Desci as escadas na frente da Paula e ela me pegou pelo braço antes de eu chegar no último degrau.
Paula: — Aonde você pensa que vai?
Ana: — Pra sala, pra me sentar ué, relaxa!
Paula: — Não, não, não. Você disse que eu ia dormir na cama com o Felipe, agora vem pagar!
Ela me puxou pelo braço e caímos no sofá juntas rindo, a Paula me segurando pelo meio e começando a fazer cócegas nas minhas costelas.
Ana: — Para, para, para!! Paula, para, to morrendo!!
Paula: — Paga o que você fez! Kkkkk
Ana: — Eu não fiz naaaaada, para sua puta kkkkk!!
A gente ficou assim uns dois minutos, eu tentando me soltar e ela firme, até que a Paula parou e ficamos deitadas no sofá respirando, eu por cima dela de lado, as duas olhando pro teto. A casa estava quieta — minha mãe e meu pai já tinham ido pro quarto, o Felipe lá em cima.
Ficamos em silêncio por um tempinho. Aquele silêncio bom de irmã que não precisa de nada pra existir.
Paula: — Ana.
Ana: — Hm?
Paula: — Você realmente não tem ciúmes?
Eu sabia que essa pergunta ia voltar. A Paula não era de deixar as coisas soltas.
Ana: — Já respondi isso.
Paula: — Respondeu, mas não respondeu de verdade. Você falou o que quis que eu ouvisse. Não é a mesma coisa.
Virei de lado pra olhar pra ela. Ela estava olhando pro teto ainda.
Ana: — O que você quer que eu diga, Paula?
Paula: — A verdade. Você liberou ele pra chegar perto de mim essa noite como se fosse a coisa mais normal do mundo. Duas horas atrás você disse que não se importa com aproximação, com apego, com carinho. — Ela pausou. — Eu tenho que entender de onde vem isso antes de avançar qualquer coisa.
Ana: — Avançar o quê? Você mesma disse que respeita meu casamento.
Paula: — Respeito. Mas você está me empurrando pra dentro dele, Ana. E quero saber por quê.
Eu escolhi as palavras com cuidado.
Ana: — Não estou te empurrando pra dentro de nada. Estou dizendo que não me incomoda você se aproximar dele. Tem diferença.
Paula: — Tem. Mas você está facilitando demais pra ser só isso. — Ela finalmente virou a cabeça pra me olhar. — Você está usando o Felipe pra me fazer bem? Tipo, você acha que ele vai curar minha autoestima e está usando o marido como remédio?
Ana: — Não é bem assim...
Paula: — Ou você está me usando pra pagar uma dívida com ele? Pra compensar a traição de antes?
Aquilo doeu um pouco.
Ana: — Paula...
Paula: — Eu preciso saber, Ana. Porque se for isso, se eu for uma peça num jogo entre vocês dois, eu saio fora agora. Não estou num momento da minha vida pra brincar de cobaia emocional. Já estou destruída o suficiente.
Ela falou sem raiva. Só direta, seca, o jeito dela. E exatamente por isso pesou mais.
Fiquei quieta por um momento. Não porque não sabia o que falar — sabia. Só precisava encontrar o jeito certo.
Ana: — Você conhece o Felipe há quanto tempo, Paula?
Paula: — Pouco. Já falamos isso.
Ana: — Exato. Pouco. Mas você mesma disse lá em cima que ele mexeu com você . Que você gosta de conversar com ele, de ouvir ele, de sentir o carinho dele. — Pausei. — Eu conheço o Felipe há anos. Sei o que ele é capaz de dar pra uma pessoa. Esse cuidado, essa atenção, esse jeito de fazer você se sentir importante. — Olhei pra ela. — E eu te conheço também, mana. Sei o tipo de homem que você precisa. Não o Bernardo — o tipo certo. E quando eu vejo o Felipe e vejo você, eu vejo encaixe.
Paula: — Encaixe. — Ela repetiu a palavra devagar, como se estivesse testando o peso dela. — Você está me dizendo que quer que eu fique com seu marido.
Ana: — Estou dizendo que não me importo que você sinta o que está sentindo por ele.
Paula: — Isso não é a mesma coisa.
Ana: — Não é. Mas é o que eu tenho agora.
A Paula ficou me olhando por um tempo.
Paula: — Você nunca vai brincar com os sentimentos, Ana?
Ana: — Nunca. Juro. Não faria isso com você, ainda mais agora.
Paula: — Mas você admite que é um jogo.
Não era pergunta. Era afirmação.
Ana: — É um jogo, sim. Mas quem tem que tomar cuidado com os próprios sentimentos nesse jogo é você — não eu. Porque no fim do dia, o Felipe é meu marido. Isso não muda. — Segurei a mão dela. — O que estou te dizendo é que você pode explorar o que sente por ele. Pode se aproximar, pode sentir, pode deixar ele te cuidar. Desde que você respeite o que é meu. E desde que você saiba, com a cabeça clara, que está entrando nisso com os olhos abertos.
Paula: — E se eu me apaixonar?
Ana: — Aí é sua responsabilidade, mana. Eu te avisei.
Ela ficou quieta. Aquele silêncio dela de processar — eu conheço desde criança.
Paula: — Você está me pedindo pra entrar numa coisa que não tem saída limpa.
Ana: — Estou te perguntando se você quer entrar. Tem diferença.
A Paula não respondeu. Ficou olhando pro teto de novo, e eu deixei.
Dei um beijo no rosto dela e me levantei.
Ana: — Vem quando quiser, mana. Sem pressa.
Subi as escadas.
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O Felipe estava deitado na cama com o celular, ainda acordado. Levantou os olhos quando entrei.
Felipe: — O que foi aquilo?
Ana: — Calma. Ainda estou entendendo.
Felipe: — Ana...
Ana: — Fe, me faz um favor?
Ele fechou o celular e me olhou com aquela expressão de quem sabe que o favor não vai ser simples.
Felipe: — Que tipo de favor?
Me sentei na beira da cama ao lado dele.
Ana: — Quero que você flerte com a Paula.
Felipe: — Não.
Ana: — Fe...
Felipe: — Não, Ana. Ela é sua irmã.
Ana: — Eu sei quem ela é. Por isso estou pedindo pra você.
Felipe: — Não faz sentido.
Ana: — Precisa fazer sentido agora? Só precisa que você confie em mim.
Ele ficou me olhando. Aquele silêncio avaliativo dele.
Felipe: — O que você está testando?
Ana: — Algo que preciso ver pra entender o que estou sentindo. — Peguei a mão dele. — Não estou pedindo que você faça nada demais. Só flerte. Com toque, com carinho, do jeito natural que você tem. Nada além do que já fez hoje à tarde.
Felipe: — Hoje à tarde foi diferente — ela estava mal.
Ana: — E agora está melhor. E vai subir pra dormir aqui com você.
Ele ficou quieto.
Felipe: — E você?
Ana: — Eu fico no colchão. Você fica com ela na cama.
Felipe: — Ana.
Ana: — Fe. Confia em mim. Só isso.
Ficou outro silêncio. Ele olhando pra mim, eu olhando pra ele.
Felipe: — Sutil.
Ana: — Muito.
Felipe: — Se ela ficar desconfortável, paro na hora.
Ana: — Claro.
Ele assentiu devagar. Eu me levantei, peguei meu travesseiro e fui arrumar o colchão no chão enquanto ouvia os passos da Paula subindo as escadas.
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Paula entrou no quarto e parou quando me viu no colchão.
Paula: — Ana. Você vai dormir aí mesmo?
Ana: — Já foi decidido, mana.
Paula: — Decidi nada. Deixa eu dormir no colchão.
Ana: — Não. Cada uma uma noite — foi o que combinamos. Vai lá.
Ela me olhou com aquela testa franzida dela, aquele olhar de quem está calculando se vale a pena insistir. Concluiu que não. Foi até a cama, se deitou do lado do Felipe com aquele cuidado de quem não quer incomodar — bem na beirinha, costas para ele, deixando espaço.
Apaguei a luz do quarto. Só a luz do corredor entrava pela fresta da porta, suficiente pra ver as formas pelo espelho.
Me deitei no colchão de barriga pra cima. O espelho estava no ângulo certo — eu tinha verificado isso antes, claro que tinha.
Eles ficaram em silêncio por um tempo. Depois o Felipe falou baixinho.
Felipe: — Não consegue dormir?
Paula: — Ainda não. Cabeça ligada.
Felipe: — Quer conversar?
Paula: — Não sei. Talvez.
Uma pausa.
Felipe: — Você tomou a decisão certa sobre o Bernardo. Só queria falar isso.
Paula: — Você não sabe se foi certa.
Felipe: — Sei sim. Vi a diferença em você quando acordou hoje à tarde. Você parecia mais leve.
Outra pausa. Pelo espelho eu via a Paula de costas, imóvel. Vi quando ela virou levemente.
Paula: — Você foi muito legal comigo hoje.
Felipe: — Você está passando por muita coisa.
Paula: — Mesmo assim. Não precisava ter subido aquelas escadas daquele jeito.
Felipe: — Precisava, sim.
Silêncio. E então — devagar, sem pressa — vi o Felipe se aproximar um pouco. Não muito. Só o suficiente pra reduzir o espaço entre eles. A mão dele foi até o cabelo dela, um toque leve, quase sem peso.
Felipe: — Esse cabelo ruivo ficou muito bom em você, sabia?
Paula ficou quieta por um segundo.
Paula: — Você está flertando comigo?
Felipe: — Estou fazendo um elogio.
Paula: — Hm.
Mas ela não se afastou.
Fechei os olhos por um momento. Senti meu coração acelerado de um jeito que não era desconforto — era outra coisa, aquela coisa que eu já conhecia da casa da Sara, só que agora com o objeto real na minha frente, a dois metros, refletido num espelho.
Reabri os olhos.
O Felipe estava fazendo carinho no cabelo dela com aquela calma dele. A Paula estava de lado agora, de frente pra ele. Não vi quando ela virou — só percebi quando já tinha virado. Eles conversavam baixinho, eu ouvia os sons mas não todas as palavras.
Minha mão desceu devagar pelo meu corpo.
Passei pela barriga, pelos quadris. Cheguei na borda da calcinha e fui de leve, com um dedo só primeiro — e já estava molhada. Bem molhada. Daquele tipo que aparece antes de você perceber que está pensando nisso.
Me mordi no lábio pra não fazer barulho.
No espelho, o Felipe encostou a testa na da Paula. Ela não recuou. A mão dele saiu do cabelo e foi pro rosto dela — polegar no maxilar dela, devagar, aquele toque de quem está prestando atenção em cada detalhe.
Minha calcinha foi pro lado.
Os dedos entraram e eu bati os dentes kkkk
Estava tão quente lá dentro. Tão molhada que os dedos deslizavam sem resistência, dois dedos indo fundo e voltando, e eu tentava controlar a respiração porque o quarto estava quieto e qualquer barulho...
No espelho eles continuavam no mesmo ritmo lento. O Felipe falando alguma coisa baixinho, a Paula ouvindo, a cabeça dela descendo um pouco até o ombro dele.
Ela deixou a cabeça no ombro dele.
Isso foi o suficiente. Acelerou tudo.
Comecei a me tocar com mais determinação — o polegar no lugar certo, os dedos dentro, mina buceta sentindo aquele ritmo que eu mesma sei melhor do que ninguém. Imaginei o que vinha depois daquilo. O que a conversa poderia virar. O que os toques poderiam virar se eu não estivesse no quarto — ou se estivesse, mas fosse diferente.
A Paula no lugar que era meu. As mãos dele nela. O peso dele sobre ela.
Fechei os olhos dessa vez de vez.
Não precisava mais do espelho.
Gozei quieta — mordendo o travesseiro, o corpo todo tensionando e soltando de uma vez, aquela onda longa que começa fundo e demora pra acabar. Fiquei parada depois, os dedos ainda acariciando minha bucetinha, sentindo os espasmos diminuírem.
Quando abri os olhos, o espelho mostrava os dois ainda deitados, a Paula com a cabeça no ombro do Felipe, aparentemente dormindo.
O Felipe estava de olhos abertos, olhando pro teto.
Será que ele sabia que eu tinha visto tudo?
Fechei os olhos de novo e finalmente dormi.
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Acordei com o sol entrando pela janela. Olhei pro lado — o colchão, minhas coisas, o quarto. A cama estava com o Felipe sozinho, dormindo ainda. O lado da Paula vazio, o travesseiro levemente amassado.
Me levantei, fui ao banheiro, me arrumei. Desci, vi o bilhete da Paula no balcão da cozinha — *"Saí cedo pra resolver umas coisas. Beijo."* — e subi de volta.
Me deitei do lado do Felipe e fiquei olhando pro teto até ele abrir os olhos.
Felipe: — Bom dia.
Ana: — Bom dia.
Silêncio de dois segundos.
Felipe: — Ana.
Ana: — Fe.
Felipe: — O que está acontecendo com você?
Eu sabia que essa conversa vinha. Tinha preparado o que ia dizer — e o que não ia dizer.
Ana: — Estou tentando entender também.
Felipe: — Não. Você sabe. Você sempre sabe antes de mim. Só não quer falar ainda.
Ele me conhecia bem demais.
Ana: — Olha... você sabe que a Paula está destruída, né? Esse casamento fez mal a ela de um jeito que vai demorar pra sarar. Ela não se sente desejada. Não se sente capaz. Não se sente suficiente.
Felipe: — Sim.
Ana: — E você viu hoje à tarde. Quando você ficou com ela, conversou com ela, fez carinho no cabelo dela — ela dormiu. Uma pessoa que estava em crise de ansiedade dormiu. Por quê? Porque sentiu que alguém estava cuidando dela de verdade.
Felipe: — Ana, eu entendo isso. Mas não entendo o que você quer que eu faça com isso.
Ana: — Quero que você continue fazendo isso. Sendo esse pra ela.
Felipe: — Sendo o quê pra ela?
Ana: — O refúgio. A pessoa que faz ela se sentir mulher de novo.
O Felipe ficou quieto.
Felipe: — Até onde, Ana?
Eu sabia que essa pergunta vinha também.
Ana: — Até onde for bom pra ela.
Felipe: — Isso não é uma resposta.
Ana: — É a resposta que tenho agora.
Felipe: — Ana...
Ana: — Fe, confia em mim. — Me virei pra ele. — Confia que eu sei o que estou fazendo.
Ele me olhou por um tempo longo. Eu vi as perguntas todas que ele não estava fazendo.
*Você tem ciúmes?* Tinha. Mas não do jeito que ele pensava.
*Você está bem com isso?* Estava. Mas não pelo motivo que ele imaginava.
*Você sabe até onde quer que isso vá?* Sabia. E exatamente por isso não ia falar.
O tesão que senti na noite anterior — minha buceta molhada, o espelho, os dois deitados juntos — não era culpa. Não era confusão. Era exatamente o que eu queria que fosse. E querer controlar até onde isso ia significava matar o que me dava tesão naquilo.
Eu queria ser espectadora. Queria ver aonde eles iam quando ninguém colocava limite claro.
Mas isso eu não ia dizer.
Ana: — Posso te falar uma coisa?
Felipe: — Pode.
Ana: — Ontem à noite, enquanto vocês dois ficaram conversando... — Fiz uma pausa proposital. — Você estava fazendo carinho no rosto dela.
Felipe: — Estava.
Ana: — E ela deixou.
Felipe: — Deixou.
Ana: — Você sabe que ela nunca deixaria qualquer pessoa fazer isso, né? — Me aproximei um pouco. — Ela deixou porque é você. Porque você passou o dia inteiro cuidando dela e ela já sabe o que você é.
O Felipe estava me ouvindo com aquela atenção total dele.
Ana: — Imagina o que ela sentiria se você fosse além do carinho no rosto.
Felipe: — Ana.
Ana: — Só estou dizendo. — Passei o dedo pelo peito dele devagar. — Ela dormiu no seu peito, Fe. A Paula. Minha irmã que não abre pra ninguém. Dormiu no seu peito.
Ele fechou os olhos por um segundo.
Ana: — Você não ficou com tesão nem um pouquinho?
Felipe: — Ana, para.
Ana: — Kkkkk Tô falando sério. Você ficou com aquela mulher linda, ruiva, com aquele corpo todo, dormindo no seu ombro, e não sentiu nada?
Felipe: — Você está me provocando de propósito.
Ana: — Estou sendo honesta. — Me aproximei mais, a boca perto do pescoço dele. — Ela tem uma bunda linda, você mesmo quase perdeu a cabeça duas vezes por causa dela. Imagina ela deixando você tocar de verdade.
Felipe: — Para com isso.
Ana: — Não. — Passei a mão pelo pau dele por cima da bermuda. — Tá duro. Kkkkk
Felipe: — Por sua culpa.
Ana: — Minha culpa? — Fui descendo. — Ou da dela?
Ele não respondeu. Puxei a bermuda e a cueca pra baixo e peguei na rola dele — já grossa, já quente.
Ana: — Você estava lá com ela, fazendo carinho, sentindo o corpo dela pertinho do seu... — Comecei a bater pra ele devagar, olhando pro rosto dele. — E não pensou nem uma vez em como seria?
Felipe: — Ana...
Ana: — Fala pra mim.
Felipe: — Sim. Pensei.
Aquilo fez minha buceta pulsar.
Me abaixei e passei a língua na cabeça da rola dele — devagar, circular, aquele jeito que eu sei que ele não aguenta.
Ana: — Como seria o quê?
Felipe: — Para de fazer isso enquanto pergunta.
Ana: — Não. Fala.
Mamei mais fundo, fazendo pressão com os lábios, e ouvi ele soltar o ar.
Felipe: — Como seria ter ela mais perto.
Tirei da boca.
Ana: — Mais perto como?
Felipe: — Ana.
Ana: — Como, Fe?
Felipe: — Do jeito que você está me deixando louco agora.
Voltei pra rola dele com vontade dessa vez — profundo, engolindo tudo!! , fazendo ele gemer baixinho. Fui no ritmo que eu queria, que era o ritmo que ele não aguentava, alternando entre sugar a cabeça e pegar tudo.
Ana: — Ela ia gostar tanto... — Saí por um segundo pra falar, a mão trabalhando enquanto a boca descansava. — Do seu jeito de cuidar, do seu toque... Você acha que ela gemeria baixinho ou se entregaria de vez?
Felipe: — Porra, Ana.
Ana: — Acho que ela se entregaria? — Voltei pra boca, mais alguns segundos intensos, e saí de novo. — Ela parece dura mas por dentro ela quer ceder pra alguém de confiança. E você é de confiança pra ela agora.
Felipe: — Chega. Vem cá.
Ele me puxou pelos braços, me virou, me posicionou por cima dele. Tirei a calcinha sem sair de cima e desci na rola dele de uma vez — aquela sensação de preencher tudo, de encaixar perfeito.
Ana: — Aaaai, amor...
Felipe: — Fica quietinha. Sua mãe está no quarto ao lado.
Ana: — Kkkkk então você que fica quieto também.
Comecei a cavalgar devagar, as duas mãos no peito dele, o sobe e desce que eu aprendi que deixa ele no limite sem chegar lá rápido demais.
Ana: — Pensa nela enquanto me come, amor.
Felipe: — Ana.
Ana: — Pode. Eu deixo.
Ele apertou minha cintura com as duas mãos.
Ana: — Imagina essa bucetinha dela na sua rola. Ela seria apertada, eu sei. Aquela bunda grande e a bucetinha pequenininha...
Felipe: — Para de falar assim.
Ana: — Por quê? Você tá gostando. Eu sinto. — Desci mais fundo e fiquei parada, fazendo movimento circular. — Fala pra mim que você quer ela.
Felipe: — Você é louca.
Ana: — Fala.
Felipe: — ...Quero.
Aquela palavra me fez acelerar sem querer — cavalguei com mais força, menos preocupada com o barulho, a cabeça jogada pra trás.
Felipe: — Ana, vou gozar.
Ana: — Não ainda.
Parei de uma vez. Desci a rola e fui de boca de novo — agora sem provocação, só foco, aquele trabalho sério de quem quer resultado. Ele gemeu com a mão no meu cabelo, tentando controlar, não conseguindo.
Ele gozou na minha boca forte, pulsando, e eu peguei tudo.
Fiquei ali até ele terminar. Depois subi e me deitei do lado dele, a cabeça no peito dele, ouvindo o coração dele acelerar e desacelerar.
Silêncio por um tempo.
Felipe: — Ana.
Ana: — Hm?
Felipe: — Você realmente quer isso?
Fiquei quieta.
Sentia o peito dele subindo e descendo embaixo da minha cabeça. A pergunta estava no ar.
Ana: — Ainda estou entendendo.
Felipe: — Ana.
Ana: — Fe.
Felipe: — Olha pra mim.
Levantei a cabeça. Ele estava me olhando com aquela expressão que ele tem quando está tentando ler o que eu não estou dizendo.
Felipe: — Você realmente quer isso?
Fiquei olhando pra ele por um momento.
Ana: — Pergunta de novo amanhã.
Coloquei a cabeça de volta no peito dele.
Ele ficou quieto. Mas os braços dele me abraçaram mais firme.
E eu sorri pra mim mesma, com o rosto escondido no peito dele, sem deixar ele ver.