Conversa entre mulheres

Um conto erótico de ViviK
Categoria: Heterossexual
Contém 1704 palavras
Data: 28/03/2026 02:01:04

Conversei com algumas pessoas e recebi algumas sugestões. Demorei a dormir. O coração batia descompassado cada vez que ouvia um ruído vindo do corredor. O Léo dormia ao meu lado, alheio a tudo, e eu me sentia a pior das esposas só por pensar no que estava pensando.

Algo que me disseram estava na minha cabeça:

“Conversa com a Lúcia na boa. Às vezes a gente se entende melhor assim.”

E era verdade. Eu não tinha coragem de falar com o Léo – viraria um auê desnecessário. Também não estava pronta para me aproximar de Erick. Mas a Lúcia… com ela eu podia puxar um papo, sondar. Descobrir se havia algo rolando.

Na manhã seguinte, programei tudo. O Léo saiu cedo, como sempre. Erick já estava trabalhando com o notebook. Eu vesti uma roupa simples, mas que me valorizava – uma calça jeans de cintura alta que marcava o bumbum e uma blusa de alcinha, sem sutiã. Se a Lúcia ia ousar, eu também podia, ainda que fosse só por mim mesma.

Ela chegou com o cabelo solto, uma blusa decotada que não deixava nada para a imaginação. Mal comprimentou e já estava indo para a área de serviço. Não perdi tempo e a convidei para um café:

— Lúcia, toma um café comigo?

Ela não se fez de rogada, de pronto aceitou. Sentamos na mesa da cozinha. Comecei devagar, sem mostrar o jogo. Perguntei sobre a mãe dela para ver como estava e fiz um leve rodeio. Nisso o Erick entrou na cozinha, aproveitei para ver a reação de Lúcia. Levantou-se como para servir algo com uma insunuação bem leve. Erick agradeceu mas disse que teria que sair, pediu desculpas por não poder acompanhar no café e saiu pois teria que ir em uma reunião presencial com um cliente. Assim que Erick saiu já aproveitei a deixa e perguntei para Lúcia:

— Você fez algumas diárias para Patrícia um tempo, né?

Ela deu um gole, os olhos verdes brilhando.

— Poucas vezes. Fui a pedido da minha mãe mesmo.

Pensei um pouco e achei melhor ser mais direta:

— É que com o Erick aqui, fiquei pensando se você já conhecia ele daquela época.

Lúcia sorriu. Um sorriso malicioso, desses que entregam mais do que as palavras.

— Conhecia, sim. De vista. Mas olha, Vivi, a Patrícia era uma megera. Ciumenta doentia. Só que ela aprontava horrores.

Meu interesse aguçou na hora. Apoiei os cotovelos na mesa.

— Por que você diz isso?

Ela se inclinou, a voz mais baixa:

— Uma vez eu cheguei mais cedo pra limpar a casa, quis adiantar o serviço. Mas quando fui passando pelo corredor, ouvi barulho no quarto. A porta estava entreaberta. Eu devia ter saído, mas fiquei curiosa. Espiei.

Ela fez uma pausa e continuou:

— A Patrícia estava de quatro na cama, nua. Atrás dela, um cara que eu nunca tinha visto antes. Um sujeito comum, nada de mais. Ele segurava os quadris dela com força e metia sem dó. Enquanto isso, xingava ela: "é assim que você gosta, sua vadia? Toma, sua puta." E dava uns tapas na bunda dela, com força, estalava alto. A Patrícia só gemia, sussurrava algumas coisas que eu não consegui escutar. Mas estava claro que estava gostando.

Lúcia tomou mais um gole de café, a voz agora mais baixa ainda, acabei me debruçando mais perto, quase para por o ouvido, com a curiosidade intensa e muito excitada com aquela conversa.

— Eu fiquei ali uns segundos, sem ela me ver. Depois me afastei, esperei o indivíduo sair pra chegar como se nada tivesse acontecido. Mas fiquei pensando: o Erick era um cara tão bom com ela, fazia de tudo pra agradar, tratava ela como rainha… e ela traindo com um qualquer daqueles. Problema de autoestima, sabe? Gente que não se acha merecedora de coisa boa, aí procura qualquer porcaria pra se sentir viva.

— E o Erick?

— Nunca soube. Mas eu fiquei com aquela cena na cabeça. Sabe, Vivi, a Patrícia era tão comum, sem graça. E o Erick… puta desperdício um cara como ele com uma mulher daquela. Ele podia ter quem quisesse, mas nunca eu fiquei sabendo de nada que ele pudesse ter feito de errado.

Lúcia balançou a cabeça e continuou

— Depois desse dia, eu tentei me aproximar. Nada de mais, só puxar conversa, me oferecer pra fazer um café, sorrir mais. Mas ele nunca me deu moral. Pelo contrário, sempre que eu ia trabalhar lá, ele dava um jeito de não ficar em casa. Saía, se trancava no escritório, me evitava. Eu nunca fiz nada além de ser simpática, mas ele já se afastava. E eu entendo que ele queria evitar problemas com a Patrícia.

Ela riu, sem mágoa.

— Semana passada eu até quis ver se conseguia conversar com ele. Queria ver se ele ainda me evitava, ou se dessa vez ele ia se abrir um pouco. Ele estava concentrado no computador, perguntei se eu poderia limpar a sala, ele nem chegou a olhar pra mim, apenas agradeceu, perguntou se precisava que ele saisse, acabei apenas dizendo que não queria incomodar e disse que voltaria a limpar quando ele terminasse que era so me chamar. Mas não deu nem um desvio de olhar.

Ela suspirou. E eu, ao escutar isso, tive um turbilhão de emoções diferentes, mas um certo alívio que ali eu já sabia que nada havia acontecido. E ela continou:

— Na hora eu até fiquei com um pouco de raiva, mas depois entendi. O homem é fiel até quando não deve nada a ninguém. Sabe o que eu acho? Que ele quer evitar qualquer mal entendido e confusão.

Fiquei sem reação. tanta informação em uma conversa que eu nem esperava chegar tão longe. Fora isso a Patrícia, aquela que sempre se fez de vítima, era quem aprontava, não que me surpreendesse. E o Erick, mesmo sozinho em casa com uma mulher bonita e claramente se insinuando, simplesmente ignorou. Eu com uma ponta de raiva da Patrícia! Mas por outro lado, ainda mais admiração pelo Erick? Tesão? Não sabia nomear o que ampliava em mim naquele momento.

— E você não contou nada pra ninguém? — perguntei, e a voz um pouco falha, trêmula. As emoções que eu estava sentido com essa conversa, que eu não estava acostumada com tantos detalhes.

— Pra quê? Ia dar mais confusão. Mas te contar... naquele dia que eu vi a Patrícia com o cara, eu fui pra casa com um tesão danado. Meu marido é caminhoneiro, vive viajando. E quando viaja, apronta também. Já encontrei coisa no bolso dele mais de uma vez. Ele tem outro celular. Pensei em separar mas minha mãe sempre fala pra pensar nas crianças, pra deixar pra lá. Pra fechar os olhos. E cada vez que ele some por semanas as vezes eu sei bem o que é desejo guardado.

O olhar dela se fixou em mim por um instante. Não era só um desabafo. Era um convite implícito a um pacto de mulheres que entendem dessas coisas.

— E agora? — perguntei, sem saber se queria a resposta.

— Agora não. Você pediu, né? E você foi sempre boa comigo, Vivi. Sei que ele é importante pra sua família. Não vou mexer nisso.

Ela terminou o café, se levantou. Antes de voltar para o serviço, virou-se e disse:

— Mas se você quiser ele, não espere muito. Homem sozinho na casa da gente, cercado de mulher bonita… uma hora o desejo fala mais alto. Pode ser comigo, pode ser com você. Ou vai acabar sendo com outra.

Deu uma piscadela e foi embora.

Fiquei ali, parada, o corpo inteiro em brasa, sem reação, fiquei muda. Não era pelo que ela contou sobre a Patrícia – a hipocrisia, a traição, a injustiça – mas pela forma como Lúcia falou de desejo. Sem culpa, sem medo. Eu queria ter aquela liberdade. Eu não sabia o que pensar. Estava consumida em desejos e a imaginação correndo solta. Querendo escrever tudo isso de uma vez.

O resto da manhã eu passei atordoada. Antes de sair de casa, o tempo todo meu olhar esbarrava na sala onde Erick trabalha. Lembrava da voz dele, das mãos segurando o copo, do jeito como agradecia cada pequeno favor. E o fogo que eu senti na semana passada voltou, mais forte. Fiquei pensando em aborda-lo, como se ele estivesse ali. Sai para o trabalho, mas com a cabeça a mil.

Quando o Léo chegou à noite, eu já estava insuportável de tesão. Ele mal tinha entrado em casa e eu já o puxava para o quarto.

— Assim, Vivi? Que é isso?

— Não fala. Só me come. Aproveita que estamos só nos dois.

Ele tentou rir, mas eu tirei a camisa dele antes. Fui direto ao ponto: abri o zíper da calça, ajoelhei, e chupei ele ali mesmo, de pé, sentindo ele endurecer na minha boca. Léo gemeu baixo, as mãos no meu cabelo.

— Tá louca hoje…

— Louca pelo seu pau — respondi, subindo e jogando ele na cama.

Montei, sentei com força, encaixando ele todo. Comecei a cavalgar sem dó, os seios balançando, a cabeça jogada para trás. Na minha mente, não era Léo que eu montava. Era Erick. Eram os braços fortes dele, a voz grave, a pele que eu ainda não tinha tocado.

Gozei rápido, um gemido preso, e senti Léo gozar dentro de mim, todo contraído, ofegante.

Depois, na cama, ele me abraçou e suspirou:

— Nossa, Isso foi muito bom.

Dei um beijo de boa noite, acariciei seu peito, e virei de lado de conchinha.

O Léo dormiu. Eu fiquei acordada, escutando os passos de Erick no corredor, indo ao banheiro. O coração batia forte.

Agora eu sabia: Esse desejo só ia aumentar. E eu precisava decidir o que fazer.

Novamente estou aqui, agradecendo as vozes amigas me ajudaram a ter coragem de conversar.

A conversa com Lúcia não me acalmou. Só me deixou mais excitada. Fico aqui pensando que se eu não fizer nada Lúcia acabará fazendo. Estou levemente enciumada, mas por outro lado também torço pela Lúcia. Pensei que talvez não fosse certo o Erick ficar mais tempo em casa, que realmente é como a Lúcia disse, uma hora vai acabar acontecendo algo.

O que eu faço? Vocês estão me ajudando muito e me dando coragem para fazer algo. Estou na mão de vocês!

Beijos,

Vivi

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Comentários

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Se quiser uma vida honesta e cumplicidade com seu marido, converse com ele, explique que não fica bem, um outro homem na casa de vocês e que ja ajudou muito, e hora do Erick procurar o canto dele.

Caso contrário, seduza ele, e você pode correr o risco de ser rejeitada, pelo que a Lúcia falou sobre a honestidade dele, coisa que você não está tendo.

Mais ainda se você abrir as pernas, e ele aceitar, nos conte como foi, sendo bem rica em detalhes.

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