Aventuras no rancho - Fodi cada uma delas - Parte 1

Um conto erótico de Haedrig
Categoria: Heterossexual
Contém 2570 palavras
Data: 21/05/2026 18:41:56

O frio daquela manhã parecia pior que o normal, uma fina camada de gelo cobria a grama do pasto, eu ainda tentava acordar ouvindo meu avô falando sobre tudo o que tínhamos que fazer no rancho durante o dia, quando minha avó apareceu na varanda segurando uma caixa de papelão velha contra o peito.

— Leva isso para a Rosa quando passar por perto, de preferência ainda hoje.

— Melhor levar agora — meu avô disse. — Arrumar a cerca vai levar o dia inteiro.

Sem resmungar e tentando engolir o pão seco com o café, peguei a caixa cheia de livros velhos, dava para perceber pelo peso e pela parte de cima mal fechada. Rosa morava na fazenda vizinha desde antes de eu nascer. Viúva fazia alguns anos, dona de uma propriedade pequena, tinha uma certa fama na região, principalmente entre os homens mais velhos. Ela era o tipo de mulher que o tempo tentava envelhecer sem muito sucesso. Alta, volumosa, sempre cheirando a perfume forte e café recém-passado. Meu avô dizia que Rosa enterrava marido, mas não enterrava vaidade.

Quando cheguei lá, ela me recebeu sorrindo como sempre, apoiada na porta com um casaco longo por cima de uma camisola clara demais para aquele horário da manhã.

— Seu avô ainda anda explorando mão de obra familiar?

— Infelizmente.

O papo durou pouco, mesmo com ela dizendo que gostaria de companhia mais vezes, mas tinha que voltar logo senão iria escutar um sermão de duas horas sobre responsabilidades do meu avô. Na volta, vi uma caminhonete preta, a reconheci pela cor e placa sendo do meu tio que morava bem distante em cidade grande. Me perguntei o que ele estaria fazendo ali tão cedo, mas também, me perguntei o porque de ir embora tão cedo. Cheguei e estacionei perto do galpão e desci da caminhonete velha do meu avô pegando a caixa vazia no banco do passageiro. As vozes vindo da varanda principal já entregavam exatamente quem tinha chegado. Minhas primas. Subi os degraus sem pressa nenhuma. Minha avó apareceu primeiro na porta da cozinha.

— Rosa gostou dos livros — falei entregando a caixa. — Disse que alguns ainda tão bons.

— Ah, que ótimo.

Foi aí que olhei pra sala. Thayla, a mais velha, estava jogada no sofá mexendo no celular como se já morasse ali fazia meses. Levantou os olhos quando me viu.

— Thayla — a cumprimentei.

— Tudo bem? — ela perguntou, com um sorriso curto, logo voltando os olhos para o celular.

Apenas assenti. No outro sofá, Thaysa cruzou as pernas lentamente enquanto me observava entrar. Aquele mesmo olhar irritante de sempre.

— Você continua feio, mas pelo menos não está mais gordo — ela soltou sua risada maléfica e sincera, mas só ela riu.

Ignorei completamente, já havia criado resistência contra as provocações dela, e percebi que isso a irritava, não ter a atenção por um comentário ou provocações. Foi só então que percebi Evelyn sentada mais afastada próxima da janela. Fones pendurados no pescoço, livro fechado no colo, casaco escuro enorme escondendo metade do corpo. Ela me olhou rapidamente com um sorriso pequeno. Assenti levemente com a cabeça, ela assentiu de volta e então voltou com os olhos para a capa do livro.

Vamos para um certo contexto, no ensino médio, Thayla e Thaysa já funcionavam como uma dupla de demônias, mas de jeitos completamente diferentes. Thayla fazia o tipo de pessoa que te zoava, ria da sua cara e seguia o próprio caminho como se nada tivesse acontecido. Nunca parecia pessoal, ela só achava engraçado.

Já Thaysa gostava da reação, gostava daquele silêncio constrangido depois de uma piada, gostava quando alguém ficava vermelho de vergonha, gostava quando percebia que realmente tinha acertado onde machucava. Parecia que a beleza dela se sustentava na humilhação dos outros. E infelizmente, durante boa parte da adolescência, eu era um alvo relativamente fácil, fazendo de Thaysa o próprio inferno na minha vida. Gordo, quieto, tímido e preso no mesmo colégio pequeno da cidade desde criança, a combinação perfeita.

Thayla, como era um ano mais velha que Thaysa, estudava em uma sala diferente, mas eu a Thaysa, por termos a mesma idade, acabamos caindo na mesma sala de aula por muito tempo. Sinceramente, eu sobrevivia na mesma sala que ela, pois era uma humilhação atrás da outra. Lembro que Thayla me chamava de filhote de cachorro molhado abandonado por causa do cabelo bagunçado e da cara de sono constante. Mas Thaysa era criativa demais, cada semana inventava um apelido novo, cada insegurança virava entretenimento e, se ela usasse essa mesma criatividade para algo bom, com certeza ganharia um prêmio Nobel ou coisa do tipo

Porém mesmo odiando as duas, eu continuava inevitavelmente perto delas, nas festas de família, escola, aniversários e o pior eram sempre as festas de final de ano. Era impossível escapar, mas com o tempo, acho que simplesmente cansei de reagir, e talvez isso tenha sido o que mais irritou a Thaysa.

E Evelyn, bom, eu não cresci com ela, ela estava presente em algumas festas, mas como era filha de outro pai, a dinâmica com ela não foi muito desenvolvida. A única coisa que posso dizer sobre ela, é que ela seria um ótimo alvo para bullying, assim como eu fui. Ela mal falava, e se falava, era baixo demais, sempre quieta, mirradinha.

Voltando ao presente. Thaysa continuava exatamente igual, talvez pior. Enquanto minha avó organizava algumas coisas na cozinha e Thayla discutia com ela sobre onde cada uma ia dormir, Thaysa parecia completamente focada em me infernizar por esporte.

— Você continua estranho, sabia?

Ignorei. Peguei minha caneca de café já frio na mesa, joguei fora e peguei mais café.

— Aposto que ainda chora à noite lembrando de como eu te humilhava na escola.

Continuei andando.

— E essa barba aí? Tá brincando de hominho adulto? — ela parou e riu. — Ah, sabe o que era engraçado? Você fingia que não ligava, mas sua cara de menininho bravo sempre entregava tudo, aquela cara de cachorro que é espancado, mas sempre volta para apanhar mais.

Passei pela sala sem responder às provocações. No fundo, aquilo já nem parecia provocação de verdade, parecia um hábito quando ela estava por perto. Meu avô apareceu na varanda segurando um rolo de arame.

— Vamos arrumar a cerca da divisa antes que escureça.

Olhei pro céu cinza pela porta.

— Ainda é manhã.

— E mesmo assim leva a lanterna.

— Não vai escurecer tão cedo.

— Gabriel.

Só pelo tom da voz já dava para perceber que discutir era inútil. Peguei a lanterna velha pendurada perto da porta junto com as ferramentas.

— Isso tudo para trocar meia dúzia de estaca? — Thaysa perguntou do sofá. — Dramático.

Meu avô nem olhou para ela, eu saí antes que ela continuasse, a voz dela nos tímpanos começava a ficar desconfortável. O frio piorava longe da casa principal. Principalmente perto da área da divisa onde o vento passava aberto pelo pasto. Passei praticamente o dia inteiro curvado no meio da cerca, trocando arame, cavando estaca, puxando fio e prendendo madeira.

Quando percebi, já tinha passado do horário do almoço fazia tempo. Meu avô voltou, eu fiquei para terminar o mais rápido possível assim como ele havia orientado. Continuei trabalhando até minhas mãos começarem a doer de verdade. O céu foi escurecendo devagar. Acendi a lanterna. A luz amarela iluminava só o suficiente pra terminar o último trecho da cerca. Quando finalmente terminei, minhas costas pareciam destruídas. Coloquei o material restante nas costas e voltei. A casa principal já estava toda iluminada quando cheguei.

Minha coluna parecia prestes a quebrar no meio depois de passar o dia inteiro curvado naquela cerca. Nem tinha colocado o pé na varanda e já ouvi a voz dela.

— Meu Deus do céu! — Thaysa apareceu encostada na porta da sala segurando uma caneca. Ela me encarou por dois segundos inteiros antes de fazer uma careta exagerada. — Você tá parecendo mendigo de estrada, que pena que não tenho nenhuma moeda.

Ignorei, passei direto por ela.

— Não, sério — ela continuou vindo atrás. — Olha isso. Você tá imundo. Tipo… absurdamente imundo. — E esse cheiro? Caralho, Gabriel, parece que você dormiu dentro de uma vaca morta.

Peguei um copo no armário enquanto ela continuava atrás de mim igual um demônio hiperativo.

— Você está igual a um animal.

Peguei água, silêncio novamente.

— Aposto que nenhuma mulher consegue ficar perto de você mais de cinco minutos sem passar mal com esse cheiro.

Continuei bebendo água.

— Ah, desculpa. Esqueci que para isso uma mulher precisaria querer chegar perto primeiro.

— Thaysa, chega — disse Thayla sentada no sofá na sala.

— O quê? Só tô conversando.

Ela apoiou os cotovelos na bancada e inclinou um pouco o rosto na minha direção.

— Você ainda é aquele mesmo esquisito do ensino médio que ficava vermelho quando alguém falava “sexo”? Lembra daquela cartinha de amor que você recebeu naquela ensolarada sexta-feira? Lembra que você foi sozinho pro fundo da escola esperando encontrar alguém apaixonada por você? — ela começou a rir sozinha, um desnecessariamente estridente. — Ainda tenho a foto de você beijando o muro, quer ver?

Olhei para ela finalmente.

— Acabou?

Ela abriu um sorriso devagar, cruel.

— Não. Só estou começando, na verdade. Você não virou aquele tipo de esquisito que fica transando com animais, não é?

— Thaysa, deixa o menino — Thayla tentou interferir outra vez.

— Menino? — ela interrompeu rindo. — Olha pra ele, tá com cara daqueles psicopatas que aparecem em documentário policial.

Ela olhou minhas mãos.

— Credo. Sua mão tá toda rachada, vai ficar trabalhando aqui até quando? Imagino que seja difícil conseguir emprego decente quando se tem essa cara de idiota cansado. E o mais assustador é que você realmente ficou forte, tipo aqueles brutamontes silenciosos que matariam alguém por causa de um terreno. Ai, que medo, você não vai me enforcar enquanto eu estiver dormindo, vai?

— Você assiste muito filme ruim — finalmente abri a boca para falar.

Passei por ela indo em direção ao corredor.

— Vai fugir?

— Vou tomar banho.

— Sozinho, infelizmente.

Ignorei.

— Se bem que acho difícil alguém encostar em você com esse cheiro.

Continuei andando e então veio a última.

— Aposto que se eu abrisse seu celular agora ia ter só vídeo de incel falando sobre como as mulheres são injustas e vídeo motivacional de macho fracassado.

Parei por meio segundo, não por raiva, só cansaço. Olhei para ela por cima do ombro.

— Eu tenho pena de você, Thaysa. Se você desaparecesse agora, ninguém sentiria sua falta.

Silêncio, finalmente silêncio. Thayla e Thaysa se olharam, até Evelyn levantou os olhos do livro. Não fiquei para ver qual seria a reação delas, mas porra, aquele silêncio era para ser comemorado. Então fui tomar meu merecido banho quente, deixei as roupas sujas do lado de fora do banheiro, minha avó passaria para pegar depois. Saí do banho e fui direto para o quarto, sem sinal de Thaysa e suas provocações pelos corredores. Me deitei na cama, deixei o celular de lado e o sono foi lentamente chegando.

No meio da noite, ouvi a porta do quarto abrindo, alguém entrou e se esgueirou escuridão adentro. Abri espaço para essa pessoa se deitar ao meu lado.

— Senti saudades — Thayla sussurrou no meu ouvido enquanto se cobria.

Não falei nada, minhas mãos foram diretamente para a sua cintura, cacei sua boca com a minha e começamos a nos beijar.

Acho que deixei um detalhe escapar de você. Thayla e eu já estávamos bem resolvidos. Tão bem resolvidos que nossa relação entre primos evoluiu um pouco. Não me recordo como foi, mas me lembro que foi em uma dessas festas de família.

Voltando para o presente, pois Thayla é gostosa demais para ser deixada de lado desse jeito. O hidratante corporal perfumado dela invadiu o ambiente, apertei seu quadril por baixo do pijama que ela vestia, a pele tão macia, mas ela se arrepiou sentindo a minha mão calejada.

— Fiquei na dúvida se deveria vir — ela disse, enquanto eu devorava seu pescoço com beijos e mordidas. — Você parecia tão cansado, mas continua com o mesmo fogo.

— Para você, eu nunca fico cansado o suficiente.

Aquilo bastava. Ela subiu em cima de mim já se desvencilhando da parte de baixo do pijama enquanto eu erguia a parte de cima, fazendo seus peitos pularem para fora. Nunca perdi a oportunidade de brincar com eles. Os agarrei, um com a mão apertando o biquinho e o outro com a boca, mordendo, chupando, lambendo, alternando entre os dois. Ela gemia baixinho, sabia que qualquer barulho mais alto poderia ser ouvido pela casa inteira, ainda mais no silêncio absoluto da casa.

Ao mesmo tempo, ela tentava abaixar minha calça de moletom, a ajudei um pouco pois não esperava o momento para sentir ela sentando. Meu pau bateu entre suas coxas, a buceta babada melava um pouco do tronco. Ela se esfregou por um tempo, a fricção do clitóris na cabeça do meu pau era prazerosa para ela. Aproveitei e peguei um pouco de saliva com os dedos e passei entre a entrada da sua buceta e seu cuzinho enquanto ela se divertia apenas com aquele atrito.

Os gemidos eram mais audíveis conforme ela se aproximava do clímax, a puxei um pouco para perto e a beijei novamente, tentando abafar os gemidos. Enfiei um dedo em sua buceta, lentamente, tirei e esfreguei um pouco na porta do seu anel. Enfiei somente a ponta do dedo, até sentir o calor dela ficando mais intenso. Ela gemeu um pouco descontrolada, tendo ciência do barulho e tentando se calar, pois enfiou a cara no meu peito. Senti as pregas apertando a ponta do meu dedo, tanto que o expulsou dali. Ela ficou ofegante.

— Não perdeu esse costume ainda? — perguntei, já ajeitando meu pau na entrada da sua buceta gozada e melada. — Sempre quer gozar antes de eu meter em você.

— Sempre vou aproveitar qualquer oportunidade de gozar no seu pau, dentro ou fora.

Meu pau entrou lentamente, Thayla, sem paciência, começou a sentar, rápido, porém silenciosamente. Apertei seu quadril, segurando a vontade de encher sua bunda de tapas.

— Faz quanto tempo desde a nossa última vez? — ela sussurrou no meu ouvido entre gemidos.

— Exatamente seis meses — respondi, tentando me concentrar para não gozar rápido.

— Faz um tempo, nunca vou cansar de pular nesse pau feito uma louca — ela começou a quicar mais forte. — Queria gritar agora, implorando para você me foder mais forte, igual aquela vez que fomos no motel.

— Temos que repetir essa, foi muito bom — comecei a mexer um pouco, tentando fazer meu pau chegar um pouco mais fundo e ao mesmo tempo, tentando não fazer barulho. — Nunca vou esquecer do seu rosto delirando enquanto gozava no meu pau.

— É... gozando... merda... — as pernas delas tremeram enquanto afundava novamente o rosto no meu peito.

Ela passou um tempo ali, com as unhas arranhando minha carne, seu ventre molhado apertando meu pau enquanto o orgasmo não ia embora.

— Acho que por hoje... está bom... tô cansada da viagem. Você parece mais casnado ainda.

Ela demorou alguns segundos, se levantou e ficou em pé ao lado da cama. Agarrou meu pau e começou a punhetar, logo agarrando a cabeça do meu pau na boca. Não durei muito, logo comecei a encher sua boca de porra. Ela bebeu tudo, jogou a coberta por cima de mim e saiu de fininho. Isso era uma rotina quando a família estava reunida e foi o único jeito que encontramos de foder as escondidas. Eu ia no quarto dela, e na maioria das vezes ela ia no meu, ela era mais silenciosa.

Como uma gatuna loira e sexy.

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