A vitória de Samuel - Último Cap.

Um conto erótico de ThiThe
Categoria: Heterossexual
Contém 2332 palavras
Data: 17/03/2026 17:10:42

— Vê? — ele grunhiu, dando uma estocada superficial e incisiva que a fez estremecer. — Vê como você é minha? Até no cu, Natália. Até no cu.

Ele começou a se mover. Movimentos curtos e rápidos no início, quase saindo completamente antes de afundar novamente naquela pressão impossível. A dor inicial, lancinante, era agora uma lembrança distante, substituída por uma fricção áspera e implacável que despertava algo selvagem em seu âmago. Cada estocada a percorria, enviando ondas de choque para seu clitóris, que pulsava, negligenciado e dolorido, contra a almofada do sofá.

— Meu… meu Deus… — ela gemeu, as palavras arrastadas.

— Deus não, eu! — ele corrigiu, aumentando o ritmo. Seu aperto em seu quadril era doloroso. O som de sua barriga batendo contra sua bunda, os sons úmidos e imundos de sua penetração, preenchiam o quarto. Era animalesco. Básico. E estava desbloqueando um prazer tão profundo e obscuro que parecia pecaminoso. A sensação de plenitude se tornou um catalisador. A pressão implacável e intensa contra suas paredes internas começou a massagear um ponto secreto e oculto que embaçava sua visão. Uma onda de calor, mais apertada e intensa do que qualquer outra que ela já sentira, começou a se enrolar em seu baixo ventre. Ela ia gozar. Com isso. Com ser fodida no cu como uma puta qualquer.

— Vai gozar, né? —Samuel ofegou, suas estocadas se tornando erráticas e poderosas. — Vai gozar tomando rola no cu! Admite!

— Eu… eu vou… — ela confessou, a vergonha a levando ao clímax.

Seu orgasmo irrompeu não como uma onda, mas como uma detonação. Foi mais agudo, mais brilhante, mais elétrico do que qualquer clímax que ela já havia experimentado. Atravessou-a com uma violência que a fez gritar, um som rouco e áspero que escapou de sua garganta. Seus músculos internos se contraíram no vazio, enquanto o canal que ele violentamente penetrava se espasmava ao redor de seu membro invasor, ordenhando-o com pulsações frenéticas e involuntárias.

A sensação de seu calor apertado convulsionando ao redor dele era demais. Samuel rugiu, um som inarticulado de pura conquista, e a penetrou uma última vez, profundamente, enterrando-se até a raiz. Ela sentiu a onda quente e repentina de sua ejaculação bem fundo em seu ânus, uma reivindicação tão íntima que parecia uma marca. Jato após jato quente a preencheu, uma violação tão completa que parecia um batismo perverso. Ele desabou sobre ela, seu corpo suado e peludo um peso reconfortante, ambos tremendo e exaustos.

Por um longo minuto, ouviu-se apenas o som de suas respirações ofegantes. Então, lentamente, ele se entregou e saiu dela. Um fio quente e desordenado escorreu imediatamente, uma lembrança humilhante do que haviam feito. Ela estava arruinada demais para se importar.

Ele rolou para o lado, deitando-se de costas ao lado dela no sofá. Estendeu a mão, seus dedos ásperos traçando as lágrimas em sua bochecha.

— Minha mulher — disse ele, as palavras carregadas de emoção.

*

Entre inúmeras cenas de calor, desejo e entrega, os dias passaram quase sem que percebessem. Agora faltava apenas um dia para o fim da semana — e, com ele, a partida de Samuel.

Natália estava inquieta. Tinha se entregado àquele homem de todas as maneiras possíveis, permitindo-se experiências que jamais imaginara viver. E, para sua surpresa, havia gostado. Mais do que gostado — tinha alcançado sensações e ápices que nunca pensou serem possíveis.

Ainda assim, algo permanecia sem resposta.

A pergunta que a atormentava continuava ali, pulsando em sua mente: de onde vinha aquela atração tão intensa? Aquela mistura de desejo, fascínio e estranha devoção que ele despertava nela?

O tempo estava se esgotando. Ela sabia disso.

Se queria entender, precisava agir. Precisava chegar a uma conclusão antes que Samuel fosse embora. E, para isso, teria que fazer algo que ainda não tinha feito durante toda aquela semana: tomar o controle — nem que fosse apenas uma única vez.

Natália entrou na sala sem hesitar, ocupando o espaço com uma presença que Samuel já não via desde o primeiro dia. Era como se, de repente, ela tivesse decidido recuperar algo que ele pensava ter conquistado.

Ele ergueu os olhos, surpreso.

— Samuel. — A voz dela saiu firme. — Venha comigo.

Ele franziu o cenho.

— Pra onde?

— Para o banheiro. Quero que vá para a banheira comigo.

Samuel abriu a boca, claramente prestes a protestar, talvez a ironizar aquela mudança repentina de atitude. Mas Natália não lhe deu tempo. Endireitou os ombros e deixou que a autoridade que usava todos os dias no trabalho tomasse conta de sua voz.

— Agora.

A palavra caiu seca, inquestionável.

Samuel fechou a boca devagar. Havia algo diferente nela — uma segurança inesperada, quase desafiadora. Por um instante, ele a observou como se estivesse tentando decifrar o que havia mudado.

Então um leve sorriso curioso apareceu no canto de seus lábios.

— Certo… — murmurou, levantando-se. — Quero ver o que você está aprontando.

Natália já estava a caminho do corredor, sem olhar para trás. Ainda assim, ouviu os passos dele vindo logo atrás.

A água na banheira enorme era de um azul leitoso e opaco, perfumada com óleo de bergamota e jasmim importados. Pétalas de rosa cor-de-rosa flutuavam na superfície, prendendo-se nos pelos finos e escuros das pernas de Samuel enquanto Natália o guiava para dentro da água fumegante. Ele entrou ansiosamente, os olhos vidrados de expectativa, o pênis grosso já pulsando contra a coxa.

Natália entrou logo atrás dele, a água quente um choque que rapidamente se transformou em prazer. Ela se acomodou atrás dele, as pernas longas deslizando de cada lado de seu torso peludo, as coxas lisas emoldurando-o. Pegou o sabonete caro, fabricado na França.

— Relaxe — murmurou, a voz baixa, um comando que também era uma carícia.

Começou pelos ombros dele, as mãos lisas e ensaboadas percorrendo os músculos tensos e arredondados. Ele deixou a cabeça cair para trás contra a clavícula dela, um gemido baixo escapando de seus lábios. Ela beijou a lateral do pescoço dele, sentindo o leve gosto salgado da pele sob o aroma floral. Suas mãos deslizaram para baixo, sobre a vasta superfície peluda da barriga dele, a espuma do sabonete se acumulando nos cachos escuros. Ela era metódica, reverente, mapeando o território daquele corpo feio e amado.

Suas mãos deslizaram ainda mais para baixo, sob a superfície da água. Seus dedos se fecharam em torno do pênis dele, que agora estava completamente, impressionantemente duro, uma coluna grossa e venosa de calor na palma da mão dela. Ela começou a acariciá-lo, num ritmo lento e firme, o polegar espalhando a gota de líquido pré-ejaculatório sobre a glande larga.

— Ah... Naty... — ele suspirou, os quadris dando um pequeno impulso involuntário contra o punho dela.

Ela roçou o nariz na orelha dele, a voz um sussurro no ar úmido.

— Eu preciso saber, Samuel. Preciso saber de tudo. Absolutamente tudo. — Ela intensificou o aperto, o ritmo aumentando um pouco. — Por que eu? Todos esses anos... o que você queria fazer comigo?

Ele estremeceu, sua respiração ficando mais rápida.

— Você… você era tudo.

— Diga-me — ela insistiu, seus lábios roçando o lóbulo da orelha dele. — Suas intenções sombrias. Seus sonhos mais sujos. Seus planos mais diabólicos.

Uma barragem rompeu. As palavras saíram dele, cruas e sem filtro, cada confissão pontuada pela mão apertada dela.

— Um… um dia antes de você ir para a faculdade. Antes de sumir da minha vista por tanto tempo, eu queria te marcar. Queria… queria arrombar a porta da sua casa… de noite — ele engasgou. — Enquanto você dormia… tão linda nos seus lençóis limpos… quis cobrir sua boca… sentir você acordando com medo… comigo em cima de você…

O coração de Natália batia forte nas suas costas. Uma emoção violenta e elétrica atingiu seu âmago. Ela estava encharcada, sua própria excitação misturada com a água do banho.

— Sim — ela respirou. — E então?

— Tirar sua virgindade — ele gemeu, com o corpo tenso. — Sabia que você ainda não tinha feito com ninguém, você era certinha demais, perfeita demais para fazer isso naquele lugar, onde todos ficam sabendo da vida de todos. Eu queria ser o primeiro. Queria rasgar você com isso aqui... — Ele enfiou fracamente na mão dela. — Foder você até chorar… até gritar o meu nome…

Sua mente pintou o quadro instantaneamente. A versão mais jovem de si mesma, recém chegada na maioridade, ansiosa e aterrorizada com o que enfrentaria na cidade nova, e sendo reivindicada em seu quarto rosa de infância por esse homem rude e desesperado. A violação foi absoluta. O poder disso a deixou tonta. A outra mão deslizou entre as próprias pernas debaixo da água, os dedos encontrando o clitóris inchado. Ela o circulou, acompanhando o ritmo de suas carícias em seu pênis.

— Mais — ela exigiu, sua voz rouca.

— Na rua — ele ofegou, perdido na memória. — No meio da rua, de dia… com todos vendo… com seus pais vendo… eu te fodendo na frente da casa deles… pra todo mundo saber que você era minha… que a filha perfeita deles era a puta de um pobre jegue…

Um gemido baixo escapou dos lábios de Natália. Seus dedos trabalharam mais rápido em si mesma. A imagem era obscenamente vívida — a humilhação, a exposição, a ruína completa do orgulho de sua família. Deveria tê-la revoltado. Em vez disso, era como uma chave girando em uma porta trancada há muito tempo. Essa era a verdade que ele oferecia. Não proteção, mas destruição. Não elevação, mas degradação. E ela a desejava ardentemente.

A água respingava enquanto seus movimentos se tornavam mais frenéticos. Ela podia sentir o orgasmo dele se aproximando, a tensão se acumulando em seus testículos sob sua mão que o acariciava.

— E se eu tivesse casado? — perguntou ela, a voz trêmula com seu próprio clímax iminente. — E se eu tivesse casado com Marco? O que aconteceria então, Samuel?

Sua resposta foi um rugido gutural e possessivo.

— Invadia a igreja! No altar! Pegava você do lado dele… daquele bonitão… e te levava embora gritando que você era minha… que você me merecia… Ah, caralho, NATY!

Seu grito ecoou pelas paredes de mármore enquanto o orgasmo o dominava. O pênis dele pulsava violentamente em sua mão, jatos de sêmen quente se misturando com a água do banho, uma névoa que reivindicava uma libertação. A visão, o som, a pura certeza de sua loucura foram o gatilho final para ela. Seu próprio orgasmo a atingiu em cheio, uma tempestade silenciosa e convulsiva que arqueou sua espinha e fez seus dedos dos pés se contraírem contra a banheira de porcelana. Ela o deixou passar, a testa pressionada contra as costas úmidas e peludas dele, os músculos internos se contraindo em torno do nada, extraindo a sensação fantasma de sua posse.

Por um longo tempo, os únicos sons eram suas respirações ofegantes e o suave murmúrio da água.

*

Mais tarde, envolto em toalhas brancas e grossas, Samuel caiu em um sono profundo e satisfeito no centro da cama dela, roncando baixinho. Natália estava de pé na janela que ia do chão ao teto, observando as luzes da cidade brilharem como diamantes espalhados.

A resposta, agora, era tão simples que chegava a ser ridícula.

Sua vida tinha sido uma prisão belamente mobiliada. Seus pais — carcereiros amorosos e orgulhosos — lhe entregaram as instruções ao nascer: estudar muito, ser a melhor, casar bem, alcançar o sucesso. Ela seguiu o caminho com a graça de um cavalo de exposição, saltando todos os obstáculos que lhe foram impostos. Bruno, com seus toques gentis e pele impecável, fora um pretendente aprovado. Marco, o noivo bonito e elegante, era o prêmio máximo. O sexo deles era como suas vidas: competente, agradável e totalmente desprovido de selvageria.

Eles nunca a tinham visto. Eles viam a conquista, a beleza, a parceira perfeita. Eles viam o reflexo do próprio bom gosto.

Samuel viu a rachadura na fundação. Viu a criatura faminta e selvagem rondando atrás das grades polidas. Ele não ofereceu uma jaula melhor. Ele simplesmente destruiu as paredes com uma marreta.

Eles eram iguais. Ambos presos pelas expectativas alheias — ele pela pobreza e pela feiura, ela pelo privilégio e pela beleza. Sua rebeldia era desajeitada, criminosa, desesperada. Mas era real. Ele queria mais e havia conquistado. Ele havia destruído a prisão dela e, ao fazê-lo, mostrado-lhe que ela não era uma estatueta preciosa para ser exibida, mas um ser vivo e pulsante.

O “tabu”, a emoção do feio, o sexo cru… eram apenas sintomas. A doença era a liberdade. E ele era a cura.

Um amor profundo e aterrador inundou seu peito, quente e expansivo. Não era o amor doce e gentil dos contos de fadas. Era um amor sombrio, grato e possessivo. Ele a havia libertado. Ele merecia tudo. Todo o conforto, todo o prazer, toda a devoção que ela pudesse reunir. Ele não podia ir embora. Isso não era um caso. Era uma nova gênese.

Ela caminhou silenciosamente até seu closet, seus pés descalços sobre o tapete macio. Numa pequena caixa de veludo escondida atrás de suas bolsas, repousava o anel de diamantes simples e elegante que Marco lhe dera. Ela o retirou, a pedra captando a luz tênue. Deslizou-o para fora da pequena almofada.

Voltou para o quarto, o ar fresco arrepiando-lhe a pele. Observou o peito de Samuel subir e descer, o rosto relaxado pelo sono, parecendo mais jovem, quase inocente. Este era o seu propósito agora. Amar seu libertador. Construir um novo mundo com ele a partir dos escombros do antigo.

Ajoelhou-se ao lado da cama, o tapete macio sob ela. Esperou, o anel apertado na palma da mão, o coração batendo forte e alegremente no peito. Os primeiros raios cinzentos da aurora começaram a filtrar-se pelas frestas das persianas.

Seus roncos falharam. Ele grunhiu, estalando os lábios, e um olho entreabriu-se. Levou um instante para que ele se concentrasse, para vê-la ali, ajoelhada, nua, com uma expressão de serena determinação.

— Samuel — disse ela, com a voz clara e firme no silêncio do quarto. Abriu a mão, revelando o anel.

Ele piscou, apoiando-se nos cotovelos, a confusão e o sono nublando seu semblante.

— Não quero que você vá embora — disse Natália, olhando-o fixamente. Ela ergueu o anel. — Case comigo.

Continua...

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