Jornada de um Casal ao Liberal - Especial - Hot antes de ser Wife - Parte 2/3

Um conto erótico de Nanda do Mark
Categoria: Heterossexual
Contém 3539 palavras
Data: 10/04/2026 05:10:42

Mas eu também não o parei, afinal, seus, digo, os meus toques, estavam realmente gostosos. Só que, sutilmente, ele deixou seus dedos entrarem nos vãos dos meus e logo era ele quem tocava o meu clítoris. Quando ele pressionou com um pouquinho mais de força, senti um comichão e travei minhas pernas uma na outra, jogando o meu corpo para a frente, enquanto tremia. Não era um orgasmo, ou talvez fosse, mas era algo potente e que me tirou literalmente do prumo. A imagem do Mark me veio à cabeça, enquanto eu lutava contra mim mesma.

[CONTINUANDO]

Ele me puxou de volta, enquanto eu ainda tentava entender o que estava acontecendo, e sem tirar a mão de dentro da minha calcinha, sussurrou:

- Deixa eu te chupar? Prometo que só faço isso. Eu só quero te ver gozar bem gostoso.

- Hã!? - Falei, confusa.

- Quero te fazer gozar mais gostoso, muito mais. Deixa, vai.

Não foi um pedido, foi praticamente uma comunicação do tipo “eu vou fazer”. Eu ainda estava mole e foi fácil para ele me colocar sentada no sofá de sua casa. Ele então se abaixou para tirar minhas botas, que cederam rapidamente, seguidas da minha calça. Eu estava confusa. Pensava no Mark, mas ali eu já havia dado por perdida a minha virgindade, aliás, eu já havia me convencido de que um dia teria que acontecer e se fosse com ele, da forma como estava indo, tinha tudo para ser muito bom.

Ele se enfiou entre as minhas pernas, apoiando-as em seu ombro. Passou a beijar o meio das minhas coxas e a cheirar a minha vagina por sobre o tecido da calcinha. Então, começou a lambê-la ainda por cima do tecido, apertando a boca e a língua sobre o meu clítoris. Não sei se era a antecipação do que estava por vir, mas eu sentia tudo ainda mais intensamente. Apesar de ainda estar meio incerta, deixei rolar e fechei meus olhos.

Eu estava me entregando de vez aquela gostosa sensação que deixava o meu corpo cada vez mais quente. Inconscientemente comecei a apertar os meus seios e a morder meus lábios, isso tudo enquanto dava alguns gemidinhos. Ele se animou ainda mais e puxou o tecido da calcinha para o lado, correndo a língua por toda a extensão da minha vagina, parando sobre o clítoris. Depois ele começou a beijar, lamber e dar leves sugadas, fazendo eu me arrepiar e gemer cada vez mais alto.

Eu sentia sua língua quente, explorando cada centímetro da minha intimidade. Senti até mesmo seus dedos abrindo e fechando os lábios da minha vagina, até mesmo tocando de leve o meu cu. Mas foi quando eu senti ele pressionando o dedo no meu hímen, tive um estalo e o empurrei para longe, pulando em pânico para trás do sofá em que estava. Ele ficou parado no chão, assustado com minha reação e eu respirava feito uma vaca brava, excitada, nervosa, assustada, enfim, tudo junto e misturado. Ele foi o primeiro a falar:

- Fiz algo errado?

Eu respirei fundo, fechando os olhos, envergonhada de nossa situação. Só então olhei para baixo e vi que minha vagina ainda estava desnudada, a testa aparecendo, brilhando, em contraste com os meus pelos negros. Ajeitei rapidamente a calcinha e falei:

- Não! Não fez... Eu... É que... Ah, Artur, é complicado...

Ele se levantou, mostrando uma barraca armada à frente de sua cueca. Depois de tudo o que havia acontecido, eu ainda corei de vergonha. Ele deu dois passos na minha direção, mas eu ergui as mãos, pedindo que ele não se aproximasse:

- Eu... quase... - Respirei fundo: - Quase deixei rolar.

- Não estava gostoso? - Ele perguntou.

- Esse é o problema: estava, e muito! Mas assim não. Eu... Eu ainda sou virgem.

Ele me encarou bem surpreso, a boca ficando meio aberta com a novidade. Hoje sei que ele tinha razão, afinal, eu já tinha meus 21 anos e ainda era virgem. Eu o encarei e vi que ele agora me olhava não só como uma presa, mas uma verdadeira prenda, quase um prêmio a ser conquistado, aliás, que ele quase havia conquistado:

- Nunca!? Você nunca...

- Nunca! - Confirmei.

- Por isso você pulou? Quando eu encostei o dedo na sua...

Nem esperei ele continuar e confirmei, balançando a cabeça, roxa de vergonha:

- Tá. Desculpa. Juro que não queria abusar de você. Mas agora eu também fiquei numa situação inesperada. Nunca transei com uma virgem, mas, se você quiser, eu adoraria ser o seu primeiro.

- Quase foi. - Brinquei, dando um sorriso amarelo: - Mas eu...

- Tá. Tudo bem, Nanda. Relaxa. - Ele falou, respirando profundamente: - Não é nenhum bicho de sete cabeças. A gente só precisa se acalmar. Vem. Vamos tomar um suco, ou um refrigerante.

- Não. Eu... só queria ir embora. - Resmunguei, dando a volta ao sofá e pegando o meu sutiã: - Desculpa. Sei que sou complicada.

Até ele ficou sem saber o que fazer comigo. Não me tocava mais, embora estivesse próximo e me olhava como se eu fosse um ET. Ele também colocou suas calças novamente e assim que eu estava também com a minha, mas ainda sem a blusa, ele insistiu para tomarmos algo. Aceitei e fomos até a cozinha, onde ele nos serviu dois copos de refrigerante.

Um silêncio incômodo tomou conta dali. Eu só queria terminar o meu copo e chegar logo em casa para enfiar a cabeça embaixo do travesseiro. Mas ele ainda não se deu por vencido:

- Abusei de você, né?

- Não, Artur. Você vez o que um homem faria com uma mulher que aceita vir a sua casa de madrugada. Está tudo bem...

- Então não está brava comigo?

- Não. Nem um pouco.

- Que bom... - Ele bebeu mais um gole de seu refrigerante, desviando o olhar por um instante, mas logo me encarando: - Juro que tive a impressão de que você estava curtindo.

- E eu estava! Estava mesmo. Acho que isso me assustou também...

- Então você queria, digo, queria continuar e... assim... perder a virgindade?

- Um dia tem que acontecer, não é? - Falei, vermelha e resignada.

- E ainda quer?

Eu o encarei, surpresa com a pergunta. Acho que mais ainda com a entonação que ele deu. Acho que ele viu que tinha avançado demais e se desculpou, mas eu confessei:

- Querer, eu quero. Só me assustei. Acho que se eu tivesse bebido um pouco mais lá na festa, teria rolado, sabia?

- Ué!? Se o problema for bebida, eu arrumo rapidinho. - Ele disse sorrindo, mas não maliciosamente, apenas com uma expressão divertida.

Dei um tapa de brincadeira no braço dele e ri de sua cara. Ele continuou:

- Vamos fazer assim. Amanhã podemos nos encontrar novamente lá no recinto. A gente curte, bebe, dança, aproveita a festa como tem que ser. Se depois, você estiver mais tranquila e quiser brincar um pouco mais, a gente deixa rolar até onde você quiser. Prometo que farei de tudo para que seja a melhor noite da sua vida.

- Não sei. Tem o Mark... É tudo muito confuso...

- Bem, se ele furar com você novamente, é só me ligar. - Ele anotou um telefone num papel e me entregou: - Posso ficar com o seu?

Passei-lhe o meu telefone também, mas pedi que não me ligasse, pois o meu pai era complicado. Depois, ainda agradeci a gentileza e a consideração, e pedi que ele não contasse para ninguém o meu “segredo”. Terminamos de nos vestir e ele ainda fez questão de me acompanhar até a frente da minha casa. Despedimo-nos com um beijo... Ok. Não foi um beijo só: foi um baita amasso no muro lateral da minha casa. Entrei e como eu imaginava, enfiei a cabeça embaixo do meu travesseiro, tentando esquecer aquela vergonha.

No dia seguinte, antes das 10:00, recebo um lindo buquê de flores, com um bilhetinho. Sorri de imediato, imaginando que fosse o Mark, como um pedido de desculpas pelo dia anterior, mas não, era o Artur, dizendo que mal podia esperar para me ver novamente. O dia passou voando comigo fugindo da minha mãe, querendo saber quem mandara as flores, e do meu pai, emburrado num canto. Quando eram quase 17:00, recebo uma ligação do Artur, perguntando se queria que ele me buscasse ou se nos encontraríamos no recinto. Olhei para todos os lados, para ter certeza de que estava sozinha e falei:

- Artur, o que aconteceu ontem foi errado. Eu estou conhecendo o Mark. Não posso me encontrar com você.

- Poder, é claro que você pode, mas mais importante que isso, você deve responder se você quer. Então, me responde, Nanda, você quer me ver novamente?

Era uma clássica armadilha. A resposta revelaria meu desejo e se eu fizesse isso, estaria praticamente confessando que o meu relacionamento com o Mark não significava nada para mim. Pelo menos, nada tão importante a ponto de evitar que eu o traísse:

- Desculpa. Eu realmente não posso. Tchau.

- Mas...

Desliguei, tremendo, desejando, sentindo. Fui para meu quarto e me joguei na cama, minha cabeça uma verdadeira tempestade de sentimentos. Logo, ouvi o telefone tocar novamente. Pouco depois, minha mãe me chamava:

- Fernanda, é para você. Um tal de Mark...

- Mark!? - Abri meus olhos e a encarei.

- Mark... é aquele advogado que tem um escritório no centro?

- É. É, mãe. Deixa eu atender ele.

Fui correndo e peguei o telefone. Minha voz tremia. Eu me sentia uma traidora e fiquei sem saber o que falar:

- Nanda?

- O-Oi. Sou eu.

- Tudo certo para hoje à noite? Quer que eu te busque?

- Tu-Tudo. - Respirei fundo, controlando meu nervosismo: - Mark... é o meu pai. Eu já te falei.

- Tranquilo. Vou te esperar no posto de gasolina perto da sua casa. 20:00. Está bom?

- Está ótimo! A gente se vê.

Desliguei e respirei fundo. Quando olhei de lado, minha mãe me encarava da porta sala. Ela foi direta:

- Está namorando?

- Não. A gente está... se conhecendo.

- E por que não deixou o moço vir te buscar aqui?

- O pai, mãe. A senhora sabe...

- Garanto que teu pai vai gostar de saber que você está namorando um moço como ele. Teu pai é chucro, mas não é bobo.

- Não estou namorando...

- Não. Não está. Ainda...

Descansei boa parte do dia, pensando em como reagir caso eu encontrasse o Artur lá no recinto. Apresentar o Mark para ele? Ignorá-lo? Dar um perdido no Mark, eu não daria.

Bem no meio da tarde, recebo outra ligação, agora da organização da festa de peão. Eles me contaram que a segunda colocada havia sido desclassificada por ter mentido morar em nossa cidade. Assim, eles queriam saber se eu poderia comparecer como a madrinha dos peões. Ponto negativo: se eu aceitasse, não poderia ficar com o Mark, pois teria que ficar representando o evento para o público, artistas e autoridades. Ponto positivo: eu teria acesso total a todas as instalações, até mesmo aos camarins e aos artistas. Fiquei de dar uma resposta e desliguei.

Quando contei para minha mãe, ela me deu o melhor conselho que já me dera durante toda a sua vida:

- Fernanda, é uma chance incrível de você aparecer. Quem sabe que portas poderiam se abrir? Mas essas portas são incertas. Já o Mark, é algo que você pode construir para a sua vida. A decisão é sua?

Claro que eu queria as duas possibilidades. Liguei para a organização da festa e fui direta, dizendo que estava namorando e perguntando se ele poderia me acompanhar. Eu já sabia a resposta e quando eles apenas confirmaram que eu teria que ficar à disposição do evento, mesmo com uma dor no coração, recusei. Eu já havia errado com o Mark na noite anterior, não erraria de novo.

Fui então me arrumar para a noite. Tomei um banho. Escovei meus cabelos que, naquela época, eram longos, pretos e levemente ondulados, quase na altura da cintura. Coloquei uma meia calça, um vestido longo e botas de cano alto. Gostei do efeito visual. Nesse momento, minha mãe entrou no quarto e praticamente me obrigou a ligar para o Mark, pedindo que ele fosse me buscar na porta de casa:

- Mas e o pai?

- Você não vai fazer um papelão desse com o moço! Não, senhora... Seu pai vai se comportar. Se ele ousar abrir a boca, eu resolvo. Deixa comigo.

Liguei e perguntei se ele poderia me pegar em casa. Claro que ele aceitou. Pedi para minha mãe controlar o meu pai e ela disse para eu ficar tranquila.

Voltei a me arrumar. Fiz a melhor maquiagem que eu conseguia, porque queria esfregar na cara da organização da festa, caso eu encontrasse com algum deles, a chance que eles perderam. Por fim, coloquei uma jaqueta e meu chapéu.

Eram 19:50 quando ouvi um carro estacionando na frente de casa. Olhei pela janela e vi o Marea do Mark (Sim, ele já teve um Marea!). Ele desceu do carro tranquilamente. Olhou, procurando o número da casa e foi até o portão. Quando olho lá, vejo o meu pai sentado bem ali, fumando. Meu coração começou a bater descompassado e saí correndo do meu quarto. Encontrei minha mãe no caminho e já fui falando:

- O pai tá no portão. O pai tá no portão!

Saímos eu e ela já imaginando o pior. Mas que nada. Meu pai e o Mark conversavam tranquilamente. Olhei para a minha mãe que sorriu para mim e nós nos aproximamos. Quando o Mark me viu, abriu um sorrisão e veio até onde eu estava, se aproximando mais e mais, e... beijou o meu rosto:

- Você está linda!

- Ah! O-O-Obrigada. - Gaguejei, ficando vermelha de vergonha.

Daí meu pai começou a falar com a minha mãe, explicando quem era o pai do Mark, o avô, o tio, primo. Enfim, meu pai conhecia a família dele e parecia bem satisfeito em saber que eu e ele estávamos saindo juntos. Minha mãe o convidou para entrar, mas eu cortei, ainda surpresa. Disse que precisávamos ir o quanto antes para não pegarmos uma fila muito grande.

Assim que entramos no carro e ele saiu, suspirei profundamente. Ele riu:

- Pensei que teu pai fosse bravo...

- Pois é. Ele é! Não entendi foi nada...

Ele pegou em minha mão e a levou até a boca, dando um leve beijinho, novamente falando que eu estava linda e seria certamente a mais linda do recinto:

- Quase te deixei na mão, sabia?

Ele me olhou, surpreso. Contei da ligação da organização da festa de peão e que eu havia recusado para ficar com ele. Ele riu e depois sorriu, todo satisfeito:

- Azar o deles! A morena mais bonita da festa vai ficar do meu lado.

Chegamos ao recinto e entramos. Assim que passamos as catracas, como eu já imaginava, encontrei o Josmar, um dos organizadores. Assim que me viu, e olhou de cima a baixo, veio praticamente correndo na nossa direção. Cumprimentou-me e ao Mark, e me pediu desculpas pela confusão na escolha das representantes da festa. Nesse momento, meu atual Markavélico marido, sorriu e disse:

- Eu só posso agradecer essa confusão, senão não estaria com ela agora.

Josmar deu um sorriso amarelo e olhou para mim, continuando:

- Pior, é que a festa está só com a rainha e a princesa. Como você não aceitou, ligamos para a Lídia que também recusou. Tem certeza de que não quer assumir o posto, Fernanda? As roupas já estão prontas. Só falta você.

Olhei para o Mark e novamente aquela vontade de abraçar o mundo surgiu:

- Se eu puder ficar com o meu namorado e ele puder nos acompanhar em todos os momentos... - Fiz questão de frisar a palavra, vendo um sorriso no rosto do Mark surgiu.

- Você sabe como eles são. Tem as regras, todas aceitaram.

- Então, Josmar, eu sinto muito. - Dei um selinho no Mark e o encarei: - Não vou abandonar o meu namorado para representar a festa. Tá cheia de mulher por aí. Vai que uma se engraça com ele, não é?

Despedimo-nos do Josmar e entramos de vez na festa. Demos uma bela volta, assistimos um pouco das montarias e fomos para a praça de alimentação, beber alguma coisa.

Já de cara, vi o Edson não muito longe, olhando para mim com uma cara esquisita. Talvez ele tivesse estranhado o fato de eu estar com o Mark e não com o Artur. Enfim, não importa. Ele apenas nos olhava à distância e olhar não tira pedaço, afinal, o Mark não viu e isso não estragaria a nossa noite.

Andamos pelas barracas, comemos umas porções, bebemos um tanto. Beijamos um tanto mais. Tudo estava perfeito. Só estava... Quando o Mark foi numa cachaçaria comprar algumas doses de Canelinha, sinto um toque nas minhas costas e uma mão já apertando a minha cintura. Olhei para a mão e para a direção oposta, só para ver o Artur aproximando a sua boca da minha. Virei o meu rosto no último segundo, oferecendo minha bochecha. Assim que ele me beijou, já falei:

- Mark está aqui!

Ele me encarou em silêncio, claramente decepcionado. Então, após segundos, disse:

- Você está linda! E eu vou ficar na mão, né?

- Desculpa, Artur, mas eu já tinha te avisado.

Ele me olhava como uma criança que acaba de ter o doce tirado de suas mãos. Insistiu:

- Bem... Mas o melhor é que podemos fazer depois da festa, não concorda?

Eu devia ter negado, discutido, dado um fim, mas só consegui sorrir, envergonhada. Acredito que ele tenha entendido que ainda tinha uma chance. Vi que o Mark retornava, segurando dois copinhos e algumas garrafinhas:

- Ele está voltando. Se comporta.

- Me liga quando sair daqui. Vou te buscar e a gente continua de onde parou.

Eu apenas o encarei, os olhos levemente arregalados com sua proposta indecente. Mark nunca foi bobo e notou que havia algo entre nós. Ele diminuiu a passada, mas não parou e como eu sorri para ele, ele continuou até chegar onde estávamos. Peguei um dos copinhos de sua mão e abracei sua cintura:

- Mark, esse é o Artur, um amigo. Artur, esse é o Mark, meu namorado.

- Namorado? - Artur repetiu, surpreso.

- Namorado. - Mark repetiu, sorrindo.

Eles se cumprimentaram com um aperto de mão e trocaram algumas palavras sobre a festa, o show que se aproximava, enfim, fizeram uma rápida “social”. Depois, Artur se despediu e sumiu. Fomos até as arquibancadas assistir mais um pouco das montarias, mas logo elas foram encerradas e o show da noite foi anunciado. Descemos até arena, onde assistimos ao show e depois fomos até a barraca do baile.

Antes de entrarmos na barraca, falei que precisava usar o banheiro. Ele disse que iria comprar mais algumas canelinhas, uma água e depois me encontraria na portaria dos banheiros. Antes que eu chegasse na portaria, o Artur, saído sabe-se Deus lá de onde, me puxou para uma parte mais escura, embaixo das arquibancadas, já dando um beijo. Acabei cedendo, mais pelo susto do que pela vontade. Quando ele soltou minha boca, já fui o empurrando:

- Mas Nanda...

- Mas nada, cara! Estou acompanhada. Realmente nós estamos nos conhecendo e não vai rolar mais nada, Artur. Sinto muito.

- Poxa, mas... e depois que a festa acabar? Tem certeza que não dá para a gente...

- Tenho. Desculpa por ontem. Foi um erro que, graças a Deus, não acabou em catástrofe.

- Eu ainda vou esperar a sua ligação, tá?

- Cê que sabe, Artur. Mas não estou te prometendo nada.

Saí de baixo das arquibancadas e como o Mark ainda não havia chegado, entrei na área dos banheiros femininos. Depois voltei para encontrá-lo conversando com o Artur:

- O Artur também está esperando alguém. - Disse o Mark quando me aproximei.

- É!? Que bom! - Falei enquanto pegava um copinho de canelinha: - Vamos, Morrrr. Quero dançar muito.

Fomos para a barraca do baile e nos acabamos de dançar. Ainda vi o Artur umas duas ou três vezes, andando por perto. Mas ele não se aproximou.

Depois que o baile terminou, Mark me levou até a minha casa. Ficamos conversando e namorando no carro por um tempão. Claro que não liguei para o Artur. Na verdade, naquele momento, eu me culpava por ter pensado mal do Mark pela noite anterior e por ter sido tão fraca ao ponto de quase me entregar para outro.

No sábado e domingo, repetimos a programação. Não cheguei a ver o Artur. O Edson, só uma vez, de longe.

Minha química com o Mark ficava maior a cada encontro. E minha culpa também. Nossa intimidade crescia sem parar e eu via nos olhos dele que ele havia me escolhido para muito mais que uma simples noite. Cada vez mais eu tinha certeza de que ele seria o meu primeiro homem e único homem. A primeira parte se revelou correta; a segunda, para quem nos acompanha, não.

Aliás, aproximadamente um mês depois da festa de peão, tivemos a nossa primeira vez. Não vou dizer que foi mágica, porque não foi, mas foi muito boa, com muito carinho e cuidado da parte dele comigo. Prefiro não descrevê-la aqui, porque essa lembrança eu guardo num cantinho muito especial do meu coração e faço questão que essa lembrança seja somente minha e dele.

OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS E OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL SÃO MERA COINCIDÊNCIA.

FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DA AUTORA, SOB AS PENAS DA LEI.

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Foto de perfil de Mark da NandaMark da NandaContos: 352Seguidores: 725Seguindo: 17Mensagem Apenas alguém fascinado pela arte literária e apaixonado pela vida, suas possibilidades e surpresas. Liberal ou não, seja bem vindo. Comentários? Tragam! Mas o respeito deverá pautar sempre a conduta de todos, leitores, autores, comentaristas e visitantes. Forte abraço.

Comentários

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Linda a história de vcs, tirando o Artur!

👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

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Excelente e bom e prazeroso saber o caminho de vcs

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