Abri a porta. O bafo quente da rua entrou comigo. O cheiro de café novo me atingiu. Ouvi risos. Minha mãe não estava sozinha. Joguei as chaves no aparador. O metal gritou no vidro. Caminhei até o vão da sala. Parei. O ar ficou espesso.
Vi a mulher sentada no sofá de chenille. Ela ocupava o espaço com uma autoridade biológica. Ela tinha a pele oliva. O sol parecia morar naquela pele. O cabelo era preto. Muito longo. Liso. Escorria pelas costas como graxa fresca. O rosto era um oval perfeito. As maçãs do rosto eram altas. Proeminentes. A mandíbula era marcada. Reta. Ela usava óculos de grau. A armação preta destacava o castanho escuro dos olhos. Usava uma blusinha de oncinha colada. O tecido esticava sobre os seios volumosos. A saia era de jeans curta. Mostrava coxas tonificadas. Os lábios eram carnudos. Usava um batom cor de carne. Pensei em sair. Fiquei. Ia parecer medo. Minha mãe me viu. Sorriu.
— Este aqui é o Miguel, Aparecida — minha mãe disse.
A mulher se levantou. O movimento foi fluido. Foi predatório. Ela caminhou até mim. O balanço dos quadris era um insulto à gravidade. Ela parou perto. Perto demais. O calor que saía dela me envolveu. Senti o cheiro de suor e baunilha. Ela estendeu a mão. A palma era quente. Era úmida. Ela apertou meus dedos com uma força desnecessária. Não soltou. O aperto durou uma eternidade pequena. Senti o sangue pulsar na ponta dos meus dedos. Ela inclinou o rosto. O olhar por trás das lentes me atravessou. Não me olhe assim. Eu sei o que você está pensando. Você também teria ficado paralisado.
— Eita, mas é um homão, né não? — ela disse.
O sotaque era carregado. Era cru. Ela se aproximou para o beijo no rosto. Veio o primeiro. O toque da pele dela foi elétrico. Veio o segundo. O cheiro de fêmea inundou meu cérebro. Veio o terceiro. Eu não esperei pela sequência. Ela virou o rosto de forma milimétrica. O lábio dela esbarrou no canto da minha boca. Foi rápido. Foi deliberado. Senti a umidade do batom na minha pele. O meu coração deu um solavanco. As costelas pareceram apertadas. Ela se afastou devagar. O sorriso dela era de lado. Era cínico. Eu soube que ela fez de propósito. Sentei no sofá lateral. Não me afastei. Queria ver o jogo.
— Me chame de Cidinha, visse? — ela completou.
Ela voltou para o sofá. Minha mãe estava cercada de rendas. Tinha calcinhas vermelhas. Tinha sutiãs pretos. Aparecida era a muambeira da vez. Ela remexeu na sacola.
— Olha essa aqui, Marta. Essa é pra quem tem sustância — Cidinha comentou.
— Vou provar. Esse elástico parece que não segura nada — minha mãe respondeu.
— Tu faz o quê da vida, Miguel? Estuda ou só gasta o dinheiro de Marta? — ela perguntou.
— Faço os dois — respondi.
Ela riu. Cruzou as pernas. A saia subiu mais dois dedos.
— E tem quantos anos esse projeto de homem? — questionou.
— Vinte — falei.
— Tá na flor da idade. Deve dar um trabalho danado pras meninas — ela comentou.
Ela se virou para a mesa de centro. Estava coberta de lingeries. Aparecida pegou um sutiã de renda bordô. Balançou a peça na minha direção.
— O que tu acha dessa cor aqui, Miguel? Combina com o tom de pele da tua mãe? — ela provocou.
O olhar dela era um desafio direto. Minha mãe ficou vermelha.
— Deixe o menino, Aparecida. Ele não entende dessas coisas — minha mãe falou.
— Entende sim. Homem gosta de ver o que é bom — Aparecida retrucou.
Minha mãe pegou a peça.
— Vou testar lá no banheiro. Esse elástico parece apertado — minha mãe explicou.
Minha mãe se levantou. Caminhou até o banheiro social. O trinco da porta estalou. O silêncio na sala ficou pesado. Ficamos sós. A tensão vibrou no ar. Cidinha se ajeitou. Ela se inclinou para frente. O decote da blusa de oncinha se abriu. Vi a separação dos seios. Vi a profundidade do sulco. A pele ali era impecável. Vi uma gota de suor correr para dentro do tecido. Minha boca secou. A língua pesou. Senti o volume na calça aumentar. O pau ficou duro como pedra. latejou ritmadamente contra o jeans.
— Tu tá me olhando com uma cara de quem quer me comer, Miguel — ela provocou.
— E se for isso mesmo? — Arrisquei.
Ela não disse nada. Apenas sorriu. Minha mãe voltou da sala. O rosto estava murcho.
— Não serviu. Ficou apertado demais no tórax — minha mãe reclamou.
Aparecida se moveu. Ela saiu do sofá. Ficou de joelhos no tapete para mexer na sacola grande que estava no chão. Ela se curvou totalmente. A saia jeans subiu por completo. A posição de quatro deu uma visão clara. Eu vi. A calcinha era vermelha. Era de renda fina. O tecido não escondia nada. A pele oliva das nádegas estava espremida pelo fio-dental. Senti um choque. O sangue desceu todo para a virilha. Minha mãe foi até a cozinha buscar água. Ficamos sozinhos naquela geometria obscena. Cidinha encontrou uma peça maior. Entregou para minha mãe quando ela voltou. Minha mãe se afastou de novo para o banheiro.
Aparecida continuou ali. De quatro. Ela olhou para trás por cima do ombro. Os cabelos longos balançaram. Ela me viu encarando o rastro da renda vermelha. Ela não se levantou de imediato. Ela sustentou o olhar.
— Gostou de alguma peça, Miguel? — ela perguntou.
A voz era um sussurro rouco. Eu apertei meu pau por cima da calça. latejava com uma força independente.
— Gostei da calcinha vermelha de renda — afirmei.
O cinismo na minha voz era uma arma. Ela deu uma risadinha gutural.
— Tu acha que tua mãe deveria experimentar ela? — questionou.
— Não. Não combina com ela — respondi.
Aparecida se levantou devagar. O movimento foi uma carícia no ar. Ela limpou os joelhos. Ajeitou a saia.
— Então talvez eu devesse encontrar alguém pra usar ela pra tu — ela disse.
— Tenho a impressão que já encontrei — falei.
— Gosto de homem decidido. Que não fica com frescura de palavras — ela disse.
Ela se levantou. Veio na minha direção de novo. O passo era de quem caça. Parou a um centímetro de mim. Senti o calor do hálito dela. Tinha cheiro de café e luxúria. Ela levou a mão ao meu peito. Os dedos longos tocaram o meu esterno. Ela desceu a mão lentamente. A pressão foi cirúrgica. Ela sentiu o meu coração disparado. Ela riu baixo. O som foi gutural. Ela aproximou a boca do meu ouvido. Senti a ponta da língua dela roçar no meu lóbulo. O arrepio foi violento. Subiu pela espinha. Explodiu na nuca. Meus mamilos ficaram duros sob a camiseta. Senti o tremor nas coxas.
— Se tu soubesse o que eu faço com menino atrevido... — ela sussurrou.
— Me mostre — falei.
Pensei em agarrar o cabelo dela. Não agarrei. Queria que ela comandasse a humilhação. Ela roçou o corpo no meu. Foi um contato pleno. Senti o volume dos seios dela contra o meu peito. Senti a curva do quadril dela bater na minha ereção. Ela não recuou. Ela pressionou por um segundo. A biologia foi uma ditadora cruel. Minhas pupilas dilataram. O mundo ficou turvo nas bordas. Só existia a pele dela. O calor dela. A umidade que eu imaginei entre as pernas dela. Ela desceu a mão mais um pouco. O polegar dela roçou a cabeça do meu pau através do tecido. O prazer foi uma facada. Quase perdi o fôlego. A respiração falhou. O suor desceu frio pelas minhas costas.
— Tu é danado, visse? — ela disse.
O som da porta do banheiro ecoou. Ela se afastou com uma agilidade assustadora. Voltou para o sofá em um segundo. Pensei em segurá-la pelo braço. Não segurei. Quando minha mãe abriu a porta, Cidinha estava dobrando uma camisola com uma calma angelical. O cinismo dela era uma obra de arte.
— Não deu, Cidinha. Ficou folgado nas costas — minha mãe reclamou.
— Tem nada não, Marta. Na próxima eu trago um modelo que ajusta mais — Cidinha respondeu.
— Nada serviu hoje. E ainda tem essa torneira do banheiro pingando. Um barulho chato — minha mãe reclamou.
Cidinha sorriu. Foi um sorriso largo. Foi um sorriso que carregava um segredo.
— Ave Maria, mulher. Fique assim não. O meu marido sabe consertar tudo que é coisa de casa. Ele é jeitoso demais com essas ferramentas — Cidinha afirmou.
O impacto foi seco. Senti um soco no estômago. Marido. A palavra ecoou. Ela era casada. O meu membro continuou duro. latejou com uma raiva nova. Imaginei um homem tocando aquela pele oliva. O ódio nasceu em um segundo.
— Se você quiser, eu peço pra ele dar uma olhada aqui amanhã — Cidinha completou.
— Ah, eu ia adorar — minha mãe disse.
Cidinha guardou tudo na sacola. O ritual acabou. Ela caminhou até a porta. Minha mãe a acompanhou. Eu fui logo atrás. Aparecida parou na soleira. O sol da tarde criava uma silhueta dourada. Ela se virou para minha mãe.
— Pois eu vou-me embora. Volto logo, visse? — Cidinha disse.
Cidinha se virou para mim. Ela se aproximou para um abraço. Foi um abraço longo. Senti o corpo dela se moldar ao meu. A maciez dos seios. A firmeza das coxas. Ela inclinou a cabeça. O cabelo dela cobriu o meu rosto. O cheiro de baunilha me sufocou.
— Eu volto. Só pra terminar o que eu comecei com tu, bichinho — ela sussurrou no meu ouvido.
A voz foi um sopro quente. Ela se afastou. Deu um tapinha no meu rosto. Ela desceu os degraus da varanda. O rebolado era um escárnio. Minha mãe fechou a porta.
— Que mulher gente boa, né? — minha mãe comentou.
— É. Gente boa — respondi.
Entrei no meu quarto. Bati a porta. O escuro foi um alívio. O pau ainda estava duro. Latejou com o ritmo da humilhação. Eu fui provocado por uma mulher que tinha um marido "jeitoso". Eu era um brinquedo. Miguel, o conquistador, percebeu que o jogo era maior. E ele quis apostar tudo. Não me olhe com esse julgamento. Você teria feito pior. Você teria aberto a torneira só para ver o marido chegar. Eu fiz mais. Eu desejei que a torneira nunca mais parasse de chorar. A história começou com um beijo no canto da boca. E ia terminar com o gosto do pecado de outra pessoa.
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