Minha Mãe Professora se Tornou uma Puta Parte 10 - Segunda feira - Tentando retomar a rotina.

Um conto erótico de ThomasCelt
Categoria: Heterossexual
Contém 3978 palavras
Data: 13/03/2026 22:05:08
Assuntos: Heterossexual

A segunda-feira chegou cedo demais.

O despertador tocou às cinco e vinte da manhã quebrando o silêncio da casa. Demorei alguns segundos para criar coragem de sair da cama. A luz do lado de fora ainda era fraca, aquele começo de manhã meio cinza de início de semana.

Minha mãe apareceu no corredor ainda ajeitando o cabelo, vestida para sair. Usava uma calça jeans e uma blusa simples, e carregava a bolsa pendurada no ombro.

— Bom dia — disse ela, ainda com voz de sono.

— Bom dia.

O clima entre nós ainda era um pouco estranho depois do final de semana , mas a rotina parecia suavizar as coisas. Segunda-feira sempre trazia aquela pressa automática de sair de casa.

Saímos juntos pela porta da frente, trancando a casa como fazíamos todos os dias.

Chegamos e o ponto já tinha umas oito pessoas. O ônibus apareceu logo, buzinando pra abrir espaço no trânsito. Era daqueles cheios desde cedo, o tipo que você entra já se preparando pra ficar espremido, pra variar. Minha mãe subiu primeiro, passou o cartão, eu logo atrás.

Lá dentro era um forno humano. Pessoas coladas, mochilas batendo nas costas, cheiro de perfume barato, suor e café da manhã. Minha mãe conseguiu se segurar num balaústre mais alto, eu fiquei logo atrás dela, tentando fazer espaço com o corpo sem encostar demais. Mas era impossível. O ônibus balançava e a gente era empurrado junto.

Foi quando eu vi ele.

O Caio.

Estava encostado no fundo, perto da saída do meio, com aquela cara de quem acordou há pouco e já tinha fumado um baseado.

Cabelo sempre raspado na régua , com a farda do colégio preta meio desbotada . Olhos vermelhos, sorriso torto que ele achava charmoso. Quando nos viu , ou melhor, quando viu minha mãe, o sorriso abriu mais.

— E aí, Professora Paula? — ele chamou, voz alta o suficiente pra cortar o barulho do motor.

Ele se mexeu na hora, empurrando duas pessoas sem pedir licença, veio se aproximando até ficar colado nela do lado esquerdo. O ônibus freou num buraco e ele usou a desculpa pra encostar o corpo inteiro no dela, mão “sem querer” passando pela cintura dela como se estivesse se equilibrando.

— Tá linda hoje, hein? — disse ele, baixo o suficiente pra ser só pra ela, mas alto o suficiente pra eu ouvir.

— Esse jeans tá matador.

A mão dele desceu um pouco mais, apertou de leve a lateral da coxa dela, num cumprimento que era tudo menos inocente

Ela riu nervoso, daqueles risos que saem pra desarmar situação.

— Para com isso, Caio...

Ele ignorou, inclinou o rosto perto do ouvido dela.

— Relaxa, gata. Só tô dando bom dia direito. — E deu uma risadinha rouca, cheirando a cigarro e algo mais doce como bala para disfarçar o odor.

Minha mãe tentou se virar um pouco pra mim, mas o ônibus acelerou e ela acabou esbarrando mais nele. Caio aproveitou, passou o braço por trás dela como se fosse abraçar, mão aberta na lombar, dedos roçando a borda da calça.

O ônibus sacolejava devagar no trânsito da avenida, parando a cada semáforo . Caio não desgrudava. Continuava colado no lado esquerdo de de minha mãe , o braço agora mais firme ao redor da cintura dela, dedos abertos como se marcassem território. Ele falava baixo, mas o suficiente pra que eu ouvisse cada palavra, cada risadinha rouca.

Minha mãe deu um risinho nervoso, daqueles que saem mais por reflexo do que por graça. Virou o rosto um pouco, tentando criar distância, mas o ônibus freou de novo e ela acabou encostando mais nele.

— Caio, para. Aqui não é lugar pra isso — disse ela, voz baixa, mas firme. Tentou afastar a mão dele da cintura com um gesto sutil, mas ele só apertou mais, como se fosse brincadeira.

— Ah, vai, Paula... Você não reclamou tanto assim no sábado.

Ele riu, alto demais.

— Relaxa, professora. Ninguém aqui tá prestando atenção. — E apertou a mão na bunda dela de leve, um tapa disfarçado de carinho. — Ou tá prestando? — perguntou, olhando de lado pra mim pela primeira vez, com aquele sorrisinho de quem sabe que venceu. — E aí, parceiro? Tudo bem aí ?

Eu não respondi. Só apertei mais o balaústre, os dentes rangendo. Queria empurrar ele, queria gritar, mas o ônibus estava cheio demais, e eu não queria transformar aquilo em cena. Não ali. Não na frente dela.

Nossa parada para o colégio havia chegado.

Ela não respondeu. Só se virou pro lado da porta, empurrando gente com educação forçada. Eu fui atrás, e Caio veio colado, como sombra. Quando as portas abriram, o ar fresco da rua entrou como alívio, mas não durou. Ele desceu logo atrás dela, mão na lombar de novo, guiando ela pra fora como se fosse dono.

Na calçada, Minha mãe parou, virou pra ele com os olhos duros.

— Chega, Caio. Isso acaba aqui. Você é meu aluno, só isso. Não confunda as coisas.

Ele ergueu as mãos, fingindo inocência, mas o sorriso não saía do rosto.

— Tá bom, tá bom, professora. Sem stress. Mas se mudar de ideia... você sabe onde me achar. — Piscou, deu um tapinha no ombro dela (de novo, demorando um segundo a mais do que o necessário) e começou a andar na frente, mochila pendurada num ombro só, gingando como se o mundo fosse dele.

Minha mãe ficou parada um segundo, respirando fundo. Depois olhou pra mim. Não disse nada. Só começou a andar em direção à entrada do prédio do colégio, passos rápidos, como se quisesse fugir do que acabou de acontecer.

Eu fui atrás, o gosto amargo subindo pela garganta. O dia mal tinha começado, e já parecia que tudo ia desabar antes da primeira aula.

Chegamos à entrada do prédio do colégio quase correndo, minha mãe na frente, passos rápidos e decididos, como se quisesse deixar o ônibus e o Caio para trás o mais rápido possível. Eu ia logo atrás, ainda com o sangue quente nas veias, o eco das palavras dele martelando na cabeça. O Caio já tinha sumido na multidão de alunos que entravam, gingando como se nada tivesse acontecido.

Na porta de vidro, encostados na parede como sempre faziam antes da aula, estavam Allan e Diogo. Os meus dois melhores amigos, ou pelo menos era o que eu achava até recentemente.

Allan impecável como sempre com uma jaqueta jeans de couro que ele usava em qualquer temperatura, cabelo penteado pra trás com gel demais, sorriso fácil que escondia tudo. Diogo ao lado, mais quieto, mas com o mesmo olhar de quem calcula cada movimento: boné virado pra trás, celular na mão rolando feed sem parar.

Eles nos viram de longe e já endireitaram o corpo, o tipo de postura que muda quando o alvo aparece. Allan deu um passo à frente, abrindo os braços como se fosse dar o abraço de sempre.

— E aí, prof Paula! — chamou ele, voz alta, animada demais pra uma segunda-feira de manhã. — Chegou a musa da turma!

Diogo riu baixo, guardou o celular no bolso e também abriu os braços, posicionando-se do outro lado como se fosse uma pinça. Era o ritual deles: o “abraço de bom dia” que durava uns segundos a mais do que o normal, mão nas costas descendo devagar, cheiro de perfume forte, um “tá cheirosa hoje, hein?” sussurrado no ouvido. Eu já tinha visto isso mil vezes. Antes eu ria, achava graça. Agora não tinha graça nenhuma.

Minha mãe nem diminuiu o passo. Passou direto entre os dois, como se eles fossem postes na calçada. Não olhou, não sorriu, não disse um “oi” sequer. Só apertou o passo, bolsa balançando no ombro, e entrou no prédio sem parar.

Allan ficou com os braços abertos no ar, congelado por um segundo, depois baixou devagar, olhando pro Diogo com cara de “que porra foi essa?”.

— Ué... — murmurou Allan, coçando a nuca. — Tá de TPM ou o quê?

Diogo franziu a testa, ainda olhando pra porta de vidro por onde ela tinha sumido.

E aí, mano? O que rolou? Brigou com a prof? - Perguntou Allan.

Eu forcei um sorriso torto, daqueles que não enganam ninguém.

— Nada não. Só segunda-feira mesmo.

Allan deu uma risada forçada.

— Segunda-feira meu ovo. Ela passou reto como se a gente fosse mendigo. — Ele balançou a cabeça, ainda confuso. — Geralmente ela pelo menos dá um abraço, né?

Eu não respondi. Só dei de ombros e comecei a andar em direção à porta, sentindo os dois me seguindo com o olhar. Allan ainda resmungou algo como “mulher é foda, muda de humor do nada”, mas a voz saiu sem convicção.

Minha mãe não dava aula na minha turma hoje . Eu estava, no andar de cima, sala 305. Ela dava aula na turma de caio neste dia no 2ª ano - A.

Imaginei ela lá, de pé na frente da turma, projetor ligado, explicando sobre Termodinâmica química. Voz calma, profissional, como sempre. E Caio na terceira fileira, pernas abertas, olhando fixo pros peitos dela enquanto ela gesticulava, ou pra curva da bunda quando ela virava pra escrever no quadro. Ele não disfarçava. Nunca disfarçava. E ela... ela sabia que ele estava olhando. Sabia que eu sabia. E mesmo assim continuava.

E o pior: pensei nela cedendo. De novo. Como no fim de semana. Talvez hoje, depois da aula, no estacionamento do prédio, ou na sala vazia quando todo mundo já tivesse saído. Ele encostando ela na mesa do professor, levantando a blusa, beijando o pescoço enquanto ela tentava dizer “não pode, alguém pode ver”. Mas deixando. Gemendo baixo, como eu imaginava que gemia quando estava sozinha com ele e os primos.

Meu pau endureceu de novo ali no banco da sala de aula , só de imaginar. Eu odiava aquilo. Odiava ele por ter conseguido. Odiava ela por ter permitido. E odiava mais ainda a mim mesmo por sentir tesão com a imagem da minha própria mãe sendo fodida por um aluno drogado e folgado que não valia nada.

Olhei pro celular. 10:30 . Horário do intervalo

O intervalo entre as aulas era sempre o mesmo caos: alunos saindo das salas como formigas, corredor lotado, máquina de café cuspindo líquido marrom aguado, gente fumando escondido no canto da escada de emergência. Eu estava encostado na parede perto da copa, tentando me convencer de que o dia ainda podia ser normal, quando vi Caio virando a esquina com aquela ginga preguiçosa de sempre.

Ele me viu na hora. O sorriso torto apareceu devagar, como se tivesse esperado por isso o dia inteiro. Parou a uns metros, deu uma olhada ao redor , procurando plateia, provavelmente, e veio na minha direção.

— E aí, filhinho da prof? — disse ele, voz arrastada, alta o suficiente pra chamar atenção. — Tá de plantão hoje? Cuidando da mamãe?

Eu endireitei o corpo, mas não respondi. Só olhei fixo pra ele, sentindo o sangue subir quente pro rosto. O ciúme era uma coisa viva, pulsando no peito, misturado com aquele tesão sujo que eu odiava admitir. Porque ele estava ali, de pé na minha frente, sabendo o gosto dela, sabendo como ela ficava quando gozava, sabendo coisas que eu só podia imaginar em detalhes doentios.

Caio deu mais um passo, enfiou as mãos nos bolsos da calça jeans rasgada e tirou o celular.

— Sua mãe tava uma delícia na aula hoje, hein?

— Sabe o que é mais foda? Ela sabe que eu tô olhando. E gosta. Pergunta pra ela. Ou melhor... não pergunta. Você já ouviu ela gemendo meu nome no sábado à noite com davi e rafael, né? “Caio... mais forte...”

As palavras bateram como tapa. Meu estômago revirou. Queria socar a cara dele. Queria calar a boca dele com as mãos. Mas fiquei parado, punhos cerrados nas laterais do corpo, sentindo o pau endurecer traiçoeiro dentro da calça só de imaginar a cena que ele descrevia. Dela. Minha mãe. Gemendo pra ele. Enquanto eu estava no quarto ao lado, ouvindo tudo sem querer ouvir.

Caio percebeu o silêncio e sorriu mais largo.

— Viu? Você não nega. Porque sabe que é verdade. — Ele se aproximou mais um passo, voz baixa agora, quase sussurro. — Ela goza chamando meu nome. E você fica imaginando, né? Fica de pau duro pensando na sua própria mãe sendo fodida por mim. Aposto que bate uma pensando nisso.

Eu respirei fundo, tentando não explodir. O corredor estava cheio, gente passando, mas ninguém prestava atenção de verdade. Era só mais uma conversa alta entre alunos.

— Sai da frente, Caio — eu disse, voz rouca, baixa.

Ele riu, deu de ombros.

Caio falou deixando a copa — Relaxa, filhinho. A prof Paula é adulta. E livre. Quando ela quiser mais, ela sabe onde me achar. — Ele piscou, e apontou com ele na minha direção. — E você... cuida bem dela em casa. Porque eu sei que ela volta pra lá pensando em mim.

Foi nesse momento que Allan apareceu. Vindo do outro lado do corredor, latinha de refrigerante na mão, cara de quem tinha acabado de sair do banheiro. Ele viu Caio se afastando, viu minha cara, parou ao meu lado.

— Que porra foi essa? — perguntou ele, franzindo a testa. — O Caio tava falando o quê com você? Parecia que vocês tavam quase se matando.

Eu não olhei pra ele. Só continuei olhando pro ponto onde Caio tinha sumido.

— Nada não — respondi seco. — Só merda de sempre.

Allan coçou a nuca, confuso.

— Sei lá, mano... ele tava rindo da tua cara. E você tava... sei lá, parecendo que ia explodir. Aconteceu alguma coisa com a Paula? Tipo, com a prof? Ele falou dela de novo?

Eu forcei um sorriso torto, daqueles que não enganam ninguém.

— Ele sempre fala merda. Ignora.

— Tá bom... — murmurou ele, ainda confuso. — Se precisar de algo, fala aí. A gente dá um jeito nesse filho da puta um dia.

Ele deu um tapinha no meu ombro e seguiu pro outro lado, latinha na mão, balançando a cabeça como quem não entende o que acabou de ver.

Eu fiquei ali, encostado na parede, respirando devagar. O intervalo estava acabando. O sinal ia tocar. Mas minha vontade era de não voltar pra aula. Ir embora. Porque as palavras do Caio ainda ecoavam na minha cabeça, cada uma delas uma imagem nova, vívida, queimando. Dela gemendo. Pra eles.

No final do dia 12:00h o sinal final tocou, ecoando pelos corredores como um alívio coletivo. A turma começou a sair em ondas, mochilas batendo nas costas, conversas altas misturadas com risadas. Eu não voltei pra minha sala depois do intervalo. Fiquei gazendo na escada de emergência, e fui saindo para a entrado do prédio, desci as escadas correndo, o coração ainda acelerado. Cheguei na porta principal e parei ali, encostado na grade da entrada do colégio rolando feed no celular e fingindo que tinha sido liberado da aula.

Allan e Diogo já estavam lá, como de costume. Encostados na parede ao lado da porta de vidro, conversando baixo, latas de refrigerante na mão. Quando me viram, Allan ergueu o queixo em saudação fui para perto ficar com os dois.

Encerrou o turno dela na Turma do 3ª - A. Ela saiu primeiro. Apareceu no corredor interno, bolsa no ombro, laptop debaixo do braço, cabelo um pouco bagunçado, mas com um brilho diferente no rosto. Estava sorrindo sozinha, daqueles sorrisos leves que saem quando o dia foi bom demais. Andava com passos mais soltos, quase dançantes, como se uma parte dela ainda estivesse flutuando em algo agradável.

Allan e Diogo endireitaram o corpo na hora. Allan abriu os braços.

— Prof Paula! Vem cá, musa! — chamou ele, voz alta e animada.

Diogo se posicionou do outro lado, pronto.

Dessa vez ela diminuiu o passo. Olhou pros dois, sorriu de verdade — um sorriso aberto, carinhoso, sem a frieza da manhã. Parou na frente deles.

— Oi, meninos — disse ela, voz suave, quase melosa.

A

llan envolveu ela num abraço apertado, demorando um segundo a mais do que o necessário, mão descendo devagar pelas costas até quase a cintura. Ela riu baixo, deu um tapinha leve no ombro dele.

— Calma aí, Allan.

Diogo veio em seguida, abraço mais contido, mas com a mão na lombar, rosto perto do cabelo dela.

— Tá linda hoje, Paula. Dia bom?

Ela assentiu, ainda sorrindo.

— Dia ótimo.

Deu um beijo rápido na bochecha dos dois, um de cada lado, como quem agradece a atenção. Depois se soltou com delicadeza, ajeitou a bolsa no ombro e continuou andando em direção à saída.

Allan e Diogo trocaram um olhar confuso, mas satisfeito. Allan murmurou algo como “viu? Hoje ela tava de boa”, e Diogo riu, balançando a cabeça.

Caio apareceu segundos depois, mochila pendurada num ombro, gingando devagar como sempre, passou por nós mas não falou nada.

Minha mãe ficou parada um segundo na porta, olhando ele ir embora. O sorriso ainda no rosto, mas agora mais suave, quase saudoso. Depois respirou fundo, virou e me viu.

Nossos olhos se cruzaram. O sorriso dela vacilou por um instante, como se lembrasse de onde estava. Mas logo voltou, mais contido.

— Vamos? — perguntou ela, voz baixa.

Caminhamos até o ponto de ônibus em silêncio. O sol já estava baixo, laranja batendo nas fachadas dos prédios. O ônibus veio lotado, como sempre no fim de tarde. Entramos, passamos o cartão, nos esprememos perto de um balaústre. Ela se segurou na barra alta, eu logo atrás, protegendo ela do empurra-empurra.

Dessa vez não teve Caio. Não teve encoxada, não teve mão na cintura. Só nós dois, lado a lado, balançando com o movimento do ônibus.

O ônibus seguiu sacolejando pela avenida. Nenhum de nós falou nada até chegarmos no nosso ponto. Descemos juntos, caminhamos as poucas quadras pra casa em silêncio. Mas o silêncio era diferente. Ela andava leve. Eu andava pesado.

Chegamos em casa quando o céu já estava escuro, o ar fresco da noite entrando pela janela da sala que deixamos entreaberta. Minha mãe acendeu a luz da cozinha primeiro, jogou a bolsa na cadeira, tirou os sapatos com um suspiro de alívio e foi direto pra geladeira.

— Quer que eu esquente algo? Tem lasanha de ontem — disse ela, voz leve, quase cantarolada.

Eu assenti, sentei na mesa e fiquei olhando ela se mexer pela cozinha como se fosse um dia qualquer.

O micro-ondas apitou. Ela tirou os pratos, serviu pra nós dois, sentou de frente pra mim. Comeu devagar, olhando pro celular entre uma garfada e outra. Eu mal toquei na comida.

— Tá tudo bem, filho? — perguntou ela depois de um tempo, erguendo os olhos pra mim. O sorriso ainda estava lá, mas agora com um traço de preocupação.

— Tá — menti, olhando pro prato.

Ela esticou a mão por cima da mesa, tocou meus dedos de leve.

— Você tá quieto hoje. Aconteceu alguma coisa na escola?

Eu retirei a mão devagar, como se o toque queimasse.

— Nada. Só cansado.

Ela assentiu, não insistiu. Terminou de comer, levantou, lavou os pratos cantarolando de novo tomamos banho. Depois foi pro sofá da sala, ligou a TV num canal qualquer de série, enrolou no cobertor fino que ficava ali. Eu fui atrás, sentamos no sofá, fingindo assistir.

Mas não via nada na tela. Via ela. O jeito que ela se ajeitava no sofá, pernas dobradas, cobertor cobrindo até o peito. O pescoço exposto, onde o chupão de dias atrás ainda era uma sombra roxa. A blusa subindo um pouco quando ela se mexia, mostrando a pele da barriga.

Meu pau endureceu de novo, traiçoeiro. Cruzei as pernas pra esconder, respirei fundo pelo nariz.

Ela virou o rosto pra mim de repente.

— Quer ver outra coisa? Essa série tá chata.

— Pode deixar assim.

Ela deu de ombros, voltou pro sofá. Mas agora o sorriso tinha diminuído um pouco. Como se sentisse a tensão no ar, mesmo sem entender de onde vinha.

Depois de uns minutos, ela bocejou.

— Vou dormir. Tô morta hoje.

A casa ficou em silêncio total depois que ela apagou a luz do quarto. A TV na sala ainda murmurava baixo, um comercial qualquer que ninguém via. Eu fiquei na poltrona por mais uns minutos, olhando pro corredor escuro, o corpo tenso, o pau ainda duro dentro do short.

Levantei devagar. O piso rangeu de leve sob meus pés descalços. Caminhei pelo corredor como se fosse um ladrão na própria casa. A porta do quarto dela estava encostada, uma faixa fina de luz amarelada escapando pela fresta , o abajur da mesinha de cabeceira, provavelmente. Parei ali, coração batendo forte na garganta. Ouvi um som baixo. Um suspiro. Depois outro. Mais ritmado.

Ela estava deitada de costas na cama, cobertor jogado de lado, pernas ligeiramente abertas. A camisola fina tinha subido até a cintura, revelando a calcinha preta de renda a mesma que eu tinha visto no cesto de roupas sujas dias atrás.

Meu corpo reagiu na hora. O pau latejou forte, pressionando a calça. Eu me encostei no batente da porta, mão já descendo pra abrir o zíper devagar, sem fazer barulho. Tirei ele pra fora, quente, duro, pulsando na palma da mão. Comecei a me masturbar olhando pra ela, devagar no começo, acompanhando o ritmo dos dedos dela lá embaixo.

Passou uns segundos vi ela esticando a calcinha de renda em direção a virilha, revelando tudo: a buceta dela completamente exposta, inchada, vermelha de excitação. Os lábios grandes estavam abertos, brilhando de umidade, o clitóris duro e protuberante, pulsando visivelmente a cada batida do coração. Um filete grosso de lubrificação escorria devagar da entrada, descendo pela dobra da bunda e molhando o lençol embaixo. Ela estava encharcada, o tipo de molhado que faz barulho quando os dedos entram e saem.

Agora a mão direita dela estava lá no meio, quatro dedos já enfiados fundo , quase a mão inteira. O polegar roçava o clitóris em círculos rápidos, enquanto os outros quatro entravam e saíam num ritmo constante, abrindo-a toda a cada estocada. Os lábios da buceta se esticavam ao redor dos dedos, grudando neles quando ela puxava pra fora, deixando um brilho viscoso que escorria pelos nós dos dedos até o pulso. Ela gemia baixo toda vez que enfiava mais fundo, o som molhado e obsceno ecoando no quarto quieto: um “ploc-ploc” ritmado, acompanhado de um suspiro rouco.

— Isso… assim… mais fundo… — murmurava ela, voz tremida, quase chorosa de prazer.

Bati devagar, olhando fixo pra aquilo: pra buceta dela se abrindo e fechando ao redor da mão quase toda, pros lábios grossos se esticando, pro mel grosso escorrendo, pro jeito que ela mordia o lábio inferior pra abafar os gemidos mais altos. Ela acelerou, enfiando os quatro dedos com força agora, quase socando, o som molhado ficando mais alto, mais sujo.

O corpo dela se contraiu de repente. As pernas se fecharam em torno da mão, coxas tremendo violentamente, costas arqueando tanto que só os ombros e os calcanhares tocavam a cama. Um jato claro escapou entre os dedos, molhando a palma, o pulso, o lençol. Ela gozou forte, gemendo rouco, “ahhh… caralho… sim…”, o corpo inteiro convulsionando em espasmos longos enquanto a buceta pulsava visivelmente ao redor dos dedos ainda enfiados fundo.

Eu gozei quase no mesmo instante, jatos quentes caindo no chão do corredor, na soleira da porta. Apertei os olhos, visão branca por um segundo, ódio e prazer se misturando numa explosão que me deixou tonto e vazio.

Ela relaxou devagar, mão ainda dentro da calcinha, dedos imóveis agora, ofegante. Virou de lado, puxou o cobertor por cima do corpo suado, um sorrisinho satisfeito nos lábios entreabertos. Não abriu os olhos. Não me viu.

Eu recuei, e fui saindo do corredor em frente a seu quarto no maior cuidado possível. Voltei pro sofá da sala, deitei, cobri o rosto com o braço. O cheiro de sexo dela ainda pairava no ar do corredor. Meu corpo estava mole, mas a cabeça girava: raiva dele, raiva dela, raiva de mim por ter gozado vendo minha mãe se masturbar , enfiando quase a mão toda numa buceta que pingava de tesão .

A noite seguiu quieta. Mas dentro de mim, o barulho não parava nunca.

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