Takeshi era um Ronin, um Samurai sem mestre, condenado a vagar sem rumo e sem destino; pelos vilarejos que passava conseguia alimento e um leito graças aos monges caridosos que se apiedavam dele e de sua sina dolorosa. Takeshi jamais se casou e nunca teve filhos, pois achava uma enorme responsabilidade de gerar e gerir uma prole e também uma família, então lhe restou apenas a solidão. Nessa trilha, ao chegar em um povoado situado aos pés de um templo ele foi gentilmente acolhido por um monge cujo filho era responsável pela proteção do lugar, cujo nome era Sota; o rapaz era um renomado lutador de Sumô e depois de ter a honra de servir ao Shogun Tokugawa, retornou à sua terra natal para permanecer ao lado de seu pai e mentor.
De imediato Takeshi e Sota sentiram uma proximidade emocional que os arrebatara de uma forma única e inexplicável, impondo que o Ronin permanecesse naquele lugar por mais tempo do que o esperado movido pelo desejo de permanecer ao lado do seu novo amigo e confidente. Em uma noite quente Takeshi, não conseguindo dormir, foi até o lago próximo da estrada que dava para o Templo, despiu-se e mergulhou mitigando seu calor imerso na água fria e reconfortante. Nadou e flutuou com o corpo aliviado e a mente tranquila até pressentir uma presença espreitando; calmamente ele nadou em direção da borda doo lago, até atingir a pequena praia de cascalhos onde mesmo nu mostrou a agilidade felina de um guerreiro tomando sua katana fincada entre pedregulhos saltando em gestos precisos até a ponta de sua espada encontrar o rosto assustado de Sota que se manteve imóvel tomado por um temor paralisante.
Imediatamente, Takeshi baixou a guarda e relaxou abrindo um sorriso para o amigo lhe pedindo desculpas pela reação abrupta; enquanto se aproximava o Ronin percebia o olhar fixo do amigo em seu membro, cujas dimensões, mesmo em estado de repouso eram inquietantes. Por um momento, Takeshi hesitou em agir com impetuosidade temendo que a reação de Sota pudesse tornar tudo um desagradável engano, mas esse receio foi dissipado quando Sota se pôs em pé livrando-se de suas vestes passando a exibir sua nudez diante do amigo. O lutador de Sumô tinha um corpo mesclado de músculos e massa corpórea densa bem distribuída em relação à sua altura com peitos proeminentes dotados de minúsculos mamilos intumescidos, uma barriga de flacidez mediana que encimava o ventre liso onde pendia um membro desproporcionalmente pequeno e encolhido que o rapaz manipulava com gestos açodados.
E a nudez de Sota despertou a libido que jazia amortecida dentro do Ronin ensejando uma ereção pujante erguendo o membro e inflando suas dimensões; Sota engoliu em seco ao vislumbrar diante de seu olhar pasmo o instrumento grosso e rijo pulsando como se tivesse vontade própria e num gesto impulsivo ele foi ao encontro de Takeshi pondo-se de joelhos diante dele e tomando o membro em uma das mãos aplicando uma massagem lenta explorando todo o potencial do que jazia em sua mão trêmula e que logo o conduziu para dentro de sua boca ávida; Takeshi se contorcia tomado pela experiência sensorial inusitada que encerrou um longo período de ausência de prazer vibrando por todo o seu corpo.
Sota não poupou esforços em conceder ao Ronin o prazer de que fora privado havia anos e somente deu-se por satisfeito quando ele retesou os músculos em um espasmo vigoroso que culminou em um gozo caudaloso enchendo a boca do sumotori com uma carga quente e espessa de sêmen; Takeshi não conseguia controlar as reações corporais involuntárias segurando a cabeça de seu parceiro até despejar a última gota de seu néctar experimentando um delicioso esvaziamento. Quando tudo chegou ao fim ambos se entreolharam com expressões ambíguas, porém mais eficazes que mil palavras, pelas quais exploravam visualmente a nudez de seus corpos glabros e alvos; coube a Sota tomar a iniciativa tentando verbalizar uma justificativa para o que acabara de acontecer, mas ao tentar fazê-lo foi impedido pelos dedos do Ronin selando seus lábios. Um beijo desavisado seguido de um abraço caloroso tomou o lugar de palavras desnecessárias. Era alta madrugada quando se vestiram retornando ao povoado emudecidos e pensativos. Pela manhã evitaram olhares comprometedores diante do monge que sorria com discrição parecendo saber de algo mais.
Na noite seguinte, logo após o jantar, Takeshi se recolheu ao pequeno celeiro dizendo-se cansado e sonolento e sobre o estrado coberto por palha e lã ele se deitou nu tendo na memória a aventura desfrutada com Sota imaginando a possibilidade de que aquela não fosse a única experiência que ambos poderiam usufruir e não demorou a cair em um sono pesado do qual foi extraído com uma presença inesperada. Ajoelhado ao lado da cama Sota se deliciava com o membro do Ronin que graças aos carinhos orais e manipulações se apresentava alerta e ereto; e mais uma vez o sumotori se apeteceu do sabor do membro enrijecido dentro de sua boca executando manobras orais destinadas a conceder ao Ronin um novo êxtase tão intenso quanto o anterior.
Entretanto, Takeshi não conseguia conter o ímpeto de tomar o controle da situação submetendo seu parceiro a um outro nível de prazer sensorial e por conta disso desvencilhou-se do domínio oral trazendo Sota para a cama pondo-o de quatro sobre ela passando a desfrutar da visão inquietante do enorme traseiro roliço do seu parceiro cujo delineamento parecia não ser deste mundo. Era uma estonteante combinação de músculos glúteos com nádegas em perfeita simetria com uma delicada curvatura no final superior do rego operando a ideia de um vale insinuante dentro do qual um orifício jazia intacto a espera da chave que o abriria num defloramento repleto de expectativas; ambos tinham a respiração acentuada tomados por uma libidinosa ansiedade que tornava o ambiente ainda mais imerso em luxurioso desejo. Takeshi ensanduichou seu membro enrijecido entre as nádegas roliças enquanto Sota de movimentava esfregando o bruto para cima e para baixo, gesto que se prolongou com o Ronin não contendo gemidos de excitação ao mesmo tempo em que apertava a cintura do sumotori tencionando impedir que ele recuasse do inevitável.
Decorrido algum tempo dessa preliminar enlouquecedora, coube ao Ronin tomar posição para a primeira investida estocando com movimentos vigorosos que não demoraram em surtir o resultado almejado com o bruto laceando o pequeno orifício corrugado impondo que ele permitisse sua invasão pelo aríete que socava com insistência arregaçando o selo deixando-o impiedosamente estufado; quando, por fim, Takeshi concluiu o empalamento ambos quedaram-se inertes com as respirações acentuadas e corpos já suados, saboreando um momento especial que os unia ainda mais. E assim os movimentos se intensificaram beirando uma delirante cópula onde os corpos operavam uma sincronia que beirava a perfeição imaginada, porém jamais concebida imersa em um clima de absoluta luxúria alucinante.
Tanto Takeshi quanto Sota pareciam dotados de uma energia infindável que fustigava seus corpos alimentando suas almas, sendo que mesmo após um início doloroso o sumotori agora experimentava um indescritível prazer que também operara uma ereção de seu pequeno membro cuja pulsação o deixava alucinado sentindo o corpo sacolejar a cada estocada do macho impondo que ele gemesse baixinho proferindo palavras desconexas; a excitação tomava conta do ambiente envolvendo os parceiros que se viam imersos em um prazer tão alucinante que chegava a turvar seus sentidos como se uma força superior impusesse o ritmo a cadência da cópula que perseverou impressionante alheia ao tempo e espaço como se a única coisa que importasse era conceder a eles uma experiência sensorial única, especial e inesquecível.
Por fim, Takeshi viu-se enredado por um clímax inexorável que culminou em um jorro encharcando o selo corrompido do sumotori que por sua vez também experimentou um gozo profuso e simultâneo pondo os amantes em fragorosa, mas deliciosa derrota, sendo que após o gozo avassalador ambos permaneceram engatados incapazes de se desvencilhar mais por vontade própria que por conta do domínio sensorial em que foram impelidos por vontade predestinada. Um pouco mais tarde, já de madrugada, Takeshi e Sota sucumbiram ao cansaço extenuante caindo em sono profundo com o sumotori envolvendo o Ronin que estava de costas com seu corpo num abraço quente e carinhoso …, e somente quando a leve brisa da manhã esmaecida soprou dentro do celeiro é que ambos foram extraídos da dormência que fora o preço cobrado pelo prazer concedido. Uma preocupação obscureceu momentaneamente suas mentes e seus espíritos, mas eles sabiam que não havia como ocultar o que seus corpos exibiam de maneira implícita e que impregnavam suas mentes sob a forma de uma luxuriosa lembrança.
Assim que se levantaram caminharam nus até a orla do lago onde se refrescaram por algum tempo retornando ao casebre ocupado pelo monge que os aguardava com a primeira refeição do dia; Sota sorveu tudo como um verdadeiro esfomeado diante dos olhos surpresos do Ronin e a expressão jocosa do monge que ainda se mantinha em silêncio. Finda a refeição, Takeshi anunciou que em breve partiria, agradecendo a acolhida do monge que espiou o rosto do filho com o canto dos olhos percebendo a aflição impactante que a notícia lhe causara. O monge também fitou o rosto do Ronin notando uma certa hesitação ao proferir aquelas palavras e quebrando o silêncio decidiu por intervir na situação afirmando que separados eles jamais alcançariam a felicidade sugerindo que eles buscassem ajuda no Templo.
Mesmo incrédulo pela sugestão, Takeshi seguiu Sota até o Templo onde um monge os esperava e que os conduziu a uma dependência isolada nos fundos da edificação. “Deixem que os mestres ancestrais lhe digam o que fazer …, até lá permanecerão aqui!”, vaticinou o anfitrião antes de selar a porta do recinto; por horas a fio Takeshi e Sota meditaram buscando uma resposta para a pergunta que assolava suas almas principalmente seus corpos. Dois dias se passaram sem que eles obtivessem a resposta libertadora e no final da tarde algo aconteceu quando receberam o desejum noturno; foi um toque sutil de mãos que eletrizou seus corpos fazendo com que se entregassem mais uma vez ao domínio da luxúria; em poucos minutos ambos estavam nus com Sota de joelhos tomando o membro rijo do Ronin em sua boca alternando sugadas vorazes com lambidas obstinadas.
Não demorou muito para que o sumotori estivesse de quatro com Takeshi separando suas nádegas linguando o rego em uma preliminar alucinante que fazia Sota gemer e suspirar sem parar. Tomado por um desejo primal, Takeshi tomou posição e bastaram duas socadas entusiasmadas para que enterrasse seu membro dentro de Sota que gemeu não de dor, mas de um prazer indescritível; sem trégua o Ronin passou a desferir estocadas cada vez mais rápidas e profundas deliciando-se com a visão do corpo de formas abundantes de seu parceiro chacoalhar num ritmo quase sincronizado causando uma excitação delirante e desmedida que o dominava com a sensação de posse sobre o sumotori que não apenas lhe servia, mas naquele momento lhe pertencia sem temores ou pudores hipócritas. Foi uma cópula anal tão delirante que parecia possuir vontade própria com absoluto controle sobre a vontade dos parceiros envolvidos cuja mente permanecia turvada pela excitação.
Finalmente o gozo eclodiu num rumoroso esvaziamento que ao mesmo tempo encharcava as entranhas do sumotori que não conseguia controlar os gemidos esfuziantes acompanhados por palavras sem sentido balbuciadas numa espécie de rosário delirante. Com o membro ainda exibindo uma rigidez claudicante pulsando dentro de Sota este usufruiu de um orgasmo involuntário estimulado pela deliciosa sensação de se sentir aprisionado pelo Ronin. Pouco depois estavam deitados sobre o tatame ainda úmido de líquidos e suores quando a porta do recinto se abriu fazendo surgir o monge que os trouxera até ali e que estava acompanhado pelo pai de Sota. Os dois amantes mal tiveram tempo de esconder seus corpos com as vestes num inútil tentativa de ocultar o que estava escancarado. O velho monge quebrou o silêncio dizendo que eles deveriam partir imeditamente, pois caso fossem descobertos sofreriam as consequências de seus atos. Ele acrescentou que havia uma residência fortificada pertencente a um Daimiô muito influente que os acolheria sem perguntas.
Naquela mesma noite, Takeshi e Sota partiram em direção ao destino indicado pelo velho monge que ao se despedir do filho lhe concedeu uma benção especial alertando o Ronin que a partir daquele dia a preservação da integridade de Sota lhe pertencia e que cabia a ele velar pela segurança de ambos; após um aceno de cabeça ambos partiram em busca de uma nova oportunidade de vida desfrutada por ambos, porém com a certeza de que seu envolvimento carecia permanecer na escuridão para que não lhes trouxesse problemas indesejáveis. Assim o Ronin ganhou um novo senhor e o Sumotori uma nova função como membro da guarda pessoal do líder local. Juntos, Takeshi e Sota enfrentaram muitas batalhas sempre cuidando um do outro e evitando que sua intimidade fosse devessada revelando o elo que os unia.
