Foi você quem disse que queria ser corno… (4ª parte)

Um conto erótico de Darkness
Categoria: Heterossexual
Contém 4807 palavras
Data: 27/05/2026 11:03:17

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Esta continuação foi feita dentro de uma proposta que busca dar finais a histórias inacabadas ou escritas de forma apressada. Nosso objetivo é resgatar boas ideias e transformá-las em narrativas completas, sempre com cuidado e respeito.

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Vamos a continuação

Foi você quem disse que queria ser corno… (4ª parte)

Voltamos da Praia Grande no domingo à noite, ainda com o corpo quente do sol e da foda da tarde. A viagem foi quieta. Ela dormia ou fingia dormir no banco do carona, e eu dirigia com a cabeça cheia. De vez em quando olhava para ela e via a aliança no dedo, brilhando com a luz dos faróis dos carros que vinham no sentido contrário. Era estranho pensar que, no dia seguinte, outro homem ia tocar naquela mesma mulher que eu amava, na mesma boca que eu beijava, na mesma buceta que eu tinha comido poucas horas antes. Eu olhava para o rosto dela dormindo e tentava imaginar a expressão que ela faria quando ele a penetrasse. Se fecharia os olhos. Se morderia o lábio daquele jeito que eu conhecia tão bem.

Chegamos em casa e descobrimos que os avós tinham ficado com as crianças mais duas noite. Nem precisei perguntar. Foi um alívio silencioso. A casa estava arrumada, silenciosa, quase esperando por nós. As cortinas fechadas, a louça guardada, os brinquedos das crianças no canto da sala. Tudo no lugar. Menos eu.

Na segunda de manhã ela acordou primeiro. Eu fiquei na cama vendo ela se mexer pelo quarto, ainda nua. Tinha marcas leves na bunda e nos quadris que eu mesmo tinha feito na noite anterior. Marcas de dedos. Pequenos arranhões. Aquilo me deu um tesão estranho — saber que em poucas horas outro homem veria o corpo dela, talvez até deixasse novas marcas por cima das minhas. Ela se espreguiçou demorado, os braços para cima, os seios empinados, e eu vi a curva das costas dela descendo até a bunda. Decorei cada detalhe. Queria ter certeza de que notaria qualquer diferença quando ela voltasse.

Ela tomou banho, se arrumou com calma e, quando saiu do banheiro, já estava com um vestido que eu não conhecia — daqueles que marcavam bem as curvas, mas sem parecer vulgar. Um vestido de mulher que sabe o que quer. Passou perfume nos pulsos e atrás dos joelhos, como sempre fazia quando queria ficar cheirosa. Eu observava cada movimento, sentindo o pau endurecer devagar dentro da cueca. Ela passou um batom clarinho, quase discreto, mas quando me deu um sorriso de canto eu vi que os olhos estavam carregados de outra coisa. De segredo. De intenção.

— Vou sair à tarde — disse ela, como se estivesse falando que ia ao supermercado. A voz estava calma, mas tinha um tom novo ali, uma certeza que eu nunca tinha ouvido antes. — Está combinado com ele.

Só assenti. Não tinha mais o que falar. Fiquei olhando para a boca dela, imaginando onde aquela boca estaria em poucas horas. Ela percebeu meu olhar e, antes de sair do quarto, passou a mão por cima da minha calça, apertando de leve o volume que já começava a crescer. Sorriu de canto e não disse nada. O beijo de despedida foi leve, quase inocente. Mas os olhos dela diziam outra coisa. Diziam: espera.

Quando a porta fechou, a casa ficou enorme. O barulho da rua entrando pela janela entreaberta. Tentei assistir televisão, mas não conseguia prestar atenção em nada. As imagens passavam na tela e eu não via nenhuma. Fui para a cozinha, abri a geladeira, fechei sem pegar nada. Andei de um lado para o outro como um animal enjaulado. No sofá da sala encontrei a camisola dela largada desde a noite anterior. Peguei e levei ao rosto. O cheiro familiar dela me invadiu forte. Fechei os olhos e pensei que, em algumas horas, aquele cheiro ia estar misturado com suor de outro homem. Com o cheiro dele. Com o cheiro de sexo. Guardei a camisola de volta no lugar, como se fosse uma peça de museu.

Sentei na poltrona e bati uma punheta. Estava duro pra caralho, mas não conseguia gozar. A imagem dela com o ex não saía da cabeça. Ele comendo ela, ela gemendo alto como tinha gemido comigo na praia, pedindo mais, rebolando desesperada. Tentei me concentrar, mas a cabeça interrompia com outras imagens: ela de quatro na cama do motel, as mãos dele agarrando a cintura dela, os dois suados, ela olhando para trás com a boca entreaberta. Parei antes de gozar. A mão ficou parada, o pau pulsando sozinho. Não queria acabar sozinho. Queria guardar tudo para quando ela voltasse.

O tempo passou devagar. Cada minuto parecia uma hora. Olhei o relógio umas cinquenta vezes. Imaginei ela no carro com ele, a mão dele subindo pela coxa, o beijo no estacionamento, os dois entrando no motel. Imaginei ela tirando o vestido, a lingerie nova que eu não tinha visto direito sendo arrancada. Fiquei andando pela casa, da sala para a cozinha, da cozinha para o quarto, olhando o relógio a cada dez minutos, o coração acelerado, o pau latejando de tempos em tempos. Em determinado momento abri a geladeira de novo e peguei uma cerveja. Bebi metade, larguei em cima da mesa, esqueci dela.

Já era início da noite quando ouvi a chave na fechadura.

Meu coração disparou. Acertei a postura na sala sem saber o que fazer com as mãos. A porta se abriu.

Ela entrou e encostou a porta atrás de si. Não falou nada de imediato. Só me olhou. O cabelo estava bagunçado de um jeito que não estava quando saiu. O batom borrado, quase todo sumido. A alça do vestido caída no ombro. E o cheiro… caralho, o cheiro. O perfume dela misturado com algo almiscarado, suor masculino, sexo recente. Cheiro de homem. Um cheiro que não era meu. Invadiu a sala inteira em segundos.

Fiquei parado na sala, olhando para ela. Meu pau já estava latejando dentro da calça, dolorido de tão duro.

Ela deslizou a mão devagar pelo próprio corpo, alisando o vestido amassado, como se quisesse que eu visse o estrago. A mão desceu do pescoço até a coxa, lentamente, os dedos abertos. Seus olhos não saíam dos meus. Havia um brilho safado neles, quase de desafio. Quase de triunfo. Ela estava diferente. Mais solta. Mais dona de si.

Não aguentei.

Fui até ela em três passos, segurei seu rosto com as duas mãos e a beijei com força. Na hora senti: o gosto diferente na boca dela. Um gosto estranho, um pouco amargo. Minha cabeça gritou que era porra. Não era nojo. Era um tesão bruto, animal, que subiu do estômago para a garganta. Beijei mais fundo, ela correspondeu com a mesma fome.

Ela me agarrou pelo colarinho, puxando-me para si. Tropeçamos pelo corredor. Eu a empurrei contra a parede, o corpo dela batendo de leve, o quadro do corredor balançando. Levantei o vestido dela até a cintura e enfiei a mão entre suas pernas. Estava encharcada. E tinha algo mais. Uma textura diferente, escorregadia, mais densa. Porra dele ainda dentro dela. A porra de outro homem escorrendo pela coxa da minha mulher.

— Caralho… — murmurei, quase sem voz. Os dedos desceram um pouco mais, sentindo a umidade.

Ela sorriu contra minha boca. Mordeu meu lábio inferior de leve.

— Quer ouvir tudo? — perguntou, a voz rouca, baixa, quente no meu ouvido.

Não respondi com palavras. Só a peguei no colo e a carreguei para o quarto, jogando-a na cama. Ela quicou no colchão e riu, um riso curto e safado.

Tirei a minha roupa e subi por cima dela, abrindo suas pernas com os joelhos. O vestido já estava todo embolado na cintura. Não tirei nada, só afastei a calcinha para o lado e meti de uma vez. Ela estava molhada pra caralho, quente, escorregadia. E tinha porra dele lá dentro. Senti a diferença na textura, no jeito como meu pau entrava mais fácil, mais lubrificado. Aquilo me deu um tesão doido, quase raivoso. Uma vontade de possuir, de marcar território, de mostrar que aquela buceta era minha mesmo tendo sido ocupada por outro.

— Conta — falei, começando a meter devagar, mas fundo. — Tudo. Desde o começo. Não esconda nada. Quero saber cada detalhe.

Ela respirou fundo, gemendo baixinho enquanto eu entrava e saía com ritmo constante. As mãos dela subiram para as minhas costas, as unhas cravando de leve.

— Ele estava me esperando no estacionamento do shopping… encostado no carro. Aquele sorriso safado dele, o mesmo de sempre. Aquele sorriso que já sabia o que ia acontecer. Conversamos bobagem uns dois minutos, sobre o tempo, sobre o trânsito, e ele me puxou… me beijou ali mesmo.

Enquanto ela falava, eu a beijei com força, enfiando a língua na boca dela, sentindo aquele gosto estranho de novo. Minhas mãos apertavam os peitos por cima do vestido, os polegares encontrando os bicos duros por baixo do tecido. Ela rebolava embaixo de mim, acompanhando o ritmo das minhas estocadas, encaixando o quadril no meu.

— A mão dele já foi descendo… levantou o vestido e enfiou os dedos em mim ali mesmo, no estacionamento. Ninguém viu. Ele enfiou dois dedos de uma vez e eu quase gemi alto. Eu já estava molhada… muito molhada…

Ela gemeu mais alto quando eu acelerei as estocadas.

— Caralho… mete assim… mais fundo…

Desci a boca pro pescoço dela, chupando forte, sentindo o gosto do suor e do perfume que ainda restava na pele. Metia mais rápido agora, o colchão rangendo. Ela continuou, a voz entrecortada:

— Fomos pro carro. Ele dirigiu até um motel ali perto, um que a gente já conhecia de anos atrás. No caminho ele não parava de me tocar, enfiando a mão entre as minhas pernas, por baixo do vestido. Eu estava ensopada. Quando a gente entrou no quarto, ele me empurrou contra a porta e me beijou de novo, com mais força ainda. Mordeu meu pescoço, mordeu meus peitos por cima do vestido, e eu já tava louca.

Eu virei ela de lado, deitado atrás dela, e enfiei o pau de novo, metendo por trás enquanto ela falava. Minha mão segurava a coxa dela, levantando a perna.

— Aí ele me jogou na cama e tirou minha calcinha. Me abriu todinha e ficou me olhando. Falou que eu tava mais gostosa do que antes, que meu corpo tinha ficado perfeito depois dos filhos. Eu me senti desejada de um jeito que há muito tempo não sentia.

— Continua — pedi, metendo mais devagar agora, querendo que ela falasse tudo.

— Ele desceu e me chupou… com uma fome… uma fome que eu nunca vi. Enfiou a língua fundo, chupou meu clitóris como se estivesse morrendo de sede, chupou meus grandes lábios, lambeu tudo. Eu gemi alto, segurei a cabeça dele, empurrei a buceta na cara dele. Ele me chupou muito, muito tempo. Me fez gozar na boca dele.

Eu desci rápido, abrindo as pernas dela mais ainda. Coloquei a boca na buceta dela e comecei a chupar com vontade. O gosto era forte. Dela misturado com ele. Salgado, denso, diferente. Lambi tudo, enfiando a língua, sugando o clitóris inchado. Ela segurou minha cabeça com as duas mãos, apertando, rebolando na minha cara. Os gemidos ficaram mais altos.

— Ele chupou melhor que isso? — perguntei, com a voz rouca, quase sufocado entre as pernas dela.

— Não… porra… você chupa melhor… mais gostoso… você chupa com amor… ele chupava com fome, mas você… ah, você chupa gostoso demais…

Fiquei um bom tempo ali, devorando ela, sentindo o gosto do que tinha acontecido horas antes. Cada lambida era uma mistura de prazer e vontade de apagar o outro. Meu pau latejava contra o colchão, esquecido por um momento. Depois subi de novo,, posicionei o pau na entrada e meti tudo de uma vez, até o fundo.

— Continua — ordenei, metendo mais forte, segurando os quadris dela com os dedos cravados. — O que aconteceu depois que você gozou na boca dele?

— Ele subiu… me beijou na boca com a minha própria porra na língua… eu chupei a boca dele… aí ele falou assim: "agora você me chupa". E eu chupei. Chupei o pau dele gostoso, olhando nos olhos dele. Ele gemia alto, segurava meu cabelo, me chamava de puta gostosa. Eu chupei até quase gozar na minha boca, mas ele me puxou.

— Por quê? — perguntei, metendo mais fundo.

— Ele queria me comer. Queria gozar dentro de mim. Me virou de quatro… — Ela mal conseguia falar direito, a voz saindo em pedaços, entre gemidos. — Segurou meus quadris com força e meteu fundo de uma vez… deu um tapa na minha bunda e falou "essa bunda é minha"…

Virei ela de quatro na hora, com um movimento brusco que fez a cabeceira bater na parede. Segurei firme pela cintura e meti com tudo. O som da carne batendo enchia o quarto. Dei um tapa forte na bunda dela, a mão deixando a marca vermelha na pele, depois outro. Ela empinou mais.

— Assim? — perguntei, metendo sem parar.

— Isso… caralho… assim mesmo… Ele metia igual… forte… dizendo que minha buceta tava apertada pra ele… que eu rebolava gostoso… que eu era a melhor foda da vida dele… que nenhuma outra mulher dava pra ele como eu…

Cada palavra dela me deixava mais louco. Eu metia com força, dando tapas ritmados, puxando o cabelo dela de leve para trás, arqueando suas costas. Ela gemia alto, empinando a bunda pra mim, completamente entregue. A mão dela foi para o próprio clitóris e começou a se masturbar enquanto eu metia.

— E aí? O que aconteceu depois? — perguntei, quase sem fôlego, o suor escorrendo pela testa.

— Ele me virou de frente… quis me olhar nos olhos enquanto gozava… falou "quero ver sua cara de puta quando eu encher você de porra"… meteu mais um pouco… e gozou… gozou dentro de mim gemendo alto… gemeu no meu ouvido "toma tudo, sua puta"… e eu pedi mais… pedi pra ele encher minha buceta de porra… falei "isso, me enche, me enche toda"…

Aquilo foi o estopim. Virei ela de frente de novo, num movimento rápido, olhei nos olhos dela e meti fundo, segurando suas pernas bem abertas contra o colchão.

— Gozei junto com ele — continuou ela, a voz trêmula. — Senti o jorro quente dentro de mim e gozei… gozei muito… gritei… cravei as unhas nas costas dele…

— Foi isso que você queria ouvir, né? — sussurrou ela, gemendo alto, as pernas tremendo. — Sua mulher sendo comida… tomando porra de outro… gozando junto com ele… e contando tudinho pra você enquanto você me fode…

Ela gozou forte, tremendo inteira, soltando um gemido longo e rouco que parecia vir do fundo da alma. A cabeça jogada para trás, a boca aberta, os olhos apertados. A buceta apertava meu pau em espasmos ritmados. Eu não aguentei. Gozei logo depois, enchendo ela com tudo que tinha guardado o dia inteiro. Foi uma gozada longa, forte, quase dolorosa de tão boa. Senti cada jato saindo de mim e entrando nela, misturando minha porra com a dele.

Caí por cima dela, os dois suados, respirando pesado. Meu pau ainda dentro, pulsando devagar. O quarto cheirava a sexo. A nós dois.

Fiquei quieto, sentindo uma pontada estranha no peito. O tesão ainda estava lá, mas agora vinha junto com uma fisgada de ciúme real. Uma coisa fina e fria atravessada no meio do prazer. Fechei os olhos. Respirei fundo. Mas não falei nada. Ainda não.

Ficamos um tempo abraçados, suados, meu pau ainda meio duro dentro dela. O quarto estava quente, o ar pesado com o cheiro de sexo. Eu sentia o coração dela batendo forte contra o meu peito. Ela passou os dedos devagar pelas minhas costas, sem dizer nada, e aquele gesto simples me acalmou mais do que qualquer palavra.

Aos poucos, o tesão voltou, mas de um jeito diferente. Não era aquela fome bruta e desesperada de antes. Era algo mais calmo, mais profundo, mas não menos intenso. Uma maré subindo em vez de uma onda quebrando.

Ela percebeu. Sem dizer nada, me empurrou de leve para o lado e subiu em cima de mim. Sentou devagar, encaixando meu pau todo dentro dela de uma vez. Soltou um suspiro longo quando sentiu tudo preenchido. Ficou me olhando nos olhos enquanto começava a rebolar bem lento, quase preguiçoso, como se quisesse sentir cada centímetro, cada veia, cada pulsação.

— Sabe de uma coisa? — murmurou, com a voz rouca e baixa.

Segurei os quadris dela com as duas mãos, acompanhando o movimento suave. Ela estava quente, molhada, escorregadia da nossa mistura lá dentro. A cada rebolada, o corpo dela deslizava no meu.

— O quê? — perguntei.

— Eu gozei gostoso com ele. Gozei muito, você ouviu. — Ela gemeu baixinho. — Mas o tempo todo, mesmo gozando, mesmo com ele gemendo no meu ouvido e enchendo minha buceta de porra, eu pensava em você. Pensava que ia voltar pra casa e te contar tudo isso enquanto você me fodesse. Pensava na sua cara quando eu entrasse pela porta.

Ela acelerou um pouco o rebolado. A buceta apertava meu pau de um jeito gostoso, ritmado, como se quisesse me sugar para dentro. Eu sentia cada contração, cada movimento do quadril dela.

— Com ele foi tesão bruto… daqueles que faz a gente perder a cabeça, que deixa a perna bamba. Mas gozar com você, sabendo que você me aceita assim… que você me ama mesmo eu sendo essa vadia que dá pra outro e volta pra casa pra contar… isso é outra coisa. É mais forte. Mais fundo. Eu gozo diferente com você. Mais inteira. Mais completa.

Ela se endireitou, colocou as mãos no meu peito e começou a cavalgar com mais vontade. Os seios balançavam no ritmo. Os gemidos dela foram ficando mais altos, mais livres. Eu via no rosto dela um prazer que não era só físico. Era alívio. Era liberdade total. Era confiança absoluta.

— Com você eu posso ser tudo… a mãe das crianças, a esposa certinha, a puta safada que dá pra outro… sem medo de julgamento. Você não me poda. Você me aceita. Isso me deixa louca de verdade.

Ela gozou de novo, tremendo inteira, apertando os olhos e soltando um gemido longo, quase um soluço de alívio. Senti a buceta dela contraindo forte em volta de mim, pulsando, ordenhando meu pau. Não aguentei. Gozei pela segunda vez, enchendo ela mais ainda, gemendo alto junto com ela, as duas vozes misturadas no quarto.

Caímos os dois de lado, abraçados, respirando pesado. O suor dela molhava meu peito. O silêncio agora era bom. Quente. Íntimo. Ela colocou a cabeça no meu ombro e eu senti seu hálito no meu pescoço.

Mas a pontada que eu tinha sentido antes ainda estava lá, quieta no fundo do peito. Uma agulha fina que o tesão não conseguia anestesiar completamente. Falei baixinho, quase envergonhado da própria fraqueza:

— Naquele motel… depois que ele gozou dentro de você… ele te abraçou?

Ela ficou quieta um segundo. Depois riu baixinho, um riso carinhoso, sem deboche nenhum, e virou o rosto pra mim, acariciando minha bochecha com as pontas dos dedos.

— Amor… quando ele terminou e desabou em cima de mim, eu só senti peso. Um peso morto. Nenhuma vontade de ficar ali. Eu esperei ele sair de dentro, me levantei, tomei uma ducha rápida e me vesti. Nem deixei ele me tocar de novo. O primeiro pensamento que eu tive foi vir pra casa. Contar pra você. Dar pra você. O abraço que eu queria depois do sexo era o seu. Sempre foi o seu.

Ela me beijou devagar, com calma, os lábios macios.

— Ele é só um brinquedo. Uma pica que eu conheço bem. Amor de pica, você sabe. Mas você… você é o homem da minha vida. O pai dos meus filhos. O cara com quem eu quero acordar todo dia e dormir toda noite. O fato de você me deixar ser assim, de você gostar, de você querer, de você gozar com isso… só me faz te amar mais. Muito mais. Não tem comparação. Nunca teve.

Senti um peso enorme saindo do peito, como se alguém tivesse tirado uma pedra de cima de mim. Beijei ela com ternura, sentindo o alívio misturado ao tesão que ainda não tinha ido embora completamente.

Depois de um tempo, ela sorriu com aquela cara safada que eu estava aprendendo a amar de verdade. Os olhos brilharam de um jeito novo.

— Foi você quem disse que queria ser corno… — falou, passando o dedo devagar pelo meu peito, desenhando círculos. — Eu só estou cumprindo o que você pediu. E eu te avisei que ia te encher de chifres.

Riu baixinho, um riso gostoso.

— Vou continuar encontrando ele de vez em quando. Quando der vontade. Vai ser bom pra mim… e pelo visto, bom pra nós dois também. Mas não vai ser só ele, não.

Fez uma pausa, olhou para o mim, e voltou a sorrir.

— Isso aqui é só o começo. Eu quero experimentar outros. Quero lembrar como é dar pra outros homens. Quero um mais novo, um mais velho, quem sabe dois ao mesmo tempo… — Ela riu de novo. — Você pediu pra ser corno… agora aguenta.

Meu pau, que ainda estava meio mole, deu uma pulsada.

— Você vai me enlouquecer — falei, a voz saindo meio rouca.

— Vou. Vou te deixar louco. E depois vou voltar pra casa e te contar tudo. Cada detalhe. Cada homem. Cada gozada. Você vai saber de tudo.

Ela se levantou da cama, completamente nua, e caminhou pro banheiro. Antes de entrar no corredor, olhou por cima do ombro com um sorriso malicioso. A luz do corredor desenhava a silhueta dela.

— Isso aqui é só o começo, amor. Só o começo.

Fiquei na cama, o pau já reagindo de novo, a cabeça girando com as palavras dela. "Quero experimentar outros." "Dois ao mesmo tempo." "Só o começo." Aquilo ficou ecoando no quarto vazio. Não era raiva. Era uma mistura estranha de ciúme, tesão e uma excitação nova. Fechei os olhos e vi imagens difusas: corpos sem rosto em cima dela, ela gemendo, ela gozando, ela voltando para casa com aquele mesmo sorriso safado.

Ela saiu do banho enrolada na toalha, o cabelo molhado caindo nos ombros. Gotas de água ainda escorriam pelo pescoço. Sentou na beira da cama e me olhou com calma, quase carinhosa.

— Vamos pedir uma comida? Estou morrendo de fome — disse, como se nada tivesse acontecido. Como se a gente não tivesse acabado de viver a dia e a noite mais louca do nosso casamento.

Pedimos pizza. Enquanto esperávamos, ficamos na sala, eu de cueca, ela só com a toalha enrolada no corpo. O clima era estranho, mas bom. Como se tivéssemos cruzado uma porta e agora estivéssemos num lugar completamente novo, só nosso. A TV estava ligada em algum filme, mas ninguém prestava atenção. A pizza chegou, comemos no sofá, ela com a toalha ainda presa no corpo, eu de cueca. Dois sobreviventes de uma tempestade.

Depois de comer, ela se encostou em mim no sofá, a cabeça no meu ombro, e falou sério, olhando nos meus olhos:

— Quero que fique claro uma coisa. Isso que a gente começou hoje… vai continuar. Mas só se for bom pra nós dois. No dia em que parar de ser bom, a gente para. Sem briga, sem ressentimento. Tudo vai ser em segredo absoluto. As crianças, meus pais, nossos amigos, os vizinhos… ninguém nunca vai saber. Essa vida é nossa. Só nossa.

Assenti. Era exatamente o que eu precisava ouvir. As palavras que eu não sabia que esperava.

— E eu vou continuar encontrando ele de vez em quando — continuou ela, a mão apoiada na minha coxa. — Não toda semana, não toda hora, mas quando der vontade. E quando aparecerem outros… eu também vou te contar antes, durante e depois. Nada escondido. Transparência total. Você vai saber de cada homem, cada encontro, cada gozada.

— E você… não vai se apaixonar por ninguém? — perguntei, ainda com um resto de medo no peito. A voz saiu mais baixa do que eu queria.

Ela sorriu e segurou meu rosto com as duas mãos, olhando bem no fundo dos meus olhos. As palmas estavam quentes.

— Amor, eu já te falei. O que eu sinto por eles é só tesão. Uma coisa física, animal, que eu quero viver sem culpa. Mas o meu amor, o meu companheiro, o pai dos meus filhos, a pessoa que eu escolhi para envelhecer… é você. Sempre foi você. Isso aqui — ela apontou para nós dois — é o que me importa de verdade. O resto é brinquedo. É recreação. É putaria gostosa que a gente faz junto, mesmo quando eu estou sozinha com outro.

Beijei ela. O beijo foi calmo, demorado, sem pressa. Senti um alívio profundo misturado com um tesão diferente, mais maduro, mais seguro.

Dormimos abraçados aquela noite, o corpo dela colado no meu, as pernas entrelaçadas, a pele ainda com um leve cheiro de sexo. O sono veio rápido, pesado, sem sonhos. Pela primeira vez em muito tempo, dormi em paz.

Na manhã seguinte acordei com o cheiro de café fresco. O sol entrava pela fresta da cortina. Fui pra cozinha e ela já estava lá, de camisola curta que mal cobria as coxas, mexendo na cafeteira. Os pés descalços no piso frio. Quando me viu, sorriu daquele jeito safado que eu estava começando a amar de verdade.

Veio por trás de mim enquanto eu pegava uma xícara, abraçou minha cintura e mordeu de leve minha orelha. Senti o corpo dela inteiro colado nas minhas costas.

— Sonhei com a gente… e com mais dois — sussurrou, colando o corpo no meu. Senti claramente que ela não estava de calcinha por baixo da camisola. A pele quente, a curva da bunda roçando em mim.

Ri, puxei ela pra frente e sentei ela no meu colo, na cadeira da cozinha. Ela se ajeitou, sentindo meu pau já meio duro contra ela, e passou os braços pelo meu pescoço.

— Mais dois? Eu junto? Como assim?— perguntei.

— Dois. Ao mesmo tempo. Um na frente, outro atrás. No sonho você ficava olhando, sentado numa poltrona, batendo uma punheta enquanto eu gemia com dois paus me enchendo.

Gelei. E ao mesmo tempo senti o pau ficar duro que nem pedra.

— Você tá falando sério? — Fiquei chocado e ao mesmo excitado.

Ela riu e me beijou de leve, os lábios roçando nos meus.

— Tô falando que sonhei. Mas já que você pelo visto gostou da ideia… quem sabe um dia?

Não respondi com palavras. Só a beijei, apertando a bunda dela por baixo da camisola, sentindo a pele quente e macia. Ela gemeu de leve na minha boca.

Enquanto a beijava, pensei em tudo que tinha acontecido desde aquele fim de semana na Praia Grande. A cunhada, as brigas, as confissões no apartamento, o sexo na praia com o casal olhando, as noites loucas, o relato detalhado de ontem… Tudo tinha mudado. Eu não era mais o mesmo homem que desceu a serra cheio de frustração e rotina, com medo de conversar com a própria esposa sobre o que sentia. Ela também não era mais a mesma mulher recatada e controlada.

Agora éramos diferentes. Mais honestos. Mais safados. Mais unidos. A gente tinha despido não só o corpo, mas tudo o que escondia.

E eu finalmente tinha a mulher que sempre sonhei ter ao meu lado: carinhosa, mãe dedicada, esposa incrível… e uma puta maravilhosa quando queria ser. E ela era todas essas coisas ao mesmo tempo, sem conflito, sem culpa.

Olhei pra ela, sorrindo. O café esfriando na xícara.

— Você falou antes que isso é só o começo — falei.

— É. Só o começo. Você não faz ideia do que eu ainda quero fazer. — Ela mordeu o lábio. — Mas vou te contar. Tudo. Cada coisinha, cada homem, cada transa, cada gozada. Você vai ser o marido mais corno e mais feliz dessa cidade.

— Foi você quem disse… — murmurei, repetindo as palavras dela.

Ela riu, mordeu meu lábio de leve e se virou rebolou devagar no meu pau, sentindo meu pau crescer por baixo do tecido.

— Foi você quem disse que queria ser corno. Eu só estou realizando seu desejo. E te aviso: vou realizar muito mais. Pode esperar.

E eu soube, naquele momento, com a luz da manhã entrando pela janela e o corpo dela quente no meu, que nossa história estava só começando. E que eu seria, de fato, o marido mais corno e mais feliz daquela cidade.

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