Eu estava agorinha deitado me masturbando. Gozei algumas vezes, mas o tesão não passa. Quando fico assim, punheta não adianta. Posso agarrar meu pau, apertar ou fazer carinho, mas não sinto o prazer que quero sentir. Posso até gozar, mas não é o suficiente.
Então me obriguei a levantar e buscar uma escova de cabelo. Tenho cabelo curto e nunca penteio; a escova tem uma única utilidade: foder meu cu.
Quando estou com tesão assim, fico feito uma gatinha manhosa. Pego minha escova de cabo comprido e grosso, pego um creme e me deito de ladinho, lambuzando meu cuzinho. Vou colocando a escova bem devagar, sentindo cada centímetro entrando em mim. Dou umas estocadas leves, só para meu corpo aceitar a escova. Depois coloco tudo até o talo, espero um pouco, fico parado, com o corpo inteiro arrepiado e quente.
Então começo a rebolar lentamente, em movimentos curtos. Meu pau começa a babar.
Seguro meu peito com uma mão, massageando e apertando o mamilo; a outra levo até a boca, mordendo o dedo para abafar os gemidos, que começam como sussurros e vão ficando mais intensos, mais altos e agudos. Bem de menininha.
Eu me sinto uma menininha carente, precisando de cuidados. Por isso sempre gemo o nome de alguém. Nas primeiras vezes que fiz isso, chamava pelo nome de alguém com quem já me envolvi. Agora tenho o costume de chamar pelo nome de alguém que me irrita, porque sei que dar o cu dói, pode ser desconfortável, pode ser sujo, e quero que essa pessoa sinta essas sensações e, ainda assim, queira dar o cu, porque é algo que se necessita, um desejo que precisa ser saciado.
Hoje gemi o nome do meu chefe. Um senhor de 68 anos, hétero, homofóbico, casado, que trai a esposa com uma menina do escritório — aquela puta que não trabalha e vive sendo promovida, ganhando aumento e conseguindo folga quando quer. Ele já a levou para uma viagem da empresa para promover nossos serviços. Ficaram uma semana juntos. Eu sei porque sou eu quem faz o faturamento da empresa, e os dois ficaram em uma única suíte de luxo.
Então hoje eu gemi chamando pelo meu chefe. Deus é prova de que meu cu deslizou a noite inteira naquela escova como se fosse a pica dele. Talvez algum vizinho também seja testemunha, porque eu gritei o nome do meu chefe como uma mulher apaixonada e não correspondida.
Será que vou ter que fazer uma macumba na esquina para aquele puto indecente me querer?
O que é preciso para ele chegar no escritório na próxima segunda-feira e bater na minha cara? Um único tapa. Me humilhar na frente de todo mundo, me chamar de maricas, de carneirinho, fazer meus olhos se encherem de lágrimas até eu sentir vontade de chamar pela minha mãe, pedindo colo, chorando como um bebê faminto.
E quando eu fosse abrir a boca para chamar “mamãe”, ele colocar o cacete para fora e mandar eu mamar. Porque, apesar de ele ser um escroto, também é generoso e não gosta de ver ninguém passando fome. E eu sou uma criança faminta.
O que seria preciso para ele fazer isso comigo?
Eu não preciso de aumento, nem de promoção. Posso até ganhar menos e trabalhar mais, desde que ele me enrabe na frente da amante dele, na mesa dela, olhando direto para a cara dela enquanto ela trabalha com raiva, mas em silêncio.
Os únicos sons seriam o da minha respiração ofegante enquanto empino a raba para ele e o do quadril dele batendo contra mim. Mesmo com meu cuzinho doendo, eu continuaria ali, empinadinho para ele.
Tenho certeza de que aquela pica é comprida e grossa; o volume marcado na calça dele é perceptível até quando está mole.
Meu cuzinho viraria a nova amante dele. Ele gozaria tanto dentro de mim que eu seria o primeiro homem a engravidar. Nós teríamos que manter o fruto dessa relação em segredo. Ele não registraria a criança, e eu teria que implorar para que visitasse o filho às vezes.
Ele apareceria numa quinta-feira à tarde, todo carinhoso. Eu o pegaria pela mão e o levaria até o quarto para ver nosso filho. Ele me abraçaria por trás, me aconchegando contra o corpo dele, beijando meu pescoço.
Depois me deitaria na cama, me despiria, beijaria meus pés, acariciaria minhas pernas e levantaria minhas pernas até os ombros. Chuparia meu cu enquanto eu gemeria baixinho para não acordar nosso filho.
Meu homem me daria prazer. Se posicionaria entre minhas pernas e empurraria aquela caceta rígida e quente. Me beijaria na boca, e eu sentiria o gosto do meu próprio corpo.
Algumas poucas estocadas depois, eu sentiria o peso dele sobre mim, meu cu cheio de porra. Tudo bem. Eu não precisaria de um animal me fodendo, nem de gozar. Só precisaria sentir meu corpo sendo invadido e preenchido por ele.
Tudo o que tenho passado e sentido seria apenas para viver esse momento: três minutos de sexo lento e morno, com o corpo dele pesado sobre o meu, me sufocando levemente, enquanto nosso filho dorme ao lado.
Eu faria carinho nas costas do meu homem, colocaria a cabeça dele ao lado da minha e passaria os dedos pelos cabelos grisalhos.
Então o celular dele tocaria.
Ele começaria a se levantar, e eu pediria para ele ficar, passar a noite comigo. Mas ele diria que não dá, porque a nova funcionária está esperando lá embaixo, dentro do carro, e eles vão viajar a trabalho.
Depois de tudo o que passamos, eu não sou suficiente.
Eu me desesperaria e imploraria para ele ficar. Ele continuaria irredutível.
Eu o xingaria baixinho, sem querer fazer escândalo, mas ameaçaria ir à polícia porque ele não paga pensão para o filho.
Ele me bateria.
Eu avançaria nele dizendo que contaria tudo para a esposa dele.
Ele me sacudiria e me jogaria no sofá, dizendo que eu estou louca. Eu tentaria me levantar, mas ele me esbofetearia de novo. E de novo.
Eu choraria dizendo que nós o amamos — eu e o filho dele.
E ele me bateria como se eu fosse uma quenga.
Depois me colocaria de quatro e me penetraria com força, rápido, sem cuidado algum. Eu não estaria lubrificada, nem excitada. Me sentiria violada.
Ele gozaria rápido, para meu alívio, se arrumaria e iria embora.
Antes de sair, largaria R$ 175,00 no tapete da sala.
O que seria preciso? O que seria preciso para que ele me desse essa vida plena e realizada?
Agora estou no meu quarto, cansado, dolorido. Sinto como se realmente tivesse passado por tudo isso.
Meu cu começa a expulsar lentamente a escova. Ele aperta a escova, depois relaxa, deixando-a escapar mais um pouco. Aperta e relaxa. Aperta e relaxa.
Por fim, a escova sai completamente, deixando um vazio dentro de mim. Um vazio no meu cu e no meu coração.
A cama está encharcada e melequenta.
Eu gozei de pau mole.