Furiosa, a mais putas das esposas.

Um conto erótico de H.C.Cavalcanti
Categoria: Heterossexual
Contém 2468 palavras
Data: 05/05/2026 10:22:38

Eu alisava suas nádegas, sua vagina úmida e lisa. Meus dedos tocaram algo que saía de dentro dela. Carol estava profundamente adormecida. Passei a ponta de meus dedos levemente entre suas coxas, para não acordá-la. Senti algo liso, macio e pegajoso, com textura de borracha. Pensei em acordá-la. Mas mudei de ideia, deixando ela em seu sono profundo. Com calma puxei o corpo estranho que estava dentro, corri para o banheiro segurando aquilo, sentindo o peito apertando, o coração acelerando, e uma onda de ódio me consumindo. Fechei a porta, joguei na pia, toquei no interruptor da luz, acendi sem abrir os olhos, desejando não ser o que eu pensava ser. Estava pendurado, pingando, todo amassado. Sentei-me no vaso sanitário, pensando no que fazer. Sentia uma enorme vontade de chorar, correr para o quarto e matá-la do pior jeito possível, mas não fiz. Não tirei os olhos da borracha, como se fosse um bicho peçonhento encarando-me. Nosso casamento não ia bem, mas nem imaginei que aconteceria isso. E descobrir assim, logo após um belo jantar, sexo, juras de amor, carícias, olhares... descobrir uma camisinha com fluidos de outro dentro da sua esposa.

Escutei Carol vestindo o chinelo, agarrei o preservativo e o joguei no vaso, dando descarga. Ela entrou, toda descabelada, com cara de sono. Cristo, como ela é linda! Loira, corpo corpulento, peitos grandes, maravilhosos com seus bicos marrons. 43 anos de puro tesão. Sai catatônico, perdido, desorientado. Quando passei ao seu lado, ela me beijou e deitei-me. Fiquei mudo com o olhar no teto, com ódio latejando por todo corpo. Minha boca seca, não tinha saliva nem para umedecer os lábios. Depois que a raiva começou a se dissipar, senti um alívio. Como era possível se sentir aliviado após descobrir que era corno? Não sei. Quando Carol retornou, me abraçou, jogando suas coxas sobre meu corpo, seus cabelos loiros e cheirosos em meu peito. Até minutos antes da descoberta, já não sentia tesão por ela. Já não havia aquele fogo que consome os amantes e arde até a alma. Nada, fazíamos amor por praxe, um protocolo. Agora sentia algo diferente, algo forte, quente, perigoso e excitante. Meu pênis ficou duro como mármore. Uma confusão de sentimentos se aflorou. A beijei loucamente, ainda dormindo, retribuiu. Por cima, a penetrei fundo, fodendo-a com força. Carol gemia, pedindo mais e gemendo alto. A cada gemido, mais força eu usava, diminuí o ritmo e abracei seu corpo, fazendo movimentos intensos e vagarosos com seus gemidos em minha orelha até gozarmos juntos. Nessa noite, provamos um sexo que não experimentávamos um com o outro há tempos.

Nunca traí Carol. Nunca! Pensava loucamente em outras mulheres, fazendo os mais profanos atos sexuais com elas, mas nunca os trouxe para o mundo real. Jamais desconfiei dela. Nunca deu sinais de sua traição. Nessa noite não dormi pensando nela com outros homens. Carol sendo fodida por vários homens, dezenas deles sobre seu corpo. Todos ejaculando em sua boca, no seu lindo rosto e a tratando que nem uma escrava sexual. Pela primeira vez em 10 anos de casado, tive pensamentos adúlteros de minha esposa com outros. Pensei nas piores cenas e excitei-me, só de imaginar vendo ela com outros homens.

Assim que Carol saiu, procurei um detetive particular para segui-la. Não foi difícil encontrar um. Liguei para seu escritório, passei as informações necessárias sobre Carol e sua rotina. Falei sobre seu trabalho de cuidadora de idosos, sendo realizada um dia sim outro não, passando a noite e o dia com uma senhora em seu apartamento. Já tinha até deixado ela alguma vez no apartamento dessa senhora, que pelo que Carol me disse, vivia sozinha e foi uma das filhas que a contratou para cuidar da mãe. Disse que teríamos que nos falar pessoalmente, e fui ao seu encontro com algumas fotos de Carol. Fez-me diversas perguntas sobre ela, que respondi a todas. O detetive me olhou desconfiado quando contei como descobri a traição e voltou a atenção às anotações que fazia. Ele me perguntou o que eu queria. Queria saber quem era. Só quem era ele.

Paguei metade adiantado, me despedi e sai. Foram oito dias aguardando sua ligação com as informações. Um inferno! Carol não dava sinais de suas infidelidades. Como se sua vida fosse um livro aberto, sem segredos. Deixava seu celular sem senhas, todas suas redes sociais abertas, para serem vasculhadas de cabo a rabo. Nada descobri. Só o que sabia era daquele preservativo e das minhas fantasias com ela e ele — ou eles.

Agora faz sentido sua fadiga excessiva em dias que visitava a senhora, dizia que o dia tinha sido cheio. Pensando bem, uma vez quando fazíamos amor, com ela de quatro, notei que seu anus estava avermelhado e mais dilatado que o comum, quando o toquei ela gemeu de dor, mas não pensei mal dela.

O detetive ligou, nos encontramos em uma padaria.

— Você já esteve nesse prédio que ela disse que trabalha?

— Nunca cheguei a entrar…

— Não creio que haja uma idosa de respeito que precise de cuidados morando ali…

— Como assim?.

— É um prédio comercial…uma área que a maior parte das pessoas que moram lá são…como posso dizer? Voltado para os prazeres.

— Quer dizer que…

— Boa parte são garotas de programa.

O Ar me faltou, minha pressão caiu, suor descia pela minha face, minha garganta secou.

— Uma água. — pediu ele à garçonete.

— Puta? Puta!

— Primeiro estranhei o entra e sai de pessoas do prédio. Na maior parte eram homens.

Já não escutava mais sua voz. Como que não desconfiei? Faz dois anos que ela cuida dessa idosa. Dois anos! Ela até fez um curso de cuidadora, tem diploma. Às vezes trazia alguns mimos dizendo que foi essa …essa velha que deu.

— Eu pensei em mostrar a foto de sua esposa para uma das garotas, mas uma delas poderia conhecer ela e contar algo e desconfiar.

— Não. Não, isso não pode acontecer.

— Entendo. Conversei com um rapaz que vi nesses dias entrando lá como visitante. Disse que havia várias garotas ali. Descrevi sua mulher e não havia alguém assim lá. Mas há um catálogo das moças que atendem no prédio. Um site. Pelas fotos que me deu, notei que tinha uma tatuagem no pulso.

— Uma borboleta no pulso direito..

Ele pegou o celular, olhando fixamente para a tela.

— Só uma dessas garotas bate com o perfil dela. E tem uma tatuagem no pulso.

Virou o celular para mim. E passou de anúncio a anúncio. Um catálogo de mulheres de todas as idades e cores passava na tela, com descrições dos seus trabalhos e dos seus preços. Loiras, morenas, afros, gordas, magras, asiáticas, até chegar em uma ruiva. “Furiosa" seu nome. Rosto branco pintado com rímel ao redor dos olhos verdes. Entrou no anúncio. " Para amantes do voyeurismo, a mais perversa das mulheres bem diante dos seus olhos. Tenha um colossal prazer vendo dois jovens me comendo todinha…

Em baixo dizia: “ Todas Às quintas e sábados".

— Não pode ser ela…

Fotos apareciam na tela. Fotos de vários ângulos. Pura sensualidade exalava daquela fêmea. Custava eu acreditar que essa loba era Carol. Tinha a mesma beleza que ela, os mesmos olhos, as mesmas feições, a boca carnuda e o mesmo colar que lhe dei há 7 anos atrás, em um restaurante japonês.

— Como que entro nesse prédio?

— Tem que combinar antes.

— Quero ver. Tenho que ver.

— Tem certeza? Não vai fazer nenhuma merda?

— Só quero ver.

— Te coloco lá dentro. Mas não me responsabilizo se você fizer qualquer coisa. Entende?

— Quero ir hoje.

— Hoje não consigo. Tem que ser com 24 horas de antecedência. Eu te ligo informando o horário. E vou com você, pra não fazer loucuras.

Ao chegar em casa, tomei uma dose de uísque puro. Carol não estava, tinha ido à academia. Sentei em frente ao computador e procurei ela. Furiosa. Carol e Furiosa. “Um colossal prazer vendo dois jovens me comendo todinha”. Além das imagens, tinha pequenos vídeos dela fazendo sexo. Alguns deles eram dois rapazes jovens e bonitos. Um a fodia de quatro enquanto outro com uma tatuagem no abdômen, segurava seus cabelos ruivos enquanto tinha o pau em sua boca vermelha. Outro vídeo Carol fazia sexo oral em dois paus ao mesmo tempo, enquanto olhava fixamente para a câmera, com seus olhos ferozes verdes. Salivei em minha mão e me masturbei até esguichar em todos meus dedos.

Já tinha me banhado quando Carol chegou. Trazia sacolas, estava com uma calça legging preta, evidenciando suas curvas. Cabelos presos em coque. Chamava- me. Não respondi ao seu chamado, apenas fui ao seu encontro. Meus olhos comiam cada pedaço daquela mulher. Ela me olhou desconfiada, rindo, perguntando o que tinha comigo. Agarrei sua cintura, a beijei loucamente, como se sua saliva fosse heroína pura. Rindo ela dizia que estava suada e fedida.

— Eu adoro seu cheiro. Adoro seu corpo…

— Deixa eu me banhar…

A joguei no sofá, tirei seus peitos para fora e os chupei. Ela acariciava meus cabelos enquanto sugava seus bicos. O sal de seu suor no meu paladar, excitava-me feito um cão. Desci até seu umbigo, beijando sua pele suada. Arranquei sua calça com um puxão e já via sua calcinha rosa, fina, rendada e transparente. Nunca tinha reparado como era sexy essa mulher, provocante e feroz. A beijei por cima da calcinha, sentindo o clitóris nos lábios. Minha língua passeava por toda sua boceta suada e babada. Chupava feito um animal faminto. Nunca a vi gemer como gemeu. Nunca a vi sentir tanto prazer como a vi sentir. Nunca senti tanto prazer como senti, desde que conheci Furiosa. Fizemos um amor magnífico naquele sofá, como não fazíamos há séculos. Ela disse que me amava. Eu disse que amava.

Eram 7 horas da noite. Aguardava ansioso o detetive em frente ao prédio dos prazeres. Fumava um cigarro — fazia anos que não colocava um cigarro na boca. Vestia óculos escuros e boné, tinha medo de ser reconhecido. Quanto mais esperava, mais arrependia-me de tudo isso. Tinha calafrios no estômago. O detetive chegou e repetiu se era isso mesmo que eu queria fazer. Não queria. Mas disse que sim. Entramos. Chegando na recepção, tive que fazer um cadastro. Aquilo me deixava ainda mais nervoso e ansioso.

— Os senhores Benito e Ramiro podem subir ? — disse o recepcionista ao telefone.

— Ela vai saber que tô aqui. — sussurrei ao detetive.

— Não. Não é ela que atende.

— Podem subir. Quinto andar, apartamento 38.

Subimos. Chegamos à porta do apartamento. Tocamos a campainha. Uma moça negra bem vestida abriu a porta, com um sorriso enorme nos lábios, nos convidou a entrar. Levou-nos a uma sala com outra recepção menor. A jovem sentou atrás da mesinha e deu-nos envelopes para depositarmos os celulares, pagamos os “ ingressos", disse que o show começaria daqui a pouco. Nos levou até um quarto escuro, que nem uma sala de cinema. Com algumas poltronas, sete ao todo e ficavam em frente a um vidro que estava encoberto por uma cortina vermelha e um blues tocava serenamente.

— Pensei que seria só nós.

— Todo show precisa de plateia. — Quer uma bebida? Porque eu preciso.

No canto direito havia um bar, um senhor serviu dois copos com uísque.

Alguns homens começaram a chegar, velhos, jovens e até um casal. Alguns foram para o bar, mostrando intimidade com o barman e o ambiente.

Uma luz vermelha acendeu acima do vidro. E todos se sentaram.

A cortina abriu. E lá estava ela, de costas para o público, com um roupão roxo até os joelhos, sua vasta cabeleira ruiva, uma bota preta altíssima e pura sensualidade. Estávamos a menos de um metro e meio dela, quase podia sentir seus aromas. Era como uma vitrine de loja, com uma cama no meio e ao fundo tinha outra cortina. Seu corpo se movia suavemente, casando com o sons do blues, num encaixe perfeito. Furiosa se virou, toda encolhida dentro do roupão, lançando olhares provocantes à plateia. Quando meu olhar encontrou o dela, perdi o fôlego, fiquei querendo fugir, mas o detetive disse que ela não podia ver a gente. Ah, Deus, ela estava magnífica como não a via em anos. Ou ela sempre foi magnífica e eu que não notei? Provavelmente foi isso, a rotina esmagou minha percepção sobre sua beleza. Seus olhos brilhando, parecendo esmeraldas, ao redor o rímel negro tingindo o rosto até a testa, de um jeito selvagem. Alisava seus lábios, rosto, mordiscava seus dedos até deixar seu roupão cair levemente. Estava nua, exibindo sua beleza natural, seus seios volumosos e seus mamilos marrons. Coxas grossas, parecendo troncos. Era um espetáculo. Minha esposa, minha querida e amada esposa, que votos em uma igreja foram feitos, estava nua, toda vulnerável e ao mesmo tempo feroz. A plateia, homens e mulheres estavam concentrados, seduzidos, hipnotizados com seu poder, sua feminilidade, enfeitiçados com seus movimentos, com olhos vidrados em Furiosa. Minha Furiosa. Dos fundos, dois homens mascarados se uniram a ela em seu show, já acariciando seu corpo. Ambos eram rapazes jovens, corpos bem cuidados, os mesmo dos vídeos curtos de seu perfil. Beijou um, depois outro, marcando seus lábios com o vermelho do seus lábios carnudos. Eles a beijavam apaixonadamente, provando seu sabor — sabor que eu conhecia. Todo seu corpo de loba era saboreado por eles e retribuído por ela. Era intenso, quente, estavam perdidos no ato, como se só eles existissem em quilômetros. Via paixão em seus olhos, causando erupção de lava incandescente em toda a humanidade, nos pulverizando com seu fogo, e deitando por cima de nossas cinzas. A química entre os três beirava a perfeição, como se fossem íntimos há séculos. Furiosa sentava no membro de um, enquanto o jovem da tatuagem no abdômen lambia seus ânus, e quando o membro do companheiro teimava em sair de dentro, ele o colocava novamente. Quando o sabor do ânus da minha querida esposa já não era o bastante, a penetrou, encaixando feito uma peça de quebra cabeça. Ela gritou, urrou de felicidade, de prazer. Estocadas de ambos os lados a assolavam lá e enchia-me de luxúria aqui do outro lado. Que visão, meus amigos. Que visão! Todo esse espetáculo durou menos de 1 hora, quando o sêmen quente jorrou na linda boquinha de furiosa, que espalhou pelos lábios, queixo, engolindo o que sobrará, sempre nos olhando.

O detetive levou-me até em casa, não disse nenhuma palavra no caminho. E eu o mesmo. Quando chegamos, tentou dizer algo mas nada saiu. Entrei. Tomei um banho quente. Preparei um jantar — camarão com abóbora que Carol adorava. Enfeitei a mesa de jantar com um vaso de flores, taças e um bom vinho. Aguardei até ela ultrapassar a porta e pousar aqueles olhos belos nos meus. Sorriu, perguntou o porquê, mas apenas disse que ela era a mulher mais maravilhosa do mundo e a beijei. Beijei o beijo mais satisfatório de toda minha vida.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 0 estrelas.
Incentive H.C. Cavalcanti a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários