Uma aventura com o meu tio e a minha mulher — eu só assisti
Parte 1: A Ideia e o Convite
Tudo começou comigo e com a Letícia. Nós nos conhecemos há muitos anos, namoramos antes de casar e hoje temos casa própria e rotina de casal. Somos abertos um com o outro e conversamos sobre desejos e fantasias, sem vergonha nenhuma de falar o que pensamos ou sentimos. Nosso casamento sempre foi forte, feito de confiança e liberdade, e nunca escondemos nada um do outro.
O tio Henrique é irmão do meu pai e tem cinquenta e quatro anos. Ele é magro, tem o corpo definido, pele branca, traços marcados e estilo elegante. Ele parece muito mais novo do que a idade que tem, sempre bem arrumado e com um sorriso que conquista qualquer um. Ele é meu amigo e confidente, a pessoa com quem eu converso sobre tudo, coisas que não falo nem com o meu próprio pai. Ele se mostra sério e correto na frente da família, mas quem o conhece de perto sabe que ele tem um comportamento diferente, cheio de malícia e mente muito aberta.
A amizade dele com a Letícia começou logo no início do nosso namoro. Eles conversam muito, riem de tudo juntos e têm uma sintonia incrível. Ele sempre elogia a beleza e a inteligência dela, mas sempre na medida certa, sem dar bandeira de nada. Nós três saímos juntos para a praia, fazemos churrascos em casa e sempre foi tudo muito natural, uma amizade bonita e cheia de confiança. Ele gosta muito dela, gosta da nossa família e sempre esteve disposto a ajudar no que fosse preciso.
Com o tempo, eu e a Letícia conversamos sobre mudar a nossa rotina e viver coisas diferentes. Tudo era bom entre nós, mas tínhamos vontade de apimentar mais ainda a nossa vida, sair do comum e realizar algumas fantasias que tínhamos. Decidimos compartilhar um momento mais íntimo com alguém de confiança e escolhemos logo o tio Henrique. Ele tinha tudo o que queríamos: era bonito, experiente, liberal e sabíamos que ia entender o nosso jeito de pensar. Combinamos todos os detalhes e decidimos que eu não iria participar de nada, apenas observar tudo sem tocar em ninguém.
Liguei para ele enquanto ele estava na casa do meu pai.
— E aí, tio Henrique, tudo bem contigo? Preciso falar contigo urgente, mas tu tem que sair daí de perto do meu pai agora, tá bom? É um assunto um pouco diferente, não dá pra tocar na frente dele não, segredo absoluto.
— Hã… tudo bem, guri, já já eu saio daqui, tô indo pra fora agora, já já tô longe dele. Agora pode falar à vontade, o que foi? Aconteceu alguma coisa de errado?
— Então, tio, queria que tu viesse agora pra minha casa. Tem coisa que eu preciso te contar pessoalmente, nós tomamos uma cerveja, fica à vontade, conversa direito. É um assunto meio delicado, mas repito: não pode falar nada pro meu pai de jeito nenhum, nem por brincadeira. Tu disfarça lá, diz que tem compromisso ou qualquer desculpa, sai de casa, dá uma volta por fora e entra aqui sem ninguém ver, pra ninguém perceber. Algum problema pra fazer isso?
— Ahn… espera aí. Aconteceu alguma confusão com vocês? Alguém ficou doente, ou brigaram, ou é problema de dinheiro?
— Não, não, não, tio, nada disso. Muito pelo contrário, eu espero bem que aconteça coisa muito boa. Não é nada ruim, fica tranquilo, não tem confusão nenhuma. É só pra tu dar uma passadinha aqui mesmo, pra gente bater esse papo que eu tô precisando, e que é importante pra nós dois.
— Entendi… mas tu não trabalha amanhã, né? Se for assunto longo, tem que ter tempo.
— Não, tio, não. Agora só volto a trabalhar na segunda-feira, tá tudo livre, o dia todo é nosso. Então vem pra cá, que o assunto é longo, e também é um assunto prazeroso, se é que tu me entende. Assim, melhor dizer, é coisa que tu vai adorar saber, tenho certeza. Tu sabe que eu e tu sempre nos entendemos de tudo, e tu sabe também o quanto a Letícia gosta de ti, da tua companhia, de conversar contigo.
— Hummm… agora tu me deixou com toda a curiosidade. Tudo bem então, já vou indo. Me dá uns vinte minutinhos que eu tô aí na tua porta, nem precisa esperar muito.
Desliguei o telefone. A Letícia foi se arrumar e tomar banho. Ela vestiu uma roupa leve que marcava bem o corpo, passou um perfume doce e ficou ainda mais bonita, com os olhos brilhando de desejo e ansiedade para tudo o que ia acontecer.
Parte 2: A Proposta e o Acordo
O tio Henrique chegou no tempo combinado. Ele entrou todo à vontade, vestindo calça jeans justa, camisa de botões aberta no início, cabelo penteado para trás e cheiro de perfume forte e marcante. Tinha o corpo bem cuidado, ombros largos e jeito de quem se sentia bem no que vestia.
— Que demora, hein tio — falei, dando um abraço nele. — Que bom que tu veio, precisava muito te ver hoje.
— E ia deixar de vir, é? Quando tu liga pedindo, eu corro, tu sabe disso. Mas fala logo, o que é esse assunto todo misterioso, que não pode falar na frente de ninguém, que é longo e ainda por cima é prazeroso? Tu tá me deixando com a pulga atrás da orelha, guri.
Sentamos na sala com a luz do abajur acesa, deixando tudo mais quente e íntimo. Abri as cervejas e conversamos sobre assuntos gerais, rimos de histórias antigas, como sempre fazíamos. Ele reparou na ausência da Letícia e perguntou com toda a naturalidade:
— E a Letícia, não tá? Gosto de conversar com ela também, faz tempo que a gente não troca uma ideia boa.
— Ela tá lá no quarto, tio, tomando banho, se arrumando um pouco. Daqui a pouco ela vem pra cá, fica tranquilo. Mas antes, vamos nós dois conversar um pouco mais à vontade, só nós homens, tá bom?
— Tá acontecendo alguma coisa com vocês? Tu tá com um jeito diferente hoje, mais sério, mais pensativo.
— Não, tio, tá tudo tranquilo, tudo perfeito entre nós.
— Hummm… então tu está com algum problema de dinheiro? É isso? Se for, fala logo que a gente dá um jeito, tu sabe que eu tô aqui pra ajudar no que precisar.
— Não, não é isso não, pode esquecer dinheiro, não falta nada pra nós dois. Vamos é beber logo, enche esse copo, que já já eu te falo tudo o que eu tenho pra te contar, tudo direitinho.
Bebemos mais um tempo e eu toquei no assunto planejado. Olhei bem nos olhos dele, firme, com um sorriso de lado que já dizia muita coisa.
— Então, tio… eu sempre reparei em uma coisa em ti, uma coisa que eu admiro muito, e que faz com que eu confie em ti de olhos fechados. Tu é um cara tranquilo, de boa com a vida, muito liberal, sem frescura pra nada, né? Tu sempre foi assim, mente aberta, homem que curte o que é bom, que não fica preso a regras bobas, que sabe viver sem julgar ninguém.
Ele deu uma risada, balançou a cabeça e bebeu mais um gole.
— Isso aí é a pura verdade, guri. Eu nunca fui de ter muita frescura não, sempre pensei que a vida é curta demais pra gente ficar se prendendo a coisa que não gosta, ou deixando de fazer o que dá vontade, desde que não faça mal a ninguém, né? Eu sou assim, aceito tudo, entendo tudo, respeito tudo, e gosto de coisa nova, de coisa diferente, de coisa que apimenta a vida.
— Pois é, por isso mesmo que eu resolvi te chamar, por isso mesmo que só em ti eu poderia conversar sobre isso. Agora me escuta direito, não me interrompe, deixa eu falar tudo do começo ao fim. Eu e a Letícia temos conversado bastante esses dias, sobre nós dois, sobre o nosso casamento, sobre o que nós sentimos, o que nós queremos pra gente. Nós tínhamos vontade de dar uma mudada, apimentar um pouco mais as coisas, entende? Deixar tudo mais gostoso, mais animado, mais cheio de novidade.
— Ah, isso é bom demais, isso aí é que é jeito de casal que se ama — ele falou, todo animado, pensando que já tinha entendido tudo. — Isso aí não pode mesmo deixar cair na rotina não, tem que sair pra jantar fora, viajar, ir pra passear, mudar o clima, fazer programa diferente…
— Não, não, não tio, espera aí, não é nada disso que tu tá pensando, nada de jantar nem viagem não. Deixa eu terminar, por favor, só me ouve com calma, que tu vai entender.
Ele ficou em silêncio, franziu a testa e olhou para mim com muita curiosidade.
— Nós dois não queremos sair de casa nem nada disso. Nós estávamos mesmo é falando em tentar fazer uma brincadeira diferente, uma coisa nova mesmo, bem nova, que nós nunca fizemos, que nós sempre tivemos muita curiosidade. E na nossa conversa, nós dois chegamos numa conclusão: que tu seria a pessoa certa pra isso. Que tu era o único homem que nós dois queríamos, o único que confiamos, o único que ia saber fazer da forma certa.
Ele parou com a garrafa na mão, todo confuso.
— Quê? Como é que é? Agora eu não estou entendendo nada, guri. O que que eu tenho a ver com brincadeira de vocês dois? Que história é essa de eu ser a pessoa certa?
Aproximei-me dele e falei baixo, bem devagar:
— Então deixa eu explicar direito, sem enrolação nenhuma, tudo bem claro. O que nós queremos fazer hoje, aqui, agora… é algo entre ti e a minha mulher. Entendeu? Nós três vamos ficar aqui, mas eu não vou participar de nada. Eu só vou assistir, ver tudo o que vocês dois fizerem, tudo o que sentirem, tudo o que rolar entre vocês. É isso que nós queremos, é isso que nós dois decidimos juntos. Tu vai ter ela só pra ti, vai poder fazer tudo o que quiser, tudo o que sempre imaginou, e eu vou estar aqui do lado, olhando cada detalhe, sem interferir em nada.
Ele arregalou os olhos, ficou sem falar nada por uns segundos, olhou para o corredor do quarto e depois para mim.
— Bah, guri… tu tem certeza que quer fazer isso mesmo? Tu sabe que eu faço tudo pra te ajudar, tu sabe que sou teu parceiro pra qualquer coisa, tu sabe o quanto eu gosto de vocês dois. Mas será que depois tu não vai se arrepender? Não vai bater aquela mudança de ideia, não vai ficar com peso na consciência, não? Porque isso é coisa séria, é coisa que mexe com tudo, né?
— Não, tio, não mesmo. Já pensamos bastante, já conversamos muito, tá tudo decidido, tá tudo dentro da gente há muito tempo. Isso é o nosso desejo, é coisa que nós dois queremos de verdade, que nós dois temos vontade. E além disso… é só em ti que eu tenho confiança de entregar ela, entende? Se fosse qualquer outro cara, um estranho, um conhecido qualquer, nem ia ter essa conversa, nem ia ter nada. Mas contigo eu sei que tá tudo certo, eu sei que tu cuida bem, eu sei que tu respeita, eu sei que tu sabe como é que funciona. E eu gosto de ver, tio, gosto de ver ela sendo feliz, sendo desejada, sendo bem tratada por um homem como tu.
— Bah, Fernando… se vocês já decidiram assim, se é desejo de vocês dois, então tá tudo certo. É claro que eu faço. Tu sabe que eu nunca te nego nada, e com ela então… tu sabe bem como eu gosto da presença dela, do jeito dela, de tudo nela.
— Mas assim, tio… uma coisa eu te peço, e é importante que tu entenda isso. Não é pra fazer nada só por fazer, nem pra fazer como se fosse um favor pra mim, tá? Nós não queremos isso como se fosse uma obrigação. Nós queremos algo erótico, com sedução, com vontade, com desejo mesmo. Nada muito mecânico, nada de chegar já avançando, nada de ir direto ao ponto. Quero que inicie com conversa boa, com brincadeira, com risada, quem sabe até dançar um pouco, coisas assim. Tipo como se vocês dois tivessem começando um caso novo, um romance novo, entende? Ir acontecendo devagar, com calma, sem pressa nenhuma, ir esquentando o clima aos poucos, até tudo ficar pronto pra acontecer.
— Claro, pode deixar comigo, guri. Eu também não gosto muito dessas coisas diretas não, gosto de ir levando, de ir provocando, de ir fazendo a vontade aumentar devagar, até não ter mais jeito de parar. Deixa pra mim, eu sei muito bem como fazer isso do jeito certo, eu conheço muito bem essas coisas. Vai levar um tempo, vai ter toda uma preparação, todo um caminho até chegar lá, mas tu vai gostar do resultado, pode ter certeza. Vai ser tudo natural, tudo do jeito que tem que ser, tudo cheio de sentimento e desejo. Mas eu te pergunto uma coisa… é pra fazer tudo mesmo? Qualquer coisa que rolar, qualquer coisa que der vontade, tá valendo? Não tem nada proibido, não tem limite?
— Claro, tio. Tudo o que rolar, tudo o que vocês dois quiserem, tudo o que eu também quero ver. Nada de segurar, nada de parar no meio, nada de vergonha. É tudo nosso, tudo permitido. E lembra: eu só assisto. O que rolar entre vocês, é só entre vocês, eu tô aqui só pra curtir a visão.
— Bah… tu é muito louco, guri. Ou melhor… nós somos os dois, kkkk. Que coisa, hein… nunca pensei que ia chegar esse dia. Mas olha só, já vou te avisando: se for assim, então eu vou ter que ficar aqui até amanhã pela manhã. Porque uma vez que eu começo, ninguém me segura, e o negócio é pra valer.
— É isso mesmo que nós queremos. Fica o tempo que for, o dia todo, a noite toda, até quando vocês dois aguentarem. A casa é nossa, o tempo é nosso. Mas lembra bem de uma coisa: nunca fala nada pro meu pai, nem por brincadeira. Isso fica entre nós três e mais ninguém.
— Bem capaz, guri, tu me conhece não sou desses caras que sai espalhando o que faz, não sou de ficar abrindo a boca pra todo mundo não, e o que acontecer aqui, fica aqui, sou discreto tu sabe disso, sou fechado, essas coisas ficam guardadas comigo pra sempre. Pode confiar, que eu não vou dar bandeira nem deixar nenhum rastro.
A porta do corredor abriu e a Letícia apareceu vestindo uma camisola. Ela parou na frente dele.
— Olá Henrique, faz tempo que tu não vinha aqui!..
Ele se levantou, cumprimentou a Letícia com três beijos e disse:
— Senta aqui no meu lado, Let.
Ela sorriu e sentou ao lado dele no sofá.
Sentei no outro sofá para assistir. O Henrique olhou para ela.
— Amor, busca uma cerveja pra mim? — pediu ele.
— Claro, claro, nem lembrei, mas tenho que ir no banheiro antes — respondeu ela.
Parte 3: A Espera e o Prazer
Depois de um tempo, nós três fomos até o quarto. A luz estava baixa. Ela andou até mim, chegou perto, segurou o meu rosto com as mãos e deu um beijo. Chegou a boca perto do meu ouvido e falou baixo:
— Amor, deixa só um pouquinho nós dois aqui sozinhos, depois eu te ligo pra subir, pode ser? Um pouco só!
Eu sorri e falei:
— Humm… não era isso o acordo, né? Mas tudo bem, em 30 minutos eu subo pra cá!
Ela encostou o seu corpo no meu peito, passou a sua mão no meu peito, sentiu o meu coração bater forte e disse:
— Humm… tu é um homem incrível. Te amo muito, meu amor.
Eu virei para o tio, que estava parado olhando tudo, e falei:
— Ei tio, eu vou resolver um negócio lá embaixo. Fica aí, à vontade.
Ele olhou surpreso e perguntou:
— Tu quem sabe. Pode deixar, eu vou te esperar aqui.
Eu balancei a cabeça e disse:
— Não, não tio, não me espera não. Vocês começam como vocês quiserem. Em 30 minutos resolvo tudo lá embaixo e já subo.
Dei um passo para fora do quarto. Ela puxou a porta e fechou por dentro.
Após ela fechar a porta, eu desci as escadas. Sentei-me no sofá da sala. O silêncio na parte de baixo era completo. Não conseguia ouvir nenhum som vindo do quarto. Olhei pro relógio pra marcar os trinta minutos combinados, fiquei pensando no que eu fiz, esperando na sala, sem saber o que acontecia no quarto.
Quando passou quinze minutos, comecei a ouvir gemidos e o som de pele batendo contra pele. O barulho foi aumentando cada vez mais, deixando tudo ainda mais quente. O meu pau estava muito duro, doía de tanto desejo, e eu só queria estar lá dentro, assistindo cada detalhe, vendo tudo o que eles dois faziam.
De repente, ouvi a voz dela bem alta, cheia de prazer:
— Ai, ai… é muito grosso! Tira, tira…
Fiquei pensando na hora: será que ele meteu o pau no seu cuzinho? Mas não, eu conheço ela, ela não gosta disso, e ainda é tudo muito novidade pra ela. Com certeza ele deve ter enchido ela de tanto prazer, que ela não sabia nem o que falava de tanta vontade. Eu continuei lá embaixo, ouvindo tudo, com o corpo todo reagindo, sabendo que lá em cima a minha mulher estava sendo fudida por um homem que eu sempre tive vontade de vê-lo peladão.
Parte 4: A Interrupção e a Desculpa
Já se passavam vinte e cinco minutos e a espera já estava me matando. De lá de baixo, cada som que descia era um corte no meu juízo: os gemidos dela vinham cada vez mais arrastados, cheios de entrega, e a voz grave do tio Henrique mandando nela, dizendo coisas sujas que eu imaginava exatamente o contexto. Meu pau estava duro de verdade, latejando, tão cheio de desejo que chegava a doer. Eu já tinha decidido: vou subir agora, que se dane o tempo combinado, eu preciso ver com os meus olhos cada movimento deles.
Levantei rápido do sofá, só de cueca, o volume enorme marcando tudo, duro feito pedra, parecendo que ia rasgar o tecido de tão cheio que eu estava. Dei dois passos em direção à escada, quando ouvi. Três batidas na porta. Secas, fortes, conhecidas de sobra. Parei no ato, coração disparou de um jeito que quase saiu pela boca. Quem é que aparece agora, nessa hora?
— Fernando! Abre aí, é o teu pai! — a voz veio alta, clara, do lado de fora.
Senti um frio subir pela espinha, um desespero gelado que me paralisou por um segundo. Meu pai? Aqui? Agora? Ele nunca saía de casa tão tarde, nunca aparecia sem avisar antes. Olhei para o topo da escada, pensando nos dois lá em cima, nus, colados um no outro, perdidos de prazer, sem ideia nenhuma do que tava acontecendo aqui embaixo. Se ele entrasse e demorasse, ou pior, se subisse… ia ser o fim. Vergonha, confusão, um problema que não tinha jeito de arrumar.
Na mesma fração de segundo, antes mesmo de dar um passo para abrir a porta, minha cabeça funcionou a mil. Corri até a sala, liguei a televisão no volume máximo, passei num canal que tava passando um filme de ação daqueles bem barulhentos: explosões, tiros, música alta, gente gritando, confusão geral. Deixei o som tão alto que as paredes pareciam tremer. Era a única forma de garantir que nenhum gemido, nenhum som de pele batendo, nenhuma palavra de prazer descesse do quarto e chegasse aos ouvidos dele. Só quando tive certeza que o barulho da TV cobria tudo, respirei fundo, passei a mão no cabelo pra tentar parecer calmo, e fui andando devagar até a porta, tentando cobrir com a mão o que a minha cueca deixava bem visível.
Abri devagar, sorrindo como se fosse a coisa mais normal do mundo ele estar ali.
— Pai? Que surpresa! Que que tu tá fazendo aqui a essa hora, hein? Aconteceu alguma emergência? — perguntei, me posicionando na porta pra ele não ver muito da sala logo de cara.
Ele entrou devagar, olhou ao redor, e eu fechei a porta na hora, bem fechado.
— Não, não é nada de problema não, fica tranquilo — ele falou, todo à vontade, indo sentar bem no sofá onde eu tava sentado segundos atrás. — Eu tava lá em casa, deitado, e lembrei de um negócio que eu preciso te contar. É coisa rápida, não vou tomar teu tempo não, mas tinha que ser agora, senão eu ia dormir e esquecia de novo.
Sentei do lado dele, ainda tentando disfarçar o meu estado, e aproveitei o barulho alto da televisão pra puxar assunto, como quem não quer nada:
— Tu falou com o tio Henrique hoje, mais cedo?
Ele me olhou com uma cara estranha, franziu a testa, não entendeu a pergunta:
— Não, por quê? Ele não tá contigo?
— Não, não… só perguntei mesmo — falei, já sentindo um frio na barriga.
Ele ficou calado um instante, olhou para o canto, e continuou:
— Sabe que mais, filho? Pra te falar a verdade, eu achei ele muito esquisito hoje. Ele passou o dia todo lá em casa comigo, conversando, tudo normal… aí do nada, levantou e saiu correndo. Não falou com ninguém, não disse onde ia, nem quando voltava, nem deu satisfação de nada. Fiquei até pensando se ele não teve algum contratempo, ou se tá passando por alguma coisa e não quis contar pra mim.
Mudei de assunto rápido, sorrindo de lado:
— Ah, o tio é assim mesmo, pai! Tu conhece ele, né? Vive com a cabeça no mundo da lua, sempre arrumando um jeito de ir atrás de alguma coisa que achei interessante. Com certeza viu algo que chamou atenção e foi resolver na hora, sem pensar duas vezes. Ele é assim, mente aberta, corre pra tudo quanto é canto, não liga muito pra formalidade.
Foi aí que ele reparou em mim direito: só de cueca, corpo todo arrepiado, suado, com o volume enorme marcando tudo, e a televisão berrando alto ali do lado.
— E tu, guri? Que história é essa de estar assim, só de cueca, a essa hora, e com a TV tão alta que ouve da rua? O que tu tava aprontando, hein? Tá todo agitado, parece que saiu de uma briga ou coisa pior.
A resposta saiu pronta, natural, como se fosse a pura verdade:
— Ah, pai, deixa eu te explicar que é simples! — falei, rindo sem graça, apontando pra escada e depois pra televisão. — Eu e a Letícia, nós dois távamos lá no quarto, assistindo um filme… daqueles filmes mais quentes, tu sabe? Filme adulto mesmo, coisa de casal, que a gente gosta de ver de vez em quando pra esquentar o clima. Aí deu uma sede danada, eu desci só pra pegar mais cerveja na cozinha, já já eu tava voltando pra lá com ela. Deixei a televisão da sala ligada assim alto de propósito, pra abafar qualquer barulho que saísse do quarto, entende? A gente gosta de curtir sem correr risco de alguém ouvir nada, né? Kkkk. É por isso que eu tô assim, à vontade, sem roupa nenhuma, e todo suado… quando o negócio esquenta, a gente acaba se mexendo bastante, né?
Ele deu uma risada alta, bateu forte na minha perna, todo compreensivo:
— Ah, bom, bom! Agora sim ficou tudo explicado, kkkk. Pois é, com o Henrique então, eu sei muito bem como é que ele pensa. Ele sempre foi assim, mente aberta, sem frescura pra nada, curte o que é bom. Agora entendi porque ele saiu assim do nada… com certeza já tava com alguma ideia na cabeça, né? Faz bem, aproveita, a vida é pra isso mesmo, sem neura.
Eu respirei aliviado, parecia que um peso enorme tinha saído das minhas costas. A desculpa tinha colado perfeitamente, ele nem desconfiou de nada. E o melhor: o barulho da televisão continuava lá, alto, escondendo cada gemido, cada movimento, cada palavra que eles trocavam lá no meu quarto.
— Mas então, pai, qual era o assunto que tu tinha pra me contar? Fala logo, que ela tá lá em cima me esperando, e o filme tá na melhor parte, kkkk — falei, apressando ele, olhando direto pro relógio.
Ele se ajeitou no sofá e começou a falar sobre reforma da casa de campo, sobre contas que precisavam ser acertadas, sobre planta de terreno… coisas que eu ouvia só por ouvir, respondia qualquer coisa com a cabeça, porque a minha cabeça tava toda lá em cima. A cada segundo que passava, eu olhava o ponteiro andar, contando os minutos pra ele finalmente levantar e ir embora.
Quando ele finalmente terminou de falar, levantou devagar do sofá, graças a Deus.
— …então é isso, filho, é só pra tu ficar sabendo. Não é nada urgente, mas é bom já ir pensando com calma. Bom, já vou indo então, não vou mais atrapalhar o programa de vocês não, kkkk. Dá um abraço apertado na Letícia, e se encontrar o Henrique por aí, diz que eu passei por aqui e que aproveitem bastante a noite!
Acompanhei ele até a porta, devagar, segurando a vontade de correr. Quando ele finalmente saiu, fechei a porta e tranquei duas vezes, respirei fundo, sentindo o coração ainda disparado.
Corri até a televisão e desliguei na hora. O silêncio que caiu na sala foi pesado, quente, e de repente tudo ficou muito mais claro: agora eu ouvia tudo nitidamente, sem nenhum disfarce. Os sons vinham fortes, altos, ritmados, o som de pele batendo com força, os gemidos dela mais altos do que nunca, a voz dele grave mandando nela sem parar.
Não esperei nem um segundo mais. Subi as escadas correndo, pisando leve pra não fazer barulho, o pau tão duro que parecia que ia explodir dentro da cueca. Cheguei na porta do quarto, parei um instante, ouvindo tudo bem de perto. Ela gritava de prazer, ele gemia junto, e eu sabia exatamente o que acontecia atrás daquela porta: a minha mulher, nua, toda entregue, sendo levada ao limite pelo meu tio, como nós três tínhamos combinado.
Apertei a maçaneta devagar, sem fazer o menor ruído, e entrei.
Parte 5: Do lado de fora da porta
A porta estava fechada por dentro. Eu já esperava por isso, afinal, eles deviam estar perdidos de prazer, sem noção de mais nada ao redor. Minha respiração vinha forte e descompassada, o coração batendo tão alto que eu mesmo ouvia dentro dos meus ouvidos, quase mais alto que os sons que vinham de lá de dentro. Com a mão direita, ainda tentava sem sucesso esconder o volume enorme da minha cueca, que parecia querer rasgar o tecido de tão duro e cheio de desejo que eu estava.
Bati bem devagar, com a ponta dos dedos, pra não assustar ninguém, mas deixando claro que eu estava ali. Nada de atender. Esperei uns dois segundos, ouvindo cada vez mais forte os gemidos da Letícia, o som da pele batendo forte e ritmado, e a voz grave do tio Henrique falando coisas que eu não conseguia entender direito, mas que sabia exatamente o que significavam.
Bati novamente, um pouquinho mais forte, mas ainda assim bem suave. Nada. Nenhuma resposta, nenhum movimento de quem viesse abrir. Parecia que eles tinham esquecido completamente que eu existia, que o mundo lá fora existia, que havia qualquer coisa além daquela cama, daqueles corpos colados, daquele prazer que parecia tomar conta de tudo.
Fiquei parado ali mesmo, bem na frente da porta, encostei a testa na madeira fria e fiquei ouvindo. E foi ali, de pé, a poucos centímetros deles, que tudo ficou muito mais claro, muito mais forte, muito mais quente.
Ouvia a Letícia ofegante, com a voz enrolada de tanto prazer, gritando o nome dele baixinho, pedindo mais, pedindo que ele não parasse, dizendo que era bom demais, que ela não aguentava mais de tanto gostar. Ouvia ele respondendo, com a voz rouca e cheia de desejo, mandando ela se mexer do jeito que ele gostava, elogiando o corpo dela, dizendo o quanto ela era gostosa, o quanto era melhor do que ele imaginava, o quanto ela sabia receber ele direitinho.
Cada som de quando ele entrava e saía com força nela era como um soco no meu juízo, uma facada boa no meu desejo. Eu podia imaginar tudo com detalhes: ela toda nua, o corpo lindo que eu conheço tão bem, as pernas abertas e jogadas para os lados, a pele branca arrepiada, os seios balançando a cada movimento que ele dava. Ele, com o corpo forte e definido, completamente nu, a barba por fazer roçando no pescoço dela, as mãos grandes segurando ela com força, tomando ela como se fosse dele, como se fosse a primeira vez, como se não houvesse amanhã.
Eu ouvia ela dizer de novo:
— Ai, Henrique… é grande demais… enche tudo, enche todo meu corpo… não para, por favor, não para nunca!
E ele respondia, ofegante também, no ritmo dos movimentos:
— Gostosa… tu é muito gostosa, Letícia… tu não faz ideia de quanto tempo eu quis isso… de quanto tempo eu esperei pra te ter toda pra mim, desse jeito… te encher todo comigo…
E naquele momento, parado ali ouvindo tudo, eu não sentia raiva, não sentia ciúme, não sentia nada além de um desejo avassalador, de uma satisfação imensa, de uma alegria de ver tudo acontecendo exatamente como nós três tínhamos imaginado e planejado. A minha mulher, sendo levada ao limite do prazer pelo meu tio, o meu melhor amigo, o único homem que eu confiava para fazer isso. E eu ali, do lado de fora, participando de tudo com os ouvidos, com a imaginação, com o corpo todo reagindo, com o pau duro de doer, sentindo cada vez mais vontade de entrar, de ver com os meus olhos cada movimento, cada expressão, cada detalhe daquilo tudo.
Bati mais uma vez, um pouco mais forte agora, quase sem querer, dominado pela ansiedade de entrar.
— Quem é? — foi a voz da Letícia, fraca, abafada, com a voz ainda embargada de tanto prazer.
— Sou eu… deixa eu entrar… — falei baixo, com a voz grossa de tesão, quase num sussurro.
Ouvi uma risada baixa dela, um gemido seguido, e depois a voz do tio Henrique, grave e cheia de malícia, dizendo bem alto para que eu ouvisse:
— Espera um pouco mais, sobrinho… nós estamos ocupados aqui… tua mulher tá muito ocupada me recebendo tudo… espera só mais um pouquinho, que quando nós dois estivermos satisfeitos, tu entra e vê o resultado… ou então fica aí do lado de fora ouvindo, se tu gostar mais assim…
E eles voltaram ao ritmo de antes, ainda mais fortes, ainda mais rápidos, como se tivessem combinado de fazer tudo isso pra mim ouvir, pra mim sofrer de vontade, pra mim sentir tudo o que eles estavam sentindo.
Eu continuei parado ali, encostado na porta, ouvindo cada som, cada palavra, cada gemido, cada batida de pele contra pele, completamente entregue àquilo tudo, sentindo que a melhor parte de tudo ainda estava por vir, quando a porta se abriu eu finalmente pudesse ver tudo com os meus próprios olhos.
Parte 5: Depois do banho
Uns vinte e cinco minutos se passaram, tempo suficiente para eu ir até a cozinha, pegar a cerveja gelada que ela tinha pedido, e voltar para o quarto, onde fiquei andando de um lado para o outro, esperando ansiosamente por eles. Desde que eu tinha entrado ali, uma coisa não saía da minha cabeça: o cheiro. O quarto inteiro estava impregnado, carregado com um perfume forte, denso e inconfundível — o cheiro de porra misturada ao suor deles dois, o cheiro puro de sexo que tinha rolado ali dentro. Era um odor quente, pesado, que grudava na pele e na roupa, que entrava pelo nariz e ia direto para a cabeça, me deixando ainda mais louco, ainda mais duro, sabendo exatamente o que aquilo significava: que eles tinham se entregado de verdade, que tinham se usado por completo, que tinham se enchido um do outro até não aguentar mais.
De repente, a porta do banheiro se abriu devagar, e o tio Henrique saiu sozinho. Ele vinha com o cabelo úmido penteado para trás, o rosto limpo e relaxado, vestindo apenas a mesma cueca de antes, que agora marcava ainda mais o volume que ainda não tinha diminuído, provando que o fogo dentro dele ainda estava todo aceso. Mesmo ele já tendo tomado banho, quando ele passou por mim, veio vindo dele também aquele mesmo cheiro forte, misturado ao sabonete, mas ainda assim com o rastro marcante de tudo o que ele tinha despejado dentro da minha mulher. Era um cheiro de posse, de realização, de homem que cumpriu o que devia.
Ele me olhou com aquele sorriso maroto, cheio de satisfação, e veio andando devagar até onde eu estava, com o jeito tranquilo de quem tinha acabado de conquistar a maior vitória da sua vida. Caminhou até a cadeira onde eu tinha deixado a cerveja, pegou a garrafa, abriu devagar, tomou um gole longo e demorado, fechou os olhos por um segundo como se estivesse saboreando não só a bebida, mas também cada momento que tinha vivido ali dentro nos últimos minutos. E ao respirar fundo ali, eu sentia o ar ao nosso redor ainda carregado, como se as paredes, os lençóis bagunçados, o travesseiro onde ela tinha descansado a cabeça, tudo guardasse ainda o perfume do gozo dos dois.
Depois de tomar o gole, ele virou-se para mim, apoiou uma das mãos grandes e pesada no meu ombro, apertou de leve como quem divide uma confidência de amigo para amigo, e ficou me olhando bem nos olhos. Havia nos olhos dele um brilho diferente, um brilho de quem tinha conhecido algo muito especial, algo que ele esperava há muito tempo, e que agora parecia não caber dentro de si de tanta felicidade e realização. O suor ainda brilhava levemente na testa e no peito dele, e cada vez que ele se mexia, parecia espalhar ainda mais aquele aroma que me deixava completamente fora de mim.
Ele soltou um suspiro longo, balançou a cabeça devagar, como se ainda estivesse tentando acreditar em tudo o que tinha acontecido, e começou a falar com a voz mais baixa, rouca e cheia de emoção que eu já tinha ouvido ele usar na vida. Cada palavra que ele dizia parecia carregada de cada toque, cada beijo, cada movimento que eles tinham trocado, e eu já ia sentindo o meu coração disparar só de ver a expressão de puro êxtase estampada no rosto dele. O cheiro de sexo era tão forte que eu podia quase sentir o gosto no ar, lembrando-me de que ali, naquela cama, ele tinha enchido ela toda, deixado a minha mulher escorregando com tudo o que ele tinha posto lá dentro.
— Então, amigão… — ele começou, dando uma risada baixa e abalada, que parecia vir lá de dentro do peito — tu não imagina, nem nos teus melhores sonhos tu consegue imaginar como foi bom tudo isso. Guri, foi muito, muito melhor do que qualquer coisa que eu poderia ter pensado ou imaginado antes de entrar aqui. Ela… ela é perfeita, Fernando, perfeita em tudo, no jeito, no corpo, no gosto, na forma como ela se entrega. E o cheiro, meu parceiro… bah, o cheiro que ficou ali, nela, em mim, no quarto… é a coisa mais gostosa que existe, é o cheiro de coisa feita, de prazer bom, de coisa bem feita.
Ele parou um instante, olhou para a porta do banheiro, onde ela ainda estava, e continuou, com os olhos brilhando de admiração: — Tu tem a mulher mais incrível do mundo, sabia? Não é só porque ela é bonita, que todo mundo vê… é o jeito dela, guri. Quando ela começa a sentir prazer, quando ela se abre toda pra ti, quando ela pede mais, quando ela geme, quando se enche toda de mim… e aquele cheiro que sobe dela, de pele, de suor, de desejo, misturado com a minha porra… é de enlouquecer qualquer homem, te juro por tudo. Eu me senti o homem mais sortudo do universo ali dentro.
Ele chegou mais perto de mim, abaixou mais ainda a voz, como se fosse contar o maior segredo de todos, e perguntou diretamente, com uma surpresa enorme e verdadeira na voz: — E me diz uma coisa, tu sabia? Ela era virgem atrás, não era? Tu sabia que ela nunca tinha deixado ninguém chegar lá, nunca tinha sentido nada daquilo antes de hoje comigo? Porque eu percebi logo, na primeira vez que eu encostei, na primeira vez que eu tentei entrar… foi tudo diferente, foi tudo mais apertado, mais quente, mais difícil de entrar, e ela gemeu de um jeito que me deixou sem chão. E quando eu finalmente consegui entrar todo, fundo, devagar, e senti ela se encher de mim… bah, o cheiro que subiu na hora, o calor, o gosto… não tem explicação.
Ele fez uma pausa, passando a mão pelo rosto úmido, ainda abalado com a descoberta e com a sensação de ter sido o primeiro a tocar ali: — Eu senti tudo, guri. Senti a resistência, senti como era fechadinho, senti que eu estava abrindo ela pra valer, que eu estava tomando algo que era só dela, que era só teu, e que ela resolveu me dar de presente hoje. arregalou os olhos, apertou as pernas, gritou o teu nome e o meu nome ao mesmo tempo, disse que doía mas que era o melhor jeito de dor que ela já tinha sentido na vida… e quando gozei, quando despejei tudo o que tinha dentro dela, bem fundo, até escorrer… o cheiro que ficou ali, misturado com o suor, com o nosso tesão… é coisa que não sai mais da minha cabeça, nem do meu pau kkk.
me olhou de novo, sorrindo de um jeito que misturava gratidão, prazer e cumplicidade, e apertou o meu ombro outra vez: — Agora entendo tudo, entendo o quanto tu é louco por ela, entendo o quanto tu quis me dar esse presente. E te digo uma coisa, meu parceiro: cuidei direitinho, realizei a minha e a vontade dela, fiz devagar, beijei cada pedacinho do seu corpo, quando ela finalmente abriu suas pernas,meu Deus era incrível, me deixou meter e me gozar todo dentro … bah, Fernando… não tem sensação melhor nessa vida do que essa.
Ela é toda tua, mas hoje, por umas horas, ela foi minha … e esse cheiro de porra, de suor, de sexo que ficou marcado aqui, entre nós , vai ficar guardado pra sempre na minha memória, no meu pensamento como o momento mais gostoso da minha vida.
Parte 6: A despedida e o que ficou
Eu fiquei ali parado, ouvindo cada palavra dele, ainda respirando fundo aquele ar carregado de cheiro de porra, de suor e de sexo, o cheiro forte e inconfundível do que eles tinham feito ali, da entrega total dos dois. Ouvia tudo com o coração disparado, com o pau ainda duro, louco de vontade de ver mais, de continuar assistindo, de ver tudo o que ainda podia rolar entre eles. Quando ele parou de falar, eu olhei bem nos olhos dele, com a curiosidade e o desejo escancarados no meu rosto, e perguntei logo, sem demorar:
— Mas vocês não vão continuar pra mim assistir?
Ele parou, ficou me olhando por um segundo, com uma cara de quem tinha gostado tanto, que também queria muito continuar, mas que tinha algo pendente na cabeça. Deu um suspiro, balançou a cabeça devagar, com um ar de desculpa sincera, e respondeu com a voz calma, mas com um tom de quem não tinha escolha:
— Humm… então, Fernando, desculpa mesmo, hein… mas o teu pai tinha me dito mais cedo que queria falar comigo sobre um negócio, lembra? Eu acabei esquecendo completamente com tudo o que rolou aqui, mas agora que eu lembrei, tenho que ir lá na casa dele sim. Não dá pra deixar pra depois, senão ele fica pensando que eu sumi à toa.
Eu fiquei sem graça, sentindo um vazio enorme de repente, e insisti, quase implorando, querendo que aquele momento não acabasse nunca:
— Mas vocês vão continuar né? Daqui a pouco ele vai embora, tu volta aqui e nós terminamos o que começou, eu quero ver tudo até o fim…
Ele sorriu de leve, deu um passo pra frente, passou a mão no meu ombro de novo, mas já foi se virando para pegar as roupas que ele tinha jogado sobre a cadeira quando chegou. Começou a se vestir devagar, colocou a calça jeans, abotoou a camisa, arrumou o cabelo, e em cada movimento dele, eu podia ver ainda o rastro do que ele tinha feito: a pele vermelha de tanto atrito, o brilho de suor que ainda não tinha secado, o jeito tranquilo e satisfeito de quem tinha aproveitado tudo o que podia.
Quando já estava todo arrumado, ele se aproximou de mim outra vez, me deu um abraço forte, demorado, daqueles abraços de amigo, de família, como se estivesse me agradecendo por tudo o que eu tinha dado a ele. Ainda dava pra sentir o cheiro forte vindo dele, aquele perfume misturado de pele, de desejo e de tudo o que ele tinha despejado dentro da minha mulher, um cheiro que parecia que nunca mais ia sair de mim.
— Fica tranquilo, parceiro… foi a melhor coisa que já me aconteceu na vida, tu não faz ideia do quanto eu agradeço por ter me deixado viver isso com ela — ele sussurrou no meu ouvido, ainda com a voz rouca de tanto que tinha gemido e falado ali dentro. — O que rolou aqui hoje, fica guardado só com nós três, pra sempre. Tu sabe que eu faria tudo de novo, quantas vezes tu quisesse. Agora eu tenho que ir mesmo, senão o teu pai vem procurar aqui né ?
e aí sim,kkk ia dar uma grande confusão.
se afastou devagar, olhou uma última vez pra porta do banheiro, de onde ainda vinha o som da água correndo e o perfume do seu corpo , sorriu com um brilho de desejo nos olhos, caminhou até a porta do quarto. Antes de sair, virou-se mais uma vez pra mim, acenou com a cabeça, e desapareceu no corredor, deixando o vácuo na minha cabeça, só que agora o silêncio era diferente: cheio de lembranças, cheio de marcas, cheio do que eles dois tinham feito ali.
fiquei parado no mesmo lugar, ouvindo os seus passos descendo a escada, ouvindo a porta da frente abrir e fechar, ouvindo ele ir embora. O cheiro de porra, de suor e de sexo continuava lá, impregnado em tudo, , nos lençóis, no ar que respirava, como se fosse a prova viva de que a minha mulher tinha sido toda do meu tio , tinha se entregado pra ele, tinha sentido tudo o que ele deu.
Olhei pro lençol tinha uma poça de porra, fiquei olhando passei o dedo e cheirei pensando em sentir o sabor também mas não fiz.
No banheiro, a água ainda corria, eu sabia que ela estava peladinha, pensando em tudo o que tinha acontecido, sentindo ainda o seu gosto , sentindo ainda tudo o que ele tinha deixado dentro daquele quarto,eu fiquei esperando pra realizar ainda a minha fantasia de vê-lo fudendo com ela e de eu ver ele peladão.
