QUE REI SOU EU? A HISTÓRIA DO REI QUE SE ACHAVA

Um conto erótico de Nassau
Categoria: Heterossexual
Contém 2603 palavras
Data: 05/03/2026 11:57:04

No meio dessa discussão daquela coisa que não posso dizer o nome porque senão o conto vai ficar preso para revisão e se tradução mal feita é ou não plágio, resolvei escrever um conto colocando um pouco de bom humor para espairecer aqueles leitores mais nervosos.

Aviso que já escrevi contos aqui tentando usar um pouco de comédia e cheguei a ler comentários criticando porque alguém achou que “estava fora da proposta do site”. Então eu quero que, quem pensa assim, vá em frente e leia outros contos e não venham fazer comentários nada a ver no meu conto.

Para quem quiser se divertir, a história de um Continente que é pura ficção, com países idem, assim como seus reis e o povo.

Leiam e se divirtam. Ou não leiam e não me encham o saco.

No sexto continente do Planeta Terra havia sete países, todos eles independentes e, como tal, viviam guerreando entre si pelos mais variados motivos.

No ano de 1402, por exemplo, Exprobrar estava em guerra com Mequetrefe porque o Rei Equisônio, do primeiro, se recusou a entregar sua filha Mateusa para se casar com Esquisofrênio, filho da Rainha Patavina de Mequetrefe. E a guerra já estava no seu terceiro ano e Equisônio sofria horrores com as reclamações de sua esposa Matubela, que era muito mais matu do que bela, porque Mateusa era uma verdadeira mocreia e perdeu a chance de se casar com o belo príncipe Rosaldo que, por outro lado, fazia jus ao seu nome a ponto de que, quando se apresentava para alguém, dobrava o pulso para a frente e falava com voz em falsete:

– Muito praaazerrr. Sou Rosa... dôôôôôôô.

Prolegôn teve seu território invadido pelas forças armadas de Chiste já fazia tanto tempo que ninguém mais se lembrava o motivo deles terem começado uma guerra. Entretanto, quem passava pela situação mais constrangedora eram o Tíbios e os Aravianos. Aravia e a Tíbia tinha resolvido apoiar Equisônio e Esquisofrênio os colocou como primeira linha de defesa. Foram vergonhosamente derrotados porque, enquanto Exprobar usava arcos modernos com flechas decoradas com penas de pavão tingidas da cor Pink, por influência de Rosaldo, é claro, os dois países usavam tacape e estilingues.

Hoje, os dois enxeridos que não tinham nada que se meterem na guerra dos outros, estão em seus próprios territórios lambendo suas feridas e sonhando um dia conseguir pagar a dívida externa que contraíram por causa dessa guerra, que foi imposta pela Rainha Patavina em 1.000 toneladas de carne de brontossauro e quinhentos troncos de Silphium, uma planta extinta na era neolítica.

O único país que não entrava em guerra nenhuma era Funesto. Isso porque, além de ser o país mais próspero do continente, muito rico e poderoso, a ponto de não ser incomodado por ninguém e com isso, se tornava a cada ano mais rico e mais poderoso. O Rei Cafuné, que se autointitulou “O Pica da Galáxia”, governava com punho de ferro durante o dia e pau de cedro durante a noite, pois ninguém escapava da voracidade sexual do rei que não podia ver nem “perna de mesa” que já ficava todo aceso.

Cafuné não perdoava ninguém. Bastava uma moçoila ganhar seios e aumento na bunda que ele a convocava para uma visita ao palácio durante a noite. O que ele não sabia era que, a cada cabaço conquistado, sua fama aumentava, pois a mulher mal saía do palácio e passava a fazer parte da trupe que, pelas costas do rei, e longe dos ouvidos de seus puxas sacos, lógico, espalhavam a notícia de que o rei, além de ter o pau pequeno, fino e difícil de reagir, fodia muito mal e ainda fedia.

Quanto ao pau ser difícil de reagir, houve um episódio que ficou conhecido e confirma isso. Catatunia, filha de um lavrador, teve a má sorte de ser escolhida pelo rei que escolheu justamente esse dia para que um pintor imortalizasse a sua performance. Depois de muitas tentativas e nada de produção por parte de Cafuné, o pintor criou coragem e sugeriu uma pose do rei recebendo um boquete de Cata. Aquele rei adorava resumir o nome das moças. A ideia é que Catatunia usasse a boca para, fingindo que estava chupando, segurasse o quase morto entre os lábios e o esticasse. Assim, o pintor daria sua colaboração dando uma engrossada naquela minhoca.

O problema é que Catatunia, cansada de ficar naquela posição, porque todo mundo sabe que posar para pintor é um saco mesmo e hoje ninguém mais faz isso, se distraiu e cravou os dentes na insignificância real que berrou igual bezerro no primeiro dia de apartado.

Tudo teria parado aí, não fosse a indiscrição do pintor que contou para sua esposa, que contou para seu filho, que contou para a namorada, que já tinha sido uma das vítimas do rei e participava do grupo de mulheres revoltadas que difamavam o rei. Daí, o fato se tornou público com a velocidade de um rastilho de pólvora. Mas o resultado não foi bom para os protagonistas dessa história, o pintor foi decapitado em praça pública e não foi a decapitação que conhecemos. Cafuné, com raiva, mandou que o verdugo cortasse apenas a cabeça do pau do artista com um só golpe em um sábado, quando o movimento na frente da única taverna da capital e única cidade do país era intenso.

Quanto a Catatunia, sua condenação virou um tiro no pé do rei. Quer dizer, dizem que é no pé, mas aquela turminha de difamadoras dele, juram que por pouco não acertou no seu pau e isso só não aconteceu porque o dito cujo é tão minúsculo que é impossível acertar um tiro ali. Pois bem, a pobre Cata foi condenada a ser fodida no cadafalso, também em frente à taberna.

Foi uma data que entrou para a história, pois a condenada era uma moça realmente bonita que, com seus dezessete anos de idade, chamava a atenção por onde passava e, como o papel de verdugo ficou aberto para quem quisesse, a fila atingiu um quilômetro de comprimento, só não sendo maior porque esse era o contingente de homens funestianos que ainda conseguiam andar, pois foi constatado que até aqueles que a idade era tanta que a força da gravidade ganhara a batalha contra suas ereções, entraram na fila e usaram suas bocas para punir a criminosa.

O problema é que Cata gostou tanto de ser punida que começou a falar abertamente que a Pipa do Rei não Sobe Mais e foi punida de novo, e de novo, e de novo... A tal “punição” se tornou tão corriqueira que não precisava mais que soldados escoltassem a condenada até o cadafalso, ela ia por vontade própria. Se bem que, a história de que um dia ele se esqueceu de decretar a punição e, mesmo assim, no sábado, dia de expurgar seus crimes, lá estava ela. E a população masculina também.

Foi assim que Catatunia se tornou a única pessoa em Funesto que tinha a coragem de falar mal do rei em público. Ah! E como ela falava!

Entretanto, nada diminuía o apetite de Cafuné. Médicos, Filósofos e Magos que estudaram o assunto deixaram um farto material com tantas informações, mas a maioria é contraditória e se contrapõem, porém, a que recebe mais crédito não e a de que o Rei era insaciável, mas sim a de que ele não conseguia foder ninguém com seu piruzinho inútil. Mas os artigos que traziam essa explicação logo eram tirados de circulação e passavam a fazer parte do ILP – Index de Leituras Proibidas, criado em um édito do rei.

O que ficava evidente quanto ao poder financeiro e militar de Funesto é que isso acontecia por vários motivos: riquezas naturais, terra fértil e produtiva, vizinhos bananas que nunca reagiam contra as imposições do rei brocha, entre outras. Isso quer dizer que Cafuné não tinha nada com isso, o que era uma vantagem adicional para ele que pode assim estender seu horário de expediente, passando a requisitar moças e mulheres para fingirem que estavam sendo fodidas também durante o dia.

Essa situação perdurou até que, do nada, uma jovem mulher anunciou que o filho que carregava em sua barriga era de Funesto.

A estratégia dela foi muito inteligente, pois tanto o rei como ela sabiam que não era verdade, isso era impossível, porém, ela apostou que seu não tão amado rei jamais teria coragem de ir a público e dizer que nem despejara sua semente no útero daquela mentirosa. Ou seja, Funesto ficou entre três possibilidades: Mandar executar a mulher e entrar para a história como o Rei que executou uma mulher grávida de um filho seu ou assumir que não tinha conseguido foder a mulher. Entre uma coisa ruim e outra pior, ele optou pela terceira que foi a de ficar quieto e deixar que o povo pensasse o que quisesse.

Só que, agindo assim, ele abriu as portas para que toda gravidez que acontecia em seu país fosse de sua autoria. Cafuné teria entrado no Guiness Book como o homem com maior número de filhos do mundo., só não acontecendo isso porque, no início do século XV, não tinha Guiness Book.

Esse foi o início da derrocada do país de Cafuné. Com tantas pensões alimentícias para pagar, o país se tornou o primeiro do mundo a se utilizar da distribuição de uma Bolsa qualquer coisa para acalmar o povo. Nesse caso em particular, foi dado ao programa o apelido de Bolsa dos Herdeiros. E o pior é que nunca ninguém falava nada do fato de que nenhum dos herdeiros, que já atingiam a taxa de nascimento de dez por semana, se pareciam com o rei. Você se deparava com crianças com traços orientais, afros descendentes, loiros de olhos azuis, verdes, amarelos, pretos e os mais variados tons de castanho. Mas nenhum tinha a cara de bobo do rei.

Dava para encontrar semelhança de um ou dois com o Ministro das Vacas Gordas, uns poucos com o Embaixador de Exprobar e uma grande quantidade com o bobo da corte, mas com Vossa Majestade, nenhum.

Com a sangria indo fundo nas reservas do Tesouro Nacional, a situação do país começou a se deteriorar, começou a surgir a preocupação e, em uma reunião com o Conselho da APN – Assessores de Porra Nenhuma, foi aprovado uma emenda em que o rei deveria se casar.

E casar com uma mulher pertencente a corte de um país rico.

Foi então que aparece nessa história a figura de Catibina, filha mais nova do Rei das Planícies e Montanhas, um conglomerado de províncias que se uniu sobre uma única bandeira e que também era conhecido como Países de Altos e Baixos, sem que ninguém conseguisse explicar o motivo desse nome.

Acontece que, o que Catibina tinha de feio no seu nome, tinha de bela em sua aparência. A garota, com dezenove anos, era uma mistura de Úrsula Andress saindo do mar em Satânico Dr. Nó e Raquel Welch te olhando com cara de “hoje eu te pego” em Quando as Mulheres Tinham Rabo (e que rabo! Meu Deus do Céu). Tudo isso com a expressão de uma Sharon Stone cruzando as pernas em Instinto Selvagem ou Kim Basinger levando ferro em 91/2 Semanas de Amor.

O rei Cafuné ficou eufórico e já queria casar na mesma hora, sem sequer desconfiar que o dote oferecido pela família da noiva que, já era alto, foi acrescido em cinquenta por cento por exigência dele, sem nenhuma reclamação por parte da Família Real. Se ele tivesse pensado melhor, iria questionar se aquele casamento não estaria relacionado muito mais às partes baixas do que as altas das províncias.

A família quis marcar o casamento logo, determinando um curto período de noivado, mas o feliz Rei abriu mão até disso e não teve período de noivado, agindo como uma Ferrari moderna que vai de 0 a 100 em quatro segundos, sem pensar que ele não conseguia ir de 0 a 10 em uma hora. Mas isso a gente pode entender porque naquele tempo não existiam Ferraris (essa porra de carro é tão valorizada que o corretor ortográfico não aceita que seja escrito com ‘F’ minúsculo).

Cafuné, na lua de mel, não percebeu que a inocência de Catibina estava no mesmo patamar que a de Judas. Ou seja, não havia inocência nenhuma. Mas há quem diga que ele não percebeu por que o aparelho dele de auferir inocências e virgindade estava com defeito e não funcionava direito.

Desse dia em diante, com as finanças em ordem por causa do dote de sua amada, Cafuné passou a deixar as jovens mulheres de seu povo em paz e só tinha olhos para sua amada Catibina, a quem ele não se atrevia a chamar de Cati, pois na primeira vez que tentou levou um direito no queixo que o deixou de molho por duas horas. Assim era a nova Rainha: bateu, levou. Embora logo se via muita gente levando sem sequer precisar bater.

Com isso, a tranquilidade voltou para o país e a turma da divulgação das capacidades sexuais do rei foram caindo no esquecimento, com todos vivendo felizes para sempre. Certo?

Errado! Muito errado!

Não precisou de uma semana para que o fluxo de mulheres entrando no palácio mudasse radicalmente. Agora, no lugar do entra e sai de jovens e belas mulheres descontentes, e outras nem tão jovens e muito menos belas assim, todas trazendo em seus semblantes a imagem da infelicidade, agora eram homens sem que precisassem ser belos, embora parecia haver ali uma seleção meio que rigorosa quanto a idade, pois a grande maioria eram jovens, os que não atendiam a esse quesito, compensavam a idade mais avançado com um físico privilegiado ou então alguma outra coisa que a princípio não era possível verificar. (E quem escreve esse conto não tem o menor interesse em fazer isso, se é que me entendem).

Catibina logo ganhou fama no reino por sua inesgotável capacidade de colocar chifres no Rei entronado e isso foi uma decisão que ela tomou no dia da lua de mel, ao ser decepcionada pela ausência de algo que invadisse suas entranhas, inundasse seu útero e fizesse com que ela visse estrelas, já que, por azar, justo nesse dia o clima não colaborou e todos os dias o céu do lugar foi encoberto por nuvens do tipo Cúmulonimbus, com raios e trovões fora do palácio de veraneio real e uma calmaria total dentro do quarto. Quer dizer, calmaria externa, pois o corpo de Catibina fervia por dentro pela falta de uma portentoso cacete invadindo a sua buceta.

Foi assim que Catibina ficou grávida logo depois da tal lua de mel, que de mel não teve nada. Nove meses depois deu à luz a um menino moreno demais, grande demais e com a cara idêntica ao de um ajudante de cavalariço, indicando que, quase quatrocentos anos de George Washington, nossa rainha já agia de acordo com os preceitos de uma verdadeira democracia.

Com o lema de que O PODER PROVÉM DO POVO E EM SEU NOME SERÁ EXERCIDO, a bela rainha distribuía prazeres com a mesma capacidade e frequência que Cafuné divulgava a sua grande capacidade de ser um fodedor de primeira categoria.

E não havia ninguém que tinha a coragem de dizer ao rei que o buraco era bem mais embaixo. Mas até aí, tudo normal, porque aposto que você leitor também não teria.

Acha que têm?

Olhe lá. Pense bem. Não vá se esquecer do cadafalso e do verdugo com seu machado cego cortando só a cabeça.

Mas a cabeça é sua. Faça o que bem entender.

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