Pessoal continuando a trama ...
O sol de Búzios batia forte na areia da Praia de Geribá quando chegamos na pousada. Luxuosa,Suite com hidromassagem na varanda, vista pro mar e silêncio de quem paga caro pra esquecer o mundo.
"Sem celular do hospital. Sem celular do trabalho." Marina repetiu a regra enquanto jogava a mala na cama. O vestido branco esvoaçante marcava cada curva dela.
"Sem regra quebrada." Eu respondi fechando a porta.
Nos três primeiros dias foi exatamente isso. Marina deixou eu louco. Saia curta que não cobria nada, vestido colado transparente sob o sol, salto alto só pra me provocar no jantar. E os biquínis... minúsculos. O tecido sumia entre a sua bunda e deixava a buceta marcado de propósito. Ela sabia. Sabia que eu não conseguia manter os olhos longe.
"Você está me olhando como se quisesse me devorar aqui na mesa." Marina disse passando a taça de vinho nos lábios, devagar.
"Eu não quero eu vou." Eu puxei ela pela cintura pra perto de mim. "E a gente não vai voltar pra suite."
Marina levantou uma sobrancelha.
"O quê?"
"Eu não vou esperar." Eu segurei a mão dela e puxei na direção da varanda. A porta de vidro estava entreaberta e a noite já tinha caído. Lá fora só tinha o som das ondas e a luz fraca do poste da praia.
Eu empurrei ela contra a parede fria da sacada, o corpo dela colado no meu. O vestido branco subiu na hora.
"Lucas... aqui fora?" Marina ofegou, os olhos arregalados.
"Aqui fora sim." Eu levantei o vestido até a cintura, sem tirar. "Você quer me provocar na frente de todo mundo, Marina? Então aguenta sua cachorra ."
Eu não dei tempo pra resposta. Puxei a calcinha dela pro lado e enterewi meu pau com força, de uma vez só.
Marina mordeu o lábio pra não gritar, mas o gemido escapou mesmo assim, alto, rouco.
Aiiii caralhoooo...
"Shh." Eu tapei a boca dela com a mão, abafando o som. "Não quero a pousada inteira ouvindo você gemendo meu nome sua cadelinha safada ."
Marina arregalou os olhos, mas não me empurrou. Pelo contrário. As unhas dela cravadas nas minhas costas, a cintura rebolando no meu ritmo.
Eu segurei a coxa dela e levantei, prendendo ela contra a parede enquanto socava com força, repetidas vezes. Rápido. Grosso. Como se eu estivesse marcando ela. Como se eu estivesse lembrando ela de quem ela pertencia.
Marina tremia. O corpo colado no meu, o peito arfando contra o meu. Os gemidos abafados pela minha mão, mas eu sentia a vibração na pele.
"Você é minha, Marina." Eu falei no ouvido dela, a voz baixa e grave. "Só minha. Entendeu?"
"Sim... Lucas..." Ela respondeu entre os dentes, a voz falhando.
O corpo dela estremeceu primeiro. Um tremor que começou nas pernas e subiu até a garganta. Marina mordeu minha palma com força pra não gritar quando gozou, as paredes internas apertando meu pau com tudo.
Eu não aguentei dois segundos depois. Gozei dentro dela, segurando ela com força contra a parede, a respiração pesada.
Ficamos ali por alguns segundos. Suados. Ofegantes. O vestido dela ainda levantado, a calcinha de lado.
Eu soltei a boca dela devagar. Marina deslizou pelas minhas pernas até ficar de pé, as pernas trêmulas.
"Você é um animal, Lucas." Ela falou baixo, a voz rouca.
"Seu animal, Marina." Eu ajeitei o vestido dela de volta no lugar, passando o dedo no cabelo bagunçado. "E ninguém toca no que é meu."
Marina sorriu de lado e passou a mão no meu peito.
"Fechado Amor."
Voltamos pra dentro da suite em silêncio. A briga não tinha sumido. A dúvida não tinha sumido. Mas naquele momento, naquela sacada, era só eu e ela. E o cheiro de sal e sexo no ar.
A gente riu. Teve carinho. Teve risada. Teve mar de manhã, caminhada à tarde, sexo na hidromassagem até tarde da noite. Por alguns dias pareceu que Búzios tinha apagado o Ricardo, o Henrique, a Isabela. Era só eu e ela.
Até o quarto dia.
Eu estava na areia tomando água de coco quando vi. Cabelo castanho preso num coque alto, corpo bronzeado, biquíni preto minúsculo. *Alessandra*. Enfermeira do meu setor no hospital. Morena, 28 anos, corpo de quem treina todo dia e uma bunda de para o trânsito.
"Lucas? Sério? Você por aqui?" Ela veio na minha direção com um sorriso largo.
"Alessandra? Que coincidência."
"Vim passar o fim de semana com umas amigas. Quem diria que eu ia te encontrar com a sua esposa linda ali." Ela olhou pra Marina na espreguiçadeira, de óculos escuros e biquíni vermelho.
Alessandra ficou. Puxou conversa. Riu das minhas piadas. Inclinou o corpo pra frente quando falava comigo. Jogou o cabelo pro lado. Charme na medida, calculado. Olhei pra Marina e vi o maxilar dela travado.
"Amiga, vou deixar vocês dois. Mas depois a gente marca um drink, hein?" Alessandra piscou pra mim antes de se afastar.
Marina levantou na hora.
"Desde quando você é amigo da Alessandra?"
"Desde o hospital, Marina. A gente trabalha junto."
"Trabalha junto e ela te olha desse jeito? Lucas, ela tava se jogando em você na minha cara." Marina cruzou os braços.
"Ela tava sendo simpática. Você está vendo coisa onde não tem."
"Eu estou vendo o mesmo filme de novo, Lucas. Só que agora o cenário é Búzios." Marina virou as costas e foi embora.
Eu fui atrás dela.
"Marina, para. Não começa isso aqui de novo. Eu estou com você. Eu escolhi você."
"Escolheu? Então por que você não mandou ela embora na hora?" Marina parou e me encarou. "Por que você sorriu pra ela?"
"Porque eu sou educado, Marina. Porra." Eu segurei o braço dela. "Não faz isso com a gente. Não aqui."
Marina me olhou por alguns segundos e suspirou.
"Tá. Bebida. Vamos buscar uma bebida e esquecer isso."
"Você fica aí debaixo do guarda-sol. Eu vou lá no quiosque pegar duas caipirinhas." Eu falei.
Marina assentiu e foi sentar na sombra, ajeitando o biquíni vermelho na cadeira de praia. O tecido minúsculo ainda marcava o contorno da bunda e do monte de vênus.
Fui pro quiosque. Duas caipirinhas na mão, volto devagar olhando pra ela.
E foi aí que eu vi.
Um homem parado em pé na frente dela, conversando. Bermuda estampada, regata branca, óculos de sol. Cabelo cortado curto, sorriso de canto.
*Ricardo.*
O copo quase escorregou da minha mão.
Quando cheguei perto, Marina levantou os óculos e virou com um sorriso forçado.
"Amor, olha que coincidência! O Ricardo aqui também!"
Ricardo estendeu a mão pra mim com aquele sorriso cínico de sempre.
"Lucas. Que surpresa encontrar vocês aqui. Búzios é pequena mesmo."
"Surpresa?" Eu não devolvi o sorriso. "O que você está fazendo aqui, Ricardo?"
"Descanso. Sempre descanso." Ricardo ajeitou o óculos e deu uma olhada na Marina de cima a baixo, sem disfarçar. "A Marina e eu ainda temos uns detalhes do projeto pra fechar. Mas nada que não espere segunda-feira."
"Coincidência, Lucas." Marina se meteu antes que eu respondesse. "Eu não tinha como adivinhar que ele estaria aqui. Foi coincidência. Só isso."
"Coincidência demais pra uma semana só." Eu falei baixo, mas firme.
"Bom, eu vou deixar vocês." Ricardo se afastou, mas antes de ir lançou aquele olhar. Soberbo. Como quem diz ,muita coisa sem precisa falar nada .
Marina ficou em silêncio até ele sumir na multidão.
"Então você acha que eu combinei de encontrar com ele aqui?" Marina me encarou, a voz carregada.
"Eu acho que coincidências assim não acontecem à toa, Marina."
"Lucas, eu não tenho controle sobre onde o meu chefe tira férias!" Marina pegou uma das caipirinhas da minha mão e bebeu tudo de uma vez. "Eu não chamei ele. Eu não sabia que ele viria. E eu não vou me desculpar por uma coincidência."
"Então me faz acreditar nisso de novo." Eu segurei o queixo dela com o dedo, forçando ela a me olhar nos olhos.
"Eu estou fazendo isso agora, Lucas. Acredita em mim. De novo. Porque eu não vou ficar repetindo a mesma coisa."
Eu assenti. Forcei um sorriso. Beijei a testa dela.
"Eu acredito, Marina."
Mas por dentro o sinal de alerta tocou alto.
_Algo está errado. Eu vou descobrir. A corda tá aí, só falta eu puxar. Porque todas as fibras do meu ser dizem que tem coisa aí. E eu vou descobrir._
Ricardo não aparece em Búzios por coincidência. Alessandra não flerta comigo por coincidência. E Marina não chora às 1h da manhã por causa de projeto.
A linha vermelha tá cada vez mais perto.