamilo com vontade, chupando deliciosamente, sugando forte enquanto a língua rodava em volta. Ele passava de um pro outro, chupando, lambendo, mordiscando de leve. Eu gemia, segurando a cabeça dele contra meu peito, rebolando devagar no colo dele.

Ele estava louco de tesão. Com uma mão ainda no meu seio, a outra desceu, puxou minha calcinha pro lado e abriu o zíper da calça dele. Tirou o caralho pra fora, já completamente duro, latejando, com a cabeça inchada. Eu senti ele esfregando na entrada da minha buceta, totalmente úmida, rendida querendo aquela pica toda dentro de mim. Fiquei rebolando a bunda no meio do cacete, enquanto ele esfregou o pau duro no meio das minhas nádegas. Sem esperar muito, ele encaixou e eu desci devagar, sentindo ele me abrindo inteira.

— Ahh… que delícia… — soltei, enquanto começava a subir e descer no pau dele.

Diego segurava minha cintura e metia de baixo pra cima, gostoso e fundo. Eu pulava no colo dele, rebolando o rabo, sentindo o caralho entrar e sair da minha bucetinha molhada. Meus seios balançavam e batiam no rosto dele, que continuava chupando e sugando enquanto me fodia. O som molhado dos nossos corpos se encontrando enchia a sala junto com meus gemidos.

Ele me fodeu assim por um tempo, bem gostoso, até que de repente me tirou de cima, me virou de quatro no sofá e ficou de pé atrás de mim. Terminou de tirar a calça e a cueca rapidinho. Segurou meu quadril com força, puxou meu cabelo com uma mão e enfiou o caralho todo de uma vez na minha buceta.

— Ai, porra… — gemi alto.

Diego começou a socar forte, metendo fundo, rápido. A cada estocada eu sentia o pau dele batendo lá no fundo. Ele puxava meu cabelo, dava tapas estalados na minha bunda, apertava minha carne enquanto me fodia sem dó. Eu estava pingando, a buceta apertando ele a cada vez que ele entrava.

— Mais forte… assim… — pedi, quase sem voz.

Ele aumentou o ritmo, socando com força, com o saco batendo contra a minha bucetinha. Os tapas na bunda ardiam gostoso. Eu sentia o orgasmo se aproximando, mas foi ele quem gozou primeiro. Diego deu umas estocadas mais fundas e grossas, gemeu alto e gozou dentro de mim, me enchendo completamente com a sua porra enquanto eu rebolava contra o pau dele.

Eu fiquei ali, de quatro, tremendo, sentindo ele pulsando dentro da minha buceta. Diego se inclinou sobre mim, beijou minhas costas suadas e apertou minha bunda uma última vez.

A gente ainda estava ofegante quando ele saiu de dentro de mim. Eu me virei, puxei ele pro sofá e deitei em cima do peito dele, os dois suados e satisfeitos. Acabamos por dormir ali mesmo, pelados e com cheiro de sexo.

Os próximos dias foram praticamente o início de sua jornada dentro do Grupo Valente. Eu o via sair de manhã, todo impecável naquele terno xadrez que a gente tanto gostava, e sentia um orgulho que quase não cabia em mim, misturado com aquele medo gelado que eu tentava empurrar para o fundo da alma. Ele me ligava no horário de almoço, sempre feliz, com a voz vibrante e empolgado com o seu trabalho, por mais simples que fosse. Ele me contava de alguns amigos que fez lá, do ambiente lá dentro bem descontraído, e do seu chefe, o senhor Alberto, que era bem exigente, mas ao mesmo tempo o ensinou tudo lá dentro. Ficamos assim por um ano. Meu marido, cada vez mais tendo seu reconhecimento, enquanto eu, tomei coragem, e decidi que eu já sabia o que fazer para faze-lo se sentir orgulhoso também.

Só que sem percebermos, a tempestade estava se armando no horizonte, e eu sabia que, quando o primeiro raio caísse, ele ia atingir em cheio o coração do que a gente tinha construído.

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Comentários

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Ficou esse mistério sobre o local onde ele está trabalhando. Deu a entender que era uma empresa que ela conhecia. Aguardando os próximos capítulos. Isso aí não passou batido.

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Que tensão! Mas tudo indica que o segredo de Marina, não compartilhado com o marido, vai leva-los a tempestade.

Vamos aguardar ansiosamente os próximos capítulos.

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Estou aqui também acompanhando bem de pertinho grande Kayrosk! E gostando bastante. Esse casal é um doce até o momento!

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Muito bom grande Kayrosk, sinto que temos segredos aí e teremos grandes emoções. fiquei super curioso agora. 3 estrelas

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Marina guarda algo que ela não quer falar, algum motivo tem.

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a curiosidade aqui já está bas alturas amigo.

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Kayrosk voltou com tudo.

Conto maravilhoso de ler e bem leve .

Prevejo q teremos trovoadas e tempestades

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