Meu Fã Clube K.E.P. 5 = 🎵Será Que Meu Destino é Te Amar🎵

Da série Superstar
Um conto erótico de Kelly
Categoria: Heterossexual
Contém 3763 palavras
Data: 29/04/2026 01:47:23
Última revisão: 29/04/2026 01:56:15

Com o tempo que passava meu relacionamento às escondidas com o Christian continuava, mas também minha agenda de shows, não sou uma mega celebridade, sou uma celebridade de internet em transição para uma celebridade, mas é claro, a diferença, está se tornando cada vez menor, conforme patrocinadores, investem mais em mim, meu primeiro disco, já tendo saído, começa a vender mais e mais, conforme minha popularidade aumenta.

De qualquer forma, eu estava para fazer algo grande, algo que mudaria a forma como me vêem. Mas como disse para o Christian no ônibus, eu vim para fazer faculdade em primeiro lugar, então fui fazer as provas do vestibular e devo dizer que fui muito bem na prova e isso me deixou super feliz, tão feliz, que eu liguei para ele e perguntei se podíamos nos ver, “Claro, eu adoraria ver você, mas estou em casa, hoje e sozinho, quer vir aqui?”, eu sorrio, “Claro.”, ele me passa o endereço e eu chamo o carro, já não dava mais para ir de transporte público praticamente só estava usando Uber Executivo.

Apesar de me sentir claustrofóbica dentro de carro, estava tendo que me adaptar… Eu estava com roupas simples, nem roupas de sair nem roupas de show, era só uma calça jeans comum, justa, uma camiseta mais folgada, brincos simples, um batom vermelho, unhas de um turquesa e tênis.

Fui direto para a casa dele, a casa era bem bonita e bem grande na região do Alto da Lapa, uma região de classe média alta, eu sorri, quando ele atendeu o portão, no final de um grande lance de escadas, trocamos um beijo e logo subimos, onde ele já me ofereceu água e refrigerante, ele estava com a TV ligada.

A casa é muito linda construída em cima da garagem com um quintal grande, uma sala enorme que é uma sala no final do grande retângulo e uma sala de jantar no começo perto da porta de entrada, acima ele me diz que ficam os quartos e um banheiro com chuveiro a suite dos pais tem banheira, embaixo tem a cozinha e um banheiro.

“Onde estão seus pais?, pergunto curiosa, “Eles estão na casa de praia.”, eu sorri, “Nossa que saudade de praia.”, “Posso te levar qualquer dia.”, fico vermelha, “Eu iria amar.”, ficamos um tempo comemos um lanche, depois ouvindo música, trocando amorzinho e carinho na sala, nem um dos dois estava exatamente querendo sexo, eu principalmente, posso falar que só pensava em ficar na presença dele.

Como falei em outro conto, nossas noites, tendem a ser poucas e avassaladoras, ou pequenos encontros rápidos, mas normalmente, também ficamos só de amorzinho por aí… E então a campainha toca, ele se levanta curioso e vai ver quem é, depois de um tempo sobe ele e uma garota, um pouco mais velha, que nós dois, ou melhor um pouco mais velha que ele, já que eu sou bem mais nova, como descobri no ônibus.

“Kelly essa é a minha prima Bárbara.”, “Prazer.”, eu cumprimento com um pequeno aceno, “Bárbara essa é a minha amiga Kelly.”, “Prazer.”, eu sorrio um pouco sem jeito ao ser chamada de amiga, após as coisas que já passamos, mas a verdade é que realmente não conversamos sobre o que está acontecendo, estamos só curtindo, o que me faz pensar no carro…

Seria melhor se continuasse assim, só curtindo, ele pode se machucar muito se vier a se apaixonar por mim, mesmo eu achando que posso estar amando esse homem, eu me pergunto se devo seguir em frente… Até que Bárbara me tira do devaneio.

“Espero que cuide do meu primo japinha.”, eu dou risada, “Eu não sou japonesa, eu sou índia.”, ela olhou confusa para mim, “E índio têm o zóio rasgado que nem japonês?”, eu fico um pouco sem jeito, mas faço que sim com a cabeça, ela fica sem jeito, “Enfim, cuida do meu primo, porque ele merece ser tratado bem.”, eu sorrio e faço que sim com a cabeça, “Eu prometo cuidar sim.”, ela faz uma cara de quem não acredita.

Estávamos conversando os três, mas eu via a postura da Bárbara, mais e mais de quem quer falar algo e não quer, até que Chris saiu para ir buscar pastel para nós, “Kelly, você é famosinha né? Tipo nada contra, mas precisa ficar postando fotos meio nua?”, eu dei risada, “É só trabalho.”, “Bom ser puta, também é trabalho.”, eu fico meio sem jeito, vermelha, “Aí você está me ofendendo.”.

“Desculpa, nem é a intensão ofender, só que têm jeitos melhores de chamar a atenção…”, ela está definitivamente me irritando e não quero ir nessa direção, não vou discutir, “Te entendo, mas são puramente trabalho.”, tento encerrar o assunto de forma dura, mas ela muda o foco e consegue ser pior, “Se bem que vocês índios gostam bastante de ficar sem roupas né? Tipo nada contra e também é mais fácil já que pelos livros de história pegar no batente pesado também não é com vocês.”, eu resolvo ser mais direta.

“Bárbara, eu realmente não acho que minhas fotos sejam da sua conta!”, ela tinha conseguido me irritar e me tirado da minha postura defensiva, eu vejo o seu sorrisinho, antes dela dar uma alfinetada que iria mudar tudo, “Já pensou como vai ser quando o Chris cair na real?”, eu olho para ela confusa, o que a faz rir, “Pelo visto não. A patricinha está tão encantada pelo negão que não pensou em como vai ser quando os mundos colidirem.”, eu respiro fundo e desvio o olhar.

“Meu primo é o elo mais fraco dessa história Kelly, você sabe disso, ele é quem mais têm a perder com esse seu divertimento.”, ambas olhos nos olhos, “E eu sei que zóio rasgado que nem você não se importa com ninguém.”, eu reviro os olhos pronta para responder quando o Christian chega…

Começamos a comer pastel e beber caldo de cana, mas estava um climão, não tinha como evitar isso, eu pensativa, Bárbara e Chris conversando, ela conseguiu mudar o assunto como se fosse uma chave de contato, mas o Chris me conhece o suficiente, “O que foi Kellyzinha?”, eu sorrio um sorrisinho ensaiado que eu sei que não engana ele, “Nada não anjo, estou bem.”, Bárbara dá um risinho de triunfo, “Acho que ela só está caindo na real.”, o Chris olha de uma para a outra, parece entender algo.

“Bárbara deixa ela.”, ele diz e eu sorrio um pouco sem jeito, “Estou falando Chris vai dar merda, vocês são de mundos muito diferentes.”, ele fica irritado, “Bárbara eu sei como você se sente mas a vida é minha.”, “Caralho Christian acorda essa patricinha zóio rasgado vai te fazer de trouxa!”, eu me irrito de vez, “ME DEIXA QUIETA BÁRBARA”, eu acabei gritando e isso foi bem ruim.

Os dois discutem mas eu nem estou mais prestando atenção chorando, quando ela sai xingando, eu olho para ele e o abraço, deitando minha cabeça no peito dele, depois me afasto para olhar para ele, sua bermuda preta, os chinelos brancos, uma regata de exercício azul, guardando cada pedacinho para caso isso seja um Adeus, olho para os cachinhos que me encantam a barba que mexe comigo, eu sorrio.

“Kelly não vai… Vamos fazer algo?”, eu olho para ele e sorrio, contendo minhas emoções, “Eu… Nós estamos indo um pouco rápidos, talvez seja melhor pensar antes de dar esse passo.”, ele para e olha pra mim, parece entender, mas se faz de confuso, ele está fugindo desse assunto e eu também queria fugir, “Do que está falando Kelly?”, ele me perguntou, tentando conter o que sente.

“O que nós somos Christian?”, ele olha para mim, “Ami…”, ele para a palavra na metade, olhando nos meus olhos, sem dúvida, lembrou que acabou de me apresentar assim para a Bárbara também, eu sorri, vendo como ele lida com isso, “Se vamos ser algo mais é melhor pensar… Mas…”, a linha que eu não queria cruzar, minha boca para aberta eu olho nos olhos dele e fico vermelha, ‘Te amo’, penso mas não digo.

“Melhor ir indo.”, eu anuncio, “Kelly deixa eu te levar para casa?”, eu olho em volta e respiro fundo, faço que sim com a cabeça, logo já estamos no carro dele, seguindo pela marginal enquanto eu penso em tudo, olhando para fora, enquanto ele dirige focado, a música na rádio, nem um dos dois querendo falar mais do que o necessário. O medo de dizer mais do que quer…

Quando chegamos na porta do meu condomínio, as torres de luxo pareciam muito mais opressoras agora, depois de ter ouvido o que a Bárbara queria dizer, eu olho para o Chris, ainda tinha esperança, que ele dissesse algo, qualquer coisa, que ele me desse algum sentimento de estar segura, de estar pisando em solo firme, ele percebe meu olhar e sorri, eu sorrio de volta.

“Kelly eu preciso dizer uma coisa…”, eu olho para ele, sinto minha iris dilatando, minha respiração muda de leve, expectativa, ansiedade, “Não liga para a Bárbara, ela só está preocupada por coisas que aconteceram, ela não te conhece tah?”, eu faço que sim com a cabeça, não era o que eu esperava, mas ao menos, é uma tentativa de algo…

“Tah bom.”, eu respondo, um pouco manhosa, mas bem, “Eu te entendo que precisamos ir mais devagar, mas quero continuar o que já temos.”, meu coração dá um pulo de alegria, que eu mal consigo me conter de sorrir, “Está bem, combinado.”, eu sorrio e respondo, ele parece satisfeito, então nos beijamos, eu sorrio para ele, ‘Isso é bom… Eu aguento, ele não…’, repito para mim mesma a frase do dia do motel no carro.

Mas depois que vejo o carro dele seguir, quando olho para o condomínio, sinto com força as palavras da Bárbara, são mundos tão diferentes, eu deveria ter visto isso antes, não sei se é justo com ele arrastar ele para cá, sinto peso nos meus ombros, enquanto entro no condomínio, caminhando pelos salões, sabendo que as pessoas ainda não se acostumaram com a indiazinha vivendo aqui e isso atrai olhares, mas subo para meu refúgio.

O cantinho que o Alberto preparou para mim, nossa cobertura de oito milhões de reais, onde vivo, trabalho e relaxo entre os shows, ao menos aos poucos, estão começando a me reconhecer, isso é bom e mau, bom porque pararam de olhar como se perguntassem porque têm uma índia no seu prédio, mau, porque sempre têm alguém, querendo uma foto, uma conversa, uma indicação, como se eu pudesse ajudar suas filhas, sobrinhas e etc, a assinarem com a Globo.

… … … … … … … … …

Na segunda-feira com a volta dos ensaios da Coelha Primordial, eu cantava mas me faltava concentração no estúdio de casa, tentando manter o ritmo da música e a letra, mas constantemente me faltava a voz, peguei um tempo e fui beber água na cozinha, logo após o Alberto chega para falar comigo, vejo pela postura dele que o assunto é sério, mas eu também estava distraída e avoada.

“Kelly você está bem?”, “Estou sim, só um pouco distraída.”, “Quer descansar um pouco princesa, a última coisa que a gente quer é esgotar você.”, eu sorri, sempre protetor, sempre uma fortaleza para mim, mas aí pensei no Christian, pensei que talvez, eu não consiga escapar de entrar nessa discussão com o Alberto e não há muito o que vou conseguir fazer para impedir.

“Alberto…”, ele para e olha pra mim, curioso, esperando eu terminar o restante do raciocínio, “Não é nada, só pensando sobre os instrumentos da música.”, ele sorri olhando para mim, “Te entendo, bom,se quiser introduzir algum instrumento ou retirar algum é só me falar.”, eu sorrio com as bochechas vermelhas pensativa, “Ok, vou pensar melhor.”...

Após os ensaios eu resolvi descer para o condomínio, fiz minha academia, depois peguei uma sauna e marquei para uma massagem e tratamento estético, tudo dentro do condomínio, essas coisas academia, massagem, sauna, eu não preciso sair do prédio, também têm a área de jogos, mas não conheço ninguém do prédio, por enquanto ao menos, eu pego o elevador e subo de volta para a cobertura.

Eu e o Chris estávamos obvio mantendo o contato, como se nada estivesse acontecido, mas uma coisa tinha descido sobre nós, algo definitivamente estava presente, as palavras da Bárbara, não, nossa própria situação que a gente fingia não ver estava nos assombrando, havia muito pouco que qualquer um dos dois, pudesse ou realmente desejasse fazer quanto a isso, ‘porque no fundo está confortável para ambos.’, eu estou vivendo meu amor, silenciosamente e ele está comigo…

Eu queria acreditar que tudo ia ficar bem… Ao menos acreditar…

… … … … … … … … …

Estávamos em um shopping perto da marginal, caminhando tínhamos acabado de sair do cinema, comecei a andar com seguranças embora nem sempre, depende muito da rota e etc, SP é uma cidade grande, a única coisa é que só estou andando de carro executivo, não estou mais pegando transporte, Alberto, quer que eu ande com mais seguranças, mas, eu não quero perder a pouca privacidade que tenho.

“desculpa pela Bárbara Kelly ela… O pai dela trocou a mãe dela por uma japonesa e o filho…”, eu não deixo ele terminar, “Eu sou índia Chris, mas tudo bem, estou ok com o que houve.”, ele abaixa a cabeça pensativo, “Ela te machucou não era para isso ter acontecido, queria que conhecer minha família fosse mais fácil.”, respiro fundo, ‘Você me machucou tão mais...’, penso, mas não digo.

“Não se preocupa com isso Chris, estamos bem e nos divertindo, certo?”, a verdade é que se ele não têm sentimentos por mim, talvez, seja melhor, embora doa um pouquinho, mas é melhor assim, ele sorri percebendo que algo mudou, “Kelly, eu só quero que você entenda, que minha família está meio super-protetora, porque tive um final de romance bem complicado da última vez.”, eu fico pensativa olhando para ele.

“Eu fui traído e fiquei bem mal e acho que eles têm medo que aconteça de novo.”, por impulso eu abraço ele, vendo que o assunto está entristecendo ele, apertando ele no abraço, “Eu não vou te machucar, eu.. Prometo que vou me esforçar para não te machucar.”, ele sorri e acaricia meus cabelos, “Eu acredito.”, eu me pergunto por dentro se esconder o Alberto já não é traição suficiente, mas afasto esse pensamento.

“Eu não te trairia Chris, só espero não me tornar o que sua prima espera.”, ele dá risada, “Não vai… Aliás, sua última foto está incrível sabia?”, eu dou risada, vermelha, “Muitos likes…”, basicamente uma foto com o biquíni fio dental, o na piscina deitada de bruços, pega todo o ângulo do meu corpo, inclusive o biquini desamarrado nas costas… “Sua prima deve ter me chamado de nomes interessantes, para você trazer esse assusnto agora.”, ele dá risada e fica sem jeito.

“Eu só pensei que te achei bem sexy, eu não penso como ela.”, eu sorri, “E o que você pensa Christian?”, ele sorri safado e se aproxima sussurrando no meu ouvido, “Que essa bundinha foi todinha minha e será de novo.”, agora eu me afasto dando risada, toda vermelha, dou um tapa no peito dele, sem jeito e sem força, ambos rimos, minha reação toda envergonhada.

“Você fica uma graça vermelha sabia?”, eu abro a boca, penso no que falar, sem jeito e vermelha, “Você é um safado.”, “Eu não era assim antes de conhecer uma indiazinha safada.”, “Ah paaaraaaaaaaa!!!”, falo e sai muito manhosa, muito mais manhosa do que pretendia, ele me abraça e minha respiração falha antes de ganhar um beijo que me faz derreter que nem sorvete, antes de continuarmos o passeio.

… … … … … … … … …

Uns dias depois, eu havia voltado para o apartamento da academia e sinto um clima diferente, Alberto estava sentado na sala esperando eu voltar, me acompanhando com o olhar e ali eu sabia que tinha feito algo errado, ou talvez, ele tivesse descoberto o que vinha fazendo de errado, o que dava quase na mesma, ‘não, será muito pior’, eu respiro fundo e resolvi fingir que não é nada de mais, com roupa de exercício, calça e top.

“Olá.”, eu cumprimentei deixando minha mochilinha no sofá, “Kelly quem é Christian mesmo?”, eu olho para ele, sinto o sangue gelar, toda tensa mas logo relaxo e fecho os olhos, “Você já sabe…”, eu não vou me fazer de sonsa, ou achar que ele burro, “Porque eu tive que descobrir isso por fotos suas na internet?”, eu respiro fundo, com a obviedade da pergunta, “Você também sabe.”, ele respira impaciente, ele está bem nervoso comigo, deveria ter levado isso em consideração, “Dá para parar de ser evasiva?”, eu sinalizo que sim com a cabeça.

“Quando pretendia me contar?”, eu olho para ele e resolvo tentar, “Contar como Alberto?, Como eu chego em você e falo que estou gostando de um cara negro?”, ele me olha e eu vejo a raiva que acabei de causar, “Você se saiu bem agora.”, eu dei uma risada nervosa, “Eu não escolhi!”, ele olha para mim, indignado, “Poxa Kelly, pelo amor de Deus, tinha que ser logo um cara negro?”, eu olho para ele sem esconder que fiquei com raiva pelo papinho racista dele, mesmo que isso possa ser afrontoso da minha parte, mesmo ficando em silêncio.

Mas foi nessa maldita hora que o meu telefone tocou, eu realmente não esperava e estava ali na Tela, Christian estava me ligando, eu tento pegar o telefone, mas o Alberto é mais rápido, conseguindo puxar ele antes de mim, “ALBERTO NÃO FAZ ISSO!”, eu grito, mesmo sabendo que não deveria, mas ele atende…

“ELA NÃO VAI MAIS ATENDER VOCÊ NÃO NEGÃO, VAI PROCURAR SUA TURMA E DEIXA A KELLY EM PAZ!!!”, e desligou de uma vez, “CARALHO ALBERTO PARA QUÊ!??”, eu falei sem pensar e o tapa que virou o meu rosto para o outro lado me fez voltar a razão do que tinha feito, Alberto já estava bravo comigo e eu não soube levar a situação.

Ele me puxou pelo braço até o quarto e me jogou sobre a cama, enquanto ele buscava o sinto, eu chorando abracei o travesseiro, amaldiçoando minha vida e minha boca que eu mesma não soube calar na hora certa, quando ele voltou eu só suportei minha punição…

… … … … … … … … …

Chorei muito por muito tempo no quarto, antes de cochilar, acordei sozinha no apartamento escuro, me levantei e fui tomar meu banho, minha bunda e pernas doíam, as marcas, vermelhas, estremeci chorando de novo no banho, não queria deixar o Alberto com raiva, eu exagerei, não queria deixar margem para que o Chris se machucasse e também falhei nisso.

Procurei meu celular e não encontrei em lugar algum, sem dúvida, estava com o Alberto, ele não ia deixar eu me desculpar com o Chris antes de falar com ele, respirei fundo e vou me arrumar, se ele está lá embaixo, pelo menos eu tenho uma chance de me desculpar, desço de legging, camiseta, tênis, sem maquiagem e um brinco simples de pedrinha.

Quando chego lá embaixo, ele está em um sofá, trabalhando no computador, ele me vê chegando e fecha o computador, colocando do lado se recostando, eu paro do lado dele, “Desculpa?”, eu sou a primeira a falar, a voz baixa e engolindo o choro, “Pelo quê?”, ele me pergunta, e eu já conheço todo o ritual obviamente… “Por ter gritado e falado palavrão para você.”, ele faz um sim com a cabeça, “Só isso?”.

“Desculpa não ter conseguido conversar direito com você… Me desculpa Alberto?”, eu olho para ele, ele olha para mim respira fundo, “Desculpo sim princesa.”, eu começo a chorar e me sento no colo dele com a cabeça no seu peito, sentindo os braços me envolverem de forma

protetora, a mão acariciando meus cabelos… “Eu não queria que fosse assim…”, ele suspirou. “Kelly me desculpa, eu exagerei com você, foi uma semana difícil, não queria ter descontado em você.”, eu olho para ele que acaricia meu rosto, onde deu o tapa.

“Eu amo ele Alberto, por favor não me impede de vê-lo.”, falo com voz de choro, ainda chorando nos braços dele que respira fundo desviando os olhos, “Não acho que vou conseguir te impedir.”, ele parece que já tinha chego as própria conclusões, eu relaxo, mas ainda chorando, “Como vamos resolver isso?”, eu pergunto, sem jeito, ele sorri.

“Que tal eu te levar para passear, aí você esfria a cabeça?”, eu dou uma risadinha magoada, ainda sentindo minhas pernas e bunda ardendo, “Você está tentando comprar minhas desculpas…”, eu falo com meu melhor tom de menina mimada, “Eu penso nisso como estou te compensando por ter exagerado que tal?”, eu olho nos olhos dele, “Estamos bem?”, sou eu quem pergunta, ele me aperta no abraço, “Eu acho que agi pior que você dessa vez, então sou eu quem deveria perguntar isso.”, eu sorrio olhando para ele, que limpa minhas lágrimas.

“Só espero que ele não magoe minha princesa.”, eu sorrio, “Eu também espero…”, sussurro… Depois disso subimos de novo, ele me devolveu meu celular, fomos para o cinema no JK e depois em um restaurante caro, a forma dele de ‘comprar minhas desculpas’, como eu tinha dito, mas… Não é como se um de nós fosse realmente, guardar mágoas do outro, é só um jeito de ser carinhoso para consertar o seu erro.

De um jeito ou de outro, não quero e não vou perder nem um dos dois, eles vão ter que se entender quanto a isso, eu não aceito perder nem um deles, mesmo que isso seja egoísmo com os dois… Esse era meu sentimento naquela noite.

Só não sabia o que futuro com o Christian me reservava, mas naquela semana, uma música antiga, ficou na minha cabeça e eu deveria ter pensado nela como um aviso…

🎵Será que meu destino é te amar?

Ou será viajar nas palavras de amor que eu cantar?

Será que minha vida é você?

Ou que pra me encontrar tenho que te perder?🎵

=== === === … … … FIM DA FAIXA 4 … … … === === ===

Música do Título: Destino

Intérprete: Patrícia Marx

É isso amores mais um capítulo dessa vez mais pesado na relação Kelly & Alberto ela sabia que seria horrível mas as coisas foram bem piores, todos estressados.

Meu Fan Club K.E.P. primeiro disco, (temporada), de Superstar entra em suas faixas, (contos), finais espero que estejam gostando enquanto acompanham.

Estou com problemas muitas coisas ocupando meu tempo, então ainda não comecei a escrever o segundo disco Fera Ferida, mas se precisar entrar em hiato avisarei porque ainda tem algumas faixas desse para publicar.

Beijinhos.

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Foto de perfil de GizGizContos: 75Seguidores: 255Seguindo: 40Mensagem Eu sou uma escritora, não escrevo profissionalmente ainda, mas me vejo como uma, já fui incentivada a publicar, mas ainda não escrevi nada que eu ache que mereça isso.

Comentários

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Excelente! Mas no finalzinho é fim da faixa 5, não da 4, certo?

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Perfeito Giz!

Que capítulo 😅😅

👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

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Olha, que abuso do Alberto. E, me desculpem, que raiva da passividade da Kelly. Como ela pode permitir isso? Ela foi açoitada, meu Deus. Doeu em mim tudo isso. Eu quero que o Alberto se dane...

Será que Alberto e Kelly são muito mais que produtor e produto? Há algo a mais? Pai e filha para justificar isso? Será que passei batido em algo dos capítulos anteriores? Algo tem que justificar essa agressão e a forma como Kelly reagiu, completamente submissa.

E é dificil vermos o tema racista no CDC. Pelo menos, não lembro de ter visto tão diretamente assim. A prima foi racista com o Kelly. E agora Alberto com Chris. Muito pesado. Duvido que Chris queira ver novamente a Kelly. E, no fim das contas, vai ser como a prima disse e previu. Que dor.

Por fim, não me surpreenderia se o término do antigo namoro do Chris tivesse, entre outras coisas, algo a ver com racismo.

Muito pesado. Foi um capítulo tenso, denso, sombrio e também, muito maduro da sua parte Giz. Meus parabéns, como sempre. Nota 10 e três estrelas.

💛❤️💙

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De verdade, esse capítulo me pegou! Tá tudo bem embolado e vou fazer minhas considerações.

Primeiro: jovens são burros demais. Pqp. Um ama o outro e ninguém tem coragem de admitir. Assim que se perde um grande amor.

Segundo: ele apresentou a casa. Ele peitou a família. ELE. AMA. ELA. Homem algum vai contra a família se não amar a mulher o suficiente pra defendela de quem o conhece desde sempre.

Terceiro: tem algum segredo que não tá claro sobre a Kelly. E nem tô falando do Alberto. Tem algum temperro a mais aí que estamos deixando escapar.

Quarto: a prima é escrota. Se passou firme. Mas o Alberto conseguiu ser pior. Se ele tem problema com cores escuras ele devia olhar melhor ao redor dele pra ver as merdas que ele fala. Me deu raiva que cheguei a fechar meu punho com tanta força que fiquei com os nos dos dedos doendo.

Quinto: a relação do Alberto e da Kelly é uma relação muito tóxica. Eu acredito que eles sejam amantes mas é uma relação bem disfuncional. Se parar pra pensar, ele é empresário dela há um tempo, ele é mais velho e domina uma mulher desde que ela era menor de idade. O que esse maluco já não sambou na cabeça dela pra deixar ela quebrada desse jeito não deve tá no gibi.

Sexto: corno racista miserável!! Tem que tomar galha mesmo!! Tá puto com as desigualdades da natureza, morde as costas!!!

Sétimo: ele bateu nela e ela pediu desculpas. Ele bateu nela. Bateu. E ela se desculpou. Se ela falar essa porra pro Chris, o negão vai partir o Alberto no meio! E tomara que o faça!

Oitavo: racista desgraçado!!!!!!!

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Muito bom giz!!! Não comentei o anterior então o comentário vai em relação aos dois juntos.

Eu não entendi até agora a relação dela com o Alberto!!! O que ele sente por ela e o que ela sente por ele...e me assustei um pouco com a reação dele e o modo como ela respondeu a isso.

Não sei se é intencional, mas, apesar de toda a fofura da sua personagem e das suas descrições de cena de sexo...não tem o que falar, queria ter esse dom...mas voltando, apesar disso eu não posso ser desonesto em não falar que me causou um pouco de incômodo.

O anterior já me deixou um pouco incomodado... novamente teve todo o conto praticamente no motel, descritos de maneira fantástica...mas a situação...ela traindo um e mentindo para o outro...aí vem esse capítulo...

E vi nas suas respostas anteriores que vc não descreveu fisicamente nem o Alberto e nem o Luís...mas não cansa de descrever o Cris...

Então no fundo ela já tem uma escolha...ela ama alguém que nem se importa em descrever na história??? Que não se importa em relevar a traição dessa forma...meio cruel até...

Por isso que as informações a respeito do relacionamento prévio deles é importante...o cara é corno?? Gosta de ser corno??? Vai simplesmente aceitar isso, dessa forma, descoberto desse jeito por causa da carreira deles??? Tá tudo nebuloso.

A construção da história dela com o Cris está perfeita...mas tem toda essa outra história por trás que precisa ser melhor explicada...

No primeiro vc disse que não iria gostar de críticas muito pesadas a personagem e etc...eu espero que não tenha passado do ponto...mas não acho que não tenha que ser honesto.

Fiquei confuso e incomodado com esses dois últimos capítulos. Com todo o sentimento por um e toda a falta de sentimento e consideração pelo outro...aí essa reação dele e depois a resposta dela.

Confusão e incomodo é pouco para mim. Sempre crítico histórias de cornos que aceitam demais...não é pq a história é de alguém de minha mais auto estima que não iria fazer o mesmo.

De QQ jeito, 3 estrelas e espero o próximo para entender melhor o que virá!!

Bjo

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Ok vou responder por partes você e o Mchmm escreveram bastante desse vez…

1º = Sobre as críticas a personagem. O que eu disse é que se pegar muito pesado eu não respondo, mas não era exatamente sobre criticas, a questão é que tem gente que exagera e a crítica vira critica a autora e ou banner de misoginia.

Mas já deixei o aviso por que sabia que criticas viriam. As que são sobre a história e não sobre mulheres ou a autora respondo com todo prazer.

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Quanto a críticas a autora, tem bastante gente pra defendê-pa também!!

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Obrigada. ☺️ 😍❤️‍🔥❤️‍🔥❤️‍🔥

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2º = Não vou falar do comportamento do Alberto assim como no conto da Catarina para evitar spoilers e influências da aitora eu não vou criticar o comportamento do personagem antes do final da série.

Ele não deveria ter batido nela. Ele mesmo fala que estava estressado com outra coisa e acabou descontando nela e ela sabe o que fez errado, tanto que ele perguntar o que ela fez para apanhar e ela mesma responde.

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3º = Tem um ponto, ela ama o Christian e já escolheu entre eles, mas é um amor condenado a um sofrimento, ela fala que se ela amar ela ele vai sofrer de mais e aceita ser a unica que está amando dizendo constantemente, “Eu aguento ele não.”, seja o que for eu lá pretende aguentar sozinha as consequências desse amor.

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4º = Mas ela ama o Alberto também de uma forma diferente ele é sua fortaleza só porto seguro, tanto que ela pede permissão para continuar vendo o Christian.

Por favor não me impede, são as exatas palavras dela chorando, isso mostra o quão complexa é essa reação..

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