Gravei Minha Irmã Na Igreja e as Coisas Saíram Totalmente do Controle - 2

Um conto erótico de Matheus
Categoria: Heterossexual
Contém 1258 palavras
Data: 11/03/2026 18:50:11

A única coisa boa que posso dizer do José é que ele não é hipócrita.

Ele é daquelas pessoas religiosas que realmente acreditam em cada palavra escrita na Bíblia.

Mulheres conversando com cobras.

Gente abrindo o mar com um pedaço de madeira.

Ursos despedaçando crianças porque alguém chamou um careca de careca…

José acreditava em tudo.

Na cabeça dele, quem seguia à risca aquele livro sagrado iria para o céu. Todo o resto queimaria no fogo do inferno.

E, pelo jeito que ele me tratava, nunca tive muita dúvida sobre onde ele achava que eu passaria a eternidade.

Até aquele dia, nunca tinha parado muito para pensar nisso.

Inferno, céu, salvação… essas coisas pareciam distantes. Mais problema do meu padrasto do que meu.

Mas depois do episódio do leite, comecei a considerar seriamente a possibilidade de que talvez ele tivesse razão.

Alguma coisa mudou na forma como eu via a Ester.

E, a primeira vez que isso ficou claro para mim foi numa tarde na piscina do clube.

Estava sentado numa das cadeiras perto da borda quando ela voltou do banheiro. Ela usava um biquíni simples, azul claro.

Foi ali que caiu a ficha.

Ester sempre foi baixinha, mas o corpo dela tinha crescido de um jeito compacto, tudo no lugar certo.

As coxas eram grossas. Grossas de um jeito que fez surgir na minha cabeça a ideia absurda de como seria ter minha cabeça presa ali no meio.

A bunda tinha puxado da minha mãe. Grande, impossível de ignorar. A diferença era que a dela era firme de um jeito estranho. Quase não balançava ao caminhar.

Os seios não eram enormes, mas tinham um formato cheio, redondo, durinhos.

Acho que eu tinha passado tantos anos com raiva da Ester que nunca tinha parado para perceber uma coisa óbvia.

Minha meia-irmã era gostosa pra caralho.

E depois do episódio do leite eu já não conseguia mais fingir que não percebia isso.

E, graças à obsessão do José por Deus, eu tinha bastante tempo livre para lidar com a minha própria obsessão.

A igreja sempre foi o centro da nossa vida. Não era só ir ao culto no domingo e pronto. A gente passava metade da semana lá dentro. Tinha culto de jovens, estudo bíblico, confraternizações, ensaios, vigílias, acampamentos.

Eu cresci naquele lugar.

Ester também.

Mas a experiência dos dois ali não podia ser mais diferente.

Ela sempre foi popular. Tinha amigas, conversava com todo mundo, participava das brincadeiras nas confraternizações.

Já eu…

Era tão fechado que nem os adultos pareciam muito interessados em puxar conversa comigo.

Enquanto ficava encostado numa parede ou sentado num banco mais afastado, a Ester quase sempre estava no meio dos outros jovens.

Ali que eu comecei a notar outra coisa.

Eu não era o único interessado nela.

Os meninos da igreja pareciam uma horda de chimpanzés no cio.

Sempre tinha um tentando contar alguma história idiota, outro inventando alguma competição ridícula, outro falando alto demais só para ver se ela ria.

E a Ester não era boba.

Ela dava corda.

Ria, jogava o cabelo, empurrava alguém de leve quando exageravam, respondia as provocações com aquele sorriso meio inocente e meio provocador.

Coisas pequenas.

Mas suficientes para deixar os moleques completamente idiotas.

Sem perceber, eu comecei a prestar atenção em tudo.

Quem falava com ela.

Quem conseguia fazer ela rir.

Quem parecia confiante demais perto dela.

E uma pergunta começou a aparecer na minha cabeça.

Se ela já fazia tudo aquilo ali no pátio da igreja… até onde ela já tinha ido quando ninguém estava olhando?

A pergunta não saiu mais da minha cabeça.

E foi por causa dela que, numa noite, eu acabei percebendo algo estranho.

Era durante um culto de jovens, com música, oração, gente levantando as mãos e o pastor falando por quase uma hora.

Eu estava sentado alguns bancos atrás da Ester, mais preocupado com o que ela fazia do que com qualquer coisa que vinha do púlpito.

Por isso, notei quando ela se levantou.

Discretamente.

Olhou para os lados, como se tivesse se certificado de que ninguém estava prestando atenção, e saiu pelo corredor lateral da igreja.

No começo, eu não pensei muito sobre aquilo. Muita gente saía durante o culto para ir ao banheiro ou beber água.

Mas os minutos começaram a passar.

E ela não voltava.

Olhei ao redor para ter certeza de que ninguém estava prestando atenção em mim.

Rosa estava com os olhos fechados, concentrada na oração. José estava inclinado para frente, como sempre fazia quando o pastor começava a falar sobre moral e disciplina.

Aproveitei o momento e levantei devagar.

Saí pelo mesmo corredor que a Ester tinha usado.

Do lado de fora o ar estava mais fresco. As luzes iluminavam apenas parte do terreno da igreja, deixando várias áreas mergulhadas na penumbra.

Eu dei uma volta pelo lado do prédio.

Nada.

Passei pelo banheiro, pelo bebedouro, pelo pátio lateral.

Nada.

Comecei a pensar que talvez ela já tivesse voltado para dentro sem que a gente tivesse se encontrado.

Estava quase desistindo quando lembrei de um lugar.

Um canto mais escondido do estacionamento.

Atrás de uma árvore, perto do muro lateral da igreja.

Um lugar onde, pelo que eu já tinha ouvido falar, algumas pessoas iam para fazer coisas que definitivamente não faziam parte do sermão de domingo.

Eu me aproximei devagar.

E foi quando eu vi.

Ester estava ali.

Encostada no muro, com um garoto da igreja praticamente colado nela.

Os dois estavam se beijando.

Não era um beijo tímido.

Era intenso. Estavam praticamente se comendo ali.

As mãos dele seguravam a cintura dela enquanto ela passava os braços pelo pescoço dele.

Mesmo de onde eu estava dava para ouvir a respiração deles, pesada, quebrando o silêncio do lugar.

Por um segundo fiquei parado, sem saber exatamente o que fazer.

Se o José descobrisse aquilo…

A ideia sozinha já era suficiente para imaginar o estrago.

Mesmo sendo a filha favorita, sempre escapando de tudo, Ester não seria capaz de sair ilesa de uma coisa dessas.

Eu tirei o celular do bolso.

Por um momento hesitei.

Se eles virassem a cabeça naquele instante, iam me ver ali.

Mesmo aproximei um pouco mais.

E comecei a gravar.

Só a minha palavra não teria nenhum valor.

Ester estava usando uma saia jeans curta e uma blusa branca simples que deixava os ombros à mostra. O cabelo castanho caía solto pelas costas enquanto ela se inclinava para beijar.

O garoto parecia afobado.

As mãos dele inquietas não ficaram muito tempo na cintura.

Desceram cada vez mais.

Até deslizarem por baixo da saia.

Por alguns segundos ela simplesmente deixou.

O corpo dela se pressionou ainda mais contra o dele, sem interromper aquele beijo que já durava minutos.

Então Ester segurou o pulso dele e tirou a mão dali, dando uma risadinha nervosa.

O volume aumento, algumas vozes começaram a ecoar de dentro da igreja.

O culto estava terminando.

Os dois se afastaram rapidamente, arrumando a roupa e o cabelo, olhando ao redor para ter certeza de que ninguém tinha visto.

Eu também me afastei.

Guardei o celular no bolso e voltei pelo mesmo caminho que tinha vindo, tentando parecer o mais normal possível.

Mas era difícil.

Porque, pela primeira vez na vida, eu tinha alguma coisa contra a Ester.

Alguma coisa que ela não podia manipular.

Agora eu só precisava decidir o que fazer com aquilo.

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