Era domingo.
Um domingo quente, abafado, daqueles que fazem o ar do cerrado parecer pesado como chumbo. João não saiu cedo para o campo como de costume. Em vez disso, ele ficou na sede da fazenda e trouxe quatro homens estranhos para reformar os cômodos abandonados nos fundos da casa grande. Eu observava tudo da janela da cozinha, enquanto fingia preparar o café da manhã.
Aqueles homens tinham olhar duro, braços tatuados e falavam pouco. João andava entre eles como um rei. Não precisava levantar a voz. Bastava um olhar ou uma palavra baixa para que todos obedecessem imediatamente.
Foi nesse momento que eu comecei a reparar de verdade.
João estava diferente. Mais controlado. Mais frio. Ele segurou um dos peões pelo braço com força, puxou o homem para perto e falou bem rente ao ouvido dele, com aquela calma perigosa que eu nunca tinha visto antes:
— Se eu descobrir que você andou falando o que não deve… eu mesmo vou resolver o problema. Entendeu?
O peão apenas assentiu, pálido. João soltou o braço dele e deu um tapinha no ombro, como se nada tivesse acontecido. Mas eu vi. Vi o jeito como o homem tremia depois.
E então eu vi algo que me gelou o sangue.
Na cintura do João, parcialmente escondida pela camisa xadrez aberta, havia uma pistola preta. O coldre de couro escuro contrastava com a pele morena dele. Eu nunca tinha visto meu marido armado. Nunca. Aquela imagem ficou gravada na minha mente como uma marca queimada.
Durante o resto do dia, eu não conseguia tirar os olhos dele. João andava pela casa com uma postura que eu não reconhecia — ombros retos, olhar atento, voz baixa e cortante. Cada ordem que dava era dada com uma calma fria que assustava. Ele não gritava. Não precisava. As pessoas ao redor dele simplesmente obedeciam, com medo evidente no rosto.
Eu me sentia cada vez menor. Mais vulnerável.
À noite, depois que os homens foram embora e João subiu para tomar banho, eu saí para a varanda dos fundos. Ele já estava dormindo pesado no quarto — ou fingindo que dormia. Eu precisava de ar. Precisava ficar longe dele, mesmo que fosse só por alguns minutos.
Sentei-me na cadeira de madeira velha, olhando para a escuridão infinita do cerrado. O silêncio era absoluto. Só o vento quente balançando as árvores e o canto distante de cigarras.
Foi quando ouvi passos leves na grama seca.
Adriano apareceu na penumbra da varanda. Estava limpo, com uma camisa social clara aberta no peito, mostrando parte do tórax definido e escuro. Nas mãos, segurava uma única flor vermelha, selvagem e bonita, colhida do cerrado.
Ele parou a alguns passos de mim, com um sorriso educado, quase cavalheiresco.
— Boa noite, dona Cristiane.
Meu coração deu um salto violento. Senti um calor traiçoeiro subir pelo ventre. Minhas coxas se apertaram uma contra a outra involuntariamente.
— O que você está fazendo aqui, Adriano? — perguntei, tentando manter a voz firme, mas ela saiu mais fraca do que eu queria.
Ele estendeu a flor vermelha para mim, com um gesto lento e respeitoso.
— Trouxe isso pra você. Seus cabelos loiros são lindos… parecem fios de ouro quando a luz da lua bate neles. E o jeito que você anda por essa casa, com esse corpo… é impossível não reparar. Você é uma mulher muito bonita, Cristiane. Mais bonita do que deveria ser pra viver sozinha nesse fim de mundo.
As palavras foram ditas com educação, quase como um cavalheiro antigo, mas o olhar que acompanhava era puro desejo masculino. Eu senti meus mamilos endurecerem contra o tecido fino do vestido. A buceta latejou uma vez, forte, molhando a calcinha.
Peguei a flor com a mão trêmula.
— Adriano… você não pode ficar aqui. O João está dormindo lá em cima. Por favor, vai embora.
Ele inclinou a cabeça ligeiramente, ainda sorrindo.
— Como quiser. Boa noite, Cristiane.
Virou-se e desapareceu na escuridão do cerrado, silencioso como uma sombra.
Fiquei sentada na varanda, sozinha, segurando aquela flor vermelha. O cheiro doce dela subia até meu nariz. Passei os dedos pelas pétalas macias, o corpo ainda quente da presença dele.
E então veio o momento de clareza assustadora.
Eu estava desejando o filho do meu próprio marido.
Desejando o garoto que carregava o sangue de João nas veias. Desejando aquele pau enorme que eu tinha visto batendo punheta enquanto olhava para a buceta da Aline. Desejando o enteado secreto que me olhava como se quisesse me devorar.
As lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto sem que eu conseguisse controlar.
O terror tomou conta de mim de forma brutal, real.
“Estamos no meio do nada”, pensei, olhando a escuridão infinita ao redor. “Aqui não tem vizinho. Não tem rua. Não tem câmera. Não tem polícia por centenas de quilômetros. Se o João descobrir que eu desejo o Adriano… se ele descobrir que eu sei de tudo… ele pode me matar hoje mesmo. Pode me dar um tiro, enterrar meu corpo em qualquer buraco desse cerrado e depois inventar que eu fugi com outro homem. Que eu abandonei ele e o Lucas. Ninguém nunca encontraria meu corpo. Ninguém viria procurar. Ele diria que eu fugi com um peão qualquer… e todos acreditariam.”
Apertei a flor com tanta força que quase esmaguei as pétalas.
O medo era sufocante.
Mas o tesão… o tesão continuava lá, latejando entre minhas pernas, fazendo minha buceta ficar cada vez mais molhada só de lembrar da voz educada do Adriano elogiando meus cabelos loiros.
Fiquei ali, sentada na varanda escura, chorando baixinho enquanto apertava a flor vermelha contra o peito.
Eu estava presa.
Preso entre o desejo proibido e doentio pelo filho do meu marido e o terror real de que o próprio João pudesse me matar e fazer meu corpo desaparecer para sempre no cerrado.
João tinha saído antes do amanhecer com o Rubens. Lucas e Adriano também tinham sumido sem dizer para onde iam. Eu estava sozinha. Ou pelo menos era o que eu achava.
Caminhei devagar pela trilha de terra que contornava a casa, o vestido leve de algodão colando nas minhas coxas torneadas por causa do suor matinal. Meus seios médios balançavam a cada passo, sem sutiã, os mamilos roçando o tecido. Eu tentava respirar fundo, mas minha cabeça não parava de girar.
Foi quando passei perto do galpão velho, aquele que ficava meio escondido atrás das árvores, que ouvi vozes baixas. Conversa sussurrada. Risadas abafadas.
Meu coração acelerou. Eu conhecia aquelas vozes.
Me aproximei devagar, o corpo colado na parede de madeira velha. Havia um buraco pequeno entre duas tábuas, do tamanho de uma moeda. Espiei.
Meu Deus…
Lá dentro, sob a luz fraca que entrava pelas frestas do telhado, estavam Lucas e Adriano. Os dois já com as calças abaixadas até os joelhos. Os paus enormes, duros como pedra, brilhando de pré-gozo. Eles batiam punheta devagar, com movimentos firmes, os sacos pesados balançando.
E na frente deles, ainda vestida, estava Aline.
Ela usava um vestido florido leve, daqueles bem soltos do interior. O tecido fino marcava os seios grandes e a curva da bunda. Ela olhava para os dois com um sorriso safado, quase maternal, mas cheio de desejo.
— Só olhando hoje, meninos… — murmurou ela, a voz rouca. — Não quero complicação.
Lucas, meu filho, respirava pesado, a mão subindo e descendo no pau grosso.
— Só olhando não tá dando mais, tia Aline… — disse ele, a voz carregada de tesão. — Deixa a gente sentir um pouco.
Adriano, ao lado dele, sorriu de canto, o pauzão preto latejando na mão.
— É… a gente tá louco pra mais, mãe.
Aline riu baixinho, um riso nervoso e excitado. Ela olhou para os dois paus enormes, depois mordeu o lábio inferior.
— Vocês são impossíveis… — sussurrou.
Então, sem dizer mais nada, ela segurou a barra do vestido florido e puxou para cima, tirando-o pela cabeça num movimento lento. Estava completamente nua por baixo. Sem calcinha. A buceta rosada, com os pelos pretos bem aparados, brilhava de umidade. Os seios grandes e pesados balançaram livres, os mamilos escuros já duros.
“Eita mulher que anda sem calcinha…”, pensei, o coração martelando no peito. Meu corpo inteiro esquentou. Senti vergonha de estar ali, espionando, mas não consegui me afastar. Minhas coxas se apertaram, a buceta latejando contra a calcinha.
Aline se aproximou dos dois, ainda de salto baixo, o corpo branco contrastando com a pele escura dos garotos. Ela se ajoelhou devagar na frente deles, o vestido florido jogado de lado no chão sujo do galpão.
— Então… vamos fazer assim — disse ela, a voz baixa e provocante. — Eu chupo vocês dois… mas só na boca. Nada de buceta hoje.
Lucas gemeu alto, o pau dando um pulo na mão.
— Porra, tia… tá bom.
Adriano segurou o próprio pau pela base, apontando para a boca da mãe.
— Chupa, mãe… chupa gostoso.
Aline não hesitou. Segurou o pau do Adriano primeiro, a mão pequena mal conseguindo fechar em volta da grossura. Lambeu a cabeça rosada devagar, saboreando o pré-gozo, depois abriu a boca e engoliu metade do comprimento. O barulho molhado encheu o galpão. Adriano gemeu, segurando os cabelos dela.
— Isso… assim… que boquinha quente…
Enquanto chupava o filho, Aline esticou a outra mão e começou a masturbar o Lucas, que gemia ao lado, o pau grosso pulsando na mão dela.
Eu mal conseguia respirar. Meu vestido estava grudado no corpo. Senti meus seios pesados, os mamilos duros roçando o tecido. Desci a mão devagar pela barriga até entre as pernas, tocando por cima do vestido, sem conseguir me controlar.
Aline alternava. Chupava o Adriano fundo, garganta trabalhando, saliva escorrendo pelo queixo, depois virava e engolia o pau do Lucas com a mesma fome. Os dois garotos gemiam, xingavam baixinho, os quadris se movendo, fodendo a boca dela devagar.
— Caralho… sua boca é melhor que buceta… — grunhiu Lucas.
Aline tirou o pau do Lucas da boca com um estalo molhado, saliva brilhando nos lábios.
— Vocês querem minha buceta, né? — perguntou ela, a voz rouca, olhando para cima com olhos brilhantes. — Mas hoje não. Quem sabe mais tarde…
Eles insistiram, os paus latejando na frente do rosto dela.
— Por favor, tia… só um pouco…
— Mãe… deixa eu meter só a cabeça…
Aline balançou a cabeça, sorrindo safada.
— Não. Hoje vocês gozam na minha boca. Os dois. E depois do almoço… lá em casa… duas da tarde. A gente combina direitinho. Tudo bem pra vocês?
Os dois assentiram, ofegantes.
— Tudo bem… — responderam quase juntos.
Aline voltou a chupar com mais força. Alternava os dois paus, fundo na garganta, mão trabalhando no que não cabia na boca. Os gemidos dos garotos ficaram mais altos, mais urgentes. Os corpos suados brilhando na luz fraca.
Lucas foi o primeiro. Segurou a cabeça dela com as duas mãos e gozou com um gemido rouco, enchendo a boca da Aline de porra grossa. Ela engoliu, os olhos semicerrados, sem desperdiçar uma gota.
Adriano veio logo depois. Empurrou o pau até o fundo da garganta da mãe e explodiu. Aline engoliu tudo, o pescoço trabalhando, um fiozinho branco escorrendo pelo canto da boca.
Ela limpou os lábios com as costas da mão, sorriu para os dois e disse baixinho:
— Agora vão. E não esqueçam… duas da tarde lá em casa.
Os garotos guardaram os paus ainda semi-duros, puxaram as calças e saíram do galpão pela porta dos fundos, rindo baixinho.
Eu fiquei ali, encostada na parede de madeira, o corpo inteiro tremendo. A buceta encharcada, latejando. Os mamilos duros. A mente girando.
Eles iam se encontrar de novo à tarde. Na casa dos caseiros. Às duas horas.
Eu já sabia o que ia fazer.
Ia voltar para casa, fingir que nada tinha acontecido… e, quando chegasse a hora, ia me esconder de novo.
Porque eu precisava ver até onde eles iriam.
Porque eu estava ficando louca.
Porque, mesmo com todo o medo, todo o perigo, todo o segredo podre que cercava aquela fazenda… eu não conseguia mais parar de desejar.