Tendências – Cap 3 - Sem saída!
Feminização, Menino para Menina, Transição, Crossdresser,
Este episódio ocorreu a algum tempo, não há uso de material ilícito, nem apologias a uso de violência/drogas/pedofilia. Conta a história de Amanda, muito antes dela saber que seria Amanda.
O silêncio tomou conta, apenas via mamãe admirada, titia com um brilho nos olhos, eu assustada, Lorena rindo e Natália com uma cara de medo, que sabia que logo viria a bronca, assim que passasse este estágio de entorpecimento, afinal a ideia partiu dela, o estojo era dela, os vestidos também.
Mamãe então falou:
-- Mas o que significa isso, quem são estas duas princesas hein? Alguém pode me explicar.
Não era um tom de briga, nem de deboche, era um tom de quem estava mais perdido que nós duas, então eu ia falar, Natália fez um sinal e vindo ao nosso lado falou.
-- Ai tia, foi culpa minha, lembra o presente que ganhei de make, eu queria testar, então pedi para Lorena e Karine serem minhas clientes, foi tudo culpa minha.
-- Ka ri ne. Falou mamãe pausadamente, apontando para mim.
- Ai tia, é que se chamássemos , por , você sabe, ficaria estranho então … achamos que chamar pelo nome de menino seria ruim, eu sugeri um nome e KARINE se apresentou.
Então eu disse, afinal tinha que me posicionar.
-- É bem isso mamãe, ela pediu um nome e eu falei Karine e tinha ficado estranho maquiado e com roupas de menino, então para não me sentir um monstro, uma aberração estou assim, mas já deu, vamos tirar, não era para chegarmos até aqui, licença, vou me trocar.
-- Não, não e não, senhorita, disse titia, todo esse trabalho pra jogar fora, imagina, estão lindas assim, quer saber, vamos todos nos maquiar, vamos ter um fim de tarde e noite de meninas, imagina desperdiçar toda essa produção, está decidido, é uma ordem. HOJE É A NOITE DAS MENINAS.
-- Não. Eu disse.
-- Filha, estamos na casa de sua tia, então, é educado seguir os costumes da casa, foram vocês que começaram, e olhe no espelho, não é um desperdício perdermos toda essa produção, Karine, você está linda assim filha.
-- Ai mamãe, não é certo, mas mesmo assim obrigada, realmente Natalia caprichou, um dos motivos que não briguei ao ver o final.
– Tenho duas dúvidas filha, a Primeira é se maquiaram você de vestido? E a segunda, por que está se referindo no feminino? Perguntou mamãe.
– Não. tia, foi ideia minha também, nosso primo comentou que parecia ridículo e achamos melhor o vestido, o que acabou dando certo.
Não sei o que era pior, ela me chamar duas vezes de filha na mesma frase, ou me chamar de Karine, ou pior eu sorrir e agradecer involuntariamente o elogio.
Assim nos puxaram pra sala e lá mesmo nas bolsas de titã e mamãe elas aplicaram suas makes, mostrando para nós três o que usar e como usar, e assim estávamos em menos de 15 minutos todas maquiadas, titia pediu licença, chamou mamãe para o quarto e falou para nós três prepararmos um lanche.
Elas demoraram cerca de 40 minutos, meio que sincronizado com o lanche que aprontamos, estávamos sentados na mesa, como ordenado quando as duas apareceram de vestido e apontando para Natália falaram.
-- Mocinha, trate de subir e colocar o vestido, não percebeu que o código de vestimenta hoje é vestido, aproveite e traga uma bolsa para Karine e sua irmã, e lógico que a sua também, uma mulher sem bolsa não existe.
Minha prima subiu correndo e em 2 minutos voltou, com batom, lápis, tiara e um vestido e sandália rasa. Entregou uma bolsa para mim, de alça parecida com a cor do meu vestido e uma de couro para Lorana.
Assim fizemos nosso lanche, e na mesa minha mãe falou.
- Agora me contem, como estão se sentindo assim, em família e vestidas para sair?
- Lorena, minha filha, você primeiro, disse titia.
-- Ai, estou me sentindo mais velha sabe, nossa como a make muda tudo mãe, veja sem mudar meu corpo eu estou simplesmente 3 a 4 anos mais velha, passaria tranquilamente por um segurança da festa ou cinema, sem pedir identidade.
-- E você Natália, perguntou mamãe.
-- Ai tia, olha eu amo me maquiar, e agora com aas meninas, estou amando, nossa se pudesse passaria todo fim de semana assim, nunca tive alguém da minha “idade” pra conversar, então está sendo um sonho para mim.
Ai ambas, mamãe e titia, na tradicional erguida de sobrancelhas, olharam para mim, seguiu-se um silêncio, interrompido pelo gesto de Natália pegar delicadamente na minha mão, como me dando apoio.
-- Ai, eu não sei, era uma brincadeira boba, achei que nem ficaria legal, mas confesso que Natália me transformou com o rosto de uma menina de uns 20 anos, achei muito estranho e confesso admirei o que vi, como é diferente o gesticular, nossa e não paro de me olhar em qualquer reflexo, mas me sinto fazendo algo errado.
-- Errado jamais filha, mas é só isso filha, disse mamãe fazendo aquele gesto de quem está pedindo mais.
-- Só.
-- Olha Karine, até entendo a sua admiração pelo trabalho da Natália, mas não é só o rosto né disse titia.
-- Ai. Suspirei. Alguns segundos e continuei. Tá, eu parecia um menino maquiado, muito estranho, a foto tirada pela Natália mostrou isso, então a Lorena me ajudou a melhorar o visual com o vestido e ai, ... , e aí é o que vocês viram ao entrar no quarto, mas agora aqui o sentar, os movimentos da roupa até chegar, os passos curtos, os gestos, tudo parece reagir diferente, como se não fosse eu, mas ao mesmo tempo ainda me sinto fazendo algo errado.
-- Foto? Foi por isso que pediu pra usar a máquina fotográfica, bom agora é aguardar revelar pra entender o que está dizendo. Mas ela estava quase no fim, quantas fotos tiraram?
-- Umas 4 né, foi uma só com a maquiagem, outra com os vestidos mas sem enchimento e calcinha e a última nessa versão.
- Filha, você está usando calcinha? Mamãe falou espantada.
Lorena rapidamente, vendo que tinha falado demais, corrigiu em minha defesa.
-- Ai tia, é eu que sugeri, vocês deviam ver como ficou feia de cueca e sem sutiã, parecia um monstrinho, muito diferente da princesa de agora.
-- É mãe, tentei não ficar ridícula, mas vamos tirar tudo, vou voltar para o quarto agora , vou tirar tudo, rapidamente eu me mudo.
-- Ei, que parte de noite das meninas você não entendeu mocinha. Disse titia num tom mais rígido, mas mesmo assim delicado e direto olhando nos meus olhos.
Eu apenas me encolhi, os olhares das 4 me mataram.
Titia então ainda na mesa disse.
-- Meninas, que tal um passeio no shopping da cidade vizinha, assim nos divertimos, pegamos um cinema, se der podemos fazer umas comprinhas, o que acham.
-- Não, eu não vou sair como menino vestido de menina. Disse esbravejando.
Nisso mamãe veio até mim, calmamente e falou.
-- Filha, você mesmo se viu no espelho, não tem a menor chance de te acharem um menino, se treinar um pouco só a voz, como já vi você fazendo quando brinca com bonecos no quarto, verá que será aos olhos de todos 100% menina. Garanto que será irresistível e marcante, pense como uma aventura, um segredo só de nós.
Mamãe tinha um jeito suave de falar que me convencia, ela nem precisava se esforçar muito, eu apenas consenti, logo fomos aos quartos terminarmos de nos preparar, o que eu achei um absurdo, já estávamos prontas, mas veio outros elementos.
- Tome Karine, coloque este colar, estas pulseiras, este brinco de pressão. Disse Lorena.
-- Peguem vocês duas ali da minha mesa um batom, um perfume e coloque dentro das bolsas, uma para cada, Lorena, tenha certeza que colocou, batom, perfume e um lenço além dos documentos.
Eu apenas sentada na cama entendia o sentido de tudo, Lorena que colocou as coisas em mim, eu estava no modo automático sem reação alguma, assim que terminamos e nos espirraram perfume, aquilo me tirou do transe, como magia, materializou novamente em mim e na imagem vista no espelho a mulher que agora eu exalava.
- Vamos.
Ouvi isso, levantei, peguei a bolsa e fomos pro carro, não tinha nenhuma reação negativa, a conversa, o perfume no carro, eu sentada alisando o vestido, vendo as pernas, o meu pequeno busto, as pulseiras tilintando quando alisava perna, tudo era diferente, eu estava sentindo tudo o que uma menina deveria sentir, era contagiante, me dava em alguns momentos medo, confesso que nem olhava muito para o lado, medo de ver alguém, ser reconhecido.
Uns 45 minutos e estávamos no estacionamento interno do shopping, eu em pé ao lado das minhas primas , que me deram a mão e assim fomos, nós 3 a frente e mamãe e titia logo atrás.
No carro recebia instruções, de como andar, como me portar, reparar na minha prima seria o ideal. Foi o que fiz, eu fui dar uma passo mais rápido e elas me puxaram, reduzi o passo, com isso senti o vestido mexer, o brinco não era de pêndulo, mas sentia ele levemente na orelha, a gargantilha apenas marcava meu pescoço mas as pulseiras, não me deixavam um segundo sem reparar, os braços indo e vindo passando no vestido era lindo.
De repente paramos, Natalia parou, olhando a frente um rapaz, ela pediu para todas entrarmos na loja de cosméticos, fizemos isso seguidos de nossas mães e ai ela foi falando de costas pro corredor do shopping sobre produtos, foi pondo em uma cestinha, eu pra não parecer perdida, vi um estojo simples de 12 cores, reparei nos pincéis e vi um batom bem rosa, junto com esmaltes, como vi mamãe pegando algo, peguei também.
Nos dirigimos ao caixa, titia pagou as coisas de suas filhas, eu ia deixar a cesta de lado, quando mamãe pegou a cesta olhou e sorrindo falou.
-- Excelentes escolhas filha. Passou para a menina do caixa, pagou e me entregou a sacola.
Eu no fluxo, agora éramos 4 meninas com suas compras, fomos pro cinema e assistimos um filme em cartaz.
Terminado, o shopping estava praticamente fechando então, saímos pro estacionamento e para casa.
Minha prima entrou em casa e logo voltou com uma sacola com minhas roupas. Mamãe disse que não daria tempo de me trocar e fomos assim com o nosso carro agora, para casa, como tínhamos uma garagem fechada, não vi problemas e fomos pra casa, com mamãe me elogiando e tudo mais.
Ao chegarmos em casa mamãe pediu para eu esperar na sala.
Retirou tudo do carro, colocou na mesa da cozinha e veio falar comigo.
- Então filha, como foi, eu percebi que você nem relutou por nada, fez tudo como se fosse uma menina a tempos, o que tem para me dizer.
- Mamãe, foi divertido, mas eu fiz tudo mais com medo de ser descoberto do que por instinto, eu sempre fazia o que Lorena ou Natalia faziam, na loja eu vi a caixa me olhando e ai fui pondo coisas na minha cestinha, confesso que agi por sobrevivência, teve momentos que eu relaxava, mas fiquei mais tempo tensa do que sendo eu mesma.
- Sei e as compras na loja de lingerie?
-- Seria estranho de novo eu a única a não comprar nada, lembrei de seus itens e comprei algo igual.
- Hum tá bom, amanhã é sábado, não temos muita coisa pra fazer e voltaremos a conversar. Quer dormir assim ou trocar.
Eu pensei, eu estava gostando de ser menina, os mimos, e tudo mais , mas a cinderela tinha que desaparecer, consciente falei.
- Mamãe, não passou de uma aventura, uma brincadeira arriscada, seu filho volta ainda hoje, você tem aquele material de tirar maquiagem?
Ela parou, juro que ela ia falar outra coisa, mas com os olhos mais serenos falou.
-- Tenho, por sua sorte, leve suas coisas pro quarto, e já te entrego, se precisar de ajuda avise, pra tirar o vestido sem rasgar.
Eu fui pra cozinha, peguei apenas minha sacola de roupas e subi.
Não consegui mexer no vestido, tirei apenas meia e o sapatinho, uns 10 minutos depois gritei.
-- Mãe, não consegui, me ajuda aqui.
Nisso apareceu a mamãe com a sacola que comprei e a dela, e uma outra muda de roupa na outra mão me entregou dizendo junto com demaquilante, pendurou a roupa no Mancebo (cabideiro) e falou.
-- Aqui está o produto, amanhã iremos trocar roupas de cama, então se estiver cansada, tire amanhã a make, tá aqui uma roupa de dormir caso queira, e seus produtos. Beijos filha, até amanhã minha princesa, disse isso ao mesmo tempo que abria o fecho atrás e já ia virar de costas, me virou para ela, uns segundos pegando no meu ombro, Me beijou antes de fechar a porta e sair. Tive uma noite muito feliz ao seu lado filha, obrigada.
-- Boa noite mamãe, ainda falei, na voz feminina que me acompanhou por aquele fim de tarde/noite.
