A Primeira Fenda do Silêncio

Um conto erótico de Alexandra Jade
Categoria: Trans
Contém 985 palavras
Data: 11/04/2026 12:26:33

Todos os personagens possuem mais de 18 anos.

Havia algo de santo e profano naquela penumbra. O salão era grande, ecoava respirações lentas e corpos se ajeitando em colchões encostados um ao lado do outro. Uns vinte homens dormiam ali. Vultos deitados, cobertos com lençóis ralos, uns ressonando, outros virando de lado, sons abafados de gente viva e sonhando.

E no canto mais escuro, atrás da última pilastra, Isla estava deitada de conchinha com Marcos. O colchão fino encostado na parede era cúmplice mudo daquela entrega que ela nunca tinha vivido, mas já desejava há tanto tempo que doía. O corpo pequeno, leve, envolto pelo corpo grande dele, como se o mundo lá fora não existisse — ou, melhor, como se o risco dele existir tornasse tudo ainda mais quente.

Marcos tinha uma mão pousada na cintura de Isla. A palma quente, firme, preenchendo o espaço entre o short de pijama e a camiseta larga que ela vestia por cima. Por dentro, sob aquele disfarce tímido de menino, ela escondia seu fio dental preto. O mesmo que cavava cada vez mais fundo na sua bunda que crescia dia após dia, moldando aquele corpo de pera com um erotismo natural, inesperado.

Ela sabia. Sabia o que ele estava sentindo. Marcos já havia percebido. Já tinha encostado o quadril nela, já tinha deixado os dedos pesarem um pouco mais no elástico da sua cintura, e Isla, mesmo encolhida e tremendo, queria mais.

Seus olhos estavam abertos, encarando a parede a dois dedos do seu rosto. O mundo sumia. O cheiro do corpo dele, o som da respiração quente atrás do seu pescoço, o roçar da calça de moletom dele no seu short fininho… tudo aquilo era insuportavelmente bom.

— Isla — ele sussurrou, rente à sua orelha. A voz tão baixa que parecia pensamento. — Você quer?

Ela fechou os olhos e apenas balançou a cabeça com um sim contido, mas dentro dela, seu cu já piscava, quente e preparado.

Ela queria. Queria tanto que sentia a garganta seca, a pele acesa, o peito formigando. Queria ser tocada. Queria ser aberta. Queria tudo o que lera nos contos, nos fóruns, nos relatos proibidos que lia com a calcinha molhada e o dedo tremendo. E agora… agora era real. E mais intenso.

A mão de Marcos deslizou pela barriga dela, subindo com calma, parando abaixo dos seios que ainda cresciam, mas já eram seus. Isla respirava entrecortado. Sentia o membro dele pressionando suas costas, quente, vivo, como uma promessa.

— Você é linda — ele murmurou, roçando os lábios em sua nuca. — Seu corpo tá vibrando…

Ela arfou. Sentiu os mamilos endurecerem dentro da camiseta. Sentiu o quadril se curvar para trás, como se estivesse pedindo. A mão dele desceu outra vez. Tocou o short por fora. Apertou devagar.

— Posso ver?

Isla mordeu os lábios e empinou levemente. Sim. Ela queria que ele visse. Queria que ele descobrisse o quanto já era dele. Queria ser desvendada.

Marcos ergueu discretamente o tecido do short por baixo da coberta. Seus dedos deslizaram até encontrar a parte de trás do fio dental.

— Meu Deus… — ele sussurrou. — Você tá usando isso?

Ela assentiu, quase sem conseguir respirar.

— Eu gosto — sussurrou ela. — Me faz sentir… mulher.

Ele colou o corpo ao dela e ela sentiu o membro dele se encaixar entre suas nádegas. Estavam lado a lado, mas encaixados, o calor invadindo os espaços vazios entre os corpos. Ele beijou seu pescoço de novo, os lábios molhados e ternos, e depois encostou o nariz na base do seu cabelo.

— Você não é só uma mulher, Isla. Você é uma coisa rara. Você é minha tentação.

Ela gemeu baixinho, encolhendo os dedos dos pés. Sentia tudo. Cada toque. Cada gota de calor. O cu pulsava. Quente. Molhado. Preparado.

Marcos começou a descer o short com a delicadeza de quem desembrulha um segredo. Ela arqueou o quadril, permitiu. A calcinha ficou ali, cavada, marcando a bunda redonda e em formação. Ele passou o dedo na lateral, depois no centro, até alcançar o vão escondido que tanto a fazia delirar.

— Isla… — ele murmurou com reverência. — Você é apertadinha. Quente. Tá molhada, sabia?

Ela assentiu de novo, virando um pouco o rosto para que ele visse o brilho nos olhos dela.

— Tô com tesão faz dias, Marcos. Eu fico me tocando com medo da minha avó ouvir. Eu leio aquelas histórias… e me imagino sendo usada, sendo aberta. Eu fico pensando… como é… como é sentir um homem de verdade ali dentro…

Marcos fechou os olhos por um instante e pressionou a testa na nuca dela.

— Você quer agora?

— Quero — ela disse, baixinho, rouca. — Quero que você me ensine… me arrombe devagar, me faça sua.

Ele mordeu o lábio. Ajeitou a posição, tirando o moletom, ficando só de cueca. Isla estava agora deitada de lado, de costas pra ele, com a calcinha fio dental puxada para o lado e o short abaixo do joelho. O bumbum empinado, exposto, vulnerável. Linda.

Ele cuspiu na palma, lubrificou o dedo. E lentamente encostou na estrelinha.

— Tá piscando pra mim, sabia?

Isla sorriu de olhos fechados.

— Sempre piscou. Desde que comecei a entender que era por ali que eu nasci de novo.

Marcos massageou, devagar, abrindo aos poucos. O dedo deslizou. Isla gemeu, segurou a coberta com força, tentando não fazer barulho.

Um dedo. Depois dois. Curvando, abrindo, preparando.

O cu dela tremia, sugava, pedia.

Quando ele finalmente encostou a glande ali, o mundo sumiu.

— Respira. Devagar — ele sussurrou.

Ela obedeceu.

E sentiu.

Primeiro a pressão. Depois o calor. Depois o deslizamento lento.

Isla se abriu. Sentiu tudo. Cada milímetro.

Seu cu se dilatando. O peso dele entrando.

Ela gemeu, abafado.

O quadril tremia. O prazer ardia.

Ela era dele. Era da vida. Era da mulher que ela sempre foi.

E ali, no meio de vinte homens dormindo, Isla virou mulher.

Por trás. No escuro. De lado. Com a alma aberta.

E esse foi só o começo.

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