Capítulo 2: O Contrato do Silêncio

Da série aiko
Um conto erótico de aiko
Categoria: Crossdresser
Contém 1371 palavras
Data: 30/03/2026 05:30:54

O silêncio no quarto era tão espesso que Akio sentia que poderia sufocar. Ele permanecia ali, imóvel, equilibrado precariamente nos saltos agulha pretos da Nanda, com a renda vermelha da calcinha cavada contrastando com a palidez de suas pernas trêmulas. O rosto dele, antes apenas corado, agora latejava num tom de beterraba, e seus olhos, por trás das lentes redondas, buscavam qualquer lugar para pousar que não fosse o olhar predatório da morena.

Nanda não desviou o foco por um segundo sequer. Ela deu mais um passo à frente, fechando a porta do quarto atrás de si com um estalo seco. O som da tranca girando ecoou como uma sentença definitiva. Ela caminhou lentamente ao redor dele, como uma leoa circulando uma presa ferida, observando cada detalhe daquela visão. O volume do seu cabelo cacheado 4C, perfeitamente nutrido e armado em um black imponente, parecia aumentar sua estatura, fazendo-a parecer muito maior que Akio naquele momento.

— Então é isso que o meu "namorado prestativo" faz quando eu não estou? — A voz dela era baixa, um sussurro carregado de uma ironia cortante. — Ele se veste com as minhas roupas e fica se admirando no espelho?

— Nanda... por favor... eu... eu posso explicar... — Akio gaguejou, a voz falhando, as mãos ainda tentando cobrir a frente da calcinha de forma inútil.

— Explicar o quê, Akio? — Ela parou na frente dele, obrigando-o a olhá-la. Com um movimento rápido, ela ergueu o celular novamente, deslizando as fotos que acabara de tirar. — As fotos não mentem. Você fica muito bem de salto, sabia? Valoriza as suas pernas... deixa o seu traseiro bem mais empinado.

Akio sentiu as lágrimas pinçarem seus olhos. A humilhação de ser pego era uma coisa, mas a forma como Nanda estava transformando aquilo em um espetáculo era mil vezes pior. Ele tentou dar um passo para trás, mas o salto alto, ao qual ele ainda não estava totalmente acostumado, o fez vacilar. Nanda foi rápida e segurou-o pelo queixo com uma mão firme, forçando-o a encarar o próprio reflexo no espelho junto com ela.

— Olha para você, Akio. Olha como você está delicado. Você não parece um homem tentando ser mulher. Você parece uma garotinha que foi pega mexendo no guarda-roupa da mãe.

— Apaga isso, Nanda... por favor. Se alguém na faculdade vir isso... a minha carreira, a minha família... — O desespero dele era palpável. Akio sabia que a exposição daquelas imagens seria o seu fim social.

Nanda soltou um riso curto, quase carinhoso, mas sem nenhum pingo de piedade. Ela guardou o celular no bolso da calça e cruzou os braços, deixando que o silêncio voltasse a torturá-lo por alguns instantes.

— Eu não vou apagar, Akio. Na verdade, essas fotos são o meu novo seguro de vida. — Ela começou a caminhar em direção ao guarda-roupa, abrindo a gaveta de lingeries e puxando um conjunto de seda preta. — Eu sempre achei que faltava algo entre nós. O sexo era... morno. Você era muito passivo, muito "certinho". Mas agora eu entendo. Você não quer ser o homem da relação, quer?

Akio não respondeu, apenas baixou a cabeça, os ombros soluçando levemente.

— Pois bem — continuou ela, a voz agora assumindo um tom de comando inquestionável. — Eu vou guardar o seu segredo. Mas o preço do meu silêncio é a sua obediência total. A partir de hoje, as coisas vão mudar neste apartamento. Eu não quero mais ver o Akio de calças largas e camisetas sem graça.

Ela atirou o conjunto de seda preta sobre a cama.

— Se você quer usar as minhas roupas, você vai usar. Mas vai ser do meu jeito. Você vai ser a minha bonequinha particular. A partir de agora, dentro desta casa, você não é mais o meu namorado. Você é o meu projeto. Você vai se vestir como eu mandar, vai se comportar como eu mandar e, principalmente, vai aprender que o seu prazer agora pertence exclusivamente a mim.

Akio olhou para a lingerie preta e depois para Nanda. O medo em seus olhos estava começando a ser nublado por algo mais profundo: uma submissão latente que finalmente encontrava um mestre. Ele percebeu que a chantagem era apenas a desculpa que ele precisava para se entregar ao que sempre desejara secretamente.

— Tira o salto — ordenou ela.

Ele obedeceu prontamente, chutando os sapatos para o lado e ficando descalço, sentindo-se ainda menor diante da morena que agora parecia uma gigante de ébano acima dele.

— Agora, vai para o banho. Tira todos esses pelos das pernas e do peito. Eu quero você liso, Akio. Como uma fêmea. Quando sair, vista o que eu deixei na cama e me espere na sala, de joelhos. Se eu encontrar um fio de barba ou um pelo fora do lugar... — Ela deu um sorriso enigmático enquanto pegava o celular e fazia menção de abrir o aplicativo de mensagens. — ...eu acho que o grupo da faculdade ia adorar ver o seu novo visual "red" de hoje.

Nanda saiu do quarto sem olhar para trás, deixando Akio sozinho com seu pânico e sua nova realidade. Na sala, ela sentou-se no sofá, cruzou as pernas e começou a mexer nos seus volumosos cachos, sentindo uma onda de poder que a deixava mais excitada do que qualquer noite de sexo comum com ele.

Quarenta minutos depois, a porta do quarto se abriu. Akio apareceu, a pele clara impecavelmente lisa, vestindo o conjunto de seda preta. Nanda inclinou-se para frente, sentindo o cheiro do sabonete feminino na pele dele. Ela acariciou o rosto de Akio e, com um movimento súbito, puxou uma pequena caixa que escondia na gaveta da mesa de centro.

— Ajoelha, Akio. Ou melhor... ajoelha, Kiki — ela disse, usando o novo apelido com uma malícia que o fez estremecer.

Akio obedeceu, sentindo o frio do chão nas patelas. Nanda afastou as pernas, revelando que já estava pronta e úmida por baixo da saia. Ela não perdeu tempo. Com uma mão nos cabelos dele, ela o guiou para entre suas coxas.

— Trabalha para a sua dona — ordenou.

Akio, agora totalmente entregue à sua nova condição de "Kiki", começou a chupá-la com um fervor desesperado. Nanda, do alto de sua soberania, olhava para baixo e deliciava-se com a visão: o namoradinho, o intelectual da faculdade, ali, reduzido a uma bonequinha de seda preta. A calcinha fio-dental entrava profundamente entre as nádegas brancas e lisas dele conforme ele se movia, criando um contraste visual que a levava à loucura. Ela gemia alto, sentindo a língua dele, enquanto suas mãos se perdiam no black volumoso, até que um espasmo violento a fez gozar intensamente, pressionando o rosto dele contra sua intimidade.

Após alguns instantes de recuperação, ela recuperou o tom frio.

— Levanta. Agora você vai colocar o seu avental e ir para a cozinha preparar a nossa janta. Eu tenho umas coisas para resolver na rua. Hoje não vamos para a aula.

Akio levantou-se, ainda trêmulo e seguiu para a cozinha como o bom brinquedo prestativo que era. Nanda trocou de roupa e saiu. Ela tinha um destino certo: um sex shop no centro.

Lá, ela escolheu com cuidado. Comprou uma cinta ajustável e um pênis de borracha realista, levemente maior e mais grosso que o de Akio — não era algo monstruoso, mas era o suficiente para mostrar a ele o que era preenchimento de verdade. Para finalizar, seus olhos brilharam ao ver um cinto de castidade pequeno, de metal revestido em um tom rosinha perfeito.

— Isso vai ficar lindo na minha menininha — sussurrou para si mesma enquanto pagava.

Ao voltar para casa, o cheiro da comida já invadia o corredor. Ela entrou e encontrou Akio terminando de servir a mesa, ainda de avental sobre a seda preta. Nanda colocou a sacola sobre a mesa com um ruído metálico causando curiosidade em kiki.

— A sobremesa chegou mais cedo, Akio. E eu acho que você vai adorar a surpresa.

Akio olhou para a sacola, e o brilho rosinha que apareceu quando ela abriu o pacote o fez entender que as noites de "sexo ok" haviam acabado para sempre. Agora, ele teria que aprender o que era ser possuído de verdade.

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Foto de perfil de Sayuri MendesSayuri MendesContos: 110Seguidores: 72Seguindo: 5Mensagem uma pessoa hoje sem genero, estou terminando medicina e resolvi contar a minha vida e como cheguei aqui, me tornei que sou depois de minhas experiencias, um ser simplismente inrrotulavel

Comentários

Foto de perfil de Asahmi

Muito bom! Ansioso pela parte da feminização forçada. Se possível detalhe as cenas que envolva os processos (maquiagem, unhas, vestimentas, etc)

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