Castelo de areia Temporada 1 Cap 1.5 . A praia Parte 1

Um conto erótico de Manfi
Categoria: Heterossexual
Contém 3167 palavras
Data: 27/04/2026 00:14:29

Cap 1.5 . A praia Parte 1

(Tauane)

Eu comecei a me afastar.

Não de forma brusca, nem com uma decisão clara. Foi mais sutil do que isso — como se, aos poucos, eu simplesmente deixasse de prestar atenção.

Como se o que acontecia entre o Carlos e a Luana deixasse de me incomodar o tempo todo.

Ou, pelo menos, era isso que eu dizia pra mim mesma.

Passei a não observar tanto, a não reparar nos detalhes, a não buscar explicações em cada olhar, em cada aproximação, em cada gesto que antes eu analisava quase automaticamente. Era um esforço consciente, mesmo quando eu fingia que não era.

Era mais fácil assim.

No lugar, eu me concentrei no meu relacionamento com Hugo. No fato de ele ter quase trinta anos, ter história, experiência… saber o que queria.

Eu tentei. Sinceramente, tentei.

Ele era diferente do que eu estava acostumada. Mais direto, menos complicado, sem aquela necessidade constante de interpretar o que estava acontecendo. Com ele, as coisas vinham prontas — não exigiam esforço, não pediam leitura, não deixavam espaço pra dúvida.

E, por um tempo, isso foi suficiente. Ou, pelo menos, pareceu ser.

Ele parecia querer de verdade. Não só estar, mas ficar. Construir algo, um relacionamento real. Não como era com o Antônio… uma fantasia mal sustentada.

E isso, por si só, já me colocava em um lugar estranho.

Porque eu não estava acostumada com isso — com alguém que não precisasse ser puxado, provocado, controlado. Com alguém que simplesmente vinha… e ficava, sem que eu precisasse fazer esforço pra manter.

A viagem entrou nisso como mais uma tentativa.

Não só de sair, mas de mudar. De colocar distância. De reorganizar alguma coisa que, dentro de mim, já não funcionava do mesmo jeito.

Eu dizia que eram apenas férias.

Mas não era.

Era uma forma de me afastar do Carlos sem precisar dizer isso em voz alta, sem precisar admitir o quanto aquilo ainda pesava.

Porque, no fundo, era isso.

Não era só sobre ele… mas também era. Sempre foi.

Desde o momento em que eu percebi que me importava. Desde o momento em que entendi que… o amava.

E era exatamente isso que eu queria parar de sentir.

Queria que a presença dele deixasse de ter peso, deixasse de influenciar, deixasse de interferir em coisas que, teoricamente, não tinham nada a ver com ele.

Queria que fosse só mais uma pessoa — e não alguém que reorganizava tudo dentro de mim sem esforço nenhum.

Mas não era simples. Nunca tinha sido.

E, mesmo tentando não pensar, tinha uma coisa que não saía.

Uma preocupação constante, mesmo quando eu fingia que não estava ali.

A Luana.

Ou, mais especificamente… o que ela escondia.

Um segredo que poderia acabar com ele. Com o que ainda restava dele.

Eu não sabia exatamente como. Nem quando.

Mas tinha uma sensação incômoda de que, em algum momento, aquilo ia aparecer. Ia escapar. Ia chegar até ele — do jeito mais errado possível.

E, quando isso acontecesse…eu não fazia ideia de como ele iria reagir.

O Carlos não era como os outros.

Ele não ignorava. Não fingia.

Não simplificava. Ele pensava.

E, quando começava… não parava.

Eu tentei imaginar a cena dele descobrindo a verdade mais de uma vez. Mas sempre parava no meio.

Porque nenhuma versão parecia boa. Nenhuma parecia simples.

E, ainda assim, eu não fiz nada.

Esse erro me atormenta até hoje. Eu não falei, não avisei, não tentei intervir. Eu simplesmente não fiz nada.

Parte de mim dizia que não era meu lugar, que aquilo não tinha mais a ver comigo. Que, se existia alguma coisa ali, não era responsabilidade minha resolver. Que cada um lidava com o que escolhia.

Mas não era só isso. Nunca era.

Tinha outra parte. Mais silenciosa.

Mais difícil de encarar.

A parte que sabia. Que entendia.

Que, de alguma forma, ainda estava envolvida, mesmo sem estar diretamente.

E talvez fosse por isso que eu evitava.

Porque, se eu me aproximasse demais disso…

eu ia ter que olhar pra coisas que ainda não queria.

Então eu segui.

Fingindo que estava resolvido.

Fingindo que tinha superado.

Fingindo que aquilo já não fazia mais parte de mim.

Mas não era verdade. Nunca foi.

E, no meio de tudo isso, o que mais me incomodava não era o que podia acontecer.

Era o fato de que, dessa vez…eu não estava no controle.

……..

(Carlos)

A viagem parecia uma oportunidade.

Não exatamente pelo lugar, nem pelos dias fora, mas pelo que poderia acontecer ali — longe da rotina, longe dos espaços controlados onde tudo sempre encontrava uma forma de se ajustar.

Eu precisava entender.

Não de forma direta — eu já sabia que não conseguiria perguntar. Mas observar, juntar, perceber coisas que, no dia a dia, passavam mais fácil.

Porque tinha alguma coisa.

Eu não sabia o quê. Mas sabia que estava ali.

E isso já era suficiente pra não conseguir ignorar.

Entrei no carro com essa ideia na cabeça. Não como um plano, mas como uma intenção silenciosa: ficar atento, não deixar passar, não me distrair com o que fosse mais fácil.

No começo, tentei agir normal. Conversa leve, comentários soltos, aquele tipo de interação que preenche o espaço sem exigir muito. Mas não demorou.

Eu comecei a perceber.

Primeiro de forma sutil, quase imperceptível.

Depois… nem tanto.

O Hugo dirigia com uma confiança que chamava atenção por si só — mão firme no volante, postura relaxada, como se estivesse completamente à vontade em qualquer situação.

Mas não era isso que me incomodava.

Era o olhar. O retrovisor.

Ele olhava mais do que o necessário. Mais do que o natural.

E não era um olhar distraído, automático, desses que a gente dá sem perceber. Era direcionado, escolhido, repetido — sem medo, sem filtro.

Esse olhar se direcionava para a Luana.

Minha namorada.

No começo, pensei que estava exagerando. Que era coisa da minha cabeça, ainda presa no que eu já vinha carregando.

Mas, quanto mais eu observava… mais difícil ficava ignorar.

Porque, em alguns momentos, ela sustentava. Retribuía. Sorria.

Não de forma escancarada. Não o suficiente pra qualquer outra pessoa perceber.

Mas o suficiente pra mim. E isso bastou.

O desconforto veio rápido — não como um pensamento, mas como uma sensação. Direta. Física. Incômoda de um jeito que não dava pra racionalizar.

Eu mudei de posição no banco, tentei olhar pra fora, focar em qualquer outra coisa… mas não adiantava.

Porque não era algo externo.

Era interno.

E, junto com isso, veio outra coisa.

Pior.

Comparação.

Eu não queria, mas veio.

O Hugo era tudo que eu não era: mais velho, mais experiente, mais seguro.

O tipo de presença que não precisava provar nada, porque já ocupava espaço naturalmente.

Ele era alto, forte, não de forma exagerada, com seu corpo foi resultado de muitas horas de musculação.

Impressionava como ele tinha consciência do próprio corpo. Do próprio efeito que causava no ambiente e nas pessoas ao redor.

O jeito que ele olhava, a forma como não escondia, como não se preocupava em disfarçar.

Aquilo não era descuido.

Era escolha.

E o pior não era isso.

O pior era perceber que ele não se importava.

Não parecia se importar comigo, com a minha presença no mesmo carro. Ele não se importava nem com a presença da Tauane.

Era como se aquilo não fosse relevante o suficiente pra alterar o comportamento dele.

E, pela primeira vez, eu senti.

Não dúvida. Não confusão.

Insegurança.

Não era a timidez que sempre tive, ou o incômodo de estar em ambientes com muitas pessoas ao retorno.

Era um outro tipo de insegurança. Mais clara, direta, difícil de ignorar.

Minha mente tentou reagir. Buscar lógica. Minimizar. Dizer que eu estava exagerando, que não era nada, que era só impressão.

Mas meu corpo não acompanhava.

Porque eu estava vendo.

E, quando você vê…

fica muito mais difícil fingir que não viu.

Foi nesse momento que a Luana percebeu.

Ela virou um pouco mais o corpo na minha direção — um movimento discreto, como se fosse só pra se ajustar no banco.

Mas não era. A mão dela encontrou a minha.

Segurou com firmeza. Parecia querer me transmitir seu calor. Mostrar que estava presente.

Após alguns segundos ela se aproximou do meu ouvido.

— Tá tudo bem? — ela perguntou, baixo, quase sem abrir a boca.

Assenti de forma automática.

— Só cansado.

Ela não insistiu.

Mas também não soltou.

E, logo depois, começou a falar. Coisas simples, leves, sem importância real — perguntas soltas, comentários sobre a viagem, qualquer coisa que mantivesse minha atenção ali, longe do que estava acontecendo ao redor.

E, por um momento…funcionou.

Ou quase.

Porque, mesmo olhando pra ela, mesmo ouvindo, mesmo respondendo…uma parte de mim continuava ali.

No retrovisor.

E, dessa vez, não era só dúvida.

Era a sensação incômoda de que alguma coisa estava acontecendo bem na minha frente…

e eu ainda não entendia exatamente o quê.

……………..

(Tauane)

A chegada na casa já começou errada.

Nem deu tempo de organizar as malas ou repetir o combinado. Eu e Tati iríamos ficar no quarto de casal, os meninos no que tinha a beliche e a Luana na sala.

Simples.

Já com tudo resolvido… negociado.

Mas o Hugo não parecia interessado em nada disso.

Ele segurou minha mão e me puxou para dentro, direto pelo corredor, sem olhar pra trás, sem perguntar, como se já tivesse decidido tudo sozinho.

E eu deixei.

Ele parecia faminto, com uma fome urgente de me devorar. Mal entramos no quarto e fechamos a porta, ele já me pressionou contra a parede próxima à entrada.

Senti seu corpo musculoso contra o meu. Começou a me morder o pescoço, puxar meu cabelo, beijar forte, mordiscando meus lábios.

Senti que ele já estava preparado. A pressão que eu conhecia bem, vinda do meio do quadril dele, me cutucando entre as pernas.

Eu estava com uma saia jeans, que foi levantada sem dificuldade por suas mãos, que apertavam minhas coxas, meus glúteos.

— Amor, calma… vamos para a cama. A casa é pequena… aqui, assim… com certeza vão ouvir.

Parece que, ao ouvir isso, ele enlouqueceu ainda mais.

Não sei como, mas minha calcinha não foi obstáculo.

A penetração foi rápida, profunda, sem preparação ou aviso. E isso me excitou ainda mais, me deixou automaticamente molhada, pronta.

Talvez a certeza de que outras pessoas poderiam ouvir tenha potencializado… acho que, com certeza, sim. E ele já me conhecia… e como conhecia.

Consegui conter o grito e os sons no começo.

Porém, seus movimentos — o quadril se chocando contra o meu com força, de forma ritmada — tornavam impossível manter aquilo por muito tempo.

Mesmo se estivéssemos trancados no banheiro do quarto, daria para ouvir.

Quando ele encontrou o ponto certo, eu não consegui segurar.

Um grito vergonhoso saiu da minha boca… e não tive mais forças.

Cedi.

Senti que tinha perdido completamente o controle. Que já não tinha mais forças.

Hugo, me conhecendo, me segurou nos braços e, ainda em pé, continuou.

Ele não teve dificuldade em me tirar do chão, mantendo minhas pernas abertas. Seus braços, ao mesmo tempo que me erguiam, mantinham minhas pernas afastadas, me deixando totalmente exposta.

Meu corpo naturalmente se inclinou para trás e, para não bater a cabeça na parede ou na porta, precisei usar os braços como apoio.

Em alguns momentos, meu braço batia na porta, reforçando ainda mais o som — que já era alto — dos nossos corpos se chocando.

Ele me comeu desse jeito por minutos… muitos minutos… até que, quando finalmente terminou, gozando dentro de mim, me jogou na cama e deitou ao meu lado.

Estávamos suados. Marcados. O lençol e o edredom já úmidos, o cheiro forte impregnando aquele quarto.

— Bom… parece que agora não há escolha… vamos ter que ficar com esse quarto. Não tem máquina pra lavar a roupa de cama e nem lençol extra.

Falou rindo.

Um deboche que me deixou puta.

Levantei sem responder e fui direto para o chuveiro.

A água caiu quente, mas não adiantou.

Fiquei parada ali, deixando a água escorrer enquanto minha cabeça começava a se organizar — ou tentar entender — o que tinha acabado de acontecer.

E não era difícil de entender.

Eu sabia o que tinha feito.

Sabia por que tinha deixado.

Sabia por que não tinha parado.

Mas, pela primeira vez…eu não consegui fingir que era só isso.

O Hugo não tinha perdido o controle.

Ele sabia exatamente o que estava fazendo.

Queria ser ouvido. Queria marcar território. Queria se mostrar.

E eu deixei.

Fechei os olhos por um instante.

Tati.

Minha irmã. A mais nova. A certinha.

O que ela tinha ouvido? O que ela estava pensando agora?

Engoli seco.

E, logo depois…

Carlos.

O nome veio sem esforço. Pesado.

O que ele estava pensando?

Não sobre o Hugo.

Sobre mim.

E foi aí que a coisa ficou pior.

Porque, pela primeira vez, eu não precisei imaginar.

Eu já sabia.

Sabia exatamente o que ele pensaria. O que qualquer um pensaria.

Passei a mão no rosto, sentindo a água escorrer.

Tentei justificar. Como sempre fazia.

Dizer que não era isso.

Que era diferente.

Que eu estava diferente.

Mas não era. Porque, no fim… eu tinha feito exatamente a mesma coisa.

Talvez pior.

Porque, dessa vez… eu sabia. Eu podia ter escolhido outro caminho.

E, mesmo assim, fui.

A água continuava caindo, mas a sensação não diminuía.

Nem o incômodo.

Nem a consciência.

O Hugo era exatamente o tipo de cara que eu dizia que não queria.

E o pior…era que eu reconhecia isso antes mesmo de começar.

Mas meu corpo…

Meu corpo respondeu.

E isso…isso me irritou de um jeito diferente.

Mais consciente.

Mais difícil de ignorar.

Porque, pela primeira vez…não dava mais pra fingir que eu não sabia o que estava fazendo.

E talvez…

esse fosse o problema de verdade.

……..

(Carlos)

Fiquei puto.

Não foi uma reação pensada, nem construída. Veio direto, automático.

Tauane e o cara simplesmente entraram na casa e sumiram, como se o resto não existisse, como se não tivesse mais ninguém ali pra ajudar, pra dividir, pra fazer o mínimo.

Parece que ela tem um dom de sempre se envolver com idiotas.

O pensamento veio rápido. Natural demais. Mesmo irritado, um sorriso involuntário surgiu… e logo sumiu.

Continuei ajudando, terminando de organizar o que faltava com a Luana e a Tati. A casa não era grande por dentro, então não tinha muito pra onde fugir — tudo precisava ser feito ali, no meio de todo mundo.

Deixei a mala do casal no carro por um momento, mas logo percebi que as meninas já tinham levado pra dentro.

Nem perguntei. Nem quis saber. Provavelmente só arrumaria confusão desnecessária.

Respirei fundo. Tentei não sentir. Não reagir.

— A gente vai se trocar lá no outro quarto — a Luana avisou, com a Tati já puxando ela pelo braço.

Assenti. Ia sugerir que a gente se organizasse pra aproveitar a piscina depois, mas deixei pra lá.

Antes de entrar, ela parou e me olhou.

— Acho melhor você ficar no sofá… na sala — disse, meio hesitante — já que a divisão não deu certo.

Fiquei em silêncio por um segundo.

Se eu estivesse esperando alguma coisa diferente… alguma expectativa de que nossos momentos avançassem um pouco mais… talvez aquilo me incomodasse mais.

Mas não estava.

Ou era isso que eu queria acreditar.

— Tudo bem — respondi.

Fui até a geladeira, que já estava abastecida, peguei um refrigerante e me joguei no sofá.

E foi aí que começou.

O som.

Primeiro baixo.

Depois… nem tanto.

Vindo do quarto da Tauane.

Fiquei parado, olhando pro nada por alguns segundos, como se ignorar fosse suficiente pra fazer aquilo desaparecer.

Não foi. Porque não era só som.

Era ritmo.

Era repetição.

Era intensidade.

E não precisava de muita imaginação pra entender o que estava acontecendo.

Na verdade… imaginação era o problema.

Quanto mais eu tentava não pensar… mais claro ficava.

O jeito.

O tipo.

O cara.

O jeito que ele era.

Fechei os olhos por um instante, respirando fundo.

Maresias inteira devia estar ouvindo. E parecia que ninguém se importava… talvez só eu.

E eu…sentado no sofá.

Sozinho.

O incômodo veio devagar.

Crescendo. Se espalhando.

Tomando espaço.

Não era só sobre eles. Era sobre o que aquilo significava.

Sobre o tipo de coisa que eu estava começando a perceber… e não queria.

Levantei.

Não consegui ficar ali.

Saí pra área externa.

E foi como entrar em outro lugar.

Se a casa por dentro era pequena, quase apertada, o lado de fora compensava tudo. A área gourmet era ampla, bem iluminada, com uma bancada de pedra que se estendia por quase toda a lateral, churrasqueira embutida, utensílios organizados — tudo pronto pra uso.

A piscina ocupava o centro do espaço, água limpa, refletindo o céu claro, cercada por espreguiçadeiras de madeira e almofadas claras.

Um ambiente que pedia calma.

Que pedia descanso.

Mas não era o que eu estava sentindo.

Olhei o horário. Por volta das 11.

Precisava fazer alguma coisa. Qualquer coisa.

Resolvi acender a churrasqueira. O plano já estava meio decidido: churrasco no primeiro dia.

Foco.

Movimento.

Distração.

Funcionou…Por um tempo.

Por volta do meio-dia, eles apareceram.

Como se nada tivesse acontecido.

Tauane com um biquíni vermelho, mais comportado do que o normal dela. Hugo ao lado, de sunga branca, óculos escuros, leve, solto, sorrindo.

Sorrindo…

— Olha só, amor… que bom que temos um churrasqueiro — ele falou, sem esforço — tô morrendo de fome.

Eu não respondi.

Mas a Tauane…

ela reagiu.

Sutil.

Rápido.

Mas eu vi seu incômodo.

Eles foram direto pras cadeiras na beira da piscina, como se aquele espaço já fosse deles.

Como se tudo fosse.

Continuei na churrasqueira, tentando manter o foco, temperando a carne com mais força do que precisava.

Foi quando ele me chamou.

— Carlinhos… traz uma breja geladinha pra mim… e uma água pra Tauane.

Levantei o olhar.

Encarei.

Ele sustentou. Como se fosse normal.

— E aí… vai demorar muito esse churrasco? — continuou — tô com fome mesmo.

Respirei fundo.

Devagar.

Não era só o que ele dizia.

Era o jeito…

Como se testasse.

Como se empurrasse.

Como se quisesse ver até onde eu ia.

Eu já ia responder…quando elas apareceram.

Luana.

E Tati.

As duas vindo juntas, rindo de alguma coisa que só elas sabiam, leves demais, próximas demais.

Os cabelos molhados. O corpo ainda brilhando de água. Os biquínis menores do que o necessário.

E, por um instante…tudo parou.

Hugo foi o primeiro a reagir.

— Olha só, amor… — ele riu — parece que não fomos os únicos a aproveitar o quarto e o chuveiro da casa.

Nenhuma das duas negou.

Não tentaram explicar.

Só riram e foram deitar nas espreguiçadeiras.

Como se fosse normal.

Como se aquilo fosse… comum.

Olhei pra Tauane.

Ela desviou o olhar.

Rápido.

Mas não foi o suficiente.

Meu corpo reagiu antes da minha cabeça organizar qualquer coisa.

Algo estava acontecendo.

Claro.

Presente.

Ali.

E eu…eu era o único que não sabia exatamente o quê.

Mas, pela primeira vez…eu não estava só desconfiando.

Eu estava começando a entender.

E isso…não me deixava nenhuma boa saída..

Continua…

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Comentários

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Conto maravilhoso,não da vontade de parar de ler...

Alguns detalhes me intrigam, a interação entre Tauane e Carlos é pequena para gerar toda essa reviravolta nela (paixão). Outra, ela o via como o "gordinho de óculos" e ela era a rainha do baile da escola, o que ele fez despertar nela, foi a piedade, a síndrome do cachorrinho doente que precisa de cuidados de alguém ou a identificação com as questão das perdas ou algum predicado que não observei? Ela sendo isso tudo e ele sem expressão... sei que as vezes a paixão não tem explicação...Espero o despertar do Carlos.

Ele é uma cara rico, mas pegou ônibus para voltar do cinema com a namorada...podia voltar de aplicativo pelo menos. O Carlos tinha estar mais empoderado para chegar ao nível da Taune, ela esta em outro andar, como dizem, é outro patamar.

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Vc tocou pontos muito importantes...e essa evolução no relacionamento deles que tô tentando mostrar...

Eu já falei isso...mas se não fosse o acidente provavelmente eles nem seriam amigos. A aproximação dela foi por dois motivos...ego, por querer ajudar ele por ela e não por ele...e depois pq a mãe ofereceu algo em troca.

Uma das coisas que ela mais faz é se questionar o pq passou a se importar com ele, com o modo como ele via ela e etc.... é isso que no mundo fez ela se olhar de forma diferente...não só a garota perfeita da escola....Carlos não se aproximou dela por interesse, muito pelo contrário, ele reagia "mal" as provocações dela, e foram essas provocações que despertou algo nele. Será que o que ela sente é igual o que ele sente?? Pq abriu mão tão fácil??? Pq teve uma substituta para o que ele estava descobrindo?? Fica a reflexão...

São duas pessoas em estágios completamente diferentes de maturidade... claramente há uma exoansividade de uma e uma inabilidade social de outro...mas será que ambos são maduros no ponto de vista emocional???

Qt ao dinheiro dele... nitidamente essa nao é uma questão...não nesse momento... normalmente essa padrão de pessoa não se apega a coisas fúteis.

Acho que é isso...hj solto novo capítulo... provavelmente na HR do almoço.

Abraço, obrigado pelo comentário

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Acabei de ler o capítulo e estou refazendo minhas teorias. Mas antes...

Verndo de fora, o amor é tão simples, né? Tau dizendo que amava Carlos. Ow, Tau. Por quê? Por que não se declara logo? Vendo de fora, como leitor, é sempre mais fácil. Eu entendo.

E, bom, parece-me haver muitas evidências de que Luana e Tati são um casal de lésbicas. E esse é o segredo da Lu. Ela se aproximou de Carlos, engatou esse namoro, para ter motivos para ficar na casa de Tati e assim poder viver esse amor proibido. Provavelmente, a mãe das meninas não aceita.

E nessa trama toda, que sobrou foi meu xará. O que será que ele fará quando descobrir? Acho que ele pode surpreender, hein?

Por fim, parece que a minha querida Tau não consegue resistir a um bom dominador com um toque de cafajestismo, né? Eu ainda acho que será por causa disso que ela terá as atitudes que culminará no pedido de divórcio do Carlos duas décadas depois. E ainda aposto que o Miguel terá influência nisso. Tau falando dele não foi de alguém que só viu ele em ação. Aliás, ela viu ele em ação. Viu com ela. Dentro dela. Continua sendo minha aposta.

Nota 10, meu amigo Manfi. Já no aguardo para amanhã, no próximo.

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A Verônica se relacionava com o pai e a mãe do Carlos, acho que a questão dela não aceitar um relacionamento entre Tati e Luana não faz sentido.

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No próximo toda esse mistério já vai se resolver...aí só colher os cacos...

Estão deixando passar uma coisa importante...mas vou tentar ficar quieto...

Sobre o futuro...como falei que não teria coisas mirabolantes...vc está mais certo do que errado!!!

Abraço...

Tô louco p chegar em casa e ler o seu com calma...ou autor que quer matar as pessoas de ansiedade...kkk

Abraço

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Manfi, manda mais 3 aí pois seus leitores estão prontos kkkkk

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Não entendo o que passa na cabeça da Verônica deixar os "filhos" viajarem com o Hugo sozinhos.

Ao meu ver a Luana e a Tati podem ter algum tipo de relação ou início dela.

Hugo também pode estar sondando para avançar na Luana ou já teve um lance com ela.

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Cara, há famílias e famílias. As dinâmicas mudam. Lembre-se que Verônica é viúva e tem muitas outras questões para lidar. Não é só as filhas (Tau principalmente) que lidam com o luto.

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Ela disse que ia viajar com os "amigos"...kkk

Vai ver p ela não tem nada demais...até pq a tau já é de maior, e ela sabe que a filha não é nem um pouco santa...

Talvez se fosse a Tati aí acho que ela encanaria...ou não...eu sempre tive essa curiosidade...

Como se criar os filhos num ambiente de liberdade sexual??? Tipo pq alguém que acha que sexo é só sexo justificaria privar os filhos do mesmo prazer em que se vive???

E como é para os filhos...ter essa visão "diferente" do que é um relacionamento...o que é certo ou errado???

Já discutimos isso...mas ela ofereceu a viagem e o carro para a Tau...e não foi p maldade...foi justamente o contrário...vontade de cuidar, proteger e etc...

São temas pouco debatidos que eu fico, dentro da minha cabeça de tdha, debatendo comigo mesmo...embora não entenda nada...minha visão e experiências são o oposto disto...

Enfim...vcs que tem que discutir...se quiserem...

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Penso que liberdade sexual não seja extrapolar de confiança com alguém que acabou de chegar na vida da filha. Sei lá minha cabeça de pai não me aceita isso

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Se a Mãe proíbe a ida do Hugo junto com o Grupo, o que impediria um homem de quase trinta anos viajar sozinho e se hospedar em algum lugar próximo da casa, já pensou nisso, chega um determinado momento que você simplesmente só consegue uma restrição ilusória, então o melhor artifício é confiança equilibrada e a orientação assertiva, pois infelizmente rsrs, em determinado momento, nós perdemos o controle total e imediato em nossos filhos. Pare para pensar, a pior atitude da Tau até agora, incluindo as atitudes com o Hugo, foi sob uma interpretação deturpada de um pedido da Mãe, ela fez sexo oral em três valentões para que parassem de aborrecer o Carlos, então a Mãe deveria proibir a Tau de ir para Escola, proibi-la de andar com esses amigos ou deveria ter uma conversa diretamente, sem falsos tabus, prevendo e antevendo situações iguais a essa e convence-la que não seria o melhor caminho para manter sua popularidade e liderança juvenil. Não estou dizendo que pode tudo, estou dizendo pode se dar uma liberdade condicionada a uma confiança recíproca, que não elimina os problemas dos filhos, mas deixa os pais próximos de seus filhos, sendo assim, fica mais fácil identificar ou até mesmo prever problemas, dando uma vantagem significativa aos pais para a tentativa de solucionar ou até mesmo evitar esses problemas de maneira construtiva, sem impor restrições que muitas vezes nunca seram cumpridas.

Ps. Mesmo assim, eu entendo e compartilho que esse sentimento "Alerta de Pai Aranha", acaba sendo mais forte kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk é instinto puro é irracional, portanto mesmo que não seja a melhor opção, é inevitável tentar restringir as ações de um sujeito igual ao Hugo.

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Entendo seu ponto, mas digo também o fato pq ela não foi junto deles, o Hugo que fosse e ficasse em outro lugar nada impediria dela se encontrar com ele.

Mas o problema maior ali não é nem a confiança na Tau, mas a confiança cega nesse tal de Hugo. Sabemos que conosco ao lado pode ocorrer muita merda imagina deixar 4 adolescentes viajar com um quase total estranho.

O caso do bullying com o Carlos na escola da a entender que já rolava algo naquele naipe com os amigos do Antônio, foi mais um pedido da Tau com um prêmiozinho pra eles.

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Como eu disse, entendo o Sentido Pai Aranha surtando, mas a pergunta é, o que fazer nessa situação, que é um problemão, não há dúvidas, porém minha observação é como poderia solucionar ou evitar essa situação, simplesmente proibindo a ida do Hugo, com minha experiência empírica e principalmente por observação abrangente, a proibição nessa época da vida do filho(a), ainda mais se tratando de namoro, tem efeito imediatamente contrário, o adolescente tende a querer o relacionamento mais do que nunca, afinal o escondido é mais prazeroso, ainda mais nessa idade que a irresponsabilidade é quase uma obrigação.

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Aí que está não é proibir o relacionamento com o cara, mas dar um limite até onde ele pode ir. Nesse capítulo nós começamos a ver a índole dele. Como alguém libera para os filhos dormirem com um total estranho debaixo do mesmo teto. O que essa mulher tem na cabeça? Não sabe se o cara é um psicopata ou sei lá o que.

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Nesse ponto que seria meu argumento, se os pais não derem a confiança equilibrada e orientação assertiva, não conseguem se aproximar de fato dos filhos, a Mãe não tem as informações que nós temos informações privilegiadas que os pais não costumam ter, para a Mãe o Hugo é só um namoradinho mais velho que praticamente toda adolescente tem em algum momento da vida, a Mãe não sabe nem das tendências de submissão da filha camufladas numa popularidade distorcida, quanto mais das atitudes abusivas do Hugo, que por sinal só vieram a tona até para nós leitores, neste capítulo capítulo, antes ele parecia um jovem Homem adulto que se apaixonou e queria iniciar compromisso com uma jovem mulher saindo da adolescência, cheguei a pensar que quem sairia machucado seria ele e não a Tau e possivelmente o Carlos, leia as impressões da Tau a respeito dele, essas seriam as informações que a Mãe poderia ter acesso, são muito diferentes ao que ele está demonstrando durante a viagem, por isso a solução vem de preparar os filhos previamente para situações como essa que está acontecendo.

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Ps. Há muitos Hugos soltos pelo Mundo, às vezes, muito mais próximos que possamos imaginar, inclusive no convívio diário com nossos filhos, então a questão não é a proibição peremptória de qualquer um que se aproxime, é alertar os filhos, quanto a eles perceberem os sinais e saberem lidar com as situações que possam surgir, a bolha que podemos criar tem que estar repleta de informações, orientações, entendimentos sem pré julgamentos e confiança equilibrada mútua, só assim teremos chance de proteger nossos filhos do Mundo quando eles chegam no pós adolescência, antes sim, podemos fazer uma bolha somente com amor e afeto, mas a vida adulta é difícil para quem é cria os filhos.

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Minha impressão sobre isso, sem dar spoiler...

A questão que levantei é...se pra verônica a filha ter um Hugo, mesmo que não seja um exemplo de relacionamento é algo ruim??? Se ela se importa com a vida sexual da filha (lógico que se importa), mas no sentido do amor livre...aproveitar oportunidades, aproveitar a vida.

Será que pra essa família esse tipo de sentimento e preocupação é igual a de uma família mais "tradicional"?? Como esconder ou blindar dos filhos o tipo de estilo de vida que vc mesma escolheu???

Qt ao Hugo...eu vejo ele como um cara inseguro...que que se mostrar pq precisa ser o centro das atenções...ele se preocupa mais com o Carlos do que deveria ou demonstra..... realmente ele não tinha demostrado esse lado antes, ou a tau que não percebeu...aí é a interpretação de cada um...

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A impressão que eu tenho é que a Tau percebe tudo, mas tem uma dificuldade imensa em usar um discernimento racional, ela somente usa a emoção momentânea, descartando quaisquer Red Flags que se apresentem, mesmo que gritantes, ou seja, ela vive o momento, indo pelo caminho mais fácil apresentado, que passa para ela a ilusão que estaria no controle.

Quanto ao posicionamento mais permissivo da Mãe da Tau, a minha opinião no comentário acima dissertou sobre meu posicionamento, mas teremos que ver qual o tipo de Liberdade que foi oferecida para Tau, teremos que ver o desenrolar, mas com certeza, como Pai de Família, entendo a aflição do Lucas90, só acho que são preocupações e ações seculares e que comprovadamente não surtiram o efeito desejado, então é complicado, fazer mesma coisa milhões de vezes através de gerações, esperando resultados diferentes, algo tem que mudar, não sei ao certo o que e nem como, mas tem que mudar para o bem de todos, pois os últimos quinze anos o poder dos pais sobre as relações dos seus filhos tem representado cada vez menos aos filhos, o Mundo Virtual está tomando esse lugar, se não houver uma radical mudança na forma como são tratadas essas interações com os Filhos, a função parental será praticamente relevada a segundo plano, isso me assusta.

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Estou adorando as suposições de vcs...ainda apenas giz e sensatez...

Só umas dicas.

1) não é história para teorias mirabolantes... é bem direta inclusive.

2) peguem tudo que já aconteceu...por exemplo...pq a desconfiança do Carlos antes da viagem???? Espero que não seja um spoiler (mas a intenção é levar o leitor junto na construção dos personagens...diferente de outras histórias que gostam de deixar o leitor na dúvida.

3) e o mais importante...pode-se julgar escolhas...não ninguém pode ser considerado vilão nessa história (deixei claro desse o início). Algumas coisas pode abrir debate, por isso o ? Na tag...mas....alguém que está se perdendo achando que precisa de outra pessoa pra superar o fato de não ter a pessoa que ama, não levaria o namorado pra ser amante dessa pessoa tendo consciência disso...seria esquizofrênico...kkk

Ótima madrugada.

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Ahhh...só uma coisa, p não confundir...o ? Na tag traição tem haver ao casal que um dia irá se formar, ou seja, Carlos e Tau.

Acho que ficou claro que sobre esses relacionamentos intermediários não tem como negar traição...e mal caratisse dos outros...apenas p deixar claro...devia ter posto o ? Só nas próximas temporadas... desculpa o erro.

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Está tudo bem a tag serve bem ao seu propósito.

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Estou aqui escrevendo, as lágrimas ainda escorrendo, os braços marcados com minhas próprias unhas, Tauane se machucou de mais e agora está tendo que engolir o idiota machucando o Hugo, me pergunto até onde ela vai tolerar, até onde ela vai aceitar...

Como eu já disse para algumas pessoas, mexe comigo mas não com quem eu gosto e respeito... Eu espero que ela seja parecida comigo não só no comportamento sexual, porque esse cara vai destruir o Carlos se ela deixar.

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Mas no meu entendimento, essa será a dinâmica do conto, a incapacidade da Tau de impor limites com seus amantes, e a introspecção exacerbada do Carlos atrapalhando sua vida amorosa, agora essa dinâmica da Tati com Luana já estava evidente na aproximação exagerada da Tati com o casal e se confirmou no convite para a viagem, chamar a namorada do irmão de criação e mais ninguém é mais que confirmação, agora não entendi a interação do Hugo com a Luana, a impressão que eu tive, seria que a Tau já tinha conhecimento desse segredo entre Luana e Hugo, aliás seria o que ela queria contar ao Carlos e não contou, se for isso, mais uma grande bola fora da Tau, levar o Hugo na viagem sem esclarecer nada com o Carlos sobre essa relação secreta, chega a ser cruel, espero que esteja enganado, mas me parece ser algo nesse sentido o que a Tau sabe sobre a Luana. Digo isso devido a ela não ter dado importância aos olhares do Hugo no carro, fitando a Luana, se o Carlos percebeu já que foram olhares acintosos, ela com certeza percebeu também, e não deu importância. Logo...

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Não acho que seja Hugo e Luana... Acho que seja Luana e Tati que a Tau escondeu... Acho que ela sabe que é mais por aí...

Hugo e Luana acho que é o que vai aproximar Tau e Carlos... A Tau já está abalada com o comportamento dela com o Hugo, se o Hugo e Luana traírem Tau e Carlos é mais um tijolo dessa fundação frágil, para o relacionamento dos dois.

Tanto que a Tau não parece ter reparado nos olhares do Hugo para a Luana, não parece sequer ter reparado, que ele fodeu ela pensando na Luana... Ela só percebeu que ele marcou território e roubou o quarto.

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Eu também entendi isso: Luana e Tati.

E o Hugo provavelmente não sabe ainda. E ele olhou para Luana porque deve tê-la achado uma gostosa também.

Acho muito verossímil o personagem Hugo para o tipo de personagem que a Tau tem se mostrado até agora.

É um dominador/cafajeste estilo Miguel. E esse parece ser o ponto fraco dela.

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É muito estranho, quase impossível ela não ter percebido, principalmente as interações dos olhares seguido de um sexo urgente, mulher tem o sentido aguçado para isso, Tati e Luana destruiria muito menos ao Carlos, pois a Tati é um anjo e está se aproximando do jeito certo, já um segredo entre Luana e o arrogante do Hugo, seria devastador, ainda mais se ele soubesse que a Tau sabia de tudo e ainda assim levou o Troglodita para a viagem, ele se sentiria mais traído pela Tau, no qual ele confia.

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Discordo um pouco. Acho que Carlos descobrir um relacionamento secreto entre Tati e Luana seria tão desvastador quanto. Ainda mais porque ele está focado no Hugo, temendo que ele encoste na Luana, aí ele descobre que, na realidade, o problema todo foi a Tati? Seria uma reviravolta e tanto.

E te falar, acho que ele começou a cair a ficha com o final desse capítulo.

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A diferença é que a Tati está conquistando a posição dela com respeito e atenção em ambos, apesar da afinidade natural que surgiu entre as duas, ela não está colocando o Carlos de escanteio, já o intuito do Hugo é isolar o Carlos através da humilhação, veremos quais reações surgirão e de quem partirá as reações mais opositivas às intenções do Hugo em relação ao Carlos.

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Além disso, nem é mais segredo para o Carlos que a Luana retribuiu o olhar de assédio do Hugo, pelo menos até ela perceber o Carlos desconfortável, então os danos na autoestima e confiança no Carlos já foram causados, independentemente do Hugo e Luana terem um segredo anterior, mas para o Carlos seria pior se tivessem um segredo anterior de conhecimento da Tau, pois a Tau estaria colocando o Hugo na frente em consideração, já Tati e Luana a Tau estaria protegendo a irmã, então faria mais sentido em ter dúvidas de revelar a verdade ao Carlos, pois seriam considerações equivalentes, proteção e lealdade ao Carlos ou proteção e lealdade a irmã Tati. Seria um grande dilema para a Tau e não uma decepção tão grande para o Carlos como em ter a namorada e a irmã de criação no qual ele tem grandes sentimentos conflitantes serem desleais ao mesmo tempo com ele, por causa de um cara que o está tentando humilhar para isolar.

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Quanto ao segredo pode ser...

Quanto a ela ter percebido, ela estava fechada no seu próprio mundo durante a viagem e ela mesma diz que não vê o predador no Hugo, algo que eu teria levantado assim que ela disse, cara de 30 namorando menina de 18 depois de ser namorado de amiga dela, (que pode sim ser a Luana), possivelmente antes dos 18... Isso para mim já é red-flag, para ela não foi.

Além disso, ela não têm uma relação saudável com sexo, desde o primeiro capítulo, sua hipótese só seria certeira, se a relação dela com sexo fosse saudável.

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