SINARA – (III) – CONSPIRAÇÃO DO UNIVERSO

Um conto erótico de Claudio_New
Categoria: Grupal
Contém 1226 palavras
Data: 25/05/2026 09:21:17
Última revisão: 25/05/2026 09:35:29

– Acabamos de nos conhecer intimamente no banheiro.

Foi Fernando que falou, quando Nara nos apresentou, na mesa do bar em que estávamos, em Brasília. Ela gaiatou:

– Ah, então foi por isso que você demorou tanto, né seu safadinho? E voltou com a mesma mancha na calça que foi tirar...

E riu sua risada gostosa. Eu ri também, meio encabulado, de ter sido pego em minha gafe. Sentamo-nos os três. Fernando, que agora olhando mais de perto (e vestido) era um loirinho bem bonitinho, começou a contar:

– Ah, Nairinha (ele punha um “i” no jeito de chamar seu nome), seu amigo é muito gostoso. Eu estava acariciando meu pau e ele parou extasiado, acompanhando tudo. Eu já fiquei a fim dele, quando vi, pela cintura da calça, que ele usa tanga. Chamei e ele veio. Beija divinamente o bofe, viu, amiga – quase tão bem quanto você. Aí ele chupou meu pau até eu quase gozar, depois me beijou de novo e virou as costas para mim. Foi tão gostoso entrar nele, o cuzinho dele é uma delícia, Nairinha.

– Pois é, confirmei! Foi a pica mais gostosa que eu já tive na boca e no cu nos últimos anos. E ainda teve um negro lindo que chegou e descobriu o prazer que eu sinto com carinho nas axilas e mamilos. Gozei legal na mão dele.

– É o Túlio, lembra dele, Nairinha? A gente se conheceu naquele congresso no Rio... Ele é supercarinhoso... E está por aqui também...

– Ai, gente, esses relatos já me deixaram toda derretida, vê praqui... – pegou minha mão e levou até sua buceta, que, de fato, estava alagada.

Retirei meus dedos, que vieram lambuzados de seu líquido espesso, e os levei à boca de Fernando, que os chupou voluptuosamente. Maior clima de tesão debaixo daquela árvore...

– Partiu DR? – perguntou Fernando, com voz de comando. Diante de minha cara de total ignorância sobre o que era aquilo, Nara explicou, já de voz meio trêmula:

– É o Dark Room, Cláudio! Vamos, que eu não aguento mais a coivara. Preciso de pelo menos duas rolas, urgentemente...

Foi levantando e, daquele jeito decidido dela, que eu adoro, pegou cada um de nós pela mão, como uma professora levando seus dois alunos e foi caminhando para o interior do terreno, passando pelo banheiro e dirigindo-se por uma trilha de lanternas elétricas de luz bruxuleante. Não posso negar que uma pontinha de preocupação me comia o cérebro: tanto eu quanto Fernando tínhamos gozado há poucos minutos; será que daríamos conta da sofreguidão daquela potranca?

Chegamos na porta do DR, recoberta por diáfanos tecidos negros, que se balançavam suavemente ao vento. Entramos agarrados, para não nos perdermos um do outro. A escuridão, obviamente, era total; o ambiente, suavemente perfumado (depois descobri que eram aspergidas, a pequenos intervalos, essências naturais, espalhadas pelos ventiladores que apenas faziam o ar se movimentar), discretos gemidos se ouviam – às vezes um grunhido mais intenso.

A ansiedade de Nara a fazia nos puxar para o interior do quarto. No caminho, roçamos com corpos nus, eu toquei numa rola rígida e depois em seios graúdos. Os olhos, já adaptados ao breu, passou a enxergar vultos: alguns casais se fodiam no chão, sobre colchões; dois homens também transavam, em pé, o passivo com o braço forrando a cabeça na parede.

Nossa amiga localizou um espaço aparentemente disponível e somente então soltou nossa mão, fez correr a cortina que o isolava, para em seguida se agarrar num beijo espetacular a Fernando, enquanto este circundava o corpo dela com as mãos e os dedos conheciam todos os recantos quentes daquela mulher em chamas. Agarrei-me por trás dele e pude sentir a maciez daquela bunda; meu pau, a despeito do recente gozo, já estava feito pedra e desejava mais que tudo comer aquele cu.

Nara baixou a calça de Fernando, recebendo na boca aquele delicioso cacete que há pouco me comera, e que logo estocava vigorosamente a buceta da minha amiga, provocando um característico barulho de xoxota alagada sendo visitada. Eu meti minha língua no cu de Fernando e o lambuzei e, aproveitando os movimentos de entra e sai dele em Nara, aprumei minha pica para seu buraquinho e o fui penetrando. Ele apenas requebrou os quadris, recebendo meu pau, que enfiou-se todo. Parei de movimentar, aproveitando as estocadas dele em Nara. Minha rola sentia as pregas do seu cu e endurecia cada vez mais lá dentro.

Foi quando senti dedos e depois língua no meu próprio cu – o espaço não estava vazio, como Nara julgara. Escancarei-me acintosamente para o desconhecido que se preparava para me enrabar. Senti sua rola adentrando em mim, e como eu estava parado, aproveitando os movimentos de Fernando, o desconhecido começou a me estocar, gemendo obscenidades lindas no meu ouvido, num timbre de voz que me era familiar. E estávamos ali, quatro corpos engatados, feito vagões de um trenzinho humano, nos deliciando com o que de mais prazeroso a natureza pode nos oferecer.

Naturalmente quem primeiro gozou, estrepitosamente, foi Sinara, estrepada na rola de Fernando. O cara que me comia molhou meu cu com seus jatos de gala quente e gemidos intensos na minha nuca. No estilo que eu já bem conhecia, Nara virou-se com presteza, oferecendo o cu à rola lubrificada de Fernando, que a penetrou com facilidade, não demorando a explodir seu gozo.

O cara que me comera já se retirara de mim, e seu sêmen descia pela minha bunda e coxas. Minha rola, próxima também do gozo, escapou do cu de Fernando, que se virou para mim, abocanhou-a e chupou-me com uma competência inimaginável. Em pouco tempo explodi em sua garganta e eu sentia seus grandes goles engolindo meus jatos de esperma.

Os quatro corpos agora descansavam, ofegantes, se acarinhando displicentemente. Somente então pude ver, no dono da rola que me comera, e confirmar a inconfundível figura negra de Túlio, sobre o qual Fernando falara há pouco, e que participara anteriormente de nosso maravilhoso encontro a três no banheiro. Nara, ao reconhece-lo, jogou-se nos seus braços, e pendurou-se num beijo demorado, que é seu costumeiro cumprimento ao encontrar pessoas amigas. Depois Fernando o beijou e em seguida eu pude sentir novamente aqueles lábios carnudos nos meus.

Mais calmos, saímos os quatro para a mesa, sorridentes e surpresos com a quantidade de coincidências daquela noite. “Surpresa para nós, gente; o Universo que arranjou tudo isso” – Túlio tinha uma pegada meio esotérica.

Enquanto os três falavam praticamente ao mesmo tempo, tentando me contar atabalhoadamente os momentos vividos por eles, eu os olhava me derramando de carinho e sentia o bem bom que me invadia por dentro, a sensação deliciosa de estar tão à vontade com pessoas como aquelas, que não conheciam os limites impostos pelas convencionalidades sociais, e que tanto fazia responder a uma pergunta que alguém fazia ou fazer o outro gozar, a dedicação e o carinho eram os mesmos. Senti que é possível ser inteiramente feliz se seguirmos tão somente o que a natureza, nosso corpo ou mesmo o Universo nos sugere.

Naquela noite, depois de bebericarmos muito e conversarmos mais ainda, fechamos a noite na nossa suíte, cada um dormindo onde achou confortável. Eu apoiei minha cabeça nas coxas e na pica negra de Túlio, em descanso, e adormeci sentindo o delicioso cheiro de sexo que dela emanava, e não antes de ouvir os gemidos de Nara, em nova rodada de foda com Fernando.

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