O sol ainda não rompeu por completo quando acordo sozinho na cama de palha. O espaço ao meu lado está frio, indicando que Brianna já se levantou. Sento-me, esfregando o rosto, e ouço o som distante de vozes femininas vindo de algum lugar abaixo da casa
Visto-me rapidamente e desço a escada de madeira. Na cozinha, encontro apenas Kael, que está cortando vegetais em uma bancada de pedra. Ele levanta o olhar quando entro.
— O treinamento de Brianna já começou — ele diz, sem que eu pergunte.
Fico parado no centro da cozinha, não sabendo exatamente onde colocar as mãos. Kael continua seu trabalho, o som da faca contra a madeira preenchendo o silêncio.
— Posso ajudar em algo? — pergunto finalmente.
Ele me avalia com aqueles olhos âmbar, depois aponta com a faca para uma cesta de roupas no canto.
— Lavanderia. O rio fica a dez minutos a leste.
Pego a cesta e saio, agradecido por ter algo para fazer com as mãos e a mente. O ar da manhã é fresco, carregado com o perfume de flores que não reconheço. O caminho é de terra batida, ladeado por árvores cujas folhas parecem capturar a luz de maneira intensa, quase líquida.
Encontro o rio, uma faixa de água cristalina que corre sobre pedras lisas. Há outras pessoas lá — mulheres principalmente. Algumas tem os seios expostos e outras estão completamente nuas enquanto lavam roupas ou se banham. Tento não encarar, concentrando-me na tarefa.
As únicas vezes que lavei roupa na vida foram na faculdade, quando morava ainda na república. E mesmo naquela época, era só jogar tudo na máquina e apertar um botão. Mas, penso, quão difícil deve ser lavar roupas?
Enquanto esfrego uma túnica de linho contra uma pedra, ouço passos atrás de mim. Wendell aparece, carregando uma cesta maior que a minha. Ele está vestido apenas com calças de couro largas, o torso nu exibindo músculos que desafiam a idade que seus cabelos grisalhos sugerem.
— Não imaginava encontrá-lo aqui — ele diz, ajoelhando-se à minha frente no rio.
— Precisava me manter útil — respondo.
Wendell ri, um som profundo que vibra em seu peito.
— Ah, Alex. Você ainda pensa como um homem de outro mundo. Aqui, não há vergonha em ser colocado de lado enquanto as mulheres se preparam. É uma honra servir.
Continuamos em silêncio por um momento, o som da água preenchendo o espaço.
— Posso perguntar algo? — digo finalmente.
Wendell levanta um olhar azul intenso.
— O Rei Folarin... o que ele fará com Brianna se a escolher?
O homem mais velho pausa, suas mãos parando sobre uma túnica molhada.
— O Rei gosta de testar limites — diz ele, cuidadoso. — Ele gosta de quebrar resistências. Ele as leva a um lugar onde só existe prazer, onde a mente deixa de resistir e o corpo assume o controle.
Engulo em seco, minha garganta subitamente seca.
— E se ela não puder... se não conseguir chegar lá?
Wendell me encara por um longo momento, depois volta ao trabalho.
— Então ela será apenas mais uma. O Rei escolhe várias durante o Festival. Vez ou outra dispensa alguma.
Não sei o que responder. Continuamos a lavar em silêncio, mas minha mente está longe, imaginando Brianna naquele palácio, com um homem que ainda não conheço, sendo levada a lugares que não posso seguir.
O resto do dia passa em uma névoa de tarefas. Ajudo Kael a reparar uma cerca. Carrego lenha. Cavo um poço para um novo canteiro de ervas. Cada trabalho físico é uma bênção, pois me impede de pensar demais.
Mas não consigo bloquear completamente os sons.
De vez em quando, quando o vento sopra na direção certa, ouço gemidos. Vozes femininas em tons agudos e roucos, que não reconheço em Brianna. Por vezes ouço também risadas e palavras que não consigo distinguir. O som vem de baixo da casa, da câmara de acolhida onde ela está sendo treinada.
Apertou os punhos enquanto cravo uma estaca no solo com mais força do que o necessário. Kael, que trabalha ao meu lado, nota.
— Difícil — ele comenta, não como pergunta.
— Não imagina — respondo, a voz mais áspera do que pretendia.
Ele para o trabalho, apoiando-se na pá.
— Minha mãe foi treinada assim. Minha irmã também. Todas as mulheres que se oferecem ao Rei passam por isso. Por mais estranho que pareça, esse treinamento demonstra cuidado com nossas mulheres.
Olho para ele, este jovem com olhos antigos.
— Cuidado?
— Sim. O Rei pode ser cruel quando está entediado — diz Kael, baixo. — Quando uma mulher chega sem saber o que fazer, sem entender seu próprio corpo, ele se cansa rápido. E mulheres que o cansam não são tratadas gentilmente. Mas as que chegam preparadas, que sabem excitar, que entendem seus próprios limites e como expandi-los, essas o Rei mantém por perto e, por consequência, retribui.
Engulo a informação, sentindo-a pesar no estômago.
— Brianna será uma delas — continua Kael, com uma confiança que não sei se é real ou apenas gentileza. — Ela tem um fogo secreto, ainda pouco explorado. Notamos isso imediatamente. Tenho certeza de que o Rei gostará dela e cuidará dela.
Não respondo. Fico imaginando que tipo de coisas ele fará para cuidar dela, isso se ela for selecionada.
Volto a trabalhar, e Kael faz o mesmo, deixando o silêncio carregado entre nós.
Quando o sol começa a descer, pintando o céu com tons de laranja e roxo que não existiam em nosso mundo, ouço passos na trilha. Brianna aparece, e meu coração para por um segundo.
Ela está diferente.
Ainda tem os mesmos cabelos louros cacheados, os mesmos olhos verdes, as mesmas curvas que conheço há anos, mas algo em sua postura mudou. Ela anda com uma confiança nova, uma consciência de seu próprio corpo que a faz parecer mais alta, mais presente... talvez até um pouquinho mais magra.
Seus olhos me encontram e há um brilho ali que não consigo nomear. Talvez excitação, talvez, ou uma embriaguez que não vem de bebida.
— Amor — ela diz.
— Como foi? — pergunto, aproximando-me.
Ela sorri, um movimento lento que revela dentes brancos.
— Muito louco. — ela diz sorrindo feito uma adolescente, os olhos buscando os meus.
Sinto em seu hálito um cheiro adocicado que reconheço imediatamente como vinho. Ela deve estar um pouco bêbada.
Não sei bem o que dizer. Quero perguntar tudo: o que fizeram, o que ela aprendeu, se a machucaram, se ela gostou..., mas as palavras ficam presas na garganta.
Brianna percebe e se aproxima, colocando as mãos em meus ombros, e seu toque é firme de uma forma nova, deliberada.
— Preciso te contar uma coisa — ela diz, baixo. — Sobre como funciona aqui. O que aprendi sobre retribuição.
Franzo a testa.
— Elara e Mira me ensinaram tanto — continua ela, os olhos brilhando. — Usaram seu tempo e seus recursos para nos ajudar, de forma absolutamente generosa. E aqui, em Lisola, elas disseram que quando alguém te dá algo assim, você deve retribuir. É essencial.
— O que está sugerindo, Bri?
Ela respira fundo, e vejo algo em seu rosto — determinação misturada com uma excitação que ela tenta disfarçar.
— Há duas formas reconhecidas de retribuição: trabalho e sexo. Essas são as moedas em Lisola. Você trabalhou, sua dívida hoje está paga, mas eu...
Minha mandíbula trava. O sangue sobe ao meu rosto enquanto começo a compreender. Raiva e ciúme tomam meu corpo.
— Você quer dar para eles? — digo, e minha voz sai mais áspera do que pretendia.
— Quero retribuir — ela corrige, mas seus olhos não me deixam se enganar pelo eufemismo. — É o justo, Alex. Não sei o que dizer. Meu corpo está confuso, endurecido, tenso, cheio de energia que não sei onde direcionar. Brianna percebe.
— Esta noite — ela sussurra, seus lábios quase tocando meu pescoço. — Eu vou mamar Kael e Wendell. E eu quero que você chupe Elara e Mira também. E depois, quando estivermos exaustos e cheios do gosto dos outros, nós vamos para a nossa cama e vamos ter a transa mais gostosa de nossas vidas.
Ela se afasta, deixando-me tremendo no crepúsculo, e entra na casa sem olhar para trás. O que aconteceu com a minha esposa?
A noite chega rápido. Estou na cozinha, sentado em um banco de madeira, quando Elara entra. Ela está usando um vestido simples de linho branco, e seus cabelos grisalhos estão soltos, caindo sobre os ombros de uma forma que a faz parecer mais jovem do que seus cinquenta anos.
— Brianna nos contou — ela diz, sem preâmbulos. — Sobre a retribuição. Sobre o que vocês dois querem fazer.
Minha garganta aperta.
— Elara, eu...
— Shh — ela interrompe, aproximando-se. Ela cheira a lavanda e algo mais terroso, algo que reconheço do nosso primeiro encontro na câmara subterrânea. — Você não precisa explicar.
Ela pega uma jarra de madeira e me serve vinho em um cálice.
-Beba tudo. Vai clarear sua mente.
Eu reconheço como o mesmo vinho que tomamos ontem e, certamente, foi o que senti no hálito de Brianna. Desconfio que esse vinho não é como os do meu mundo.
Bebo tudo em um gole só e sinto o líquido frio descer suavemente pela minha garganta. Meu rosto começa a esquentar lentamente, conforme vai fazendo efeito. O sabor era bom, mas estranho para mim. Não tão adocicado, algo entre ameixa e uma especiaria que eu nunca tinha sentido antes. Pimenta? Cravo? Era difícil precisar.
Ela serve mais, e eu bebo mais sem nem pensar direito.
- Quero que você saiba... — ela pausa, seus olhos gentis encontrando os meus — que será um prazer. Você é um homem bonito e gentil. Além disso, seu pau é generoso e peculiar
Não sei o que dizer. Ela estende a mão e eu a pego, deixando que ela me puxe em pé.
— Vamos — ela sussurra. — Mira está esperando.
A câmara de acolhida está diferente de como me lembro. As tochas ainda ardem, mas agora há almofadas espalhadas pelo chão, e o cheiro de incenso doce preenche o ar. Mira está sentada em uma das almofadas, seu corpo robusto envolto em um tecido vermelho que deixa pouco à imaginação. Seus cachos ruivos brilham sob a luz das tochas.
— Finalmente — ela diz, um sorriso nos lábios. — Pensei que tivéssemos assustado você no outro dia.
— Não — consigo dizer, embora minha voz saia rouca. — Nunca.
Elara se aproxima por trás de mim, suas mãos encontrando meus ombros. Seu toque é firme, acolhedor.
Mira já está se deitando, abrindo as pernas, o tecido vermelho se afastando para revelar sua buceta rosada, molhada, com os lábios internos escuros e inchados de excitação. Os pelos estão bem aparados, mas ainda estão lá em grande volume. É uma selvagem que foi domada.
O aroma que emana dela é forte e, honestamente, irresistível.
— Começa comigo — Mira ordena, seus olhos verde-dourados fixos em mim. — Quero sentir sua língua, Alex. Quero que você me chupe como se estivesse faminto.
Tudo em Mira me excita. Seu cheiro, sua voz, seus olhos, sua pele branca, seus seios durinhos, sua coxa dura...
Desço de joelhos, a consciência de Elara observando por trás de mim tornando tudo mais intenso. Minhas mãos encontram as coxas de Mira, sua pele quente sob meus dedos. Me aproximo, inalando seu cheiro profundamente, e então estendo a língua.
O primeiro contato é elétrico. O gosto forte dela explode em minha língua. Mira geme imediatamente, suas coxas se tensionando sob minhas mãos.
— Isso — ela sussurra, uma das mãos encontrando meu cabelo, pressionando gentilmente. — Mais. Mais fundo.
Obedeço, mergulhando minha língua em sua abertura, sentindo seus músculos internos se contraírem ao meu redor. O som que ela emite é rouco, animal e sinto meu próprio pau pulsando em resposta, duro contra minha barriga.
— Vira-a — Elara instrui de algum lugar atrás de mim, sua voz mais rouca do que antes. — Quero ver a língua dele em seu cu.
Mira se move sem hesitação, virando-se de bruços, levantando o quadril. Sua bunda é generosa, as nádegas redondas e firmes se separando para revelar sua buceta inchada debaixo e, acima, o pequeno buraco rosado de seu ânus.
— Lambe — Mira ordena, olhando por cima do ombro, seus cachos ruivos caindo sobre o rosto. — Lambe meu cu, Alex. Quero sentir sua língua aí.
A ordem é tão direta, tão explicitamente obscena, que sinto meu rosto queimar. Mas me aproximo, minhas mãos separando suas nádegas mais abertamente, e entendo o que Elara quis dizer sobre dar. Há poder nisso também. Há poder em fazer uma mulher gemer, em ser a língua que a leva ao delírio.
Minha língua encontra seu ânus. Mira grita. Não geme, grita, suas unhas cravando-se nas peles que cobrem o chão.
— Porra! Porra, sim, assim, seu puto, assim!
A linguagem dela, tão diferente da Mira calma e gentil que conheci, me excita ainda mais. Estendo a língua, pressionando contra a abertura, sentindo os músculos se contraírem em resposta. Ela está molhada, não apenas sua buceta, mas seu ânus também, lubrificado por sua própria excitação, e minha língua desliza mais facilmente do que eu esperava.
Trabalho ela com a língua, alternando entre sua buceta e seu ânus, sentindo-a se contorcer e gemer sob mim. Ela goza com um grito que ecoa nas paredes de pedra, seu corpo se arqueando em espasmos violentos.
— Vem cá — Elara chama, e há uma urgência em sua voz que não estava lá antes. — Minha vez. Agora.
Mira se afasta, gemendo em protesto, mas obedecendo. Elara já está se deitando no lugar onde Mira estava, abrindo as pernas com uma naturalidade que só a idade e a confiança podem proporcionar. Seu corpo é diferente de Mira — mais macio, com marcas que a maternidade deixou, seios que caem pesados para os lados, barriga com dobras que tremem levemente quando ela se move. É um corpo de mulher, real, vivido e de alguma forma isso me excita ainda mais do que a perfeição juvenil de Mira.
— Você é linda — digo, e a surpresa de minha própria sinceridade me faz corar.
Ela sorri, um gesto maternal e obsceno ao mesmo tempo.
— Então me mostre.
Abaixo a cabeça, minha língua encontrando seus lábios internos, já úmidos, já excitados. O gosto dela é mais suave que o de Mira, menos ácido, mais doce, como mel diluído. Elara geme um som controlado, contido, como se ela estivesse se lembrando de ensinar mesmo enquanto recebe prazer.
— Isso — ela instrui, uma das mãos encontrando meu cabelo, guiando minha cabeça. — Agora mais fundo. Encontre o ponto. Você sabe onde fica.
Obedeço, estendendo a língua, buscando aquela elevação rugosa na parede interna. Quando a encontro, Elara arqueia as costas, perdendo o controle por um instante.
— Porra! Sim, aí, garoto, aí!
A quebra em sua compostura, o palavrão saindo daquela boca maternal, me excita de formas que não consigo explicar. Continuo trabalhando aquele ponto com a língua, sentindo os músculos de Elara se contraírem em resposta.
Sinto minha própria excitação pulsando dolorosamente contra minhas calças enquanto ajudo ela a se virar. Ela se apoia em cotovelos e joelhos, sua bunda mais generosa que a de Mira, as nádegas macias se separando para revelar seu ânus pequeno, enrugado, contraído.
Abaixo a cabeça, minha língua encontrando seu ânus, e o som que ela emite é quase um uivo primal, descontrolado, nada da compostura anterior. Trabalho ela com minha língua, pressionando, relaxando, sentindo os músculos cederem pouco a pouco.
— Mais — ela implora, as mãos agarrando as peles. — Mais fundo, garoto...
Obedeço, estendendo a língua o máximo que consigo, sentindo a abertura ceder, me permitir entrar. Elara grita, um som de êxtase puro, e sinto seus músculos se contraírem em espasmos em torno da minha língua.
— Porra, sim, assim, meu garoto, assim!
Continuo até que ela se afunda nas peles, ofegante, saciada. Quando levanto a cabeça, encontro Mira observando-nos, seus próprios dedos entre as pernas, os olhos verde-dourados brilhando de excitação.
Termino, ofegante, excitado além do que consigo controlar. Elara e Mira me observam, satisfeitas, trocando olhares que não consigo interpretar.
— Você aprende rápido — Elara diz. — Brianna tem sorte.
Não sei se é um elogio ou uma advertência.
Quando volto à casa principal, já é noite. Brianna está na cozinha, sentada em um banco, conversando com Kael. Ela levanta os olhos quando entro, e há um brilho de excitação neles que me faz parar.
— Alex — ela diz, a voz cheia de uma energia que reconheço. — Onde você estava?
— Ajudei Elara e Mira — digo, cuidadoso. — Com algumas coisas.
Brianna sorri, um sorriso que sabe demais.
— Eu também estava... ajudando.
Kael se levanta, pigarreando.
— Vou verificar os animais — ele diz, claramente nos dando espaço. — Boa noite.
Quando ele sai, Brianna se aproxima de mim, seu corpo quente contra o meu. Ela cheira diferente — a mesma essência dela, mas misturada com algo mais terroso, mais sexual.
— Eu os chupei — ela sussurra, seus lábios quase tocando meu pescoço. — Kael e Wendell. Hoje à tarde. Enquanto você estava fora.
Meu corpo inteiro se tensiona. Sinto uma mistura explosiva de ciúme, excitação, raiva e desejo que me deixa tonto.
— Você...
— Eu queria — ela interrompe, se afastando o suficiente para me encarar. Os olhos dela estão brilhantes, desafiadores. — Eu queria sentir o gosto deles. Queria saber como era. E foi... — ela respira fundo — ...incrível, Alex. Foi incrível. Kael é tão jovem, tão duro, vem tanto. E Wendell... — ela morde o lábio, e vejo que ela está excitada só de lembrar — ...Wendell é controlado. Ele me guiou. Me mostrou exatamente como ele gosta. E eu obedeci, Alex. Eu fiz tudo que ele pediu.
Estou duro. Dolorosamente duro. E odiando-me por isso.
— E eu? — consigo dizer, a voz rouca. — O que você quer que eu faça?
Brianna sorri, e há ternura no gesto, não apenas desejo.
— Eu quero que você entenda — ela diz, suave. — Que isso não é sobre nós dois contra o mundo. É sobre nós dois no mundo. Abertos. Experimentando. Crescendo. E eu quero que você experimente também. Que você sinta o que eu sinto.
— Chupando outras mulheres.
— Chupando Elara e Mira — ela corrige. — Sim. É o que faz sentido aqui. É... equilibrado. Justo.
Penso na tarde que acabei de passar, na língua delas em mim, no meu rosto enterrado entre suas pernas. Não contei a Brianna ainda. Não sei se devo, ou se ela já sabe.
— E depois? — pergunto.
— Depois — ela diz, se aproximando novamente, seu corpo colado ao meu — ...depois nós vamos para o nosso quarto. E vamos transar, Alex. Toda noite, desde que chegamos aqui, eu durmo exausta e satisfeita. E quero continuar assim. Quero que você me foda com força, que me faça esquecer tudo, menos a sensação de você dentro de mim.
Sua mão desce entre nós, encontrando meu pau duro através das calças. Ela aperta, e eu gemo, minha cabeça caindo para trás.
— Você está duro — ela sussurra, como se fosse uma descoberta. — Duro só de ouvir sobre Kael e Wendell. Só de pensar em mim chupando outros homens.
— Brianna...
— Não nega — ela interrompe, apertando mais forte. — Não nega o que você sente. Eu não nego. Eu gosto, Alex. Gosto de chupar outros homens. Gosto de sentir o gosto deles, de sentir o poder que tenho quando eles gemem na minha boca. E eu gosto de saber que você está excitado com isso. Que isso nos conecta, mesmo quando estamos com outros.
Ela me solta, dá um passo atrás, e seu sorriso é desafiador.
— Vou encontrar Kael e Wendell agora — ela diz. — Vou chupá-los até virem na minha boca. E depois, quando estiver com o gosto deles nos lábios, vou encontrar você. E você vai me foder, Alex. E quando você gozar dentro de mim, vou imaginar que é deles. Que é Kael e Wendell e você, todos ao mesmo tempo, enchendo até eu transbordar.
Ela se vira e sai, deixando-me sozinho na cozinha, duro, confuso, e mais excitado do que jamais estive na vida.
Preciso encontrar Brianna. Subo para o quarto e lá está ela. Dou-lhe um beijo e sinto imediatamente o sabor de vinho e pau. Há uma viscosidade em sua língua. Seria porra?
Ela está cambaleante, exausta, os olhos vidrados de uma forma que reconheço como a embriaguez do sexo, da saturação.
— Eles gozaram duas vezes — ela murmura — Kael foi rápido na primeira vez. Wendell me guiou e me fez ir devagar. Ele me fez saborear seu pau. Na segunda vez... — ela ri, um som rouco — ...na segunda vez, eles me pegaram juntos. Kael na minha boca, Wendell... — ela pausa, olhando para mim, desafiando-me a perguntar.
— Onde? — consigo dizer.
— Na minha buceta — ela sussurra. — Foderam-me juntos, Alex. Enquanto eu estou de quatro, chupando o Kael, o Wendell me fodeu por trás. E eu gozei muito, amor. Gozei tão forte que vi estrelas. E eles não paravam. Continuaram a me usar até gozarem dentro de mim. — Ela morde o lábio, e vejo que ela está excitada só de lembrar — Estou sentindo transbordar. Sinto o gosto dos dois saindo de mim.
Estou duro. Dolorosamente duro. E me odeio por isso, mas não consigo parar. Não consigo parar de imaginar — Brianna de quatro, sendo fodida pelos dois, sendo usada e preenchida.
— Quer me comer agora? — ela pergunta, e há ternura na sua voz, não apenas desejo. Ela se vira, me apresentando a sua bunda. Vejo que está vermelha, marcada, usada...
— ...quer me comer como o Wendell me comeu? Quer sentir como eles me deixaram?
Não respondo com palavras, porque simplesmente não consigo. Estou sobre ela num segundo, o meu pau buscando a sua entrada molhada, quente, ainda cheia do esperma deles. Deslizo para dentro com um gemido meu e outro dela, e logo sinto a diferença. Ela está mais aberta do que jamais esteve.
— Me fode — implorou Brianna, olhando por cima do ombro, seus olhos verdes brilhando de excitação, ternura, amor, gratidão. — Quero que eles saibam que eu sou tua, mesmo quando... — outra pausa, outro gemido — ...mesmo quando sou deles também.
Fodi minha esposa com tudo que tinha. Com raiva, com amor, com ciúme, com excitação. Cada embate fazia seus seios balançarem, suas nádegas moverem-se, e eu via as marcas do Wendell em sua pele, vermelhas e possessivas, e adicionava as minhas.
Mordi seu ombro. Apertei seus quadris. Deixei marcas que dissessem: ela é minha também. Sempre será.
Quando gozei, foi com um grito que não reconheci como meu. Senti-me esvaziar nela, cada pulsação, cada contração, e Brianna gemeu comigo, sentindo, recebendo, aceitando.
Depois, caímos juntos na cama, suados, ofegantes, colados pelo esperma e pelo suor.
— Eu te amo — sussurrei em seu cabelo, ainda tentando recuperar o fôlego.
— Eu sei — ela respondeu e havia um sorriso em sua voz. — Eu também te amo.
Não dormi mais. Fiquei acordado, ouvindo Brianna respirar, pensando em tudo o que estava acontecendo: em Elara, em Mira, em Wendell, em Kael, no Rei, no Festival e quando teria que assistir, impotente, enquanto outro homem a tomava.
O pensamento agora, me dava menos raiva que pela manhã. Agora, era mais uma excitação que não conseguia mais negar, e uma antecipação que me envergonhava.
E ainda estava sob o efeito daquele vinho inebriante.
Tentei não pensar nisso. Tentei focar no som da respiração de Brianna, no calor de seu corpo contra o meu e no amor que sabia que sentia por ela e que ela sentia por mim.
Mas quando finalmente adormeci, meus sonhos eram cheios de imagens que não conseguia controlar, de Brianna de joelhos, Brianna sendo tomada, Brianna gemendo o nome de outro homem, enquanto eu assistia, excitado e impotente.
O segundo dia se repete em padrão similar. Acordo sozinho. Tento me manter ocupado. Ouço os sons distantes do treinamento de Brianna. Seus gemidos agora pareciam mais controlados, mais conscientes, como se ela estivesse aprendendo a orquestrar seu próprio prazer.
Wendell me encontra no meio da tarde, enquanto estou consertando uma cerca. Ele traz duas canecas de vinho, e me sento com ele em um banco de madeira, aceitando a oferta.
— Ela está indo bem — ele diz, sem que eu pergunte. — Muito bem. Elara diz que tem talento natural. Uma capacidade de se entregar que não se ensina.
Engulo a bebida, sentindo-a queimar na garganta. Wendell me encara por um longo momento, aqueles olhos azuis intensos parecendo ver através de mim.
— O Rei gosta de fazer os maridos assistirem — ele diz finalmente, baixo. — Gosta de ver a dor no rosto de um homem enquanto toma sua mulher. Gosta de humilhar, de provocar, de reduzir o marido a nada enquanto sua esposa geme sob ele.
Meu coração acelera. Sinto o suor brotar na testa, apesar do ar fresco.
— Se você mostrar ciúme — Wendell continua — se você reagir, se tentar intervir, ele te matará e depois a destruirá.
Engulo seco, minha garganta repentinamente arenosa.
— O que devo fazer?
Wendell me coloca a mão no ombro, seu aperto firme, quase doloroso.
— Você deve assistir — ele diz. — Sem reagir ou mostrar emoção. Deixar que ele faça o que quiser, diga o que quiser. E depois, quando ele terminar, quando ele a devolver para você... — ele pausa, e há algo quase compassivo em seus olhos — ...então você a pega e a ama. Você mostra que é mais do que o momento de humilhação, que você é o que permanece quando o prazer do Rei se esvai.
Não sei o que dizer. Wendell se levanta, deixando-me com minha caneca vazia e meus pensamentos mais pesados.
— Treinaremos você — ele diz, já se afastando. — Kael e eu.
E então ele se vai, deixando-me sozinho com o crepúsculo e o peso do que está por vir.
Não conto a Brianna imediatamente sobre a conversa com Wendell mais cedo. Ela sobe tarde, exausta, mal conseguindo manter os olhos abertos enquanto come o jantar que Kael preparou. Mas há uma satisfação em seu rosto, uma sensação de realização que a faz brilhar mesmo na fadiga. Subimos para o quarto.
— Hoje foi... — ela começa, depois para, procurando a palavra. — ...intenso. Elara me mostrou coisas sobre meu próprio corpo que eu não sabia. E o dildo... — ela morde o lábio, e vejo que há excitação misturada com apreensão — ...é enorme, Alex. Maior do que qualquer coisa que já vi. Elara diz que o Rei é assim. Que eu preciso estar pronta.
— Você conseguiu? — pergunto, a voz mais rouca do que pretendia.
Brianna sorri, e há orgulho no gesto.
— Consegui. Doeu muito, no início, mas Elara me guiou. Me mostrou como respirar, como relaxar, como deixar o corpo abrir. E quando finalmente entrou... — ela fecha os olhos, e seu rosto se contorce em uma lembrança que não consigo ler — ...foi diferente de tudo.
Não sei o que dizer. Há uma mistura de emoções em meu peito — orgulho, ciúme, medo, excitação — que não consigo separar.
— Eu quero que você me foda — Brianna diz de repente, abrindo os olhos, me encarando com uma intensidade que me deixa sem fôlego. — Agora.
Não precisa dizer mais nada. Estou sobre ela em segundos, arrancando suas roupas, beijando-a com uma ferocidade que não reconheço como minha. Ela responde igualmente, seus dentes encontrando meu pescoço, suas unhas cravando-se em minhas costas.
Quando entro nela, é com um único movimento, profundo, até a raiz. Ela grita com uma satisfação quase violenta. Está molhada, incrivelmente molhada, e mais aberta do que jamais a senti. Eu sinto a forma como seu corpo se molda a mim, mas mantém uma memória de algo BEM maior.
— Mais forte — ela implora, as pernas envolvendo minha cintura. — Me fode como se fosse a última vez, Alex. Como se amanhã eu fosse embora para sempre.
Não é amanhã, quero dizer. É depois de amanhã. O Festival. O Rei. Essa sombra que não sai de minha cabeça.
Mas não digo nada. Apenas a fodo, com tudo que tenho, com toda a raiva e o medo e o amor e o ciúme que acumulei desde que chegamos a este lugar.
Ela goza primeiro, com um grito que foi ouvido em toda a casa, seu corpo se arqueando em espasmos violentos que apertam meu pau em ondas rítmicas. Eu sigo logo depois, esvaziando-me nela com um gemido que soa estrangulado, mesmo aos meus próprios ouvidos.
Depois, deitados juntos, ofegantes, colados pelo suor ela finalmente fala.
— Amanhã — ela murmura, sua voz pesada de sono — ...eles vão me treinar para ser fodida na sua frente.
Penso na conversa com Wendell, no treinamento que ele mencionou para mim.
— Eu sei — digo, e há algo resignado em minha voz. — Wendell me contou. Eles vão treinar você e a mim para te ver e não reagir.
Brianna se vira, me encarando na penumbra.
— Você vai conseguir?
— Não sei.
— Porque eu vou gostar — ela admite, a voz baixa, quase envergonhada. — Quando eles me tomarem na sua frente, eu vou gostar muito. Eu quero que você saiba, disso. Não quero esconder isso de você. Não quero fingir.
Não respondo. Apenas a puxo para mais perto, enterro meu rosto em seu cabelo e tento não pensar no amanhã.