Amor do passado, dor do presente. Parte 2

Um conto erótico de Guilherrme
Categoria: Heterossexual
Contém 2945 palavras
Data: 09/04/2026 13:18:34

Eu tava no meio do terceiro período de Direito, aquele horário chato das nove da manhã onde metade da turma ainda tava com cara de quem dormiu cinco minutos atrás. A sala era a de sempre: carteiras velhas de madeira, ar-condicionado gelado demais, quadro branco cheio de anotações que o professor rabiscava como se a gente fosse decorar tudo de cabeça. Eu sentava sempre na terceira fileira do meio, estava com o caderno aberto, caneta na mão, tentando focar no código civil que ele tava explicando pela milésima vez.

O Roger, meu antigo colega de quarto porém amigo de sempre, tava do meu lado, como de costume, mas hoje ele tava mais agitado que o normal. O cara não parava de mexer no celular, rindo baixo e me cutucando com o cotovelo.

— Cara, tu não vai acreditar no que tá rolando no corredor. Tem uma mina nova que chegou transferida pra cá, e ela é uma gostosa. Ela faz Medicina. E, porra, ela é outra coisa.

Eu só dei de ombros, sem tirar os olhos da apostila.

— Beleza, Roger. Mas você não devia estar focado em outra coisa?

— Ah, cara. Eu gosto é de outras coisas, não dessa aula chata.

Estava focado na aula, enquanto o assunto “garota nova” já tava se espalhando pela sala inteira. Os caras da fileira de trás tavam cochichando, as meninas olhando de canto de olho pro celular, mostrando stories. Eu não ligava. Minha cabeça tava longe, pensando na Fernanda. Na noite anterior a gente tinha malhado junto na academia do campus, como sempre. Malhamos e depois fomos para a minha pequena casa que eu tinha alugado, e ali transamos gostoso. Eu ainda sentia o gosto dela na boca, o jeito que ela gemia meu nome baixinho enquanto eu metia devagar, fundo, sentindo a xoxota quente e molhada apertando meu pau como se não quisesse soltar nunca. “Te amo, Guilherme”, ela sussurrou no final, deitada no meu peito. Eu era completamente apaixonado por ela. Era o amor da minha vida, ponto final. Nada nem ninguém ia mudar isso.

A aula acabou e a gente saiu pro corredor. Foi aí que eu vi ela pela primeira vez a tal da Raquel. O nome já tava na boca de todo mundo. Transferida de outra faculdade, prestando Medicina no meio do semestre porque o pai dela, dono de uma rede inteira de clínicas pelo Estado, tinha puxado uns fios pra ela entrar aqui. Diziam que ela tava sendo preparada pra assumir tudo um dia, tipo herdeira de império. E, caramba, dava pra ver por quê.

Ela tava encostada na parede do corredor, conversando com um grupinho de alunos de Medicina que já tavam babando em volta. Cabelos negros lisos, escorregando até abaixo do ombro, brilhando como se tivessem acabado de sair do salão. Olhos verdes que pareciam furar qualquer um que olhasse direto. Lábios carnudos, pintados de um vermelho escuro que chamava atenção pra boca dela de um jeito que não dava pra ignorar. Maquiagem perfeita – sombra esfumada, cílios longos, blush que deixava as maçãs do rosto marcadas. Roupas coladas no corpo: uma blusa preta justa que marcava cada curva, saia lápis que subia um pouco nas coxas, saltos altos que faziam as pernas dela parecerem infinitas. Completamente vaidosa. Dava pra sentir o perfume dela de longe, doce e caro, misturado com o cheiro de vitória que gente assim carrega.

Os caras tavam todos em volta. Um do segundo ano de Direito já tava pedindo o Instagram dela, outro oferecendo carona pra casa, um terceiro só olhando fixo pros lábios carnudos enquanto ela ria de alguma coisa. Ela arrasava corações em tempo recorde. Primeiro dia dela no campus e já tinha fila. Mas o curioso era que, no meio de todo aquele alvoroço, os olhos verdes dela pararam em mim. Direto. Ela sorriu de lado, aquele sorriso que parecia ensaiado pra derrubar qualquer um, e acenou como se me conhecesse de anos.

— Guilherme, né? — ela disse, se aproximando assim que o grupinho abriu espaço. A voz era macia, confiante, com um tom que fazia parecer que a gente já era íntimo. — Ouvi falar de você na coordenação. Disseram que é o cara mais aplicado aqui. Eu sou a Raquel, transferida de Medicina. Meu pai tá me botando pra correr com essa mudança de faculdade no meio do ano, mas… tô tentando me adaptar.

Eu pisquei, surpreso. Não lembrava de ter falado com ela antes. Apertei a mão dela – macia, unhas feitas, anel dourado brilhando.

— Prazer, Raquel. Bem-vinda. Se precisar de alguma coisa da área, é só falar. Tem umas matérias interdisciplinares que a gente pode cruzar.

Ela riu, jogando o cabelo pro lado. Os fios lisos deslizaram pelo ombro como seda. Se aproximou um passo, o perfume invadindo meu espaço.

— Ah, eu vou precisar sim. Meu pai quer que eu entenda um pouco do lado jurídico. Bioética, responsabilidade civil, essas coisas. Você topa me dar uma força de vez em quando? Como colega, claro.

Eu sorri, educado. Não vi mal nenhum.

— Claro. Colega é colega. Pode me chamar no grupo da turma ou mandar mensagem.

Ela ficou ali mais um tempo, conversando sobre a faculdade, sobre como a carga de Medicina era pesada, sobre o pai dela que cobrava perfeição. Os outros caras ainda rondavam, mas ela parecia focada só em mim. Me perguntava sobre minhas matérias, sobre a república, sobre o que eu fazia no tempo livre. Eu respondia curto, sem dar corda demais. Porque no fundo, minha cabeça tava na Fernanda. No jeito que ela ia me buscar na saída da aula às vezes, com aquele sorriso pequeno e os olhos castanho-claros brilhando.

Nos dias seguintes, a coisa se repetiu. Raquel aparecia no campus, todos os dias. Sempre produzida pra caralho – maquiagem impecável, roupas coladas que marcavam a cintura fina, os quadris, os seios que pareciam feitos pra chamar atenção. Cabelo solto, escorregando nos ombros toda vez que ela virava a cabeça. Os garotos da faculdade tavam loucos. Vi um monte deles tentando marcar rolê, oferecer café, pedir pra estudar junto. Ela dava um sorriso pra todo mundo, mas sempre acabava vindo pra cima de mim.

— Guilherme, você vai na palestra de hoje à tarde? — ela perguntava, encostando no meu armário. — Eu tô perdida nessa matéria nova. Senta do meu lado?

Eu deixava. Sentava do lado dela na palestra, explicava o que ela não entendia. A gente trocava anotações. Ela ria das minhas piadas secas, tocava meu braço de leve quando concordava com alguma coisa. “Você é tão paciente”, ela dizia, olhando direto nos meus olhos verdes contra os meus pretos. Mas eu mantinha o limite. Sempre. “Só colega de faculdade”, eu pensava. Porque em casa tinha a Fernanda. Meu amor. A gente malhava junto, cozinhava junto, transava com aquela intensidade que só quem se ama de verdade consegue ter. Na noite anterior, por exemplo, depois da academia, ela tinha me empurrado contra a parede do quarto, mãozinha pequena descendo pela minha calça, pegando meu pau já duro e masturbando devagar enquanto me beijava.

— Quero você hoje bem fundo — ela sussurrou, voz rouca.

Eu tirei a roupa dela devagar, lambi aqueles seios pequenos até os mamilos ficarem duros como pedra, desci pra buceta lisinha, chupando o grelinho inchado enquanto ela rebolava na minha cara, gemendo alto. Depois meti devagar, sentindo a xoxota apertada me engolir, o barulho molhado ecoando no quarto. Ela cravou as unhas nas minhas costas, bundinha redonda batendo contra mim a cada estocada. A gente gozou junto, suados, ofegantes, e ela deitou a cabeça no meu peito dizendo “você é tudo pra mim”. Como eu ia deixar isso escapar? Raquel era bonita pra porra, vaidosa, rica, insistente… mas não era a Fernanda.

Mesmo assim, ela não desistia. Toda semana aparecia com uma desculpa nova. “Preciso de ajuda com o resumo de Bioética.” “Meu pai tá cobrando uma apresentação, você entende disso melhor que eu.” Eu ajudava. Na biblioteca, no café do campus, uma vez até no pátio depois da aula. Ela se sentava perto, perna encostando na minha “sem querer”, lábios carnudos sorrindo enquanto o cabelo negro caía no rosto. Os caras da turma me zoavam no grupo:

— Guilherme, a herdeira tá de olho em você, cara. Aproveita!

Eu respondia com emoji de riso e mudava de assunto. Porque eu era completamente apaixonado por Fernanda. O amor da minha vida. A gente tinha uma vida, uma química que só eu e ela sabíamos. Eu não queria outra, que não fosse a Fernanda.

E assim os dias foram passando. Raquel arrasando corações por onde passava, garotos querendo sair com ela a todo custo, e ela, curiosamente, sempre tentando chamar minha atenção. Eu resistia. Porque eu sabia o que tinha em casa. E isso valia mais que qualquer par de olhos verdes ou cabelo negro deslizando no ombro.

Foi então que tomei a decisão, e resolvi que era hora de conversar com a Raquel e dar um chega pra lá, deixar claro que eu tinha mulher. Que eu notava as suas investidas, e que nada iria acontecer. Mas estranhamente, ela, aos poucos, foi se afastando de mim. O que notei, foi uma estranha aproximação dela com a Fernanda.

Eu até fiquei aliviado. Porque, confesso, o grude dela tava começando a me incomodar um pouco. Toda aula ela sentava do meu lado, encostava a perna “sem querer”, mandava mensagem à noite perguntando sobre matéria, mandava foto do caderno com um emoji de coração no final. Era sutil, mas tava rolando. Quando ela começou a andar com a Fernanda, eu respirei mais tranquilo. As duas viraram amigas rapidinho. Saíam pra coisas de garota: manicure, shopping, academia juntas. Fernanda aparecia na minha casa, as vezes, toda animada, contando que a Raquel tinha feito uma tatuagem na coxa também, igual a dela, só porque a achou bonita, que tinham rido horrores falando de roupa, que a Raquel era bem mais legal do que ela pensava.

— Ela é legal pra caramba, Gui. Rica, mas não é metida. E sabe ouvir, viu? — Fernanda dizia, deitada no meu peito depois de mais uma noite de malhar e sexo gostoso.

Eu sorria, passava a mão no cabelo loiro dela, sentindo o corpo pequeno e quente encostado no meu.

— Que bom, amor. Fico feliz que você tá fazendo uma amiga nova.

E era verdade. Eu amava a Fernanda pra caralho. Ela era meu mundo.

Mas tudo começou a mudar numa noite qualquer, quando meu celular vibrou com uma mensagem de número desconhecido. Eu tava deitado no sofá da sala, Fernanda já tinha ido pra casa dela. Abri o WhatsApp e vi a foto. Meu estômago revirou na hora. Fernanda e o Roger se Beijando. Ela com a mão no peito dele, ele com a mão na cintura dela. E embaixo da foto, uma legenda curta, fria: “Ele foi o primeiro homem que comeu ela.”

Fiquei parado uns segundos, olhando a tela. O peito apertou. Ciúme puro, daqueles que sobe quente pela garganta. Eu sabia que o Roger era meu colega de quarto desde o começo da faculdade, o maluco que vivia trazendo mina pro quarto, mas… a Fernanda? Minha Fernanda?

Levantei correndo, fui pro quarto dele. Roger tava deitado na cama, jogando no celular, usando um fone no ouvido. Quando ele me ouviu, foi abrir a porta na hora, e eu disparei:

— Que porra é essa, Roger?

Mostrei a tela. Ele olhou, empalideceu um pouco, mas não negou. Sentou na cama, passou a mão no cabelo.

— Cara… foi antes. Muito antes de vocês namorarem. A gente ficou uma vez só, numa festa, quando ela ainda tava no primeiro semestre. Bebemos demais, rolou. Mas foi só aquilo. A foto é antiga pra caralho. Eu nem lembrava mais.

— E você nunca me contou? — minha voz saiu baixa, controlada, mas por dentro eu tava fervendo.

— Pra quê, Guilherme? Vocês se apaixonaram, viraram o casal perfeito. Eu não ia estragar isso por uma transa bêbada de anos atrás. Desculpa, mano.

Eu fiquei lá, olhando pra ele. Queria socar a cara dele, mas segurei. Respirei fundo. Relevi. Falei que tava tudo bem, que confiava na Fernanda, que o passado era passado. Mas o ciúme ficou. Ficou grudado no peito como uma pedra. Sabia que agora, quando olhasse para o Roger, eu iria imaginar ele comendo a Fernanda. Não tinha mais nada a fazer a não ser me afastar. Não contei pra ela. Não queria brigar à toa. Mas o veneno já tava ali, infiltrando devagar. E o próximo estopim, seria seu efeito aparecendo.

O tempo passou. O fim do semestre chegou. Raquel marcou uma festa de despedida na casa dela – um casarão enorme no centro, com piscina gigante, jardim iluminado, tudo pago pelo pai dela, claro. Convidou o pessoal todo, mas principalmente a gente: eu, Fernanda e o Roger. Disse que era pra relaxar antes das provas finais.

Chegamos lá de noite. A música eletrônica tava alta pra caralho, batidão pesado saindo das caixas espalhadas pelo jardim. Luzes coloridas piscando na piscina, gente dançando, bebendo, azaração rolando solta. O lugar tava lotado de alunos de Medicina, Direito, Administração, o pessoal de Exatas que era mais colega, todo mundo arrumado, cheiro de perfume caro misturado com maconha e álcool. Raquel tava no comando, como sempre: vestido preto colado no corpo, cabelo negro solto brilhando, maquiagem perfeita, lábios carnudos sorrindo pra todo mundo. Mas eu notei que ela tava ansiosa. Olhava pro relógio, olhava pra gente, sorria demais quando falava comigo.

Eu e a Fernanda não bebemos quase nada. Pegamos uma cerveja cada um e ficamos no canto, dançando devagar, colados. Ela de shortinho jeans que marcava a bundinha redonda, regata branca que deixava a tatuagem na coxa à mostra. Eu de calça folgada e camisa social desabotoada. A gente se beijava de vez em quando, mão na cintura dela, sentindo o corpo pequeno se mexendo contra o meu.

— Tô amando essa festa — ela disse no meu ouvido, voz baixa. — Mas tô com saudade de você dentro de mim já.

Eu ri, apertei a bunda dela.

— Depois a gente resolve isso em casa, amor.

O Roger tava isoladão do outro lado, azarando umas meninas de Medicina, rindo alto, mas sem se aproximar muito da gente. Raquel circulava, oferecendo bebida pra todo mundo, dançando com as amigas, mas sempre voltando pra perto da Fernanda, cochichando, rindo. Eu tava tranquilo. Até que ela veio até mim com um copo na mão.

— Guilherme, prova isso. É um drink especial que meu pai trouxe de viagem. Sem álcool forte, prometo. Você tá seco aí.

Eu peguei o copo, agradeci, tomei um gole. Era doce, refrescante. Ela sorriu, aqueles olhos verdes fixos em mim.

— Relaxa um pouco, vai. Você merece.

Bebi mais. Conversamos um pouco sobre a faculdade, sobre o pai dela, sobre o futuro. Fernanda tava do lado, rindo com a gente. Mas depois de uns quinze minutos, comecei a sentir um sono estranho. Cabeça pesada, visão meio borrada. Pisquei, tentei me concentrar.

— Amor… tô meio tonto — falei pra Fernanda.

Ela ficou preocupada na hora.

— Vem, vou te levar pra um quarto de hóspedes. Você descansa um pouco, eu fico cuidando de você.

Raquel ajudou, segurando meu outro braço.

— Tem vários quartos aqui em cima. Pode usar o que quiser. Eu cuido de tudo.

Subimos as escadas. O casarão era gigante, corredor longo cheio de portas. Fernanda me levou pra um quarto de hóspedes, cama king size, ar-condicionado gelado. Me deitou na cama, tirou meus sapatos, deu um beijo na testa.

— Fica aqui, amor. Eu vou ficar com você. Só vou pegar uma água lá embaixo e já volto.

Eu murmurei algo, olhos pesados, e apaguei.

Acordei horas depois. A cabeça latejava, boca seca. O quarto tava escuro, só a luz da piscina entrando pela janela. Olhei pro lado. Fernanda não tava. A cama tava vazia do lado dela. Levantei devagar, ainda tonto, e saí pelo corredor. O som da festa ainda tava lá embaixo, mas mais baixo agora. Abri a primeira porta – banheiro vazio. Segunda porta – quarto escuro, ninguém. Terceira porta…

Empurrei e congelei.

Lá dentro, na cama enorme, Fernanda e o Roger estavam estirados, dormindo. Completamente pelados. Ela deitada de lado, olhos fechados, respiração lenta, como se estivesse desacordada. O corpo pequeno exposto: seios pequenos, buceta lisinha, a tatuagem na coxa esquerda brilhando sob a luz fraca. Roger do lado dela, também nu, pau mole descansando na coxa, braço caído sobre a cintura dela. Os dois imóveis.

Meu sangue ferveu na hora. O ciúme que eu tinha guardado explodiu de uma vez.

— QUE PORRA É ESSA?! — gritei, com a voz rouca, entrando no quarto.

Fui até a cama, sacudi a Fernanda pelo ombro.

— Fernanda! Acorda! Que merda vocês fizeram?!

Ela mexeu a cabeça devagar, olhos entreabertos, confusa, mas ainda grogue. Roger resmungou algo, tentando se mexer.

— Guilherme… o quê… — ela murmurou, voz arrastada.

Eu tava possesso. Apontando pro Roger, pro corpo dela nu, pra situação toda.

— Você me traiu? Com ele? Depois de tudo? Depois da foto, depois de eu relevar? Aqui na festa da Raquel, pelada com o meu colega de quarto? Eu confiei em você, caralho! Você era o amor da minha vida!

— Que foto, Gui…? Do que você tá falando? — Ela perguntou.

As lágrimas subiram nos meus olhos, misturadas com raiva pura. Meu peito doía como se tivessem enfiado uma faca. A Fernanda tentou sentar, cobrindo os seios com o braço, ainda confusa, voz fraca:

— Gui… eu não… eu não lembro… o que aconteceu…

Mas eu não conseguia ouvir. Só via os dois ali, nus, na mesma cama. O mundo que a gente tinha construído tava desmoronando na minha frente.Uma voz me dizia que tinha coisa errada ali, mas eu a ignorava, pois naquele momento, só conseguia sentir a traição queimando dentro de mim.

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