A Personal: (Parte2)

Da série A personal:
Um conto erótico de Marianna
Categoria: Heterossexual
Contém 4635 palavras
Data: 28/04/2026 11:37:37
Assuntos: Heterossexual

Lucas ainda estava com o pau meio duro dentro dela quando Giovana, ofegante e com a boceta cheia de porra, virou o rosto e falou com a voz trêmula:

— Não… isso não vai se repetir, Lucas. Nunca mais. Foi um erro. Eu tava bêbada, triste… acabou aqui.

Lucas puxou o pau devagar, vendo um fio grosso de sêmen escorrer da boceta inchada e vermelha dela. Ele deu um tapa leve na bunda marcada e riu baixinho.

— Vai se repetir sim, Gi. Porque se não… seu namoradinho vai receber um videozinho novo e bem caprichado. Imagina ele vendo você de quatro, gemendo forte enquanto eu te estapeio e te encho de porra. Quer arriscar?

Giovana sentiu um frio na espinha. O tom calmo e confiante dele deixou claro que não era blefe. Ela ficou em silêncio, ainda de quatro no sofá, sentindo a porra dele escorrendo pelas coxas grossas.

— Descansa essa bucetinha gozada. Amanhã tem mais Carnaval. Eu volto pra festa agora.

Ele saiu pela porta da frente, deixando Giovana sozinha na sala escura, seminua, com a boceta latejando e cheia da porra do homem que ela sempre rejeitou.

...

No dia seguinte, bem cedo, enquanto todos ainda dormiam profundamente depois da bebedeira, Giovana arrumou suas coisas em silêncio, chamou um Uber e foi embora da casa sem se despedir de ninguém.

Lucas, porém, cumpriu a promessa. Ainda no mesmo dia, enviou para André o vídeo gravado na noite anterior — Giovana de quatro, gemendo alto, levando tapa na bunda e gozando enquanto era fodida por ele.

André explodiu.

Mensagens entre André e Lucas:

André: Seu filha da puta. Foi você que mandou o primeiro vídeo também?

Lucas: Fui eu mesmo. E olha que o segundo ficou ainda melhor. Ela de quatro, e eu enchendo a bunda dela de tapa, enquanto eu metia sem camisinha naquela buceta carnuda. Gozou duas vezes no meu pau, cara. Depois eu enchi a bucetinha dela de porra. Quer que eu te mande o áudio dela pedindo mais forte?

André: Seu filho da puta covarde. Apaga isso agora.

Lucas: Apagar? Nem pensar. A Gi adora ser fodida bruto. Você sabia disso, né? Só que agora ela sabe que eu fodo melhor. Se cuida, André.

André leu as mensagens várias vezes, sentindo raiva, ciúme e uma excitação doentia misturada. Não respondeu mais.

...

Pouco depois, André mandou mensagem para Giovana:

André: Recebi o vídeo novo. Lucas me mandou tudo. Não acredito que você fodeu com aquele desgraçado!

Giovana: André… eu tava bêbada. Ela planejou tudo, me enganou. Foi um erro. Por favor, me perdoa.

André: Erro? Você gemendo enquanto ele te enchia de tapa na bunda não parece erro. Você é mesmo uma vadia, Gi. Me esquece.

Giovana: Para de me humilhar. Eu te amo. Só espero que você saiba disso.

André: Amor? Você deixou ele gozar dentro. Eu vi tudo. Não me procura mais.

As mensagens terminaram frias e doloridas dos dois lados.

...

Quando o feriado de Carnaval acabou, Giovana precisou voltar ao trabalho. Na academia, ela chegou mais cedo, ainda abatida. Procurou Bárbara na sala dos professores, pediu desculpas e explicou que estava se sentindo mal, e não a deixariam ir embora. Por isso saiu do carnaval sem avisar ninguém.

Bárbara a olhou com ternura e disse. — Que bom que você voltou. A gente ficou preocupado quando acordamos e você não estava mais na casa. Sumiu sem falar nada!

— Desculpa, Bárbara. Eu tava realmente mal naquela manhã. Bebi demais, a cabeça não parava de doer e… eu só queria voltar pra casa. Sabia que se falasse com vocês, não iam me deixar ir embora. Preferi sair quietinha pra não estragar o resto da viagem de ninguém.

— Poxa, Gi… você podia ter mandado uma mensagem pelo menos. A gente ficou achando que tinha acontecido alguma coisa. Mas tudo bem agora? Tá melhor?

— Tô sim. Só preciso voltar à rotina — respondeu Giovana, ainda sem olhar para o lado.

Do sofá, Lucas soltou um risinho baixo, quase imperceptível. Quando Giovana finalmente virou o rosto na direção dele, encontrou exatamente o que temia: o sorriso debochado e vitorioso estampado no rosto de Lucas. Os olhos dele brilhavam com uma mistura de satisfação e desejo. Ele não disse nada na frente de Bárbara, mas o olhar era claro — ele estava orgulhoso do que tinha feito.

Giovana sentiu um desconforto imediato subir pelo corpo. As coxas apertaram instintivamente, como se o corpo traísse a mente e lembrasse da sensação dele metendo fundo. A calcinha que usava por baixo da legging preta colada parecia de repente mais apertada, e os bicos dos seios, mesmo sem estímulo, marcaram levemente o tecido da regata.

Lucas tomou mais um gole de café, sem tirar os olhos dela, e falou com voz casual:

— Que bom que você tá melhor, Gi. O Carnaval ficou incompleto sem você. Mas… pelo menos você descansou, né?

O tom era inocente para Bárbara, mas Giovana captou perfeitamente a provocação. “Descansou” soava como “depois que eu te fodi até te encher de porra”.

Ela engoliu em seco e respondeu seco:

— É. Descansar foi bom.

Bárbara, alheia à tensão, continuou:

— Bom, hoje tem turma cheia de manhã. Você consegue dar a aula de funcional das 9h? Eu fico com o spinning.

— Consigo sim — disse Giovana rapidamente, querendo sair daquela sala o quanto antes.

Quando ela se virou para pegar suas coisas no armário, sentiu o olhar de Lucas descer pelas suas costas, parando na bunda redonda marcada pela legging. Ele não disfarçava. O sorriso vitorioso permanecia no rosto, como se ele já estivesse planejando o próximo passo.

Giovana saiu da sala de professores com o coração acelerado. O desconforto era grande: parte dela queria sumir dali, outra parte — a mais perigosa — ainda sentia o eco das estocadas brutas, dos tapas e da porra quente que ele tinha deixado dentro dela.

Giovana parou por um segundo, respirando fundo. A legging marcava demais a curva da bunda e o volume da boceta. Ela sabia que ele estava olhando.

O dia na academia foi tenso para Giovana. Durante as aulas ela sentia o olhar de Lucas em cima dela o tempo todo — especialmente quando ela fazia agachamentos ou alongamentos Toda vez que ela olhava para o lado, lá estava ele: sorriso debochado, vitorioso, como se já estivesse imaginando ela gemendo de novo.

No final da tarde, quando a academia começou a esvaziar, Lucas se aproximou dela no corredor.

— Gi, preciso falar com você na sala de descanso. Agora.

Ela hesitou, mas o tom dele não deixava espaço para discussão. Eles entraram na sala dos professores. Lucas trancou a porta por dentro e virou-se para ela.

Giovana cruzou os braços, tentando manter a voz firme:

— Lucas, o que aconteceu em Floripa foi um erro. Eu tava bêbada, destruída… não vai se repetir. Eu não quero mais nada com você.

Lucas deu um passo à frente, ainda com aquele sorriso arrogante no rosto. Ele se encostou na mesa e olhou descaradamente para o corpo dela.

— Erro? Você gozou duas vezes no meu pau, Gi. Gozou gemendo feito uma vadia enquanto eu te enchia de porra. E agora quer fingir que não gostou?

Ela sentiu o rosto queimar.

— Foi só uma vez. Acabou. Se você mandar mais algum vídeo pro André, eu…

— Você o quê? — interrompeu ele, aproximando-se mais. — Vai contar pra todo mundo que deixou o “amigo” te foder de quatro? Relaxa. Eu não vou mandar… mas você me deve uma.

Giovana recuou até encostar na parede. O coração batia forte.

— Eu não te devo nada.

Lucas parou bem perto, o corpo quase colado no dela. A voz saiu baixa e rouca:

— Deve sim. E você sabe.

Antes que ela pudesse responder, a porta da sala foi aberta de repente. Bárbara entrou carregando algumas pastas.

— Oi, gente! Desculpa, esqueci meu celular aqui…

Lucas se afastou rapidamente, fingindo naturalidade. Giovana aproveitou o momento, pegou suas coisas e saiu da sala quase correndo, sem dizer mais nada.

Os dias seguintes foram um inferno de tensão. Lucas não a pressionava abertamente na frente dos outros, mas sempre que estavam sozinhos ele lançava olhares, sorrisos debochados ou mensagens curtas no celular: “Ainda tô com vontade de te comer de novo”.

Giovana tentava evitar, mas o corpo traía. Às vezes, sozinha em casa, lembrava das estocadas brutas, dos tapas e da sensação dele gozando dentro dela. Sentia nojo… e tesão ao mesmo tempo.

Três semanas depois do Carnaval, Giovana começou a se sentir estranha: enjoos matinais, cansaço extremo e os seios doloridos. Comprou um teste de farmácia por impulso.

O resultado foi positivo.

Ela ficou sentada no chão do banheiro por quase uma hora, olhando para as duas listras rosadas, lágrimas escorrendo pelo rosto. O timing batia perfeitamente com a época em que transou com André pela última vez… mas também com a noite em Floripa, quando Lucas gozou dentro dela sem camisinha.

O pânico tomou conta.

Depois de muito chorar e pensar, ela decidiu contar para André. Não conseguia guardar aquilo sozinha. Com as mãos tremendo, abriu o chat e digitou:

Giovana: André… eu sei que você não quer mais falar comigo. Mas eu preciso te contar uma coisa importante. Eu estou grávida.

Ela enviou e ficou olhando a tela, o coração na boca.

André visualizou quase imediatamente. Demorou quase dez minutos para começar a digitar.

André: Grávida?

Giovana: Sim. Descobri hoje. O teste deu positivo.

André: ...

Ele ficou offline por quase vinte minutos. Quando voltou, as mensagens vieram seguidas:

André: Gi… caralho. Eu nem sei o que dizer. Parte de mim queria estar feliz agora. Se isso tivesse acontecido há dois meses, eu estaria pulando de alegria, te abraçando, fazendo planos… Mas depois de tudo que aconteceu… dos vídeos… do que você fez com o Lucas… eu tô destruído.

Giovana: Eu sei… eu sei que errei feio. Mas esse filho é seu, André. Eu tenho quase certeza.

André: Quase certeza? Gi, você deixou o Lucas te foder sem camisinha. Ele mesmo me contou que gozou dentro de você. Como você quer que eu fique tranquilo? Eu ainda gosto de você. Muito. Isso tá me matando. Em outras circunstâncias eu estaria do seu lado agora, te apoiando, feliz pra caralho por ser pai. Mas eu tô com medo. Muita dúvida. Me fala a verdade… existe alguma chance desse filho ser do Lucas?

Giovana sentiu um aperto no peito ao ler a pergunta direta. Lágrimas caíram na tela enquanto digitava:

Giovana: Eu não sei… sinceramente eu não sei com 100% de certeza. O timing bate com você também. Mas eu juro que não quero te enganar. Eu tô apavorada aqui sozinha.

André: Porra, Gi… Eu tô me sentindo um idiota agora. Parte de mim quer te mandar ir se foder, outra parte quer te perguntar se você tá bem, se tá sentindo alguma coisa… Eu preciso de tempo pra processar isso. Mas se esse filho for meu… eu vou assumir. Não vou abandonar uma criança. Só não me pede pra fingir que tá tudo bem. Porque não tá.

Giovana: Eu entendo… Desculpa por tudo. De verdade.

André: Eu ainda gosto de você. Mas tô muito machucado. Me avisa quando fizer o exame de sangue pra confirmar. E depois a gente vê o que fazer.

As mensagens pararam por ali. André ficou offline.

Giovana largou o celular no chão e chorou baixinho, uma mão instintivamente pousada sobre a barriga ainda reta.

Os meses seguintes foram um verdadeiro inferno emocional para Giovana.

A gravidez avançava, e com ela crescia uma angústia constante. Ela não contou para ninguém no começo — nem para a família, nem para Bárbara, e muito menos para Lucas. Toda vez que olhava para o espelho e via a barriga começando a crescer, uma pergunta martelava na cabeça: “De quem é esse filho?”

Ela calculava as datas obsessivamente. A última vez que transou com André foi cerca de duas semanas antes do Carnaval. Com Lucas, foi na noite da festa, sem camisinha. A diferença era de poucos dias. Isso a consumia por dentro.

Lucas percebeu a barriga crescendo por volta do quarto mês. Um dia, na sala de descanso, quando estavam sozinhos, ele se aproximou com aquele sorriso arrogante e colocou a mão na barriga dela sem pedir permissão.

— Tá crescendo rápido, hein… — disse ele, voz baixa. — Esse filho aí é meu, né? Eu gozei bem fundo em você aquela noite. Não adianta fingir.

Giovana afastou a mão dele bruscamente, olhos flamejando.

— Não é seu, Lucas. É do André. E mesmo que não fosse, você nunca vai ser pai dessa criança. Fica longe de mim.

Lucas riu baixinho, sem acreditar.

— Vai continuar mentindo pra si mesma? Tudo bem. Quando o moleque nascer com minha cara, a gente conversa de novo.

Ele saiu da sala ainda sorrindo, deixando Giovana tremendo de raiva e medo.

A gravidez inteira foi assim: tensão constante na academia, olhares de Lucas, mensagens provocativas dele (“Quando vai assumir que é meu?”) e Giovana carregando sozinha o peso da dúvida. Ela evitava ao máximo ficar sozinha com ele, mas o trabalho na academia tornava isso quase impossível.

André, por sua vez, mantinha contato esporádico. Às vezes mandava mensagens perguntando como ela estava, se estava se alimentando bem, mas sempre com aquela barreira de mágoa e insegurança. Nunca falavam sobre o bebê de forma leve.

O parto aconteceu sem complicações. Um menino saudável, chamado Theo.

Dois dias depois da alta, Giovana fez o teste de DNA de paternidade (coleta de saliva simples no laboratório). Foram dez dias de pura agonia até o resultado sair.

Quando o laudo chegou por e-mail, suas mãos tremiam tanto que quase derrubou o celular.

Resultado: Probabilidade de paternidade 99,9998%.

O pai era André.

Giovana chorou de alívio por quase uma hora. Era como se um peso enorme tivesse saído de suas costas. Ela mandou o resultado para André imediatamente, com uma mensagem simples:

Giovana: André, o teste saiu. É seu filho. Theo é seu. Não preciso de nada de você se não quiser, mas achei que merecia saber.

André demorou algumas horas para responder. Quando respondeu, a mensagem era curta, mas carregada de emoção:

André: Graças a Deus… Eu tô aliviado, Gi. Muito aliviado. Ainda tô machucado pra caralho com tudo que aconteceu, mas… ele é meu filho. Quero fazer parte da vida dele. Vamos conversar direito quando você puder.

...

Giovana voltou a trabalhar quando Theo tinha pouco mais de 4 meses.

Na primeira semana de retorno, ainda estava se readaptando à rotina. A barriga já tinha voltado quase ao normal, mas o corpo carregava as marcas da gravidez e da amamentação. Ela usava legging e regata como sempre, mas agora com um sutiã mais reforçado.

Passado algum tempo, numa manhã tranquila, enquanto organizava os horários na sala dos professores, um jovem de 19 anos apareceu na academia acompanhado da irmã dela.

Era Mateus, melhor amigo da irmã mais nova de Giovana. Alto, forte e com bom porte, cabelo castanho bagunçado e um sorriso tímido. Estava cursando o segundo semestre de Educação Física e precisava de um estágio supervisionado.

— Gi, por favor… — pediu a irmã. — O Mateus é muito responsável, ele só precisa de uma oportunidade. Você consegue arrumar um estágio pra ele aqui?

Giovana olhou para o garoto. Ele parecia nervoso, mas educado. Aos 19 anos, era bem mais novo que ela (10 anos de diferença). Tinha um ar inocente, diferente dos homens com quem ela havia lidado nos últimos meses.

Ela suspirou, mas acabou cedendo.

— Tudo bem. Vou falar com a Bárbara e ver se conseguimos uma vaga de estagiário para ele. Mas tem que ser sério, Mateus. Aqui não é brincadeira.

Mateus sorriu, aliviado.

— Pode deixar, Gi. Eu vou dar o meu melhor. Obrigado mesmo.

Enquanto ele preenchia os documentos iniciais, Lucas passou pelo corredor e viu a cena. Seus olhos se estreitaram ao notar o jeito como o garoto olhava para Giovana — com admiração e um pouco de timidez.

Lucas não disse nada na hora, mas o sorriso debochado de sempre voltou ao rosto.

A academia estava prestes a ficar ainda mais interessante.

...

As semanas após o retorno de Giovana à academia foram mais leves do que ela esperava. Theo estava com quatro meses e meio, ficando com a avó materna durante o dia, e ela conseguia se concentrar no trabalho novamente.

Mateus, o estagiário de 19 anos, era cada vez mais presente no dia a dia dela. Giovana achava ele bonito de um jeito simples e sincero — rosto bonito, olhos castanhos expressivos e uma timidez que ela considerava muito fofa.

Eles começaram a conviver mais. Mateus ajudava nas aulas de funcional e musculação, organizava os equipamentos e às vezes ficava até mais tarde para aprender. Os amigos dele, um grupo de quatro garotos de 19/20 anos que treinavam musculação na academia, viviam zoando ele quando achavam que ninguém estava olhando.

— E aí, Mateus? Quando vai arrumar uma mina, hein? Tá com 19 anos e ainda é virgem, caralho! — riam os amigos.

— Deixa o cara, ele é tímido demais. Aposto que nunca nem beijou direito — outro completou, dando risada.

Mateus ficava vermelho, abaixava a cabeça e tentava mudar de assunto. Giovana observava de longe, achando graça da situação, mas também sentindo uma certa ternura pelo garoto.

Os garotos caíram na gargalhada e saíram batendo nas costas deledias depois, Giovana passou na casa dos pais para deixar Theo com a mãe. Júlia estava lá, sentada no sofá ao lado de Mateus.

— Gi! Que bom que você veio — disse Júlia animada. — Olha, o Mateus vai fazer 20 anos no feriado prolongado. Eu pensei da gente ir pra casa dos nossos pais na praia. Mas eles só vão deixar eu ir se você for junto. Você não topa ir com a gente?

Giovana olhou para Mateus, que a observava com expectativa.

— Não sei, Júlia… eu não quero atrapalhar.

— Não atrapalha nada! — respondeu Mateus rapidamente. — Sério, Gi. Seria ótimo se você fosse.

Júlia insistiu:

— Por favor, maninha. Sem você eles não me deixam ir. Vai ser legal, só curtir a praia, fazer churrasco… desopilar.

Giovana pensou por alguns segundos e acabou cedendo.

— Tá bom. Eu vou.

Mateus abriu um sorriso largo, claramente feliz com a resposta.

— Obrigado, Gi. Vai ser legal ter você lá.

...

No dia seguinte, na academia, Giovana ouviu novamente os amigos de Mateus zoando ele no canto da sala de musculação:

— Cara, você vai fazer 20 anos e ainda não comeu ninguém? A gente vai pagar uma puta pra você no dia do aniversário, vai ser presente de irmão!

— Imagina a cara dele… vai ficar vermelho igual tomate! — riam alto.

Os garotos saíram rindo e dando tapas nas costas de Mateus.

Pouco depois, Mateus apareceu na sala de descanso onde Giovana estava organizando os materiais, visivelmente envergonhado.

— Gi!?… desculpa pelos meus amigos. Eles são uns idiotas. Não liga pra eles.

Giovana sorriu, achando graça da situação. Ela se encostou na mesa e cruzou os braços, olhando para ele com um ar brincalhão.

— Relaxa, Mateus. Eu ouvi tudo. Então… seus amigos vão te dar uma “puta” de presente de aniversário? Que generosos.

Mateus ficou vermelho até a orelha.

— Eles só falam besteira… eu nem pedi isso.

Giovana deu uma risadinha leve e provocou:

— Que desvantagem, né? Você vai deixar de aproveitar o “presente” dos seus amigos pra viajar com uma menina birrenta feito a minha irmã… e uma velha chata que nem eu.

Ela piscou para ele, claramente brincando.

Mateus levantou o olhar, surpreso com o tom leve dela, e respondeu tímido, mas com um sorriso pequeno:

— Você não é velha… e nem chata. Eu gostei que você topou ir. Vai ser bem melhor com você lá.

O silêncio ficou um pouco carregado por um segundo. Giovana sentiu uma estranha sensação de carinho e leveza — algo que não sentia há muito tempo.

Ela balançou a cabeça, sorrindo e deu um soquinho em seu ombro.

— Vai ser divertido. Vamos aproveitar bastante.

...

Alguns dias depois, no final da tarde, quando a academia já estava quase vazia, Mateus se aproximou de Giovana enquanto ela guardava os aparelhos na sala de funcional.

— Gi… posso falar com você um minutinho? É rápido.

Giovana estranhou o tom sério dele, mas assentiu.

— Claro. O que foi?

Mateus olhou ao redor para ter certeza de que ninguém estava por perto, depois falou baixo:

— Eu queria te pedir pra tomar cuidado com o Lucas.

Giovana franziu a testa.

— Como assim?

Mateus respirou fundo, visivelmente desconfortável.

— Ele sempre fez muitos comentários sujos sobre você. Desde que eu comecei o estágio. Coisas bem pesadas… sobre seu corpo, sobre o que ele queria fazer com você. Eu nunca concordava com aquilo. Sempre admirei você, Gi. De verdade. Você é uma ótima profissional, trabalha pra caramba e ainda cuida do seu filho sozinha… Eu achava aquilo muito errado.

Ele fez uma pausa, depois continuou:

— Um dia eu confrontei ele. Disse que ele não devia falar de você daquele jeito. Aí o Lucas riu na minha cara e zombou de mim. Disse que eu era um moleque e que não entendia nada de mulher. E que podia provar que você era uma safada.

Mateus baixou o olhar, envergonhado.

— Ele me mostrou um vídeo… de vocês dois. Ele gravou tudo.

Giovana sentiu o sangue gelar. Seu rosto perdeu a cor na mesma hora.

Mateus continuou, voz quase um sussurro:

— Eu não assisti inteiro. Fiquei com raiva e mandei ele apagar. Mas ele só riu e disse que tinha cópias. Gi… eu não sei o que tá acontecendo entre vocês, não te imagina tendo envolvimento com um cara como ele, mas o Lucas não é uma boa pessoa. Ele não merece nem chegar perto de você.

— Eu não tenho nada com ele Mateus, eu juro, ele sempre deu em cima de mim, e fez de tudo pra terminar o meu relacionamento com o pai do meu filho, até que um dia conseguiu, mas eu não imagina que era por culpa dele. Eu estava triste por conta do termino e bebi demais, ele me seduziu e gravou tudo. Eu não nego, era eu naquele vídeo. Porém eu nunca mais tive nada com o Lucas, e nem quero.

O silêncio que se seguiu foi pesado. Giovana sentiu uma mistura de vergonha, raiva e uma tristeza profunda. Saber que Mateus — um garoto de 19 anos — tinha visto aquele vídeo a deixou profundamente desconfortável.

Ela engoliu em seco e tentou manter a voz firme:

— Mas... obrigada por me contar, Mateus. Eu… vou tomar cuidado.

Mateus assentiu, ainda sem conseguir olhar nos olhos dela por muito tempo.

— Se precisar de qualquer coisa… pode contar comigo, tá? Eu não vou ficar do lado dele.

Ele deu um sorriso tímido e se afastou, deixando Giovana sozinha na sala, com o coração acelerado e a mente cheia de pensamentos turbulentos.

...

No final do expediente, quando a academia já estava quase vazia, Giovana esperou Lucas sair da sala de musculação e o interceptou no corredor.

— Lucas, precisamos conversar. Agora.

Ele virou-se com aquele sorriso debochado de sempre.

— Ué, que cara séria é essa, Gi?

Ela não perdeu tempo:

— Mateus me contou que você mostrou o vídeo pra ele. Que você zombou dele e ainda se gabou de ter me comido. Que porra é essa, Lucas? Até onde você pretende chegar com essa merda?

Lucas cruzou os braços, ainda sorrindo, mas o olhar ficou mais frio.

— Ah… o moleque abriu a boca. Que surpresa. Eu avisei ele pra não se meter onde não é chamado.

Giovana deu um passo à frente, voz baixa mas carregada de raiva:

— Você não tem limite? Gravou a gente transando, mandou pro André, destruiu meu relacionamento, me chantageou… e agora fica exibindo o vídeo pros outros como se fosse troféu? Eu não sou sua puta, Lucas. Para de me tratar como se eu fosse sua propriedade.

Lucas deu um passo mais perto, baixando a voz para que só ela ouvisse:

— Você não é minha puta? Então por que gozou duas vezes no meu pau enquanto eu te chamava de vadia? Por que deixou eu te encher de porra sem reclamar? Para de se enganar, Gi. Você pode até se odiar por isso, mas você gostou. E eu ainda tenho o vídeo. Se eu quiser, mando pra mais gente. Inclusive pro seu novo amiguinho estagiário.

Ele se aproximou ainda mais, quase colando o corpo no dela.

— Então me fala… você realmente quer me confrontar? Ou quer que eu continue calado e te deixe em paz?

— Me solta! Manda pra mais alguém esse vídeo e eu vou na polícia. Até agora eu deixei pra lá, engoli muita coisa, mas chega. Eu tenho certeza que tenho como provar que foi você que mandou os vídeos pro André. Eu peço pra ele, junto as mensagens, vou na delegacia e faço queixa. Eu não vou tolerar mais isso!

Ela deu meia-volta, coração disparado, e começou a andar pelo corredor em direção à saída.

Lucas ficou parado por alguns segundos, depois falou alto o suficiente para ela ouvir, com a voz baixa e fria:

— Vai mesmo tentar isso, Gi? Vai ver no que dá…

Giovana não respondeu. Continuou andando, ombros tensos, sem olhar para trás. Só quando chegou no carro, já no estacionamento, permitiu que as mãos tremessem no volante.

Ela estava com raiva. Muita raiva.

...

O feriado prolongado chegou rápido. Giovana, Júlia e Mateus viajaram juntos para a casa dos pais delas na praia. Era uma casa simples, de frente para o mar, com quintal grande e churrasqueira. Os três dias foram leves e divertidos: caminhadas na areia, banho de mar, conversas até tarde e muito riso.

Giovana notou desde o primeiro dia os olhares constantes de Mateus. Ele tentava disfarçar, mas sempre que ela saía do mar de biquíni, ou quando estava de short e regata, os olhos dele demoravam um segundo a mais do que deveriam. Era um olhar tímido, quase reverente, misturado com desejo contido. Ela achava aquilo fofo… e, estranhamente, excitante.

No sábado à noite, eles fizeram um churrasco simples e beberam bastante. Cerveja, caipirinha e algumas doses de tequila. À meia-noite em ponto, Júlia e Giovana cantaram parabéns para Mateus, com vela improvisada num pedaço de bolo. Ele ficou vermelho, mas sorriu o tempo todo, especialmente quando Giovana o abraçou de lado e deu um beijo no rosto dele.

— Parabéns, Mateus. Vinte anos… tá ficando grandinho — brincou ela, com um sorriso malicioso.

Quando a noite avançou, Júlia, completamente bêbada, foi para o quarto e capotou quase imediatamente. Giovana e Mateus ficaram mais um tempo na varanda, conversando baixo sob a luz fraca da lua.

Depois de um silêncio confortável, Giovana virou-se para ele com um olhar diferente.

— Eu comprei um presente pra você… mas é surpresa. Vem comigo.

Mateus ergueu as sobrancelhas, curioso.

— Presente? Gi, você não precisava…

— Shhh. Vem.

Ela o pegou pela mão e o levou até o quarto dos fundos da casa — um quarto menor, mais afastado, que quase não era usado. Fechou a porta atrás deles e fez Mateus sentar na beira da cama.

— Fecha os olhos.

Ele obedeceu. Giovana pegou uma máscara de dormir preta que havia trazido e vendou os olhos dele com cuidado.

— Só tira quando eu mandar, tá? Promete?

— Prometo… — respondeu ele, voz já um pouco trêmula.

Giovana saiu do quarto por alguns minutos. Quando voltou, fechou a porta com um clique suave. O coração dela batia forte, mas a decisão já estava tomada.

— Pode tirar a venda agora, Mateus.

Mateus tirou a máscara devagar.

E quase teve um treco.

Giovana estava parada na frente dele, iluminada apenas pela luz fraca que entrava pela janela. Vestia uma cinta-liga preta extremamente sensual, com meias finas subindo até o meio das coxas grossas. Uma micro calcinha de seda preta mal cobria o essencial, e um micro sutiã do mesmo tecido cobria apenas os bicos pontudos dos seios, deixando a maior parte dos seios cheios expostos. Os cabelos castanhos estavam presos em um rabo de cavalo alto, dando um ar ainda mais provocante ao visual.

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