Isabela entrou na igreja com o coração acelerado. O confessionário de madeira escura estava vazio. Ela se ajoelhou no lado, juntou as mãos e esperou.
— Perdoe-me, padre, porque eu pequei — murmurou ela, voz baixa e envergonhada.
Do outro lado da grade de madeira do confessionário, uma voz rouca e calma respondeu:
— Fala, minha filha. O que te aflige?
Isabela respirou fundo, as bochechas queimando de vergonha.
— Ultimamente… eu tenho me masturbado muito, padre. Quase todo dia. Às vezes até duas ou três vezes. Eu me excito tão fácil… não consigo controlar. Qualquer coisa me deixa molhada.
O homem do outro lado ficou em silêncio por um segundo. Depois, com a voz mais baixa e interessada, pediu:
— Conte mais, minha filha. Seja sincera e sem vergonha. Deus quer detalhes para poder te perdoar de verdade.
Isabela mordeu o lábio. A voz do padre parecia estranhamente ávida.
Ela começou a contar tudo:
— Começou faz uns meses… Eu tava sozinha no quarto, depois de um dia quente na fazenda. Toquei meus peitos por cima da roupa e senti um calor estranho entre as pernas. Desci a mão, levantei o vestido e comecei a esfregar o clitóris por cima da calcinha. Foi tão bom que eu não parei mais. Agora eu faço quase toda noite. Às vezes de manhã também.
O som molhado da punheta do outro lado ficou mais rápido. O homem respirava pesado, mas tentava disfarçar com tosses.
— E como você se masturba exatamente, minha filha? — perguntou ele, quase gemendo.
— Ah padre, eu tenho vergonha conta essas coisas...
— Preciso saber de todos detalhes antes de saber se tu merece perdão ou não...
Isabella respirou fundo e começou a confissão:
— Eu deito na cama, abro as pernas… passo os dedos na boceta toda molhada, faço círculos no clitóris bem rapidinho. Às vezes enfio dois dedos bem fundo, imaginando que é o pau do peão da fazenda me arrombando. Quando eu gozo, eu tremo toda e solto um gemidinho baixo pra não fazer barulho…
Foi demais para ele.
O padre deu um gemido rouco e longo. Seu pau explodiu em jatos grossos de porra quente, espirrando contra a madeira do confessionário, escorrendo pela parede. Ele gozou forte, o corpo inteiro tremendo enquanto ouvia a respiração acelerada de Isabela do outro lado.
Isabela franziu a testa ao ouvir o gemido estranho.
— Padre… o senhor está bem?
Ele respondeu com a voz ainda embargada de prazer:
— Sim… sim, minha filha. Está tudo bem.
— Só isso? — perguntou ela, surpresa. — O senhor não vai me dar mais penitência?
— Reza um Pai-Nosso e três Ave-Marias, filha. Deus perdoa quem se arrepende de coração.
Isabela sorriu, aliviada.
— Obrigada, padre. Eu me sinto tão leve agora… Deus me perdoou mesmo, né?
— Claro que sim. Vá em paz.
Isabela se levantou, fez o sinal da cruz e saiu da igreja com um sorriso no rosto, sentindo-se purificada.
Alguns minutos depois, a porta do confessionário se abriu. O mendigo barbudo, de roupas sujas e fedorentas, saiu de lá ainda com o pau meio duro, guardando-o dentro da calça velha. Havia porra espalhada na madeira escura.
Foi quando o padre verdadeiro, um senhor de uns 80 anos, com batina, apareceu no corredor da igreja.
— Ei! O que você está fazendo aí dentro, seu mendigo safado?! — gritou o padre, espantado.
O mendigo arregalou os olhos e saiu correndo pela porta lateral da igreja, desaparecendo entre as as matas.
O padre verdadeiro ficou parado, olhando para o confessionário com cara de espanto… e um cheiro forte de sêmen no ar.
— O que diabo aconteceu aqui? — questionou o padre.
FIM.