O MARIDO QUE COSTURAVA A BUCETA DA MULHER PARA EVITAR TRAIÇÃO

Um conto erótico de Rico Belmontã
Categoria: Grupal
Contém 999 palavras
Data: 02/04/2026 07:31:06

No sertão da Paraíba, onde o sol queimava a terra até rachar, José, um boia-fria de mãos calejadas e olhos fundos, preparava-se para mais uma temporada na colheita de cana no interior de São Paulo. Ele era um homem bruto, moldado pela miséria e pelo ciúme doentio que corroía sua alma. Sua esposa, Maria, de pele morena e curvas que desafiavam a fome, era o centro de sua obsessão. Antes de cada partida, José executava seu ritual: com uma agulha grosseira e linha preta, ele costurava a buceta de Maria, ponto por ponto, enquanto ela, deitada na cama de palha, mordia um cabo de vassoura para não gritar de dor. “Pra te manter minha”, ele sussurrava com o suor pingando na testa. Ela apenas assentia, os olhos fixos no teto de telhas velhas, enquanto o fio cortava sua carne. O ato, um misto de controle e desespero, terminava com José lambendo o sangue que escorria pelo meio da vulva inchada, selando a promessa com um beijo na testa da xoxota que exalava a cachaça e possessão.

A viagem para São Paulo era longa, e José trabalhava sob o sol inclemente, cortando cana até os músculos gritarem. Ele sonhava com Maria, imaginando-a intocada, preservada por seus pontos. Mas, naquela primavera, algo mudou. José voltou mais cedo, o coração apertado por um pressentimento ruim. Chegou à casa de taipa ao anoitecer, o ar pesado com o cheiro de jasmim e algo mais — algo metálico, vivo. Empurrou a porta e encontrou Maria nua sobre o colchão, os lençóis manchados de vermelho. Os pontos que ele havia dado estavam desfeitos, a linha rasgada jogada no chão. Seus olhos brilhavam com uma intensidade que ele nunca vira, e sua boca, entreaberta, exalava um gemido baixo, quase animalesco.

“Quem foi?”, José rugiu, o facão de corte já na mão, a lâmina refletindo a luz fraca da lamparina. Maria riu, um som que gelou seu sangue. “Não foi homem, José. Foi algo maior.” Ele avançou, cego de fúria, mas antes que pudesse tocá-la, Maria se moveu com uma velocidade sobrenatural, agarrando seu pulso e jogando-o contra a parede. “Você acha que me prende com linha?”, ela sibilou, os olhos agora negros como a noite. Ela o montou, as coxas quentes contra seu corpo, e rasgou sua camisa com as unhas. José, atordoado, sentiu o desejo lutar contra a raiva. Maria desceu a mão até o cinto dele, arrancando-o com força, e o membro endurecido de José traiu sua fúria. Ela cavalgou o pau dele ali mesmo, no chão de barro batido, os gemidos dela misturando-se com os grunhidos dele, um ato selvagem que não era amor, mas guerra. O sangue nos grandes lábios, ainda fresco dos pontos desfeitos, escorreu entre eles, lubrificando a violência do coito.

Quando terminou, Maria se levantou, nua e intocada pela fraqueza humana. “Você não entende, José. Eu sou algo mais agora.” Ele, ofegante, viu sombras se moverem nas paredes, formas que não eram humanas, mas que dançavam ao redor dela. Foi então que ele soube: Maria não havia traído com outro homem, mas com algo do além, algo que a transformara. Enlouquecido, José pegou o facão e correu para a noite, o grito preso na garganta.

A partir daquele dia, José se tornou um espectro de si mesmo. Ele vagava pelas estradas de terra, o facão sempre na mão, caçando respostas. Em uma vila próxima, encontrou um grupo de ciganos andarilhos, homens e mulheres que viviam à margem da sociedade, entregues a orgias e rituais sob a luz da lua. José se juntou a eles, sedento por algo que preenchesse o vazio. Numa noite, sob o efeito de uma pinga barata e ervas estranhas, ele participou de uma orgia brutal. Homens e mulheres se entrelaçavam em uma clareira, corpos suados se chocando em penetrações brutais, gemidos ecoando enquanto José fodia uma mulher sem rosto, o facão cravado na terra ao lado. Ele socava a pica na buceta dela com força, os dentes cerrados, imaginando Maria em cada estocada, até que o sangue dela — ou era dele? — manchou a relva. Os outros gritavam, alguns em êxtase, outros em dor, enquanto facas brilhavam e golpes eram trocados em meio ao sexo. José sentiu o caos tomar conta, e ele gostou.

Mas as sombras que viu na casa começaram a segui-lo. Em cada vila, em cada bordel, ele via Maria — ou algo que usava seu rosto. Ela aparecia nos cantos, sussurrando, guiando-o para atos mais extremos. Em uma noite, ele encontrou um homem que dizia conhecer o segredo de Maria. O velho, com olhos leitosos, falou de um culto antigo, de entidades que se alimentavam de desejo e sangue. José, já perdido, o esfaqueou até a morte, cortando o corpo do homem em pedaços enquanto gritava o nome de Maria. O sangue quente em suas mãos o excitava, e ele se masturbou gozando sobre os pedaços esquartejados, os olhos fixos nas estrelas, sentindo as sombras rirem ao seu redor.

Maria, ou o que restava dela, finalmente o encontrou numa plantação abandonada. Ela estava nua com a pele coberta de símbolos que pareciam pulsar. “Você me costurou, José, mas eu me abri pro mundo”, ela disse, antes de puxá-lo para si. O sexo que veio foi apocalíptico: Maria o arranhava, mordia, enquanto ele a estapeava na cara e a penetrava com uma violência que fazia a terra tremer. O sangue deles se misturava, e as sombras dançavam, agora visíveis, com garras e olhos famintos. José sentiu algo romper dentro de si, e quando gozou dentro da buceta dela, viu o rosto de Maria se transformar, os olhos negros engolindo a luz. Ela riu, e o mundo ao redor pegou fogo.

José não voltou mais à Paraíba. Dizem que ele ainda vaga como um demônio de facão na mão, buscando Maria em cada corpo que encontra, cada gota de sangue que derrama. E ela, ou aquilo que ela se tornou, o segue, alimentando-se de sua loucura, guiando-o por um caminho de sexo, violência e danação eterna.

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