Entre Rios

Um conto erótico de Guga
Categoria: Heterossexual
Contém 1879 palavras
Data: 19/03/2026 21:16:41
Assuntos: Heterossexual, URSO

Roberto apareceu pouco depois das sete. Sem alarde, sem mensagem prévia. Só o som conhecido do motor da caminhonete parando na frente da casa, a porta batendo com cuidado, os passos pesados subindo a calçada de lajotas. Quando abri, ele estava ali

Não dissemos muita coisa na varanda. Um abraço demorado, peito largo colando no meu, barriga macia se acomodando contra minha cintura como se pertencesse ali. Ele não forçou; só deixou estar. E eu também não forcei. Deixei a mão descer devagar pelas costas peludas até repousar na curva generosa das nádegas, apertando de leve, sentindo a carne ceder e voltar. A barba grisalha roçou minha têmpora — fios macios, volumosos, ainda úmidos do banho, cheirando a sabonete neutro e a algo mais quente, mais dele: madeira queimada, suor limpo, pele que passou o dia sob camisa de trabalho. Inspirei fundo contra o pescoço dele. O pulso batia forte ali, lento e pesado, como um tambor distante.

— Saudade — murmurou contra meu pescoço, barba roçando minha pele, voz rouca de quem passou o dia carregando caixas e pensando em outra coisa.

— Eu sei — respondi, lábios roçando a orelha peluda dele. — Vem.

Levei-o pelo corredor sem acender luzes além da indireta da sala. A casa estava silenciosa

Deitei-o de bruços com cuidado. Ele se entregou com rapidez, braços dobrados sob o travesseiro, rosto virado de lado para me olhar. A posição deixava as nádegas grandes projetadas para cima, a fenda entre elas já convidativa, peluda, quente.

Peguei o lubrificante e comecei devagar. Meia hora. Não menos. Dedos circulando a borda enrugada, pressionando de leve, sentindo o anel pulsar e depois ceder um milímetro de cada vez. Ele respirava fundo, soltava gemidos graves e longos que reverberavam no colchão. De vez em quando virava o rosto um pouco mais, buscando meu olhar. Quando nossos olhos se encontravam, ele sorria lento, quase tímido, como se dissesse “estou aqui, todo seu”.

Eu me deitava sobre as costas largas dele por instantes, só para sentir o calor, o peso, os pelos roçando meu peito. Beijava a nuca, mordia de leve o lóbulo da orelha, descia beijos molhados pela linha da coluna até a lombar. Ele se contorcia sutilmente, empurrando o quadril para trás.

Quando senti que o músculo já estava macio, relaxado, quente e úmido, subi sobre ele de novo — dessa vez com intenção. Posicionei-me entre as coxas grossas, segurei firme os quadris afastando as nádegas dele com as duas mãos, dedos afundando na carne generosa. Empurrei na entrada. Ele inspirou fundo, ombros tremendo levemente.

Entrei centímetro a centímetro, sentindo cada pulsação do anel me abraçando, resistindo, cedendo. Quando a cabeça passou, ele soltou um gemido rouco que parecia vir do fundo do peito. Parei ali, só pulsando dentro dele, deixando-o se acostumar. Minhas mãos subiram pelas costas, uma delas alcançando a nuca: enfiei os dedos nos fios curtos e grisalhos, segurei firme, mas sem puxar — só marcando território com carinho.

Beijei sua boca de lado, língua profunda, demorada, voraz. Ele respondeu com a mesma fome, virando o rosto o quanto conseguia, língua buscando a minha como se quisesse me engolir inteiro. Enquanto eu começava a mexer devagar, ele esticava a mão para trás, procurando meu rosto, meu peito, apertando meu braço como quem se ancora.

Mudei de posição. Virei-o de lado, deitei atrás dele como conchinha, uma perna minha sobre a coxa grossa dele para abrir mais espaço. Entrei de novo, dessa vez mais fundo, mais firme. Minha mão envolveu o rosto largo dele: polegar traçando a barba volumosa, indicador contornando o lábio inferior. Beijei-o intensamente assim, olhando nos olhos castanhos escuros que me fitavam de volta com uma mistura de entrega e carência que me deixava louco.

— Você me quer mesmo, né? — sussurrei contra a boca dele.

Ele assentiu devagar, olhos semicerrados.

— Quero. Todo dia. Todo esse tempo demorado… todo esse teu pau grosso em demasia me abrindo… eu necessito.

Aumentei o ritmo aos poucos. Agarrei os quadris com mais força, puxando-o contra mim a cada estocada. Sentia a barriga dele contrair, os músculos fortes sob a camada macia de gordura se flexionando a cada impulso. Os ombros largos tremiam, os pelos eriçados de suor. Ele gemia rouco, sem vergonha, empurrando para trás para me encontrar no meio do caminho.

Deitei-o de bruços outra vez, cobrindo-o completamente com meu corpo — territorial, possessivo. Peito contra costas, boca na nuca, mãos agarrando os quadris enquanto eu metia mais exigente, mais fundo. Ele abria as pernas o quanto podia, oferecendo-se inteiro, virando o rosto para buscar minha boca de novo. Beijos desajeitados, molhados, intensos. Línguas se enroscando enquanto eu o fodia com uma lentidão que aos poucos virava urgência controlada.

Senti ele se contrair forte em volta de mim, o anel pulsando em espasmos longos. Não era gozo ainda — era só o corpo dele me reconhecendo, me querendo mais fundo. Minha mão desceu pela barriga, apertando a carne macia, sentindo os músculos se contraírem sob meus dedos.

Ele esticou os braços para trás, procurando meu corpo, me puxando mais contra si numa paródia bonita e estranha de abraço. Ficamos assim, colados, suados, respirando juntos. Eu metendo fofo outra vez, prolongando cada sensação: o calor úmido que me envolvia, o peso das nádegas carnudas contra minhas virilhas, os pelos pubianos dele roçando minha base toda vez que eu chegava até o fundo.

— Você é o maior do universo… — murmurou ele, quase sem ar. — E eu gosto… gosto pra caralho de ser seu assim.

Beijei sua nuca, sua orelha, desci até o mamilo e mordi de leve. Ele gemeu alto, corpo inteiro tremendo.

Continuei. Prolongando o toque, o contato, porque era o cu dele que me recebia — inteiro, carente, atencioso, faminto por mim.

E Roberto me dava isso tudo: os olhos fixos nos meus quando conseguia virar o rosto, as mãos buscando meu peito, meu rosto, minha rola enquanto eu naufragava na gordura, os gemidos graves que subiam do peito largo, a barriga contraindo, os ombros estremecendo em suor vertendo desejo quente.

Ali, na cama larga da minha casa, numa quarta-feira comum que virou sagrada, a gente se pertencia suavemente, profundamente, tal qual dois homens que se cuidam, se consomem de tesão.

Só pele, suor, pelos, respiração e desejo que não tinha pressa de acabar.

Virei-o de frente com cuidado, sem sair dele. Segurei suas coxas grossas pelas dobras internas, abri-as devagar, sentindo o peso delas cederem contra minhas palmas. Ele se acomodou de costas no colchão, barriga proeminente subindo e descendo em respirações profundas e irregulares, peito largo coberto de pelos úmidos de suor brilhando à luz das fitas de LED no backlight. Os olhos castanhos escuros me encontraram logo, semicerrados, pupilas dilatadas, lábios entreabertos deixando escapar ar quente e entrecortado.

Mantive-me ajoelhado entre as pernas dele, mãos firmes nas coxas, e empurrei devagar até sentir minhas bolas encostarem na carne peluda da bunda. Estava todo dentro agora — cada centímetro enterrado no calor apertado, úmido, pulsante. O anel dele abraçava a base da minha rola como se não quisesse soltar nunca mais. Parei ali por longos segundos, só sentindo: o latejar dele em volta de mim, o meu próprio pau inchado pulsando contra as paredes internas quentes, o suor escorrendo devagar pela minha nuca, minhas costas, , meu peito e pingando também no peito peludo dele.

Ele inspirou fundo, o abdômen contraindo em ondas visíveis sob a camada macia de gordura. As mãos grandes subiram até meu rosto, polegares traçando minhas maçãs do rosto, depois descendo para o pescoço, apertando de leve como quem se segura em algo sólido.

— Vai… — murmurou, voz rouca, quase um rosnado baixo. — Mais fundo. Mais forte. Quero sentir tudo.

Comecei, estocadas longas e controladas: sair quase inteiro, sentir o anel tentar me reter na glande, depois voltar até o fundo, bolas batendo contra a bunda carnuda com som molhado e surdo. Cada vez que chegava ao fundo ele soltava um gemido grave, longo, que reverberava no quarto. Os ombros largos tremiam, os mamilos grandes eriçados e escuros contrastando com os pelos grisalhos molhados.

Acelerei aos poucos. Intensidade crescente, como uma onda que ganha força sem quebrar de repente. As estocadas ficaram mais profundas, mais rápidas, mas ainda ritmadas. Eu segurava firme os quadris dele agora, dedos afundando na gordura generosa, puxando-o contra mim a cada impulso. Sentia o corpo dele se abrir mais a cada movimento: o anel relaxando, cedendo, convidando, as paredes internas se moldando ao meu formato, quentes, escorregadias de lubrificante e suor.

Ele suava muito. Gotas grossas escorriam da testa, desciam pelas têmporas, embebiam a barba volumosa, pingavam no travesseiro. O peito subia e descia rápido, barriga tremendo a cada estocada forte. Os pelos do púbis dele estavam encharcados, colados na pele, e o cheiro dele — amadeirado, quente, salgado — enchia o ar, misturando-se ao meu suor e ao lubrificante.

— Porra… mais… — implorou, voz quebrada, olhos fixos nos meus sem piscar. — Me fode mais fundo… não para… por favor…

Inclinei-me sobre ele, peito contra peito, suor misturando-se, pelos roçando pelos. Beijei sua boca com voracidade lenta: língua profunda, dentes mordiscando o lábio inferior grosso, sugando o bigode úmido. Ele respondeu com fome, língua enroscando na minha, gemendo dentro da minha boca a cada estocada que eu dava agora mais exigente, mais possessiva.

Minhas mãos subiram para os ombros largos, apertando com força enquanto eu metia fundo, ritmado, implacável. Sentia o corpo dele inteiro reagir: os músculos da barriga se contraindo forte sob meus impulsos, as coxas grossas tremendo ao redor da minha cintura, os calcanhares cravando nas minhas costas como se quisesse me prender ali para sempre.

De repente ele arqueou as costas, cabeça jogada para trás no travesseiro, barba apontando para o teto. Um gemido longo, grave, quase animalesco saiu do peito dele — um ronco profundo, prolongado. O anel se contraiu violentamente em volta da minha rola, espasmos ritmados, apertando e soltando em ondas longas. Senti o pau dele, que repousava pesado contra a barriga, pulsar forte sem que ninguém o tocasse. Jatos quentes e grossos começaram a sair, espirrando na barriga dele, no peito, subindo até o pescoço, misturando-se ao suor. Ele gozava sem se tocar, corpo inteiro tremendo, ombros sacudindo, barriga contraindo em espasmos visíveis sob a gordura macia.

— Caralho… tô gozando… tô gozando pra você… — murmurava entre gemidos roucos, olhos semicerrados ainda fixos nos meus, cheios de entrega crua e prazer absoluto.

Continuei metendo durante o orgasmo dele, sentindo cada contração do anel me apertar mais forte, me sugar para dentro. O corpo dele se contorcia devagar sob mim, pernas abertas ao máximo, mãos agarrando meus braços, unhas cravando de leve na pele. Ele tremia inteiro, suor escorrendo em riachos, barba molhada colada no rosto, respiração entrecortada.

Quando os espasmos diminuíram, ele relaxou, corpo amolecendo contra o colchão, olhos ainda me procurando. Sorriu lento, exausto, satisfeito, barba brilhando de suor e gozo.

— Vem… termina dentro de mim… — pediu baixinho, voz rouca e doce ao mesmo tempo. — Quero sentir você gozar também… todo dentro…

E eu continuei, agora mais lento outra vez, prolongando o prazer dele e o meu, sentindo o corpo aberto, quente, molhado, entregue, implorando ainda por mais mesmo depois de ter gozado tanto.

Ali, de frente, metido entre as coxas do Roberto, suados, colados, a gente se pertencia inteiro — sem pressa de acabar, só de sentir até o último segundo de nossas vidas a dois.

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Comentários

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Uuaauuu ! Nada, nada mesmo como essa sadia cumplicidade entre " amigos " que se curtem sem falsos pudores . . .

No meu ver, faltou um pouco mais de reciprocidade, porém, acredito que chegarão lá . . . Preciso desenhar ? há há há

Nota dez e três merecidas estrelas.

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