O segundo dia se repete em padrão similar. Acordo sozinho. Tento me manter ocupado. Ouço os sons distantes do treinamento de Brianna. Seus gemidos agora pareciam mais controlados, mais conscientes, como se ela estivesse aprendendo a orquestrar seu próprio prazer.
Wendell me encontra no meio da tarde, enquanto estou consertando uma cerca. Ele traz duas canecas de vinho, e me sento com ele em um banco de madeira, aceitando a oferta.
— Ela está indo bem — ele diz, sem que eu pergunte. — Muito bem. Elara diz que tem talento natural. Uma capacidade de se entregar que não se ensina.
Engulo a bebida, sentindo-a queimar na garganta. Wendell me encara por um longo momento, aqueles olhos azuis intensos parecendo ver através de mim.
— O Rei gosta de fazer os maridos assistirem — ele diz finalmente, baixo. — Gosta de ver a dor no rosto de um homem enquanto toma sua mulher. Gosta de humilhar, de provocar, de reduzir o marido a nada enquanto sua esposa geme sob ele.
Meu coração acelera. Sinto o suor brotar na testa, apesar do ar fresco.
— Se você mostrar ciúme — Wendell continua — se você reagir, se tentar intervir, ele te matará e depois a destruirá.
Engulo seco, minha garganta repentinamente arenosa.
— O que devo fazer?
Wendell me coloca a mão no ombro, seu aperto firme, quase doloroso.
— Você deve assistir — ele diz. — Sem reagir ou mostrar emoção. Deixar que ele faça o que quiser, diga o que quiser. E depois, quando ele terminar, quando ele a devolver para você... — ele pausa, e há algo quase compassivo em seus olhos — ...então você a pega e a ama. Você mostra que é mais do que o momento de humilhação, que você é o que permanece quando o prazer do Rei se esvai.
Não sei o que dizer. Wendell se levanta, deixando-me com minha caneca vazia e meus pensamentos mais pesados.
— Treinaremos você — ele diz, já se afastando. — Kael e eu.
E então ele se vai, deixando-me sozinho com o crepúsculo e o peso do que está por vir.
Não conto a Brianna imediatamente sobre a conversa com Wendell mais cedo. Ela sobe tarde, exausta, mal conseguindo manter os olhos abertos enquanto come o jantar que Kael preparou. Mas há uma satisfação em seu rosto, uma sensação de realização que a faz brilhar mesmo na fadiga. Subimos para o quarto.
— Hoje foi... — ela começa, depois para, procurando a palavra. — ...intenso. Elara me mostrou coisas sobre meu próprio corpo que eu não sabia. E o dildo... — ela morde o lábio, e vejo que há excitação misturada com apreensão — ...é enorme, Alex. Maior do que qualquer coisa que já vi. Elara diz que o Rei é assim. Que eu preciso estar pronta.
— Você conseguiu? — pergunto, a voz mais rouca do que pretendia.
Brianna sorri, e há orgulho no gesto.
— Consegui. Doeu muito, no início, mas Elara me guiou. Me mostrou como respirar, como relaxar, como deixar o corpo abrir. E quando finalmente entrou... — ela fecha os olhos, e seu rosto se contorce em uma lembrança que não consigo ler — ...foi diferente de tudo.
Não sei o que dizer. Há uma mistura de emoções em meu peito — orgulho, ciúme, medo, excitação — que não consigo separar.
— Eu quero que você me foda — Brianna diz de repente, abrindo os olhos, me encarando com uma intensidade que me deixa sem fôlego. — Agora.
Não precisa dizer mais nada. Estou sobre ela em segundos, arrancando suas roupas, beijando-a com uma ferocidade que não reconheço como minha. Ela responde igualmente, seus dentes encontrando meu pescoço, suas unhas cravando-se em minhas costas.
Quando entro nela, é com um único movimento, profundo, até a raiz. Ela grita com uma satisfação quase violenta. Está molhada, incrivelmente molhada, e mais aberta do que jamais a senti. Eu sinto a forma como seu corpo se molda a mim, mas mantém uma memória de algo BEM maior.
— Mais forte — ela implora, as pernas envolvendo minha cintura. — Me fode como se fosse a última vez, Alex. Como se amanhã eu fosse embora para sempre.
Não é amanhã, quero dizer. É depois de amanhã. O Festival. O Rei. Essa sombra que não sai de minha cabeça.
Mas não digo nada. Apenas a fodo, com tudo que tenho, com toda a raiva e o medo e o amor e o ciúme que acumulei desde que chegamos a este lugar.
Ela goza primeiro, com um grito que foi ouvido em toda a casa, seu corpo se arqueando em espasmos violentos que apertam meu pau em ondas rítmicas. Eu sigo logo depois, esvaziando-me nela com um gemido que soa estrangulado, mesmo aos meus próprios ouvidos.
Depois, deitados juntos, ofegantes, colados pelo suor ela finalmente fala.
— Amanhã — ela murmura, sua voz pesada de sono — ...eles vão me treinar para ser fodida na sua frente.
Penso na conversa com Wendell, no treinamento que ele mencionou para mim.
— Eu sei — digo, e há algo resignado em minha voz. — Wendell me contou. Eles vão treinar você e a mim para te ver e não reagir.
Brianna se vira, me encarando na penumbra.
— Você vai conseguir?
— Não sei.
— Porque eu vou gostar — ela admite, a voz baixa, quase envergonhada. — Quando eles me tomarem na sua frente, eu vou gostar muito. Eu quero que você saiba, disso. Não quero esconder isso de você. Não quero fingir.
Não respondo. Apenas a puxo para mais perto, enterro meu rosto em seu cabelo e tento não pensar no amanhã.
O último dia de treinamento amanhece cinzento, o céu coberto de nuvens que prometem chuva. Brianna acorda antes de mim, como sempre, já se preparando. Quando desço, encontro-a na cozinha, conversando com Wendell e Kael. Há uma tensão no ar, uma expectativa que faz meu estômago revirar.
Wendell se vira quando entro e me passa um cálice de vinho.
— Alex — ele diz, e há algo quase compassivo em seu tom. — Hoje é o dia. O treinamento final para Brianna e para você.
— O que exatamente vai acontecer? — pergunto, minha voz mais áspera do que pretendia. Dou uma golada na bebida para molhar a garganta.
Kael responde, e há uma seriedade em seus olhos jovens que não estava lá antes.
— Nós vamos fodê-la — ele diz, simples. — Papai e eu vamos fodê-la enquanto você assiste. Vamos fazê-la gemer, gritar, gozar. E vamos te provocar também. Vamos usar todos os buracos que ela aprendeu a abrir durante o treinamento. E você vai ficar lá, sentado, assistindo a tudo sem fazer nada. Sem tocar em si mesmo e sem interferir. Só olhando.
Sinto meu rosto queimar, meu coração acelerar. Mais um gole.
— E se eu não conseguir? — pergunto. — Se eu perder a cabeça?
Wendell se aproxima, colocando a mão em meu ombro. Seu aperto é firme, quase doloroso.
— Se você falhar — ele diz, baixo. — Será o fim de vocês.
Engulo seco, minha garganta repentinamente arenosa. Viro o resto da bebida até não sobrar nada.
— Vou conseguir — digo, e minha voz soa mais confiante do que me sinto.
Wendell sorri, e há aprovação em seu gesto.
— Então vamos começar.
A câmara de acolhida está preparada de forma diferente desta vez. Há uma cadeira simples de madeira no centro, voltada para a plataforma baixa onde Brianna será tomada. Almofadas estão espalhadas pelo chão, e o incenso queima mais forte do que antes, criando uma névoa densa que torna tudo mais surreal.
Wendell me guia até a cadeira e me passa mais um cálice com vinho.
— Sente-se — ele instrui. — Mãos nos braços da cadeira. Não faça nada, apenas respire e observe. E, antes de começarmos, beba tudo.
Obedeço. Bebo tudo e deixo o cálice cair no chão suavemente. Posiciono meus dedos nos braços da cadeira de madeira áspera. Wendell se afasta e então Brianna entra.
Ela está usando um vestido longo de linho branco, simples, quase cerimonial. Seus cabelos louros estão soltos, caindo sobre os ombros. Ela não usa nada por baixo e consigo ver a forma de seus seios se movendo sob o tecido fino, a sombra de sua buceta quando a luz atinge de certo ângulo.
Nossos olhos se encontram e há um breve momento de conexão — eu, preso na cadeira; ela, livre para se mover e escolher. E então ela sorri um sorriso que diz: "estou fazendo isso por nós. Confia em mim".
Seus lábios estão roxos e tenho certeza de que ela também tomou doses generosas do vinho que nos servem a todo momento.
Wendell e Kael entram atrás dela. Estão nus, seus corpos expostos à luz das tochas. Wendell, com seus músculos definidos; Kael, mais jovem e mais definido, ambos com o pau já duro.
— De joelhos — Wendell instrui Brianna, sua voz profunda preenchendo o espaço. — Fique aqui de frente para seu marido. Quero que ele veja cada centímetro do meu pau entrar em sua boca.
Brianna obedece, movendo-se até ficar de joelhos na plataforma, voltada para mim. Seus olhos encontram os meus novamente e vejo excitação ali. Ela está nervosa, mas está confiante. Ela está completamente entregue ao processo.
Kael se aproxima primeiro, movendo-se até ficar à frente dela, seu pau duro quase tocando seu rosto.
— Abre — ele ordena — Mostra ao seu marido como você chupa.
Brianna obedece, abrindo a boca, estendendo a língua. Kael guia seu pau para dentro e ela o recebe, seus lábios se fechando em torno de sua extensão. O som que ela emite faz meu próprio pau pulsar em resposta.
— Olha para ele — Wendell instrui, posicionando-se atrás de Brianna, suas mãos encontrando suas nádegas. — Olha nos olhos do seu marido enquanto chupa outro homem. Deixa-o ver o quanto você gosta.
Brianna obedece, seus olhos encontrando os meus. E o que vejo ali me deixa sem fôlego. Uma excitação pura, abandonada e uma entrega completa ao prazer.
Ela está gostando, como disse que gostaria.
Mais: ela está amando cada segundo. Ela quer que eu veja. Ela quer que eu compartilhe isso com ela.
Wendell começa a prepará-la, seus dedos encontrando sua buceta, já molhada de excitação.
— Está pronta — ele anuncia, posicionando seu pau em sua entrada.
Wendell entra em um único movimento, profundo, completo, até a raiz. Brianna grita, o som abafado por Kael, seu corpo se arqueando em resposta. Wendell começa a mover-se, cada embate fazendo seus seios balançarem, seu corpo inteiro se mover em ondas.
— Olha para ele — Wendell ordena, sua voz tensa de esforço. — Olha nos olhos do seu marido corno enquanto eu te fodo. Deixa-o ver o quanto você ama ser fodida por homens de Lisola.
Brianna obedece, seus olhos encontrando os meus. E o que vejo ali me quebra e me reconstrói ao mesmo tempo. É uma mistura de amor e fome, como nunca vi antes. Uma necessidade urgente de ser fodida.
— Goza para ele — Wendell ordena, aumentando o ritmo, cada embate produzindo um som de carne batendo em carne. — Goza enquanto seu marido assiste.
Seu orgasmo a atinge como uma onda, começando profundo em seu ventre e se espalhando para fora, fazendo seu corpo inteiro se contorcer, seus músculos se contraírem em espasmos violentos. Ela grita e Wendell a segura firmemente, continuando a fodê-la através de seu orgasmo, prolongando seu prazer.
Quando ela finalmente se acalma, ofegante, suada, Wendell ainda está duro dentro dela. Ele goza logo em seguida, enchendo a buceta de minha esposa com uma porra viscosa e volumosa. Ele se retira lentamente, seu pau brilhando com os fluidos misturados, e se afasta, deixando-a exposta, aberta e com sêmen escorrendo.
— Sua vez — ele diz para Kael, que ainda está à frente de Brianna, seu pau duro saltando em frente ao rosto dela.
Kael obedece, se posicionando atrás de Brianna para tomar o lugar que antes pertencera ao pai. Ela o recebe sem resistência, ainda ofegante, ainda tremendo de seu orgasmo, mas obediente e ansiosa. Kael começa a mover-se, segurando a pelos ombros com ambas as mãos, controlando o ritmo.
— Olha para ele — Wendell instrui novamente.
Brianna obedece, seus olhos encontrando os meus novamente. E mesmo através da submissão de sua posição, mesmo com Kael controlando seu movimento, vejo algo de desafiador em seu olhar.
Kael continua fodendo minha esposa, enquanto Wendell vai até uma prateleira e tira uma caixa de madeira que pensei, a princípio, que fosse para guardar uma espingarda, ou uma garrafa de vinho especial.
Mas não. De dentro, Wendell tira um dildo de madeira, mais grosso que uma lata de refrigerante, mais longo que meu antebraço.
- O pau do rei. - Diz Wendell com brilho nos olhos - Vai alargar o cu de sua esposa.
Tomo um susto genuíno. Sinto meu coração bater mais forte e meu rosto queimar. É impossível que isso caiba em Bri. É fisicamente impossível. Biologicamente impossível. É literalmente impossível.
A visão daquele brinquedo de madeira me desconecta imediatamente da cena. Enfiar o objeto nela irá matá-la.
Olho para Bri e ela me encara: silenciosamente, ela sussurra para mim: "confia".
Lembro de ela falar que conseguiu receber tudo no outro dia. Minha cabeça é pura confusão, mas resolvo confiar.
Wendell lubrifica o objetivo com uma espécie de azeite e oferece o a Kael, que o segura com destreza e posiciona na entrada do pequeno cu de minha esposa.
- O cuzinho da sua esposa nunca mais será o mesmo - Ele diz para mim - A buceta é elástica, e por maior que seja o pau, ela sempre volta ao tamanho original. Mas o cu...
Pela primeira vez, sinto certo sadismo no olhar de Kael. Ele me olha com um sorriso cruel.
Wendell recuperado, se posiciona na frente de Bri, enfiando-lhe o pau na boca. Ao mesmo tempo, Kael começa a forçar o majestoso dildo real no cu de Bri. Ela dá um grito, que se abafa pelo pau de Wendell em sua boca.
- Respire fundo, Brianna - murmurou Kael, seus dedos percorreram sua coluna até segurarem firmemente suas ancas - Deixe seu corpo se abrir para mim.
- Você sente como está quente, Brianna? - perguntou, sua voz grave mantendo o ritmo de suas estocadas. - Isso é a magia de Lisola. Ela aquece o objeto, torna-o maleável, mas não diminui seu tamanho.
Brianna tentou olhar por cima do ombro, mas Wendell segurou sua cabeça firmemente, mantendo-a focada em sua tarefa. O pau dele deslizava mais profundamente agora, quase tocando sua garganta, enquanto ela lutava para manter o ritmo de sucção entre os gemidos que as investidas de Kael arrancavam dela.
Kael era paciente. Ele certamente já tinha feito isso antes e sabia que a pressa apenas causaria dor desnecessária. Centímetro por centímetro, ele avançava, sentindo o corpo de Brianna se apertar e ceder em torno do objeto impossível.
Wendell, percebendo a necessidade de distração, aumentou o ritmo de suas estocadas na boca de Brianna.
- Olhe para mim - ordenou, puxando seu cabelo para que seus olhos verdes se encontrassem com os seus azuis intensos - Foque no meu prazer. Deixe seu corpo ser usado, Brianna.
As palavras de Wendell pareciam ter efeito. Brianna relaxou visivelmente, e Kael aproveitou para avançar mais, metade do dildo agora enterrado em sua bunda. O calor da magia de Lisola parecia irradiar através do objeto, derretendo qualquer resistência restante em seus músculos tensos.
Kael retomou suas estocadas na buceta de Brianna, agora em um ritmo mais lento e profundo, sincronizando-se com a pressão do dildo em sua bunda. A sensação de dupla penetração — tripla, contando a boca ocupada por Wendell — fazia Brianna gemer constantemente agora, um som quase animal que escapava de sua garganta a cada movimento coordenado dos homens.
Wendell continua as provocações:
- É assim que o Rei vai querer você: aberta, submissa, incapaz de pensar em nada além do prazer. E é assim que o Rei vai querer seu marido: corno e manso.
Wendell retirou-se parcialmente da boca de Brianna, permitindo que ela respirasse ofegantemente, a saliva escorrendo pelo queixo. E então ele a penetrou novamente, mais fundo desta vez, sentindo sua garganta se contrair em torno dele enquanto ela engolia em volta de sua extensão.
Kael, sentindo que Brianna estava no limite, aumentou o ritmo de suas estocadas. O dildo agora estava completamente enterrado nela, sua base pressionando contra seu períneo enquanto ele a fodia com movimentos profundos e deliberados. A fricção do objeto contra suas paredes internas, combinada com o calor mágico que irradiava dele, criava uma sensação avassaladora que fazia Brianna ver estrelas mesmo de olhos fechados.
Brianna gritava ao redor do pau de Wendell, seu corpo convulsionando violentamente enquanto o orgasmo a atravessava em ondas intermináveis. Kael manteve o ritmo de suas estocadas até sentir o clímax aproximar-se, e então enterrou-se profundamente em Brianna, pulsando fartamente enquanto seu sêmen quente inundava sua vagina em jatos intensos.
Wendell goza com um grito, seu corpo se arqueando, suas mãos apertando a cabeça de Brianna enquanto ele despeja em sua boca. Ela engole, engole de novo, um reflexo que parece natural, treinado, e quando ele finalmente se retira, ela mostra a língua, vazia, limpa, prova de sua obediência.
Kael retirou o dildo com igual cuidado, sentindo o corpo de Brianna estremecer uma última vez antes de ficar completamente relaxado.
- Veja – ele diz para mim.
E consigo ver o cu, outrora apertado de minha esposa, sendo apenas um buraco enorme, aberto e exposto. Um cu que nunca mais será o mesmo.
Ele a segurou em seus braços por um momento, uma demonstração inesperada de ternura, antes de deitá-la suavemente sobre as peles.
— Boa garota — Wendell diz, e há aprovação genuína em sua voz. — Muito boa.
Ele se aproxima de mim, estendendo a mão. Hesito, depois a pego, deixando que ele me puxe em pé. Minhas pernas estão dormentes de ter ficado sentado por tanto tempo, mas não é só isso. Eu estou tremendo, percebo. Leve e incontrolavelmente.
— Você foi bem — Wendell diz, e há algo quase orgulhoso em seu tom. — Não reagiu. Não tentou intervir. Manteve o controle.
— Estava morrendo por dentro — admito, a voz rouca.
— Eu sei — ele responde, e pela primeira vez, há algo que parece genuína empatia em seus olhos. — O Rei procura fraqueza. Se ele encontrar, ele a explora até não restar nada. Mas se você mostrar força, mesmo que seja fingida, mesmo que esteja morrendo por dentro, ele irá respeitá-lo. E ele trata melhor quem ele respeita.
Assimilo as palavras, sentindo-as pesar em meu peito.
— Amanhã é o dia do festival e hoje a noite, haverá uma celebração. Vamos, temos que nos preparar.
Ele se afasta, deixando-me sozinho na câmara agora vazia, o cheiro do sexo ainda pesado no ar. Penso em Brianna exausta e saciada. Penso no que aprendemos, no que ainda precisamos aprender. No que está por vir.
E pela primeira vez desde que chegamos a Lisola, sinto algo que não esperava: uma estranha forma de aceitação. O que quer que venha, vamos enfrentar juntos.
Subo as escadas com Brianna. Mais tarde haverá essa celebração e amanhã o festival. Depois? Tudo o que não posso prever. Agora, entretanto, neste momento, tenho ela. E ela me tem. E por enquanto, é suficiente.